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Governo Federal bloqueia recursos da Saúde e da Educação

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O governo federal publicou nesta quinta-feira (30) decreto presidencial, em edição extra do “Diário Oficial da União”, detalhando o contingenciamento adicional de recursos no orçamento deste ano – cujo valor totaliza R$ 8,6 bilhões, dos quais R$ 8,47 bilhões cabem ao Executivo.

O anúncio do corte extra foi feito na semana passada, no mesmo dia em que o Executivo revisou para baixo a meta de superávit primário (economia para pagar juros da dívida pública) deste ano de R$ 66,3 bilhões para R$ 8,74 bilhões.

De acordo com o Tesouro Nacional, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que já tinha sofrido bloqueio de R$ 25,7 bilhões em maio deste ano, foi novamente alvo do bloqueio de recursos – sofrendo um corte adicional de R$ 2,05 bilhões. O programa foi o que teve o maior contingenciamento adicional.

Cortes adicionais
Além disso, áreas prioritárias do governo também não foram poupadas. O Ministério da Saúde, por exemplo, sofreu um bloqueio extra de recursos da ordem de R$ 1,7 bilhão em seus gastos correntes (não relacionados com investimentos), informou o Ministério da Fazenda. Foi o segundo maior corte realizado nesta semana. O Ministério da Educação, por sua vez, teve um contingenciamento adicional de R$ 1,16 bilhão nos gastos correntes, informou o Ministério da Fazenda.

Mais cedo, nesta quinta-feira, o secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive, declarou que todas as áreas estão sendo afetadas pelo corte extra que está sendo feito no orçamento federal, inclusive Saúde e Educação, mas observou que os limites mínimos constitucionais estão sendo mantidos. “Todos sofrerão cortes, mas preservando áreas prioritárias para o governo e respeitando sempre os limites constitucionais. Corte proporcional as áreas. Não tem nenhuma pasta especificamente afetada pelo decreto”, declarou o secretário do Tesouro a jornalistas.

Segundo o Ministério do Planejamento, o contingenciamento nos Ministérios da Saúde e da Educação ficou abaixo da média geral. “No caso da Saúde o contingenciamento foi de 1,31%, enquanto que na Educação representou 2,55%. Cabe ressaltar que o orçamento dessas áreas se mantém acima do mínimo exigido pela Constituição”, acrescentou.

As emendas parlamentares sofreram um bloqueio adicional de R$ 327 milhões, informou o Ministério do Planejamento. “O bloqueio dos valores primou pela qualidade do gasto público, de modo que não houve um corte linear e alguns Ministérios não foram contingenciados. Também foram consideradas as particularidades de cada política e de cada Órgão, além do ritmo de execução das obras em andamento”, informou o Planejamento.

Meta fiscal
O corte adicional no orçamento faz parte da estratégia do governo para tentar atingir a meta de superávit primário deste ano. Além disso, também aumentou tributos sobre combustíveis, automóveis, empréstimos, importados, receitas financeiras de empresas, exportações de produtos manufaturados, cerveja, refrigerantes e cosméticos e atuou na limitação de benefícios sociais, como o seguro-desemprego, o auxílio-doença, o abono salarial e a pensão por morte, medidas já aprovadas pelo Congresso Nacional.

A equipe econômica trabalha para aumentar o nível de confiança na economia brasileira e também, para que a nota brasileira, concedida pelas agências de classificação de risco, permaneça no chamado “grau de investimento” – que é um tipo de recomendação para investimento. Perdendo essa nota, as regras de vários fundos de pensão de outros países impediriam o investimento no Brasil, o que dificultaria a capacidade de o país, e das empresas do setor privado brasileiro, buscarem recursos no exterior – aumentando subsequentemente os juros destas operações.

Exposição no Rio conta a história da cartografia no Ocidente e no Brasil

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A evolução da cartografia no Ocidente, e em particular no Brasil, pode ser vista na exposição Historica Cartographica Brasilis, que a Biblioteca Nacional inaugura amanhã (30) no Rio de Janeiro. Com mapas que integram o rico acervo da própria instituição, a mostra conta a evolução da cartografia, mostrando como ela surgiu com as primeiras representações feitas pelos viajantes, no século 16.

O percurso começa pela Antiguidade Clássica, com as cartas de Estrabão, geógrafo e historiador grego, estende-se pela Idade Média e chega ao Renascimento, período em que a ciência cartográfica experimentou grande impulso, beneficiada pela invenção da imprensa, pelas descobertas ultramarinas e pela retomada à geografia de Ptolomeu.

A exposição foi organizada para o Congresso Internacional de Cartografia, que pela primeira vez será no Rio, de 23 a 28 de agosto. “Decidimos antecipar a mostra para que o público, sobretudo o escolar, tenha mais tempo de visitação”, explica a curadora Maria Dulce de Faria, técnica em documentação da Biblioteca Nacional. Segundo ela, será a exposição cartográfica mais abrangente feita pela instituição. “Em 1994, tivemos uma, mas apenas com mapas do Brasil até o século 19”, conta.

Foco principal da exposição, a evolução da cartografia histórica do Brasil registra, do final do século 16 ao terceiro quarto do século 17,  a ampliação do território e a defesa do litoral contra as investidas dos franceses, holandeses e ingleses. A partir do final do século 17, os mapas mostram a expansão para o interior do Brasil, as demarcações de fronteira em decorrência de tratados e os levantamentos hidrográficos e geográficos do país, feitos por astrônomos, geógrafos e engenheiros militares.

Antes da criação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1936, os mapas do país eram produzidos por diversas instituições, parte delas ligadas ao Exército e à Marinha. Um dos destaques da mostra é o mapa do Brasil datado de 1922, ano do centenário da Independência. Foi o primeiro produzido dentro da padronização da Carta Internacional do Mundo, que mapeou o planeta na escala de 1 por 1 milhão, segundo  Maria Dulce.

A exposição Historica Cartographica Brasilis fica em cartaz até 31 de agosto e pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h, e aos sábados, das 11h às 14h. A entrada é gratuita, e a Biblioteca Nacional fica na Avenida Rio Branco, 219, na Cinelândia, centro do Rio.

 

(Fonte Agência Brasil)

Brasil terá que investir até 3 vezes mais para ter ensino de qualidade

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Brasil terá que aumentar em até três vezes o valor investido por aluno na rede pública para garantir uma educação com padrões mínimos de qualidade, informou a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, rede que reúne mais de 200 organizações. Esse cálculo significa R$ 37 bilhões a mais no sistema educacional público, que engloba 40,7 milhões de matrículas.

A etapa educacional que mais necessita de investimentos é a creche, que atende a crianças de até 3 anos de idade. O valor ideal seria R$ 10 mil por aluno para o atendimento em tempo integral. Atualmente, segundo os dados divulgados pela Campanha, são gastos R$ 3,3 mil, com base nos valores do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb).

O investimento calculado pela Campanha corresponde ao Custo Aluno-Qualidade inicial (CAQi), instrumento criado pela própria organização e incorporado ao Plano Nacional de Educação (PNE). O CAQi define quanto cada aluno precisa para ter acesso a uma educação com um padrão mínimo de qualidade. Entram no cálculo recursos para infraestrutura, materiais e equipamentos, além do salário dos professores.

A implantação do Custo Aluno Qualidade (CAQ), para o período posterior à fase inicial, faz parte das estratégias para alcançar o investimento de pelo menos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação até 2024. Pela lei, o CAQi deve ser implementado em até dois anos de vigência da lei, no final de junho de 2016.

A tabela divulgada pela Campanha atualiza os valores para todas as etapas de ensino. Entre as matrículas em tempo integral, na pré-escola, o valor por aluno deveria ser R$ 5 mil, contra os atuais R$ 3,3 mil; no ensino fundamental e no médio, R$ 4,8 mil, contra R$ 3,3 mil atuais. A educação indígena e quilombola deveria subir dos atuais R$ 3,1 mil para R$ 6,1 mil por estudante.

“Os dados mostram que as matrículas que o Brasil menos investiu ao longo da história, como creche, educação quilombola e indígena, demandam mais recursos”, diz o coordenador geral da Campanha, Daniel Cara.  Ele acrescenta que, além das matrículas existentes, o Brasil ainda tem de incluir 2,8 milhões de crianças e jovens na escola e isso custará mais R$ 13 bilhões iniciais para garantir a infraestrututra e R$ 13 bilhões a mais por ano para manter esses alunos.

“Os dados trazem a clareza de que praticamente todas as matrículas do Brasil, salvo os estados mais ricos, precisam de complementação da União para atingir um padrão mínimo de qualidade. Essa é uma agenda que vai ter que ser discutida”, diz.

Dados do Inep de 2014, obtidos por requerimento de informação pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), mostram que a União contribui com 18%, os estados, com 40%, e os municípios, com 42% do investimento direto aplicado em educação.

Para o cálculo do CAQi, a Campanha utilizou os insumos previstos em parecer do CNE de 2010, que não foi homologado pelo MEC. O documento final da Conferência Nacional de Educação (Conae), que reuniu especialistas, organizações e Poder Público, estabelece que o CAQi seja regulamentado nos moldes do parecer do CNE.

O MEC, no entanto,  discute o CAQi e o CAQ em grupo formado por secretarias do pasta, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Em junho, à Agência Brasil, o secretário de Articulação com os Sistemas de Ensino do MEC, Binho Marques, disse que o grupo levanta dados sobre insumos e custos da educação básica e que o CAQ poderá não seguir exatamente o que está no parecer do CNE. Até setembro o trabalho do grupo deverá ser colocado para discussão.

 

 

 

 

(Fonte:Agência Brasil)

Pronatec Aprendiz terá 15 mil vagas em micro e pequenas empresas


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A primeira etapa do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) Aprendiz na Micro e Pequena Empresa vai oferecer 15 mil vagas em 81 municípios com alto índice de violência e vulnerabilidade social, selecionados com base no Mapa da Violência. As micro e pequenas empresas terão benefícios na contratação de aprendizes e os jovens terão a formação técnica paga com recursos do Pronatec.

A adesão ao programa vai começar em agosto e as micro e pequenas empresas que tiverem pelo menos um empregado poderão contratar jovens de 14 a 18 anos. Elas terão que arcar com o salário-hora mínimo (meio salário-mínimo no caso da jornada de 4 horas), vale-transporte e contribuição de 2% para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), e não 8% como pagam as demais empresas. A alíquota patronal para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) será 12%, mas os micro e pequenos empresários que optam pelo regime tributário do Simples Nacional serão isentos do recolhimento.

Poderão concorrer às vagas os estudantes matriculados na rede pública de ensino. Os jovens contratados pelo programa farão um curso de 400 horas, divididas em dois anos, pago pelo Ministério da Educação com recursos do Pronatec. Os cursos técnicos serão oferecidos pelas instituições da rede federal de educação tecnológica, pelas escolas técnicas estaduais e municipais e pelo Sistema S, que inclui entidades como Sesi, Sesc e Senai.

Os jovens poderão trabalhar nas áreas de informática, operação de loja e varejo, serviços administrativos e alimentação, de acordo com a oferta dos cursos de formação.

“Uma vez por semana, esse jovem tem de estar nesse curso, ele tem o horário de frequência na escola, tem o horário do trabalho e uma vez por semana não vai trabalhar, mas vai fazer o curso”, explicou hoje (28) o ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos.

De acordo com o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, a formação de cada aprendiz vai custar R$ 4 mil ao governo, num total de R$ 60 milhões de investimentos para as primeiras 15 mil vagas. “Este jovem vai aprender uma modalidade de trabalho, não queremos que ele seja mão de obra não qualificada, ele terá trabalho qualificado para alçar voos maiores”, avaliou o ministro, que destacou a função social do programa, por evitar que adolescentes possam ser aliciados para o crime.

A presidenta Dilma Rousseff, que participou de reunião de trabalho sobre o programa antes do anúncio, também ressaltou a importância do acesso ao mercado de trabalho para dar perspectivas aos jovens fora do crime. “Temos de combater o uso de jovens pelo crime organizado, daí porque temos um critério para começar esse programa, o critério é justamente áreas onde há maior grau de violência e portanto maior vulnerabilidade. Não podemos aceitar que o crime organizado substitua o Estado e a sociedade brasileira”, disse.

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, disse que a contratação de jovens aprendizes vai permitir que os adolescentes continuem na escola e façam parte de uma parcela da população jovem com trabalho e com escola. “Essa é uma agenda de inclusão. A ideia é que o jovem não abandone a escola, que tenha mais um elemento para se manter na escola. Vai garantir qualificação, é uma oportunidade de renda e ao mesmo tempo mantém o jovem na educação”, avaliou.

As inscrições para o programa serão feitas nas unidades dos Centros de Referência em Assistência Social (Cras). O governo também vai utilizar a Busca Ativa para encontrar jovens que se encaixem nos critérios do programa nas cidades selecionadas.

 

 

(Fonte:Agência Brasil)

Estudantes brasileiros participam de Olimpíada Internacional de Astronomia na Indonésia

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Com a participação de cinco estudantes brasileiros, começa hoje (26), na Indonésia, a Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica. Além do Brasil, 17 países se inscreveram para participar dos jogos, entre os quais os Estados Unidos, a China, a Bolívia, a Colômbia. As provas internacionais ocorrem na província de Central Java e vão até o dia 2 de agosto.

A seleção brasileira que participa da 9ª edição da olimpíada é formada pelos estudantes Carolina Lima Guimarães, Felipe Roz Barscevicius, João Paulo Krug Paiva, Pedro Henrique da Silva Dias e Yassin Rany Khalil. Em junho, os jovens participaram de um treinamento com especialistas no Laboratório Nacional de Astrofísica, em Brazópolis (MG). A preparação contou a participação de mais cinco alunos que compõem a equipe reserva, já que em setembro haverá a 7ª Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Aeronáutica.

Os estudantes participaram, durante os treinamentos, de oficinas de observação do céu noturno de maneira panorâmica, a olho nu e com telescópio. De acordo com informações do site da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, os brasileiros foram selecionados para as provas internacionais após obterem ótima pontuação na prova nacional, participarem de provas seletivas objetivas e de prova final presencial. A Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica ocorre desde 2007. Em 2012, o Brasil sediou uma edição da olimpíada.

 

(Fonte:Agência Brasil)

Cursos para formação de professores terão carga horária maior e mais prática

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A formação dos professores será mais longa e mais voltada para a prática em sala de aula. É o que define parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE), que já foi homologado pelo Ministério da Educação (MEC) e que deverá ser colocado em prática em até dois anos, prazo para que os cursos em funcionamento se adequem às novas regras.

A homologação do Parecer 2/2015 é parte do pacote de medidas adotadas pelo governo no final do primeiro ano de vigência do Plano Nacional de Educação (PNE). Entre as mudanças está a exigência de uma carga horária maior para os cursos de licenciatura, que passam de 2,8 mil, o equivalente a três anos de formação, para 3,2 mil ou quatro anos de formação.

Para a segunda licenciatura, a duração é de 800 a 1,2 mil horas e os cursos de formação pedagógica para os graduados não licenciados devem ter a duração de 1 mil a 1,4 mil horas.

Os futuros professores terão durante todo o curso atividades práticas, além do estágio supervisionado em escolas. “Há toda uma perspectiva de integração da educação básica e superior. Pensar a formação dos professores agora não é uma atribuição apenas das instituições de ensino superior, mas é uma parceria com a educação básica”, explica o relator do parecer, Luiz Fernandes Dourado.

Outra novidade, segundo o relator, é a uma maior integração entre a formação inicial dos professores e a formação continuada, oferecida aos docentes já formados. “Há uma busca por organicidade na formação inicial e continuada de professores. A formação envolverá as escolas e as secretarias de estado, além das instituições de ensino superior em atividades, cursos de extensão, atualização, aperfeiçoamento, especialização, mestrado e doutorado”, diz Dourado.

O parecer traz dados de 2013. Eles mostram que 25,2% do total de 2,14 milhões de docentes não têm a formação em nível superior. A maior porcentagem está na educação infantil, que atende crianças de até 6 anos de idade, onde 40% não tem essa formação.

“A principal modificação é compreender que a docência é um ato que tem que ser aprendido. A relação teoria e prática está presente do primeiro ao último ano de formação”, analisa a presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped), Maria Margarida Machado

“Tenho que pensar que estou formando um professor licenciado para lidar com EJA [Educação de Jovens e Adultos], educação de campo e indígena, aspectos que envolvem a diversidade da docência no Brasil. As modalidades são trabalhadas não apenas na formação inicial, mas na continuada”, destaca.

O parecer é o primeiro passo para a Política Nacional de Formação dos Profissionais da Educação Básica, prevista no PNE. A proposta do MEC para a Política está em consulta pública na internet. O MEC está colhendo opiniões sobre cada uma das partes da proposta. A intenção é fortalecer o regime de cooperação entre União, estados e municípios para a formação de professores.

Entre as propostas em consulta está a de que estudantes que tenham financiado cursos de licenciatura possam pagar a dívida dando aulas em escolas públicas.

 

 

 

(Fonte:Agência Brasil)

Estudantes brasileiros da rede pública disputam campeonato de robótica na Austrália

A equipe, formada por cinco adolescentes do Maranhão, embarcou para o torneiro que começa sexta-feira (10) na Austrália. Os competidores vão representar o Brasil na etapa internacional do torneio de robótica First Lego League. O grupo desenvolveu um jogo virtual que conta a história do Maranhão. Além desse projeto, conta pontos o robô projetado por eles.

 

 

(Fonte:TV Brasil)

Entenda o que é a base nacional comum de ensino (veja vídeo )

Educadores de várias partes do Brasil se reuniram em um Seminário Internacional que aconteceu nesta quarta-feira (8), em Brasília, para debaterem a reformulação do ensino médio e a construção de uma base nacional curricular comum.

A ideia é criar uma base para o ensino que seja comum em todas as escolas do Brasil. O presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Eduardo Deschamps, considera que, atualmente o conteúdo do ensino médio está direcionado somente para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “Não é o caminho adequado, os países com educação de classe mundial desenvolveram a partir de uma base comum os seus currículos que guardam espaço para a diversidade, como no Brasil vai ter que ter”, completa.

O Plano Nacional de Educação (PNE) estabelece que a base nacional curricular comum da educação básica deve estar concluída até junho de 2016. A Base Nacional é uma das vinte metas do PNE e está prevista na Constituição Federal e na Lei de Diretrizes.

 

Sisutec registra menos inscritos que em 2014

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O Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec) registrou 211.897 candidatos inscritos nesta edição, segundo balanço do Ministério da Educação (MEC). O número é inferior aos 345 mil do ano passado.

O Sisutec oferece vagas gratuitas em cursos técnicos, em instituições públicas e privadas de ensino superior e de educação profissional e tecnológica, com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Nesta edição, são ofertadas 83.641 vagas em 515 municípios de todos os estados e no Distrito Federal.

Este ano, as inscrições foram adiadas mais de uma vez e não houve edição no primeiro semestre, como ocorreu em 2014. A oferta de vagas também foi menor. A segunda edição do ano passado oferceu 289.341 vagas em cursos técnicos.

O balanço deste ano mostra que, com 72.238 inscrições, o curso de técnico em segurança do trabalho foi o mais procurado pelos estudantes. O curso técnico em logística vem logo depois, com 51.778 inscrições. Metade dos inscritos é da Região Nordeste, 106.378.

O resultado da primeira chamada foi divulgado na terça-feira (7) e as matrículas começaram hoje e vão até sexta- feira (10). A segunda chamada será divulgada no dia 14 de julho e o perído de matrícula nos dias 15 a 17 deste mês.

As vagas não preenchidas serão ofertadas pela internet, na página do Sisutec, no período de 20 de julho a 2 de agosto. Qualquer pessoa poderá se inscrever nessa etapa, independentemente de ter feito o Enem. A única exigência é ter concluído o ensino médio.

 

 

 

(Fonte:Agência Brasil)

Mudanças no Fies tornam o programa mais sustentável

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O Ministério da Educação (MEC) publicou nessa sexta-feira (3), no Diário Oficial da União, as novas regras do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). As alterações, segundo especialistas, dão maior sustentabilidade ao programa. Por outro lado, os estudantes, que terão que arcar com juros maiores, prazo menor para quitar a dívida e o fim do financiamento de 100% do curso, estão preocupados com as finanças.

“A alta da taxa de juros seria natural e é importante para a sustentabilidade do programa”, diz a consultora financeira Gabriela Vale em entrevista . Pelas novas regras, os juros passam de 3,4% ao ano para 6,5%, ainda inferiores à taxa básica definida pelo Banco Central, atualmente em 13,75%. Além disso, o limite de renda para obter o financiamento passa de 20 salários por família para 2,5 por pessoa.

Segundo ela, a restrição do benefício para pessoas com renda até 2,5 salários mínimos faz com que o programa beneficie quem realmente precisa do auxílio. “Acaba criando um círculo positivo. A pessoa com renda até 2,5 salários mínimos tem a oportunidade de sair dessa faixa de renda, evoluir profissionalmente e financeiramente e, lá na frente, gerar mais riqueza para o Estado, pagar o financiamento e, com isso, financiar os novos estudantes que têm a mesma renda que ela tinha”, diz.

A dica de Gabriela é quitar o financiamento o mais rápido possível e, com isso, no fim das contas, pagar menos juros. “As pessoas que optarem pelo Fies precisam se organizar para tentar pagá-lo o mais rapido possível, assim que se formarem ou que tiverem condições”.

Para o pesquisador da área de economia aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas Vinícius Botelho, as mudanças ainda são tímidas em relação ao potencial do programa. Ele defende um mecanismo mais eficiente para medir a qualidade dos cursos e também para incentivar cursos com maior qualidade em áreas mais vulneráveis – o que, na sua opinião, ainda não é feito com esse modelo do Fies.

Além disso, Botelho considera os juros ainda baixos e o subsídio muito alto. A definição, segundo ele, deveria ser com base na renda futura do estudante, após a formação recebida, e não com base na renda que tem quando começa a estudar.

“O MEC poderia ter mecanismos de mercado determinando o pagamento do financiamento com base na renda esperada dos alunos, como é feito em outros países”, diz. Para o pesquisador, o financiamento dos estudos deveria servir primeiro para gerar o máximo de piso salarial [na medida em que melhora a formação, os estudantes ganham mais no mercado de trabalho] e, com isso, financiar mais alunos”.

Em relação ao fim do financiamento integral – agora, os estudantes terão que pagar parte da mensalidade de acordo com a faixa de renda a que pertencem. Aqueles com renda menor pagarão também menos – o pesquisador diz que vai ajudar a controlar eventuais aumentos abusivos das instituições. Antes os alunos só sentiam o peso das mensalidades depois de formados, quando começavam a quitar. “A curva de percentual de financiamento joga para o aluno a responsabilidade de pagamento. Funciona como âncora para as instituições, porque os alunos sentem no bolso a mensalidade”.

Por outro lado, os estudantes, que terão que arcar com o ônus, criticaram os aumentos. “Na nossa opinião, se as novas regras optaram por baixar o teto da renda dos estudantes beneficiados, não podem prejudicá-los com o aumento dos juros”, diz a presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral.

Ela cita também o fim do financiamento integral. “Muitos estudantes entram na universidade ainda sem emprego e, ao longo da universidade conseguem estágio, emprego na área. É importante que ele comece sem ter que pagar nada do financiamento porque, ao longo do curso, poderia optar por adiantar algumas parcelas ou quitar o financiamento”.

A estudante Yasmim Ferreira, de 20 anos, é uma das que vão se candidatar ao Fies. Ela não conseguiu o financiamento no primeiro semestre e teve que usar o dinheiro que economizou para a festa de casamento a fim de quitar a dívida com a faculdade. Apesar das mudanças, segundo Yasmin, o financiamento é a única opção para conseguir concluir os estudos. Ela faz fisioterapia na Universidade Potiguar, em Mossoró (RN).

“Fies nada mais é que um dinheiro nosso que o governo está nos emprestando e iremos devolvê-lo com juros, e agora juros altíssimos”. Vou contar com a ajuda de meu pai e investir parte de meu salário, infelizmente”. Pelas novas regras, ela, que tem renda em casa de R$ 947 por pessoa, terá que pagar 27% da mensalidade, o que equivale a R$ 307,26. “É um valor bem alto”.

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(Fonte Agência Brasil)