Arquivo da categoria: Educação

Os céus proclamam a glória de Deus

Salmos 19

1 Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos.
2 Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite.
3 Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som;
4 no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo. Aí, pôs uma tenda para o sol,
5 o qual, como noivo que sai dos seus aposentos, se regozija como herói, a percorrer o seu caminho.
6 Principia numa extremidade dos céus, e até à outra vai o seu percurso; e nada refoge ao seu calor.
7 A lei do SENHOR é perfeita e restaura a alma; o testemunho do SENHOR é fiel e dá sabedoria aos símplices.
8 Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro e ilumina os olhos.
9 O temor do SENHOR é límpido e permanece para sempre; os juízos do SENHOR são verdadeiros e todos igualmente, justos.
10 São mais desejáveis do que ouro, mais do que muito ouro depurado; e são mais doces do que o mel e o destilar dos favos.
11 Além disso, por eles se admoesta o teu servo; em os guardar, há grande recompensa.
12 Quem há que possa discernir as próprias faltas? Absolve-me das que me são ocultas.
13 Também da soberba guarda o teu servo, que ela não me domine; então, serei irrepreensível e ficarei livre de grande transgressão.
14 As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, SENHOR, rocha minha e redentor meu!

Tema da redação do Enem surpreende professores

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O tema da redação deste ano 2017 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) surpreendeu professores que trabalharam na preparação dos alunos. Na prova que está sendo aplicada hoje (5), os candidatos deverão falar sobre os desafios para formação e educacional de surdos no Brasil.

O professor de redação Márcio Calixto, da escola Dínamis, do Rio de Janeiro, disse que esse não era um tema esperado. “Apesar de muito ter se falado sobre inclusão, mas principalmente dos portadores de necessidades especiais de uma maneira ampla, não dos surdos de forma específica. Não é um tema tranquilo de ser escrito, o aluno vai ter que se dedicar para poder encontrar os argumentos”, disse.

Calixto avaliou o tema deste ano como “extremamente humano e muito bem-vindo”. “Os temas do Enem têm sido sempre muito humanos, e eles não fugiram dessa característica. São temas que pedem uma proposta de intervenção, exigem do candidato uma visão mais completa, mais humana e mais empática, de se colocoar no lugar do outro que precisa de ajuda.”

A coordenadora de Redação do Colégio Sigma, de Brasília, Carolina Darolt, disse que a preparação dos alunos não envolveu essa questão específica. “Ninguém foi tão a fundo assim, abordando uma questão tão específica. Nós falamos sobre questões de minorias, de educação de maneira geral, sobre as deficiências”, contou.

Mesmo assim, ela avalia que o tema não é difícil, mas vai exigir que o candidato preste atenção nos textos oferecidos para subsidiar a redação. “É um tema muito tranquilo, mas vai exigir que o participante faça uma leitura atenta da coletânea. Se não ele corre o risco de abordar o tema tangencialmente, de falar sobre educação, sobre minorias, e esquecer de pontuar a questão da educação para os surdos. Essa é a única dificuldade.”

Para ela, a mudança nas regras do Enem, que agora não permitem mais atribuir nota zero para quem desrespeitar os direitos humanos, não vai atrapalhar na elaboração da prova. “Ainda mais com esse tema tão específico, é muito pouco provável que alguém vá atacar os direitos humanos. Se fosse outra questão como penitenciárias, teria mais chances. Com esse tema de educação para os surdos, foge um pouco dessa polêmica dos direitos humanos.”

O tema da redação deste ano segue a tendência das últimas edições do Enem, que costuma abordar temas sociais. No ano passado, o tema foi Caminhos para Combater a Intolerância Religiosa no Brasil. Violência contra a mulher, publicidade infantil, Lei Seca e movimento imigratório também foram abordados nos últimos anos.

Hoje (5) é o primeiro dia de prova do exame, e também terá provas de linguagens e ciências humanas. Os candidatos têm cinco horas e 30 minutos para concluir a prova. O exame começou a ser aplicado às 13h30, no horário de Brasília, para cerca de 6,7 milhões de candidatos em todo o país.

 

(Fonte Agência Brasil)

Candidatos consideram tema da redação do Enem inesperado e difícil

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Além de professores, o tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano – Desafios para a Formação Educacional de Surdos no Brasil – surpreendeu também quem fez a prova neste domingo (5).

O estudante Denis Jarbas, de 21 anos, e que pretende estudar processos gerenciais, foi um dos primeiros a deixar a Universidade Nove de Julho (Uninove), em São Paulo, um dos locais de aplicação do exame na capital paulista. Ele saiu pouco depois das 15h30. O estudante considerou, no geral, as provas complicadas e o tema da redação surpreendente. “[Não estava preparado] para este tema não, mas deu para construir um texto legal com [a ajuda] dos textos-base”, disse ele a jornalistas. Para ele, que já tinha feito o Enem no ano passado, as provas deste ano foram mais difíceis. “Este ano foi mais difícil por causa da redação também”.

A estudante Luiza Araújo, 18 anos, que também fez as provas na Uninove, considerou o tema inesperado. “O tema do ano passado [sobre intolerância religiosa] foi mais fácil”, disse a jovem, que pretende cursar Farmácia.  “Você não vê pessoas com deficiência auditiva nas escolas normais”, disse ela, acrescentando que na escola onde estuda não convive com surdos.

Em Brasília, a candidata Camila Alves considerou díficil desenvolver a abordagem do tema. “Eu li e reli os textos-bases que eles dão, mas foi bem complicado. Todo mundo estava esperando temas mais de atualidades, e muita gente não estudou esse assunto”, disse a estudante, que quer tentar uma vaga em enfermagem.

O estudante Caio Thomaz também em Brasília considerou o tema inusitado, pois esperava um assunto mais ligado à política. “Eu usei bastante os textos motivadores que tinha, então não achei tão complicado”, disse, embora admita que abordou o tema de foma superficial.

Já a estudante Mariana Spaolonzi, de 18 anos, avaliou o tema da redação como tranquilo. “Não achei [o tema da redação] tão difícil. Esperava que fosse pior. Achei bem tranquilo”, disse ela, que fez o Enem na Uninove, em São Paulo.

Ela contou que um dos textos de apoio abordava a questão das pessoas com deficiência auditiva não conseguirem vaga no mercado de trabalho mesmo que tenham formação educacional adequada. “Era para a gente desenvolver uma solução para isso. Eu pensei [ao escrever sobre o tema] em uma empresa que fosse direcionada só para deficientes auditivos, daí teriam mais vagas. Acho que as empresas acabam usando a lei das cotas e pegam só o número mínimo de pessoas. Então, o resto acaba ficando sem emprego. Precisa ter mais inclusão”, disse.

O candidato Gustavo Santos Duarte, 18 anos, considerou a prova de língua portuguesa a mais difícil do dia. “A redação foi tranquila. Gostei da redação. O tema foi bem legal. Estudo em uma escola onde há alguns alunos surdos e consigo interagir um pouco com eles. Isso me deu vantagem para poder fazer a redação”, contou o aluno que pretende cursar fisioterapia.

 

(Fonte Agência Brasil)

Estados e Regiões do Brasil

A República Federativa do Brasil é composta por 26 Estados e 1 Distrito Federal, distribuídos em uma área de 8.514.876 km².

A divisão política do território brasileiro foi definida pela Constituição Federal de 1988. Os 26 estados do Brasil e o Distrito Federal estão divididos em cinco regiões, são elas:

Região Norte:

Acre – Capital: Rio Branco. Extensão territorial: 152.581,388 km²

 Amapá – Capital: Macapá. Extensão territorial: 142.814,585 km²

Amazonas – Capital: Manaus. Extensão territorial: 1.570.745,680 km²

Pará – Capital: Belém. Extensão territorial: 1.247.689,515 km²

Rondônia – Capital: Porto Velho. Extensão territorial: 237.576,167 km²

Roraima – Capital: Boa Vista. Extensão territorial: 224.298,980 km²

Tocantins – Capital: Palmas. Extensão territorial: 277.620,914 km²

Região Nordeste:

Alagoas – Capital: Maceió. Extensão territorial: 27.767,661 km²

Bahia – Capital: Salvador. Extensão territorial: 564.692,669 km²

Ceará – Capital: Fortaleza. Extensão territorial: 148.825,602 km²

Maranhão – Capital: São Luís. Extensão territorial: 331.983,293 km²

Paraíba – Capital: João Pessoa. Extensão territorial: 56.439,838 km²

Pernambuco – Capital: Recife. Extensão territorial: 98.311,616 km²

Piauí – Capital: Teresina. Extensão territorial: 251.529,186 km²

Rio Grande do Norte – Capital: Natal. Extensão territorial: 52.796,791 km²

Sergipe – Capital: Aracaju. Extensão territorial: 21.910,348 km²

Região Centro-Oeste:

Goiás – Capital: Goiânia. Extensão territorial: 340.086,698 km²

Mato Grosso – Capital: Cuiabá. Extensão territorial: 903.357,908 km²

Mato Grosso do Sul – Capital: Campo Grande. Extensão territorial: 357.124,962 km²

Distrito Federal – Capital: Brasília. Extensão territorial: 5.801,937 km²

Região Sudeste:

Espírito Santo – Capital: Vitória. Extensão territorial: 46.077,519 km²

Minas Gerais – Capital: Belo Horizonte. Extensão territorial: 586.528,293 km²

São Paulo – Capital: São Paulo. Extensão territorial: 248.209,426 km²

Rio de Janeiro – Capital: Rio de Janeiro. Extensão territorial: 43.696,054 km²

Região Sul:

Paraná – Capital: Curitiba. Extensão territorial: 199.314,850 km²

Rio Grande do Sul – Capital: Porto Alegre. Extensão territorial: 281.748,538 km²

Santa Catarina – Capital: Florianópolis. Extensão territorial: 95.346,181 km²

 

Inscrições para Encceja para residentes no exterior terminam amanhã

Os brasileiros residentes no exterior que quiserem fazer o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) têm até as 23h59 da próxima segunda-feira (17) para fazer a inscrição. A participação é voluntária e gratuita, destinada a quem não concluiu os estudos em idade apropriada. A inscrição está disponível na página eletrônica do exame: http://sistemasencceja2.inep.gov.br/exterior

O Encceja Exterior 2017 será aplicado no dia 10 de setembro nos Estados Unidos (Boston, Nova Iorque e Miami), na Bélgica (Bruxelas), na Guiana Francesa (Caiena), em Portugal (Lisboa), na Suíça (Genebra), na Espanha (Madri), no Reino Unido (Londres), na França (Paris), na Holanda (Amsterdã) e no Japão (Nagóia, Hamamatsu e Ota). O exame também será realizado em unidades prisionais em Tóquio (Japão) e em Caiena (Guiana Francesa), entre os dias 11 a 22 de setembro.

Para que servem os resultados

Os resultados do Encceja podem ser utilizados para a certificação de conclusão de ensino fundamental ou do ensino médio ou para emissão da declaração de parcial de proficiência. Para a certificação do ensino fundamental, o candidato deve ter 15 anos completos na data da realização da prova e para a do ensino médio, a idade é de pelo menos 18 anos. A prova será aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em parceria com o Ministério das Relações Exteriores e com as representações diplomáticas do Brasil nos locais de aplicação.

Para quem mora no Brasil, as inscrições para o Encceja começam no dia 7 de agosto e a prova será realizada no dia 8 de outubro. A partir deste ano, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não poderá mais ser usado para a certificação de conclusão do ensino médio, e que feita exclusivamente pelo Encceja.
(Fonte Agência Brasil)

Inscrições para o Encceja começam no dia 7 de agosto

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As inscrições para o Encceja começam no dia 7 de agosto e a prova será realizada no dia 8 de outubro. A partir deste ano, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não poderá mais ser usado para a certificação de conclusão do ensino médio, e que feita exclusivamente pelo Encceja.

O que é o Encceja

O Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) é um exame gratuito e de participação voluntária ofertado aos jovens e adultos residentes no Brasil e no Exterior que não tiveram oportunidade de concluir seus estudos em idade própria.

Constitui-se em um exame para aferir as competências, habilidades e saberes adquiridos no processo escolar ou nos processos formativos. Esses últimos incluem o desenvolvimento na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais, entre outros.

A partir deste ano, com a publicação da Portaria nº 468 de 3 de abril de 2017, os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio não poderão ser utilizados para fins e certificação do Ensino Médio. Dessa forma, o Encceja passa a ser ofertado para participantes que desejam certificar-se no Ensino Médio e no Ensino Fundamental tanto no Brasil quanto no Exterior. O participante deverá optar pelo nível de Ensino que deseja obter o certificado no momento da inscrição.

Certificação e Declaração de Proficiência do Encceja

A participação no Encceja é voluntária e gratuita, destinada aos jovens e adultos residentes no Brasil e no exterior que não tiveram oportunidade de concluir seus estudos em idade própria.

No Brasil e no exterior, o exame pode ser realizado para solicitar a certificação no nível de conclusão do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. A prova é destinada ao público com no mínimo 15 (quinze) anos completos na data da prova para o Ensino Fundamental. Já para o Ensino Médio, os interessados podem solicitar a certificação desde que tenham no mínimo 18 (dezoito) anos completos na data da prova.

O Exame constitui-se de provas estruturadas da seguinte forma:

a) Para o Ensino Fundamental:

  • Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna, Artes, Educação Física e uma proposta de Redação;
  • Matemática;
  • Historia e Geografia;
  • Ciências Naturais.

b) Para o Ensino Médio (apenas para os brasileiros residentes no exterior

  • Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e uma proposta de Redação;
  • Matemática e suas Tecnologias;
  • Ciências Humanas e suas Tecnologias;
  • Ciências da Natureza e suas Tecnologias.

As áreas do conhecimento foram estabelecidas a partir do currículo da Base Nacional Comum, de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s).

A emissão dos Documentos Certificadores (Certificado e Declaração de Proficiência) é responsabilidade das Secretarias Estaduais de Educação que firmaram com o Inep o Termo de Adesão ao Encceja Nacional, disponível no Anexo do Edital do Exame.

O participante poderá solicitar o aproveitamento dos resultados de uma ou mais áreas de conhecimento avaliadas em quaisquer edições anteriores do Encceja, do Encceja Exterior e  do Enem, desde que estejam dentro dos critérios estabelecidos nos Editais.

Cronograma

Conheça as datas de publicação dos editais, inscrições e aplicação das provas do Encceja 2017

Encceja Nacional
Publicação do edital: 24 de julho
Inscrições: 7 a 18 de agosto
Aplicação: 8 de outubro

Encceja Nacional PPL
Publicação do edital: 7 de agosto
Adesão das unidades: 14 a 25 de agosto
Inscrições: 21 de agosto a 1º de setembro
Aplicação: 24 e 25 de outubro

Encceja Exterior
Publicação do edital: 30 de junho
Inscrições: 3 a 17 de julho
Aplicação: 10 de setembro

Encceja Exterior PPL
Publicação do edital: 30 de junho
Inscrições: 3 a 17 de julho
Aplicação: 11 a 22 de setembro

Uerj realiza vestibular com menos da metade dos candidatos do ano passado

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A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) realizou hoje (16) a primeira etapa do vestibular 2018. O segundo exame de qualificação está programado para 17 de setembro, com inscrições entre 21 de julho a 7 de agosto. A fase final do vestibular da Uerj é uma prova discursiva, que será aplicada no dia 3 de dezembro.

A crise financeira do estado reduziu a mais da metade o número de candidatos inscritos este ano. Foram 37.393, contra 80 mil no ano passado. O primeiro dia de exame registrou 10,38% de faltas, um pouco acima da média que oscila entre 8% e 9%.

O diretor do Departamento de Seleção Acadêmica (DSEA) da Uerj, Gustavo Krause, atribuiu o aumento de faltas não à crise, mas à saída da corporação dos bombeiros do vestibular perto do fim das inscrições. Com isso, muitas pessoas que só estavam se inscrevendo para cursar a Academia de Oficiais Bombeiros desistiram da prova.

Krause disse que mais que se concentrar nos candidatos que não compareceram, a preocupação tem de ser com as “milhares de pessoas que ainda acreditam na Uerj, na universidade pública, inclusiva, uma universidade de tradição, a despeito de toda crise do estado e do país”. “Ainda acreditam na gente”, destacou.

Aposta na Uerj

Marcela Dib é uma das candidatas que não desistiram de tentar entrar na Uerj apesar da crise. Em sua segunda tentativa, ela fez engenharia no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ) e pretende cursar medicina. “Acho que, quando a gente diz que não vai entrar para a universidade porque ela está em crise, a gente está deixando de lado aquela situação. Quando a gente entra como aluno para a luta, para que aquilo se mantenha, é um ato político que a gente está fazendo virando estudante da Uerj”, justificou.

O gesto de Marcela Dib emocionou o diretor Krause. ”É um gesto muito bonito de apostar nessa universidade inclusiva, de todas as cores. Os alunos que ficam aqui sentem uma experiência única porque convivem com várias classes, com toda a periferia do Rio de Janeiro. É algo que nos estimula muito”. Krause ressaltou que a Uerj foi pioneira no sistema de cotas “e aqui as cotas funcionaram”.

Tentando uma vaga no curso de engenharia civil, Eduardo de Souza Fernandes, de 19 anos diz que a Uerj mantém o prestígio mesmo com a atual crise. “Essa é uma instituição de excelência, muito conhecida, e todo mundo se interessa, apesar da situação em que está atualmente”, diz.

Ex-aluna da Uerj, formada em 1984, a médica Lumena Tereza Gandra acredita que a universidade vai sair da situação de penúria. “Esta é uma universidade de excelência, com excelentes professores, que já formou uma série de bons profissionais, e por tudo que ela oferece”, comenta.

Resistência

A esperança de Krause é que a situação atual melhore mais adiante. Os professores e demais funcionários da universidade estão com salários atrasados desde maio e ainda não receberam o décimo terceiro de 2016.

Segundo o diretor do DSEA, a instituição decidiu manter o vestibular apesar da crise porque o cancelamento das provas agravaria ainda mais a crise em vez de ajudar a resolvê-la. Ele diz que a Uerj necessita, de todas as maneiras, conseguir trabalhar e continuar a existir.

Para Krause, está havendo um ataque maciço contra as universidades estaduais, as escolas técnicas e a cultura, como o Theatro Municipal, que estão sofrendo mais. “Praticamente, todas as outras categorias do estado já receberam até o décimo terceiro de 2017 e nós recebemos [o salário de] abril na terça-feira e nem estamos com o décimo terceiro do ano passado. Há uma série de servidores com depressão, perdendo apartamento, sendo despejados e dormindo em sofás dentro da Uerj, porque não têm para onde ir”, relatou.

Apesar das dificuldades, disse Krause, a Uerj conseguiu encerrar o ano letivo de 2016 e em agosto, começará o ano letivo de 2017. Ele lamentou que o acordo fiscal do governo fluminense com o governo federal não tenha sido ainda concluído para resolver a situação dos servidores, que se “arrasta desde 2015 e só está piorando”.

A palavra de ordem, sustentou Krause, é resistir. “A gente precisa insistir em sobreviver”, destacou. “A gente está contente com os que vieram”, manifestou, referindo-se aos futuros alunos que fizeram a primeira prova do vestibular 2018 neste domingo. Professor da Uerj há 39 anos, Gustavo Krause disse que a crise não é só do estado do Rio de Janeiro, mas nacional, e também afeta outras universidades.

Rio de Janeiro - A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) realizou a primeira fase de seu vestibular 2018, foram 37.393 mil inscritos na edição deste ano (Tomaz Silva/Agência Brasil)

 

(Fonte Agência Brasil)

 

Embaixada oferece bolsas integrais de inglês para alunos do ensino médio

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Alunos de baixa renda do primeiro ano do ensino médio da rede pública, na faixa etária de 14 a 18 anos de idade, têm até o dia 8 de julho para se inscrever no ‘Access’, um programa de bolsas de estudos de inglês e cultura americana oferecido pela Embaixada dos Estados Unidos, em parceria com centros binacionais em todo o país. No Rio de Janeiro, o parceiro é o curso de idiomas Ibeu.

O ‘Access’ será realizado em várias cidades brasileiras, como Rio, Porto Alegre, São Paulo, Salvador, Recife, Belém, Manaus, Brasília, Belo Horizonte, Juiz de Fora (MG) e Franca (SP). A assessora de Programas de Língua Inglesa da Embaixada dos EUA, Helmara de Moraes, disse que há a proposta de abrir o programa em mais uma cidade de Minas Gerais, no próximo ano. No ano passado, o projeto teve cerca de 18 mil inscrições no Brasil.

“Nós temos os centros binacionais que são nossos parceiros e que vão desenvolver, sob a nossa aprovação e de Washington, esse programa de dois anos, cujo objetivo é trabalhar com alunos de escolas públicas que estejam no início do ensino médio. São bolsas para aprender inglês e a cultura americana. Também tem um trabalho de voluntariado que é desenvolvido com eles e faz parte da cultura americana”, informou Helmara.

O curso tem 360 horas de duração. A instituição parceira, que vai implementar o programa, determina quantas aulas serão dadas por semana. No caso do Ibeu, no Rio, o programa será composto por aulas de até duas horas e meia de duração, duas vezes por semana, além de aulas intensivas em dezembro deste ano e em julho de 2018. As inscrições podem ser feitas nas filiais Ibeu Campo Grande e Ibeu Freguesia.

Comprometimento

Os alunos aprovados para participar do ‘Access’ recebem material didático gratuito e transporte. Helmara salientou que para se inscrever é preciso que o aluno tenha bom rendimento escolar e disponibilidade para cursar os dois anos do programa, além de comprovar frequência.

“Não [basta ser] um aluno que tem nota boa em inglês. Tem que ser um bom aluno em geral e que demonstre comprometimento com os estudos, porque o ‘Access’ é um programa que demanda que a pessoa seja dedicada”, disse a assessora da Embaixada. Segundo ela, o programa muda a perspectiva dos adolescentes. “Eles começam a ver como as coisas podem acontecer, considerando o esforço deles e dedicação”.

Apontado por Helmara como “a menina dos seus olhos no Brasil”, o programa ‘Access’ foi iniciado em 2008 em Recife e São Paulo. De 2008 a 2017, serão totalizadas no Brasil 2.377 bolsas concedidas, incluindo as deste ano. “É um projeto que tem tido bastante sucesso. A gente tem tido resultados muito positivos com esses meninos que vão avançando”, disse Helmara. Ela acredita que o programa é positivo para os alunos não só em termos de aprendizagem do inglês, mas para a própria vida, na medida em que abre horizontes para que estudem e aprendam uma nova cultura. “Aquele empurrãozinho e eles continuam”, observou.

Jovens Embaixadores

Os alunos que se destacarem no ‘Access’ têm oportunidade de participar do projeto Jovens Embaixadores, iniciativa da Embaixada, que envia adolescentes para os EUA, onde permanecem por três semanas, fazendo intercâmbio e estudando. “É uma sequência”, explicou Helmara. Após participar do Jovens Embaixadores, os estudantes podem continuar com outras iniciativas que vão alavancando suas carreiras.

 

 

(Fonte Agência Brasil)

 

MEC volta atrás em critério de ensino a distância para ensino fundamental

O Ministério da Educação (MEC) voltou atrás e decidiu alterar o decreto publicado hoje (26), que estabelece as diretrizes para a educação a distância (EaD). O decreto assinado pelo presidente Michel Temer e pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, permitia que as escolas ofertassem educação a distância para estudantes dos anos finais do ensino fundamental regular, do 6º ao 9º ano, que estejam “privadas da oferta de disciplinas obrigatórias do currículo escolar”.

A pasta divulgou nota na noite desta sexta-feira dizendo que houve um erro no material e que a retificação “será enviada para publicação na próxima segunda-feira [29]”. Com isso, a redação que volta a valer é a do Decreto 9.057 de 25 de maio de 2005.

O decreto publicado hoje abria espaço para que redes de ensino públicas e privadas que não conseguissem, por algum motivo, ofertar disciplinas obrigatórias no ensino fundamental presencialmente o fizessem a distância.

A EaD para o ensino fundamental  seguirá podendo ser ofertada em casos emergenciais, a estudantes que: por motivo de saúde, estejam impedidos de acompanhar o ensino presencial; estejam no exterior; vivam em localidades que não possuam rede regular de atendimento escolar presencial; sejam transferidas compulsoriamente para regiões de difícil acesso, incluídas as missões localizadas em regiões de fronteira; estejam em situação de privação de liberdade.

No caso do ensino médio, a oferta de EaD ainda terá os critérios definidos pelo MEC em conjunto com os sistemas de ensino, Conselho Nacional de Educação (CNE), conselhos estaduais e distrital de educação e secretarias estaduais e distrital para a aprovação de instituições que desejem ofertar a modalidade.

Além da oferta no ensino básico, o decreto traz mudanças na oferta pelo ensino superior, flexibilizando regras de fiscalização. As medidas foram elogiadas pelo setor privado.

 

 

(Fonte Agência Brasil)

Temer assina decreto que define critérios para ensino a distância

Aulas do ensino básico poderão ser dadas na modalidade à distância. O presidente Michel Temer, em decreto assinado em conjunto com o ministro da Educação, Mendonça Filho, autorizou que a educação profissional e técnica de nível médio, educação de jovens e adultos (EJA) e educação especial sejam feitas a distância. O decreto foi publicado hoje (26) no Diário Oficial da União.

Além dessas modalidades, o decreto também permite que o ensino fundamental e o ensino médio sejam feitos a distância por estudantes que estejam impedidos, por motivo de saúde, de acompanhar o ensino presencial; estejam no exterior; vivam em localidades que não possuam rede regular de atendimento escolar presencial; sejam transferidos compulsoriamente para regiões de difícil acesso, incluídas as missões localizadas em regiões de fronteira; estejam em situação de privação de liberdade; ou estejam matriculados nos anos finais do ensino fundamental regular e estejam privadas da oferta de disciplinas obrigatórias do currículo escolar.

Pelo decreto, caberá agora aos estados, municípios e Distrito Federal autorizar o funcionamento desses cursos e das instituições a distância.

Para a diretora da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Amábile Pacios, o decreto vai ajudar na implementação da reforma do ensino médio. A reforma estabelece que os estudantes possam escolher itinerários formativos e optar, ainda na escola, por uma formação com ênfase em linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou formação técnica. Municípios que não tenham a oferta de cursos técnicos presenciais poderão ofertá-los a distância.

“Acredito que vai começar de maneira tímida, mas uma coisa a gente pode atestar, os estudantes aprendem a distância, eles já aprendem na internet, só falta dizer que o que aprendem, vale. As escolas já estão debatendo isso”, diz Amábile.

Ela acrescenta, no entanto, que o contato com os professores não deve ser dispensado totalmente e é importante também para o aprendizado. Como se trata de algo novo, será necessário buscar novos caminhos. “A gente não conhece o caminho, não tem o mapa dessa navegação. O risco que todo educador vai ressaltar é o de perder a aprendizagem desse estudante pelo caminho, de não estar controlando o ritmo de aprendizagem dele, isso para o professor é bem complicado.”

Ensino superior

O decreto trata também do ensino a distância no ensino superior e traz algumas mudanças. Agora uma instituição privada de ensino superior poderá ser credenciada exclusivamente para oferta de cursos de graduação e de pós-graduação lato sensu (especializações e MBAs) na modalidade a distância. Até então, a instituição deveria também ter algum curso na modalidade presencial.

As instituições de ensino superior privadas deverão solicitar credenciamento para a oferta de cursos na modalidade a distância ao Ministério da Educação (MEC). Já as instituições de ensino superior públicas dos sistemas federal, estaduais e distrital ainda não credenciadas para a oferta de cursos superiores na modalidade a distância ficam automaticamente credenciadas, pelo prazo de cinco anos, contado do início da oferta do primeiro curso de graduação nesta modalidade.

A oferta de programas de pós-graduação stricto sensu (mestrados e doutorados) na modalidade a distância ficará condicionada à recomendação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

A abertura de polos de ensino fica também mais flexível. As visitas do MEC para avaliação serão feitas na sede da instituição. Antes era necessário que cada um dos polos fosse visitado e isso poderia levar anos. A criação de polo fica condicionada ao desempenho da instituição nas avaliações do MEC.

Para o presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), Janguiê Diniz, as medidas são positivas. “Como a instituição podia ofertar cursos apenas presenciais e não só a distância? Agora têm essa opção. Embora a maioria deva seguir ofertando presencial e a distância. Acho que a filosofia desse decreto é maior flexibilização da expansão com o objetivo primordial de cumprir o PNE [Plano Nacional de Educação]”, afirma Diniz que participa, em Gramado, do 10º Congresso Brasileiro de Educação Superior Particular (Cbesp).

Integrante do Conselho Nacional de Educação (CNE), Luiz Roberto Curi esteve à frente das discussões sobre o marco regulatório do ensino a distância no colegiado, publicado em 2016.  Ele explica que a intenção é que as instituições sejam avaliadas como um todo e não mais separadamente com parâmetros distintos para educação presencial e para educação à distância. Na avaliação dele, o decreto está em conformidade com o marco.

“Nem resolução, nem decreto, nem facilitam, nem criam obstáculos. Não se pode fazer uma resolução para criar obstáculos, acreditando que as pessoas têm que se conter em um determinado aparato regulatório estreito e também não pode ser caracterizado como algo que gere despacho. A educação a distância passou a ser um projeto necessariamente vinculada à política institucional”, avalia.

Educação a distância

A educação a distância cresce em ritmo mais acelerado que a presencial. Os dados do último Censo da Educação Superior, de 2015, mostram que enquanto o ensino presencial teve um crescimento de 2,3% nas matrículas em 2015 em relação a 2014, o ensino a distância teve expansão de 3,9%. Com isso, a educação a distância atinge a participação de 17,4% do total de matrículas da educação superior.

A rede privada concentra a maior parte das matrículas na modalidade (1.265.359) o que representa 90,8% do total de 1.393.752 registradas em 2015. Apesar do aumento de 23,1% no número de concluintes do ensino a distância,  índice maior que nos presenciais (9,4%), muitos estudantes ainda deixam o curso sem concluí-lo. Nas instituições privadas, a taxa de evasão nos cursos a distância é 35,2%, taxa superior a evasão nos cursos presenciais, que é 27,9%.

 

 (Fonte Agência Brasil)