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Caixa anuncia redução de juros e R$ 33 bi em linhas de crédito

A Caixa Econômica Federal reforçou, em R$ 33 bilhões, as linhas de crédito para enfrentar a crise provocada pelo coronavírus. O dinheiro se somará aos R$ 78 bilhões anunciados na semana passada, o que totalizará R$ 111 bilhões em recursos injetados.

Os R$ 33 bilhões adicionais serão destinados a linhas de capital de giro para empresas, que ganharam reforço de R$ 20 bilhões; para a compra de carteiras (R$ 10 bilhões); para o crédito a Santas Casas (R$ 2 bilhões) e para o crédito agrícola (R$ 1 bilhão).

A Caixa também cortou as taxas de juros do cheque especial para pessoa física, do parcelamento da fatura do cartão de crédito, de capital de giro, de empréstimos para hospitais, para o Crédito Direto ao Consumidor (CDC) e para o penhor. Os juros reduzidos entrarão em vigor em 1º de abril para o cheque especial e o cartão de crédito. Para os demais produtos, as taxas já estão em vigor.

Os juros do cheque especial passaram de 4,95% para 2,90% ao mês. As taxas do parcelamento da fatura do cartão caíram de 7,7% ao mês (em média) para juros a partir de 2,90% ao mês. Para o capital de giro, as taxas máximas passaram de 2,76% para 1,51% ao mês. As taxas do CDC caíram de 2,29% para 2,17% ao mês. Os juros do penhor foram cortados de 2,1% para 1,99% ao mês. Nas linhas de crédito para hospitais, as taxas passaram de 0,96% para 0,8% ao mês.

O período em que o cliente pode ficar sem pagar as parcelas passou de 60 para 90 dias. A medida abrange o crédito a pessoas físicas, a pessoas jurídicas, a hospitais e o crédito habitacional para pessoas físicas e empresas.

Estados e municípios

O banco reforçou o volume de empréstimos para estados e municípios. A medida abrange os financiamentos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o Financiamento à Infraestrutura e Saneamento Ambiental (Finisa). De 2 a 17 de março, a Caixa empestou R$ 3,35 bilhões a governos locais, em 246 operações com 195 tomadores. Ainda estão em estudo outras 324 operações, no total de R$ 1,81 bilhão.

Conforme a Medida Provisória 927, o banco suspendeu o recolhimento do FGTS pelos empregadores em março, abril e maio. Quem não recolher pode parcelar o valor em até seis vezes, tendo o certificado de regularidade do FGTS prorrogado por 90 dias. O empregador que precisar suspender o pagamento precisará declarar as informações dos trabalhadores no aplicativo Sefip.

Micro e pequenas empresas

A Caixa anunciou uma linha de capital de giro para manutenção da folha de pagamento das micro e pequenas empresas. O valor não foi divulgado. O banco firmou parcerias para ampliação de linhas de crédito e para o suporte a pequenos negócios por meio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A antecipação de recebíveis, quando o comerciante recebe adiantado o valor de compras com cartão de crédito, terá taxas reduzidas.

Fonte Agência Brasil

Prefeito do Rio garante que ônibus não vão paralisar frota

O prefeito Marcelo Crivella, disse hoje (26), após reunião com o presidente do Sindicato das Empresas de Ônibus do Município do Rio de Janeiro (Rio Ônibus), Cláudio Callak, que os ônibus não vão parar de circular nesta sexta-feira (27), conforme anunciado pela categoria, e que vai pedir apoio do governo federal para subsidiar os salários dos motoristas que estão sem trabalhar.

“Temos 5,5 mil ônibus na cidade e hoje estamos rodando com 2 mil porque a demanda caiu muito. Nestes 2 mil, também pedimos que as pessoas não andem em pé. Só sentados. Portanto, a rentabilidade dos ônibus caiu demais. Estes 3,5 mil ônibus que não estão rodando têm motoristas e nós precisamos pagar salário. Como o município não tem recurso, estamos pedindo ao governo federal que nos ajude nesse momento de crise devido à pandemia do novo coronavírus”, disse Crivella.

O prefeito também solicitou ao governo federal que libere o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de trabalhadores que mais sofrem financeiramente por conta da crise do novo coronavírus.  A proposta é que motoristas de ônibus urbanos e dos ônibus articulados, BRT e profissionais autônomos, como taxistas, ambulantes e produtores culturais, que vivem da arte nas ruas, possam fazer o saque.

Empresários

O Rio Ônibus informou que na tarde desta quinta-feira (26), em reunião com o presidente do Sindicato das Empresas de Ônibus do Rio de Janeiro, Claudio Callak, o prefeito Marcelo Crivella se comprometeu a buscar em caráter de urgência, em Brasília, recursos para manter a operação do sistema de transporte público por ônibus funcionando na cidade.

Neste momento de baixíssima demanda por conta da recomendação de isolamento social, o sindicato, os consórcios e as empresas de ônibus estão buscando os últimos recursos para manter a operação do transporte, até a ajuda chegar.

“A pandemia do coronavirus agravou radicalmente a situação das empresas e, como vem alertando a própria NTU, entidade nacional de empresários do setor, o transporte de passageiros por ônibus, já combalido pela crise dos últimos anos, está prestes a entrar em colapso total no pais até o dia 5 de abril, caso nenhuma providência seja tomada pelos poderes públicos”, disse Callak.

O empresário disse ainda que o recurso a ser aportado no transporte de passageiros por ônibus, enquanto as medidas de prevenção ao coronavírus continuarem em vigor, serão fundamentais para evitar a paralisação dos ônibus.

“Estamos vivendo um dia de cada vez. Estamos juntando os cacos de hoje para funcionar amanhã. Temos que preservar o emprego de cerca de 26 mil pais de família que, neste momento de guerra não podem parar”, disse Callak.

Fonte Agência Brasil

Deputados federais aprovam R$ 600 por mês para trabalhador informal

Casal é preso com notas de R$ 100 falsas em Moema | Centro-Oeste | G1

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (26) auxílio emergencial por três meses, no valor de R$ 600,00, destinados aos trabalhadores autônomos, informais e sem renda fixa durante a crise provocada pela pandemia de coronavírus. A matéria segue para análise do Senado.

Pelo texto do relator, deputado Marcelo Aro (PP-MG), o auxílio pode chegar a R$ 1.200 por família. O valor final, superior aos R$ 200 anunciados pelo Executivo no início da crise em virtude da pandemia, foi possível após articulação de parlamentares com membros do governo federal. O projeto prevê ainda que a mãe provedora de família “uniparental” receba duas cotas.

Os trabalhadores deverão cumprir alguns critérios, em conjunto, para ter direito ao auxílio:
– ser maior de 18 anos de idade;
– não ter emprego formal;
– não receber benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou de outro programa de transferência de renda federal que não seja o Bolsa Família;
– renda familiar mensal per capita (por pessoa) de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total (tudo o que a família recebe) de até três salários mínimos (R$ 3.135,00); e
– não ter recebido rendimentos tributáveis, no ano de 2018, acima de R$ 28.559,70.

Pelo texto, o beneficiário deverá ainda cumprir uma dessas condições:

– exercer atividade na condição de microempreendedor individual (MEI);
– ser contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social (RGPS);
– ser trabalhador informal inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico); ou
– ter cumprido o requisito de renda média até 20 de março de 2020.

Pelas regras, o trabalhador não pode ter vínculo formal, ou seja, não poderão receber o benefício trabalhadores formalizados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e servidores públicos.

Pela proposta, também será permitido a duas pessoas de uma mesma família acumularem benefícios: um do auxílio emergencial e um do Bolsa Família. Se o auxílio for maior que a bolsa, a pessoa poderá fazer a opção pelo auxílio. O pagamento será realizado por meio de bancos públicos federais via conta do tipo poupança social digital. Essa conta pode ser a mesma já usada para pagar recursos de programas sociais governamentais, como PIS/Pasep e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), mas não pode permitir a emissão de cartão físico ou cheques.

Impacto fiscal

No início da tarde, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu o auxílio de R$ 500 durante o período de crise. Segundo ele, o valor referente a meio salário-mínimo (atualmente em R$ 1.039) deveria ser pago por três meses e teria um impacto fiscal estimado entre R$ 10 bilhões e R$ 12 bilhões. Com a mudança, a perspectiva fiscal é de um impacto de R$ 14 bilhões. Maia argumentou que o valor pago aos profissionais informais deve ser mantido caso ainda haja necessidade após os três meses previstos no texto.

“Não é possível que a gente não possa garantir aos trabalhadores informais uma renda por esse período de três meses e avaliando esse cenário a cada semana, porque isso é um cenário de guerra. É importante que a gente possa aplicar os recursos [públicos] também na sociedade brasileira”, disse o presidente da Câmara.

O líder do governo na Câmara, deputado Vitor Hugo (PSL-GO), destacou o apoio de presidente Jair Bolsonaro para o auxílio de R$ 600. “O presidente Bolsonaro, muito sensível a esses 25 milhões de brasileiros que são os mais afetados, os mais sofridos, atento às reivindicações dos líderes partidários, decidiu apoiar a medida de R$ 600. Isso vai fazer com que as famílias que têm duas pessoas nessa condição tenham mais do que 1 salário mínimo, serão R$ 1.200.”

Para o líder minoria, deputado José Guimarães (PT-CE), a medida é essencial em tempos de crise. “Nós temos a compreensão de que, em um momento como esse, de grave crise na economia real, que está impactando a saúde pública no Brasil, nós não podemos ter restrições para gastar. Portanto, o gasto com a saúde tem que ser ilimitado”, afirmou.

O líder do MDB, deputado Baleia Rossi (SP), afirmou que a proposta garante o “mínimo de esperança” para trabalhadores informais, mas também serão necessárias medidas para micro e pequenas empresas.

“São os informais que hoje não estão trabalhando, não têm renda. Hoje não têm a mínima esperança de chegar ao final do mês e ter o seu dinheiro para comprar as necessidades mais básicas da sua família’, argumentou o parlamentar”, disse. “Nós aguardamos agora crédito para as pequenas e médias empresas, porque nós sabemos que também elas estão paradas e não têm como se sustentar. É preciso que o governo olhe para as pequenas e médias empresas e possa liberar crédito barato extraordinário para essa finalidade, e também a medida provisória para garantir emprego e o seguro-desemprego para os trabalhadores”.

Hospitais filantrópicos

O plenário também aprovou nesta quinta a suspensão, por 120 dias, a contar de 1º de março, a obrigatoriedade de hospitais filantrópicos de cumprirem metas quantitativas e qualitativas contratadas junto ao Sistema Único de Saúde (SUS). Em troca de isenção de impostos, essas unidades de saúde precisam prestar serviços de saúde como consultas, exames e procedimentos de média e alta complexidade (cirurgias, por exemplo) ao SUS.

No entanto, por causa da crise provocada pela pandemia de coronavírus, esses hospitais não conseguirão atingir as metas de quantidade e qualidade para que as mantenedoras possam contar com a isenção.

“[A medida] garante aos prestadores de serviço do SUS, especialmente as santas casas, hospitais universitários, a manutenção dos recursos que esses prestadores recebem mensalmente e que, infelizmente, podem ser interrompidos neste momento da pandemia do coronavírus”, disse o deputado Dr Luizinho (PP-RJ).

“Porque infelizmente, neste momento, nós temos uma situação que suspende as cirurgias eletivas. A maioria desses prestadores de serviço trabalham com as cirurgias eletivas, com procedimentos ambulatoriais e certamente serão afetados. Por isso, a manutenção por 120 dias é fundamental, a fim de que eles possam ter a manutenção das suas atividades, da situação econômica dos seus empregos”, completou o parlamentar.

Adicional de insalubridade

Outra proposta aprovada pelos parlamentares garantiu um adicional de insalubridade para trabalhadores de serviços essenciais ao combate a epidemias em casos de calamidade pública.

O texto prevê que profissionais da área de saúde, segurança pública, vigilância sanitária, corpo de bombeiros e limpeza urbana no combate de epidemias devem receber o pagamento de adicional de insalubridade em grau máximo, o equivalente a 40% do salário mínimo da região (R$ 418).

 

Fonte Agência Brasil

Brasil doa para Itália 2,5 milhões de máscaras e ventiladores pulmonares

O governo do Brasil enviou máscaras de proteção e uma carga de ventiladores pulmonares para a Itália, país que mais sofre com a pandemia de Covid-19 fora da China. A informação foi divulgada pelo Ministro das Relações Exteriores da Itália, Luigi Di Maio.

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Luigi Di Maio, anunciou nesta segunda-feira, 23, o envio de uma carga de ventiladores pulmonares e máscaras de proteção pelo Brasil.

De acordo com o Di Maio, os equipamentos serão enviados aos hospitais italianos, e “a quem está lutando na linha de frente contra o vírus, especialmente no norte e na Lombardia”, regiões mais atingidas pela pandemia.

Um dia antes, Di Maio havia dito no Twitter que o Brasil enviaria 2,5 milhões de máscaras de proteção à Itália, que tem enfrentado escassez de equipamentos médicos por causa do sobrecarregamento de seu sistema de saúde em função do crescimento vertiginoso de casos do novo coronavírus.

Até o momento, o país contabiliza quase 60 mil contágios e 5,5 mil mortes na pandemia. “Agradeço ao presidente Bolsonaro e a todo o governo brasileiro pela ótima colaboração. Brasil e Itália caminham de mãos dadas por um futuro melhor”, disse o deputado brasileiro do Parlamento italiano Luis Roberto Lorenzato

 

Luigi Di Maio
21 h

Buongiorno, questo è il carico che è partito questa notte dal Brasile 🇧🇷 con ventilatori polmonari e mascherine, destinate soprattutto ai nostri ospedali e a chi sta lottando in prima linea contro il virus, specie al Nord e in Lombardia.
La priorità, lo ribadisco, è e deve essere la vita. Proteggerla e fare di tutto per salvarne di nuove. Stiamo lavorando senza sosta, ma non sentiamo la stanchezza. Dentro di noi c’è ancora tanta forza, tanto amore e tanto coraggio.
Siamo l’Italia e se ognuno farà il suo, se ognuno di noi rispetterà le regole che ci siamo dati, allora usciremo prima da questa crisi. E torneremo finalmente ad abbracciarci.
Forza, non molliamo.

Bom dia, esta é a carga que partiu esta noite do Brasil 🇧🇷 com ventiladores pulmonares e máscaras, destinadas principalmente aos nossos hospitais e a quem está lutando na linha da frente contra o vírus, especialmente no norte e na lombardia.
A prioridade, repito, é e deve ser a vida. Protegê-la e fazer tudo para salvar novas. Estamos trabalhando sem parar, mas não sentimos cansaço. Dentro de nós ainda há muita força, muito amor e muita coragem.
Somos a Itália e se cada um fizer o seu, se cada um de nós respeitar as regras que nos demos, então saíremos mais cedo desta crise. E finalmente voltaremos a abraçar-nos.
Vá lá, não desista.

Crivella anuncia reabertura de lojas de material de construção e de conveniência

O prefeito Marcelo Crivella anunciou, nesta quarta-feira, que mudará o decreto com restrições ao funcionamento do comércio na cidade. A partir dos primeiros minutos de sexta-feira (27), lojas de conveniência dos postos de combustível poderão voltar a funcionar, desde que sem aglomerações. A permissão será concedida também aos comerciantes que vendem material de construção.

“No caso das lojas de conveniência, não vai poder consumir no local: compra, paga e vai embora. Em relação às lojas de material de construção, temos muitas obras na cidade, inclusive adaptação de hospitais, e precisamos desse setor estratégico, que também terá regras para voltar à sua atividade”, explicou Crivella.

Em casa
O prefeito enfatizou que as pessoas fiquem em casa e cumpram a determinação de afastamento social, principalmente os idosos. Ele também deu à população uma mensagem de otimismo, destacando que as medidas estão surtindo efeito e que, se todos continuarem “fazendo o dever de casa”, a cidade poderá voltar, aos poucos, às atividades normais.

“Temos que manter o afastamento social de maneira sagrada nos próximos 15 dias. É com esse foco que vamos conseguir retomar, aos poucos, nossas atividades – destacou Crivella.

Cestas básicas

A Prefeitura comprou cestas básicas para distribuir a quem ficou sem renda devido ao afastamento social. A primeira leva de 20 mil vai para taxistas autônomos (que pagam diárias) e vendedores de rua cadastrados no programa Ambulante Legal.

“A Secretaria de Saúde também encomendou cestas básicas, assim como a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos. Para as crianças pobres, as crianças do Bolsa Família, as do Cartão Carioca, serão distribuídas nos próximos dias 50 mil cestas básicas” informou.

Idosos em hotéis

O prefeito disse que três hotéis já estão disponíveis para receber idosos que vivem em comunidades com muita aglomeração. Nenhum deles com Covid-19, mas todos dentro do grupo de alto risco para contaminação.

Serão hospedadas inicialmente 300 pessoas nessas três unidades, localizadas na Barra da Tijuca, em Jacarepaguá e na Gamboa. A Prefeitura está em contato com outros hotéis, para chegar ao total de dez e abrigar mil idosos. Essas pessoas estão sendo selecionadas e convidadas a se hospedar.
“São idosos com alto risco, que moram nas comunidades da Zona Sul, epicentro da nossa crise, onde temos o maior número de casos de infectados”, finalizou.

Navios não conseguiram autorização para atracar em outros países atracam no Brasil

Dois navios de cruzeiro pediram ajuda humanitária ao Brasil para poderem atracar e fazer a remoção dos seus passageiros para seus países de origem. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os navios L’Austral e Le Boreal não conseguiram autorização para atracar em outros países, mas o Brasil permitiu que as embarcações atracassem no Pier Mauá, na região central do Rio de Janeiro.

Segundo a Anvisa, os dois navios vêm da Antártica e não há relatos de problemas de saúde a bordo que levantassem suspeitas para possíveis infectados com o novo coronavírus (covid-19).

Os passageiros do L’Austral já desembarcaram esta semana e pegaram voos de volta para seus países. De acordo com a Anvisa, o navio ficou em alto-mar, sem atracar em nenhum porto, por mais de 20 dias. Segundo a agência, os passageiros ficaram isolados no navio por um período maior que o isolamento recomendado sem que houvesse casos da doença a bordo.

“Para esta remoção, a Anvisa exigiu que os passageiros fossem paramentados com equipamentos de proteção. A medida teve como objetivo proteger os passageiros, tendo em vista que há transmissão comunitária de Covid-19 na cidade do Rio de Janeiro”, diz a nota da agência.

O navio Le Boreal deve atracar, nesta quarta-feira, no Rio com 324 passageiros. A embarcação está há mais de 10 dias sem ter parado em nenhum outro porto. Segundo a Anvisa, também não há relatos de casos ou suspeitas de infectados pelo coronavírus a bordo.

O desembarque dos passageiros será autorizado a partir de quinta-feira desde que mantidas as condições de saúde a bordo. “O desembarque dos passageiros será autorizado à medida que os voos de retorno para casa estiverem disponíveis. O desembarque acontecerá com o tempo necessário para que os passageiros sejam transportados para o aeroporto e façam os procedimentos de embarque. O transporte acontece de forma direta, da porta do navio até o aeroporto”, informa a Anvisa.

O L’Austral ainda está na costa do Rio somente com sua tripulação. Segundo a agência, após o desembarque de todos os passageiros, os dois navios farão uma parada técnica para o abastecimento de água e alimentos e seguirão juntos de volta para a França, país de origem das embarcações.

Senadores aprovam medidas para combater o coronavírus

O Senado aprovou hoje (25) um Projeto de Lei que proíbe a exportação de produtos e equipamentos médicos necessários ao combate do novo coronavírus. Assim, luva de látex, avental impermeável, óculos de proteção, gorro, máscara cirúrgica, protetor facial, ventilador pulmonar mecânico, entre outros, não poderiam ser exportados para poderem suprir a demanda nacional. Outros países já tomaram essa medida.

A aprovação ocorreu em mais uma sessão remota com quórum altíssimo. Apenas os senadores Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado, e Nelsinho Trad (PSD-MS), ambos afastados enquanto se recuperam da contaminação por covid-19, não estiveram presentes em nenhuma das votações de hoje.

O projeto foi aprovado por unanimidade, por 76 votos a 0. O presidente da sessão, Antonio Anastasia (PSD-MG), não vota. Como a relatora, a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), fez alterações no projeto, ele volta à Câmara para ser novamente apreciado pelos deputados. A relatora incluiu no projeto a proibição ou a restrição à exportação de saneantes, produtos para a saúde, medicamentos e imunobiológicos.

Verbas para combate à epidemia

Os senadores também aprovaram por unanimidade a liberação do Fundo Nacional de Saúde (FNS), no valor de R$ 6 bilhões, para aplicação em ações contra o coronavírus. O valor está retido no FNS pois está vinculado a ações específicas destinadas para a área, como construção de hospitais, por exemplo. Essas ações, por razões diversas, não foram executadas pelos estados e municípios e, por isso, o dinheiro está parado. O projeto volta para a Câmara por ter sofrido alterações no Senado. Se os deputados também aprovarem, esses recursos poderão ser redirecionados para ações de combate ao coronavírus.

Empréstimo para Alagoas

A sessão aprovou ainda o empréstimo de US$ 136,2 milhões (R$ 680 milhões) tomado pelo estado de Alagoas junto à Corporação Andina de Fomento (CAF). Dinheiro deve ser usado no Programa Estrutura Alagoas. O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), afirmou que o governo federal está disposto a conceder garantia de empréstimo para estados que necessitarem.

“Tem um limite de empréstimos de até R$ 40 bilhões, que poderão ter a garantia da União. Alagoas é o primeiro estado, mas outros deverão ter sequência, de acordo com as tratativas do presidente da República com os governadores. A linha de crédito está aberta a atender todos os estados, desde que eles atendam as exigências da secretaria do Tesouro Nacional”.

Fonte Agência Brasil

Brasileiros repatriados do Peru chegam ao Brasil

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Os dois aviões Hércules, da Força Aérea Brasileira, que realizaram o resgate de 66 brasileiros que se encontravam retidos em Cuzco, no Peru, pousaram na tarde desta quarta-feira (25), em Porto Velho (RO). A informação foi divulgada em uma nota conjunta dos ministérios das Relações Exteriores e da Defesa.

Em Porto Velho, as aeronaves fizeram um pouso técnico, sem desembarque de passageiros, e seguiram para São Paulo.

A operação foi determinada pelo presidente Jair Bolsonaro e foi  uma ação coordenada entre o Ministério da Defesa e o Ministério das Relações Exteriores.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o governo brasileiro, por meio da rede diplomática e consular do Itamaraty, continua acompanhando a situação dos viajantes brasileiros no exterior e trabalha para permitir a repatriação de todos.

Fonte Agência Brasil

Estados Unidos pedem que norte-americanos deixem o Brasil

 O governo dos Estados Unidos divulgou aviso para que os cidadãos norte-americanos não viajem ao exterior, inclusive ao Brasil, devido ao crescimento da epidemia de coronavírus, e recomendou que usem os voos ainda existentes para deixar o território brasileiro o mais rápido possível, a menos que planejem ficar indefinidamente no exterior.

Os EUA já proibiram a chegada de voos de países europeus e da China, e orienta que os cidadãos norte-americanos que desejam retornar ao país, regressem o mais rápido possível.

“Os cidadãos dos EUA que desejam retornar aos Estados Unidos devem fazê-lo o mais rápido possível, pois a situação de viagem está mudando muito rapidamente e a disponibilidade de  voos  está sujeita a alterações”, diz texto divulgado pela embaixada dos Estados Unidos no Brasil.

Governador Ronaldo Caiado rompe com Bolsonaro

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, disse que não tem mais diálogo com o governo do presidente Jair Bolsonaro. “Não tem mais diálogo com esse homem. As coisas têm que ter um ponto final”, afirmou Caiado.

Caiado foi o responsável pela indicação de Luiz Henrique Mandetta para o Ministério da Saúde. Os dois são médicos formados pela mesma universidade. Caiado costuma brincar que Mandetta é seu calouro.

Ao blog, Caiado afirmou que falou por videoconferência com Bolsonaro, na manhã desta terça-feira (24), em um clima excelente. Segundo Caiado, em nenhum momento a conversa sobre a crise causada pela pandemia do novo coronavírus foi para o caminho de isolamento vertical e de exagero dos governadores.

À noite, Caiado disse que foi surpreendido com o alerta de um assessor sobre o teor do pronunciamento de Bolsonaro em rede nacional, completamente na contramão do que havia sido o tom da conversa horas antes, pela manhã.

No pronunciamento, fortemente criticado por políticos e entidades médicas, Bolsonaro voltou a minimizar a crise do novo coronavírus e deu declarações contrárias ao que autoridades de saúde têm alertado.

Caiado disse ao blog que as recomendações do presidente não alcançarão o estado de Goiás e, se for preciso, recorrerá ao Supremo e ao Congresso Nacional.

O governador de Goiás afirma que está tomando decisões baseado em ciência, em especialistas e no que diz a Organização Mundial de Saúde (OMS). E afirma que não vai adotar as determinações do presidente Bolsonaro. “Vai prevalecer o que eu determinei. As ações [de Bolsonaro] não vão alcançar o estado de Goiás.”