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Abastecimento nos supermercados está normal no Rio

O abastecimento nos supermercados do estado do Rio de Janeiro está garantido e somente o de álcool em gel ainda precisa ser regularizado. Segundo o presidente da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj), Fábio Queiróz, permanece grande a demanda pelo produto e não é possível atender frente a velocidade da procura dos consumidores. Mas até para este produto, segundo ele, tem alternativas como o uso de álcool líquido a 70º, que estava proibido e, agora, diante da pandemia do novo coronavírus, foi autorizado.

Outro produto são os lenços umedecidos com álcool a 70º. Os dois estão disponíveis nos supermercados do Rio. Os produtos mais procurados continuam sendo os de higiene e limpeza, os congelados e a água.

Escassez

Sobre a previsão da Organização das Nações Unidas e da Organização Mundial do Comércio de escassez de alimentos no mercado internacional por causa da crise causada pela pandemia, o presidente afirmou que não espera desabastecimento. A Asserj faz o monitoramento diário da cadeia de produção até a chegada aos supermercados e qualquer fato irregular que possa surgir é resolvido imediatamente. Queiróz acrescentou, no entanto, que a normalidade pode se alterar caso haja um prolongamento excessivo da pandemia e um agravamento da situação econômica mundial.

Vendas

A Asserj ainda não fechou os números de vendas em março, mas o presidente estimou que vai ter um aumento em relação ao mesmo mês do ano passado, por causa da correria de clientes que temiam o desabastecimento nos primeiros dias. Segundo ele, a busca foi maior nas lojas da zona sul, da Barra da Tijuca e em Jacarepaguá, que, conforme explicou, têm consumidores com renda mais elevada. Esse movimento dos consumidores foi reduzido com as garantias dadas pelo setor de que o abastecimento estava mantido sem restrições. O presidente criticou também o volume de fake news que influenciou o comportamento dos consumidores temerosos em ficar sem os produtos em casa e provocou a corrida inicial.

Mesmo sem os resultados de março, Queiróz estimou queda nas vendas em abril por causa da redução da renda dos consumidores e da compra e consumo mais racional dos produtos. Ele elencou fatores que contribuíram para diminuir a movimentação de consumidores nas lojas. “A família toda ia ao supermercado, hoje, dificilmente a gente vê isso, e somente um membro vai. O segundo é a renda dos consumidores que já baixou significativamente. Estou falando de todo o estado. Quando se vê imagens de uma loja com alguma aglomeração, certamente, é uma de loja situada em zona de maior poder aquisitivo”, disse, acrescentando que o terceiro fator foi o aumento de vendas por delivery e e-commerce.

Para o presidente, o consumidor brasileiro nunca passou por uma situação semelhante a atual e, por isso, os supermercados foram obrigados a montar rapidamente novas estratégias para atender os clientes. O delivery, que são as vendas acertadas por telefone, e o e-commerce para compras realizadas por meio da internet, tiveram aumento desde o início da pandemia. Queiróz não tem os dados fechados do aumento, mas revelou que uma rede de supermercados chegou a registrar o pico de 400% de elevação nos pedidos de delivery e no e-commerce a maior procura ficou em 114%. “Inicialmente a gente teve um boom no delivery, explicável, e a gente foi aperfeiçoando a nossa logística. Melhorou mas a gente ainda tem uma sobrecarga”, contou.

Apelo

Os supermercados estão operando com menos 20% da quantidade de empregados nas lojas e depósitos, parte porque é de grupos de risco e outros que apresentam sinais de Covid-19 e são afastados do serviço por 14 dias. Por isso, Fábio Queiróz fez um apelo à população para que faça as compras por delivery de forma programada. “A gente sabe mais ou menos a duração dos nossos estoques dentro da nossa casa. Então, peça com cinco dias de antecedência antes do seu alimento chegar ao final. Nos ajudem porque não é fácil atender a população nesse momento”, explicou.

Queiróz fez questão de valorizar os funcionários que estão indo para os seus locais de trabalho para manter o atendimento aos consumidores e comentou qual é a função do setor. “Os supermercados devem ser equiparados a hospitais e farmácias nos serviços essenciais. Eles auxiliam no isolamento social, porque não há isolamento sem alimento”

Movimentação

Entre os dias 17 de março e 6 de abril houve queda de 35% na movimentação de consumidores nas lojas, mas deve ocorrer pequena recuperação nesse início de mês, por causa do recebimento dos salários. De acordo com o presidente neste período também se verificou que o movimento diminui à noite.

Cartilha

Para organizar os procedimentos a Asserj editou uma cartilha aos associados em mais de 2 mil lojas no estado, indicando as melhores práticas para o funcionamento. Nela há orientações como o uso de máscaras e a higienização tanto dos empregados como das instalações.

“Isso significou um maior conforto do colaborador para ele trabalhar também, porque não é fácil sair de casa com medo. E o nosso colaborador é muito importante para a gente. Ele é prioridade no momento, tal qual o nosso cliente”, disse, destacando que existem três pilares nas boas práticas. O primeiro a ser seguido pelos mercados é o da higienização, que se transformou em obsessão no dia a dia.

Preços

O presidente da Asserj reconheceu que houve aumento de preços nos supermercados e justificou o aumento de insumos e matérias primas e dos transportes, que gera mais custos aos produtores e à indústria, além da elevação do dólar. Queiróz chamou atenção que o setor não compactua com aumentos abusivos e a orientação para os consumidores avisarem quando notar algum caso. “Os fatores impactam em uma alta justificada de preços, mas o aumento injustificado deve ser combatido através dos órgãos de defesa e proteção do consumidor”, observou.

Páscoa

A Páscoa que é uma das datas mais importantes para as vendas dos supermercados este ano será diferente. Queiróz lembrou que por causa do isolamento social as grandes reuniões de família e de amigos não vão ocorrer e os consumidores vão passar o dia de forma mais reservada. Ele citou a situação pessoal, dizendo que é asmático e o filho tem bronquite e por serem de grupo de risco, seguem as regras de distanciamento social.

“Estou o longe da minha mãe, do meu sogro, da minha sogra e a gente vai passar uma Páscoa diferente, mas os supermercados fizeram todo o esforço para disponibilizar os produtos sazonais da Páscoa”, disse.

“Peço que cada um resgate a magia da Páscoa, cada um na sua medida. A gente quer garantir uma Páscoa segura, portanto, não corram para as lojas pensando em fazer a melhor refeição no seu domingo de Páscoa”.

Legado

Para o presidente, a crise atual vai deixar legados no funcionamento dos mercados e no comportamento dos consumidores. Por exemplo, os padrões de higienização levarão a um aumento no uso do álcool em gel.“A gente não voltará para os parâmetros de higienização de antigamente. O consumo de álcool em gel vai aumentar mesmo depois que essa pandemia passar e ela vai passar. É um dos legados que essa situação vai deixar”, observou.

Outro comportamento que deve ser mantido após a crise é a escolha das compras por meio de delivery e e-commerce. Ele não acredita que essa mudança possa resultar na demissão de empregados, porque este tipo de compra vai permanecer mais para abastecimento rápido em pequenas quantidades. A ida dos consumidores nas lojas atraídos pelas promoções e lançamentos não vai acabar. Além disso, com a automação haverá o deslocamento de empregados para outros atendimentos nas lojas e com isso a manutenção das vagas. Este cenário só deve mudar caso haja um agravamento elevado da pandemia,

Imprensa

O presidente da Asserj agradeceu o trabalho da imprensa na divulgação de informações sobre o setor. “Vocês são tão essenciais quanto a gente nesse momento. A gente precisa valorizar todos os profissionais dos serviços essenciais. Vocês estão sendo fundamentais”.

Fonte Agência Brasil

Regularização de CPF é feita no site da Receita Federal

A Receita Federal informou hoje (8) que a regularização do Cadastro de Pessoa Física (CPF) para ter acesso ao programa de auxílio emergencial do governo federal pode ser feita no site do órgão a qualquer hora do dia.

O esclarecimento foi feito após cidadãos terem relatado dificuldades para inserir o número do CPF no aplicativo Caixa – Auxílio Emergencial, que permitirá o cadastramento para receber o valor de R$ 600 para compensar a perda de renda decorrente da pandemia de coronavírus.

Segundo a Receita, o aplicativo tem recebido um grande número de acessos, fato que pode estar dificultando o cadastro dos beneficiários. O órgão orienta que as pessoas continuem tentando realizar o cadastro ao longo do dia caso não seja possível realizá-lo na primeira tentativa.

Caso o problema persista, o cidadão deve verificar no site da Receita se seu CPF está em situação irregular. Caso seja encontrada alguma pendência, o problema poderá ser resolvido por meio da página de serviços do órgão, preenchendo o formulário eletrônico “Alteração de Dados Cadastrais no CPF”.

Se a pendência continuar, o cidadão deverá procurar o atendimento presencial em uma agência da Receita Federal.

A Receita alerta ainda que, se o CPF estiver em situação regular, mas o usuário não conseguir realizar o cadastro no aplicativo, o problema não estará relacionado ao órgão.

A estimativa da Caixa é de que 20 milhões de trabalhadores informais não inscritos em programas sociais poderão baixar o aplicativo que permitirá o cadastramento para recebimento da renda básica emergencial. O auxílio é de R$ 600 ou de R$ 1,2 mil para mães solteiras.

Fonte Agência Brasil

Lei autoriza distribuição de gêneros alimentícios a famílias de estudantes

Já está em vigor a lei que autoriza, em caráter excepcional, a distribuição de gêneros alimentícios adquiridos com recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) aos pais ou responsáveis dos estudantes das escolas públicas de educação básica. A Lei nº 13.987 foi publicada na edição extra desta terça-feira (7), do Diário Oficial da União (DOU), após ser sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro.

A norma permanece vigente até o fim do período de suspensão das aulas em razão de situação de emergência ou calamidade pública, resultado da pandemia do novo coronavírus. A nova determinação altera a Lei nº 11.947, que trata do atendimento da alimentação escolar.

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), informou, em nota, que em breve serão divulgadas orientações detalhadas sobre a aquisição e a distribuição para auxiliar ações dos conselheiros da alimentação escolar, nutricionistas, gestores e demais profissionais envolvidos na execução do Pnae.

O Pnae é executado pelo FNDE. A objetivo é oferecer alimentação escolar e ações de educação alimentar e nutricional a estudantes de todas as etapas da educação básica pública. Em 2019, o programa beneficiou cerca de 40 milhões de estudantes no país, informou a autarquia.

Pessoas que desrespeitam isolamento são presas pelos pés na Colômbia

Pessoas que estão desrespeitando o isolamento na cidade de Tuchín, em Córdoba, na Colômbia, estão sendo presas pelos pés em um cepo de madeira em uma das praças públicas do município. A decisão foi tomada pelo prefeito Alexis Salgado, como medida para conter o avanço da Covid-19 no local.

De acordo com o gestor, a Guarda Indígena, o Exército e a polícia local estão trabalhando em conjunto para monitorar as ruas da cidade. Salgado ainda lembrou que a medida é prevista em lei, e faz parte da tradição do povo indígena Zenú, que deu origem à maior parte da população de Tuchín.

Horas após a aplicação do castigo, o tráfego de pessoa nas ruas diminuiu. Na visão do prefeito, “se impusermos uma sanção econômica, a maioria não vai ter como pagar, mas se recorrermos a práticas típicas de sua cultura, estamos fazendo com que cumpram as leis e mantenham vivas suas tradições”.

Tuchín é uma cidade que fica perto de Cartagena das Índias, local que é muito utilizado por viajantes para fazer a ligação com o Panamá – de avião. Com apenas 35 mil habitantes, o município de Córdoba fica a 849 quilômetros da capital, Bogotá.

Marcão do Povo sugeri campo de concentração para pessoas com coronavírus e é suspenso do SBT

Em uma fala polêmica sugerindo que as vítimas do coronavírus deveriam ser tratadas em um “campo de concentração”, o apresentador Marcão do Povo, do programa ‘Primeiro Impacto’, do SBT, segundo uma nota oficial da emissora levou uma suspensão.

“Não seria interessante pegar o exército, a aeronáutica, a marinha e montar um campo de concentração, de cuidados, com os equipamentos mais sofisticados, com os melhores profissionais e colocar essas pessoas com problemas, com sintomas?”, questionou ele durante o program jornalistico.

Com uma repercussão extremamente negativa nas redes sociais após a declaração do comunicador, a assessoria de imprensa da emissora de Silvio Santos se manifestou e disse, em nota, não concordar com o ocorrido, com isso, dando uma punição para Marcão.

Leia na íntegra o comunicado do SBT sobre a suspensão de Marcão do Povo após a polêmica:

Durante a exibição do programa jornalístico Primeiro Impacto, nesta terça-feira (7), o apresentador Marcos Paulo Ribeiro de Morais, popularmente conhecido como Marcão do Povo, se utilizou do espaço em nosso jornal para expressar uma opinião de cunho pessoal que dizia respeito ao tema tão delicado que o mundo e nosso país atravessam: a Covid-19.

Gostaríamos de esclarecer ao público, às autoridades, àqueles que estão na linha de frente ao combate incessante da pandemia e, em especial, às pessoas vitimadas, que de forma alguma a opinião expressada pelo apresentador reflete o pensamento, a atitude e o respeito que a emissora tem pelo momento atual. Temos total consciência da relevância do assunto e temos, a todo momento, nos preocupado em informar e esclarecer de forma isenta e imparcial os acontecimentos e as providências que as autoridades e todos brasileiros estão adotando para vencermos essa enorme crise de saúde já presente, e a econômica que se avizinha.

Desta forma, sinceramente lamentamos que o apresentador tenha usado nossa plataforma de modo que contraria tão profundamente os nossos princípios. A todos que de alguma forma possam ter se ofendido ou mesmo se indignado com as opiniões pessoais do apresentador, nossas mais sinceras desculpas.

Nossos profissionais de Jornalismo seguirão na dura missão de bem informar, sempre preocupados com o bem estar de todos os brasileiros.

O apresentador foi suspenso de suas funções.

Ministro da Saúde anuncia parceria para produzir respiradores no Brasil

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, relatou hoje (8), durante coletiva, que um dos processos de compra feitos pela pasta não será cumprido. Segundo o ministro, uma empresa chinesa que estaria responsável pela entrega de 15 mil unidades de respiradores mecânicos – equipamento essencial para tratar pessoas infectadas com o novo coronavírus e que apresentam o sintoma mais grave da doença, a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) – não deu garantias de entrega.

Para solucionar o desfalque do material, Mandetta informou que há um projeto de parceria para expandir a capacidade de produção de respiradores por fábricas brasileiras. Uma firma que fabricava cerca de 500 por dia fechou acordo para a entrega de 6,5 mil unidades em um prazo de três meses para o governo federal.

Segundo o diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, a meta é garantir que companhias nacionais viabilizem no total 14 mil respiradores, sendo sete mil para Unidades de Tratamento Intensivo e sete mil para transporte de pacientes em estado grave.

Em relação aos equipamentos de proteção individual (EPIs), o ministro afirmou de que já foram repassados mais de 50 milhões aos estados. Na próxima sexta-feira (10), a perspectiva é que chegue um novo carregamento de 40 milhões. Já os testes rápidos tiveram 500 mil kits distribuídos. Até sexta, a promessa é de entrega de mais 1 milhão de exames.

Aporte de verbas

De acordo com Mandetta, o Ministério da Saúde já aportou R$ 7,6 bilhões em ações de prevenção e combate ao novo coronavírus. Do montante, R$ 600 milhões foram repassados aos estados para planos de contingência, somados a R$ 430 milhões, proporcionais à população de cada unidade da Federação. Cerca de  R$ 900 milhões foram destinados ao programa Saúde na Hora, R$ 1,5 bilhão para compra de EPIs e R$ 650 milhões para leitos.

Entre os repasses estão mais verbas para custeios dos leitos de UTI voltados a pacientes com covid-19. O valor será dobrado, de R$ 1,6 mil por dia, para os leitos habilitados durante o período da pandemia e será mantido durante três meses. O recurso viabiliza despesas como luz, pessoal e outros gastos com manutenção.

Além disso, está em construção o primeiro hospital de campanha em Goiás, na região do entorno do Distrito Federal. Conforme Mandetta, a decisão de criar o centro de apoio a pessoas infectadas pelo novo coronavírus se deve ao fato de o governador, Ronaldo Caiado, ter solicitado ajuda emergencial. O governo é responsável pela construção, entretanto, administração, insumos e recursos humanos deverão ser fornecidos pelo governo de Goiás.

Outras estruturas semelhantes poderão ser montadas para atender populações indígenas. Um caso já foi registrado em uma tribo da etnia yanomami.

Hospitais de pequeno porte

O ministério anunciou hoje também que autorizou o uso de leitos de cuidado prolongado de hospitais de pequeno porte para tratamento de pacientes provenientes de UTIs e outros leitos. O objetivo é desafogar as unidades de saúde dos grandes centros diante do crescimento da demanda ocasionado pelo avanço da pandemia do novo coronavírus. A permissão será concedida a hospitais com até 49 leitos, desde que pelo menos um dele tenha atendimento ao Sistema Único de Saúde. A medida terá caráter temporário.

Politização

Durante a apresentação, Mandetta criticou representantes do governo de São Paulo. O ministro se referiu a uma fala do infectologista David Uip, que mais cedo revelou ter recomendado ao Ministério da Saúde o uso de hidroxicloroquina para tratamento de covid-19.

Mandetta reforçou que a definição médica individual é o que deve ser considerado no tratamento da doença e que só recomendará a cloroquina e a hidroxicloroquina caso sejam referendadas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) como medicamentos viáveis no tratamento contra o novo coronavírus. “Em uma videoconferência com o CFM e David Uip, discutimos se utilizaríamos cloroquina nos graves. Deliberamos que quem analisa é o CFM. Hoje este medicamento não tem paternidade, o governador não precisa querer politizar o assunto, ele está colocado. Quando a gente coloca situações que possam ser complexas, que nós precisamos que os conselhos analisem”, disse o titular da Saúde.

Mandetta ponderou que ministrar a hidroxicloroquina pode ser “complicado” antes do diagnóstico de covid-19, uma vez que muitas pessoas chegam aos hospitais com sintomas de síndrome gripal e leva um tempo até o diagnóstico e identificação correta do novo coronavírus. “Outra dúvida, 85% das pessoas que têm sintomas ficam bem tomando tylenol e se curam. Será que seria inteligente dar remédio para 85% das pessoas que não precisam dele e tem efeitos colaterais?”, questionou, lembrando que o medicamento pode gerar arritmia, com riscos a pacientes que não estão internados.

No último posicionamento sobre o tema, o Conselho Federal de Medicina esclareceu em nota que até o momento a Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomenda nenhum tratamento e que “não há estudos conclusivos que comprovem a eficácia e segurança do uso de medicamentos que contêm cloroquina e hidroxicloroquina para o tratamento da covid-19.”

Fonte Agência Brasil

 

Município do Rio mantém escolas fechadas até 30 de abril

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, determinou a manutenção dos fechamento das escolas e creches municipais até o dia 30 de abril. Anteriormente, o prazo inicial era até a próxima segunda-feira, dia 13. Ele falou com a imprensa nesta quarta-feira (8), durante vistoria ao hospital de campanha que está sendo finalizado no centro de convenções Riocentro.

“Nosso gabinete de crise contra a covid-19 deliberou hoje que as escolas vão continuar fechadas. A avaliação é de que a curva de contágio do coronavírus ainda está crescente. Temos, portanto, que seguir as recomendações da comunidade científica e manter protegidas e em casa as crianças”, disse o prefeito.

Crivella anunciou que começa nesta quinta-feira (9) a distribuição do cartão do Banco do Brasil que permite a familiares das crianças da rede municipal de ensino inseridas nos programas Bolsa Família e Cartão Carioca buscarem cestas básicas nos supermercados.

“São mais ou menos 80 mil crianças que vão ser assistidas nesse primeiro momento. Cada uma vai receber uma cesta básica com o cartão do Banco do Brasil, que vai valer em toda a rede de supermercados do Rio de Janeiro”, disse.

O hospital de campanha do Riocentro está sendo construído pela prefeitura e já está com 85% das obras prontas. A unidade terá 500 leitos para pacientes com o novo coronavírus, sendo 400 de clínica médica e 100 de unidade de terapia intensiva. Haverá também um pequeno centro cirúrgico. As informações foram divulgadas pela assessoria de comunicação da prefeitura.

Fonte Agência Brasil

Medida Provisória regulamenta reembolso de eventos culturais e serviços turísticos

O presidente Jair Bolsonaro editou uma Medida Provisória (MP) nesta quarta-feira (8) para regulamentar o reembolso de eventos culturais e serviços turísticos afetados pela pandemia do novo coronavírus. A MP nº 948 foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) e tem validade imediata pelos próximos 60 dias, mas precisará ser aprovada pelo Congresso Nacional.

A MP define que, na hipótese de cancelamento de serviços – como reservas de hotel -, e de eventos – como shows, espetáculos, pacotes turísticos, sessões de cinema, espetáculos teatrais -, as plataformas digitais de venda de ingressos, o prestador do serviço ou a empresa responsável não serão obrigados a reembolsar, em reais, os valores pagos pelo consumidor, desde que assegurem a remarcação do serviço cancelado, a disponibilização de crédito para uso ou abatimento na compra de outros serviços ou eventos ou algum “outro acordo a ser formalizado com o consumidor”.

O Ministério do Turismo informou, em nota, que entidades do setor tiveram uma taxa de cancelamento de viagens em março superior a 85%, reforçando que o segmento é um dos mais afetados pela pandemia da covid-19.

Caso a empresa não consiga oferecer as alternativas de remarcação de evento ou concessão de crédito, o consumidor deverá ter o valor da compra devidamente restituído, atualizado monetariamente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E), no prazo de doze meses, contado da data de encerramento do estado de calamidade pública.

Artistas e cachês

A MP também estabelece regras para artistas contratados para eventos já cancelados em decorrência da pandemia. Neste caso, os artistas contratados, até a data de edição desta medida, que tenham sido impactados por cancelamentos de eventos, incluindo shows, rodeios, espetáculos musicais e de artes cênicas não terão obrigação de reembolsar imediatamente os valores dos serviços ou cachês, desde que o evento seja remarcado, no prazo de doze meses, contado da data de encerramento do estado de calamidade pública.

Na hipótese de os artistas e demais profissionais contratados para a realização dos eventos culturais não prestarem os serviços contratados no prazo previsto, o valor recebido deverá ser restituído, atualizado monetariamente pelo IPCA-E, também no prazo de até doze meses, contado da data de encerramento do estado de calamidade pública.

Fonte Agência Brasil

Correios abre inscrições para Jovem Aprendiz

Os Correios iniciaram, nesta terça-feira (31), as inscrições para o Programa Jovem Aprendiz. São 4.462 vagas, mais a formação de cadastro reserva, disponíveis em todo o território nacional.

Para participar, é preciso ter entre 14 e 22 anos de idade completos; cursar, no mínimo, o 6º (sexto) ano do Ensino Fundamental; estar matriculado e frequentando a escola, além de não ter sido contratado anteriormente como jovem aprendiz dos Correios e/ou ter mantido vínculo empregatício com a empresa, dentre outros requisitos.

Os jovens selecionados terão uma jornada semanal de 20 horas, receberão o salário mínimo-hora no valor de R$ 490,83, além de vale-transporte, vale-refeição ou alimentação e uniforme. Do total das vagas, 10% serão destinadas aos candidatos na condição de pessoa com deficiência e 20% aos que se declararem negros e pardos.

Durante a vigência do contrato especial de aprendizagem, o Jovem Aprendiz conciliará a fase teórica dos cursos de Assistente Administrativo e de Assistente de Logística, em entidade qualificada na formação técnico-profissional, e a fase prática nos Correios. A seleção será simplificada, realizada por meio de comprovação de requisitos referentes à renda familiar, idade na inscrição, tipo de instituição de ensino onde estuda e participação em projetos sociais, a partir de pontuação detalhada no edital. As inscrições estão abertas até o dia 30/4. Todas as informações estão disponíveis na página dos Correios.

Inscrição

Os interessados em participar do concurso Jovem Aprendiz Correios 2020 podem se inscrever de 31 de março de 2020 até 30 de abril de 2020 por meio do acesso ao site da empresa.

Quais candidatos podem participar?

Entre os requisitos de participação dos candidatos no processo seletivo, podemos listar os seguintes:

  • Candidatos que possuam nacionalidade brasileira ou estrangeira, conforme o que está previsto na Constituição Federal e na Consolidação das Leis do Trabalho;
  • Tenham idade entre 14 e 22 anos completos, no ato da contratação, porém, essa faixa etária não se aplica aos candidatos pessoas com deficiência;
  • Estejam cursando, no mínimo, o 6º ano do ensino fundamental ou matriculado e frequentando a escola (caso não tenham concluído o ensino médio);
  • Aqueles que não tenham sido contratados anteriormente como jovem aprendiz pelos Correios ou que tiveram vínculo empregatício com a empresa; e
  • Tenham disponibilidade para cumprir a jornada de aprendizagem, que é de 20 horas semanais (4 horas diárias).

Fases do Concurso Jovem Aprendiz Correios 2020

O processo seletivo dos Aprendizes envolverá a realização de quatro fases: a primeira delas começa com a inscrição, enquanto que as demais serão:

  • 2ª fase – Comprovação dos seguintes quesitos de classificação: renda familiar mensal, idade, escolaridade e participação em programas sociais;
  • 3ª fase – Pré-admissional: além dos exames médicos admissionais, será realizada a matrícula no Curso de Aprendizagem e a entrega dos documentos pessoais de comprovação das exigências para o ingresso; e
  • 4ª fase – Contratação: que será feita gradualmente, conforme as necessidades dos Correios.

A seleção terá a validade de um ano, contado da data de sua homologação, podendo ser prorrogado uma única vez por igual período.

Sobre o Programa Jovem Aprendiz

O Programa Jovem Aprendiz dos Correios foi implantado nacionalmente, em 2011, de acordo com a Lei de Aprendizagem (10.097/2000), regulamentada pelo Decreto nº. 5.598/2005.

A seleção dos jovens ocorre por meio de edital público, considerando os aspectos legais e outros requisitos, como a situação socioeconômica, educacional e de vulnerabilidade social dos candidatos.

O Programa de Aprendizagem será realizado no sistema dual, isto é, composto por uma fase teórica que será realizada na entidade qualificada em formação técnico-profissional, e uma fase prática, realizada nas instalações dos Correios.

Os orientadores dos aprendizes no local de trabalho serão os próprios empregados de cada unidade.

Edital

Todas as informações sobre o processo seletivo Correios Jovem Aprendiz devem ser conferidas e acompanhadas na página oficial da empresa.

Dinheiro do Fundo Partidárioo deve ir para combater à covid-19

O juiz Itagiba Catta Preta, da Justiça Federal em Brasília, autorizou hoje (7) que recursos públicos destinados a partidos políticos sejam aplicados no combate ao novo coronavírus. Cabe recurso contra a decisão.

A liminar do magistrado foi motivada por uma ação popular protocolada por um advogado do Distrito Federal. Pela decisão, os recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) devem ser bloqueados para serem usados em campanhas para o combate à pandemia ou para “amenizar suas consequências econômicas”. A decisão final caberá ao chefe do Executivo, o presidente Jair Bolsonaro, de acordo com o juiz.

O valor previsto para o financiamento das campanhas nas eleições de outubro é de R$ 2 bilhões. No caso do Fundo Partidário, o valor pago em fevereiro foi de aproximadamente R$ 70 milhões.

No ano passado, os partidos receberam cerca de R$ 720 milhões. O repasse do Fundo Partidário está previsto em lei, sendo depositado mensalmente para manutenção das legendas.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também deve decidir a questão em breve. Ontem (6), o relator do caso, ministro Luiz Felipe Salomão, decidiu que consulta feita pelo partido Novo para destinar parte de sua parcela do Fundo Partidário para o combate ao covid-19 será levada para exame no tribunal “com a devida urgência”.