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USP desenvolve teste de materiais para construção de máscaras

O Centro de Pesquisa e Inovação da Universidade de São Paulo (Inova USP) desenvolveu um mecanismo para testar a capacidade que diferentes tecidos têm de filtrar partículas de dimensões nanométricas, inferiores ao tamanho do coronavírus.

O resultado dos testes permite que empresas e demais interessados utilizem novos materiais para a construção de máscaras seguras, aumentando a oferta do produto no mercado.

O projeto, denominado Respire! Máscaras Seguras, desenvolvido em conjunto com o laboratório de Física Atmosférica do Instituto de Física (IF) da USP e com a equipe do Laboratório de Microestrutura de Materiais da Escola Politécnica da USP, conseguiu estabelecer um comparativo da eficiência de filtração entre diversos materiais e os já utilizados nas máscaras comerciais,  produzidas pelo padrão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Segundo a USP, os estudos indicaram as matérias-primas mais adequadas para a proteção de profissionais de saúde e da população em geral, com eficiência de até 97% na retenção do vírus.

Os interessados em conhecer os materiais e fabricar máscaras podem entrar em contato com os pesquisadores pelo site do projeto, onde já pode ser encontrado um tutorial completo para a construção de máscaras cirúrgicas, de uma ou duas camadas, compostas de tecido TNT.

Fonte Agência Brasil

Restrições de acesso a Ilhabela continuam em vigor

Restam, ao menos, 11 dias para que as medidas de restrição de entrada em Ilhabela, litoral de São Paulo, continuem em vigor, a fim de conter a transmissão do novo coronavírus. A prefeitura do município, que integra o Vale do Paraíba, estabeleceu regras que restringem o uso da balsa que leva ao arquipélago, válidas tanto para moradores e veranistas da região como para turistas, até o dia 23 de abril. As embarcações operam diariamente, fazendo o percurso São Sebastião-Ilhabela.

Desde o dia 21 de março, é necessário solicitar a autorização de entrada no município, mediante o preenchimento de formulário disponível no site e envio de documentação. Para deixar a ilha, não é preciso apresentar justificativa, mas a prefeitura ressalta que, caso alguém necessite sair, deve obter autorização para a volta, garantindo que não tenha problemas no retorno.

A análise dos requerimentos demora, em média, 30 minutos para ser feita. Já os recursos são avaliados em cerca de duas horas.

De modo geral, até mesmo parentes próximos dos moradores que vivem fora de Ilhabela estão proibidos de entrar no município, para evitar a importação do vírus. Seguindo os princípios de distanciamento social definidos pelo governo estadual de São Paulo, a prefeitura de Ilhabela destaca que apenas os serviços essenciais estão liberados para fazer a travessia. Por isso, somente prestadores locais de serviços têm autorização para trabalhar normalmente.

“Motivos fúteis” em justificativas

Em nota, a prefeitura acrescenta que o pedido é aplicável a “casos excepcionais” e que tem recebido justificativas com “motivos fúteis para fazer a travessia”, “que tratam a travessia com algo banal”. A prefeitura exemplifica dizendo que um requerente que alegue que irá fazer compras “essenciais” fora da ilha apresenta, na realidade, um “motivo extremamente frágil”, tendo em vista que, de forma geral, o comércio em todo o Brasil está suspenso.

No caso de pessoas que precisem se deslocar para realizar um tratamento médico, este deve estar claramente especificado na justificativa. “Em caso de problemas médicos que são atendidos em outros municípios, é necessário explicar detalhadamente qual o tipo de tratamento, em qual local, data e horário. Um encaminhamento médico de Ilhabela ajudará no processo.”

O secretário de Saúde de Ilhabela, Gustavo de Freitas Barboni, reitera que a população deve levar com seriedade a quarentena e a restrição da travessia, considerando-as “de extrema importância para todos”. Segundo ele, algo que demonstra a efetividade da medida é a comparação da incidência de covid-19 em Ilhabela com a de municípios do Litoral Norte de São Paulo e outros do Vale do Paraíba. Até a tarde de ontem (11), São José dos Campos, por exemplo, contava 85 casos confirmados de infecção e um óbito. Ilhabela, por sua vez, registra apenas um caso. O estado de São Paulo lidera o número de contaminações, respondendo por 8.419 dos 20.727 casos confirmados no país e 560 das 1.124 mortes provocadas pelo vírus.

Outra medida que indica o cuidado com que a prefeitura de Ilhabela tem lidado com a pandemia foi a ação civil pública aberta junto ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, em que pedia que sites de hospedagem fossem impedidos de mostrar ofertas de imóveis na cidade. A corte atendeu a solicitação e, com isso, o Booking.com e o Airbnb não poderão exibir imóveis para reserva até que a situação de emergência acabe, sob pena de multa diária de R$ 10 mil, limitada ao valor de R$ 100 mil.

Em comunicado, a prefeitura também menciona o artigo 268 do Código Penal, que consta do capítulo sobre crimes contra a saúde pública. O artigo em questão fixa pena de detenção de um mês a um ano e multa para quem infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa. A penalidade é aumentada em um terço, quando o infrator é funcionário da rede pública de saúde, médico, farmacêutico, dentista ou enfermeiro.

Fonte Agência Brasil

Rio de Janeiro registra 2.855 casos e 170 mortes por coronavírus

O estado do Rio de Janeiro tem 2.855 casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus (covid-19), de acordo com o boletim divulgado (12) pela Secretaria de Estado de Saúde. Apenas neste domingo, o órgão confirmou mais 15 mortes, totalizando 170 óbitos em decorrência da doença causada pelo vírus. Cento e quinze mortes estão em investigação.

A maior parte dos óbitos confirmados neste domingo de Páscoa ocorreu na cidade do Rio de Janeiro: foram oito mortes, sendo duas mulheres, de 31 e de 61 anos, e seis homens, com idades entre 71 e 97 anos. Dois homens morreram em Itaguaí, um de 40 e um 45 anos; uma mulher de 50 anos e um homem de 77 anos morreram em Nova Iguaçu; um homem de 47 anos, em Cachoeira de Macacu; uma mulher de 60 anos, em Maricá; e, um homem de 35 anos, em de Rio das Ostras.

Ao todo, até o momento, a cidade do Rio de Janeiro concentra a maior parte dos casos confirmados, 1.996, o que equivale a cerca de 70% dos casos registrados no estado. A cidade registra também o maior número de mortes em decorrência da infecção, 106.

Em todo o estado, 61 municípios apresentam casos de covid-19. Depois da capital, Niterói aparece em segundo lugar com maior número de casos confirmados, 120. Em seguida, vêm Volta Redonda, com 107, e Nova Iguaçu, com 88. Duque de Caxias tem 81 casos; São Gonçalo, 76; Belford Roxo, 46; São João de Meriti, 34; e Mesquita, 30.

Mais informações sobre a doença podem ser obtidas pelo telefone 160 (ligação gratuita) ou pela internet.

Veja a lista completa de municípios com casos confirmados no Rio de Janeiro:

Rio de Janeiro – 1.996

Niterói – 120

Volta Redonda – 107

Nova Iguaçu – 88

Duque de Caxias – 81

São Gonçalo – 76

Belford Roxo – 46

São João de Meriti – 34

Mesquita – 30

Petrópolis – 28

Itaboraí – 24

Magé – 20

Nilópolis – 20

Maricá – 18

Nova Friburgo – 15

Barra Mansa – 11

Queimados – 11

Teresópolis – 8

Cabo Frio – 7

Barra do Piraí – 6

Macaé – 6

Resende – 6

Rio das Ostras – 6

Angra dos Reis – 5

Itaguaí – 5

Rio Bonito – 5

Campos dos Goytacazes – 4

Casimiro de Abreu – 4

Iguaba Grande – 4

São Pedro da Aldeia – 4

Seropédica – 4

Araruama – 3

Bom Jesus de Itabapoana – 3

Guapimirim – 3

Japeri – 3

Mangaratiba – 3

Paraíba do Sul – 3

Porto Real – 3

Tanguá – 3

Bom Jardim – 2

Cachoeiras de Macacu – 2

Itaperuna – 2

Miguel Pereira – 2

Paty do Alferes – 2

Quatis – 2

São Fidélis – 2

Saquarema – 2

Valença – 2

Arraial do Cabo – 1

Cantagalo – 1

Itatiaia – 1

Paracambi – 1

Paraty – 1

Piraí – 1

Porciúncula – 1

Rio das Flores – 1

São Francisco de Itabapoana – 1

São João da Barra – 1

Sapucaia – 1

Sumidouro – 1

Três Rios – 1

Município de residência em investigação – 1

As mortes dos 96 homens e 74 mulheres foram registrados nos seguintes municípios:

Rio de Janeiro – 106

Duque de Caxias – 16

Niterói – 6

Volta Redonda – 6

Nova Iguaçu – 5

São Gonçalo – 4

Belford Roxo – 3

Maricá – 3

São João de Meriti – 2

Iguaba Grande – 2

Itaboraí – 2

Itaguaí – 2

Rio Bonito – 2

Rio das Ostras – 2

Arraial do Cabo – 1

Bom Jesus de Itabapoana – 1

Cachoeira de Macacu – 1

Macaé – 1

Mangaratiba – 1

Mesquita – 1

Miguel Pereira – 1

Petrópolis – 1

Tanguá – 1

Fonte Agência Brasil

Pesquisadores mostram profissões com risco de contágio

Pesquisadores do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) mapearam o risco de contaminação pelo novo coronavírus (covid-19) nas várias áreas de atuação dos trabalhadores brasileiros. O estudo, divulgado esta semana, mostra que os técnicos em saúde bucal são os mais vulneráveis à infecção pelo vírus.

A Agência Brasil conversou com um dos responsáveis pela pesquisa, o pesquisador do Laboratório do Futuro da Coppe/UFRJ, Yuri Lima sobre os principais resultados encontrados. O estudo, segundo ele, pode ser usados pelos setores público e privado para proteger os trabalhadores da covid-19 e também para traçar planos para reduzir o desemprego após a pandemia.

O mapeamento inclui mais de 2,5 mil ocupações e abrange todo o país. A metodologia usada é a mesma empregada pelo New York Times, nos Estados Unidos. Os pesquisadores usaram a Classificação Brasileira de Ocupações, do Ministério do Trabalho, e a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério da Economia e avaliaram o contexto de trabalho das ocupações, com foco nas consequências do coronavírus.

O estudo mostra que 2,6 milhões de profissionais da área de saúde apresentam risco de contágio acima de 50%. Dentre eles, os mais vulneráveis são os técnicos em saúde bucal, um total de 12,5 mil profissionais, com 100% de risco de contágio, em função do ambiente e da proximidade física com os pacientes.

Já os vendedores varejistas, operadores de caixas, entre outros profissionais do comércio que, juntos, somam cerca de 5 milhões de trabalhadores no país, apresentam, em média, 53% de risco de serem infectados.

No setor de transportes, o risco também é alto. Entre os 350 mil motoristas de ônibus urbanos e rodoviários, o risco de contágio é superior a 70%. Os professores também estão no grupo de profissionais mais afetados, com um índice de risco acima de 70%. A suspensão das aulas em todo o país, no entanto, reduziu esse índice.

Entre os menos vulneráveis, estão os intelectuais e aqueles profissionais que realizam trabalhos voltado para o setor artístico, por exercerem atividades de forma quase solitária. O risco de contágio é, em média, 19% entre roteiristas, escritores e poetas, por exemplo. Os mais de 14 mil operadores de motosserra, cuja maioria trabalha nas áreas rurais, apresentam risco de 18%.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista.

Agência Brasil: Como surgiu a ideia de fazer esse estudo?

Yuri Lima: A gente trabalha desde 2016 no Laboratório do Futuro com uma linha de pesquisa voltada para estudar o futuro do trabalho. Então, a gente, desde antes desse período da covid, faz pesquisas com dados sobre emprego para poder entender como vai ser a questão, por exemplo, da automação no futuro e quais serão as alterações no trabalho. Quando começamos a ver o coronavírus aparecer a gente decidiu que era uma necessidade desse momento a gente poder produzir dados confiáveis e análises importantes para poder embasar as discussões do impacto da covid sobre o emprego. A discussão era pautada por dados que vinham do exterior e não se falava muito sobre a situação brasileira.

Agência Brasil: O que os resultados encontrados nos mostram?

Yuri Lima: Eu acho que os resultados são de certa forma um alerta. Quando a gente olha para esses dados a gente percebe que tem uma grande parcela da população que está trabalhando ou que poderia estar trabalhando em risco se tivesse sem essas medidas de distanciamento social. A gente percebe a importância dessas medidas. Quando a gente olhou para os dados, a gente percebeu coisas que já eram esperadas, como o setor de saúde estar sendo muito afetado. Isso já era algo bem óbvio. Mas, a gente viu também setores que são considerados essenciais, como o de alimentação e parte do comércio que trabalha com venda de alimentos, que têm um risco bem considerável. Uma das coisas que a gente precisa levantar com essa discussão é que essas pessoas que estão nessas ocupações estão em risco. Elas também precisam ser protegidas. A gente não pode ter a execução dessas atividades essenciais sem pensar na segurança desses trabalhadores.

Agência Brasil: Além de pensar no agora, na proteção desses trabalhadores, como vocês avaliam que a pandemia poderá afetar o futuro do trabalho?

Yuri Lima: A gente vê uma intensificação de certas mudanças que a gente e muitos outros pesquisadores já discutíamos antes. A gente já tinha um processo de digitalização da economia. Cada vez mais os serviços são feitos pela internet, por aplicativos. Agora, a gente vê uma intensificação disso. Algo que se intensifica nesse momento e acaba virando um novo normal. A gente está passando agora por uma dependência maior desse tipo de intermediação digital e a tendência é que isso permaneça em um nível mais alto depois que isso passar. Então, a gente pode esperar uma economia mais digitalizada.

Um outro movimento que a gente estudava antes desse período é a questão da automação e o impacto que essa automação. Automação é diferente da digitalização. Ela substitui os trabalhadores pelas máquinas, a gente vê que vai haver um interesse de parte das empresas, principalmente das grandes que têm recursos para se manter nesse momento, de substituir parte dos trabalhadores por máquinas, na medida que é necessário fazer isso para manter a produção corrente, para não parar uma fábrica. O que a gente tem percebido é que este tende a ser um momento que a automação vai crescer mais do que nunca. E isso vai continuar depois. Quando se faz um investimento em automação, isso não é algo que você vai jogar fora daqui a três ou quatro meses. É uma coisa que vai permanecer.

Agência Brasil: Podemos esperar, então, um impacto no mercado de trabalho.

Yuri Lima: Não tem como o mercado de trabalho não sofrer uma redução, no sentido de ter mais pessoas desempregadas, de reduzir a força de trabalho. Independente das medidas que se tome, vai haver redução. O que gente pode fazer é mitigar esse impacto. Uma questão que já vinha antes da pandemia é a estagnação da renda real dos trabalhadores. Em um período de crise, a gente percebe que isso tende a piorar, porque a gente vai ter menos pessoas que vão conseguir trabalhar. Tem uma redução da renda das pessoas, até pelas propostas que foram feitas, tanto para os trabalhadores formais quanto para os informais. Elas representam uma redução do salário, que tende a permanecer depois desse período, até pela alta taxa de desemprego. A gente vai ter uma concorrência maior no mercado e isso joga os salários para baixo.

Agência Brasil: É possível se preparar para esse cenário?

Yuri Lima: Tem uma série de iniciativas que estão sendo tomadas. A gente tem que ter uma preocupação em manter as pessoas empregadas. Isso é algo importante para o governo analisar. Não tem jeito, isso é aumento de dívida pública, tem que conseguir mais recursos para isso. Do ponto de vista do governo, pode-se identificar quem são essas pessoas que estão ficando desempregadas, pode-se olhar para essa questão do risco de contágio. Pode-se pensar em como manter pessoas trabalhando em ocupações que não vão ser afetadas, ou que têm menos risco de contágio. Depois que passar esse momento de distanciamento social, fazer o possível para a gente ter uma boa transição, uma transição segura para um estágio mais intermediário.

Agência Brasil: Além das ações do poder público, o que os trabalhadores e as empresas podem fazer?

Yuri Lima: Do ponto de vista das pessoas, dos trabalhadores, a gente sabe que será um momento bem complicado. A gente sabe que têm certas ocupações que dificilmente vão ser mantidas nesse momento. É difícil, mas acho que cabe uma reflexão por parte dos trabalhadores de olhar essas informações, não só o que a gente tem feito, claro, mas de qualquer outra fonte confiável, de que tipo de área é possível atuar, que tipo de caminho e formação a pessoa pode buscar no sentido de fugir das atividades que estão mais em risco. Tanto em risco de contágio, quanto em risco de desemprego tanto pela digitalização quanto pela automação.

Governo e empresas, que estão precisando, em certos casos, colocar as pessoas em situação de desemprego, podem apoiar esse processo todo. Acho que ninguém pode abrir mão do seu lado de culpa nesse processo. Acho que tem que ter um pouco de solidariedade.  Acho que é esse momento de desenvolver um certo apoio. A gente não pode acabar achando que isso vai ser um momento romantizado, que os trabalhadores vão ter oportunidade de aprender, porque a gente sabe que isso não acontece sem que haja um bom apoio das empresas e do governo. Entram também os sindicatos, as universidades, toda essa rede de formação e de apoio aos trabalhadores e às empresas.

Fonte Agência Brasil

Receita Federal regularizou 11 milhões de CPFs com pendências eleitorais

 

A Receita Federal finalizou ontem (11) a regularização de 11 milhões de CPFs que tinham pendências com a Justiça Federal. Ter o CPF regularizado na base o Cadastro Único é importante para que o beneficiário receba a renda básica emergencial de R$ 600 pago pelo governo Federal.

Foi finalizado o processamento dos CPFs com pendências de natureza eleitoral nas bases administradas pela Receita Federal. Gradativamente, essas alterações estão sendo consumidas nos sistemas da Caixa Econômica Federal e Dataprev para fins do cadastro no Auxílio Emergencial decorrente da covid-19”, informou a Receita, em nota.

A Receita Federal, no entanto, esclareceu que não são todos os 11 milhões de pessoas com CPF recém-regularizado que se encaixam no perfil dos beneficiários. Têm direito ao auxílio aqueles que estão inscritas no CadÚnico até o dia 20 de março; microempreendedores individuais, contribuintes individuais ou facultativos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS); informais, sem inscrição em programas sociais nem contribuir para o INSS; e inscritos no Bolsa Família.

Os beneficiários precisam ter mais de 18 anos de idade e Cadastro de Pessoa Física (CPF) ativo; ter renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa (R$ 522,50); ter renda mensal até 3 salários mínimos (R$ 3.135) na família inteira; não ter recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018.

Fonte Agência Brasil

Jogador Jefferson leiloa camisa da seleção brasileira em rede social

O paredão Jefferson entrou no grupo de combate ao novo coronavírus (covid-19). O ex-goleiro do Botafogo lançou um desafio em seu perfil oficial do Instagram: colocou em leilão uma camisa da seleção brasileira, que vestiu na Copa do Mundo de 2014, autografada por todos os jogadores que disputaram a competição.

Quem estiver interessado em arrematar a camisa canarinho precisa ser rápido. O leilão começou na noite de ontem (11) e terminará às 18h de hoje (12), domingo de Páscoa. Cada lance é feito por número de cestas básicas, com o valor de R$ 40 cada cesta. Os alimentos serão distribuídos para famílias carentes, atingidas pelos efeitos socioeconômicos da pandemia de covid-19. O leilão ocorre dentro do perfil do Instagram do próprio goleiro, que está de olho nos lances e mandou o recado a seus seguidores.

“Vou leiloar um item que é muito importante na minha vida e na minha carreira para poder arrecadar o máximo de cestas básicas para poder ajudar o próximo. É a camisa da Copa do Mundo de 2014, ela está com autógrafo de todos os jogadores: Neymar, David Luiz, Thiago Silva, Victor, Júlio César. É uma camisa que tem um significado muito importante pra mim, mas vou colocar no Leila. Quem der o maior lance de cestas básicas vai adquirir a camisa para guardar em casa. Forte abraço, Deus abençoe a todos. Juntos somos mais fortes”.

A ideia de leiloar camisas partiu de outro ex-jogador do Botafogo, Sandro Cunha. Desde o fim de março, o ex-zagueiro divulgou em seu perfil pessoal do Instagram o leilão de uniformes utilizados por jogadores de diversos clubes como Barcelona, Flamengo, São Paulo, Fluminense, Santos, Guarani, Goiás, Vitória, Santa Cruz, Paysandu, Náutico, Bolívar (BOL), dentre outros. Desde então, por meio de vídeos em seu perfil, Sandro vem publicado os resultados e os vencedores dos leilões.

Fonte Agência Brasil

 

Rio de Janeiro adia pagamento da taxa de incêndio

A taxa de incêndio 2020 poderá ser paga até outubro no estado do Rio de Janeiro. O prazo, que terminaria entre 13 e 17 de abril foi estendido pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro por orientação do governo do estado devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19). As novas datas de vencimento estarão compreendidas entre os dias 5 e 9 de outubro.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o contribuinte não vai receber um novo boleto em seu imóvel. O cidadão que já recebeu o documento com as datas de vencimento de abril pode quitar a qualquer momento até o início de outubro, sem qualquer acréscimo.

Aqueles que ainda não receberam o tributo pelos Correios e aqueles que preferirem, podem emitir uma segunda via com as novas datas pela internet. Os polos de atendimento estão fechados temporariamente para cumprir as medidas de isolamento. Mais informações e telefone para contato estão disponíveis na página do Corpo de Bombeiros.

A taxa de incêndio é uma obrigação tributária, prevista no Código Tributário do Estado do Rio de Janeiro. É exigida às localidades abrangidas pelo sistema de prevenção e extinção de incêndios, tanto naquelas que possuem o serviço instituído pelo estado, quanto nas cidades vizinhas, desde que as suas sedes sejam distantes até 35 km das sedes dos municípios em que o serviço esteja instalado.

Os recursos devem ser aplicados no reequipamento operacional, na capacitação e atualização de recursos humanos e na manutenção do Corpo de Bombeiros e dos órgãos da Secretaria de Estado da Defesa Civil.

Outras medidas no estado

Esta não é a primeira medida que impacta o “bolso” do contribuinte no estado. No final do mês passado, o governo do Rio proibiu o corte de serviços de água, gás e energia elétrica por falta de pagamento.

As concessionárias deverão ainda permitir o parcelamento do pagamento das dívidas após o período de restrições impostas pelo combate à doença. Não será permitida a cobrança de juros e multa. A medida, prevista em lei, vale também para microempreendedores individuais, micro e pequenas empresas e estabelecimentos que optaram pelo Simples, o sistema de tributação simplificada nacional.

Também desde o final do mês passado, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) suspende a cobrança das contas com vencimentos em maio, junho e julho, para os clientes da Companhia que pertencem às categorias de tarifa social e comércio de pequeno porte. De acordo com o governo do estado, essas categorias abrangem aproximadamente 230 mil matrículas, beneficiando cerca de 1 milhão de pessoas.

Nacionalmente, também houve suspensão ou adiamento de pagamentos e recolhimento de tributos. A Agência Brasil reuniu as medidas anunciadas até o momento.

Coronavírus

No Rio, de acordo com boletim divulgado ontem (11), a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro registrou 2.607 casos confirmados e 155 óbitos por coronavírus no estado. Há ainda 107 óbitos em investigação. A maioria dos casos confirmados está na cidade do Rio de Janeiro, 1.905. A maior parte das mortes também ocorreu na capital do estado, 98.

Em todo o país, de acordo com o Ministério da Saúde, são 20.727 casos confirmados de coronavírus e 1.124 mortes.

Fonte Agência Brasil

Sete empresas do setor elétrico se unem para arrecadar fundos para Fiocruz

Sete empresas do setor elétrico se uniram para arrecadar recursos para o fundo emergencial da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), visando aumentar a produção de testes diagnósticos da covid-19. Até o momento, já estão comprometidos R$ 9 milhões.

O vice-presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional da Fiocruz, Mario Moreira, afirmou que “esse apoio é de grande importância diante dos desafios que a emergência sanitária do novo coronavírus representa ao país. E a parceria com as empresas dos diferentes segmentos do setor elétrico fortalecerá ainda mais a produção e fornecimento de novos testes”, concluiu Moreira.

As empresas são dos segmentos de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia. E o projeto é coordenado pelo Instituo Acende Brasil. Fazem parte do projeto as empresas. Comerc Energia, Enel, Engie, Isa Cteep, Light, Grupo Energisa e Neoenergia. A vice-presidente de Gente e Gestão do Grupo Energisa, Daniele Salomão, tem a expectativa de que outras empresas do setor participem da ação nos próximos dias, com novas doações para a Fiocruz

Energia do bem

Em um outro projeto, foi criado o movimento Energia do Bem para combater o novo coronavírus por meio de quatro frentes de ação: doação de ventiladores pulmonares, conserto de ventiladores pulmonares quebrados, obras elétricas em unidades públicas de saúde e captação de recursos para assistência a idosos.

Na primeira frente, os investimentos alcançam em torno de R$ 6 milhões. Já foram doados recursos para aquisição de 11 ventiladores pulmonares para unidades de Tratamento Intensivo de Minas Gerais e Sergipe. O secretário de estado de Saúde de Sergipe, Valberto de Oliveira Lima, esclareceu à Agência Brasil que o Grupo Energisa doou R$ 172 mil para a Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia de Aracaju, vinculado à secretaria. O hospital ficou responsável pela compra de dois ventiladores pulmonares.

Com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), foi assinado termo de compromisso para doação de nove equipamentos. O repasse dos recursos da Energisa para a FIEMG será feito nos próximos dias, informou a empresa, por meio de sua assessoria de imprensa. As unidades de saúde que receberão os equipamentos estão sendo definidas em conjunto com o governo do estado de Minas Gerais. Segundo informação da FIEMG, a Energisa participa da campanha Indústria, Sindicatos, Sociedade e Parceiros Unidos por Minas Gerais, em apoio ao impacto causado pelo coronavírus. O documento mostra que a doação do Grupo Energisa soma R$ 585 mil.

Mais aparelhos serão doados para os outros estados onde o grupo atua. No Acre, seis aspiradores portáteis já foram entregues ao Hospital da Criança para pacientes com baixa imunidade continuarem o tratamento em casa, de modo a liberar leitos para pacientes da covid-19.

Ventiladores quebrados

Foi feito um levantamento nos 11 estados do país  e até o momento 448 ventiladores  necessitam de conserto em unidades de saúde localizadas em Minas Gerais, Sergipe, São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Os aparelhos serão consertados nas oficinas do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), graças à parceria firmada com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). “A gente pega os ventiladores quebrados, leva para o Senai e ajuda nessa logística”, disse Daniele.

Como muitos estados estão montando hospitais de campanha ou ampliando hospitais existentes, isso precisa de energia elétrica. “Nós entramos com mão de obra nossa, para aumento de carga ou novas ligações e estamos isentando os governos desse tipo de gasto e estamos trabalhando nessas obras de expansão dos hospitais nos estados onde a gente trabalha”.

O projeto reúne 13 parceiros, entre elas Grupo Energisa, CNI, Instituto Euvaldo Lodi, Sesi/Senai e Agência de Desenvolvimento do Polo Audiovisual da Zona da Mata (MG) e Evoé.

Foi criado também o portal Energia do Bem, com informações sobre a covid-19 e conteúdo para reduzir os impactos do isolamento social. E que tem a curadoria da Unesco.

Fonte Agência Brasil

Presos suspeitos de furtar 15 mil testes de coronavírus em SP

A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na tarde deste sábado (11), 14 suspeitos de integrar a quadrilha que furtou cerca de 15 mil kits de testes de diagnóstico de covid-19 do Aeroporto Internacional de Guarulhos. O grupo, formado por pessoas com idade entre 22 e 59, também levou do terminal 2 milhões de itens de equipamento de proteção individual (EPI), como óculos, luvas, álcool em gel e máscaras.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo informou que a carga foi localizada em um galpão do bairro Ipiranga, zona sul da capital paulista, onde os suspeitos foram detidos em flagrante. A operação foi coordenada pelo Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), da corporação.

A divisão descobriu o endereço após apurar que uma pessoa estaria vendendo os produtos clandestinamente. Ao chegar ao local, os agentes do Dope as caixas contendo os kits e produtos de EPI e, ainda, um machado, uma faca, uma carabina calibre 40, uma espingarda calibre 12 e três pistolas calibre 380.

No comunicado encaminhado à Agência Brasil, a secretaria acrescenta que outras três pessoas são investigadas por envolvimento no caso. “O caso foi registrado como furto, receptação qualificada e resistência na 3ª Delegacia Especializada no Atendimento ao Turista (Deatur) do Aeroporto Internacional de Guarulhos, que instaurou inquérito policial para prosseguir com as investigações”.

Fonte Agência Brasil

Boris Johnson diz que médicos salvaram sua vida

O primeiro-ministro britânico Boris Johnson deixou o hospital neste domingo (12) e agradeceu ao Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês) por salvar sua vida enquanto lutava contra o coronavírus.

Johnson, de 55 anos, foi levado ao Hospital St Thomas, no centro de Londres, no dia 5 de abril, sofrendo de sintomas persistentes da covid-19. No dia seguinte, ele foi transferido para a unidade de terapia intensiva, onde permaneceu até 9 de abril.

“Hoje deixei o hospital depois de uma semana em que o NHS salvou minha vida, sem dúvida”, afirmou ele em uma mensagem de vídeo de cinco minutos postada no Twitter a partir da Downing Street, onde funcionam o escritório e a residência de Boris Johnson.

Neste domingo, o número oficial de mortos no Reino Unido pelo coronavírus passou de dez mil.

O primeiro-ministro nomeou e agradeceu os enfermeiros que cuidaram dele, com menção especial a dois profissionais, Jenny, da Nova Zelândia, e Luis, de Portugal, que ele disse que ficaram ao lado de sua cama por 48 horas “quando as coisas poderiam ter ido para qualquer um dos lados”.

Agradecimento

“O motivo pelo qual meu corpo começou a receber oxigênio suficiente foi porque, a cada segundo da noite, eles estavam assistindo e pensando, cuidando e fazendo as intervenções que eu precisava”, disse.

Johnson usou terno e gravata e falou da maneira enérgica como sempre. Ele continuará sua recuperação em Chequers, residência oficial de campo a noroeste de Londres, segundo seu gabinete.

Um fotógrafo da agência Reuters viu Johnson e sua noiva grávida Carrie Symonds, de 32 anos, que também sofreu sintomas de Covid-19, saindo da Downing Street, no centro de Londres, com seu cachorro.

Fonte Agência Brasil