Arquivo da categoria: Destaques

STF suspende operações policiais em comunidades do Rio

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin decidiu hoje (5) suspender a realização de operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro durante o período da pandemia do novo coronavírus. Fachin atendeu a um pedido liminar feito pelo PSB.

Pela decisão, as operações poderão ser deflagradas somente em casos excepcionais. A polícia ainda deverá justificar as medidas por escrito e comunicá-las ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, órgão responsável pelo controle externo da atividade policial.

“Defiro a medida cautelar incidental pleiteada para determinar que, nos casos extraordinários de realização dessas operações durante a pandemia, sejam adotados cuidados excepcionais, devidamente identificados por escrito pela autoridade competente, para não colocar em risco ainda maior a população, a prestação de serviços públicos sanitários e o desempenho de atividades de ajuda humanitária”, decidiu o ministro.

A ação foi protocolada pelo partido em novembro do ano passado. Uma das motivações foi a morte da menina Ágatha Vitória Sales Félix, de 8 anos, na comunidade da Fazendinha, Complexo do Alemão, no dia 20 de setembro de 2019. No mês passado, o partido voltou a pedir uma liminar para suspender as operações devido ao “agravamento do cenário fático de letalidade da ação policial em pleno quadro da pandemia da covid-19″.

 

Fonte Agência Brasil

90% de UTIs para covid-19 na rede pública do Rio estão ocupadas

Os leitos de unidades de terapia intensiva reservados para pacientes com covid-19 na cidade do Rio de Janeiro tinham uma ocupação de 90% no fim da manhã de hoje (5), segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Nos leitos de enfermaria, a ocupação é bem menor, de 54%.

Os percentuais levam em conta todo o Sistema Único de Saúde no município, o que também inclui hospitais estaduais e federais. Há um total de 1.792 pessoas internadas na cidade com suspeita de covid-19, sendo 698 em UTIs. A rede municipal atende a 682 pacientes internados, 217 deles em UTIs.

A Prefeitura do Rio de Janeiro iniciou nesta semana o afrouxamento das restrições às atividades econômicas, com um plano de retomada que tem seis fases, cada uma com 15 dias, e prevê a abertura de todos os setores somente em agosto.

A fase 1 da reabertura, em que a cidade se encontra no momento, requer que a ocupação dos leitos de UTI seja menor ou igual a 95% em uma média móvel de sete dias, entre outros critérios.

O município do Rio abriu 1.252 leitos para o tratamento da doença desde o início da pandemia. Destes, 242 são de UTI.

Desde o início da pandemia, o município já registrou 33.695 casos confirmados de covid-19, e 4.231 mortes. O número de pessoas que se recuperaram da doença é 27.781, e 1.683 casos são considerados ativos.

Fonte Agência Brasil

Bolsonaro tira R$ 84 milhões do Bolsa Família para investir em publicidade

O governo de Jair Bolsonaro publicou portaria que retira R$ 83,9 milhões do programa Bolsa Família para expandir a publicidade institucional. Os recursos seriam destinados às famílias carentes da região nordeste.

De acordo com informações da Folha de S.Paulo, a fila de espera do programa social superou, entre abril e maio, 430 mil pedidos. Com o montante cortado do orçamento, 70 mil famílias poderiam ser atendidas no segundo semestre do ano.

A portaria foi assinada por Waldery Rodrigues, secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, e dá mais poder a Fabio Wajngarten, secretário de Comunicação do Palácio do Planalto. Wajngarten, no entanto, é suspeito de usar politicamente o cargo.

Ainda segundo a Folha, a cobertura do Bolsa Família no Norte e no Nordeste segue abaixo do registrado em maio de 2019. No período, o programa registrou recorde de famílias atendidas.

Por outro lado, Sul e Sudeste ganharam mais investimentos no programa. Há um ano, o governo Bolsonaro fez uma série de cortes no Bolsa Família e travou a entrada de novos beneficiários.

Mulher do prefeito de Tamandaré é indiciada por morte de menino

A mulher que foi indiciada pelo homicídio culposo do filho de uma funcionária é Sari Gaspar Corte, mulher de Sérgio Hacker, prefeito de Tamandaré, em Pernambuco. Miguel Otávio Santana da Silva, 5 anos, morreu após uma queda do 9º andar do prédio conhecido como Torres Gêmeas, em Recife, na última terça. A mãe dele passeava com o cachorro dos patrões quando a queda aconteceu. Sari pagou fiança de R$ 20 mil e vai responder em liberdade.

A polícia não identificou oficialmente a mulher indiciada, mas a mãe da vítima confirmou que trabalhava para Sérgio Hacker e para a mulher, Sari A patroa também foi identificada por outros parentes como Sari  . O marido dela, Sérgio Hacker, não comentou o caso até o momento. Procurado, ele desligou o telefone após o repórter se identificar. A assessoria do município também foi procurada e não se manifestou.

Para a polícia, Sari agiu com negligência quando deveria estar cuidando da criança e por isso responderá por homicídio culposo. Sem ter com quem deixar Miguel, a mãe dele, Mirtes Teixeira, o levou para a casa da patroa na terça. Mas enquanto ela passeava com o cachorro, a criança ficou agitada e tentou encontrá-la. Imagens mostram quando Sari aperta o botão do elevador, que estava no quinto andar, e deixa a criança só no aparelho. Pouco depois ele caiu do nono andar. O garoto chegou a ser socorrido ao Hospital da Restauração, mas já chegou sem vida.

“A criança tentou entrar em uma primeira vez no elevador, atrás da mãe, e foi retirada. (Em seguida) a criança retornou ao elevador e, infelizmente, nesse momento nós identificamos um fator determinante para alterar nosso entendimento técnico-jurídico do ocorrido: enquanto a criança apertou os botões, a moradora, possivelmente, cansada de tentar tirar a criança (do elevador), ela aperta um outro andar superior ao apartamento em que residia e a criança fica só no elevador, sobe, para no 1º andar, e depois, ao abrir a porta do 9º andar, desembarca”, diz o delegado Ramón Teixeira.

Para ele, a mulher foi negligente, pois na ausência da mãe era a responsável pela guarda momentânea de Miguel. “A gente registrou que a criança gritava pela mãe. Possivelmente, o menino viu a mãe passeando com o cachorro em via pública”, acredita. “Ela tinha o dever de cuidar da criança. Houve comportamento negligente, por omissão, de deixar a criança sozinha no elevador”.

A polícia diz que Sari infringiu o artigo 13 do Código Penal, que fala da ação culposa por não se cumprir obrigação de cuidado, vigilância ou proteção.

A perícia apontou que Miguel estava só quando caiu do nono andar, de uma altura estimada de 35 metros. O corpo foi sepultado na quarta no distrito de Bonança, em Recife. Sari e o marido compareceram ao sepultamento, segundo registros de familiares.

Um parente protesta durante o enterro. “Isso é fatalidade para quem é idiota. Isso foi maldade. Ninguém tem o direito de ceifar a vida de ninguém. Como vocês têm coragem de vir ao velório de nosso Miguel? Como a frieza de vocês chega a esse ponto? Você levou o Miguel ao elevador e apertou o botão. Por conta disso, ele caiu do prédio. Deus tem que fazer justiça”, diz.

Cantora Fabiana Anastácio morre de covid-19

A cantora gospel Fabiana Anastácio morreu na madrugada desta quinta-feira (4), em São Paulo aos 45 anos.

Ela estava na UTI depois de ter sido diagnosticada com covid-19. A doença evoluiu rapidamente e gerou maiores complicações em Fabiana, que pertencia a alguns grupos de riscos por ser diabética, hipertensa e obesa.

A confirmação da morte foi feita pelo irmão de Fabiana no Instagram. Felipe comentou que ao longo do dia dará mais informações a respeito do caso. “Deus decidiu levar, nossa irmã e segunda mãe (Fabiana Anastácio Nascimento) para seus braços”, escreveu.

Fabiana cantava em igrejas desde criança, mas só gravou o primeiro disco em 2012. O projeto, intitulado Adorador 1 foi um sucesso no meio gospel e a catapultou para a fama.

Em 2015, ela lançou Adorador 2, e continuou a viajar para se apresentar em igrejas e eventos religiosos. Ela deixa três filhos e o marido, Rubens Nascimento, com quem era casada há 22 anos.

Governador do Rio vai multar quem não utilizar máscaras

O governador Wilson Witzel sancionou, nesta quinta-feira, a lei que obriga a utilização das máscaras de proteção em espaços públicos, como nas ruas, estabelecimentos comerciais e de acesso coletivo como shoppings. A medida já foi publicada no Diário Oficial.
A multa a quem descumprir a medida é de R$ 106 na primeira infração, esse valor pode chegar a R$ 1.065 no caso do desrespeito à determinação for registrado diversas vezes. A lei também determina que no caso de necessidade, é possível substituir a máscara por algum material que cubra o nariz e a boca e que o uso de máscaras cirúrgicas, do tipo N95 é prioritário à profissionais da saúde.
Na cidade do Rio o uso de máscara já é obrigatório desde o dia 23 de março, em ruas, estabelecimentos comerciais, meios de transportes e áreas públicas. Já no estado, a lei foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) no mês de maio.
Pessoas que sofrem de doenças respiratórias e com deficiência severa nos membros superiores ficam dispensados de utilizar a máscara, mas devem apresentar laudo médico. A lei vigora durante o período em que durar a pandemia de coronavírus.

Cheiro e gosto ruins na água do RJ foi provocado por esgoto

O gosto e cheiro ruins na água do Rio de Janeiro do início do ano não foram causados pela geosmina, segundo análises de pesquisadores da UFRJ (Universidade Federal do RJ) . Um laudo do estudo revelou que a substância encontrada na água tem estrutura parecida, mas não é a geosmina.

O estudo foi conduzido pelo Laboratório de Microbiologia da UFRJ, que analisou durante três meses a qualidade da água Estação de captação da Cedae (Companhia Estadual de Água e Esgoto). A pesquisa encontrou uma forte presença de esgoto doméstico e também poluição industrial.

O laudo técnico foi elaborado pelo professor Fabiano Thompson, que destrinchou o material genético presente na água através do sequenciamento de DNA das amostras.

O documento diz que a qualidade da água do manancial Guandu “é variável, tem alta abundância de bactérias de origem fecal e bactérias degradadoras de compostos aromáticos, que sugerem a contaminação por esgoto”.

O documento também indicou a presença de “bactérias entéricas de diversos gêneros”, o que indica que a água está contaminada com fezes humanas. Os pesquisadores também fazem um alerta sobre a presença de microorganismos “potencialmente patogênicos e tóxicos”, indicando ser necessário o monitoramento das águas.

Thompson explicou que os organismos inicialmente identificados como sendo geosmina, na verdade são uma substância de estrutura parecida, mas que não se trata de geosmina.

A água fornecida pela Cedae abastece mais de 70% da Região Metropolitana do Rio e vem da Bacia do Guandu, que é formada por 123 rios. São dependentes do fornecimento oito municípios, quase nove milhões de pessoas.

No início do ano, o Rio de Janeiro passou por uma das piores crises hídricas vividas nos estado. Milhares de pessoas receberam, por semanas, água com cheiro e gosto ruins. Na época, se pensava que era a geosmina, uma substância produzida por algas, responsável pelas alterações no líquido.

Em janeiro, o governo anunciou uma obra de R$ 92 milhões para desviar os leitos dos afluentes do Guandu para diminuir a carga de esgoto que entra na estação de tratamento. O governador Wilson Witzel (PSC) classificou a intervenção como “fundamental”.

Em fevereiro, um edital de licitação para a obra chegou a ser publicado no Diário Oficial, mas no último dia 24 a Cedae comunicou ao Ministério Público a revogação do processo.

“O valor dessa obra pra sanear essa bacia é 1,4 bilhões de reais. Você vai dizer: muito dinheiro. Não é, não! Só no Maracanã gastaram R$1,6 bilhões. Ou seja: é questão de prioridade. O que agente não pode é ficar empurrando com a barriga”, ressaltou o biólogo Mário Moscatelli.

Pesquisadores não encontram prova de eficácia do uso da hidroxicloroquina

Um estudo feito com 821 pacientes dos Estados Unidos e Canadá não encontrou prova de eficácia do uso da hidroxicloroquina na prevenção da Covid-19. A pesquisa foi publicada nesta quarta-feira (3) na revista científica ‘The New England Journal of Medicine’.

O estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Minnesota, nos EUA, e mais cinco instituições canadenses observou também a incidência de efeitos colaterais nos pacientes que consumiram hidroxicloroquina, mas não houve relato de reações mais graves.

“A mensagem para levar para o público em geral é que, se você é exposto a alguém com Covid-19, a hidroxicloroquina não é uma terapia preventiva ou de pós-exposição eficaz”, disse David Boulware, um dos autores da pesquisa ao “New York Times”.

A incidência de novos casos de infecção por coronavírus nos participantes não apresentou muita diferença entre os pacientes que receberam a hidroxicloroquina, os que receberam placebos e os que não receberam nada.

Este é o primeiro ensaio clínico controlado feito com o medicamento anti-malárico. A publicação diz que ao menos 87,6% dos voluntários relataram uma exposição de alto risco a um paciente portador do vírus Sars-Cov-2.

De acordo com os protocolos do estudo, os participantes foram escolhidos de maneira aleatória. Os pesquisadores deram prioridade a profissionais de saúde e cuidadores de pacientes com Covid-19 que tiveram contato inferior a dois metros e por mais de 10 minutos.

Os participantes foram recrutados através de um chamamento feito em uma rede social e, e segundo o “Washington Post”, receberam os medicamentos e placebos em casa sem saber qual haviam recebido.

Um placebo é como se chama o uso de uma substância inertes ou farmacologicamente inativas a um paciente para medida de comparação de eficácia em um teste de medicamentos.

“Dadas as sensibilidades políticas da questão, era importante que os participantes não soubessem quem estava recebendo o medicamento e quem estava recebendo o placebo”, disse Boulware ao “Washington Post”.

Os voluntários do estudo foram instruídos a consumir as cápsulas (do remédio e do placebo) durante cinco dias. Após este período, os cientistas acompanharam se houve a infecção dos participantes em até duas semanas.

O pesquisador fez uma ressalva sobre o estudo e disse ao “Washington Post” que não havia testes amplos para o diagnóstico da Covid-19 durante o período da investigação. Por isso, a equipe confirmou os casos a partir de análises clínicas em pacientes sintomáticos e depois disso com confirmações em laboratório.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou que vai retomar os testes com a hidroxicloroquina. A entidade diz que revisou dados e não encontrou aumento na mortalidade entre os pacientes.

Os testes foram suspensos pela agência de saúde da ONU em 25 de maio, depois que um estudo publicado na revista científica “The Lancet” indicou que não há benefícios no uso da substância para a Covid-19. Além disso, a pesquisa também apontava maior risco de arritmia cardíaca nos pacientes que usaram o remédio e maior risco de mortalidade.

Entretanto, na terça (2), a revista publicou uma “manifestação de preocupação” com os dados usados no estudo. Informou, ainda, que uma auditoria está em andamento.

Presidente do Banco do Nordeste é exonerado um dia após a posse

Um dia depois de tomar posse como presidente do Banco do Nordeste (BNB), em Fortaleza, Alexandre Cabral será exonerado do cargo, informa fonte do Palácio do Planalto.

“Ele está cheio de problemas”, disse um importante auxiliar do presidente, sem explicitar que o maior problema de Cabral é ser alvo de investigação conduzida pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sob suspeita de irregularidades no período em que foi presidente da Casa da Moeda, em 2018,

 

O Banco do Nordeste divulgou comunicado no qual informou que, em reunião do conselho de administração da instituição na tarde desta quarta-feira, Alexandre Borges Cabral foi destituído do cargo de presidente e o atual diretor financeiro, Jorge Pontes Guimarães Júnior, nomeado interinamente para ocupar o posto.

Cabral foi indicado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, na tentativa de evitar uma indicação do PL de Valdemar da Costa Neto. Assessores do presidente garantem que o nome não foi indicação política.

 

Vacina de Oxford contra Covid-19 será testada em 2 mil brasileiros

 

Dois mil brasileiros participarão dos testes para vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford. A estratégia faz parte de um plano de desenvolvimento global, e o Brasil será o primeiro país fora do Reino Unido a começar a testar a eficácia da imunização contra o Sars-CoV-2.

Os testes serão conduzidos no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em São Paulo, os testes em mil voluntários serão conduzidos pelo Centro de Referência para Imunológicos Especiais (Crie) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com financiamento da Fundação Lemann. No Rio de Janeiro, os testes em outros mil voluntários serão feitos pela Rede D’Or São Luiz, com custo de cerca de R$ 5 milhões bancados pela Rede e sob coordenação do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino.

Para ser conduzido no Brasil, o procedimento foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com o apoio do Ministério da Saúde. Os voluntários serão pessoas na linha de frente do combate ao coronavírus, com uma chance maior de exposição ao Sars-CoV-2. Eles também não podem ter sido infectados em outra ocasião. Os resultados serão importantes para conhecer a segurança da vacina.

Com a previsão otimista de ficar pronta ainda em 2020, a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford ofereceu proteção em um estudo pequeno com seis macacos, resultado que levou ao início de testes em humanos no final de abril.

Em humanos, os testes têm apenas 50% de chance de sucesso. Adrian Hill, diretor do Jenner Institute de Oxford, que se associou à farmacêutica AstraZeneca para desenvolver a vacina, disse que os resultados da fase atual, envolvendo milhares de voluntários, podem não garantir que a imunização seja eficaz e pede cautela.

A vacina já está sendo aplicada em 10 mil voluntários no Reino Unido. A dificuldade para provar a possível eficácia está no fato de os cientistas dependerem da continuidade da circulação do vírus entre a população para que os voluntários sejam expostos ao coronavírus Sars-Cov-2.