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Agências da Caixa não funcionarão nesta quinta-feira (11)

As agências da Caixa Econômica Federal (CEF) não funcionarão nesta quinta-feira (11), feriado de Corpus Christi. Na sexta-feira (12), as agências estarão abertas normalmente, inclusive para o pagamento da segunda parcela do auxílio emergencial de R$ 600 para beneficiários nascidos no mês de novembro.

No sábado (13), 680 agências farão atendimento para o pagamento da segunda parcela do auxílio emergencial para beneficiários nascidos em dezembro. No site da Caixa Econômica, há informação da localização das agências. Também estão na internet orientações sobre o uso de aplicativos da Caixa para movimentar o dinheiro creditado.

Tem direito ao auxílio pessoas que estejam desempregadas ou exerçam atividades que foram afetadas pela pandemia da covid-19 na condição de trabalhador informal, microempreendedor individual (MEI), contribuinte individual da Previdência Social e que pertença à família cuja renda mensal por pessoa não ultrapasse meio salário mínimo (R$ 522,50), ou cuja renda familiar total seja de até três salários mínimos (R$ 3.135,00).

Segundo o vice-presidente da Caixa para Rede de Varejo, Paulo Henrique Angelo, já foram pagos R$ 76,6 bilhões a 58,6 milhões de beneficiários inscritos por meio do Cadastro Único, do Programa Bolsa Família, ou pelo site e pelos aplicativos da CEF.

Em live no YouTube para atualização de números das operações de pagamento, Paulo Henrique informou que o maior volume de pagamentos foi feito nas regiões mais populosas: Sudeste (R$ 27,7 bilhões) e Nordeste (R$ 27,4 bilhões). No Norte, foram pagos R$ 8,3 bilhões. No Sul, R$ 7,8 bilhões. E no Centro-Oeste, R$ 5,4 bilhões. São Paulo foi o estado que ficou com a maior proporção do dinheiro, 17,3%.

Mais de 107 milhões de pessoas se cadastraram para receber o benefício, sendo que desse total, 59,2 milhões foram considerados elegíveis, 42,7 milhões inelegíveis, cinco milhões e meio de pessoas estão com a demanda em análise e 5,2 milhões de pessoas que tiveram o pedido negado para receber o benefício estão em nova análise.

Fonte Agência Brasil

Homem armado com faca invade Rede Globo faz refém e acaba preso

Um homem armado com uma faca invadiu a sede da TV Globo, na tarde desta quarta-feira (10), e fez uma repórter refém. Após uma negociação, que envolveu a poícia militar, o criminoso acabou se rendendo e foi preso. Segundo nota divulgada pela Globo, o homem teria transtornos mentais.

Após invadir o prédio da emissora, no Jardim Botânico, o criminoso fez refém a repórter Marina Araújo. Ele dizia querer falar com a apresentadora do Jornal Nacional Renata Vasconcelos. A segurança da empresa agiu rapidamente, isolou o local e chamou a PM.

As negociações foram feitas pelo comandante do 23º Batalhão da Polícia Militar, coronel Heitor Henrique Pereira. O criminoso liberou Marina após alguns minutos. Segundo a Globo, ela não se feriu e passa bem.

“A Globo repudia com veemência todo tipo de violência. Foi obra de alguém com distúrbios mentais, sem nenhuma conotação política. Um homem que exigia ver a jornalista Renata Vasconcellos. Seguindo instruções do comandante Heitor, Renata compareceu ao local onde estavam Marina e o invasor. Tão logo ele a viu, largou a faca e libertou Marina. Foi preso imediatamente”, relatou a empresas em nota.

Fonte Agência Brasil

Manifestantes pedem justiça no caso da morte de Miguel Otávio

Um ato no Recife na tarde de hoje (5) mobilizou manifestantes que pediram justiça no caso do menino Miguel Otávio Santana da Silva, que morreu na terça-feira (2) ao cair da altura de 35 metros de um prédio depois que a mãe o deixou com a patroa para realizar uma atividade doméstica.

A patroa, Sari Mariana Côrte Real, foi presa e indiciada por homicídio culposo. Ela pagou R$ 20 mil de fiança e vai responder ao processo em liberdade. Ela é a esposa do prefeito de Tamandaré, Sérgio Hacker Côrte Real.

O protesto foi marcado por diversas organizações da cidade. Os manifestantes se concentraram no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJ-PE). Em seguida, partiram para o prédio onde ocorreu o episódio, Píer Maurício de Nassau, conhecido como “torres gêmeas”. O edifício fica no bairro de São José, centro de Recife

O ato foi transmitido e registrado por diversas contas nas redes sociais. Nas faixas, os participantes faziam questionamentos e cobranças. Uma das mensagens indagava “vale R$ 20 mil a vida de uma criança?”. Outra perguntava: “e se fosse filho da patroa?”. Alguns cartazes traziam frases da mãe da criança: “se ela [a patroa] tivesse um pouquinho mais de paciência, meu filho estaria comigo hoje”.

Outros cartazes diziam “vidas negras importam”, em conexão com os protestos que ocorrem há dez dias nos Estados Unidos depois que um policial branco matou George Floyd, na cidade de Minneapolis, nos EUA.

Entenda o caso

Miguel Otávio, de 5 anos, havia sido levado pela mãe, Mirtes Renata, para a casa onde trabalhava porque ela não tinha com quem deixar a criança em função da pandemia. A patroa, Sari Mariana Côrte Real, pediu a ela que fosse passear com o cachorro. Ao fazer isso, Mirtes deixou o filho no apartamento, com a dona da casa.

A patroa deixou o menino entrar em um elevador, sozinho, para buscar a mãe e voltou para casa para fazer a unha com uma manicure. O menino entrou no elevador, no quinto andar, e foi até o nono, de onde caiu.

O Ministério Público de Pernambuco divulgou nota lamentando a morte e se solidarizando com a família de Miguel Otávio. O órgão informou que acompanha o caso. Além do episódio, investiga também o fato de Mirtes ser remunerada pela prefeitura de Tamandaré, presidida pelo patrão.

“Quanto a esta situação, o procurador-geral de Justiça já determinou a instauração de procedimento criminal para apurar eventual prática de crime e enviou cópia da representação para a Promotoria de Justiça de Tamandaré, para investigar provável ato de improbidade administrativa”, disse o MPPE em nota.

Fonte Agência Brasil

Brasileiros podem ter prioridade no uso da vacina de Oxford contra covid-19

 O Brasil poderá ter prioridade no uso da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford contra a covid-19. A informação é da reitora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Soraya Smaili. A instituição irá participar, a partir das próximas semanas, da terceira fase de pesquisas da vacina inglesa, realizando testes em cerca de mil pessoas que vivem em São Paulo e atuam em atividades com exposição ao vírus.

O laboratório da universidade do Reino Unido é o que está mais adiantado na construção de uma vacina contra o novo coronavírus, que deverá estar pronta em até 12 meses. De acordo com Smaili, a participação do Brasil – o primeiro país fora do Reino Unido a fazer parte das pesquisas da vacina – coloca o país como “grande candidato” a usá-la, com prioridade, assim que a sua eficácia for comprovada.

“Existem algumas conversas nesse sentido [para o país poder ter prioridade no uso da vacina]. Nós estamos trabalhando para que sim. O fato de estarmos integrando e sermos o primeiro país fora do Reino Unido e também o primeiro laboratório no Brasil a realizar esses estudos – semelhantes a esses não há nenhum outro no Brasil – torna o país um grande candidato”, disse, em entrevista a Agência Brasil.

De acordo com a reitora da Unifesp, com acesso à “receita” da vacina, o Brasil terá capacidade de reproduzi-la em grande escala, a partir de laboratórios nacionais. “Tendo acesso à vacina, nós temos capacidade de produção em larga escala, por meio dos nossos laboratórios nacionais de fato, como o Instituto Butantan, e os laboratórios da Fiocruz, entre outros”.

Leia a seguir a entrevista com a reitora da Unifesp:

Agência Brasil: Qual será o papel da Unifesp no processo de desenvolvimento da vacina de Oxford?
Soraya Smaili: A vacina foi iniciada e desenvolvida até esse estágio em que ela está, lá na Universidade de Oxford. O papel da Unifesp é integrar agora a fase 3 de testes, que é um estágio em que você aplica a vacina em voluntários humanos. É uma fase já avançada do desenvolvimento, porque já passou por laboratório, pelas células, já passou pelos animais, já passou pelas outras fases clínicas. Agora está na fase pegar indivíduos voluntários que vão receber a vacina e que serão acompanhados por alguns meses para poder verificar se a vacina é eficaz, se ela consegue proteger contra o coronavírus.

Agência Brasil: Por que o país e a Unifesp foram escolhidos para participar dessa fase de testes?
Soraya Smaili: Inicialmente é por conta da liderança da doutora Lily Yin Weckx, que é a coordenadora do estudo no Brasil e é coordenadora do laboratório do Centro de Referência em Imunização da Unifesp. Esse centro tem conexões com diversos outros pesquisadores do Reino Unido e da Europa. E também por conta da doutora Sue Ann Costa Clemens, chefe do Instituto de Saúde Global da Universidade de Siena, e também pesquisadora do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais da Unifesp. Por causa da experiência que elas têm na área e dos estudos que já realizaram anteriormente, com reputação muito boa internacional, o nosso laboratório aqui da Unifesp foi indicado para executar essa fase do teste da vacina.

Agência Brasil: Como a participação brasileira pode agregar conhecimento ao desenvolvimento científico local?
Soraya Smaili: Nós vamos aprender muito com esse processo. Mas, além de tudo, vamos poder participar de um importante trabalho que vai, provavelmente, se tudo continuar correndo bem, em alguns meses ter uma vacina que poderá ser aplicada em toda a população contra a covid-19.

Agência Brasil: Ter participado dessa fase dará ao país alguma prioridade para que a população seja vacinada?
Soraya Smaili: Sim, existem algumas conversas nesse sentido. Nós estamos trabalhando para que [seja isso] sim. O fato de estarmos integrando e sermos o primeiro país fora do Reino Unido e também o primeiro laboratório no Brasil a realizar esses estudos, estudos semelhantes a esse não têm nenhum outro no Brasil, torna o país um grande candidato. Essa vacina foi aprovada pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária], que é uma agência que é ligada ao Ministério da Saúde, tudo isso, dependendo dos resultados, e com o andamento da pesquisa, dessa fase da pesquisa e dos testes, nós temos grande chance de termos, sim, acesso à vacina. Tendo acesso, nós temos capacidade de produção em larga escala, por meio dos nossos laboratórios nacionais de fato, como o Instituto Butantan, os laboratórios da Fiocruz, entre outros.

Agência Brasil: Quais os prazos para o início e final da pesquisa no Brasil?
Soraya Smaili: Os testes ainda não iniciaram. Isso deve acontecer por volta da terceira semana de junho. Essa fase será a fase de recrutamento. Em seguida, os testes desses voluntários selecionados. Depois, a aplicação da vacina, e o seguimento por alguns meses, até doze meses, para que os resultados possam ser conclusivos. Eu disse até 12 meses, porque a perspectiva é que este período pode ser de doze meses ou talvez um pouco menos.

Agência Brasil: O que a senhora destacaria desse processo que agora envolve o Brasil?
Soraya Smaili: A importância de a gente ter a ciência brasileira, a universidade federal trabalhando para o desenvolvimento de uma vacina, que está entre as primeiras vacinas, entre as mais promissoras das que estão sendo estudadas no mundo todo. Estamos – a nossa universidade está se somando a um esforço global, é uma universidade pública federal ligada ao Ministério da Educação – nos juntando a um esforço mundial para a obtenção de uma vacina que vai beneficiar milhões e milhões de pessoas. Estamos muito orgulhosos, contentes, de termos em nosso país uma universidade que são tão bem equipadas com profissionais tão capacitados, que é um patrimônio do povo brasileiro. Isso certamente temos de salientar. A ciência brasileira é uma ciência de alta qualidade e, por isso, foi escolhida a Unifesp, porque tem essa qualidade, dos nossos pesquisadores. Estamos em um esforço coletivo para superamos esse momento. A ciência brasileira também vai dar a sua contribuição e as suas respostas.

Fonte Agência Brasil

Coliformes fecais diminuem nas praias do Rio

Um  estudo do  Instituto Estadual do Ambiente (Inea) divulgado hoje (5), Dia Mundial do Meio Ambiente, mostra que a Praia de Botafogo apresentou redução de 86% de coliformes fecais em suas águas, e a do Flamengo, 96%. A pesquisa apontou ainda  uma queda no percentual de níveis bacteriológicos (coliformes termotolerantes) na água dessas praias.

O Inea analisou os dados de balneabilidade de abril e maio deste ano das praias do Flamengo e Botafogo e comparou com o mesmo período dos últimos três anos (2017, 2018 e 2019). As duas praias ficam na Baía de Guanabara, zona sul do Rio de Janeiro.

De acordo com o gerente da Qualidade da Água do Inea, Rodrigo Bianchini, “é  um dado bastante curioso. Porém, ainda é prematuro afirmar que essa redução se deve ao momento de isolamento social que estamos vivenciando”.

A última análise da qualidade da água foi realizada em 22 de maio. Nessa data, as praias consideradas recomendadas para o banho de mar foram Prainha, Pontal de Sernambetiba (em frente ao Canal de Sernambetiba) e Recreio dos Bandeirantes, localizadas na zona oeste do Rio, além de São Conrado (canto esquerdo da praia, próximo ao costão rochoso), Leblon,  Ipanema e Leme, todas na zona sul da cidade.

As praias impróprias para o banho foram Barra da Tijuca (em frente ao 2º Grupamento do Corpo de Bombeiros), Copacabana (em frente à Rua Francisco Otaviano), Botafogo (em frente à Rua Marquês de Olinda) e Flamengo (na foz do Rio Carioca), onde o esgoto desemboca na Baía de Guanabara.

Águas cristalinas

Em abril, um vídeo postado nas redes sociais mostrou a Enseada de Botafogo com águas cristalinas, sendo possível visualizar a areia no fundo do mar, cardume de peixes e até uma tartaruga marinha. Várias pessoas curtiram o vídeo e atribuíam o fenômeno ao isolamento social imposto pela quarentena. O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) informou, em nota, na época, que o fenômeno não estava associado aos efeitos da quarentena.

“O aspecto claro da água da praia de Botafogo não tem correlação direta com o isolamento social. Essa coloração é comum no outono, em função do período de seca e da menor incidência de chuva, associado às direções de ondulação e maré, que ocasionam maior troca de água nas praias localizadas no interior da Baía de Guanabara.”

Fonte Agência Brasil

Pandemia agrava violações contra indígenas yanomami

Violações históricas de direitos que já colocavam os povos indígenas em risco tornaram-se questão de saúde pública em meio à pandemia de covid-19. Os problemas enfrentados pelos yanomami, como desmatamento e ação de garimpeiros em seu território, além de dificuldades no acesso a serviços de saúde de qualidade, se sobrepõem aos riscos da infecção por covid-19 e deixam esses indígenas mais vulneráveis neste momento.

Os dados fazem parte de estudo do Instituto Socioambiental (ISA) feito em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com revisão da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), sobre o impacto da pandemia para os yanomami. A sobreposição das violações causadas pelo garimpo e a chegada da covid-19, com seu alto índice de transmissão, pode provocar uma crise humanitária, conforme avalia o estudo.

Segundo o estudo, para os yanomami, o maior risco durante a pandemia tem sido a invasão de suas terras por mais de 20 mil garimpeiros que entram e saem dos territórios indígenas sem nenhum controle. Eles são considerados o principal vetor de transmissão de doenças, incluindo a covid-19, para os mais de 27 mil indígenas dentro do território. A Terra Indígena Yanomami foi homologada em 1992, e a atividade de garimpo nela é ilegal.

Se nada for feito para conter a transmissão da covid-19, cerca de 5,6 mil yanomami podem ser infectados, considerando apenas as aldeias próximas às zonas de garimpo. Isso representa 40% da população que vive nessas áreas. Mesmo considerando os resultados do estudo referentes aos cenários menos graves de contágio nessas áreas, entre 15% a 19% desses indígenas ainda seriam infectados pela covid-19, calcula o estudo.

Letalidade

O estudo considerou que a taxa de letalidade entre os yanomami é duas vezes maior do que para não indígenas, levando em conta a maior vulnerabilidade dessa população. A situação dos yanomami é agravada por fatores como moradias coletivas, histórico de morbidade alta por infecções respiratórias e a precária infraestrutura de saúde local. Com isso, a estimativa é que podem morrer de 207 a 896 yanomami em decorrência da covid-19, ou seja, 6,45% dessa população.

Com 9,6 milhões de hectares e 27.398 indígenas espalhados em cerca de 331 comunidades, a terra indígena yanomami (TIY)– que é a maior do país – se divide entre os estados do Amazonas e Roraima. Metade da população desse território – um total de 13.889 indígenas – mora em comunidades a menos de 5 quilômetros de uma zona de garimpo, que foi a amostra utilizada no estudo.

“Hoje a vida do povo yanomami está correndo risco, isso é um prejuízo muito grande, porque são 20 mil garimpeiros que estão na terra yanomami. Estamos correndo muito risco, é vida yanomami, é saúde, é vida da floresta, destruição, poluição, contaminações de rio por mercúrio, isso que estamos vivendo”, disse Dário Vitório Kopenawa Yanomami, vice-presidente da associação yanomami Hutukara.

Segundo dados da Hutukara, três yanomami morreram de covid-19 até ontem (4) e há suspeitas que a doença tenha provocado ainda outras três mortes. Até o momento, 55 indígenas que tiveram confirmação para covid-19 e mais 32 estão com suspeita da doença. Os dados oficiais do Ministério da Saúde apontam a morte de três yanomami, 59 casos confirmados e 18 casos suspeitos.

Saúde indígena

Os 37 polos base – equivalentes a postos de saúde para indígenas – que atendem os yanomami têm as piores notas entre os 172 polos estudados em todo o Brasil pelo ISA, de um total de 361 polos no país. Esse resultado reflete a menor disponibilidade de leitos e respiradores e as maiores limitações relacionadas ao transporte de doentes para outras regiões com mais infraestrutura de saúde.

Mesmo que haja transferência dos doentes mais graves, a situação dos estados em que se localizam a TIY não são favoráveis. Com base em dados das secretarias estaduais de saúde, o estudo apontou que Roraima tem 0,72 Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para cada 10 mil habitantes, bem abaixo do estipulado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomenda um mínimo de 3 para cada 10 mil habitantes. Já o Amazonas, que tem a taxa de 1,24 leito por 10 mil, enfrenta uma situação de caos sanitário na capital Manaus.

Em relação à morbidade, o relatório demonstra que os yanomami têm alta incidência de doenças que podem agravar a infecção pelo coronavírus. A partir de dados do Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena (Siasi), nos últimos dez anos (2010 a 2019), constatou-se que o número de óbitos por infecções respiratórias agudas aumentou 6% na população entre 0 a 14 anos e 300% na população maior que 50 anos.

Modo de vida

Por razões culturais, a implementação de medidas de isolamento social é um desafio. Os yanomami tem casas compartilhadas, utensílios que circulam entre várias pessoas e a dificuldade de acesso a itens como sabão e álcool em gel. Se uma doença altamente contagiosa, como é a covid-19, entra na comunidade, é difícil impedir a transmissão.

Eles têm encontrado dificuldade ainda para realizar o ritual funerário com os corpos dentro do seu território, já que o enterro de vítimas da covid-19 segue protocolo do Ministério da Saúde. O assessor do Programa Rio Negro do Instituto Socioambiental, Marcos Wesley, considera o protocolo importante para evitar contaminações, no entanto, ele demonstra preocupação com os reflexos disso entre os yanomami.

Alguns indígenas yanomami já falaram para profissionais de saúde que não aceitarão ser removidos para a cidade, caso necessitem de melhor estrutura para o tratamento da covid-19. Isso porque eles sabem que, se morrerem na cidade, o corpo não vai regressar para a comunidade para receber o devido ritual funerário. Uma das alternativas que tem sido pensadas por entidades locais é a construção de um crematório em Boa Vista para que, ao menos, as cinzas sejam devolvidas aos parentes.

“Isso é um complicador muito grande, porque quem tem que ir para a cidade são justamente os casos complexos, os casos graves, que precisam de um melhor tratamento. E que, se não tiver essa remoção, a possibilidade de vir a óbito é muito grande. Serão mais óbitos e consequentemente mais contaminação, porque na aldeia não vão ter as condições adequadas para cuidar dos mortos para que ele não contamine”, disse. “As pessoas responsáveis pelo distrito sanitário yanomami tem que ter sensibilidade para isso”.

Dário Kopenawa disse que a comunidade está com dificuldades nessa questão. “A gente reconhece o protocolo do Ministério da Saúde, a gente conhece o protocolo sanitário, a gente conhece o protocolo da OMS, isso a gente contou para os yanomami. Os yanomami sabem que esse corpo não vai voltar [se morrer por covid-19], então é difícil o yanomami sair em remoção [para tratar] coronavírus”.

Ele destaca que os yanomami tem recorrido a um costume da etnia para se protegeram da contaminação. “A maioria yanomami já foi para o Wãimu – quando a gente fica fugido dentro da floresta, fica mais isolado, distante da comunidade, fica semanas, um mês. Isso está acontecendo hoje na terra yanomami porque eles não querem se contaminar por coronavírus. Esse é um jeito de não se contaminar, de se proteger, isso faz parte da nossa cultura.”

Combate ao garimpo

A alta da cotação do ouro e a crise socioeconômica decorrente da pandemia devem multiplicar a atividade garimpeira no território, segundo avaliação do Instituto Socioambiental. O avanço do garimpo ilegal foi detectado pelo sistema de monitoramento por radar do ISA, o Sirad. Os resultados mostram cerca de dois mil hectares de floresta na TI Yanomami degradados pelo garimpo até março deste ano. Somente em março, são 114 hectares de floresta destruídos por essa atividade.

Para o ISA, a solução é a desintrusão imediata da terra indígena yanomami. “O garimpo é ilegal em terra indígena. O que se faz e que não resolve, embora seja necessário, são missões que vão lá destroem algumas máquinas, prendem alguns garimpeiros e depois de um mês ou menos eles já estão tudo de volta. Uma ação efetiva é coibir os empresários do garimpo, que não estão dentro das terras indígenas, é quem mantém o garimpo”, disse Marcos Wesley.

Ele citou como exemplo a Operação Xawara, da Polícia Federal, realizada em julho de 2012, que conseguiu chegar a esses empresários. Segundo informações da PF na época, no decorrer das investigações, foram identificados cinco grupos criminosos que atuavam para manter o garimpo ilegal, formados por aviadores, empresários ligados ao ramo de joalheria e proprietários de balsas e motores para a extração do ouro.

“A polícia federal ficou meses com serviço de inteligência. Quando fizeram aquilo, foi quando o maior número de garimpeiros saiu da terra yanomami, porque prendeu os empresários, prenderam os aviões, os garimpos não eram mais abastecidos. O pessoal aguentava quanto podia, passada duas semanas, um mês, começaram a sair da terra porque não tinha condição de se manter lá sem equipamento, sem alimentação, sem nada”, disse Wesley.

Agência Brasil entrou em contato com o Ministério da Justiça sobre a retirada dos garimpeiros e com o Ministério da Saúde sobre os polos de base, mas não obteve retorno até a conclusão da reportagem.

Fonte Agência Brasil

Caixa libera 200 mil auxílio emergencial que estavam em análise

Cerca de 200 mil brasileiros que estavam com o auxílio emergencial em análise ou reanálise tiveram o benefício liberado, informou hoje (5) a Caixa Econômica Federal. O banco recebeu da Dataprev, estatal de tecnologia responsável pelo processamento dos cadastros, o resultado da análise de 700 mil pedidos, dos quais 500 mil foram negados e 200 mil aprovados.

O calendário de pagamento para os novos beneficiários ainda será divulgado. Nos últimos dias, a Caixa esclareceu que quem tiver o auxílio liberado receberá as parcelas com intervalo de 30 dias entre elas.

Com a nova lista de processamento, o número de pessoas com o pedido de auxílio emergencial processado subiu de 101,2 milhões para 101,9 milhões. Desse total, 59,2 milhões foram considerados elegíveis, tendo o benefício liberado, e 42,7 milhões tiveram o benefício negado. Até ontem, o total de benefícios liberados estava em 59 milhões, e os negados somavam 42,2 milhões.

O número de pedidos em análise caiu para 10,2 milhões nesta sexta-feira. Desse total, 5,2 milhões de cadastros estão em primeira análise e 5 milhões em segunda ou terceira análise, quando o cadastro foi considerado inconsistente, e a Caixa permitiu a contestação da resposta ou a correção de informações. O cadastro no programa pode ser feito no aplicativo Caixa Auxílio Emergencial ou no site auxilio.caixa.gov.br.

Segundo o balanço acumulado apresentado até agora, a instituição desembolsou R$ 76,6 bilhões, somadas ambas as parcelas. No total, 58,6 milhões de pessoas receberam alguma parcela do benefício desde que o programa foi criado, em abril, para ajudar as pessoas a enfrentar os impactos da crise causada pela pandemia de covid-19.

Do total pago até agora, R$ 30,3 bilhões foram para beneficiários do Bolsa Família, R$ 14 bilhões para aqueles inscritos no Cadastro Único para os Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e R$ 32,3 bilhões para trabalhadores informais que se cadastraram pelo site ou pelo aplicativo. Considerando apenas a segunda parcela, 19,50 milhões de brasileiros receberam R$ 35,5 bilhões.

O pagamento da segunda parcela acabou no último dia 29. De 30 de maio até 13 de junho, os beneficiários estão sacando o dinheiro do lote, conforme um cronograma baseado no mês de aniversário. Hoje, cerca de 2,6 milhões de pessoas nascidas em junho foram às agências da Caixa retirar o auxílio.

Neste sábado (6), a Caixa abrirá 680 agências em todo o país para que os nascidos em julho possam sacar a segunda parcela. A lista das agências que vão abrir está disponível no site www.caixa.gov.br/agenciasabado.

QR Code

A Caixa também divulgou o balanço do pagamento de compras com o auxílio emergencial por meio da câmera do celular. Uma semana depois do lançamento da ferramenta, 63,3 milhões de transações foram realizadas com o novo recurso, num total de R$ 60 milhões. O pagamento com o cartão de débito virtual, que pode ser usado para compras em sites parceiros da Caixa, somou 2,1 bilhões de transações desde o início do pagamento do auxílio emergencial, em abril, totalizando R$ 2,13 bilhões.

O pagamento com a câmera do celular usa a tecnologia QR code (forma avançada de código de barras). Primeiramente, o usuário poderá acessar o aplicativo Caixa Tem, usado para movimentar as contas poupança digitais criadas pelo banco, e escolher a opção ‘pagar na maquininha’. Em seguida, a câmera do celular automaticamente abrirá. O usuário deverá apontá-la para o código QR que aparecerá na maquininha, conferir o valor da compra a apertar o botão confirmar na tela do celular.

A tecnologia está disponível em cerca de 3 milhões de estabelecimentos comerciais em todo o país que operam maquininhas com a bandeira Elo. Ontem (4), o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, João Manoel Pinho de Mello, disse que o banco estuda formas de estimular a utilização do QR code por maquininhas de outras bandeiras.

Fonte Agência Brasil

Governo do Rio retoma transporte intermunicipal parcialmente

O transporte intermunicipal de passageiros no estado do Rio de Janeiro será retomado parcialmente, a partir deste sábado (6), como medida de flexibilização da quarentena. A determinação consta em decreto do governador Wilson Witzel, publicado em edição extra do Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (5). O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, já editou medidas flexibilizando as restrições ao comércio, apesar dos índices de covid-19 ainda estarem crescendo.

Entre as restrições, estão a lotação máxima de assentos disponíveis nos ônibus intermunicipais e nas barcas que fazem a ligação com o Rio, ficando proibido passageiros viajarem em pé. Para trens e metrôs, ficou definido que só poderão transportar 50% do número de passageiros. Todos os passageiros e funcionários das empresas concessionárias deverão utilizar máscara e deverá ser ofertado álcool em gel ou outro produto desinfectante aos usuários.

A exceção da liberação é o transporte intermunicipal dos municípios de Barra Mansa, Pinheiral e Volta Redonda. Nessas cidades, permanece restrita a circulação de ônibus intermunicipal, ônibus fretado e vans nas conexões com outras cidades. O transporte coletivo entre os três municípios está mantido. A região de Volta Redonda continua com índices altos de contaminação por covid-19.

Com o decreto, fica suspenso o controle de acesso de passageiros em todas as estações de trem e metrô. No sistema ferroviário, permanecerá suspensa a operação do ramal Guapimirim.

O decreto pode ser acessado na página do Diário Oficial na internet.

Fonte Agência Brasil

Petrobras bate novo recorde na exportação de combustíveis

A Petrobras bateu novo recorde na exportação de óleos combustível. A empresa exportou 1,11 milhão de toneladas de óleo combustível em maio, superando em 10% o recorde anterior, atingido em fevereiro deste ano. A informação foi divulgada em nota nesta sexta-feira (5).

Segundo a companhia, a quantidade exportada de óleo combustível foi 231% superior ao volume exportado em maio do ano passado.

“É importante destacar que, em 01/01/2020, entrou em vigor a nova especificação mundial dos combustíveis marítimos (IMO 2020), que reduziu de 3,5% para 0,5% o limite de teor de enxofre no óleo combustível, o que tem gerado uma oportunidade única para a Petrobras, que produz petróleo e óleo combustível com baixo teor de enxofre”, explicou a estatal.

De acordo com a companhia, o recorde das exportações ocorre em um período desafiador da economia mundial com redução da demanda global por petróleo e derivados ocasionada pela pandemia da covid-19.

A estratégia de diversificação dos destinos das exportações de óleo combustível, segundo a Petrobras, tem se mostrado eficaz na captura de maior participação no mercado externo.

“O recorde alcançado reflete o resultado das ações tomadas durante a crise para retornar a produção da área de Exploração e Produção e readequar as cargas de refino focando nos produtos que maximizam a margem da companhia sem pressionar os estoques”, concluiu a nota.

Fonte Agência Brasil

MPF investiga morte de João Pedro

O Ministério Público Federal abriu hoje (5) um inquérito para apurar a participação da Polícia Federal na morte do adolescente João Pedro Mattos Pinto, em São Gonçalo, no Grande Rio. O jovem foi morto, dentro de casa, durante uma operação policial da PF, em parceria com a Polícia Civil, no Complexo do Salgueiro, em 17 de maio.

A Polícia Civil já investiga o envolvimento de policiais civis na morte do jovem. O inquérito do MPF visa apurar condições, circunstâncias, finalidades e outras informações acerca da operação, que foi comandada pela Polícia Federal.

Segundo o MPF, o inquérito busca a responsabilização do Estado brasileiro, perante tribunais nacionais e internacionais, em relação à morte do adolescente, além da responsabilização, por improbidade administrativa, dos agentes públicos envolvidos, diretamente ou indiretamente no crime.

Fonte Agência Brasil