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Justiça manda Ypê suspender lote de sabão que anuncia combater vírus

O Ministério da Justiça determinou na quinta-feira (11) que a proprietária da marca de limpeza Ypê suspenda a venda de uma linha de sabão em pó cuja publicidade pode ser julgada como abusiva ao dar a entender que o produto é eficaz contra qualquer tipo de vírus.

Na decisão proferida pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, o órgão diz que está em apuração eventual prática de propaganda enganosa do fornecedor. Tanto os rótulos como a publicidade em TV são questionados no contexto da pandemia do novo coronavírus.

A determinação provém de uma representação da concorrente Unilever, dona da marca Omo, que entrou na Justiça contra a Amparo (dona da Ypê).

A liminar concedida pela 2ª Vara Empresarial e de Conflitos Relacionados à Arbitragem, do Tribunal de Justiça de São Paulo, determina a retira de comercialização do produto, recolhimento das unidades que estejam no mercado e proibição de realizar novas campanhas publicitárias que façam alusão a eliminar “o vírus”. A multa é de R$ 50 mil por dia de descumprimento.

A Unilever alega que o produto traz no rótulo estampa de propriedades antimicrobianas “de eliminação de vírus, caracterizada pela utilização de imagem de um coronavírus”. Além disso, a acusadora diz que tomou conhecimento de publicidade veiculada em programa de TV “onde a apresentadora teria anunciado aos consumidores “com redobrada ênfase” que, além de deixar a roupa limpa, “Tixan Ypê combate e mata vírus, promovendo a higiene a sanitização das suas roupas”.

“O produto Tixan-Ypê é um mero lava-roupas para limpeza em geral”, diz a Uniliever, acrescentando que não há “qualquer outro comprovado benefício específico” e que a marca, assim, não poderia vender o produto sob o rótulo de “sanitização”, como se combatesse e matasse “qualquer vírus”.

O órgão entendeu que há risco ao consumidor ante os indícios de que a rotulagem -contendo informações e imagens relacionadas ao vírus Sars-Cov-2 (causador da pandemia)- cria a percepção de que os produtos seriam eficazes contra o vírus. O ministério solicitou à Anvisa manifestação técnica sobre as alegações levantadas pela Unilever e sobre as condições necessárias para que um produto seja classificado com de ação antimicrobiana e de combate a vírus.

O caso também foi parar no Conar (Conselho de Autorregulamentação Publicitária). A fabricante teria firmado acordo com o conselho comprometendo-se a não veicular mais o anúncio denunciado até eventual reconhecimento do produto em outra categoria da Anvisa, segundo o documento do Ministério da Justiça.

O Conar não irá se manifestar sobre o assunto. Em situações de ações judiciais, o conselho costuma encerrar o processo. A dona da Ypê ainda não respondeu à reportagem. Na peça, a fabricante diz que um laudo laboratorial comprova que os produtos em questão possuem agentes que destroem microrganismos e que, diante disso, houve decisão de deferimento da Anvisa para enquadramento na categoria secundário de sanitização.

Afirma, também, que os rótulos dos produtos informam que eles promovem a sanitização e “eliminam o vírus”, “mas não que matam o vírus”, sem dar mais detalhes sobre a diferença entre os dois termos.

Familiares de paciente morta se revoltam no Hospital Ronaldo Gazolla

Um grupo provocou tumulto no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, referência no tratamento da covid-19 no Rio de Janeiro, na manhã de hoje (12). Segundo a prefeitura carioca, a confusão foi causada por cinco pessoas de uma mesma família depois da morte de uma mulher de 56 anos, vítima da doença, no local.

Segundo a prefeitura, a mulher era parente dos envolvidos no tumulto, e o grupo quebrou placas de sinalização e causou danos ao hospital.

Ainda de acordo com a prefeitura, guardas municipais, vigilantes e outros funcionários do Ronaldo Gazolla ajudaram a contornar a situação. Uma mulher envolvida no tumulto precisou ser medicada para se acalmar. A prefeitura informou que ninguém morreu durante o tumulto.

PM morre após ser baleado em São João de Merit

O cabo da Polícia Militar Eduardo Claro do Nascimento morreu após ser atacado por criminosos na rua Matriz Agostinho Porto, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, na tarde desta quinta-feira (11).

Segundo a Polícia Militar, Eduardo, um outro policial, que não teve seu nome identificado, e mais uma mulher estavam no local, que é conhecido como Buraco do Perfeito. Além deles, outras pessoas estavam reunidas na área, quando dois criminosos saíram de um veículo e fizeram disparos de fuzil contra todos.

Os tiros acertaram Eduardo, o outro PM e uma mulher. Os dois policiais estavam de folga.

Eduardo trabalhava na UPP ligada ao 5º batalhão, no Centro do Rio. Ele ficou ferido gravemente e foi socorrido para a UPA do Iris, no mesmo município, onde morreu.

O policial ferido é lotado no 21º batalhão, em São João de Meriti. Ele se feriu no braço e foi socorrido ao Hospital Santa Teresinha. A mulher foi levada para a mesma unidade de saúde e seu estado de saúde é estável.

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) investiga o caso.

Quem tiver qualquer tipo de informação a respeito dos envolvidos na morte do policial pode deixar sua denúncia através do Portal dos Procurados, pelo Whatsapp (21) 98849-6099, ou pelo telefone do Disque-Denúncia (21) 2253-1177.

Mãe que torturava filha em Rio Bonito é presa em Tanguá

Uma jovem de 22 anos era mantida em cárcere privado e torturada com uma barra de ferro dentro de casa em Rio Bonito, na Região Metropolitana do Rio, segundo informações da Polícia Civil. Os acusados dos crimes são a mãe e o padrasto da vítima.

A Polícia Civil de Rio Bonito conseguiu prender, nesta quarta-feira (10), o casal na casa de um parente em Tanguá. Segundo a polícia, eles estavam se preparando para fugir.

De acordo com a polícia, as investigações apontaram que o padrasto instigava a mãe da vítima e, juntos, agrediam a jovem. Eles também ameaçavam o irmão da vítima para que ele não os denunciasse, segundo a polícia.

O  irmão disse que presenciou algumas das agressões, mas tinha medo de denunciar porque era ameaçado constantemente pelo padrasto.

“Ele me olhava de uma forma muito estranha, sempre desconfiado de que eu estava contando o que acontecia em casa para alguém. Ele hackeou os emails e redes sociais minhas e da minha irmã. Ele dizia ‘se você falar com alguém eu vou saber’ e falava que iria me matar. Eu tinha muito medo do que ele poderia fazer”, conta o rapaz.

A vítima era mantida em cárcere privado era jogada em um colchão na casa no bairro Rio Vermelho, em Rio Bonito.

As prisões foram em cumprimento a mandados de prisão preventiva pelos crimes de tortura qualificada por lesão corporal, cárcere privado e ameaça, todos expedidos pela Justiça de Rio Bonito.

Segundo a Polícia, parte do crânio chegou a ficar deformada por conta dos golpes na cabeça da vítima, que está internada em um hospital desde maio. Ela sofreu graves lesões na cabeça e nos joelhos devido às constantes agressões que ocorriam diariamente.

De acordo com as investigações, que começaram em maio, Eduardo Vieira Conceição e Simone da Silva Campos agrediam, diariamente, a vítima com um cinto e uma barra de ferro. O casal colocava panos nas janelas e música no volume máximo para evitar que os vizinhos escutassem as agressões.

As ações se estenderam por cerca de quatro meses, segundo o irmão da vítima, até o dia 6 de maio quando a jovem foi levada para a UPA, após denúncias anônimas.

“Eles começaram a bater com cano de pvc, aí depois batiam com a barra de ferro da cadeira. No final ela já não andava mais porque tinha perdido o movimento das pernas por causa das agressões”, conta o irmão, que afirma que além das lesões na cabeça e pernas, ela também teve um dente quebrado.

A polícia informou que a motivação das agressões diárias seria porque a jovem é filha de outro homem e porque ela havia tido, no passado, um relacionamento amoroso com um ex-companheiro da mãe.

“Tudo que ele acusava a minha irmã de ter feito, ela primeiro negava e depois acabava confessando. Eu acho que ela fazia isso por medo deles baterem nela, mas não adiantava porque confessando ou não, eles batiam da mesma forma”, afirma o irmão.

A polícia disse ainda que Eduardo já responde a um processo criminal semelhante, por crime de cárcere privado.

“Minha mãe não era assim, ela se transformou quando esse cara chegou na vida dela. Ele destruiu a minha família. Estou triste, mas aliviado porque agora eles vão pagar pelo que fizeram”, desabafa o irmão, acrescentando que: “Prometi a minha irmã que nunca mais vou deixar ela passar pelo que passou”.

De acordo com a família da vítima, ela está internada no Hospital Regional Darcy Vargas, em Rio Bonito, e consciente. Ainda segundo parentes, a jovem aguarda transferência para um hospital da capital, onde irá passar por cirurgia.

Bolsonaro pretende vetar a prorrogação do auxílio emergencial

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta quinta-feira (11), que pretende vetar a prorrogação do auxílio emergencial motivado pela pandemia do coronavírus se o Congresso decidir pela manutenção do valor atual, de R$ 600.

A declaração foi dada durante transmissão em rede social. Na última semana, o Ministério da Economia informou que pretende pagar duas parcelas adicionais, no valor de R$ 300 cada. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defende a manutenção dos R$ 600 mensais.

“Na Câmara por exemplo, vamos supor que chegue uma proposta de duas [parcelas] de R$ 300. Se a Câmara quiser passar para R$ 400, R$ 500, ou voltar para R$ 600, qual vai ser a decisão minha? Para que o Brasil não quebre? Se pagar mais duas de R$ 600, vamos ter uma dívida cada vez mais impagável. É o veto”, declarou Jair Bolsonaro.

Segundo o presidente, o pagamento de duas parcelas adicionais de R$ 600 ao público que já recebe o auxílio emergencial geraria um impacto adicional de R$ 100 bilhões nas contas públicas. O que, diz Bolsonaro, atrapalharia na gestão da dívida pública e da taxa básica de juros da economia (taxa Selic).

“Se nós não tivermos cuidado, a Selic pode subir, volta a ser o paraíso dos rentistas, o Brasil, o que a gente chama de agiotagem legalizada. A juros sobe, e cada vez mais o que nós produzirmos de riqueza vai pra pagar juros da dívida. Ou seja, e a desgraça vem aí. Se o Brasil quebrar, pessoal, não tem pra ninguém. Não tem pra ninguém”, declarou.

“E a gente tem que ter responsabilidade. Quem é a gente? É o Poder Executivo, o Poder Legislativo, o Judiciário que interfere também em muitas ações que, no meu entendimento, não tinha que interferir.”

Em entrevista nesta semana, Rodrigo Maia afirmou que, para prorrogar o auxílio com valor menor, o governo federal terá de enviar um novo projeto de lei ao Congresso. Até esta quinta, esse texto não havia sido protocolado na Câmara dos Deputados.

Até o momento, duas das três parcelas previstas de R$ 600 já foram depositadas nas contas dos beneficiários. Há, ainda, cadastros pendentes de análise na Caixa Econômica e na estatal Dataprev, que faz a checagem dos dados.

O auxílio emergencial de R$ 600 pago a informais, desempregados e famílias mais afetadas economicamente pelo coronavírus. O cronograma da terceira parcela, segundo Bolsonaro, pode ser divulgado na próxima semana.

Shoppings do Rio reabrem e têm aglomeração

No mesmo dia que o Brasil bateu 40 mil mortes por coronavírus, diversos shoppings do Rio reabriram suas lojas. Os estabelecimentos inicialmente só voltariam a funcionar no dia 16 de junho. No entanto, a prefeitura do Rio antecipou a retomada, seguindo uma série de restrições – que não foram totalmente seguidas. Na entrada dos centros comerciais em várias regiões do Rio, houve longas filas e medição de temperatura por funcionários.
A permissão da Justiça do Rio para reabrir os shoppings foi publicada na noite de terça-feira (9), pelo presidente do Supremo Tribunal de Justiça. Crivella defendeu que todo o processo é feito baseado em um protocolo científico e disse que caso os números de mortes voltem a subir os shoppings serão fechados novamente.
 A movimentação no shopping Nova América, em Del Castilho, no Carioca Shopping, em Vicente de Carvalho e no São Gonçalo Shopping. Em nota, a assessoria do Carioca Shopping informou que “Todos os clientes passaram por um profissional que media a temperatura e seguiam para o posto de álcool gel. O Shopping está seguindo um protocolo rigoroso de controle, segurança e higienização”.

Justiça suspendeu portaria que aumentava limite de compra de munição

A Justiça Federal em São Paulo suspendeu a portaria do governo federal que aumentou o limite de compra de munição para quem tem arma de fogo registrada. O governo federal havia aumentado para 550 unidades o limite de compra de munições por pessoas físicas autorizadas a adquirir ou portar arma de fogo, por meio da Portaria Interministerial n° 1.634/2020, dos ministérios da Defesa e da Justiça e Segurança Pública, publicada em 23 de abril no Diário Oficial da União.

A decisão liminar da 25ª Vara Cível Federal de São Paulo atende a um pedido feito pelo deputado federal Ivan Valente (PSOL). Em manifestação enviada à Justiça, a Advocacia-Geral da União tinha pedido o indeferimento do pedido. No entanto, o entendimento do Judiciário foi de que a portaria tem vícios que a tornam nula.

“Em suma, a edição da Portaria Interministerial 1.634/GM-MD, padece de vício que a nulifica, tornando inválido o processo de sua formação, tanto por falta de competência do emissor do ‘parecer’ produzido para subsidiar a edição da Portaria Interministerial quanto por ausência de motivação”, diz a decisão.

Os fundamentos para a suspensão da portaria apontam que o referido ato normativo foi irregularmente produzido “quer porque se baseou em parecer exarado por servidor público que, à época da prática do ato já não mais exercia a chefia ou qualquer outro cargo do órgão competente e nem mesmo era servidor em atividade (havia sido transferido para a reserva), quer porque o ato (parecer) carece de qualquer motivação”.

Segundo a decisão da Justiça, o órgão técnico de controle e fiscalização de armas e munições do Comando do Exército – a Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados do Comando do Exército – teria que, necessariamente, ser ouvido para subsidiar a edição da norma sobre as munições, no entanto, isso não aconteceu. O que teria ocorrido foi que foi ouvido o ex-chefe daquela organização militar que, na ocasião, já não mais pertencia ao serviço ativo da força.

Para contextualizar as circunstâncias da edição da nova portaria, a decisão judicial cita o vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril, no Palácio do Planalto, relatando que, na ocasião, o presidente Jair Bolsonaro defendeu a necessidade de que “o povo se arme”, o que seria uma garantia contra a imposição de uma ditadura no país.

Ainda segundo o documento, dirigindo-se ao ministro da Defesa, Fernando Azevedo, e ao então ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, o presidente requisitava a assinatura de uma portaria sobre o assunto. No mesmo dia (22), foi editada a norma aumentando o limite de compra de munição para quem tem arma de fogo registrada, sendo publicada no dia seguinte.

A decisão também acata o argumento sobre a necessidade de uma decisão rápida e provisória. Segundo a decisão, o aumento na compra de munição aumenta os riscos de mortes causadas por essas armas. “Tendo ela [portaria] aumentado significativamente a quantidade de munições passíveis de aquisição, tem-se, por decorrência, o aumento da letalidade no meio social, o que vai de encontro com o Estatuto do Desarmamento”, diz o documento.

Fonte Agência Brasil

Bolsonarista derruba cruzes que lembram mortos pela covid-19

Um grupo de simpatizantes do presidente Bolsonaro  protestou hoje à tarde (11) contra a manifestação realizada pela organização não governamental Rio de Paz, na praia de Copacabana. Voluntários da ONG abriram 100 covas rasas na areia da praia, com cruzes e bandeiras do Brasil, para simbolizar as mortes pela covid-19 no país. O objetivo era criticar a forma como o governo federal está lidando com a pandemia.

Contrário ao ato do Rio de Paz, um  simpatizante  começou a arrancar as cruzes fincadas na areia e teve início um princípio de confusão.

Um pai que perdeu o filho de 25 anos para o novo coronavírus aparece em um vídeo, postado nas redes sociais da ONG, recolocando as cruzes no lugar e pedindo respeito às famílias que tiveram de enterrar pessoas queridas. “Meu filho morreu com 25 anos. Ele era saudável.

Respeitem a dor das pessoas. Respeitem, grupo de fascistas”, desabafou o homem, inconformado com a atitude, enquanto recolocava os símbolos no lugar.

O presidente da Rio de Paz, Antônio Carlos Costa, afirmou que esta foi a primeira vez que ele viu uma manifestação contrária a um ato da organização não governamental. “Nós estávamos ouvindo muitas expressões de ódio no calçadão. Mas um senhor decidiu derrubar as cruzes, mesmo sem reação nossa”, afirmou.

Costa destacou que o objetivo do protesto era cobrar ações sanitárias e econômicas por parte do governo federal diante da pandemia de covid-19. “O Brasil está nu perante o mundo. Todas as suas injustiças sociais e desgoverno emergiram nesses meses de pandemia. Se não houver, por parte do governo, mudança de rumo na condução dessa multifacetada tragédia social, seremos o país com o maior número de mortos pela covid-19”, afirmou o presidente da ONG.

Fonte Agência Brasil

Justiça suspende nomeação de presidente do Iphan

O juiz da 28ª Vara Federal do Rio de Janeiro, Adriano de Oliveira França, suspendeu a nomeação e posse de Larissa Rodrigues Peixoto Dutra para a presidência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Ela foi nomeada no dia 11 de maio. O magistrado atendeu a uma ação popular movida pelo deputado federal Marcelo Calero (Cidadania/RJ).

Na decisão, o juiz diz que Larissa não tem formação profissional capaz para ocupar o cargo, que estava vago desde o fim do ano passado após a exoneração da então presidente Kátia Bogéa. Adriano de Oliveira França destacou que a finalidade da criação do Iphan definida na Constituição é a promoção e proteção do patrimônio cultural brasileiro, com o que não se identifica a formação e a experiência profissional da nomeada, apesar dela possuir “robusto curriculum” nas áreas de turismo e hotelaria. Para o juiz, isso pode se configurar como contraposição de interesses.

França acrescentou que ocupantes da presidência da autarquia federal, a partir da Constituição de 1988, tinham formação em história, arquitetura ou antropologia. “Estes ramos da ciência mais se coadunam com os componentes descritos nos incisos do art. 216 da Constituição, o que corrobora para a identificação de incompatibilidade da nomeada para o cargo de presidente do Iphan”, indicou.

Ainda no despacho assinado ontem (10), o magistrado cita uma manifestação do Ministério Público Federal (MPF) que afirma que a indicada não atende os requisitos legais para a investidura no cargo por não preencher critérios objetivos estabelecidos em decreto federal como “possuir título de mestre ou doutor, possuir experiência mínima de cinco anos em atividades correlatas às áreas de atuação do Iphan, e possuir formação acadêmica compatível com o exercício da função”.

O despacho mostra ainda que a União defendeu a legalidade da nomeação justificando que Larissa pertence ao quadro funcional do Ministério do Turismo há 11 anos e ingressou na pasta por concurso público.

De acordo com o magistrado, o direito fundamental à Cultura e as formas de proteção ao patrimônio nas diversas formas de expressão não podem correr o risco de violação direta dos seus valores. “Nos modos de criar, fazer e viver; nas criações científicas, artísticas e tecnológicas; nas obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico culturais; e nos conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico; não podem se submeter a elevado risco, seja na violação direta de tais valores por atendimento a interesses contrários, seja na proteção deficiente do direito fundamental (art. 216 da constituição de 88). Tais prejuízos, restam prováveis, ao se indicar, profissional com formação incompatível para o exercício de elevado mister que é a proteção e promoção desses bens públicos difusos”, apontou.

O juiz alerta que a nomeação de profissional sem compatibilidade para o exercício da função de presidente de autarquia com finalidade determinada por lei, pode esvaziar as funções da instituição, “o que equivaleria à extinção, por via transversa, de entidade, a qual somente pode ser extinta por lei”.

Antes de Luciana, quem comandava a autarquia, desde 2016, era Kátia Bogéa. Ela foi demitida da direção do órgão depois de o empresário Luciano Hang, amigo e doador da campanha eleitoral de Bolsonaro, reclamar no Twitter, em 7 de agosto de 2019, que o Iphan teria embargado a obra de uma loja sua.

Larissa se casou em 2013 com Gerson Dutra Júnior, conhecido como Patropa. Ele é agente da Polícia Federal e trabalhou na segurança de Bolsonaro em 2018, durante a campanha para Presidência de 2018. Desde então, o policial é próximo de Leonardo de Jesus, o Leo Índio, primo dos filhos do chefe do Executivo. 

 

Com informações da Agência Brasil

Bolsonaro veta proibição de festa em condomínio

O presidente Jair Bolsonaro anunciou hoje (11) nas redes sociais que vetou oito artigos do projeto de lei aprovado no Congresso que cria um regime jurídico emergencial durante a pandemia do novo coronavírus (covid-19). Entre os trechos vetados está o que impedia a concessão de liminar (decisão judicial provisória) em ações de despejo e o que dava aos síndicos o poder de restringir o uso de áreas comuns e proibir festas.

O texto final do projeto de lei 1.179/2020, com todos os vetos, ainda deve ser publicado no Diário Oficial da União (DOU).

Em sua conta no Facebook, Bolsonaro disse que vetou os Artigos 4, 6, 7, 9, 11, 17, 18 e 19 do projeto de lei. Na publicação, o presidente comentou somente o veto ao Artigo 11, que conferia uma série de poderes aos síndicos, inclusive o de proibir reuniões nas áreas exclusivas dos proprietários, com a justificativa de evitar a propagação da covid-19.

Outro artigo vetado, segundo o anúncio, foi o 9, que proibia, até 30 de outubro, a concessão de liminar ordenando a desocupação de imóveis urbanos nas ações de despejo abertas a partir de 20 de março, no início da pandemia. Também foi vetado o Artigo 17, que previa a redução em ao menos 15% da taxa cobrada dos motoristas pelos aplicativos de transporte e o Artigo 18, que aplicava o mesmo desconto aos custos dos serviços de táxi.

Foi vetado ainda o Artigo 4, que restringia a realização de assembleias presenciais por parte de algumas pessoas jurídicas de direito privado, como associações e fundações, que ficavam obrigadas a observar as determinações sanitárias locais.

O presidente vetou também os Artigos 6 e 7, que tratavam dos efeitos retroativos da pandemia sobre a execução de contratos; e o Artigo 19, que determinava ao Conselho Nacional de Trânsito (Conatran) a flexibilização das regras de pesagem de cargas para facilitar a logística de transporte durante a pandemia.

Jair M. Bolsonaro

@jairbolsonaro

– Ontem vetei artigos do PL 1179/2020 que davam poderes aos síndicos de restringir a utilização de áreas comuns e proibir a realização de reuniões e festividades inclusive nas áreas de propriedade exclusiva dos condôminos.

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Outro artigo vetado, segundo o anúncio, foi o 9, que proibia, até 30 de outubro, a concessão de liminar ordenando a desocupação de imóveis urbanos nas ações de despejo abertas a partir de 20 de março, no início da pandemia. Também foi vetado o Artigo 17, que previa a redução em ao menos 15% da taxa cobrada dos motoristas pelos aplicativos de transporte e o Artigo 18, que aplicava o mesmo desconto aos custos dos serviços de táxi.

Foi vetado ainda o Artigo 4, que restringia a realização de assembleias presenciais por parte de algumas pessoas jurídicas de direito privado, como associações e fundações, que ficavam obrigadas a observar as determinações sanitárias locais.

O presidente vetou também os Artigos 6 e 7, que tratavam dos efeitos retroativos da pandemia sobre a execução de contratos; e o Artigo 19, que determinava ao Conselho Nacional de Trânsito (Conatran) a flexibilização das regras de pesagem de cargas para facilitar a logística de transporte durante a pandemia.

Fonte Agência Brasil