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Mortes por covid-19 no estado do Rio de Janeiro ultrapassam 10 mil

O estado do Rio de Janeiro ultrapassou hoje (30) a marca de 10 mil mortes pela covid-19. Nas últimas 24 horas, foram registradas 232 óbitos, totalizando 10.080. Há ainda 1.011 mortes em investigação e 294 foram descartados.

De acordo com o balanço mais atualizado da Secretaria de Estado de Saúde, o total de casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus chega a 112.611. Desse total, 93.423 pacientes se recuperaram da doença.

O município do Rio de Janeiro concentra metade (56.936) dos casos confirmados da doença. Em seguida vem Niterói (6.377), São Gonçalo (5.103), Nova Iguaçu (3.266), Duque de Caxias (3.110), Itaboraí (2.462), Macaé (2.371), Angra dos Reis  (2.195), Campos dos Goytacazes (1.796), Volta Redonda (1.692), São João de Meriti (1.655), Queimados (1.630), Magé (1.620) e Belford Roxo (1.428).

Das 10.080 vítimas de covid-19 no estado, a capital fluminense liderando com 6.550 óbitos. As cidades de Duque de Caxias e São Gonçalo vem em seguida, com 430 mortes cada. Os municípios de Nova Iguaçu (342), Niterói  (230), São João de Meriti (215), Belford Roxo (177), Magé (132), Itaboraí (125), Mesquita (107), Petrópolis (92), Campos dos Goytacazes (91), Angra dos Reis (83), Nilópolis (78), Itaguaí e Macaé (77), Volta Redonda (57), Maricá (56) e Teresópolis com 47 mortes estão entre os 92 municípios fluminenses com maior número de óbitos.

Para mais informações, acesse o o painel de monitoramento  de casos no estado do Rio de Janeiro.

Fonte Agência Brasil

Parcelas extras do auxílio emergencial poderão ser pagas em várias vezes

As duas parcelas extras de R$ 600 (R$ 1.200 para mães solteiras) do auxílio emergencial poderão ser desmembradas e pagas em várias vezes, anunciou o ministro da Economia, Paulo Guedes, na cerimônia de assinatura do decreto com a prorrogação do programa de renda para famílias afetadas pela pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Após a cerimônia, o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, informou que a forma do desmembramento das parcelas e as datas de pagamento de cada lote ainda serão definidas. Ele explicou que a data para pedir o benefício foi mantida até quinta-feira (2) e que a tendência é manter o pagamento dos R$ 600, parcelado em dois lotes, dentro de um único mês.

“Nós estamos conversando, devemos anunciar muito em breve, com o ministro [da Cidadania] Onyx [Lorenzoni], como será esse cronograma. O que eu posso avisar é que nós faremos do mesmo modo, para evitar filas, com depósito digital, nas contas das pessoas, e algumas semanas depois, os saques”, disse Guimarães. “Tem que ser R$ 600 no mês. Você pode ter mais de uma parcela que a soma seja R$ 600. É isso que nós estamos discutindo, então, quando há o valor de R$ 600, ele está dado.”

Durante o discurso, Guedes citou um exemplo em que a primeira parcela de R$ 600 seria dividida em duas de R$ 300 e a segunda parcela seria dividida em uma de R$ 500 e outra de R$ 100, mas não tinha esclarecido se os lotes remanescentes seriam totalmente pagos nos próximos dois meses ou se serão escalonados até outubro.
Aumento de gastos

Guedes ressaltou que o governo não pode ser acusado de omissão com os mais pobres durante a pandemia. Segundo ele, o presidente Jair Bolsonaro está disposto a “não deixar para trás nenhum dos brasileiros invisíveis”.

O ministro disse que o contingente de trabalhadores informais não cobertos por programas sociais, e que passou a ser atendido pelo auxílio emergencial, chega a 40 milhões de pessoas, sem contar com os cerca de 19 milhões de beneficiários do Bolsa Família incorporados ao programa.

Guedes revelou que o governo está disposto a aumentar os gastos para atender a população mais vulnerável à pandemia da covid-19, com a condição de retomar as reformas estruturais no próximo ano.

“Nosso déficit [2020] vai para 15%, 16%, 17% do PIB [Produto Interno Bruto]. Não interessa. Como o presidente disse, não vão faltar recursos para a saúde. Agora, interessa muito o ano que vem. Este foi um ano de despesas extraordinárias. Não tem problema. O mercado compreende quando há um momento extraordinário. Neste ano, fomos derrubados, estamos no meio de um tiroteio, da fumaça, mas temos a bússola na mão. Vamos nos levantar. Vamos voltar para o curso”, declarou Guedes.

Em relação às reformas estruturais, o ministro disse que, após o fim da pandemia, o governo pretende dar prioridade ao Programa Renda Brasil, que pretende unificar diversos programas sociais e de transferência de renda, e ao cartão verde-amarelo, regime especial de emprego com menos direitos trabalhistas para trabalhadores jovens. Guedes também citou como medidas a serem tomadas, o Imposto de Renda negativo (pagamento direto do governo a pessoas de menor renda), o estímulo ao crédito para microempreendedores e a atualização do marco regulatório para destravar investimentos privados.

Fonte Agência Brasil

Caixa libera consulta em aplicativo do saque emergencial do FGTS


A Caixa liberou  as consultas do valor e da data do saque emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de até R$ 1.045 por trabalhador. A consulta pode ser feita no aplicativo do FGTS e Internet Banking da Caixa.

A consulta no site fgts.caixa.gov.br e na central 111, opção 2, foi liberada no último dia 15.

A partir de hoje, também é possível informar que não deseja receber valor do saque. Segundo a Caixa, o trabalhador poderá indicar que não deseja receber o saque emergencial do FGTS até 10 dias antes do início do seu calendário de crédito. Portanto, para os nascidos em janeiro, os primeiros a receber o crédito (no dia 29 deste mês), já é possível fazer essa solicitação.

No último dia 13, a Caixa divulgou o calendário de pagamento, autorizado pela Medida Provisória (MP) nº 946/2020. A ação faz parte do conjunto de medidas de enfrentamento aos impactos causados aos trabalhadores pela pandemia de coronavírus.

Cerca de R$ 37,8 bilhões serão liberados para aproximadamente 60 milhões de trabalhadores. De acordo com a MP, o valor do saque é de até R$ 1.045 por trabalhador, considerando a soma dos saldos de todas as suas contas do FGTS.

Calendário

O crédito dos valores do Saque Emergencial FGTS tem início em 29 de junho de 2020, para os nascidos em janeiro, e será realizado por meio da poupança social digital, aberta automaticamente pela Caixa em nome dos trabalhadores.

Contas digitais do tipo já vinham sendo utilizadas para o pagamento do auxílio emergencial relacionado à pandemia do novo coronavírus, de R$ 600. Com a MP 982/2020, o uso desse tipo de conta fica ampliado também para o saque do FGTS e o depósito de diversos benefícios sociais e emergenciais, inclusive pelos governos estaduais e municipais.

O cronograma de pagamento foi estabelecido com base no mês de nascimento do trabalhador e contém a data que corresponde ao crédito dos valores na conta poupança social digital, quando os recursos poderão ser utilizados em transações eletrônicas, além da data a partir de quando os recursos estarão disponíveis para saque em espécie ou transferência para outras contas.

Fonte Agência Brasil

Bolsonaro aumenta salário de militares

Com salários brutos que podem chegar aos R$ 50 mil, um grupo de militares terá a partir do mês que vem um aumento de até R$ 1.600 nos rendimentos. O reajuste ocorrerá em um dos penduricalhos que elevam o soldo e beneficiará, principalmente, o oficialato das Forças Armadas, destaca o Estadão.

A medida ocorre no momento em que a economia sofre com o impacto do novo coronavírus. Milhões de trabalhadores da iniciativa privada perdem empregos ou são atingidos por suspensão e corte de salários e o governo enfrenta dificuldades para manter um auxílio emergencial de R$ 600 aos informais. Ao mesmo tempo, o presidente Jair Bolsonaro está envolto em crises e busca reforçar sua base de apoio, composta por militares, policiais, evangélicos, ruralistas e, agora, políticos do Centrão.

Chamada de “adicional de habilitação”, a benesse foi criada ainda na gestão de Fernando Henrique Cardoso e é dada para quem fez cursos ao longo da carreira. O valor era o mesmo desde 2001. No ano passado, Bolsonaro autorizou o reajuste para até 73% sobre o soldo, em quatro etapas  . Na primeira delas, o penduricalho para quem fez “curso de altos estudos”, por exemplo, subirá a partir de julho de 30% para até 42% sobre o valor do soldo. O aumento vale para militares da ativa e da reserva.

Com isso, um general de quatro estrelas, topo hierárquico das três Forças, passará a somar R$ 5.600 por mês ao soldo de R$ 13 400. Até então, o adicional era de cerca de R$ 4.000 mensais. Eles ainda acumulam outros adicionais que elevam o salário para, pelo menos, R$ 29.700 – a remuneração pode subir, a depender da formação, permanência em serviço, atividades e local de trabalho

Atualmente, recebem o adicional basicamente oficiais e, no caso do Exército, alguns praças. Militares de baixa patente da Aeronáutica e da Marinha também pressionam para receber. Questionado pelo Estadão, o Ministério da Defesa não informou quantos militares recebem o benefício e qual será o impacto total na folha de pagamento da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

Os penduricalhos acabam camuflando reajustes salariais, vetados pelo governo por causa da crise econômica. Desde que assumiu, em janeiro de 2019, Bolsonaro já fez outros agrados aos militares. Empregou 2.900 no seu governo e promoveu uma reforma da Previdência mais amena.

‘Ajuda de custo’

Com a passagem para a reserva a partir de 2020, eles ainda fazem jus a outro benefício ampliado na reforma, a chamada “ajuda de custo” na passagem para a inatividade. O pagamento dobrou e passou a ser oito vezes a remuneração – o almirante Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia, por exemplo, teve direito a cerca de R$ 300 mil de uma só vez em maio.

Hoje, os maiores salários brutos entre os 381 mil militares em geral são do general Luiz Eduardo Ramos (ministro-chefe da Secretaria de Governo) e de Bento Albuquerque. Em março, pagamento mais recente publicado pelo governo, eles receberam, respectivamente, R$ 51.026,06 e R$ 50.756,51, conforme o Portal da Transparência. Os valores, contudo, caíram para R$ 24.861,18 e R$ 28.140,46, pela regra do abate-teto. O redutor é aplicado porque servidores não podem acumular vencimentos além de R$ 39,2 mil, valor do salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O que pode mudar em breve também por uma medida do governo Bolsonaro.

Em abril, a Advocacia-Geral da União emitiu parecer no qual considera que, para os militares, a regra do abate-teto incidirá sobre cada um dos vencimentos que acumulam e não mais sobre o somatório deles. Ou seja, se um militar recebe R$ 20.000 das Forças e R$ 39.200 do Executivo, ele poderá embolsar R$ 59.200 por mês, uma vez que cada uma das rendas não ultrapassa o teto. A manobra, revelada pela revista Época, por enquanto, não é aplicada por causa da pandemia.

O reajuste no penduricalho a partir de julho é o primeiro de uma série de quatro que ocorrerão até 2023. Terá direito não apenas quem fez o “curso de altos estudos”. Também serão beneficiados, em menor porcentual, os militares que fizeram cursos de formação, especialização e aperfeiçoamento.

O aumento é aguardado nos quartéis desde a aprovação da reforma da Previdência, em 2019. A lei proposta pelo governo mudou o sistema de proteção social dos militares, mas veio acompanhada de uma reestruturação das carreiras, com a criação de adicionais e reajuste de alguns já existentes. Somente os militares tiveram direito a aumentos durante as mudanças nas regras de aposentadoria.

O Ministério da Defesa não respondeu qual será o impacto do aumento do adicional na remuneração nem quantos militares da ativa e da reserva terão direito a receber a mais. A pasta confirmou apenas que o pagamento será feito a partir de julho. Em vez de chamar de aumento, a Defesa dá ao reajuste o nome de “reescalonamento”.

‘Despesas autossustentáveis’

Segundo a pasta, as despesas previstas com a reestruturação das carreiras militares são “autossustentáveis”. Isso porque foram feitas mudanças no sistema de proteção social, com aumento da contribuição para custeio da pensão militar e universalização da cobrança. A economia é de R$ 800 milhões aos cofres públicos, disse o ministério.

Carro roubado em São Paulo há 25 anos é recuperado na Bahia


Um carro roubado há mais de 25 anos foi recuperado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF-BA) em um trecho da BR-116 de Rafael Jambeiro, no Piemonte do Paraguaçu. O fato foi informado nesta segunda-feira (29) e resultou na prisão do motorista. O flagrante ocorreu na última sexta-feira (26). Segundo a PRF-BA, uma equipe parou um veículo na altura do Km 483 da BR-116. O veículo Uno com placas de Sorocaba (SP) era conduzido por um homem de 37 anos.

Na fiscalização, os agentes solicitaram os documentos do condutor e do automóvel quando constataram indícios de adulterações nos elementos de identificação do veículo e perceberam que o carro circulava com placas clonadas. Após consulta ao sistema de dados, os agentes verificaram que o carro tinha sido roubado em março de 1995, em Araraquara (SP).

A PRF-BA informou que essa modalidade de troca de placas é usada para tentar “burlar” fiscalizações da polícia. O carro era um Fiat/Uno S 1.5 modelo 1992. Preso em flagrante, o motorista foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Feira de Santana. Inicialmente, ele responderá pelo crime previsto no art. 180 (Receptação) do Código Penal.

MP vai indiciar oito pessoas pelo incêndio no Ninho do Urubu

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) recusou hoje (29) a proposta dos indiciados pelo incêndio no Ninho do Urubu, centro de treinamento do Flamengo, na Vargem Grande, zona oeste do Rio, em 2 de fevereiro de 2019. Os acusados tinham dado entrada com um pedido de Proposta de Acordo de Não-Persecução Penal (ANPP) e buscavam evitar o processo criminal pela morte de 10 adolescentes e ferimentos em outros três atletas da equipe de base do clube.

Desta forma, o ex-presidente do Clube de Regatas do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, e outros sete envolvidos no incêndio vão responder por 10 homicídios culposos e três crimes de lesões corporais culposas, ou seja, quando não há intenção da prática do crime. “Os indiciados deverão responder pelo crime de incêndio culposo, com o resultado de 10 homicídios culposos e três crimes de lesões corporais culposas, sendo um deles o ex-presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, que será notificado juntamente com os demais indiciados acerca da recusa de ANPP. Após a notificação, o Ministério Público estadual estará em condições de oferecer denúncia contra os indiciados”, informou o MP.
Recusa
O MP listou diversos fundamentos para não aceitar o acordo proposto. O requisito fundamental para a celebração do ANPP é a confissão. Nenhum dos indiciados confessou conduta de relevância penal em favor da investigação, limitando-se a negar a prática de qualquer conduta concorrente para o incêndio. Além disso, seria necessário que o acordo fosse suficiente para reprimir o crime praticado – hipótese não vale para o caso.

O MP salienta que “não há, por ora, como afirmar a ocorrência de dolo eventual no resultado morte – não sendo viável deduzir ou intuir que os indiciados tivessem a potencial certeza da possibilidade do fato ocorrido no alojamento”. Mas afirma, no entanto, “que não restam dúvidas, diante das provas produzidas em sede policial, que uma série de condutas imprudentes e negligentes, por ação e omissão, em tese praticada pelos indiciados, de fato concorreram de forma eficaz para a ocorrência do incêndio, bem como das mortes e ferimentos dele decorrentes”.

Por fim, o Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor do MP afirma que, apesar da gravidade do caso, o Flamengo vinha tentanto “permanentemente procurando mitigar pagamentos de indenizações às famílias das vítimas do incêndio, aumentando o desespero das mesmas, numa nítida tentativa de não sofrer qualquer prejuízo econômico decorrente do grave fato a que o próprio clube deu causa”.

O MP conclui no documento que o caso merece ser submetido ao Poder Judiciário para que, através do devido processo legal e garantida a ampla defesa, haja o julgamento final do mérito e a devida atribuição de responsabilidades.

Fonte Agência Brasil

Festa junina termina com cinco mortos em Anchieta

Uma festa junina em Anchieta, na zona norte do Rio de Janeiro, terminou com cinco mortos na madrugada de hoje (28). Entre os mortos está uma criança Rayanne Lopes de 10 anos. Segundo a Polícia Civil, ao todo 12 pessoas foram baleadas.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, quatro pessoas já chegaram mortas na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ricardo de Albuquerque. Um homem de 22 anos que havia sido transferido para o Hospital Estadual Getúlio Vargas morreu na manhã deste domingo.

A Delegacia de Homicídios da Capital instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do crime.

Nas redes sociais, moradores relataram que um carro chegou atirando. Rayanne Lopes, estava com o pai na festa, segundo os moradores. A festa foi montada na Rua Ernesto Vieira, próximo à comunidade Ás de Ouro.

Naum Henrique Silva Lopes, 35 anos, tentou proteger a filha , mas foi baleado nas costas. A menina foi atingida por um tiro no tórax, de acordo com informações da secretaria Estadual de Saúde.

Mortos identificados:

Yuri Lima Vieira
Josué de Oliveira Xavier
Rayanne Lopes
Yan Lucas Soares Gomes
Antônio Marcos Barcelos Pereira Júnior

A Delegacia de Homicídios da Capital informou que os cinco homicídios e as sete tentativas de homicídio tiveram a participação de integrantes de organizações criminosas de narcotraficantes. Segundo a polícia, a motivação foi a disputa territorial pelo controle da venda de drogas na localidade.

 

 

Fonte Agência Brasil

Tempo de trabalho infantil vale para aposentadoria

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou que o tempo de trabalho rural infantil pode ser computado para efeitos previdenciários. Na decisão, o tribunal reconheceu a ilegalidade do trabalho infantil, mas entendeu que não somar o tempo para o cálculo da aposentadoria é punir o trabalhador duas vezes.

O caso, julgado no inicio deste mês, envolveu um homem que começou a trabalhar com a família na zona rural aos 11 anos de idade e pediu à Justiça que o período trabalhado antes de completar 14 anos fosse somado ao tempo de serviço para solicitação da aposentadoria da Previdência Social. Nas instâncias inferiores, somente o período trabalhado a partir dos 14 anos foi aceito por ser permitido por lei.

No STJ, a Primeira Turma manteve a jurisprudência do tribunal e entendeu que não há idade mínima para reconhecimento do período de trabalho rural infantil para fins previdenciários.

No voto sobre a questão, o ministro Napoleão Nunes Maia, relator do caso, afirmou que o reconhecimento não é uma chancela do Judiciário ao trabalho infantil.

“Reafirma-se que o trabalho da criança e do adolescente deve ser reprimido com energia inflexível, não se admitindo exceção que o justifique. No entanto, uma vez prestado o labor o respectivo tempo deve ser computado, sendo esse cômputo o mínimo que se pode fazer para mitigar o prejuízo sofrido pelo infante, mas isso sem exonerar o empregador das punições legais a que se expõe quem emprega ou explora o trabalho de menores”, disse.

No dia 12 deste mês, em referência ao Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, diversas entidades lembraram que, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem cerca de 2,5 milhões de crianças e adolescentes trabalhando ilegalmente.

 

Fonte Agência Brasil

Estado do Rio de Janeiro tem mais de 108 mil infectados de covid-19

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O estado do Rio de Janeiro teve, nas últimas 24 horas, 137 óbitos provocados pela covid-19 e um total de 9.587 mortes desde março. De acordo com o boletim da Secretaria de Estado de Saúde do Rio há até esta sexta-feira (26), 108.497 casos confirmados de infectados pelo novo coronavírus. Há ainda 1.110 óbitos em investigação e 294 foram descartados. Até o momento, entre os casos confirmados, 87.850 pacientes se recuperaram da doença.
Óbitos

Das 9.587 vítimas de covid-19 no estado, a capital fluminense tem um total de 6.264 óbitos. Em seguida vem Duque de Caxias (412); São Gonçalo (394); Nova Iguaçu (332); São João de Meriti (188); Niterói (183); Belford Roxo (172); Magé (132); Itaboraí (121); Mesquita (105); Petrópolis (90); Campos dos Goytacazes (83) e Angra dos Reis (78) estão entre os 92 municípios com maior número de mortes pela doença.
Infectados

O município do Rio de Janeiro também lidera o número de infectados pela doença com 55.152 casos. Niterói tem (6.105); São Gonçalo (4.893); Nova Iguaçu (3.205); Duque de Caxias (2.988); Itaboraí (2.417); Angra dos Reis (2.100); Macaé ( 2.034); Campos dos Goytacazes (1.731); Volta Redonda (1.633); Magé (1.610); Queimados (1.604); São João de Meriti (1.601); Belford Roxo ( 1.404); Itaguaí (1.316); Maricá (1.190); Teresópolis (973); Petrópolis (799); Cabo Frio (791) e Rio das Ostras (766) estão entre as cidades com maior número de casos. Duas Barras, no interior do estado, tem apenas sete casos de pessoas infectadas e nenhum óbito pela covid-19.

Para mais informações, acesse o painel de monitoramento de casos no estado do Rio de Janeiro .

Fonte Agência Brasil

Polícia Federal incinera quase 23 toneladas de drogas

A Polícia Federal incinerou hoje (26), em todo o país, quase 23 toneladas de drogas. As ações fazem parte da Semana Nacional de Políticas sobre Drogas.

Em Curitiba, a instituição anunciou a incineração de 2.678 quilos de drogas apreendidos em “diversas operações”.

Entre as drogas incineradas figuram cocaína, maconha, ecstasy e haxixe, além de agrotóxicos, anabolizantes e medicamentos contrabandeados como metanfetamina, tetracaína, netilpentilona, informa nota da PF.

Acrescenta que mais de 39 toneladas de drogas já foram incineradas em 2020, mesmo com as restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus (covid-19).
Rio de Janeiro

No Rio, além da incineração de 5 toneladas de entorpecentes apreendidas em operações, a superintendência realizou uma campanha solidária para a doação de alimentos e produtos de higiene e limpeza para famílias do Morro da Providência e para alunos moradores participantes do Projeto Aventura Federal Jiu Jitsu, que fazem aulas na academia da superintendência.

Ao todo, a superintendência recebeu quase uma tonelada de produtos e, nesta sexta-feira, doou mais de 80 cestas básicas para a Cruz Vermelha, que vai fazer a distribuição aos moradores e alunos. A arrecadação foi feita no hall principal do prédio do órgão no centro do Rio.
São Paulo

Em São Paulo, 1,5 tonelada de drogas apreendidas pela Polícia Federal e por outras instituições policiais da região, nos anos de 2019 e 2020, foi incinerada hoje. Nesse procedimento, acompanhado por técnicos da Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério Público Estadual, foram incinerados medicamentos do Paraguai, 200 kg de cocaína e 1,1 toneladas de maconha.

Em São José do Rio Preto, a Polícia Federal incinerou mais de 12 toneladas de drogas em uma usina de açúcar e álcool. A droga era resultado de apreensões realizadas pela delegacia da PF no município nos últimos três meses.
Ceará

No Ceará, houve incineração de mais de 1,6 tonelada de drogas, numa empresa de cerâmica, localizada no município de Aquiraz, região metropolitana de Fortaleza. Foram destruidos 1563 kg de cocaína; 95,6 kg de maconha; 29.956 unidades de ecstasy e 235 ampolas de anabolizantes.
Espírito Santo

Já no Espírito Santo, a Polícia Federal deflagrou, também nesta sexta-feira, a Operação Parônimo, de combate ao tráfico de drogas a partir de postagens nos Correios. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, em bairros nobres da capital Vitória. As investigações começaram quando a área de segurança dos Correios detectou encomenda postal contendo possíveis ilícitos em seu interior e com destinatário no município. Depois de apreender a encomenda, a PF identificou que era LSD postado em Foz do Iguaçu (PR). Os investigados responderão pelo crime de tráfico interestadual de drogas, com pena que varia de 5 a 15 anos de reclusão.
Rio Grande do Norte

Também na Semana Nacional, a Polícia Federal do Rio Grande do Norte prendeu em flagrante, na noite da quarta-feira (24), no Aeroporto Internacional Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, região metropolitana de Natal, duas mulheres acusadas de tráfico de drogas. Elas portavam na bagagem 59,45 kg de maconha e tinham chegado de um voo proveniente de Florianópolis (SC).
Investigação financeira

Para o superintendente regional da Polícia Federal do Rio, Tássio Muzzi, junto com as apreensões realizadas durante o ano, a PF tem feito um trabalho silencioso e muito eficiente no combate às drogas no país.

Segundo Muzzi, as ações de inteligência para identificar a origem dos recursos dos traficantes que alimentam o mercado desse crime têm sido intensificadas. “É a investigação financeira para reprimir não só com a apreensão de drogas, mas para descapitalizar as organizações criminosas. A prisão [do criminoso], embora seja importantíssima, a gente vê nas organizações criminosas, eles sendo substituídos. O recurso apreendido em investigação financeira é um impacto bem grande. Isso tem evoluído”, destacou.

“Fica com menos recurso para investir. A organização criminosa, embora ilícita, acaba sendo uma empresa. O custo-benefício fica menos vantajoso e, com isso, há menos incentivo para as pessoas buscarem esse caminho”, completou, destacando que nessa área a PF busca parcerias com outros órgãos de inteligência, inclusive dos estados.

 

Fonte Agência Brasil