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José Serra e a filha são denunciados por lavagem de dinheiro

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia, hoje (3), contra o senador José Serra (PSDB-SP) por lavagem de dinheiro à época que era governador de São Paulo. A filha do parlamentar, Verônica Allende Serra, também foi denunciada. Estão sendo cumpridos oito mandados de busca e apreensão para aprofundamento das investigações sobre o esquema em endereços em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Segundo a denúncia da força tarefa da Operação Lava Jato, em 2006 e 2007 Serra recebeu vários pagamentos da empreiteira Odebrecht em contas no exterior, em um total de R$ 4,5 milhões. O MPF disse que “supostamente” o dinheiro seria usado para pagamento de despesas das campanhas eleitorais do então governador.
Rodoanel

Em troca do dinheiro, Serra teria permitido que a Odebrecht, junto com outras empresas, operasse um cartel, combinando os preços das obras para a construção do trecho sul do Rodoanel, um anel rodoviário que circunda a região central da Grande São Paulo. “No caso da Odebrecht, essa atuação servia para se atingir a meta de lucro real estabelecida para sua participação nas obras do Rodoanel Sul, pelo superintendente Benedicto Júnior, de 12% sobre o valor do contrato, o qual só foi possível de atingir diante da inexistência de competição no certame licitatório, em razão da formação prévia de um cartel”, afirmam os procuradores na denúncia.

“Em outras palavras, o cartel, que veio a ser efetivamente estabelecido, prestou-se a maximizar os lucros desta empreiteira, do que defluiu não apenas um ganho econômico, como também maior disponibilidade de recursos ilícitos (decorrentes de contratação conquistada em ambiente de ausência de competitividade) para que ela, então, pudesse realizar pagamentos de propina que foram sendo ajustados com os agentes públicos no curso das obras”, enfatiza o texto ao explicitar o funcionamento do esquema.
Delação

A investigação mostra, a partir de documentos obtidos em cooperação com autoridades internacionais, que foram feitos diversos pagamentos usando uma rede de contas offshore (em locais com menor tributação). De acordo com os procuradores, eram feitas várias movimentações financeiras no exterior para dificultar o rastreio dos recursos.

Os contatos entre Serra e a Odebrecht eram, segundo o MPF, feitos por Pedro Augusto Ribeiro Novis, que foi vizinho do senador. O executivo assinou um acordo de colaboração com a Justiça. “Em razão dessa proximidade, cabia sempre a Pedro, em nome da Odebrecht, receber de José Serra, em encontros realizados tanto em sua residência quanto em seu escritório político, demandas de pagamentos, em troca de “auxílios” diversos à empreiteira, como os relativos a contratos de obras de infraestrutura e a concessões de transporte e saneamento de seu interesse”, denunciam os procuradores.

O MPF acusa ainda Verônica Serra de, seguindo as ordens do pai, ter ajudado a movimentar os recursos no exterior.
Bloqueio

Além dos mandados, o Ministério Público Federal informou que obteve autorização judicial para bloquear R$ 40 milhões em uma conta na Suíça. De acordo com a denúncia, Serra teria recebido da Odebrecht mais R$ 23,3 milhões em 2009 e 2010 para liberar R$ 191,6 milhões em pagamentos da estatal estadual Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa) à empreiteira.

Segundo a a assessoria do senador, Serra só tomou conhecimento da denúncia nesta sexta-feira e ainda está analisando o processo antes de se pronunciar.

Em nota, o senador José Serra afirma que os fatos que motivaram as ações de hoje são “antigos e prescritos”. Ele diz ainda que “causa estranheza” que os mandados sejam cumpridos em meio à pandemia de covid-19. “Em movimento ilegal que busca constranger e expor um senador da República”, enfatiza.

No comunicado, Serra destaca ainda que não cometeu atos ilegais e que sempre teve “integridade” na sua vida pública. O senador diz que “mantém sua confiança na Justiça brasileira, esperando que os fatos sejam esclarecidos e as arbitrariedades cometidas devidamente apuradas”.

Fonte Agência Brasil

INSS prorroga até 31 de outubro antecipação do BPC e auxílio-doença

O governo federal publicou um decreto autorizando o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a pagar antecipações de auxílios-doença e do Benefício de Prestação Continuada (BPC). A medida, publicada em seção extra do Diário Oficial da União (DOU) dessa quinta-feira (2), determina que as antecipações serão pagas até o dia 31 de outubro.

A Lei nº 13.982, que trata da autorização para antecipar o pagamento, estabeleceu o prazo de três meses, a partir de abril, para o pagamento de um salário-mínimo por mês para beneficiários do BPC e do auxílio-doença. A prorrogação publicada ontem tem por objetivo evitar a aglomeração de pessoas para atendimento presencial nas agências do INSS, em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

De acordo com o decreto, a concessão da antecipação do auxílio-doença no valor de um salário mínimo (R$ 1.045,00) se dará sem a realização de perícia médica. Para solicitar o benefício, o segurado deve anexar atestado médico junto ao requerimento, mediante declaração de responsabilidade pelo documento apresentado, por meio do portal ou aplicativo Meu INSS.

“O atestado médico deverá ser legível e sem rasuras e deverá conter as seguintes informações: assinatura e carimbo do médico, com registro do Conselho Regional de Medicina (CRM); informações sobre a doença ou a respectiva numeração da Classificação Internacional de Doenças (CID); e prazo estimado do repouso necessário”, informou o INSS.

O INSS informou ainda que a concessão do auxílio-doença continuará considerando os requisitos necessários, como carência, para que o segurado tenha direito ao benefício. Caso o valor do auxílio doença devido ao segurado ultrapasse um salário mínimo, a diferença será paga posteriormente em uma única parcela.

No caso do BPC, o INSS disse que a antecipação do benefício será paga com base nos dados de inscrição no Cadastro Único do Governo Federal (CadÚnico) e no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).

“Além disso, para ter direito à antecipação, o requerente deve se enquadrar nas regras de renda relacionadas ao grupo familiar, que pode ser de até um quarto do salário-mínimo. Vale destacar que a antecipação do valor acima mencionado se encerrará tão logo seja feita a avaliação definitiva do requerimento de BPC”, informou o INSS.

Fonte Agência Brasil

Bolsonaro sanciona lei que obriga uso de máscara

O presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que torna obrigatório o uso de máscaras de proteção individual em espaços públicos e privados, mas acessíveis ao público, durante a pandemia de covid-19. A Lei nº 14.019/2020 foi publicada hoje (3) no Diário Oficial da União e diz que as máscaras podem ser artesanais ou industriais.

A obrigação, entretanto, não se aplica a órgãos e entidades públicos. Esse e outros dispositivos foram vetados pelo presidente, que justificou que a medida criaria obrigação ao Poder Executivo e despesa obrigatória sem a indicação da fonte dos recursos.

Pelo texto publicado no Diário Oficial, a obrigatoriedade do uso da proteção facial engloba vias públicas e transportes públicos coletivos, como ônibus e metrô, bem como em táxis e carros de aplicativos, ônibus, aeronaves ou embarcações de uso coletivo fretados.

De acordo com a nova lei, as concessionárias e empresas de transporte público deverão atuar com o poder público na fiscalização do cumprimento das normas, podendo inclusive vedar a entrada de passageiros sem máscaras nos terminais e meios de transporte. O não uso do equipamento de proteção individual acarretará multa estabelecida pelos estados ou municípios. Atualmente, diversas cidades já têm adotado o uso obrigatório de máscaras, em leis de alcance local.

Os órgãos e entidades públicos, concessionárias de serviços públicos, como transporte, e o setor privado de bens e serviços deverão adotar medidas de higienização em locais de circulação de pessoas e no interior de veículos, disponibilizando produtos saneantes aos usuários, como álcool em gel.

O texto prevê que pessoas com transtorno do espectro autista, com deficiência intelectual, com deficiências sensoriais ou com quaisquer outras deficiências que as impeçam de fazer o uso adequado de máscara de proteção facial estarão dispensadas da obrigação do uso, assim como crianças com menos de 3 anos. Para isso, eles devem portar declaração médica, que poderá ser obtida por meio digital.
Vetos

O presidente Bolsonaro vetou ao todo 17 dispositivos do texto que foi aprovado no Congresso no dia 9 de junho, alegando, entre outras razões, que criariam obrigações a estados e municípios, violando a autonomia dos entes federados, ou despesas obrigatórias ao poder público sem indicar a fonte dos recursos e impacto orçamentário. As razões dos vetos, que também foram publicadas no Diário Oficial da União, serão agora analisadas pelos parlamentares.

Um dos trechos vetados diz respeito ao uso obrigatório de máscara em “estabelecimentos comerciais e industriais, templos religiosos, estabelecimentos de ensino e demais locais fechados em que haja reunião de pessoas”. Em mensagem ao Congresso, a Presidência explicou que a expressão “demais locais fechados” é uma “possível violação de domicílio por abarcar conceito abrangente de locais não abertos ao público”. Como não há possibilidade de vetar palavras ou trechos, o presidente vetou o dispositivo todo.

Também foi vetada a proibição da aplicação da multa pelo não uso da máscara à população economicamente vulnerável. Para a Presidência, ao prever tal exceção, mesmo sendo compreensível as razões, “o dispositivo criava uma autorização para a não utilização do equipamento de proteção, sendo que todos são capazes de contrair e transmitir o vírus, independentemente de sua condição social”.

A proposta aprovada pelo Parlamento também previa a obrigatoriedade do poder público de fornecer máscaras à população economicamente vulnerável, por meio da rede Farmácia Popular do Brasil. Além de criar despesa obrigatório, de acordo com a Presidência, “tal medida contrariava o interesse público em razão do referido equipamento de proteção individual não ter relação com o Programa Farmácia Popular do Brasil”.
Atendimento preferencial

Um dos artigos da nova lei garante ainda o atendimento preferencial em estabelecimentos de saúde aos profissionais de saúde e da segurança pública diagnosticados com covid-19.

Fonte Agência Brasil

 

Prorrogada inscrições para 75 mil vagas em cursos a distância

As inscrições para 75 mil vagas para capacitação a distância oferecidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que terminariam na última sexta-feira (26), foram prorrogadas até 24 de julho. As vagas – 25 mil por curso – são para as áreas de português, matemática e tecnologias da informação e comunicação (TICs).

As oportunidades gratuitas são direcionadas a alunos de graduação, da Universidade Aberta do Brasil (UAB) e concluintes do ensino médio. Os conteúdos dos cursos foram revisados e atualizados por especialistas de cada área. Todos têm duração de 60 horas e são certificados pela Capes.

Para se inscrever, os interessados devem preencher um cadastro na Plataforma Virtual de Aprendizagem do MEC (Avamec). “Os cursos são atualizados, com disciplinas fundamentais, e trazem a abordagem das tecnologias no ensino e aprendizagem”, disse o presidente da Capes, Benedito Aguiar.

O curso de português aborda os conceitos básicos de texto, processos e desafios da leitura e da escrita, além de interpretação e de escrita no meio acadêmico.
Matemática

Dividido em nove módulos, o conteúdo de matemática traz questões fundamentais da disciplina e pretende dar apoio técnico a alunos e desencadear reflexões que servirão de base e fundamentação tanto para aprendizagens subsequentes quanto para desenvolver produções de pesquisa, ensino, extensão e inovação.

Já o de tecnologias da informação e comunicação vai aprofundar o conhecimento sobre o cenário atual dos recursos tecnológicos e potencializar a qualificação na área da tecnologia digital.

É composto por cinco módulos: O Estudante de EaD: como se Organizar para os Estudos em Ambiente Virtual de Aprendizagem, Sociedade em Rede, Educação a Distância, Mídias na Educação e Evolução Tecnológica: Computadores e Dispositivos Móveis.

 

 

Fonte Agência Brasil

 

 

PF desarticula quadrilha que confeccionava cédulas falsas

 

A Polícia Federal (PF) prendeu ontem (2), no interior de São Paulo, três pessoas que faziam parte de uma quadrilha responsável pela impressão de cédulas falsas de 10, 20, 50 e 100 reais. De acordo com a PF, a quadrilha, que fabricava essas notas com ótima qualidade, já vinha sendo investigada em Birigui e Araçatuba há mais de um ano na Operação Matriz 188. Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão nas duas cidades e todos os integrantes já tinham passagem criminal por esses e outros crimes.

Segundo a PF, a organização usava máquinas diversificadas e técnicas gráficas diversas para simular os itens de segurança das cédulas verdadeiras. “Há também suspeita de que possuam matrizes de cédulas de dólar, o que ainda está sendo objeto de investigação”, diz a PF.

As investigações da PF mostraram que nos últimos três anos, a quadrilha colocou em circulação milhares de cédulas falsas. As notas apreendidas e retiradas no comércio chegam a 996 exemplares de 10 reais; 58.738 de 20 reais; 15.234 de 50 reais; e 3.012 de 100 reais. Nesta soma não entram as notas apreendidas ontem. “No total foram produzidas até o momento, por esta organização criminosa, 77.980 cédulas falsas, somando mais de R$ 2 milhões em dinheiro falso retirado do mercado brasileiro”, esclareceu a Polícia Federal.

Um dos integrantes da quadrilha permanece foragido, porque não foi encontrado em sua casa. Emtretanto, no local foram encontradas notas que seriam vendidas pela internet e enviadas pelo correio. Segundo a PF, no laboratório encontrado na casa desse integrante havia cédulas prontas e em fase de confecção, impressão e acabamento. “Também foi apreendida grande quantidade de aparatos para falsificação de moeda, como papéis, impressoras, tintas, equipamento gráfico pesado e material de acabamento”.

Os detidos serão encaminhados para a Cadeia Pública de Penápolis, no interior de São Paulo e se julgados culpados responderão pelos crimes de moeda falsa, cuja pena é de 3 a 12 anos de reclusão e pelo delito de organização criminosa, com pena de 3 a 8 anos de reclusão.

Fonte Agência Brasil

MPRJ ajuiza ação contra Fundação Leão XIII por superfaturar cestas básicas

O Ministério Público do Rio de Janeiro ajuizou ação civil pública de improbidade administrativa contra a Fundação Leão XIII, dois dirigentes da entidade e a empresa Cesta de Alimentos Brasil. De acordo com a ação, foram identificas ilegalidades graves, como sobrepreço e superfaturamento, no contrato celebrado entre a fundação e a empresa para o fornecimento de 200 mil cestas básicas para o projeto Mutirão Humanitário. O contrato, no valor de R$ 21,6 milhões, foi firmado sem licitação.

O Mutirão Humanitário foi criado pelo governo do estado para distribuir, em caráter emergencial durante a pandemia de covid-19, cerca de 1 milhão de cestas básicas a famílias em situação de vulnerabilidade social, inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico).

As investigações mostraram que a coleta de propostas de preços foi feita por meio de solicitação de cotação aos fornecedores cadastrados no Sistema Integrado de Gestão de Aquisições do Estado do Rio de Janeiro (Siga).

Os documentos anexados à ação mostram que foram remetidos e-mails a 53 fornecedores cadastrados no Siga e a um fornecedor não cadastrado, com retorno de apenas três sociedades empresariais, entre elas, a que não estava registrada no sistema, causando estranheza o fato de que 51 empresas não tenham respondido ao chamamento, mesmo que para manifestar o desinteresse em apresentar proposta.

A 4ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania da Capital contatou 34 dessas sociedades empresariais e obteve retorno de 11 delas. As empresas disseram não ter sido consultadas pela Fundação Leão XIII, fato que comprova a má-fé dos demandados em tentar conferir legitimidade para a contratação, segundo o MP.
Suspensão do pagamento

Diante das supostas ilegalidades, o MP pede que a Justiça determine, em caráter de urgência, que a Fundação Leão XIII abstenha-se de efetivar o pagamento à sociedade empresária Cesta de Alimentos Brasil Ltda, do valor correspondente ao sobrepreço apurado, que soma R$ 2,8 milhões, o qual leva em conta o valor apurado por cesta (R$ 14,26). O MP pede que os pagamentos remanescentes para quitação total do contrato não ultrapassem R$ 1 milhão.

Além disso, o MP quer que a fundação deixe de realizar novos processos de compra e de celebrar novos contratos de aquisição de cestas básicas, por consistir em desvirtuamento da função institucional da Fundação Leão XIII.

A Fundação Leão XIII tem por finalidade proporcionar assistência aos grupos populacionais de baixa renda, em especial os residentes em favelas, conjuntos habitacionais, e localidades da periferia, por meio de programas sociais e de apoio à saúde, visando prioritariamente a elevação do nível de vida, integração social e o resgate da cidadania.
Defesa

Por meio de nota, a Cesta de Alimentos Brasil (CAB) esclarece “que foi convidada a apresentar proposta de preços para fornecimento de cestas de alimentos e material de limpeza, sagrando-se vencedora por apresentar menor preço, compatível com tabela de preços do Tribunal de Contas do Estado e da FGV [Fundação Getulio Vargas]. Além disso, o MP realizou visita técnica na unidade da empresa, constatando a plena capacidade de fornecimento, estrutura e logística compatíveis com o pedido efetuado.”

Ainda no documento, a empresa afirma ter cumprido suas obrigações de forma ética e transparente e se coloca à disposição para prestar esclarecimentos às autoridades.
Fundação Leão XIII

Em nota, a Fundação Leão XIII reconhece a importância do papel do Ministério Público na fiscalização, mas considera a acusação açodada e descabida. A fundação afirma ter enviado proposta a 53 empresas cadastradas, mas só recebido respostas de três delas.

A entidade afirma ainda ter consultado as tabelas de compras do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do painel de compras do governo federal e ter feito a aquisição por valor inferior ao teto sugerido pelos dois órgãos.

“Todo o processo de compras já foi auditado pela Controladoria Geral do Estado (CGE), que descartou a possibilidade de sobrepreço. Sendo assim, a Fundação Leão XIII acredita que tudo será esclarecido pela Justiça”, diz o documento.

Fonte Agência Brasil

Restrição para operações policiais no Rio continua no mês de julho

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin que restringiu a realização de operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro durante o período da pandemia de covid-19 vai continuar válida por mais um mês. Em função do período de recesso durante o mês de julho na Corte, o julgamento definitivo da questão será retomado somente no dia 7 de agosto.

No dia 5 de junho, Fachin, que é relator da ação, atendeu ao pedido de liminar feito pelo PSB para restringir as ações. O processo ação foi protocolado pelo partido em novembro do ano passado. Uma das motivações foi a morte da menina Ágatha Vitória Sales Félix, de 8 anos, no Complexo do Alemão, no dia 20 de setembro de 2019. Em maio, o partido voltou a pedir uma liminar para suspender as operações devido a outros casos de pessoas que foram baleadas em novas operações.

No entendimento do ministro, as operações poderão ser deflagradas somente em casos excepcionais. A polícia ainda deverá justificar as medidas por escrito e comunicá-las ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, órgão responsável pelo controle externo da atividade policial.

Após ter concedido a liminar, Fachin submeteu a decisão ao plenário do STF, cujo julgamento de forma virtual começou no dia 26 de junho, mas foi interrompido por pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes e pelo recesso de julho na Corte. Até o momento, o relator e os ministros Marco Aurélio e Ricardo Lewandowski votaram para manter a suspensão.

Após a decisão do ministro, algumas operações que se enquadraram nas exceções definidas foram realizadas pela Polícia Militar do Rio, após serem comunicadas ao MP.

Fonte Agência Brasil

Hospital de campanha de Casimiro de Abreu é desmontado sem ser inaugurado

Assim como o hospital de campanha de Campos dos Goytacazes, a unidade de Casimiro de Abreu, no interior do Rio, também teve a sua estrutura desmontada antes mesmo de ser inaugurada. Após meses de atraso para ser entregue, o governo divulgou que somente os hospitais de Duque de Caxias, Nova Friburgo e Nova Iguaçu serão concluídos.

Tanto em Casimiro de Abreu quanto em Campos dos Goytacazes, caso haja necessidade de ampliar os leitos de atendimento dos pacientes com Covid-19, a Secretaria Estadual de Saúde afirmou que planeja pactuar a utilização de leitos na rede privada de saúde. As negociações já foram iniciadas para realizar este acordo.

Apesar destas duas unidades terem sido desmontadas, o secretário de Saúde do Rio de Janeiro, Alex Bousquet, afirmou que os hospitais de campanha não vão parar. “Mesmo com o contrato com a OS judicializado, estamos mantendo a assistência à população nas unidades Maracanã e São Gonçalo, e vamos concluir as unidades da Baixada Fluminense e da Região Serrana. Em uma retomada do crescimento dos números da epidemia, estaremos a postos para expandir a oferta”, afirmou Bousquet, ressaltando que, com a decisão, o Governo do Estado está economizando R$ 500 milhões no contrato com Iabas, que tinha valor inicial de R$ 835 milhões e foi revisto para R$ 770 milhões.

De acordo com o balanço da Secretaria Estadual de Saúde, o Rio de Janeiro possui 10.332 mortes por conta da pandemia do novo coronavírus e 116.823 casos confirmados. Casimiro de Abreu possui 10 mortes e 362 casos confirmados da doença.

 

 

 

Procurado ex-PM suspeito de assassinato

O Portal dos Procurados divulgou, nesta quinta-feira, um cartaz para ajudar a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) e a 66ª DP (Piabetá), com informações que levem à prisão do ex-policial militar Renato de Abreu, o ‘Renatinho do Rancho’, de 66 anos, por um homicídio em 2017. Ele é considerado foragido da Justiça.
De acordo com agentes, o crime aconteceu na Avenida Virgínia Lane, no Parque dos Artistas, em Magé. Na época, militares foram acionados para ir ao local, e, chegando lá, encontraram um homem identificado como Luiz Ricardo Chrisóstomo do Rio, também conhecido como ‘Português’, com perfurações pelo corpo.
Testemunhas relataram a polícia que Renato teria sido o autor do crime. No local em que aconteceu o assassinato, foram apreendidas munições de calibre .38.
A polícia expediu um mandado de prisão contra Renatinho pelo crime de homicídio. A polícia pede que quem tiver qualquer informação a respeito da localização do foragido, entre em contato pelos números (21) 98849-6099; (21) 2253-1177, ou pelas redes sociais.

Dólar fecha a R$ 5,35


A divulgação de indicadores econômicos positivos nos Estados Unidos não animou o mercado financeiro brasileiro. Depois de começar o dia em baixa, o dólar reverteu o movimento e passou a subir. A bolsa de valores iniciou a sessão com forte alta, mas desacelerou ao longo das negociações e encerrou praticamente estável.

O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (2) vendido a R$ 5,35, com alta de R$ 0,032 (+0,6%). A divisa abriu em queda e aproximou-se de R$ 5,27 por volta das 11h30, mas passou a subir a partir do fim da manhã. O dólar comercial acumula alta de 33,32% em 2020.

O euro comercial fechou o dia vendido a R$ 6,01, com alta de 0,55%. A libra esterlina comercial subiu 0,66% e encerrou vendida a R$ 6,684.
Bolsa

O dia foi marcado por oscilações na bolsa. O índice Ibovespa, da B3 (a bolsa de valores brasileira), fechou esta quinta-feira aos 96.235 pontos, com leve alta de 0,03%. Durante a manhã, o indicador chegou a operar com alta de mais de 1%, mas alternou momentos de ganhos e de perdas durante a tarde.

O Ibovespa seguiu o mercado norte-americano. O índice Dow Jones, da bolsa de Nova York, encerrou o dia com alta de 0,36%.

No início da manhã, a divulgação de que a economia norte-americana criou 4,8 milhões de empregos em junho, com o segundo mês seguido de alta, animou os mercados globais ao indicar que a recuperação da maior economia do planeta está se acelerando. No entanto, o aumento de casos de covid-19 nos Estados Unidos pressionou os mercados financeiros em todo o planeta durante a tarde.

Há várias semanas, mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia do novo coronavírus. Nos últimos dias, os investimentos têm oscilado entre possíveis ganhos com o relaxamento de restrições em vários países da Europa e em regiões dos Estados Unidos e contratempos no combate à doença.

Fonte Agência Brasil

Agência Brasil