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Bolsonaro continua positivo para covid-19


O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (15), em uma transmissão nas redes sociais, que realizou um novo exame para covid-19 e o resultado se manteve positivo. O presidente está se tratando desde o último dia 7 de julho, quando teve a confirmação da doença. Ele segue em isolamento no Palácio da Alvorada, residência oficial, de onde tem se reunido com ministros por videoconferência.

“Ontem de manhã fiz o exame, à noite deu resultado que eu ainda estou positivo para o coronavírus, então a gente espera que, nos próximos dias, eu faça um novo exame e, se Deus quiser, dê tudo certo para a gente voltar logo à atividade”, afirmou o presidente, momentos antes de participar do arriamento da bandeira, no gramado do Palácio da Alvorada.

Na transmissão, que durou pouco mais de 4 minutos, Bolsonaro falou sobre os sintomas que teve e voltou a dizer que tem tomado a hidroxicloroquina para o tratamento da covid-19. O medicamento não tem eficácia científica comprovada contra a covid-19 e seu uso por pacientes no tratamento da doença gera controvérsias entre médicos.

“Quero dizer a todos vocês que, graças a Deus, estou muito bem. Fui medicado desde o início com a hidroxicloroquina, com a recomendação médica para isso. Senti melhora no dia seguinte. Não tive nenhum sintoma forte. Uma febre pequena, na segunda-feira retrasada, 38 graus, um pouco de cansaço, umas dores musculares, e no resto tudo bem. Coincidência ou não, sabemos que não tem nenhuma comprovação científica, mas deu certo comigo”, afirmou.

“Não existe nenhum medicamento no mundo que tem comprovação científica constatada. Não to fazendo nenhuma campanha por medicamento. Eu não recomendo nada, eu recomendo que você procure seu médico e converse com ele”, acrescentou Bolsonaro, que disse ainda que a hidroxicloroquina foi receitada a ele por um médico. Desde que teve a infecção pelo novo coronavírus confirmada, ele está sendo acompanhado pela equipe médica da Presidência da República.

Fonte Agência Brasil

Disney World reabre as portas mesmo com expansão da Covid-19


Dois parques de entretenimento do complexo Disney World reabriram neste sábado, 11, em Orlando depois de quatro meses fechados, em um momento em que a pandemia acelera na Flórida, com o registro diário de milhares de novos casos do novo coronavírus.

Pela manhã, antes da abertura do Magic Kingdom, que recebeu o público junto com o Animal Kingdom, centenas de pessoas fizeram filas junto dos acessos.

EPCOT Center e Hollywood Studios voltarão a receber visitantes a partir de quarta-feira no complexo que ocupa uma área de quase 103 km2, praticamente o dobro da superfície da ilha de Manhattan.

Todos os presentes neste sábado tinham reservado suas entradas, um requisito da Disney para controlar a quantidade de pessoas no parque, levando em conta o distanciamento social. Os acessos para julho já esgotaram.

A gigante do entretenimento estabeleceu um protocolo adaptado aos riscos de propagação do coronavírus, que inclui medição de temperatura no acesso, uso obrigatório de máscaras, dispositivos com álcool em gel e distância de dois metros em cada atração do parque ou dentro das lojas.

A Disney lançou uma campanha preventiva com os personagens do filme “Os Incríveis” e suspendeu, até segunda ordem, os famosos desfiles em que crianças e adultos encontram os personagens de suas produções cinematográficas, assim como o show noturno de fogos de artifício.

Nas redes sociais, muitos criticaram a decisão de reabrir o parque enquanto a Flórida experimenta uma expansão da pandemia.

O estado do sudeste dos Estados Unidos registrou 10.383 novos casos nas últimas 24 horas, não muito longe do pico alcançado em 4 de julho (11.458) e somou 95 mortes.

O governador da Flórida, o republicano Ron DeSantis, decidiu iniciar a saída do confinamento em 4 de maio, antes da maioria dos estados do país.

Na quinta-feira, o diretor do Instituto Americano de Doenças Infecciosas, Anthony Fauci, disse que a Flórida tinha saído da contenção antes que os indicadores de saúde pública permitissem dar o sinal verde.

DeSantis questionou este diagnóstico e disse que sua decisão era justificada pelos números de infecções na época.

No fim de junho, o governador voltou atrás e determinou o fechamento dos bares no estado, em uma tentativa de limitar a propagação do vírus, mas as cifras de contágio continuaram aumentando.

Theatro Municipal do Rio comemora 111 anos com lives na internet

O Theatro Municipal do Rio de Janeiro (TMRJ) comemora 111 anos de nesta terça-feira (14) com uma intensa programação virtual. Como presente, está recebendo 111 depoimentos de artistas de várias expressões culturais do país e de funcionários da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (SECEC-RJ), como o da camareira mais antiga, Leila Lopes, há 23 anos no teatro. Os depoimentos serão publicados diariamente no site do TMRJ, até o final do mês.

Em entrevista à Agência Brasil, o presidente do TMRJ, Aldo Mussi, destacou que o Municipal “é uma casa de todos”. Para ele, a repetição do número 1, repetido três vezes, “me leva a pensar que, depois de tudo que a gente viveu nesses 111 anos, começar após essa pandemia planetária significa que nós estamos em um recomeço mesmo, de voltar as nossas atenções para os artistas, para o fazer da arte, para a necessidade dessa arte continuar a ser exibida, não importam os meios”.

Vivência

Para a funcionária na ativa com mais idade, Irene Orazem, de 80 anos, há 72 anos trabalhando no local, o Theatro Municipal “é minha vida”. Irene entrou na antiga escola de dança do teatro com 8 anos de idade; aos 15 anos, passou a integrar o corpo de baile, em 1955. Foi solista, professora, ensaiadora, diretora da Divisão de Dança e, atualmente, é responsável pela produção de figurinos dos balés e óperas. “Dancei todos os balés possíveis que foram montados. Viajei pelo Brasil com o balé. Para mim, o Theatro é o meu dia a dia, meu pão, minha família. Também é a minha casa porque, com 8 anos, 10 anos, eu já estava em cena. É uma vivência muito grande passando por várias fases e obras do Theatro”.

Irene lembrou, contudo, que a situação hoje não é boa. “Já vínhamos sofrendo muito antes da pandemia”, disse, referindo-se aos problemas financeiros do governo fluminense que impactaram inclusive no pagamento de salários. Com a pandemia, a situação ficou pior. “Parar de dançar é difícil”. É uma coisa que ela sente muito pelas futuras gerações. Segundo Irene, os concursos para entrar bailarinos mais jovens estão suspensos.

Destaques

Mussi salientou que os artistas da casa estão sempre se modernizando e, agora, partem para as apresentações virtuais. “A gente vai fazer uma coisa simplificada, não simples, porque tem coisas muito importantes, porém, com muito amor de todo mundo”. O exemplo foi dado por essas 111 personalidades da cultura nacional que se dispuseram a falar sobre o Municipal, pelos bailarinos que fizeram uma releitura do Lago dos Cisnes, chamada À Margem. Os músicos da Orquestra Sinfônica do TMRJ e alguns convidados estão preparando também uma apresentação, misturando um concerto de Bach com samba.

O Municipal prepara um quiz educativo que será lançado gratuitamente no dia do aniversário através das redes sociais e do site. O quiz consiste em mostrar a imagem de um camafeu com grandes figuras do mundo das artes, entre os quais escritores, dramaturgos e compositores, e ver se a criança descobre quem é.

Ao longo do dia 14, serão realizadas três lives: às 11h, às 15h, e a de encerramento, às 18h. O tema será o destino da cultura pós-pandemia e a história do Theatro Municipal. Na série gravações históricas, haverá uma edição especial com gravações de cantores que participaram da primeira temporada lírica do Municipal do Rio, em 1910.

Exposição

Será lançada também a Copa de Fotografia 2020, com fotógrafos profissionais e amadores de todo o estado. É um concurso que existe desde 2018 e do qual o Theatro Municipal foi tema nos anos anteriores. A edição deste ano terá duas categorias. Na primeira, os participantes dos anos passados podem inscrever uma foto antiga, que não tenha participado dos outros concursos.

Na segunda, denominada Lembrança do Municipal, o público poderá enviar uma foto do seu acervo pessoal referente ao Municipal do Rio de Janeiro, que tenha sido tirada em uma visita guiada ou em um espetáculo e que seja publicada nas redes sociais com a hastag #111anostheatromunicipal. “As melhores fotos serão expostas nas nossas redes e concorrerão a prêmios”, disse Aldo Mussi.

Vídeos

A programação comemorativa inclui ainda o lançamento de vídeos feitos especialmente para o aniversário. Um deles é À Margem, uma produção dos bailarinos do Corpo de Baile do TMRJ, com seis episódios que serão exibidos na íntegra no dia 14, em comemoração aos 111 anos. Inspirada no ballet O Lago dos Cisnes, a série é dirigida pela coreógrafa Patrícia Miranda.

Na semana do aniversário, o Centro de Documentação (Cedoc) do Theatro Municipal vai disponibilizar a exposição sobre Antônio Francisco Braga, o primeiro maestro da Orquestra Sinfônica, com acervo com vídeos, fotos e programas dos quais Braga participou. “Ao longo do mês, vamos soltando algumas surpresinhas que vão aparecer”, prometeu Aldo Mussi.

Entre as personalidades que já gravaram depoimentos sobre o TMRJ estão Gilberto Gil, Glória Pires, o maestro Isaac Karabitchevsky, Tatiana Leskova, Fafá de Belém, Haroldo Costa, Vera Fischer, Totia Meireles, Renata Sorrah, Marcelo Antony, Ary Coslov, João Donato, Toni Garrido, Lenine.

Fonte Agência Brasil

Anvisa não recomenda ivermectina contra a Covid-19

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se posicionou sobre a informação de que algumas prefeituras do Brasil distribuirão o medicamento ivermectina como forma de tratamento e até prevenção à Covid-19. Segundo o órgão ligado ao Ministério da Saúde, o uso da substância não é recomendado para a doença causada pelo coronavírus. Não há comprovação de eficácia do medicamento no combate da doença.

“Ressaltamos que a automedicação pode representar um grave risco à sua saúde. O uso de medicamentos sem orientação médica e sem provas de que realmente estão indicados para determinada doença traz uma série de riscos à saúde”, disse a entidade, em comunicado ontem (9). Ainda de acordo com a agência, “não existem estudos conclusivos que comprovam o uso desse medicamento para o tratamento da Covid-19”.

A ivermectina é um agente antiparasitário aprovado em 1999, que, nos últimos anos, demonstrou ter atividade antiviral in vitro contra uma ampla gama de vírus. Até o momento, existem 26 estudos clínicos propostos para avaliar a eficácia desse produto, tanto com propostas de atuação na prevenção quanto no tratamento da Covid-19. “Mas não existem, ainda, resultados conclusivos sobre a eficácia da ivermectina no combate à covid-19. Também não existem dados que indiquem qual seria a dose, posologia ou duração de uso adequada para impedir a contaminação ou reduzir a chance de gravidade da doença”, acrescenta o órgão.

Morre em acidente de carro o ambientalista Alfredo Sirkis

O ambientalista, político, jornalista e escritor Alfredo Sirkis morreu nesta sexta-feira (10), em um acidente de carro no Arco Metropolitano , na Baixada Fluminense. Sirkis, de 69 anos, morreu no local.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, Sirkis estava sozinho no veículo, um Volkswagem Polo, e seguia em direção à Via Dutra. Na altura do km 74, o carro saiu da pista, bateu em um poste e capotou na BR 493, no Arco Metropolitano, em Nova Iguaçu. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente ocorreu por volta das 14h20.

Sirkis se notabilizou na luta pelo meio ambiente. Foi deputado federal pelo Rio de Janeiro entre 2011 e 2014. Era diretor executivo do Centro Brasil no Clima (CBC) e foi coordenador do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima de 2016 e 2019.

Na Câmara Federal, presidiu a Comissão Mista de Mudança do Clima do Congresso Nacional e foi um dos vice-presidentes da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional.

Antes disso, foi vereador em quatro mandatos no Rio de Janeiro, secretário municipal de Urbanismo e secretário municipal de Meio Ambiente, entre 1993 e 1996, na cidade do Rio. Foi membro da delegação brasileira às conferências do Clima de Montreal, Bali, Copenhagen, Durban, Varsóvia, Lima, Paris, Marrakech e Bonn.

Integrou as comissões executivas do International Council for Local Environmental Initiatives e do Metrópolis. Foi um dos fundadores do Partido Verde e um dos líderes do movimento ecológico no Brasil.

Como jornalista e escritor, foi autor de nove livros, incluindo Os Carbonários, vencedor do Prêmio Jabuti de 1981. Sirkis iniciou seu trabalho no jornalismo em 1973, em Paris, onde estava exilado, no jornal Libération, dirigido pelo escritor Jean-Paul Sartre.

Sirkis era conhecido pelo bom trânsito com políticos dos mais variados espectros, sempre aberto ao diálogo, mas sem deixar suas convicções de lado, principalmente a luta pelo meio ambiente.

 

PM procura capitão acusado de integrar milícia

Já é considerado foragido da Justiça o capitão da Polícia Militar do Rio de Janeiro Leonardo Magalhães Gomes da Silva, acusado de comandar uma milícia que age na região das Vargens Pequena e Grande, na zona oeste da cidade. Conhecido como Capitão, o oficial, que está sem função na PM, foi alvo hoje (9) da Operação Porto Firme, desencadeada pelo Grupo de Atuação Especializada contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio, em conjunto com a Delegacia de Homicídios da capital e a Corregedoria da PM.

A 1ª Vara Especializada da capital expediu mais 15 mandados de prisão preventiva e 51 de busca e apreensão em endereços ligados ao grupo de milicianos. A Polícia Civil prendeu, até o fim da tarde, cinco pessoas com mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.

 

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Na operação, foi preso em casa o cabo PM Fernando Mendes Alves, conhecido como Biro, que era responsável pela proteção aos demais membros do grupo, para que forças externas não os incomodassem, inclusive intervindo em ações da Polícia Civil. Ele trabalhava na Operação Centro Presente e tinha posição de destaque no grupo de milicianos. O capitão e o cabo da PM são acusados de integrar organização criminosa responsável por crimes como tráfico de drogas e de armas de fogo, extorsão, homicídios, agiotagem e corrupção ativa.

A investigação teve início com a apuração do assassinato de Marcus Vinícius Calixto, em 2018, em Vargem Grande, por contrariar interesses do grupo criminoso.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, os investigadores constataram que a organização, conhecida na região por atuar com extrema violência e com largo emprego de armas de fogo, não guardava em suas atividades uma separação rígida entre as tarefas atribuídas a seus integrantes, sendo possível, no entanto, identificar e destacar a hierarquia e a predominância no desempenho de funções de cada um, critério este usado para a divisão do grupo em núcleos.

“Logo abaixo do comando exercido por Capitão, apoiado por Biro, com atribuições de interferência no trabalho das autoridades públicas, além da orientação e decisão dos rumos a serem tomados pelo grupo, estava o núcleo gerencial, exercido por três de seus membros, com posição hierárquica mais alta que os demais componentes, e, em seguida, o núcleo operacional, composto por todos os demais membros do bando, exercendo tarefas tais como as de “vapor” e “olheiro”, diante da principal atividade econômica do grupo, a venda de entorpecentes. Também foi constatado que o grupo executava ações destinadas à proteção de seus integrantes contra inimigos, agindo com violência, intimidação ou até mesmo com a eliminação dos inimigos”, diz a denúncia.

Na ação foi presa também Ana Lúcia da Silva Alves, de 54 anos, mãe de Gabriel da Silva Alves, considerado o número 3 na hierarquia da milícia. Ela foi presa em casa, em Vargem Grande. O filho está foragido. Em interceptação telefônica autorizada pela Justiça, os investigadores descobriram que Ana Lúcia ordenou a morte de policiais civis que investigavam a quadrilha.
Portal dos Procurados

Para ajudar a Delegacia de Homicídios da Capital, o Portal dos Procurados do Disque Denúncia divulgou nesta quinta-feira um cartaz com informações que podem levar à localização e prisão do oficial do capitão Leonardo Magalhães Gomes da Silva, que tem 33 anos.

Ele está com a prisão preventiva decretada pela Justiça e é considerado foragido da Justiça, por integrar milícia na zona oeste do Rio.
tráfico

Estão presos:

Fernando Mendes Alves, conhecido como Biro;
Ana Lúcia Silva Alves;
Celso Marcelino da Silva, de 29 anos;
Pedro Caíque Barbosa Pereira, de 27 anos;
Marlon Ferreira dos Santos Costa, conhecido como Baiano, de 29 anos.

“A principal diferença desta organização criminosa é que, além deles cometerem os crimes tradicionais de milícia, como extorsões, ameaças e homicídios, eles também praticam o crime de tráfico de entorpecentes. Para nós é muito ruim saber que estas organizações criminosas possuem policiais envolvidos em seus quadros”, explicou o delegado Antônio Ricardo, diretor do Departamento-Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa.

Fernando Mendes Alves, conhecido como Biro, que trabalhava no programa Segurança Presente, seria o segundo na hierarquia do grupo.

UFRJ inicia aulas remotas para graduação

O Conselho Universitário (Consuni) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) aprovou hoje (9) o estabelecimento do período letivo excepcional na instituição, com aulas remotas para a graduação e a pós-graduação. Ressaltou, entretanto, que a adesão às atividades pedagógicas não presenciais é facultativa aos estudantes.

Para os cursos de graduação em medicina, fonoaudiologia, fisioterapia e terapia ocupacional, todos da Faculdade de Medicina, do campus Cidade Universitária e do campus Aloisio Teixeira, em Macaé, norte fluminense, as aulas começarão já na próxima segunda-feira (13), com término previsto em 31 de outubro. Para todos os demais cursos, o início das aulas remotas está programado para o dia 10 de agosto próximo, com encerramento também em 31 de outubro.

O Consuni autorizou o Conselho de Ensino de Graduação (CEG) a alterar o calendário acadêmico caso as condições de inclusão digital não estejam ainda implementadas.
Pós-graduação

Para a pós-graduação, os cursos organizados em dois períodos letivos (regime semestral) terão o primeiro período letivo começando no dia 3 de agosto, com término em 14 de novembro. O segundo período letivo começará em 30 de novembro, encerrando-se em 27 de março de 2021.

Os cursos organizados em regime bimestral têm as seguintes datas de início e encerramento previstas: 1º período letivo 3 de agosto e 19 de setembro; 2º período letivo 28 de setembro e 19 de novembro; 3º período letivo 30 de novembro e 30 de janeiro de 2021; e 4º período letivo 8 de fevereiro de 2021 e 1º de abril de 2021.

Para os cursos organizados em quatro períodos letivos (regime trimestral), foram estabelecidos dois calendários. O calendário número 1 estabeleceu as seguintes datas para início e término: 1º período letivo 6 de julho de 2020 e 3 de outubro; 2º período letivo 13 de outubro e 16 de janeiro de 2021; 3º período letivo 1º de fevereiro de 2021 e 24 de abril de 2021. O 4º período letivo não tem atividades acadêmicas.

Já o calendário número 2 prevê as seguintes datas de começo e encerramento das aulas: 1º período letivo 3 de agosto e 3 de outubro de 2020; 2º período letivo 13 de outubro e 19 de dezembro de 2020; 3º período letivo 4 de janeiro de 2021 e 27 de fevereiro de 2021; e o 4º período letivo 8 de março e 24 de abril de 2021.
Pandemia

A adoção do calendário de retorno às aulas remotas foi influenciada pela pandemia do novo coronavírus, que modificou as práticas de trabalho em todo o mundo, inclusive na UFRJ, informou a reitoria, por meio de sua assessoria de imprensa. “O retorno às atividades presenciais e ao ensino semipresencial ou presencial só será possível quando as condições sanitárias permitirem. Assim, a universidade seguirá os protocolos oficiais aprovados pelos colegiados superiores da UFRJ”.

Os estudantes que não optarem pelas atividades pedagógicas não presenciais terão o direito de retomar suas atividades acadêmicas presenciais após o restabelecimento do calendário acadêmico regular da universidade.

O Conselho de Ensino de Graduação (CEG) vai autorizar, em caráter excepcional, o trancamento de disciplinas e de matrícula, com a interrupção da contagem do prazo máximo de integralização do curso. Será possível também a inscrição em disciplinas de estudantes que possuam débitos referentes à retenção indevida de livros de bibliotecas ou de qualquer outro material de ensino pertencente à UFRJ. Além disso, não haverá reprovação por frequência durante os períodos letivos excepcionais.
Estágios

A resolução do Consuni definiu também que os estágios poderão ser realizados de forma remota, respeitadas as especificidades de cada curso ou atividade profissional, com a devida autorização da instância acadêmica responsável pelo curso de graduação, em acordo com a instância acadêmica responsável pelo estágio, quando couber.

Haverá a realização de aulas assíncronas e síncronas. Aulas síncronas são aulas cuja interação entre o professor e os alunos acontece em tempo real, porque todos precisam estar ao mesmo tempo e no mesmo ambiente virtual. Essas aulas, preferencialmente, deverão ter sua gravação disponibilizada, respeitados os direitos de imagem de quem elaborou o material didático-pedagógico.

A UFRJ disponibilizará ferramentas de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) aos estudantes para que seja possível o acompanhamento dos conteúdos ministrados na graduação e pós-graduação. Aos estudantes com deficiências serão oferecidos recursos de acessibilidade necessários que permitam o acompanhamento dos conteúdos.

Na pós-graduação, serão oferecidas turmas de disciplinas regulares por meio remoto, de disciplinas de leitura ou de outras atividades curriculares, com avaliação remota ou presencial, posteriormente.

De acordo com a Resolução CEPG 05/2020, será possível o trancamento justificado por motivo de pandemia, a qualquer momento, aos alunos participantes de disciplinas ministradas remotamente durante o período de excepcionalidade. Nenhum estudante poderá ser penalizado por não aderir a disciplinas ou atividades remotas, ressaltou a UFRJ.
Internet

Por meio da Pró-Reitoria de Políticas Estudantis (PR-7), a universidade estabeleceu política de inclusão digital para o corpo discente, por meio do edital Auxílio Emergencial COVID-19 – Inclusão Digital. O objetivo é fornecer aos estudantes com renda familiar de até um salário mínimo e meio as condições técnicas necessárias para o acesso à internet, com a distribuição de chip ou chip mais modem, sempre com franquia para uso de dados pela rede móvel.

Serão distribuídos, ao todo, 13 mil kits internet, sendo 12 mil para os estudantes de graduação e o restante para a pós-graduação. Estão previstos também cerca de 200 kits internet para estudantes da educação básica.

Os estudantes podem se inscrever para receber os kits internet no endereço portalaluno.ufrj.br.

 

Fonte Agência Brasil

Projeto Ilhas do Rio inicia nova fase de pesquisas

Com novos parceiros e patrocinadores e curadoria técnica da organização não governamental (ONG) internacional WWF-Brasil, o Projeto Ilhas do Rio inicia hoje (9) nova fase de pesquisas. Criado em 2010 pela ONG Instituto Mar Adentro, o projeto dá sequência ao levantamento da biodiversidade do Monumento Natural das Ilhas Cagarras (MoNa Cagarras), com patrocínio da Associação IEP (AIEP) e da empresa de investimentos JGP.

As novidades serão apresentadas na tarde desta quinta-feira), com transmissão ao vivo, a partir das 17h, nos canais oficiais do projeto no Facebook e no YouTube e também nos canais dos parceiros institucionais.

O presidente do Conselho Diretor do Instituto Mar Adentro e coordenador do Projeto Ilhas do Rio, Clerio Aguiar, disse à Agência Brasil que a nova fase englobará pesquisas sobre tartarugas marinhas e mastofauna terrestre, esta visando ao controle das espécies invasoras do local, como morcegos, roedores e coelhos.

Além disso, terão continuidade trabalhos como o acompanhamento de cetáceos (baleias e golfinhos) e a pesquisa para retirada do capim-colonião invasor e recuperação da flora nativa, que vem sendo feita em parceria com o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, e o monitoramento dos peixes recifais, muito importante para avaliar o impacto da poluição na região.
Educação

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) apoia o projeto na questão do turismo sustentável, mostrando como promover sua organização e monitoramento.

Serão retomadas também as ações de educação ambiental infantil, por meio de peças teatrais nas escolas da rede municipal de ensino, com foco especial na temática da poluição marinha. “A gente entende que é um público que não tem muito acesso a orientações sobre a questão da poluição marinha, do lixo plástico. Então, a gente trabalha de forma lúdica com as crianças, pelo teatro”, disse Clerio.

As unidades de conservação do país estavam fechadas desde o início da pandemia do novo coronavírus e, neste mês, com os decretos municipais, a visita às Ilhas Cagarras, situadas a 5 quilômetros da praia de Ipanema, zona sul do Rio, foi liberada e os pesquisadores poderão retomar seus trabalhos.

Clerio Aguiar estimou que, a partir de agosto ou setembro, as pesquisas deverão ser retomadas nas Ilhas Cagarras, principalmente. Ele disse que, como se trata de uma área de proteção integral, tanto visitas quanto o desembarque dos próprios pesquisadores do projeto exigem autorização prévia do ICMBio, que é parceiro do Ilhas do Rio desde sua criação. Os visitantes terão que respeitar as regras estabelecidas pelo município para evitar contágio pela covid-19, como o distanciamento de 2 metros entre as pessoas.

O Projeto Ilhas do Rio tornou-se muito sólido ao longo desses dez anos “e nos orgulha muito”, acrescentou Aguiar.
Novas pesquisas

O estudo da mastofauna será coordenado pela pesquisadora Julia Lins. O objetivo é identificar os mamíferos terrestres presentes nas ilhas. “Até o momento, foram registradas espécies das ordens Chiroptera (morcegos), Rodentia (roedores) e Lagomorpha (coelhos). Porém, os dados ainda são muito imprecisos, daí a necessidade de aprofundar os estudos, incluindo espécies nativas e exóticas”, disse Julia.

O estudo das tartarugas marinhas terá coordenação da pesquisadora Suzana Guimarães, que, desde 2008, com o Projeto Aruanã, vem fazendo o levantamento da ocorrência desses animais na Baía de Guanabara e adjacências, além de monitorar alguns indivíduos residentes na região de Niterói.

Segundo o Projeto Ilhas do Rio, a espécie mais comum que pode ser observada no MoNa Cagarras é a tartaruga-verde. “Existem sete espécies de tartarugas marinhas no mundo, sendo que cinco ocorrem no Brasil, entre elas, a tartaruga-verde. Todas estão incluídas na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas de Extinção da União Internacional para Conservação da Natureza e do ICMBio.O levantamento de sua ocorrência e o monitoramento a longo prazo trarão informações importantes para a unidade de conservação e ajudarão a despertar interesse e conscientização da sociedade em prol da região”, afirmou Suzana.
Apoiadores

O sócio-diretor da Associação IEP, um dos patrocinadores do projeto, Philippe Prufer, garantiu que a continuidade do Projeto Ilhas do Rio é prioridade. “O Mona Cagarras é um símbolo da cidade do Rio de Janeiro. Com o patrocínio, queremos que o projeto prossiga com suas atividades para que a grande biodiversidade do MoNa Cagarras seja conservada e que mais e novas pesquisas científicas sejam realizadas na região, ajudando, principalmente, na conscientização dos problemas causados pelo lixo e esgoto que afetam as praias do Rio.”

Guilherme Bragança, um dos sócios da JGP, empresa patrocinadora, destacou que o Projeto Ilhas do Rio tem três pontos fundamentais que vão ao encontro dos valores da empresa, uma das pioneiras no Brasil na adoção de critérios que aliam meio ambiente, área social e governança (ESG, do inglês environmental, social and governance). Bragança disse que, além da seriedade e profissionalismo dos pesquisadores, chamou a atenção da empresa a importância científica dos estudos que vêm sendo realizados e as ações de educação ambiental voltadas para o público infantil, “que constitui a base para a conscientização ecológica de uma sociedade”.

A gerente do WWF-Brasil para Marinho e Mata Atlântica, Anna Carolina Lobo, ressaltou o compromisso da ONG de apoiar a saúde e a sustentabilidade do oceano, promovendo a conservação da biodiversidade costeira e marinha no Rio de Janeiro, com base na ciência e na ampliação de parcerias com a sociedade civil.
O Projeto

Há dez anos, o Projeto Ilhas do Rio iniciou suas atividades no MoNa Cagarras, unidade de conservação situada no Rio de Janeiro. Na época, pouco se conhecia sobre a biodiversidade da região, formada pelas ilhas Cagarra, Filhote da Cagarra, Palmas, Comprida, Redonda e Filhote da Redonda, totalizando área de 91,20 hectares. Hoje, através do trabalho desenvolvido pelo projeto, mais de 600 espécies de animais e plantas foram registradas, entre as quais, algumas raras, endêmicas e também inéditas para a ciência.

De acordo com o Instituto Mar Adentro, houve descobertas curiosas ao longo desse período, como uma espécie de perereca que só existe no MoNa Cagarras; e uma espécie de árvore, a Gymnanthes nervosa, que não era encontrada no município desde 1940. Também foram catalogadas esponjas do mar com propriedades medicinais, como a Petromica citrina (ou esponja-dourada), e outras ameaçadas, como a esponja-carioca Latrunculia janeirensis, uma das espécies marinhas que constam na categoria vulnerável do Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, publicado pelo ICMBio (2018).

Além disso, pesquisadores encontraram um sítio arqueológico tupi-guarani na Ilha Redonda, onde também foram contabilizadas mais de 5 mil fragatas, tornando oficialmente o MoNa Cagarras um dos maiores ninhais da espécie do Atlântico do Sul.

Fonte Agência Brasil –

Bebê nasce segurando DIU

Um bebê nasceu em um hospital da cidade de Hai Phong, no Vietnã, segurando o dispositivo intrauterino (DIU) da mãe. O caso aconteceu na semana passada, de acordo com reportagem do portal Metrópoles, e surpreendeu os médicos e profissionais de saúde presentes.

O dispositivo intrauterino (DIU) é um pequeno objeto de plástico em formato de T inserido no útero para atuar como contraceptivo.

Ao sair da barriga da mãe, o menino segurava o dispositivo dela, que deveria ter servido para evitar a gravidez. Segundo a imprensa local, a mãe, de 34 anos, disse que usava o DIU há doi anos, mas que percebeu que não estava funcionando ao descobrir a gravidez.

O obstetra responsável pelo parto, Tran Viet Phuong, disse que o menino segurava firmemente o DIU quando nasceu. “Após o parto, pensei que o fato de ele estar com o dispositivo na mão era interessante, então tirei as fotos. Nunca imaginei que teria tanta repercussão”.

Bolsonaro está com sintomas de covid-19

A Secretaria Especial de Comunicação Social divulgou em nota que o presidente Jair Bolsonaro realizou na noite desta segunda-feira (6) um teste de covid-19 em um hospital de Brasília. Segundo a nota, o resultado do exame sairá amanhã (7).
Bolsonaro fez o teste no Hospital das Forças Armadas após acordar com dores no corpo.

Bolsonaro, que completou 65 anos em março, disse que está com 38°C de febre e 96% de taxa de oxigenação no sangue. Por causa dos sintomas, a agenda do presidente para o restante da semana está cancelada.

Na chegada ao Alvorada, Bolsonaro foi recebido por apoiadores e logo falou que precisava manter distância.

“O presidente apresenta, nesse momento, bom estado de saúde e está em sua residência”, diz a nota.

Em março, Bolsonaro informou ter feito dois exames para detecção da covid-19 e ambos deram negativo.