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Pai é preso por estuprar a filha dos 10 aos 18 anos


Ex-policial militar foi preso na manhã desta terça-feira (1) suspeito de estuprar a própria filha, dos 10 aos 18 anos.

Atualmente, Rogério Fonseca de Oliveira, de 56 anos, trabalhava como motorista de aplicativo. A polícia diz que ele confessou os estupros na delegacia e que ainda filmava as relações sexuais.

Rogério foi encontrado por agentes da Delegacia de Jurujuba, na casa da mãe, em Itaguaí, Região Metropolitana.

Testemunhas também confirmaram um “comportamento abusivo” do pai, segundo o relato do delegado Gabriel Ferrando.

“Ele confirma a existência dos fatos e tenta, de certa forma, apresentar uma tese favorável à sua defesa, justificando que os atos foram praticados a partir de uma certa idade, enfim, uma coisa realmente inacreditável”, afirma.

A vítima conta também que a mãe não sabia dos crimes e ficou chocada quando ouviu o relato da filha. Rogério saiu de casa há quase dois anos e vai responder por crime de estupro de vulnerável. Ele pode pegar mais de 15 anos de prisão.
“Ele me perseguia na rua, ele criava redes sociais fakes minhas, pra poder tá falando mal de mim, ele se passava por mim nas conversas. Então, todo comportamento dele comigo, as pessoas percebiam que não era normal”, relata a vítima.

Dallagnol deixa o comando da Operação Lava Jato


O procurador da República Deltan Dallagnol vai deixar a força-tarefa da operação Lava Jato em Curitiba. Coordenador da equipe de investigadores desde a sua criação, em 2014, Dallagnol deixará o grupo por questões pessoais – de acordo com informações, trata-se de um problema de saúde de sua filha. Procurado, o procurador não se manifestou. A informação foi oficializada pela assessoria de imprensa da força-tarefa.
“Deltan desempenhou com retidão, denodo, esmero e abnegação suas funções, reunindo raras qualidades técnicas e pessoais”, diz a Lava Jato em nota. “A liderança exercida foi fundamental para todos os resultados que a operação Lava Jato alcançou, e os valores que inspirou certamente continuarão a nortear a atuação dos demais membros da força-tarefa, que prosseguem no caso.”

Dallagnol será substituído pelo procurador Alessandro Oliveira, que ficará responsável pelos processos da Lava Jato em Curitiba. O ex-coordenador, por sua vez, assumirá as funções antigas de seu substituto.
Segundo comunicado, Oliveira “é membro com maior antiguidade na Procuradoria da República do Paraná a manifestar interesse e disponibilidade para coordenar os trabalhos”.

A existência força-tarefa em seu modelo atual está atualmente em discussão na PGR (Procuradoria-Geral da República). Até o dia 9 de setembro, o procurador-geral Augusto Aras precisa decidir se prorroga o trabalho do grupo ou até mesmo se vai extingui-lo.

A Lava Jato enviou um ofício à PGR na semana passada solicitando sua prorrogação. Esse ofício é assinado por todos os membros da força-tarefa, inclusive Dallagnol.

Dallagnol, aliás, enfrenta hoje pressões contra sua atuação na Lava Jato. O CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) tem processos contra ele à espera de julgamento. Caso condenado, ele poderia ser afastado compulsoriamente da força-tarefa.

Mulher está infectada cinco meses com o coronavírus


Uma mulher, identificada apenas como Paciente Número 3, que trabalha na área da saúde no Rio de Janeiro (RJ) está sendo considerada a pessoa com o caso mais longo de coronavírus (Covid-19) no mundo após passar cinco meses infectada. Apesar de estar com o vírus por tanto tempo, a brasileira teve apenas sintomas leves da doença no início da infecção.
De acordo com informações , o caso está sendo investigado por cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Os pesquisadores acompanharam e documentaram os 152 dias em que ela esteve com o Sars-CoV-2 e apontam que o vírus tinha capacidade de multiplicar, ou seja, podia infectar outras pessoas.

A mulher é uma profissional de saúde do Rio de Janeiro que adoeceu em março. Ela chegou a ficar três semanas com sintomas leves, sem necessidade de internamento. Depois disso, mesmo sem sintomas, ela continuava com o vírus.
Por ser mais longa persistência de coronavírus já documentada no mundo, os cientistas tentam entender o que aconteceu e evidenciar o papel dos assintomáticos na propagação da pandemia. Ela se submeteu a outros testes, mas os pesquisadores afirmam que se trata da mesma cepa do vírus, não sendo considerado uma reinfecção.

O trabalho é do grupo de cientistas Luciana Costa, Amilcar Tanuri e Teresinha Marta Castineiras, professores do Instituto de Microbiologia, do Instituto de Biologia e da Faculdade de Medicina da UFRJ.

Presa transexual que aplicava silicone industrial em mulheres

Policiais da Delegacia do Consumidor (Decon) prenderam em flagrante, nesta segunda-feira, uma transexual que realizava aplicações de silicone industrial nos glúteos de pessoas residentes nos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Danyella Morenno realizava os procedimentos na residência dos clientes, que entravam em contato com ela por meio de redes sociais.
De acordo com a investigação, a presa vinha realizando as aplicações em clientes há cerca de dez anos. Ainda segundo a polícia, ela não possui habilitação para realização de procedimentos invasivos e utilizava material sem esterilização e totalmente impróprio para o uso em humanos.
Com base em trabalho de inteligência, os agentes conseguiram chegar à identificação da autora e ao endereço onde estavam localizados os produtos, no município de Nilópolis, na Baixada Fluminense. No local, foram apreendidos seringas cirúrgicas, anestésicos e tubos de silicone industrial, todos impróprios para uso. Ela foi indiciada por vender, ter em depósito para vender ou expor à venda ou, de qualquer forma, entregar matéria-prima ou mercadoria, em condições impróprias ao consumo.

 

 

Praias do Rio de Janeiro tem aglomeração no fim de semana

Sol forte, céu azul e muito calor são motivos suficientes para encher as praias do Rio de Janeiro em condições normais, mas durante a pandemia da covid-19 não deveria ocorrer. Neste domingo (30), não foi diferente do que vem acontecendo nos fins de semana da cidade, apesar do decreto municipal que proíbe a permanência de frequentadores na areia.

Nas praias do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon, na zona sul, e Barra da Tijuca, na zona oeste, o que se via era muita aglomeração. Pessoas que não respeitavam não só o distanciamento, mas também não usavam máscaras.

Os banhos de mar e os esportes marítimos estão permitidos na capital, no entanto, a prática de jogos na areia como a altinha ainda não. Isso também foi desrespeitado.

Os ambulantes podem trabalhar, sem oferecer o aluguel de cadeiras e de barracas e bebida alcoólica. Em alguns pontos da orla, o número de barracas parecia o de um dia como outro qualquer sem os efeitos da pandemia. O colorido se espalhou e em alguns espaços era difícil ver a faixa de areia.

Festa

Fora das praias, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), impediu, na tarde de hoje (30), uma rave que começou no início da manhã no sítio Espaço Verde Vila Festas e Eventos, na Ilha de Guaratiba, na zona oeste, e tinha muita aglomeração.

Na operação conjunta com a Polícia Militar, cerca de 150 pessoas que estavam no local foram retiradas.

Agência Brasil

Gestante morre ao bebê ser retirado do útero com estilete


Gestante de 24 anos foi assassinada em Santa Catarina e teve barriga cortada com estilete para retirada do bebê. O caso ocorreu em Canelinha, na Grande Florianópolis, e chocou a cidade de 12 mil habitantes. Segundo a polícia, o corpo da vítima foi encontrado em um forno de uma cerâmica desativada na cidade. A recém-nascida foi levada com ferimentos para o hospital.
Segundo a Polícia Civil, uma conhecida da vítima, de 26 anos, teria feito emboscada para cometer o assassinato e ficar com o bebê. De acordo com o delegado Paulo Alexandre Freyesleben e Silva, a mulher confessou o crime e afirmou que ele foi premeditado. Ela foi presa junto com o marido, após levar a recém-nascida para o Hospital Infantil Joana de Gusmão, na capital de Santa Catarina.

A mulher suspeita de matar a grávida foi ao hospital ainda na noite de quinta-feira com o bebê, afirmando que a filha era dela, segundo informou a polícia. A identificação do casal preso não foi divulgada devido a Lei de Abuso de Autoridade. O nome da grávida morta também não foi divulgado, para a preservação da identidade da bebê, que tem o direito garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
amigos da gestante relataram que o parto estava previsto para 22 de setembro, e a jovem estava feliz e ansiosa com a gestação. A vítima trabalhava como pedagoga e adorava ser professora, disse a amiga Josiane da Silva. Ela foi uma das escolhidas pela jovem e o companheiro para serem madrinhas da primeira filha do casal.

Nenhum advogado se apresentou para fazer a defesa da mulher suspeita. O velório da vítima ocorreu neste sábado, 29, na cidade, onde ela também deve ser sepultada.

Como ocorreu o crime

A jovem de 24 anos estava grávida de 38 semanas e era diabética, segundo a Prefeitura de Canelinha. Por estar no grupo de risco do coronavírus, estava afastada do trabalho presencial. Na quinta-feira, 27, ela saiu para um chá de bebê surpresa, conforme a amiga, Jeisiane Benevute.

Sem notícias da amiga até a noite de quinta, ela e outros familiares informaram o desaparecimento da gestante nas redes sociais. Pela manhã, souberam que o corpo foi encontrado. A bebê não estava com a vítima no local do crime. A récem-nascida foi levada para a unidade hospitalar pela suspeita do assassinato e o marido. Já a gestante, segundo o delegado Paulo Alexandre Freyesleben e Silva, teria sido levada até o local do crime por uma amiga.

“Ela [suspeita] disse que engravidou no ano passado e perdeu esse bebê em janeiro, mas não comunicou aos familiares, inclusive nem teria falado para o marido, que estaria muito empolgado com a gravidez dela. Ela manteve a alegação da gravidez e neste período começou a cogitar o homicídio da vítima em razão da coincidências de prazos da gestação.quinta feira ela disse pra vítima que iria fazer um chá de bebê e convidou a vítima para participar”, explicou Silva  .

A amiga, no entanto, acabou levando a vítima até a cerâmica desativada, que supostamente seria um ponto de encontro com outros convidados da festa. No local, ela atingiu a vítima com tijoladas na cabeça e depois cortou a barriga da gestante para retirar o bebê do ventre da mãe, detalhou o delegado. “A ideia dela era matar a mulher e ficar com a criança”, disse Silva. O estilete foi encontrado no local do crime.

“Ela [suspeita] é extremamente fria, em momento algum ela demonstrou algum tipo de arrependimento ou algum tipo de culpa em relação a toda a situação”, afirmou Silva. Já o marido, segundo o delegado, estava nervoso e chorou durante o depoimento.

Internação da criança e autuação em flagrante

Segundo o delegado Silva, antes de se dirigir ao hospital, por volta das 17h da quinta-feira, a suspeita teria enviado mensagens para profissionais da saúde, relatando sobre o próprio parto em via pública. Também citou que teria recebido ajuda de populares para chegar ao condomínio que reside.

Na unidade de saúde, a Polícia Militar foi acionada pela equipe médica, por volta das 21h, por uma suspeita de lesão corporal contra uma criança. Também de acordo com o delegado, o marido da suspeita foi preso quando foi realizar a retirada da criança no hospital. O casal foi autuado em flagrante por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e lesão corporal gravíssima na criança.

Regina Duarte cai na rua e quebra três dentes

Ex-secretária de cultura do governo Jair Bolsonaro e atriz, Regina Duarte sofreu uma queda enquanto caminhava numa calçada em São Paulo e teve que passar por uma cirurgia após quebrar três dentes.

Regina escreveu em rede social que o acidente aconteceu dia 13 agosto, ela aterrissou “de boca no chão”, após tropeçar enquanto mandava uma mensagem no celular. Ela faz ainda um alertar para seus seguidores sobre o risco de andar na rua e utilizar do celular ao mesmo tempo.

A atriz conta que passou por um cirurgia de uma hora e meia para tratar das lesões. “Foram 16 pontos em 3 camadas do epitélio que fiz questão de assistir, claro que depois de quatro tubos de anestesia e sem sentir um pingo de dor”, descreveu.

USP promove feira de profissões online dias 3 e 4 de setembro

O evento Feira USP e as Profissões, que ocorre há 19 anos na Universidade de São Paulo – USP, será este ano online, mas com a já esperada participação de jovens em busca de seu futuro profissional. A cada edição, o público tem contato com professores e pesquisadores, além de estudantes universitários, possibilitando conhecer de perto os cursos e carreiras, tirar dúvidas e ampliar horizontes. Também são oferecidas atividades culturais, exibições de acervos, orientação vocacional e informações de políticas de acesso e permanência estudantil.

Na opinião da pró-reitora de Cultura e Extensão Universitária da USP, professora Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado, a versão online vai democratizar ainda mais o acesso dos interessados em conhecer a universidade. “A versão digital viabiliza que o evento seja muito mais democrático por quebrar a barreira do deslocamento e chegar a locais distantes do Brasil e até de fora do país. Assim, podemos levar os conteúdos a públicos que antes não teriam condições de se deslocar fisicamente até o local da feira, em São Paulo. Até por isso, estamos montando a estrutura digital da feira pensando em acesso otimizado por celulares e com baixo consumo de dados”.

O eventos será nos dias 3 e 4 de setembro, com a participação de todas as unidades de ensino e pesquisa, museus e institutos para uma programação dinâmica e interativa. Serão lives, bate-papos, vídeos exclusivos e conteúdos culturais, sempre oferecendo ao público informações e atividades elaboradas pelas equipes de seus 142 cursos, em oito campi, além dos museus e órgãos de cultura. A participação no evento é totalmente gratuita e não demanda inscrições prévias, bastando acessar o site uspprofissoes.usp.br.

A pró-reitora ressalta ainda o trabalho da equipe e das unidades de ensino para garantir a qualidade e o dinamismo da feira. “Não se trata apenas de um mero site com textos e vídeos”, explica. “Todo o conteúdo está sendo montado de forma específica para o evento, com uma grande quantidade de horas de transmissões ao vivo, interações, vídeos e atividades produzidos exclusivamente para esta edição”.

Para Maria Aparecida, houve o desafio de levar a versão presencial para a online, mas o convívio dos jovens com o digital facilita o acesso. “O desafio é justamente transportar para essa primeira versão online tudo aquilo que há na versão presencial, pois ao longo dos anos a feira foi ganhando atrações que vão muito além dos estandes dos cursos: orientação vocacional, show da física, apresentações e oficinas culturais, acervos museológicos, por exemplo. Com a situação que vivenciamos, precisamos nos reinventar para levar a informação aos vestibulandos de forma atrativa e consistente em um formato que os jovens têm muita familiaridade que é o mundo digital, e que contenha todos esses atrativos que vão além das informações pontuais sobre os cursos”, destacou.
Programação

Os bastidores das Ciências do Mar: curiosidades biológicas e experiências; A arte no preparo de medicamentos: o papel da farmacotécnica e nanotecnologia; Energia, mudanças climáticas e gestão; Experiências matemáticas; e A carreira do internacionalista, são algumas das dezenas de palestras que os estudantes poderão conferir na Feira USP e as Profissões. A programação completa de todas as áreas estará disponível no site a partir do dia 3 de setembro.

Nas atividades culturais os participantes poderão fazer um passeio virtual no Parque CienTec, incluindo planetário e trilha ecológica. Haverá Preparação Vocal com CoralUsp e um programa de exposições do Museu do Ipiranga. E ainda bate-papos sobre música com a Orquestra Sinfônica da USP, entre diversas outras opções.

O “Show da Física” e a Orientação Vocacional do Instituto de Psicologia (IP) da USP – atrações mais procuradas nas edições anteriores – também estarão na edição digital. O “Show da Física” traz experimentos lúdicos há mais de 25 anos de forma descomplicada para os estudantes. Já a orientação vocacional terá estande virtual próprio para auxiliar os jovens na procura de sua profissão.
Agência Brasil

Quadrilha com mais de 100 fraudou o estado do Rio de Janeiro

STJ: Witzel é afastado do cargo e Pastor Everaldo é preso | Folha de Italva

O Ministério Público Federal (MPF) citou mais de 100 pessoas físicas e jurídicas suspeitas de fazer parte do esquema de corrupção que, segundo os procuradores, é encabeçado por Wilson Witzel, afastado na sexta-feira do cargo de governador do RJ.

Os citados na denúncia estão divididos em nove grupos, que têm mais de 50 integrantes, incluindo membros dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário do estado, além de empresários, advogados e familiares e dezenas de empresas.

Núcleo Witzel

André Moura
Claudio Castro
Cleiton Rodrigues
Gothardo Lopes Netto

Das pessoas mais próximas a Witzel, o governador em exercício Cláudio Castro e o secretário da Casa Civil André Moura foram alvos de mandado de busca e apreensão.

Eles são investigados por terem participado de um esquema para desvio de sobras do orçamento da Alerj para fundos municipais de saúde.

Cleiton Rodrigues foi chefe de gabinete, secretário de Governo e da Casa Civil de Witzel.

Segundo os investigadores, Pastor Everaldo pediu que o ex-secretário de Saúde, Edmar Santos, criasse vagas para Cleiton Rodrigues negociar com secretários, facilitando a aprovação de projetos na Alerj.

Já Gothardo Lopes Netto, ex-deputado e ex-prefeito de Volta Redonda, preso na sexta-feira (28), é amigo pessoal de Witzel. Uma OS ligada a ele venceu uma licitação e, segundo o ex-secretário Edmar Santos, teria sido direcionado pelo governador.
Núcleo Alerj

André Ceciliano
Rodrigo Bacellar
Marcio Canella
Rosenverg Reis
Rodrigo Amorim

Da Alerj, são citados os deputados André Ceciliano (PT), presidente da casa, Rodrigo Bacellar (Solidariedade), Marcio Canella e Rosenverg Reis (MDB).

Eles fariam parte do esquema de repasse das sobras do orçamento da Alerj para os municípios, segundo o MPF.

Rosenverg Reis teria ligação com os pedidos de repasses pra Duque de Caxias. O MPF pediu busca e apreensão contra ele, mas a Justiça não concedeu.

Já Rodrigo Amorim, líder do PSL, seria o responsável por indicações e nomeações de pessoas pra vagas disponíveis na secretaria de Ciência e Tecnologia.
Núcleo Pastor Everaldo

Pastor Everaldo
Laércio Pereira
Filipe Pereira
Marcos Dias Pereira
Edson Torres
Matheus De Paiva Torres
Jonathas De Paiva Torres
Marcelo Nascimento Andrade (genro)
Juarez Fialho
Victor Hugo Amaral Cavalcante Barroso

O presidente nacional do PSC, Pastor Everaldo, foi um dos presos na operação. Ele é suspeito de comandar as contratações irregulares na Secretaria Estadual de Saúde.

Também estão na cadeia os filhos do pastor: Laércio Pereira, advogado do partido, e Filipe Pereira, que é assessor especial do governador.

O irmão de Everaldo, Marcos Dias Pereira, controla a organização social Nova Esperança – que tem à frente um laranja.

Edson Torres, sócio do Pastor Everaldo, também foi preso.

Nas palavras do MPF, ele atua na administração de contratos, fraudes a licitações e pagamentos de propina.

Matheus e Jonathas de Paiva Torres são filhos de Edson Torres e agiriam com ele no esquema, de acordo com a investigação.

Marcelo Nascimento Andrade é genro do pastor e controlava uma empresa que, para os procuradores, cometeu desvios de dinheiro público na época que o ex-secretário Edmar Santos era diretor do Hospital Pedro Ernesto.

O secretário estadual de Cidades, Juarez Fialho, faz parte deste grupo. A prisão dele foi pedida pelos procuradores, mas negada pela Justiça.

Fialho é sócio do operador financeiro Victor Hugo Amaral Cavalcante Barroso, operador financeiro da quadrilha de Everaldo e Edson Torres.
Núcleo Saúde

Edmar Santos
Claudio Marcelo Santos Silva
Gustavo Borges Da Silva
Carlos Frederico Verçosa Duboc
Maria Ozana Gomes
Mariana Scardua
Iran Pires Aguiar

O ex-secretário estadual de Saúde Edmar Santos é o delator que ajudou na investigação. O operador financeiro dele, Claudio Marcelo Santos Silva, é citado.

Claudio foi o responsável por guardar os R$ 8 milhões encontrados pelo Ministério Público do RJ.

Gustavo Borges da Silva, ex-superintendente da secretaria de Saúde, e preso na operação Mercadores do Caos, era quem, de acordo com as investigações, garantia que as OSs escolhidas pelo grupo se sagrassem vencedoras.

Carlos Frederico Verçosa Duboc, também preso, e Maria Ozana Gomes receberiam valores em espécie pra liberar recursos pra organização criminosa.

Mariana Scardua foi subsecretária responsável pela gestão das organizações sociais. Segundo os investigadores, teria atuação essencial no direcionamento das licitações.

Já Iran Aguiar, que foi preso, se tornou subsecretário-executivo no lugar de Gabriell Neves, também preso.
Núcleo Iabas

Claudio Alves França
Roberto Bertholdo
Helcio Kazuhiro Watanabe

Claudio Alves França é o presidente do Iabas – que participou diretamente da contratação emergencial dos hospitais de campanha.

Chamou a atenção dos investigadores o grande volume de dinheiro movimentado em espécie por ele.

Roberto Bertholdo seria o dono de fato do Iabas e teria negociado a contratação da organização social de maneira fraudulenta.
Helcio Watanabe é o supervisor do Iabas no Rio e participou das tratativas pra assinatura do contrato.
Núcleo Mario Peixoto

Mario Peixoto
Vinicius Peixoto
Lucas Tristão
Cassiano Luiz Da Silva
Alessandro Duarte
Juan Elias Neves De Paula
Luiz Roberto Martins
Washington Reis

Já no núcleo do empresário Mario Peixoto, está o filho, Vinicius Peixoto, e o ex-secretário Lucas Tristão, preso na sexta-feira. Ele seria o braço político de Peixoto no governo.

Cassiano Luiz da Silva, também preso, seria um dos principais operadores financeiros de Mario.

Alessandro Duarte, preso, é sócio de Mario Peixoto e o dono formal da DPAD Serviços Diagnósticos, empresa que contratou de maneira suspeita o escritório da primeira-dama, Helena Witzel, junto com Juan Elias Neves de Paula.

Luiz Roberto Martins é o gestor, de fato, da organização social Unir Saúde, ligada a Peixoto, e requalificada por Witzel.

Washington Reis é o prefeito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Nas palavras do MPF, o grupo de Mario Peixoto possuía proximidade muito forte com ele, tendo inclusive, segundo a delação de Edmar Santos, pago propina ao grupo de Pastor Everaldo em nome da família Reis.

O MPF pediu busca e apreensão na casa de Washington Reis, mas a Justiça não concedeu.
Núcleo José Carlos De Melo

José Carlos De Melo
Pedro Mario Nardelli Filho (Geosmina)
Carlos Frederico Loretti Da Silveira (Kiko)
Cassio Rodrigues Barreiros

O ex-pró-reitor da UNIG, José Carlos de Melo, intermediava negócios entre empresas e o governo do RJ e era conhecido pelo volume de dinheiro em espécie que tinha sempre disponível.

Pedro Mario Nardelli Filho é amigo de José Carlos e dono de uma empresa contratada, segundo os procuradores, de maneira suspeita, pra resolver o problema de geosmina na água da Cedae.

Carlos Frederico Loretti da Silveira, o Kiko, era o operador financeiro de José Carlo e Cassio Rodrigues Barreiros foi assessor direto do governador. Tinha uma posição estratégica no governo.
Núcleo Educação e Ciência

Pedro Fernandes
João Marcos Borges Mattos
Leonardo Rodrigues
Gilson Paulino

O secretário de Educação, Pedro Fernandes, é citado na decisão do ministro Benedito Gonçalves como integrante da organização criminosa de Mario Peixoto.

João Marcos Borges Mattos foi subsecretário dele e era sócio de uma empresa do grupo de Peixoto que pagou o escritório da primeira-dama.

Leonardo Rodrigues é o secretário estadual de Ciência e Tecnologia. Teria relações com Peixoto e José Carlos de Melo – tendo pago valores milionários em contratos com dispensa de licitação para a Atrio – empresa de Mario Peixoto.

Gilson Paulino foi funcionário da Atrio e presidente do Cecierj – Centro de Educação à Distância do Estado.

Teria postergado licitações pra favorecer a contratação emergencial da Atrio.
Núcleo Justiça

Marcos Pinto Da Cruz
Eduarda Pinto Da Cruz
Fernando Antonio Zorzenon Da Silva
Manoel Peixinho

O MPF investiga também a participação do Judiciário no esquema de corrupção.

O desembargador Marcos Pinto da Cruz do Tribunal Regional do Trabalho sacou, segundo os investigadores, mais de R$ 500 mil em espécie no mesmo período em que a irmã dele, Eduarda Pinto da Cruz, foi contratada para defender a empresa de Mario Peixoto.

O desembargador teria ainda tentando montar um esquema de liberação de dívidas do governo com as organizações sociais em troca de pagamento de propina.

Fernando Antonio Zorenon da Silva foi o presidente do TRT da primeira região e teria aderido ao esquema de corrupção criado por Marcos Pinto da Cruz.

Já o advogado Manoel Peixinho, que defende Witzel no processo de impeachment, teria procurado organizações sociais pra participar do esquema do desembargador Marcos Pinto da Cruz.

Wilson Witzel e Washington Reis fizeram acordo de R$ 100 milhões

Um acordo milionário envolvendo o governo do Rio de Janeiro e a prefeitura de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, está na mira dos investigadores. Há suspeita de que o prefeito da cidade, Washington Reis (MDB), tenha participação direta no esquema de corrupção que, segundo o Ministério Público Federal (MPF), era encabeçado pelo governador Wilson Witzel.

Washington Reis e o irmão, Rosenverg Reis, que é o líder do MDB na Assembleia Legislativa do Estado (Alerj) estavam entre investigados na Operação Tris in Idem, que culminou no afastamento de Witzel do cargo nesta sexta-feira (28).

A Procuradoria-Geral da República (PGR) chegou a pedir um mandado de busca e apreensão contra os dois, mas o pedido não foi concedido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

 

Em delação premiada, o ex-secretário de saúde do RJ, Edmar Santos, afirmou que o governador Wilson Witzel fez acordo direto com o prefeito de Caxias para o repasse de R$ 100 milhões por meio da sistemática de transferências fundo a fundo, ou seja, entre o fundo estadual e o fundo municipal de Saúde.

Em 2020, o fundo municipal de Saúde de Caxias recebeu mais de R$ 41 milhões do estado, relacionado a dívidas dos anos anteriores – valor superior ao repasso para as prefeituras da própria capital e de São Gonçalo, na Região Metropolitana, que têm populações maiores que a cidade da Baixada.

Segundo o MPF, Edmar Santos deu ainda outros exemplos da relação suspeita entre o governo de Witzel e a Prefeitura de Caxias. O ex-secretário disse que foi informado, em novembro do ano passado, por Edson Torres, operador financeiro do Pastor Everaldo, de que deveriam ser repassados R$ 50 milhões ao município de Caxias a pedido do governador em atenção a um acordo dele com o prefeito Washington Reis.

Santos afirmou ainda que, em uma reunião realizada em dezembro, Witzel pediu que os R$ 50 milhões restantes fossem repassados a Caxias e que esse pedido deixou claro para ele que o governador estava ciente das ações de Edson Torres.

O ex-secretário narrou ainda aos procuradores que, apesar da determinação do governador, esse recurso não foi repassado de imediato por um pedido de Edson Torres, porque o município não teria honrado compromissos de pagamento de vantagens indevidas ao grupo.

Por isso, segundo Edmar, o deputado estadual Rosenverg Reis, irmão do prefeito, teria começado a lhe fazer cobranças. Destacou que, quando os representantes do governo de Caxias decidiram pagar ao grupo de Edson Torres pediram que os valores fossem buscados junto ao empresário Mário Peixoto, o que demonstraria que havia uma ligação muito estreita entre o município e seus representantes.

Santos ressaltou, também, que a situação  agravou ainda mais as tensões entre os grupos de Mario Peixoto e do Pastor Everaldo.

O prefeito Washington Reis negou que a Polícia Federal tenha cumprido mandados de busca e apreensão contra ele. Já a corporação afirmou que todos os 83 mandados expedidos pelo STJ foram cumpridos.

Mais de meio milhão de reais em propina

O governador Wilson Witzel e a primeira-dama, Helena Witzel, foram denunciados quatro vezes cada um pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Os procuradores afirmam que contratos com o escritório de advocacia da primeira-dama serviriam para ocultar o pagamento de propinas ao governador. Segundo o MPF, em dez meses, o escritório recebeu mais de R$ 554 mil por serviços nunca prestados.

O dinheiro partiu de quatro empresas ligadas a fornecedores do estado que teriam sido beneficiadas pelo governador.

Segundo os procuradores, foi possível detectar que Wilson Witzel recebeu R$ 74 mil diretamente do escritório da esposa.

As quatro empresas seriam ligadas ao empresário Mario Peixoto e ao ex-prefeito de Volta Redonda e amigo do governador, Gothardo Neto. Os dois estão presos.

A operação que culminou no afastamento de Witzel do cargo foi autorizada pelo ministro do STJ, Benedito Gonçalves. Ela foi batizada de Tris in Idem, uma referência ao fato de se tratar do terceiro governador do estado que se utiliza de esquemas ilícitos semelhantes para obter vantagens indevidas – os outros dois foram Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão.

O ministro negou o pedido de prisão de Witzel feito pela Procuradoria-Geral da República porque entendeu ser suficiente o afastamento do cargo para interromper as supostas atividades de corrupção e lavagem de dinheiro.

A operação cumpriu 16 mandados de prisão e 83 de busca e apreensão.

Mesmo afastado pelo STJ, Witzel pode continuar morando com a família no Palácio das Laranjeiras, a residência oficial do governador. Mas, nos próximos seis meses não terá mais acesso ao Palácio Guanabara, que é a sede do governo e a nenhum outro prédio do estado. Também não poderá se comunicar com funcionários do governo.