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Faça você mesmo frutas secas


Apesar de serem conhecidas como “frutas secas de Natal” e ganharem um destaque especial no mês de dezembro, damascos, tâmaras, figos, maçãs, abacaxis e uvas passas, são excelentes alternativas para incrementar o cardápio do dia a dia. Ricas em fibras e outros nutrientes importantes para a saúde, elas proporcionam saciedade após a ingestão e auxiliam no bom funcionamento do intestino. Mas, embora sejam fáceis de se encontrar na maioria dos supermercados, você mesmo pode prepará-las em casa! Basta seguir um passo a passo bem simples e prático de como fazer frutas secas no forno ou no micro-ondas.
Como fazer frutas secas no forno
Ingredientes

– Frutas frescas inteiras a gosto

– 1 xícara de água
– 1 colher (sopa) de suco de limão

Para transformar frutas frescas – como abacaxi, coco, pera, maçã, banana e uva – em deliciosas frutas secas desidratadas, o primeiro passo é escolher a sua opção favorita e higienizar muito bem a casca para tirar toda e qualquer impureza.

Depois, se necessário você deve descascar a fruta (como é o caso do abacaxi e da banana, por exemplo), retirar as sementes e cortá-la em pedaços finos e e uniformes (menos se a fruta escolhida for uva). Isso ajuda a diminuir o tempo de desidratação no forno e contribui para que todos os pedaços sequem por igual (sem deixar que alguns queimem e outros fiquem umedecidos).

Para manter a coloração das frutas e evitar que elas escureçam durante o preparo, mergulhe rapidamente os pedaços em uma mistura de limão + água (a cada 1 xícara de água, você deve acrescentar 1 colher de sopa de suco de limão).

Em seguida, distribua as frutas em uma assadeira, leve ao forno em fogo baixo (para que a desidratação aconteça gradualmente e você consiga secar os pedaços de fruta) e deixe lá dentro por algumas horas. A dica é ter paciência e saber a hora exata de retirá-las do forno! Faça isso quando ela estiver com o aspecto de fruta desidratada, nem tão mole e nem tão crocante. Se elas ainda estiverem soltando uma aguinha, deixe-as no forno por mais algum tempo.
Como fazer frutas secas no micro-ondas
Ingredientes

– Frutas frescas inteiras a gosto

– 1 xícara de água

– 1 colher (sopa) de suco de limão

Para prepará-las no micro-ondas, o primeiro passo é limpar bem o aparelho e deixá-lo completamente livre de odores. Depois, repita o mesmo procedimento de retirar a casca, as sementes e todos os pedaços machucados da sua frutinha.

Em seguida, corte a fruta em pedaços finos e uniformes, mergulhe na solução de limão e espalhe os pedacinhos sobre o prato giratório do micro-ondas (que deve estar bem higienizado), deixando um espaço entre eles para que as frutas não fiquem juntas. Para finalizar, programe o aparelho para o modo “descongelar”, coloque uma duração de 30 minutos e verifique a consistência da fruta a cada 5 ou 10 minutos.

O tempo de desidratação costuma variar de acordo com os cortes da fruta e o próprio alimento escolhido. Quando as suas frutas estiverem completamente desidratadas, coloque os pedaços em um recipiente de vidro com tampa, feche bem (quando estiver em temperatura ambiente) e armazene na geladeira por 1 a 2 semanas.

Tiroteio no Centro de Duque de Caxias assusta moradores

Um intenso tiroteio na favela do Lixão, no Centro de Duque de Caxias, assustou moradores e pedestres no fim da tarde desta quarta-feira, 6, por volta das 18h. Nas redes sociais, já há diversos relatos do ocorrido. Algumas lojas no shopping center da região chegaram a fechar as portas. Os disparos conseguem ser ouvidos de bairros vizinhos, como Jardim 25 de Agosto.

A Avenida Governador Leonel de Moura Brizola, a antiga Av. Presidente Kenedy, chegou a ser fechada por causa do tiroteio.

Há informações de que um policial militar teria sido sequestrado e foi levado para dentro da comunidade. A assessoria de imprensa da corporação ainda não confirmou.

Dona da Magazine Luiza chorou ao entender racismo estrutural


A empresária Luiza Trajano, dona da Magazine Luiza, afirmou em entrevista ao Roda Viva, da TV Cultura, que decidiu fazer um programa de trainee apenas para pessoas negras quando constatou que sua empresa tinha poucos executivos negros em cargos altos. “O racismo estrutural está no inconsciente das pessoas”, avaliou ela, em programa exibido na noite da segunda-feira (5).
“Temos que entender mais o que é racismo estrutural. O dia que entendi até chorei, porque sempre achei que não era racista até entender o racismo estrutural”, continuou a empresária.

Ela diz que cobrava para que houvesse mais pessoas negras nas seleções, mas quando se tratava de cargos altos, tinha pouco retorno. “Como podemos colocar mais negros se eles não aparecem? O ponto de partida já é desigual”, avaliou, notando que a desigualdade racial é sentida desde a educação básica.
“O Brasil teve uma escravidão de 350 anos, a maioria é de negros, a maioria na periferia. Essa é a real, então não entram naquilo (processo)”, considerou.

Ela afirmou que a empresa não resolveu fazer esse trainee por “oba oba” e que esse programa foi analisado por um comitê interno antes de ser concretizado. A ideia é oferecer 20 vagas em todo país. Para tornar mais acessível, algumas obrigatoriedades, como de falar inglês, não serão exigidas. “O inglês não precisa ter, depois eles vão ter curso para aprender”, explicou.

Funcionários negros que já trabalham na empresa também podem participar. A ideia é capacitar essas pessoas com o trainee.

Luiza diz que o processo é para mudar a realidade da Magazine Luiza, não algo político de nível nacional. “Até hoje falam: ‘a Luiza é voltada para um propósito’. Como se eu fosse uma ONG e não tivesse lucro. Se eu fosse só voltada para propósitos, a empresa não estava valendo R$ 40 bilhões”, diz.

Sementes misteriosas entregues no Brasil contêm fungos e ácaro


O Ministério da Agricultura informou nesta terça-feira (6) que foram encontrados fungos, ácaro e até possíveis plantas daninhas nas sementes misteriosas enviadas a moradores do país.
O governo afirma que os pacotes “supostamente” foram enviados de 4 países da Ásia. Moradores de Estados Unidos e Canadá também registraram casos semelhantes. A suspeita do governo brasileiro é que seja uma fraude relacionada ao comércio on-line.

Desde agosto, moradores de estados brasileiros relataram estar recebendo pacotes de sementes não solicitadas. Esses produtos chegam, normalmente, junto com compras feitas pela internet.
Segundo o Ministério da Agricultura, até o momento, foram recebidos 258 pacotes de sementes não solicitadas. Moradores de 24 estados e o Distrito Federal já tiveram relatos do problema. Apenas Maranhão e Amazonas não tiveram relatos de casos de sementes misteriosas.

Da investigação feita pelo ministério até agora foi identificado que:

Sementes de 25 embalagens mostraram 3 fungos diferentes;
1 pacote apresentou ácaro;
4 embalagens com possibilidade de conter plantas daninhas não presentes no país;
2 pacotes com a presença de bactérias.

Ainda não há a identificação de quais são essas bactérias e fungos, pois os materiais seguem em análise no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, em Goiânia, referência no assunto. O Ministério da Agricultura espera terminar a avaliação das sementes em até 30 dias.

“Quando o risco é desconhecido, o risco é máximo. Por isso que a gente pede para que a população não plante esta semente”, diz o diretor do Departamento de Serviços Técnicos do ministério, José Luís Vargas.

“A gente coloca nossa agropecuária em risco, nossas florestas em risco. A gente não sabe o potencial de risco e dano desse material”, acrescenta.
Riscos para pessoas e produção

O Ministério da Agricultura afirma que trabalha em conjunto com o Ministério da Saúde para monitorar possíveis riscos das sementes para as pessoas.

“Como é um material sem controle, ele pode ter sido tratado com produto químico, ou plantas com alguma toxicidade. Pode ter risco de intoxicação da pessoa ou de um animal doméstico. As pessoas não devem manusear o material”, explica o Secretário de Defesa Agropecuária, José Guilherme Leal.

Segundo o governo, não é possível afirmar que o envio de sementes seja uma ação proposital para prejudicar a agricultura brasileira, o chamado agroterrorismo. Mesmo assim, diz que existem riscos à atividade.

“Não temos elementos para afirmar que é uma ação intencional para introduzir algum organismo que seja prejudicial, mas o risco existe. Os primeiros resultados nos apontam que a gente vai precisar aprofundar a identificação (das sementes)”, diz Leal.
Suspeita de fraude

Nos Estados Unidos, onde os pacotes também chegaram, o Departamento de Agricultura (USDA, em inglês) trabalha com a possibilidade de que as encomendas indesejadas estejam relacionadas a uma fraude conhecida como “brushing”.

O governo brasileiro diz que também considera essa possibilidade e que está em colaboração com outros países para investigar a situação.

O “brushing” é, essencialmente, o envio de mercadorias não solicitadas com o objetivo de registrar compras falsas.

A semente, no caso, apenas cumpre a finalidade de não deixar o pacote vazio. Isso explicaria por que as autoridades até agora não encontraram sinais de tentativas de bioterrorismo ou contaminação.
Cuidados

O Ministério da Agricultura reforça para que a população tenha cuidado e não abra encomendas recebidas pelo correio de pacotes de sementes não solicitadas, seja qual for o país de origem.

Quem receber em casa sementes provenientes do exterior, deve entregar o material para uma das unidades do ministério em seu estado ou no órgão estadual de defesa agropecuária.
Importação de sementes

É possível comprar sementes do exterior, porém existe um processo rigoroso.

Quem comprar deverá fazer um pedido ao Ministério da Agricultura, e o vendedor deverá ser de um país em que o Brasil autoriza esse tipo de comércio, além de ter que enviar todos os certificados de origem do produto.

De acordo com o governo, existem muitos casos de pessoas comprarem sementes ou mudas pela internet sem saber da legislação. Na maioria dos casos, os produtos são apreendidos. A recomendação é de que o consumidor pesquise bem sobre o vendedor antes de fechar negócio.

No primeiro semestre deste ano, a fiscalização federal diz que interceptou 33.734 caixas ou envelopes contendo partes de vegetais (folha, flores e caules), material de propagação vegetal (mudas, bulbos), produtos vegetais que apresentam risco, sementes e outros na central em Curitiba.

Do total, 26.111 foram destruídos, 2.383 foram devolvidos ao local de origem e 5.240 liberados após checagem da documentação.

Veja como fazer mamografia gratuitas pelo SUS no RJ


Em apoio à Campanha Outubro Rosa, o Rio Imagem, centro de diagnósticos da Secretaria Estadual de Saúde do Rio, oferece exames de mamografia de forma gratuita para mulheres e sem necessidade de agendamento. A unidade é localizada na Av. Presidente Vargas 1.733, no Centro do Rio.
A iniciativa busca alertar a população sobre a prevenção ao câncer de mama. O exame, que é crucial para o diagnóstico precoce da doença, é oferecido a mulheres entre 50 e 69 anos.
Para realizar a mamografia, é necessário ir até o local, de segunda a sábado, das 8h às 17h, com encaminhamento médico proveniente de hospital público, do Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, a partir do exame é possível identificar melhor as lesões mamárias em mulheres depois da menopausa.
De acordo com Roger Ancillotti, diretor do Rio Imagem, além da mamografia, o público-alvo também pode fazer outros exames, se houver necessidade.

Correntista denuncia golpe através de app“Caixa Tem”

Um moradora de Salvador denunciou ter passado por um golpe que vem sendo aplicado através do aplicativo da Caixa Econômica Federal, o “Caixa Tem”. Os bandidos usam o CPF das vítimas para fazer o login e furtar o dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) emergencial, depositado pelo Governo Federal.
A enfermeira Celeste Tourinho contou que, ao checar o extrato do FGTS, o valor de R$ 1.045 da liberação emergencial já tinha sido retirado. A retirada foi feita no dia 15 de setembro como pagamento, um de R$ 600 e outro de R$ 445.

“O e-mail que foi criado não é meu, o celular não é meu. A única coisa que é minha é o CPF. O nome que eu obtive é de Adriano Estela, provavelmente fictício. O prefixo do celular que foi criado é do interior de São Paulo”, contou Celeste.
A enfermeira disse que denunciou o golpe à Caixa e teve a primeira contestação negada. Segundo Celeste, foi aberta uma segunda contestação e ela aguarda retorno do banco.

“Eu quero ressarcimento, eu quero meu dinheiro de volta, afinal de contas ele estava guardado na minha conta. Foi para essa conta que eu não sei, desse Caixa Tem, que é vulnerável, a pessoa simplesmente tem acesso fácil. Eu queria uma resposta, uma explicação para isso. O pior é que a gente não tem a quem recorrer, a Caixa diz que não, eu vou buscar quem agora? “, questionou a enfermeira.

O golpe já está sendo investigado pela Polícia Federal. Até o momento, a Caixa Econômica não informou se vai ser feita alguma alteração no “Caixa Tem” para tornar o aplicativo mais seguro e, assim, evitar que outros trabalhadores sejam vítimas do golpe.

A Polícia Federal informou que este golpe vem sendo aplicado desde o início do segundo trimestre deste ano. O órgão orientou que as denúncias devem ser feitas nas agências porque é a Caixa quem repassa os dados das vítimas à Polícia Federal para dar início à investigação. Como essas apurações ainda estão em curso, a PF não divulga informações para não atrapalhar as investigações.

Em nota, a Caixa Econômica Federal disse que menos de 1% dos usuários do “Caixa Tem” é vítima de fraude no aplicativo. Para conter as ações dos golpistas, a Caixa implantou diversos mecanismos no aplicativo como a validação documental por imagem e o monitoramento de cadastros e de transações.

Ainda em nota, a Caixa explicou que as contestações de saques podem ser formalizadas pelo beneficiário em qualquer agência do banco, basta levar RG e CPF. Caso haja comprovação de saque fraudulento, o beneficiário será ressarcido.

Ministério da Agricultura confirma peste suína no Piauí

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirmou nesta segunda-feira (5) um foco de Peste Suína Clássica (PSC) no Piauí. O diagnóstico foi confirmado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Pedro Leopoldo (MG), por técnica de diagnóstico molecular (RT-PCR em Tempo Real).

O caso ocorreu no município de Parnaíba, norte do estado, em criatório de suínos para subsistência. Segundo o ministério, o estado é localizado fora da zona reconhecida como livre de PSC pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

“A ocorrência já foi notificada pelo Ministério à OIE e não há justificativas para restrições ao comércio internacional de suínos e seus produtos. O último foco de PSC no Piauí foi encerrado em novembro de 2019”, afirmou a pasta por meio de nota.

O ministério informou ainda que a propriedade em que se identificou o foco da doença foi interditada e o serviço veterinário estadual está adotando os procedimentos determinados pela pasta para eliminação do foco, incluindo sacrifício dos suínos e desinfecção da propriedade afetada, além de investigações para rastreamento de provável origem e vínculos epidemiológicos.
Peste Suína Clássica

A Peste Suína Clássica (PSC), também conhecida como febre suína ou cólera dos porcos, é uma doença viral, altamente contagiosa, que afeta somente suínos e javalis. Não oferece riscos à saúde humana e não tem impacto na saúde pública.

O estado do Piauí faz parte da zona não reconhecida como livre de PSC, juntamente com outros 10 estados (AL, AM, RR, PA, AP, MA, CE, RN, PB, PE). Os limites entre as zonas livre e não livre de PSC são protegidos por barreiras naturais e postos de fiscalização, onde procedimentos de vigilância e mitigação de risco para evitar a introdução da doença são adotados continuamente.

A zona livre de PSC do Brasil concentra mais de 95% de toda a indústria suinícola brasileira. Toda a exportação brasileira de suínos e seus produtos são oriundas da zona livre, que incorpora 15 estados brasileiros e o Distrito Federal (RS, SC, PR, MG, SP, MS, MT, GO, DF, RJ, ES, BA, SE, TO, RO e AC), e não registra ocorrência da doença de PSC desde janeiro de 1998.

Pix é o novo sistema de pagamentos instantâneos operado pelo Banco Central

Em pouco mais de nove horas, mais de 3,5 milhões de chaves foram cadastradas no Pix, o novo sistema de pagamentos instantâneos operado pelo Banco Central (BC). O volume foi registrado das 9h até pouco depois das 18h30.

O Pix entrou hoje (5) em fase de teste e começará a funcionar em 16 de novembro.

Apenas na primeira hora, informou o BC, foram cadastradas 50 mil chaves. O volume subiu para 200 mil por volta das 11h30 e superou a marca de 1 milhão uma hora depois. Nas seis horas seguintes, mais 2,5 milhões fizeram o cadastro.

As chaves do Pix são uma combinação para que o cliente – pessoa física ou jurídica – possa pagar e receber dinheiro em até 10 segundos. A chave é composta por uma das três informações, número de celular, e-mail ou CPF/CNPJ, que o correntista deverá digitar para fazer as transações.

Caso o cliente não queira cadastrar o celular, o e-mail, o CPF ou o CNPJ, pode pedir ao banco um EVP (sequência de 32 dígitos) como chave do Pix. Essa chave serve como apelido para identificar as contas do novo sistema de pagamentos.
Instabilidades

O tráfego de dados ao longo desta segunda-feira provocou instabilidade em aplicativos de diversas instituições financeiras. Relatos nas redes sociais mostraram lentidão em aplicativos, principalmente durante a manhã. Responsável pela administração do sistema do Pix, o BC informou que a situação se normalizou por volta das 14h30. Embora o cadastro das chaves seja feito no aplicativo ou no site de cada instituição, os dados dos clientes são armazenados em servidores do BC.

Até agora, 677 instituições financeiras, entre bancos, fintechs (startups do setor financeiro), financeiras e cooperativas de crédito estão habilitadas para usar o Pix. Para receber o aval do BC, a instituição precisa passar por testes, como a capacidade de processar determinado volume de transações por segundo.
Custos

Para pessoas físicas e microempreendedores, as transações serão gratuitas, exceto nos casos de recebimento de dinheiro pela venda de bens e de serviços. As pessoas jurídicas arcarão com os custos. As tarifas dependerão de cada instituição financeira, mas o BC estima que será R$ 0,01 a cada dez transações.

O Pix servirá não apenas para transferências instantâneas de dinheiro e poderá também ser usado para o pagamento de boletos, de contas de luz, de impostos e para compras no comércio. Com a ferramenta, será possível o cliente sacar dinheiro no comércio, ao transferir o valor desejado para o Pix de um estabelecimento e retirar as cédulas no caixa.
Como cadastrar

Para cadastrar a chave, basta que o interessado acesse o aplicativo da instituição em que tem conta e faça  o registro, vinculando a uma conta específica uma das três informações: número de telefone celular, e-mail ou CPF/CNPJ. Há ainda a possibilidade de gerar uma chave aleatória, caso o cliente não queira compartilhar seus dados pessoais. As informações serão armazenadas em uma plataforma tecnológica desenvolvida e operada pelo BC, chamada Diretório Identificador de Contas Transacionais (DICT), um dos componentes do Pix.

Cada pessoa poderá cadastrar até cinco chaves em uma mesma conta. Por exemplo: CPF, dois telefones e dois e-mails; ou dois telefones e três e-mails. Entretanto, cada uma dessas chaves poderá ser vinculada a apenas uma conta, seja corrente, poupança ou pré-paga, ainda que na mesma instituição. Ou seja, o mesmo CPF, por exemplo, não poderá ser cadastrado em duas contas diferentes. Assim, ao informar uma chave ao pagador, o recebedor saberá identificar em qual conta os recursos serão creditados.

De acordo com Mayara Yano, assessora do Decem, que também participou da live, o cliente terá total flexibilidade para mudar as chaves entre as contas, assim como excluí-las. “No momento que cadastrei o CPF como chave em uma instituição, eu posso fazer um processo de portabilidade para outra instituição ou conta, pelos próprios aplicativos das contas”, disse Mayaa. Ela explicou que essa portabilidade tem prazo de sete dias para ser concluída.

No caso de utilização do número de telefone celular como chave, o cliente pode reivindicar a posse de determinado número. Segundo Mayara, isso pode acontecer quando uma pessoa troca o número de celular e o anterior fica inativo. Nesse caso, as empresas de telefonia comercializam novamente esse número inativo, que pode ter sido cadastrado como chave do Pix. Assim, o novo cliente, caso queira cadastrar o número no sistema e ele ainda estiver vinculado ao cliente antigo, deverá reivindicar a posse.
Pagamentos em lojas

O Pix funcionará 24 horas por dia e reduzirá para 10 segundos o tempo de liquidação de pagamentos entre estabelecimentos com conta em bancos e instituições diferentes. As transações poderão ser feitas por meio de QR Code (versão avançada do código de barras lida pela câmera do celular) ou com base na chave cadastrada.

Brandt informou que já está disponível o protocolo de padronização de comunicação para as empresas, físicas ou virtuais, que quiserem oferecer o Pix como forma de pagamento aos clientes, por meio de QR Code. Empresas de energia elétrica e de telecomunicações também poderão utilizar a ferramenta para recebimento de faturas.

Ao entrar em funcionamento, o Pix estará disponível apenas para transações domésticas. De acordo com o chefe adjunto do BC, há intenção de interligar o Pix a sistemas similares para transferências internacionais.
Custos

O Pix é totalmente gratuito para pessoas físicas. Entretanto, essa gratuidade é mitigada do lado do recebimento “para que não se tenha utilização dessa conta de pessoa física nas situações de realização de negócios”, acrescentou Brandt. “Isso é uma exceção da gratuidade, quando a pessoas física coloca a conta para negócios”, disse. Nesse caso, o recebimento de vendas de produtos e de serviços poderão ser tarifadas.

Quanto às pessoas jurídicas, as instituições financeiras poderão cobrar tarifa tanto no envio quanto no recebimento de dinheiro por meio do Pix. Serviços acessórios ligados ao pagamento e ao recebimento de recursos também poderão ser tarifados. Caberá às instituições financeiras definir o valor das tarifas, mas, segundo Brandt, o custo operacional para os bancos é de R$ 0,01 a cada dez transações.

De acordo com ele, o objetivo do Pix é reduzir o custo de transferências e pagamentos. Então, é esperado que esse baixo custo seja repassado para as empresas com o tempo. “São 667 instituições que já estão no processo de cadastramento de chaves hoje. É um universo grande para fazer o ambiente concorrencial funcionar, fazer a negociação para que esses preços sejam reduzidos.”

Brandt esclareceu ainda que o BC tem mecanismos para evitar fraudes dentro do Pix. Um deles é possibilitar um tempo adicional de verificação para as instituições envolvidas. Caso aquela que estiver recebendo a ordem de transferência identificar algum indício de eventual fraude terá mais 30 minutos, durante o dia, ou 60 minutos, durante a noite, para verificar com mais detalhes essa transação.

As chaves do Pix são uma combinação para que o cliente – pessoa física ou jurídica – possa pagar e receber dinheiro em até 10 segundos. A chave é composta por uma das três informações, número de celular, e-mail ou CPF/CNPJ, que o correntista deverá digitar para fazer as transações.

O Pix servirá não apenas para transferências instantâneas de dinheiro como poderá ser usado para o pagamento de boletos, de contas de luz, de impostos e para compras no comércio. Com a ferramenta, será possível o cliente sacar dinheiro no comércio, ao transferir o valor desejado para o Pix de um estabelecimento e retirar as cédulas no caixa.

 

Agência Brasil

Polícia Federal desmonta fabrica de notas de R$ 200

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (30), uma operação para desarticular uma quadrilha de Minas Gerais especializada em fabricar cédulas de dinheiro falsas. O grupo já fabricava, inclusive, a nova cédula de R$ 200.
A ação foi denominada Triângulo das Bermudas e contou com o apoio da Polícia Militar do estado. De acordo com a investigação, o grupo tinha um laboratório gráfico de contrafação das cédulas, que eram vendidas para todo país. O espaço está localizado em Ituiutaba (MG).

No espaço os policias encontraram o equivalente a mais de meio milhão de reais em notas falsas de R$ 10 e R$ 200. A PF estima que o grupo já tenha produzido mais de R$ 10 milhões.
Além dos valores falsos, foram apreendidos impressoras laminadoras, guilhotinas, máquina de cola quente, telas de marcação, telas de luz, secadores, CPUs, diferentes folhas com marcas d´água e simulações de itens de segurança, invólucros com tintas diversas, papéis diversos para impressão de cédulas, equipamento gráfico, telas de serigrafia, tintas de serigrafia, papéis foil e material de acabamento.

Brasileira de 20 anos é indiciada por apologia ao nazismo no Twitter

Uma mulher de 20 anos foi indiciada pela Polícia Civil do Amapá, nesta segunda-feira, por apologia ao nazismo. Ela era administradora de um perfil no Twitter que tinha mais de mil seguidores e enaltecia o ditador alemão Adolf Hitler.
A 6ª Delegacia de Polícia de Macapá chegou até a conta de Twitter através de denúncias de internautas.
O perfil fazia a veiculação de símbolos, emblemas e propaganda da cruz suástica ou gamada e foi excluído. Algumas postagens se referiam a Adolf Hitler como “Adolfinho”.
A polícia conseguiu identificar a administradora e ela poderá ter como pena de um a três anos de reclusão e multa. O nome da indiciada não foi divulgado.
“O enaltecimento e a apologia ao nazismo devem ser coibidos por toda a sociedade e a Polícia Civil atuou no sentido de debelar o crime , primeiro com a identificação e agora com o indiciamento da mulher que agora deverá responder criminalmente”, informou o delegado Leandro Leite.
A Polícia Civil dará prosseguimento às investigações para identificar se existem grupos coordenando uma rede de apologia ao nazismo no Amapá ou no Brasil.