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Cristo Redentor é atingido por raios e tem o dedo danificado

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O Cristo Redentor foi danificado depois do temporal que atingiu o Rio na última quinta-feira (16/01). Parte do dedo polegar da mão direita do Cristo quebrou.

De acordo com padre Omar Raposo, reitor do Santuário do Cristo Redentor, que pela manhã deu entrevista à Rádio Globo  contando o estrago provocado pelo raio, o dedo médio da mão direita da estátua já havia sido danificado no temporal que atingiu a cidade em dezembro. “Agora registramos uma avaria mais acentuada em toda a mão”, explicou.

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Estoque de pedra sabão
Segundo padre Omar, toda a estátua do Cristo Redentor é revestida de pedra sabão. “Temos um estoque dessa pedra, adquirida da mesma pedreira de Minas Gerais de onde saiu o material na construção original do monumento”. Ele destacou ainda que a estátua passa por reforma permanente e que agora serão contratados restauradores alpinistas para reparar os danos.

Na noite desta quinta, uma placa informativa, feita de mármore, também foi danificada pelos raios. “Estamos instalando uma Central Digital que vai substituir as placas informativas, porque sempre temos de trocá-las por causa de raios. A os para-raios funcionam, mas essa proteção atmosférica já não está funcionando satisfatoriamente no Cristo”, avaliou padre.

Ao ser questionado se haveria outro sistema para proteger o monumento de descargas elétricas, Omar negou. “Não existe outra medida. Só rezando mesmo.”

40 mil raios
De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em todo o estado do Rio de Janeiro caíram mais de 40 mil raios na quinta. O órgão destaca que o monumento do Cristo é atingido, em média, por seis raios a cada ano.

Fonte: G1

Justiça garante a interrupção de pagamentos aos alunos da Gama Filho e UniverCidade

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O juízo da 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro concedeu liminar contra o grupo Galileo Administração de Recursos Educacionais S.A., a Universidade Gama Filho e a Associação Educacional São Paulo Apóstolo (UniverCidade), para que os alunos que contrataram os serviços educacionais possam interromper os pagamentos pendentes a partir da cessação do serviço. Com a decisão, os réus estão impedidos de lançar o nome dos estudantes no Cadastro de Proteção ao Crédito. Os estabelecimentos de ensino foram descredenciados pelo Ministério da Educação (MEC) na última segunda-feira, dia 13, deixando cerca de 10 mil alunos sem aulas.

Em sua decisão, o magistrado permitiu somente cobranças indispensáveis para o fornecimento dos documentos necessários para a transferência dos alunos para outras unidades de ensino. Também determinou que os estabelecimentos promovam atendimento contínuo e adequado em local de fácil acesso, com número de pessoal condizente com a quantidade de alunos. O atendimento aos estudantes deverá ser feito em até 10 dias, sob pena de multa de R$ 500 por caso.

O magistrado estabeleceu o prazo de cinco dias para que os réus informem as medidas tomadas e apresentem um cronograma, com o local e o quantitativo de funcionários à disposição para o atendimento aos alunos.

A ação civil pública foi ajuizada pela Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro.

Torcida organizada Força Jovem do Vasco é proibida pela justiça de frequentar jogos por um ano

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O juiz da 1ª Vara Empresarial da Capital, Luiz Roberto Ayoub, determinou nesta sexta-feira, dia 17 de janeiro, a proibição da torcida organizada Força Jovem do Vasco (FJV) de frequentar qualquer jogo de futebol e evento esportivo por um ano. A decisão passa a valer já na estreia do clube no Campeonato Carioca, no sábado, contra o Boavista.

A decisão foi tomada com base em uma ação ajuizada pelo Ministério Público após os atos de violência cometidos por integrantes da FJV na partida Vasco x Atlético-PR, no fim do ano passado, pela última rodada do Brasileirão, em Joinville, Santa Catarina.

O juiz também determinou que os integrantes da FJV,  e outros denunciados pelo MP envolvidos na briga entre torcedores em Joinville, compareçam à delegacia mais próxima da residência, ou outro local indicado pelo Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (GEPE), 15 minutos antes dos jogos. Eles só poderão deixar o local meia hora após o término da partida. Se descumprirem a decisão, cada réu terá que pagar multa de R$ 2 mil por ocorrência.

“A Constituição da República garante o direito ao lazer e ao desporto (art. 6º e 217), assim como à vida e segurança, não podendo o Estado, nas três esferas do poder, furtar-se às garantias de tais direitos. Nesse contexto, inserem-se as competições esportivas, em relação às quais é direito do consumidor do entretenimento ter sua incolumidade física e moral respeitada”, afirmou o juiz em sua decisão.

Caso descumpra a decisão, a FJV terá que pagar multa de R$ 10 mil (jogos de futebol) e R$ 5 mil (eventos esportivos). O integrante da torcida que desobedecer será retirado de forma compulsória do local e vai responder pelo crime de desobediência.

A Força Jovem do Vasco também foi intimada a entregar um cadastro com a relação de todos os associados. O objetivo é cruzar esses dados com a relação de denunciados pelo MP. A torcida tem cinco dias para entregar a lista de nomes.

A antecipação de tutela deferida pelo magistrado foi tomada com base em uma ação ajuizada pelo Ministério Público. Não houve acordo entre as partes na audiência. Cabe recurso da decisão.

Rihanna é fotografada no Rio de fio-dental fumando cigarro suspeito

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Rihanna foi fotografada nesta quarta-feira, dia 15, curtindo a Cachoeira do Horto, localizada no Jardim Botânico, na zona sul do Rio de Janeiro. Usando um maiô fio-dental e com um generoso decote, a cantora exibiu sua excelente forma física sem perceber que estava sendo observada. A beldade desembarcou no país no início da semana para realizar um ensaio para a revista “Vogue Brasil”. Assim que chegou, ela foi direto para Angra dos Reis. De acordo com a publicação, a estrela não fez muitas exigências: apenas pediu para experimentar uma porção de bolinho peixe frito. Com muito bom humor, Rihanna foi rodeada por habitantes curiosos da ilha durante a sessão fotográfica. Em determinado momento, a cantora interrompeu os trabalhos para tirar foto com uma moradora local que ficou visivelmente emocionada.

Fluminense continua na Série A do Campeonato Brasileiro de Futebol

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A Justiça do Rio concedeu liminar nesta quarta-feira (15/01) determinando que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) cumpra a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que no fim do ano passado rebaixou a Portuguesa para a Série B do Campeonato Brasileiro. O clube foi punido com a perda de 4 pontos por ter escalado o meia-atacante Héverton, que estava suspenso, na partida contra o Grêmio. Na mesma decisão, o Clube de Regatas Flamengo também perdeu 4 pontos por ter escalado o jogador André Santos, de forma irregular, na partida contra o Cruzeiro. Com a medida, o Fluminense Futebol Clube permanece na Série A do Campeonato Brasileiro de Futebol.

A decisão, em primeira instância, é do Juizado Especial do Torcedor e de Grandes Eventos e foi movida pelo torcedor Alexandre Correa Geoffroy. A juíza Romanzza Roberta Neme relata em sua decisão: “Considerando-se que compete inicialmente à Justiça Desportiva a apreciação do mérito referente à eventual infração ao regulamento, tendo esta determinado pela punição dos clubes, impõe-se, a princípio, a observância desta decisão. Desta forma, reputo presentes os requisitos autorizados para a concessão da tutela pretendida no tocante ao cumprimento do determinado pelo STJD”.

Na última sexta-feira (10), a Justiça de São Paulo suspendeu a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) que rebaixou a Associação Portuguesa de Desportos para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro de Futebol. A decisão liminar foi concedida pelo juiz Marcello do Amaral Perino da 42ª Vara Cível, em ação impetrada por um torcedor. Com a decisão, o Fluminense jogaria na segunda divisão.

O Juizado Especial do Torcedor de Grandes Eventos marcou audiência de conciliação, com base no Artigo 277 do Código de Processo Civil, para o dia 12 de fevereiro, às 14h50, na sede do juizado, na Ilha do Governador, zona norte da capital fluminense.

Fonte: Agência Brasil

MEC considera inconstitucional a federalização da Univercidade e Gama Filho

O Ministério da Educação considera inconstitucional a federalização da Universidade Gama Filh o e do Centro Universitário da Cidade (Univercidade), proposta por alunos e reitores de universidades federais do Rio como saída para a crise que resultou no descredenciamento das duas instituições. “Não existe nenhum amparo constitucional e legal para a contratação dos cerca de 1.600 professores e aproximadamente mil técnicos-administrativos das instituições sem concurso público, e não reconhecemos base jurídica para que os quase 12 mil estudantes possam ingressar em qualquer universidade pública desconsiderando o processo seletivo em curso, o Sisu, que teve mais de 2,5 milhões de inscritos no Brasil, sendo 479.496 nas universidades públicas do Rio”, informou o órgão. Os campi das duas universidades, mantidas pelo mesmo grupo, a Galileo Educacional, que acumula R$ 900 milhões em dívidas, estão fechados. Demandas como requisição de diplomas e validação de créditos para transferências só podem ser feitas pelo e-mail reitoria@ugf.br. Quinze funcionários foram destacados para triar as mensagens. Na terça-feira, 14, a Galileo informou que a procura ainda não é grande e que cada caso será analisado individualmente, sem que sejam estabelecidas prioridades. A Defensoria Pública do Rio prepara uma Ação Civil Pública que garanta que todos os alunos consigam retirar seus documentos e, num segundo momento, sejam indenizados pelos danos sofridos. O MEC deve publicar na semana que vem edital com critérios para a transferência para outras universidades. A meta é de que os estudantes consigam matrícula já para o início deste ano letivo. Quem conclui o curso em 2013 teme não conseguir ingressar no mercado de trabalho. “Paguei todas as mensalidades em dia, estudei e agora não tenho diploma. Eu me sinto traído, não só pelos gestores da Galileo, mas igualmente pelo MEC, que podia ter tomado uma atitude antes, e não fez nada”, disse Rodrigo Cruzati, de 35 anos, formado em marketing pela Univercidade. “Quero fazer uma pós-graduação, tenho uma oportunidade de emprego e não posso fazer nada.” Para os professores, que estão sem receber salários desde setembro, o descredenciamento resulta em ainda mais incerteza. “O MEC não atentou para as dificuldades da Galileo, que mostramos desde 2012, e agora anuncia o descredenciamento como fosse solução”, criticou o vice-presidente da Associação de Docentes da Gama Filho, Ronaldo Louro. Conforme relatos de alunos e professores das duas universidades, o atraso de contas deixou instalações sem luz, telefone e água no ano passado. Os serviços de limpeza e segurança pararam. Centenas de professores foram demitidos. Estudantes da Gama Filho fizeram diversos protestos (chegaram a ocupar a reitoria por 78 dias). Sem receber, parte dos professores deixou de trabalhar no segundo semestre. “Ficou tudo capenga”, lamenta a estudante do terceiro ano de Medicina Aline Prado, de 32 anos. “Fiz vestibular três anos até conseguir passar. Estamos no fundo do poço, mas sonho conseguir me formar em 2016.” Os alunos têm medo de perder bolsas do Programa de Financiamento Estudantil (Fies) e do Programa Universidade para Todos (Prouni). Com mensalidades entre R$ 3.450 e R$ 4.100, o curso de Medicina, que atualmente estava com dois mil alunos, é o mais reconhecido da Gama Filho, e recebe estudantes de todo o País. A universidade tem Índice Geral de Cursos (IGC) três. O instrumento do MEC mede anualmente a qualidade dos cursos de graduação e pós-graduação, e é usado como critério para processos de credenciamento e recredenciamento de instituições e de autorização para novos cursos. Vai de um a cinco, sendo três a média. O da Univercidade é dois.

Petrobras reafirma que não existe decisão para o aumento dos preços de combustíveis

A Petrobras divulgou nota na tarde desta quarta-feira, (15) na qual “reafirma que não existe decisão para o aumento dos preços de gasolina e diesel”. Nesta tarde, notícia publicada na imprensa nacional sobre um suposto acordo entre o governo federal e a estatal para um aumento dos combustíveis em junho impulsionou as ações da Petrobras, que fecharam em alta de 3,21% nas ações ON e de 2,17% nas PN. O Ministério de Minas e Energia (MME) também negou a informação, publicada no site do jornal Folha de S.Paulo. O MME disse que pedirá à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que investigue o episódio, por causa do efeito provocado nas ações da estatal. “Esse tema não foi tratado pelo governo federal e é privativo da Petrobras”, disse o ministério na nota. O jornal publicou que o governo e a Petrobras estavam planejando um novo aumento da gasolina e do diesel para junho e que, em reunião no mês dezembro, uma nova política de preços com o reajuste de 4% para a gasolina e de 8% para o diesel foi iniciada pelo conselho de administração da empresa.

Catástrofes causadas por chuvas continuarão a acontecer no Rio devido a obras mal planejadas

As catástrofes ocasionadas por chuvas aconteceram e continuarão a acontecer no Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense devido a obras mal planejadas, disse hoje (14) o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), Agostinho Guerreiro, durante divulgação de relatório sobre inspeção feita em dezembro do ano passado pelo conselho em áreas de risco afetadas por enchentes no fim de 2013.

Guerreiro disse que os técnicos encontraram pontes baixas e muito pequenas ou com pilares que dificultam ou impedem a passagem da água em momentos de grande incidência de chuva, entre outros problemas. “O que vimos na visita foram exemplos de várias áreas do município, da região metropolitana e do estado de novas catástrofes que vão acontecer”, disse o engenheiro, que trabalha há mais de 30 anos com áreas de risco. “Lamentavelmente, percebemos que os problemas não são corrigidos. Não há manutenção preventiva nem planejamento com correções definitivas”.

No caso do canal construído no Rio Abel, em Queimados, na Baixada Fluminense, Guerreiro disse que a construção foi feita apenas no perímetro da área urbana, o que serviu para potencializar os efeitos da enchente. “A canalização passa por dentro da cidade, mas antes da área urbana não tem canalização. Com a chuva, o lixo, troncos de árvores, criou-se uma barreira e com a velocidade da água do rio não canalizado, a água se espalhou para os lados e inundou as casas”, explicou. “Obra de canalização, se não cuidar do entorno, é jogar dinheiro fora”.

Dentre as orientações do relatório, que foi enviado às prefeituras do Rio, de Queimados, de Nova Iguaçu, de Japeri e ao governo do estado, estão reflorestamento na bacia hidrográfica dos rios da região, o recolhimento de lixo nas bordas dos rios durante o período da seca e o saneamento dos esgotos. O texto diz que apenas construir estações de tratamento de rios não é suficiente, assim como os desassoreamentos (retirar o assoreamento, como areia e lixo, de rios ou lagoa para liberar o fluxo das águas) e propõe que se evite que os esgotos cheguem à calha fluvial, com a coleta desses resíduos antes deles serem despejados no meio ambiente.

Guerreiro disse que muitas das sugestões do relatório são as mesmas que o Crea-RJ deu aos municípios da Região Serrana e ao governo do estado após as enchentes de 2011. “As pequenas barragens de contenção ao longo dos rios, que já recomendamos na Região Serrana e até hoje não fizeram, são obras relativamente baratas que podem salvar vidas, pois tiram o impacto da água”, disse. “Passados esses anos todos, muito pouco foi feito. Nossa esperança é que desta vez seja diferente”.

O presidente do Crea-RJ lembrou que bastaria o poder público respeitar as leis ambientais para que boa parte do problema fosse solucionada, pois a maioria das tragédias ocorrem em áreas ocupadas irregularmente como margens de rios, locais de declividade íngreme e topo de morros.

“As prefeituras são responsáveis pelo uso do solo urbano. Mas a maioria não fiscaliza. As pessoas não foram morar ali [áreas de risco] por seu bel prazer. Então o primeiro momento é que tinha que ser evitado, impedir que encostas perigosíssimas fossem ocupadas”, disse Guerreiro.

(Agência Brasil)

Justiça obriga concessionária que atende à Região dos Lagos a fornecer água à população

A concessionária Prolagos,  que presta serviço de abastecimento de água em cinco cidades da Região dos Lagos, terá de pagar multa diária de R$ 10 mil, a partir do momento em que for intimada, caso não cumpra os itens da ação movida pela Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Com a publicação da decisão do juiz da 3ª Vara de Fazenda Pública Antônio Augusto de Toledo de Gaspar no Diário Oficial desta quarta-feira (15), os mandados de citação e intimação já poderão ser expedidos. Segundo o juiz, a concessionária sabe que, nesta fase do ano, tais problemas são recorrentes, mas “pelo que se depreende”, não adota as medidas necessárias para solucioná-los, “o que beira o descaso”.

O objetivo da ação é obrigar a empresa a fornecer água potável de forma contínua, eficiente e adequada, ou garantir o fornecimento de outra forma, por meio de carros-pipa, por exemplo. A comissão da Alerj tomou conhecimento do problema por meio de reclamações dos consumidores dos municípios de Cabo Frio, São Pedro da Aldeia, Arraial do Cabo, Búzios e Iguaba Grande, que são atendidos pela concessionária.

De acordo com o presidente da comissão, deputado Luiz Martins (PDT), centenas de ligações telefônicas de consumidores que não sabem como proceder chegaram ao colegiado. “É fundamental que os serviços atendam as necessidades básicas da população”, disse Martins.

A Prolagos informou, em nota, que ampliou em 25% o fornecimento de água à população da Região dos Lagos no passado, com o objetivo de se preparar para este verão. No entanto, rompimentos em uma de suas principais tubulações da Estação de Tratamento de Água  Juturnaíba, nos dias 31 de dezembro e 10 de janeiro, prejudicaram a regularidade do fornecimento d’água, que está sendo retomado gradativamente. A nota diz que a concessionária trabalha 24 horas por dia para regularizar o fornecimento.

(Agência Brasil)

Infraero é atuada pelo Procon-RJ por irregularidades encontradas no Galeão

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Fiscais do Procon-RJ, órgão ligado à Secretaria de Estado de Proteção e Defesa do Consumidor (Seprocon), autuaram a Infraero nesta segunda-feira (06/01) durante operação no aeroporto internacional Tom Jobim (Galeão). A Operação SOS Maestro ocorreu para verificar a prestação de serviços aos usuários e as condições de segurança do local, onde na noite de sábado (4), a menina argentina Camila Palacios, de 3 anos, caiu de uma altura de 7 metros após entrar num vão entre uma das escadas rolantes e o guarda corpos de vidro. Os agentes encontraram outros vãos perigosos ao lado da maioria das escadas rolantes no aeroporto, similares ao do local do acidente. Alguns deles tinham espaço superior a 19 cm, podendo ser ultrapassado até por um adulto.

Além dos vãos perigosos, a Infraero ainda foi autuada por outras irregularidades no Galeão. Os fiscais do Procon-RJ encontraram quatro elevadores e três bebedouros sem funcionamento e um banheiro para deficientes trancado. O ar condicionado também não estava funcionando em dois setores da área de embarque do Terminal 1. Em uma esteira rolante, os agentes encontraram uma caneleta de alumínio quebrada, podendo causar sérios ferimentos aos usuários.

“Omitir-se em caso de segurança, como está ocorrendo no Aeroporto Tom Jobim, é motivo para mandar prender os responsáveis”, afirmou a secretária de Estado de Proteção e Defesa do Consumidor, Cidinha Campos.

O vão no mezanino entre a escada rolante e o guarda-corpo de onde caiu a menina , no Aeroporto Internacional – Antônio Carlos Jobim, está 8 centímetros (cm) além do permitido. A afirmação é do presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-RJ) da entidade, Agostinho Guerreiro, para quem o vão está fora das especificações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Segundo o dirigente, o Crea está preparando um relatório sobre o que foi apurado pela instituição. “O que eu posso antecipar é que existem as normas da ABNT e estes vãos que têm nas escadas e em lugares de passagem de público, como varandas, a recomendação é no máximo 11 cm, o que não é o caso de lá. Os indicativos apontam até agora um vão superior ao limite permitido, e o que está sendo mencionado é 19 cm, então para uma criança é um vão muito largo e perigoso”, explicou Agostinho.

Se for confirmado que a norma da ABNT não foi atendida, o Crea-RJ deverá chamar as pessoas envolvidas para prestar esclarecimentos e identificar as falhas. Segundo Agostinho, o Crea não pode tratar de problemas de obra, mas tem a tarefa de fazer a fiscalização do exercício profissional.

“O que nós podemos fazer é chamar a empresa e, eventualmente, o profissional que tenha feito, porque realmente existem normas para proteção de qualquer tipo de construção, sobretudo onde tem trânsito de pessoas”, disse o presidente do Crea.

Sobre a vistoria do Crea, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) informou, em nota, que na década de 1990, quando o Terminal 2 do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro foi construído, foram seguidas todas as normas vigentes à época relacionadas a projetos e construções, e que aguarda a finalização dos laudos técnicos para fazer as adequações que forem necessárias.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a menina está lúcida, mas ainda precisa de cuidados. Os médicos ainda estão avaliando a necessidade de uma cirurgia. A passagem pelo vão projetou Camila Palacios para uma queda de cinco metros de altura.