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Jovens aproveitam rua interditada proxima ao Maracanã para jogar bola

Douglas Rios da Silva, de 12 anos, assistia tenso a dribles e lances sentado no meio fio da Avenida Radial Oeste, zona norte do Rio de Janeiro, na tarde de hoje (22). A bola que ele acompanhava, no entanto, nada tinha a ver com a do confronto Rússia e Bélgica, que acontecia a poucos metros dali, no Maracanã. De costas para o estádio, ele torcia para que a partida entre seus amigos da favela Metrô-Mangueira acabasse logo, para que ele pudesse entrar no próximo jogo.

“Aqui a gente só tem como jogar bola. É a única diversão. A gente joga ali no gramado do meio da pista, mas é ruim porque tem caco de vidro e cocô de cavalo. Como eles fecharam hoje, a gente veio jogar aqui”, conta ele, apontando para os amigos e o irmão, de pés descalços, no asfalto da via, que fica em frente à comunidade em que mora e já foi palco de confronto com policiais e manifestações.

Três jovens e adolescentes jogavam de cada lado, e um time esperava quem perdesse para “entrar em campo”. Douglas, aluno do quinto ano em uma escola municipal, era o mais novo deles. “Primeiro, a gente tentou arrumar um dinheiro parando os carros, mas os policiais não deixaram. Aí, viemos jogar. Enquanto ficar fechado, vamos continuar aqui”, disse ele, que se referia à atividade irregular de flanelinha, que ele diz sempre repetir nos dias de jogos nacionais no Maracanã.

Douglas vive com quatro irmãos e a avó na comunidade, que está sendo removida desde 2011, e dará lugar a um polo automotivo. Ele não vê o pai há dois anos, e também não sabe o paradeiro da mãe, que é dependente de crack e vive na rua. A família se mudou para lá em 2013, fugindo da violência no Complexo do Lins. Desde então, ele conta que já conseguiu ir ao Maracanã uma vez.

“Depois que já chega no segundo tempo, muitos cambistas jogam o ingresso fora. Aí, eu peguei um e consegui entrar para ver um jogo do Vasco”, lembra o jovem flamenguista, que se explica: “Sou Flamengo, mas queria entrar lá”. Entre os amigos, ele é o único que conseguiu.

A cena do jogo improvisado no asfalto chamou a atenção dos poucos turistas que passavam por ali, e muitos tiraram fotos. Um deles, porém, resolveu chegar mais perto: o argentino Maximiliano Attwell, de 29 anos. Estudante de arquitetura, ele veio passar o mês da Copa do Mundo assistindo os jogos no Brasil, e aproveitou para ganhar dinheiro pintando bandeiras no rosto dos torcedores. Ao ver o futebol, logo pediu para jogar. Esperou com Douglas, tirou a camiseta e o tênis, e entrou no time dele.

“Os brasileiros têm uma paixão muito grande pelo futebol. Vi os meninos aqui e quis jogar com eles. Estou morando na casa de uma família aqui perto e sempre passo por aqui”, conta o argentino, que comprou um refrigerante e um biscoito para uma das crianças que assistiam à brincadeira. Cobrando R$ 10 por cada pintura facial, ele responde com uma risada se está dando para ganhar um bom dinheiro: ao abrir a mochila, mostra uma quantidade de notas que nem ele sabe qual é.

Nem dez minutos se passam e uma dupla de colombianos também se aproxima e se interessa pelo jogo. Ambos vestindo uniformes de suas seleções e com perucas imitando o ex-jogador Carlos Valderrama, acabam fazendo festa com a plateia de crianças e desistem do futebol: “Me chamou muita atenção a alegria desses meninos. Este é o verdadeiro futebol do Brasil. Sei pouco sobre as favelas, e dizem que são muito perigosas, mas queria conhecer o outro lado”, disse o publicitário Ivan Leon, de 30 anos.

Vendo mais um gol no futebol do asfalto, ele compara a desigualdade social no Brasil e na Colômbia: “Aqui eu tenho a impressão de ver pessoas mais ricas e também pessoas mais pobres que lá. A distância parece ser maior”.

O time de Douglas e do argentino perde, e dá lugar a outro trio depois de tomar três gols. Sem nem saber que seleções estão se enfrentando no Maracanã, ou o placar, Douglas continua a assistir seu próprio futebol. “Eu vejo os jogos do Brasil e torço. O time é muito alegre e embalado”, elogia o adolescente, que critica a Copa em poucas palavras: “Estão dando mais direitos para ela do que pra quem é de casa”.

 

(Agência Brasil)

Vigilância Sanitária abriu inquérito contra Fifa por servi alimentos contaminados

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Mais voluntários da Fifa passaram mal ao comer as refeições servidas nos estádios da Copa do Mundo. Desta vez, 37 funcionários e voluntários em Recife precisaram de atendimento médico na Arena Pernambuco nesta sexta-feira (20), onde Itália e Costa Rica se enfrentaram. Seis deles apresentaram diarreia e vômito e os demais tiveram dor de cabeça e náusea. A Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) abriu um inquérito epidemiológico e notificou a Fifa por encontrar, durante a inspeção, quatro alimentos contaminados entre os oito tipos oferecidos aos trabalhadores. Os problemas aconteceram nas porções de feijão, farofa, salada e pudim. Ao todo, 320 quilos de alimentos foram apreendidos. Quarenta voluntários em Brasília foram hospitalizados com intoxicação alimentar no último sábado (14). Mais de 500 assinaram um abaixo-assinado em Salvador contra a comida, alegando dores no estômago, diarreia, enjoos e azia. Outras cidades também já apresentaram problemas similares, como Cuiabá, Fortaleza e Belo Horizonte. Os alimentos fornecidos aos funcionários da Fifa, de todas as cidades-sede, vêm congelados de uma empresa de Campinas, em São Paulo.

MP entrou com ação civil contra Odebrecht por trabalho escravo de brasileiros em Angola

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O Ministério Público do Trabalho (MPT) em Araraquara entrou com uma ação civil pública contra o Grupo Odebrecht, alegando envolvimento da empresa em um esquema de tráfico de pessoas para trabalho análogo ao de escravo em Angola.

Trabalhadores brasileiros eram levados do município de Américo Brasiliense, a 298 quilômetros de São Paulo, para as obras de uma usina de cana-de-açúcar no país africano. Lá, eles eram submetidos a condições precárias de trabalho, de acordo com o procurador Rafael de Araújo Gomes.

Segundo ele, ações trabalhistas na região de Araraquara, com condenações judiciais proferidas, já reconheceram a situação degradante a que os operários eram submetidos. Além de condições precárias nas instalações sanitárias, na alimentação – por receber comida estragada – os trabalhadores não podiam ir aonde quisessem.

“[A investigação do Ministério Público] permitiu revelar que, além da condição degradante, existem vários outros sinistros de extrema gravidade, como o cerceamento de liberdade, que é outra condição que o Artigo 149 do Código Penal equipara a trabalho escravo. A retenção de documentos pessoais, a não disponibilização de transporte. Bastaria uma dessas para caracterizar trabalho análogo à escravidão”, disse Gomes à Agência Brasil.

Segundo o MPT, a empresa levou os operários a Angola sem autorização para trabalhar no país, além de reter seus passaportes, impossibilitando-os de procurar outro emprego ou sair do canteiro de obras. Os que saíam acabavam presos pelas autoridades locais, por serem estrangeiros sem qualquer documentação. O órgão pede que a Odebrecht pague R$ 500 milhões de indenização.

Em nota, a empresa informou que ainda não foi citada judicialmente mas, que quando isso ocorrer, irá apresentar defesa. A Odebrecht negou as acusações de trabalho escravo e de condições precárias de trabalho. “Não existe cerceamento de liberdade para seus integrantes e seus parceiros”, diz a nota, que acrescenta que a empresa “oferece transporte gratuito aos trabalhadores para as cidades vizinhas de suas operações”.

A assessoria da Odebrecht informou ainda que “oferece, sem custo aos trabalhadores, benefícios de qualidade como refeição, transporte e alojamento, todos com acesso à internet, televisão, telefone que possibilita ligações tanto locais quanto internacionais, e área de lazer conjugada”.

 

(Agência Brasil)

 

Aprovada lei que garante adicional de periculosidade para motoboys

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Ao sancionar a lei que inclui o pagamento de adicional de periculosidade para mototaxistas, motoboys e motofretistas, a presidenta Dilma Rousseff disse que a medida é justa, necessária e um direito desses trabalhadores, que enfrentam diversos perigos e até risco de vida.

A lei altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e determina que os brasileiros que usam a moto para trabalhar com o transporte de passageiros e mercadorias recebam adicional de 30% sobre o salário. O projeto tramitou por mais de dois anos no Congresso.

Dilma lembra que a profissão está presente em todos os grandes centros do país, e citou, por exemplo, o caso de mães que precisam dos serviços da categoria durante a madrugada para receberem remédios para os filhos. A presidenta acredita que a lei não irá gerar desempregos. “Eu duvido que o patrão, que precisa ter um número significativo de motoboys, em uma lei que abrange todo o Brasil, que caso não seja cumprida, criará uma ilegalidade no exercício da atividade para o qual o motoboy é contratado, possa deixar de contratar”, disse a presidenta.

Para o senador Marcelo Crivella, autor do projeto de lei no Senado, a expectativa é que os profissionais invistam o adicional em equipamentos de segurança. “[A lei garante] a possibilidade dele poder comprar uma bota de couro, um casaco de couro, não andar com pneu careca, ter as lanternas da motocicleta sinalizando corretamente, condições de se aperfeiçoar.

Crivella lembrou que os motociclistas estão entre as principais vítimas dos acidentes de trânsito, citando que diariamente em São Paulo dois motoboys morrem e dez terão de usar cadeira de rodas.

A presidenta Dilma defendeu ainda a adoção de faixas exclusivas para a circulação dos mototaxistas, motoboys e motofretistas. “Temos dever, como representantes do Poder Público, e no meu caso como presidenta da República, zelar e tomar todas medidas para proteger vocês. Essa medida do adicional de periculosidade é apenas o começo”, concluiu.

De acordo com o Sindicato dos Mensageiros, Motociclistas, Ciclistas e Mototaxistas de São Paulo (Sindimoto/SP), a categoria tem cerca de dois milhões de trabalhadores em todo o país.

 

(Agência Brasil)

Brasil vence Croácia por 3 a 1

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A seleção brasileira venceu a Croácia por 3 a 1 na primeira partida da Copa do Mundo, na Arena Corinthians, o Itaquerão, em São Paulo. O Brasil ganhou com dois gols de Neymar e um do meio-campo Oscar. O Brasil saiu perdendo o jogo no primeiro tempo com um gol contra do lateral Marcelo.

Aos dez minutos do primeiro tempo, Olic cruzou, Marcelo tentou cortar, mas chutou para dentro do gol e Julio Cesar não conseguiu defender.  Ainda no primeiro tempo, aos 28 minutos, Neymar empatou o jogo em 1 a 1 para o Brasil. Ele recebeu a bola de Oscar e bateu no canto esquerdo do goleiro croata. No segundo tempo, o atacante brasileiro cobrou pênalti e virou o placar para o Brasil. No final do segundo tempo, com a partida controlada pela seleção, Oscar fez 3 a 1 e fechou o placar.

O próximo jogo do Brasil será no dia 17 de junho, contra a seleção mexicana, em Fortaleza.

 

Abertura da Copa lembra cultura e riquezas naturais do Brasil

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A cerimônia de abertura da Copa do Mundo fez uma homenagem às riquezas naturais e a cultura do Brasil. Durante 25 minutos, a cerimônia, no gramado da Arena Corinthians, apresentou três “grandes tesouros brasileiros”: a natureza, as pessoas e o futebol brasileiro. O evento teve a participação de 660 pessoas. Muitas pessoas ainda entravam no estádio quando o evento teve início, às 15h15 de hoje (12). Após o término da cerimônia, alguns torcedores fizeram xingamentos à presidenta da República, Dilma Rousseff, e a representantes da Federação Internacional de Futebol (Fifa).

O elemento central da cerimônia era um globo, localizado no centro do gramado, com mais de 90 mil clusters, equipamento que emite luzes de várias cores e imagens.

O evento começou com um imenso tapete onde se lia a mensagem Welcome to Brazil (Bem-vindo ao Brasil). Bailarinos e voluntários caracterizados como árvores e flores, lembrando a natureza, abriram o evento. Índios em canoas percorreram o cenário. No ínicio, parte do público teve dificuldade em ouvir as músicas. Mas após cinco minutos, houve melhora e o som passou a funcionar de maneira adequada.

No segundo ato, que lembrava as pessoas, o modo de vida, a diversidade e a paixão pela música e dança, entraram as baianas, os capoeiristas, os gaúchos e dançarinos de frevo e do forró.

Na terceira parte, para celebrar o futebol, o globo virou uma bola  e passou depois a exibir as bandeiras dos 32 países que vão participar da Copa. Os dançarinos e voluntários viraram jogadores e entraram no gramado com bolas presas aos pés, simulando fazerem embaixadas. Uma imensa bandeira do Brasil foi exibida. No final, o globo virou um palco e a cantora Claudia Leitte entrou cantando um trecho de Aquarela do Brasil. Em seguida, o rapper Pitbull, vestindo uma camisa da Seleção Brasileira, as cantoras Jennifer Lopes e Claudia Leitte cantaram a música tema da Copa: We Are One, para encerrar o evento.

Segundo a Fifa, 15 costureiras trabalharam 240 horas para produzir todo o figurino do evento. De acordo com a Secretaria de Comunicação da Presidência da República, a cerimônia de abertura teve a participação de diversos chefes de Estado e de governo, entre eles, a presidenta do Chile, Michelle Bachelet; o primeiro-ministro da Croácia, Zorán Milanovic; o presidente do Equador, Rafael Correa; o vice-presidente de Gana, Kwsi Amissah-Arthur; o presidente do Uruguai, José Mujica; o emir do Catar Tamin Bin Hamad al-Thani; o presidente do Suriname, Desiré Delano Bouterse; o presidente de Angola, José Eduardo dos Santos; o presidente da Bolívia, Evo Morales; o presidente do Gabão, Ali Bongo Odimba; o presidente do Paraguai, Horácio Cartes; e o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-Moon. O prefeito de São Paulo Fernando Haddad e o governador Geraldo Alckmin também participaram da cerimônia.

 

Injustiça X justiça no Brasil

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Quase sempre a Injustiça vence no Brasil.

A justiça Brasileira é como uma senhora velha cansada e caquética que anda a passos lentos.

A Injustiça no Brasil é Robusta, Forte, Atlética e Anarquista ela passa por cima de tudo e de todos e se põe a frente em passos  largos a correr.

A justiça Brasileira  caminha em vagarosos passos tentando alcançar a Injustiça que está a quilômetros de distância à frente, isso gera a sensação de impunidade naqueles que transformam um estado de direito em anarquia.

E la vai a justiça Brasileira  devagar quase parando tentando fazer funcionar a Constituição Brasileira, onde está escrito todos os Decretos de Direitos ao qual deveriam ser respeitados.

E na disputa Justiça Brasileira X Injustiça no Brasil, o Povo fica torcendo pela Justiça Brasileira  que muitas das vezes não está disposta a competir.

Eliz Rodrigues

 

Pontos turísticos do Rio são iluminados com as cores da bandeira do Brasil

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Vários pontos turísticos do Rio de Janeiro, como a Igreja Nossa Senhora da Penha, no bairro da Penha, e a Catedral Metropolitana, na Avenida Chile, na área central da cidade, foram iluminadas com as cores verde, amarelo e azul, com a proximidade dos jogos da Copa do Mundo, que começam no próximo dia 12. A Rioluz, responsável pela iluminação da capital fluminense, está negociando com a Arquidiocese do Rio a possibilidade de estender a decoração ao Cristo Redentor.

A iluminação verde e amarela foi instalada no Monumento aos Pracinhas mortos na 2ª Guerra Mundial, em seis passarelas do Aterro do Flamengo e o Forte de Copacabana. O Parque Madureira e a Igreja Nossa Senhora da Penna, em Jacarepaguá, devem ser iluminados até o início do Mundial.

“Estamos fazendo essa programação em vários pontos da cidade, realçando as cores do Brasil. Queremos coroar com a iluminação do Cristo, pretendendo iluminar em verde e amarelo. Estamos em constante conversa com a arquidiocese, já que o Cristo é uma das sete maravilhas do mundo moderno”, disse o presidente da Rioluz, Henrique Pinto.

 

(Agência Brasil)

Imagem que mostra ironia da Copa no Brasil vira noticia mundial

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A imagem foi criada pelo artista  de rua brasileiro Paulo Ito e está sendo compartilhada por todo o Planeta, tendo virado notícia em veículos internacionais, como o Huffington Post, Washington Post, The Independent e BuzzFeed . Pintado no portão de uma escola, em São Paulo, a imagem retrata uma criança faminta e, em sua mesa, em vez de um prato de comida, apenas uma bola de futebol. É a imagem irônica de uma Copa do Mundo no Brasil.