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Moradores do Complexo da Maré denunciam abusos da Força de Pacificação

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Desde a ocupação do Complexo da Maré, em março, pelo Exército, a comunidade passou a viver dentro de uma guerra e contabiliza 28 homicídios. De acordo com a organização Redes de Desenvolvimento da Maré, no período foram 12 mortos dentro do complexo e 16 no entorno. Junto com o Observatório de Favelas, a entidade organizou uma reunião da imprensa com os presidentes de associações de moradores para denunciar os abusos cometidos pelos soldados e as dificuldades que a população tem passado.

Presidente da Associação de Moradores do Conjunto Esperança, Pedro Francisco, disse que a região perdeu a paz e a tranquilidade desde a chegada dos militares. “Há sete meses que o Exército está na nossa comunidade e perdemos nossa privacidade. Temos portões arrombados, cadeados quebrados, projetos parados porque os jovens não podem se locomover, professores pararam com os projetos, os idosos não tem mais hora para fazer as atividades”, disse.

Representante da comunidade Vila do João, Marco Antônio Barcellos Gomes também criticou a a atitude dos soldados que, segundo ele, entram nas casas sem mandado. “Já entraram cinco vezes na casa do meu filho, vi o Exército tentar arrombar o portão de um cidadão, falei com ele e disseram que iam me prender por associação para o tráfico, me levaram para o CPOR [Centro de Preparação de Oficiais da Reserva, na Avenida Brasil, que está sendo utilizado como base da Força de Pacificação da Maré]”.

Jonata de Azevedo, da comunidade Salsa e Merengue, na Vila do Pinheiro, reclamou da barricada montada em frente à creche Albano Rosa, bloqueando a passagem da ciclovia, e da forma ostensiva como os militares vem agindo. “O Exército anda ostentando o poder bélico, a comunidade fica com medo. Não é assim que eles tem que fazer, tinha que agir com inteligência. Não e cercando a ciclovia com arame que vai melhorar”.

Moradora do Conjunto Nova Esperança, Fidelina Rocha da Silva, de 43 anos, disse que a filha, de 12 anos, foi abordada e ofendida por soldados por estar sem documentos. “Foi no dia 16 de julho, minha filha, de 12 anos ia na padaria, foi abordada, pediram documento, ela disse que não tinha, então os soldados falaram vários palavrões e que da próxima vez iam levar ela e a mãe. Ela chegou em casa pálida, tremendo. De lá para cá tenho uma menina de 12 anos que não sai de casa, nem na igreja quer ir”.

Síndica do prédio onde mora, Fidelina também diz que os soldados costumam entrar no prédio de noite, apagar as luzes e ficar no alçapão do último andar vigiando a comunidade, sem ordem judicial. “Já arrombaram o alçapão cinco vezes. Ontem(4) de novo, nem coloco cadeado mais.

Quanto às prisões arbitrárias, os moradores relatam que muitos chegam a ser levados para o presídio de Bangu, mesmo sem provas. Além disso, dizem não conseguir registrar queixa na 21ª Delegacia de Polícia, em Bonsucesso, sob alegação de que a Polícia Civil não investiga ações do Exército.

A diretora da Redes da Maré, Eliana Souza Silva, disse que o projeto A Maré que Queremos discute a questão da segurança no complexo desde 2009. De acordo com ela, uma semana após a ocupação pelo Exército, o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, se reuniu com os presidentes das associações de moradores e se comprometeu a fazer uma pacificação social. Mas, segundo ela, não é isso que vem ocorrendo.

“A abordagem que o Exército está tendo é a mesma que a polícia tinha e que a gente pediu para não ter. O Exército entrou com um discurso de pacificação, mas o que ocorre é um controle bélico dentro da comunidade, que não resulta para os moradores em efeitos de segurança pública. O morador não está sendo respeitado”.

A entidade pediu ontem (4) uma audiência com o secretário para discutir o problema, mas ainda não obteve resposta. A Secretaria de Estado de Segurança informou que, como ainda não assumiu o comando da pacificação, não pode se pronunciar sobre o assunto, mas que as garantias dadas pelo secretário Beltrame na reunião com os presidentes das associações de moradores serão adotadas quando houver a transição, prevista para o fim de dezembro.

A Força de Pacificação da Maré foi procurada, mas não respondeu à reportagem até o fechamento da matéria.

TCE investiga gastos com viagens de vereadores nos 91 municípios do Rio de Janeiro

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O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) abriu auditoria nesta segunda-feira para investigar os gastos com cursos de capacitação para vereadores em 91 das 92 câmaras municipais fluminenses — exceto a da capital, que fica a cargo do Tribunal de Contas do Município (TCM-RJ). A medida foi tomada depois que informações foram divulgadas no sábado, de que um grupo de 20 dos 21 vereadores de São João de Meriti e mais dois suplentes e sete acompanhantes viajou, neste final de semana, para a Praia de Cabo Branco, em João Pessoa, capital da Paraíba, por R$ 107,3 mil, para fazer um curso de capacitação.

Segundo um levantamento preliminar do TCE, a câmara do mesmo município gastou cerca de R$ 750 mil com inscrições de vereadores em cursos de capacitação nos últimos cinco anos. A prefeitura do município passa por uma crise — em outubro 3 mil servidores foram demitidos e outros 3 mil podem ser dispensados até o final deste ano.

De acordo com o Tribunal de Contas, em todas as inspeções especiais que serão feitas nos 91 municípios, os auditores verificarão, além da legitimidade e legalidade das despesas, a pertinência dos cursos de capacitação para o exercício do mandato dos vereadores. A apuração será feita de 2010 para cá. “Em 2009 fato semelhante ao denunciado ocorreu em Mesquita. Após constatar, à época, irregularidades nas despesas com um curso para vereadores, o TCE-RJ condenou o então presidente da Câmara de Vereadores a pagar multa de R$ 11.376,00 e a devolver R$ 1,5 milhão aos cofres públicos”, informou o tribunal.

A assessoria de imprensa da Câmara de Vereadores de São João de Meriti respondeu, por nota, que não existe ilegalidade na participação dos vereadores no curso e que os procedimentos foram realizados dentro da lei. Além disso, ressaltou que acompanhantes e suplentes não participaram do evento e que o orçamento da Câmara é independente do orçamento da prefeitura. “Os cursos de capacitação são importantes para a promoção de um atendimento público mais qualificado”, finalizou.

Gastos revoltam servidores e protesto é marcado para esta terça-feira

Os gastos com viagens para cursos de vereadores de São João de Meriti em outros estados provocou revolta nos funcionários públicos do município, que organizam um protesto nesta terça-feira, à 16 horas, em frente à prefeitura. Depois, os funcionários das secretarias de Educação, Saúde e Obras partirão para uma manifestação na Câmara Municipal, às 18 horas.

Segundo o assistente social do Posto de Saúde de Meriti, Rodrigo Ribeiro, ele e os funcionários da unidade estão sem receber os salários desde julho. Por conta disso, segundo o funcionário, médicos e enfermeiros estão abandonando o trabalho.

“O plantão de sexta e sábado não tem nenhuma equipe médica. Nos outros dias, só pacientes com risco de morte são atendidos. Por falta de enfermeiros, pacientes ficam sozinhos e faltam itens básicos, como medicamentos e fraldas geriátricas. Exames não estão sendo mais marcados. O município alega que não tem recursos, mas gasta mal o dinheiro”, afirmou.

Para o diretor do Sindicato dos Professores da cidade, Marco Antonio Santos,os vereadores usam recursos para “curtir a vida”, enquanto a educação do município não recebe verbas. Em setembro, o prefeito Sandro Matos (PDT) afirmou que o atraso nos pagamentos dos funcionários era culpa dos governos estadual e federal, que não repassaram as verbas do Fundo de Participação dos Municípios, da Secretaria do Tesouro Nacional.

Estudantes inscritos no Enade têm até dia 23 para responder questionário obrigatório

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Estudantes que farão o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) 2014 têm até o dia 23 de novembro para responder ao questionário do estudante na internet. Somente após responder todo o questionário, o estudante terá acesso a informações sobre o local da prova.

O preenchimento é obrigatório e deve ser feito no ambiente virtual destinado ao universitário, pelo CPF, pelo nome do candidato ou pelo curso. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), aqueles que não responderem estarão em situação irregular com o Enade e poderão ficar impedidos de colar grau e receber o diploma, mesmo que façam o exame.

Esta edição da prova será aplicada no dia 23 de novembro, em todos os estados e no Distrito Federal. Será avaliado o desempenho de 483.520 estudantes de cursos de bacharelado, licenciatura e tecnólogo. Participarão da prova aqueles que têm expectativa de finalizar o curso até julho de 2015. Para tanto, precisam concluir mais de 80% da carga horária mínima do currículo até o fim do período de inscrição. Também farão o exame estudantes de cursos superiores de tecnologia com expectativa de conclusão até dezembro de 2014 e os universitários de cursos superiores de tecnologia que tiverem cumprido mais de 75% da carga horária mínima do currículo até o fim do período de inscrição.

A cada ano, o exame avalia um grupo diferente de cursos. Os estudantes devem fazer o Enade para obter o diploma, no entanto, não existe um desempenho obrigatório para os alunos. O resultado do exame é usado para compor índices que medem a qualidade de cursos e instituições de ensino superior. O questionário do estudante é um dos instrumentos de coleta de informações do Enade, de caráter obrigatório, que tem por objetivo subsidiar a construção do perfil socioeconômico dos participantes e obter uma apreciação quanto ao seu processo formativo.

Neste ano, participarão do exame alunos de 33 cursos superiores nas áreas de ciências exatas, licenciaturas e áreas afins. Confira a lista dos cursos que participarão do exame este ano.

 

(Agência Brasil)

Aumento de gasolina será de 5% e vai a R$ 3,70 no Rio

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O reajuste da Gasolina  aguarda apenas decisão do Conselho da Petrobras que seria tomada ontem, mas foi adiada para próxima terça-feira. Especialistas apostam que o aumento será de 5%, podendo ir a 6%. Com a alta, o valor médio cobrado nos postos do Município do Rio, usando dados da mais recente pesquisa da Agência Nacional de Petróleo (ANP), deve passar de R$ 3,098 para R$3,250.

O carioca da Zona Sul deve se preparar para encontrar já na semana que vem na Gávea, Zona Sul, onde se encontra o preço mais alto da cidade (R$ 3,499), o litro poderá custar R$ 3,673. No Méier, Zona Norte, área mais barata, de R$ 2,849 deve passar para R$ 2,991, o litro.

Cida Schneider, presidenta do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência do Rio de Janeiro (Sindicomb), informou que o reajuste será repassado integralmente para os consumidores. “A margem de lucro dos donos de postos é baixa e eles não terão condições de absorver este aumento”, argumentou a presidenta da entidade.

Gilberto Braga, professor de Finanças do Ibmec e da Fundação Dom Cabral, avalia que a alta só não deve ser maior por conta da queda do preço internacional do barril de petróleo. “O valor do óleo bruto nacional abaixou no mercado lá fora, o que pesa a favor da Petrobras. Com o reajuste previsto, o governo vai poder respirar um pouco”, explicou o economista.

Braga diz ainda que o reajuste dos combustíveis vai impactar nos preços de produtos como um todo. “A alta se dará em função do frete que as empresas do setor devem repassar”, avalia.

Pesquisa semanal da ANP no varejo do Rio, para o período de 26 de outubro e hoje, mostrou que os postos de gasolina Alto Astral (sem bandeira), na Rua Medina, 137, no Méier, e o Sagez Centros de Distribuição (Ipiranga), que fica na Rua Conselheiro Galvão, 322, em Madureira, são os que têm preço de gasolina mais em conta: R$2,849. Já o litro mais caro era cobrado em dois postos na Gávea. O consumidor estava pagando R$3,499 no posto Ipiranga Jockey Rio, na Avenida Bartolomeu Mitre, 1.361, e no posto BR Marques de São Vicente, na rua de mesmo nome, no bairro.

Segundo o economista Gilberto Braga , em alguns casos vale mais a pena o consumidor com carro flex abastecer com etanol se o valor do litro custar até 70% do preço da gasolina.

“Basta fazer uma conta bem simples: pegue o valor do litro da gasolina e multiplique por 0,70. Confira se o resultado é menor ou não do que o litro do etanol. Ficando abaixo, vale usar etanol”, explica o professor do Ibmec.

O consumo de gás natural veicular (GNV) caiu em todo o Brasil. De janeiro a setembro deste ano a redução ficou em torno de 3%, comparado a igual período de 2013, segundo a Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás).

O motivo da queda, segundo a entidade, foi a falta de incentivos oficiais ao uso do combustível, que é mais barato em relação à gasolina e ao etanol, mas depende da instalação de equipamentos específicos, o kit gás.

Para ajudar o setor, especialistas apontam para desconto no IPVA para quem usar o combustível, linha de crédito para conversão de GNV, desoneração tributária e incentivo às montadoras.

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A safra de cana 2014/2015 no centro-sul do Brasil, que está caminhando para o seu final, registrou aumento dos custos de produção e margens mais apertadas de rentabilidade para o setor sucroenergético. A avaliação é de estudo divulgado ontem pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

“Os preços da cana, do açúcar e do etanol serão insuficientes para cobrir o total de despesas da atividade. Os custos com a matéria-prima devem subir 8% e os industriais terão alta de 10%”, afirmou a CNA em nota, sem detalhar as margens de lucro.

O levantamento sobre o setor, cujo endividamento tem crescido nos últimos anos, em meio a políticas públicas desfavoráveis ao etanol e aos preços baixos do açúcar, incluiu as usinas tanto das regiões tradicionais do país quanto das áreas de expansão.

Provas do Enem são guardadas pelo Exército e chegarão ao destino dias 6 e 7

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As provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) estão sob a guarda das Forças Armadas e serão distribuídas nos locais de prova nos dias 6 e 7 de novembro, informou o Ministério da Defesa. O Enem será realizado em 1.699 cidades, nos dias 8 e 9 de novembro. Estão inscritos 8,7 milhões de candidatos.
Segundo a Defesa, os exames estão guardados por 53 organizações militares do Exército Brasileiro, sob coordenação do 4º Batalhão de Infantaria Leve, situado em Osasco, na região metropolitana de São Paulo. Caberá aos militares do Batalhão de Osasco distribuí-las para outros quarteis da Força terrestre. Ao mesmo tempo, militares e equipamentos da Marinha e da Força Aérea Brasileira (FAB) distribuirão esses exames em 62 localidades de difícil acesso na região amazônica.

A pasta informa que aeronaves e embarcações partirão, em datas diversas, dependendo da distância e do meio de transporte empregado, das principais capitais daquela região, como Manaus, Belém, Porto Velho e Boa Vista, em direção aos mais longínquos municípios do país. A previsão de chegada ao local do exame é 6 de novembro. O percurso de volta começará no dia 10.

O acordo com o Ministério da Educação teve início em 2009 e tem por finalidade assegurar que os exames não cheguem a mãos indevidas ou sejam usados de forma criminosa.

Até o fim de 2014 passageiro poderá usar celulares e tablets em todas as fases do voo

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A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou na edição de hoje (30) do Diário Oficial da União uma instrução suplementar para facilitar a liberação do uso de equipamentos eletrônicos como celulares, tablets e câmeras fotográficas em todas as fases do voo. Se autorizada a liberação, os equipamentos poderão ser usados no modo avião, que não permite ligações telefônicas e acesso à internet. Atualmente, é preciso desligar os eletrônicos durante  o pouso e a decolagem.  Com a mudança, durante o taxiamento até o portão de desembarque seria permitido o uso de celuares com o modo de transmissão ativado.

A expectativa é que até o final do ano comecem sair as liberações para o uso dos eletrônicos em todas as fases do voo, de acordo com a Anac. Para obter a autorização as companhias aéreas devem fazer uma análise de sua frota, determinando se é segura a expansão do uso de dispositivos eletrônicos portáteis às demais fases de voo, além da fase de cruzeiro, sem causar problemas ao sistema de navegação da aeronave. Cada modelo de aeronave deverá ser avaliado.

A Anac informou que havia recebido algumas solicitações de empresas aéreas brasileiras para expansão do uso dos eletrônicos portáteis. Os processos recebidos estão em análise e, a partir da publicação da instrução suplementar, a avaliação final e eventual aceitação para expansão poderá ser concretizada, de acordo com a agência. A instrução brasileira foi elaborada com base em estudos feitos da agência reguladora da aviação civil dos Estados Unidos, a Federal Aviation Administration (FAA).
(Agência Brasil)

Vídeo mostra José Sarney aliado da Dilma Rousseff votando no candidato Aécio Neves

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Um vídeo feito no segundo turno das eleições mostra o senador e ex-presidente da república José Sarney (PMDB-AP), aliado da presidente reeleita Dilma Rousseff, votando no candidato opositor, o tucano Aécio Neves.

Coronéis da PM são afastados por fraudes em hospitais

As investigações sobre a máfia da saúde na PM provocaram a queda de quatro coronéis da cúpula do setor na corporação. A transferência do grupo para a Diretoria Geral de Pessoal (DGP), a famosa geladeira, foi publicada no boletim interno 199 de ontem.

O escândalo de mais de R$ 16 milhões é investigado pelos militares, pela Subsecretaria de Inteligência, da Secretaria de Segurança, e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público.

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Para o comandante-geral da PM, coronel José Luís Castro Menezes, o afastamento dos oficiais é para dar transparência as apurações subordinadas à Corregedoria. “Não posso dizer que eles são culpados ou suspeitos. Há investigações em curso. O objetivo é dar transparência e isenção”, afirmou Castro.

No epicentro das fraudes estão os hospitais da corporação no Estácio e em Niterói. Por isso, deixaram os cargos respectivamente os coronéis Armando Porto Carreiro e Sérgio Sardinha. Acima dos dois estava o oficial Alberto Alves Borges, da Diretoria Geral de Saúde (DGS) também transferido para a geladeira.

No lugar dele, assume o coronel Alexandre Augusto Brito de Aragão, que era da diretoria da Policlínica de Olaria. Outro afastado é o coronel Kleber dos Santos Martins, da Diretoria Geral de Administração e Finanças (DGAF), que paga e fiscaliza as compras para as unidades.

Nos bastidores, oficiais graduados atestam que a queda dos oficiais era inevitável. Isso porque, a compra de material médico-hospitalar passava pelas Diretorias de Saúde e Geral de Administração e Finanças — e os maiores focos de fraudes estão nos hospitais.

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Porém, a inspeção que chamou mais a atenção foi a compra para o Hospital Central da Polícia Militar, por R$ 4,4 milhões, de 75 mil litros de ácido peracético — usado para esterilizar material cirúrgico — mas sequer recebeu o produto, como revelou o blog. O então diretor Porto Carreiro em depoimento ao Gaeco disse que a assinatura do pedido não era dele. Ele foi substituído pelo tenente-coronel André Luís Barreira.

Esquema de compra ‘pegava carona’ em outras licitações

Três dos quatro oficiais exonerados colaboravam com as investigações feitas pela Subsecretaria de Inteligência e com promotores do Gaeco. O grupo revelou que uma das técnicas usadas no esquema fraudulento era pegar ‘carona’ em licitações feitas por outros órgãos.

Foi assim com a Medical West Comércio de Produtores Médicos Hospitalares Ltda, fornecedora do ácido peracético, que tem contratos com o governo do Estado. É chamada adesão por tomada de preço, sem licitação. Os processos finalizados não eram enviados ao Tribunal de Contas do Estado, órgão fiscalizador, como determina a Resolução 244/2007.

Apesar dos valores milionários de material médico-hospitalar negociados com recursos do Fundo de Saúde da Polícia Militar (Fuspom), sob a responsabilidade do coronel Décio Almeida, faltaram medicamentos oncológicos e até de Novalgina no Hospital Central da PM, no Estácio.

Contratos milionários

A atuação da máfia em unidades hospitalares da Polícia Militar tem como mote também o o desvio de próteses e material de rouparia. No Hospital da corporação em Niterói, foram comprados 13.720 lençóis, mas em auditoria foi constatado o desaparecimento de 9.620 deles. A compra lícita, e que teve outros itens, custou um pouco mais de R$ 1 milhão.

Outra investigação foi aberta para apurar o desvio de stent — prótese implantada para abrir as artérias — no HCPM. Em uma inspeção, foi constatado que a corporação adquiriu lote de aparelhos por R$ 2,1 milhões. Mas 14 deles, avaliados em mais de R$ 100 mil, não foram localizados.

A PM procura ainda 18 mil kits para testes imunológicos, comprados por R$ 1,7 milhão. Os tentáculos das fraudes são tão grandes que foi detectado o sumiço de 8.823 kits de curativos. A compra foi de R$ 1,3 milhão, mas o que está no estoque não passa de R$ 764 mil.
Este ano foram adquiridos 4.600 kits cirúrgicos comprados pelo Hospital Central, mas 1.607 estão desaparecidos.

O chefe administrativo do Estado-Maior, Ricardo Pacheco, quer que a Procuradoria do Estado ajude a PM a reaver o dinheiro das fraudes. As investigações geraram tanta apreensão entre os oficiais, que um dos Inquéritos Policial Militar sobre a compra de ácido pericético está guardado em cofre do Quartel General da PM.

“O que queremos apenas é que a apuração seja feita de forma clara. Temos que punir os responsáveis”, afirmou o comandante-geral da PM, coronel José Luís Castro Menezes. O material da apuração será encaminhado à promotoria que atua junto à Auditoria de Justiça Militar. Os inquéritos têm prazo de 30 dias e podem ser prorrogados por mais tempo pelo Ministério Público.

Só na PM foram abertos oito inquéritos e até o fim da semana poderá ser instaurado mais um para investigar o desaparecimento de itens que vão de lençóis a aparelhos de ar-condicionados . “Só queremos punir os responsáveis. Portanto, a mudança nos comandos das diretorias e unidades é apenas para garantir o máximo de transparência”, informou o chefe administrativo do Estado-Maior, Ricardo Pacheco, que acompanha as investigações de perto.

As inspeções nas unidades são fotografadas e os relatórios encaminhados diretamente a Pacheco. Por enquanto, as auditorias tratam apenas das compras de material médico-hospitalar, além de equipamentos, feitas este ano. O objetivo, no entanto, é investigar todos os contratos desde 2010. Serão ouvidos os donos de quatro empresas fornecedoras dos produtos para a PM.

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“Encontramos todos os tipos de fraude. Na compra, no desaparecimento de material, na falta de entrega do produto e até no chamado ‘saldo de utilização para troca’. Ou seja, o que era comprado não era entregue e ficava como uma espécie de crédito”, explicou Pacheco.

O pagamento de todas as compras de material médico-hospitalar é feito pelo Fundo de Saúde da Polícia Militar (Fuspom). O fundo é bancado por militares que têm desconto de 10% do soldo e de mais 1% para cada dependente. A contribuição não é obrigatória. É do fundo também que saem os recursos para toda a rede hospitalar. É no Fuspom que está sendo concentrada outra parte da investigação.

No centro da apuração está o coronel Décio Almeida, que só deixou o cargo em setembro, transferido para a Diretoria Geral de Pessoal (DGP). Ele foi substituído pelo coronel Nelson Pitta de Castro Netto. Há depoimentos que dão conta de que na gestão Décio não houve licitações.

Segundo os depoentes, o poder dele seria tal que mesmo antes de assumir a função de gestor do Fuspom, ainda como subdiretor administrativo do HCPM, ameaçava quem o desobedecesse ou quisesse a sua substituição do cargo.

Todos os oficiais que trabalhavam diretamente com Décio também são alvos de investigação. O oficial foi promovido a coronel em dezembro e em seguida assumiu o Fuspom, para insatisfação de muitos oficiais.
Na PM, na Subsecretaria de Inteligência e no Gaeco pelo menos cinco oficiais já foram ouvidos em procedimentos distintos. Documentos e assinaturas com suspeitas de fraude serão periciadas.

 

 

Aécio Neves vira piada nas Redes Sociais por ter comemorado vitoria na eleição

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Aécio Neves comemorando a vitoria

Os eleitores de Dilma estão fazendo piadas nas redes sociais com fotos da festa que Aécio Neves fez para comemorar a sua vitoria para Presidente do Brasil a informação  da  vitoria de Aécio Neves,viralizou  por volta das 19:30 de domingo dia 26 e a festa da vitoria foi  no apartamento de Andréa Neves em Belo Horizonte. Segundo o que emergiu, naquela hora Aécio recebeu um telefonema em que alguém lhe dizia que já estava com mais da metade dos votos válidos e já poderia ser considerado Presidente da República.

Sua filha Gabriela, sempre de acordo com o relato, fora as pressas para Belo Horizonte assim que soube que o pai abrira uma larga vantagem por volta das 17:40. Fernando Henrique Cardoso ao tomar conhecimento da notícia já estava com tudo pronto para ir para Belo Horizonte.

No apartamento de Andréa o clima era de êxtase: abraços de parabéns pela sala e selfies com o novo presidente. A festa foi subitamente interrompida às 19:32. Dilma tinha virado.Na festa estavam presentes políticos pessoas da alta sociedade brasileira e artistas que apoiaram Aécio Neves.

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O site Uol  liberou uma página informando que Aécio Neves, candidato à Presidência da República pelo PSDB tinha sido eleito.

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Foto do momento em que Aécio Neves toma conhecimento da derrota

 

 

Escolas de Cabo Frio continuam sem aula após ataques criminosos

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Os recentes ataques criminosos que paralisaram o transporte público em Cabo Frio no final de semana ainda repercutem no cotidiano dos moradores do município. A Secretaria de Educação informou hoje (28) que três unidades de ensino do bairro Manoel Corrêa – duas escolas e uma creche – continuam com as aulas suspensas em função da dificuldade de transporte para funcionários e alunos. Isso porque, de acordo com a Autoviação Salineira, os ônibus continuam sem circular no bairro.

A Secretaria de Educação informa também que muitos alunos e professores não conseguiram chegar ao bairro Guarani, onde as unidades de ensino continuam funcionando, mesmo com baixa frequência. Ontem, 65 escolas e três centros de ensino tiveram as aulas suspensas deixando 26 mil alunos sem atividades. Hoje, 367 alunos ficaram sem aula. O comércio está funcionando normalmente hoje, mas ontem apenas algumas lojas abriram para atendimento ao público.

A Autoviação Salineira, que atende os moradores de vários bairros da Região dos Lagos e teve dois ônibus queimados no domingo (26), informou que algumas linhas continuam paradas por falta de segurança: Cabo Frio – Figueira; Arraial do Cabo – Sabiá; Arraial – Pernambucana; Arraial – Araruama; Célula Máter e Vila do Sol. Segundo a empresa, criminosos da região de Sabiá continuam ameaçando incendiar veículos que estiverem circulando pelas ruas.

Desde ontem (27), a cidade de Cabo Frio conta com reforço do Batalhão de Choque da Polícia Militar, depois de ataques criminosos motivados pela morte de quatro homens que teriam ligação com o tráfico de drogas e morrerem em confronto com a PM.

De acordo com a corporação três suspeitos de incendiar os ônibus foram detidos em São Pedro da Aldeia e encaminhados para a 125ª Delegacia de Políca (DP) de São Pedro da Aldeia. A polícia informou ainda que um grupo fugiu quando avistou os policiais, deixando para trás cinco quilos de cocaína. O comandante do batalhão de Cabo Frio, tenente-coronel Rui Sérgio França de Oliveira, acredita que os atentados foram cometidos por bandidos da própria região e ficou surpreso com o armamento encontrado com os bandidos. “O que nos chamou a atenção foram as armas apreendidas: dois fuzis utilizados pelo Exército americano, um equipamento que acoplado em uma pistola, aumenta a potência do armamento e o fato de os marginais utilizarem coletes à prova de balas”, disse.

Noticia de Segunda feira 27/10/2014

A Polícia Militar do Rio (PM) enviou homens do Batalhão de Choque para Cabo Frio, na Região dos Lagos, após ataques a caixas eletrônicos e a veículos. O vandalismo foi registrado na madrugada de domingo (26), e se estendeu até a manhã de hoje (27). Dois ônibus e um caminhão foram incendiados.

Os ataques paralisaram o transporte público nas cidades de Cabo Frio, Arraial do Cabo, Búzios e São Pedro da Aldeia. Fizeram também com que as aulas das escolas municipais fossem suspensas, deixando 26 mil alunos sem atividades. No total, 65 escolas e três centros de ensino foram afetados.

De acordo com a PM, o vandalismo começou após policiais do batalhão local matarem quatro criminosos, após troca de tiros na Favela do Lixo. Durante a ação, foram  apreendidos dois fuzis automáticos, três pistolas e cocaína.

Noticia de domingo do  dia 26/10/2014

Quatro pessoas morreram em um confronto na madrugada de hoje (26), na cidade de Cabo Frio, no Rio de Janeiro. De acordo com a Polícia Militar, os mortos são criminosos, que entraram em confronto com policiais militares do 25º Batalhão de Polícia Militar que chegavam para patrulhar a Favela do Lixo.

Os policiais apreenderam dois fuzis, três pistolas e cocaína, em quantidade que não havia sido contabilizada até o início da tarde de hoje. Depois do confronto, ainda segundo a polícia, dois ônibus foram incendiados.

Um dos onibus pertencia à Auto Viação Salineira, que publicou em nota em seu site informando que os motoristas ficaram assustados e decidiram voltar para a garagem. A empresa declarou apoio à decisão e aguardou a orientação da Polícia Militar, antes de voltar a circular, por volta de 13h de hoje. Na mesma nota, a empresa informa que já tinha garantido o transporte das urnas para as seções eleitorais.

Em assembléia realizada ontem na sede da Autoviação Salineira, o Sintronac (Sindicado dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Passageiros de Niterói a Arraial do Cabo) decidiu por maioria que os motoristas e cobradores do Grupo SMS (Autoviação Salineira, Montes Brancos e Autoviação São Pedro) paralisar as operações devido insegurança no transporte municipal, e só voltam a circular com a garantia de escolta policial. Hoje à tarde, o sindicato faz nova assembléia para avaliar as condições de segurança e decidir sobre a normalização das atividades na região.