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Roubo na Petrobras motivou morte de políticos na Baixada Fluminense

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagraram na manhã desta quinta-feira uma megaoperação com o objetivo de apreender armas e objetos usados nas execuções de candidatos e pessoas envolvidas em campanhas eleitorais, na Baixada Fluminense. A Justiça expediu 12 mandados de busca e apreensão em casas e galpões usados por suspeitos de participarem dos crimes em municípios da região, além de 12 pedidos de prisão temporária.

O chefe das Divisões de Homicídios da Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Rivaldo Barbosa, garantiu que as mortes de três das 13 vítimas de homicídios a políticos na Baixada Fluminense, ocorridas em Duque de Caxias, não possuem qualquer vinculação com a política partidária e as eleições municipais de 2016, como foi sugerido inicialmente, e sim com a atuação de milicianos ,têm como motivação principal a disputa entre milicianos que atuam no furto de combustível da Petrobras e integrantes da “máfia do óleo” em Duque de Caxias.

Uma das vítimas foi o pré-candidato Sérgio da Conceição de Almeida Júnior, o Berem do Pilar, cuja morte ocorreu no dia de 2 de julho na porta de casa, no bairro do Pilar. Ele entrou no mesmo ramo de negócios da organização criminosa: furto de combustível da Reduc.

Segundo a DHBF, Denivaldo da Silva, assassinado quatro dias depois de Berem do Pilar, seria sócio do pré-candidato a vereador no novo empreendimento. A polícia descobriu, inclusive, que nos dois crimes foi usada a mesma pistola. A forma de atuação foi semelhante, com armas dos mesmos calibres. As duas execuções foram filmadas e comprovaram as semelhanças.

O outro crime relacionado às execuções de Denivaldo e Berem é o homicídio de Leandro de Xerém. Além de morar no mesmo distrito da primeira vítima, Leandro da Silva, que tinha fama de andar com paramilitares no local, ligados à Denivaldo. Eles se apresentavam como “justiceiros”. A polícia acredita que, pela brutalidade dos assassinatos, o propósito dos criminosos era o de servir de recado para outros que viessem a se aventurar nos negócios ilícitos da máfia dos combustíveis.

“Esses casos são os mais simbólicos e os mais violentos. As investigações mostram que as vítimas retiravam óleo e combustível de dutos da Petrobras na região, com lucro muito alto”, explicou Lages, acrescentando que as mortes ocorreram por divergências dentro deste grupo paramilitar.

Ainda de acordo com a polícia, os milicianos também atuavam praticando roubos e furtos de cargas na rodovia Washington Luiz, que corta Duque de Caxias. Parte de uma carga que havia sido roubada pelo grupo foi recuperada na operação.

“A gente veio aqui para trazer a verdade. Essa é uma das operações que vão se suceder para mostrar a motivação dessas mortes”, disse o delegado nesta quinta-feira (8), após uma operação para buscar suspeitos dos crimes. “Ficou confirmado que as três mortes ocorridas em Caxias não têm ligação com a filiação político-partidária”.

As mortes aconteceram entre novembro de 2015 e agosto de 2016. Durante as investigações foi descoberta uma quadrilha que roubava combustível e derivados de petróleo, usando uma máquina com capacidade para retirar até 20 mil litros por hora e podia ser vendido por até R$ 0,40 o litro. O furto de óleo era realizado em dutos da Petrobras.

“Esse caso desmistifica essa história de que as mortes de pré-candidatos era uma questão política. Agora, temos um outro crime envolvido no caso. Vamos continuar investigando”, disse o delegado Giniton Lages, responsável pela Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).

A milícia é silenciosa e está arraigada no poder público. Os milicianos aprenderam a lição com as prisões, no passado, de integrantes do grupo mais antigo da Zona Oeste do Rio — disse Giniton, referindo-se aos irmãos, o ex-vereador Jerônimo Guimarães Filho e o ex-deputado estadual Natalino Guimarães Filho. — Por isso, essa facção criminosa não coloca mais a cara dela de frente na política. Ela apoia e fica ao lado do poder — explicou o delegado.

Alguns locais onde a polícia esteve, na manhã desta quinta-feira, eram terrenos que pertenciam às vítimas. Elas extraíam combustível de oleodutos que tinham como destino à Reduc. Segundo o diretor da Divisão de Homicídios, Rivaldo Barbosa, a motivação era a disputa entre as milícias pelo furto do combustível. No entanto, as vítimas dos homicídios ocorridos no município de Duque de Caxias tinham envolvimento com a política. A polícia encontrou três “bicas” oriundas de perfuração dos dutos da Petrobras, em dois terrenos, um de Leandro da Silva Lopes e outro de Denivaldo da Silva. Ambos assassinados em Duque de Caxias.

Outros quatro crimes, segundo os investigadores, são de autoria de traficantes, porque as vítimas, líderes comunitários, não permitiam bocas de fumo nos bairros onde viviam. Nas contas do titular da DHBF, Giniton Lages, apenas um homicídio teria como única razão a rivalidade política, no caso, o crime contra o vereador Oswaldo da Costa Silva (PDT), morto em 18 de agosto. Outros dois teriam cunho passional.

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 Policiais apreenderam fuzis, revólveres, munições e camisas iguais às usadas pela Polícia Civil na operação desta quinta, que buscou cumprir 22 mandados de busca e nove de prisão. “Nosso foco era a busca e apreensão de armas, confirmar a atividade de milícia e o furto de combustível”, afirmou o titular da DHBF.

Os policiais chegaram na manhã aos pontos de onde o óleo era desviado. Um deles ficava no bairro Parque Capivari, a 15 quilômetros da Refinaria de Duque de Caxias (Reduc).

Imagens feitas pelos agentes mostram que mangueiras de borracha eram ligadas diretamente aos dutos, que ficam no meio do mato, em locais de difícil acesso.

— É dinheiro público que está saindo dessas bicas em jatos — disse Rivaldo referindo-se à pressão com que o material sai dos oleodutos .

A Reduc tem uma malha de dutos espalhadas por Duque de Caxias. A partir disso, se identifica por onde ela está passando, aluga-se essa propriedade, de preferência rural, se fecha ali para controlar o fluxo de pessoas para evitar a fiscalização e faz-se uma fissura no duto. Aí se passa a extrair com a mangueira esse combustível, para ir para caminhões”, afirmou o delegado. “O que nós achamos em Caxias é efetivamente a mangueira, que é passada diretamente para o caminhão.”

Sobre o roubo de combustível, a Petrobras disse, em nota, que colaborou com a investigação. Segundo a empresa, não houve vazamento e o duto opera normalmente.

Lista dos 13 políticos mortos na Baixada entre novembro de 2015 e agosto de 2016:

Vereadores:
– Luciano nascimento Batista (Luciano DJ)
– Marco Aurélio Lopes
– Geraldo Cardoso Gerpe (Geraldão)                        

Pré-candidatos:
– Darley Gonçalves Braga
– Anderson Gomes Vieira
– Leandro da Silva Lopes
– Manoel Primo Lisboa
– Sérgio da Conceição de Almeida Junior(Berem do Pilar)
– Aga Lopes Pinheiro
– Oswaldo da Costa Silva
– Julio César Fraga Reis

Outros cargos:
– Nelson Gomes de Souza
– Denivaldo Meireles da Silva

Com os negócios diversificados, a milícia encontrou campo fértil na Baixada Fluminense. Além da cobrança de “taxas de proteção” e serviços como o do gatonet, de transporte alternativo e de fornecimento de gás, os milicianos exploram areais e vendem loteamentos.

Com a estratégia de não aparecerem na política, os milicianos financiam campanhas em troca de apoio e benefícios de políticos ao serem eleitos ou reeleitos. Com o fim das doações eleitorais por parte de empresas, o dinheiro ilícito é bem-vindo, pois não é declarado. Para não chamar atenção da fiscalização eleitoral, os candidatos que recorrem à essa prática, reduziram o número de cartazes e carros de som pelas cidades, mas usam as verbas “doadas” de outras formas. Na opinião da juíza Daniela Assumpção Barbosa, titular da 2ª Vara Criminal de Duque de Caxias, que foi responsável pela fiscalização eleitoral em 2014, há suspeitas de compra de voto na Baixada Fluminense com o dinheiro sujo oriundo da milícia:

— Os candidatos que usam desse meio ilícito estão gastando, mas ninguém vê propaganda nas ruas. Isso nos leva a crer que eles estão investindo em outras formas para convencer os eleitores a votarem neles, como a compra de votos. É um tipo de prática que só pode ser feita quando se aliam às organizações criminosas. O dinheiro vem de caixa 2. Além disso, eles lutam contra o tempo. As campanhas foram liberadas em setembro, quando, antes, começavam em julho — explicou Daniela.

 

 

 

 

HINO NACIONAL DO BRASIL

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HINO NACIONAL

Parte I

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

Parte II

Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra, mais garrida,
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
“Nossos bosques têm mais vida”,
“Nossa vida” no teu seio “mais amores.”
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
– “Paz no futuro e glória no passado.”
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

Letra: Joaquim Osório Duque Estrada
Música: Francisco Manuel da Silva

Cinco assaltantes são baleados na Avenida Brasil

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A Polícia Rodoviária Federal informou que cinco suspeitos foram baleados durante uma perseguição na Avenida Brasil, uma das principais vias expressas do Rio de Janeiro. Socorrido, um deles não resistiu aos ferimentos e morreu. O caso ocorreu nesta terça-feira (6), na altura de Parada de Lucas, sentido Zona Oeste.

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Segundo a PRF, os policiais rodoviários federais receberam um alerta de que ocupantes de um carro branco estavam cometendo assaltos em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Em ronda, os agentes da 1ª Delegacia PRF (Duque de Caxias) identificaram o veículo com os suspeitos e ordenou que parassem. Os ocupantes não obedeceram.

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Em seguida, os agentes federais iniciaram a perseguição, que começou na BR-040. A PRF informou que os homens no carro atiraram nos agentes durante a fuga, quando foram em direção à Avenida Brasil.

Em Parada de Lucas, os suspeitos tentaram fugir com um carro em um túnel de pedestres, para tentar acessar a pista no sentido contrário, mas foram alcançados e presos. A viatura da PRF teve perfurações de bala, de acordo com a entidade.

Todas as cinco pessoas que ocupavam o carro foram baleados pelos agentes. Dois ainda tentaram fugir correndo, mas não conseguiram e foram alcançados pelos policiais. Um deles precisou ser socorrido pelo helicóptero da PRF, que pousou na avenida.

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Os outros foram levados pelo Samu e Corpo de Bombeiros para hospitais Getúlio Vargas, na Penha, Salgado Filho, no Méier, e Alberto Torres, em São Gonçalo.

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O Centro de Operações informou que bombeiros interditaram parcialmente a pista lateral para socorrer os feridos. A ocorrência foi registrada na 38 DP (Irajá).

Saiba como votaram os senadores no impeachment

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O Senado Federal condenou por 61 votos a 20 votos a presidenta afastada Dilma Rousseff pelos crimes de responsabilidade. A votação no plenário aconteceu nesta quarta-feira (31) e contou com todos os senadores 81 que compõem esta Casa legislativa.

Com a decisão, Dilma será definitivamente afastada de seu cargo, mas não perderá seus direitos políticos.

A votação decisiva foi comandada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski. O processo teve fim nove meses após a autorização da abertura do processo pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Dois senadores favoráveis ao impeachment de Dilma e dois contrários tiveram cinco minutos cada para encaminhamento de votação. A votação foi aberta, nominal e por registro eletrônico.

O maior número de votos a favor do impeachment foi registrado nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Já contra sua admissibilidade, as regiões Norte e Nordeste registraram a maioria dos votos. Todos os senadores dos estados de Minas Gerais, Sergipe, Paraíba, Alagoas, Mato Grosso, Santa Catarina, Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e do Distrito Fereral votaram pelo impeachment. A maior quantidade de votos contra o impedimento foi somada na Bahia, todos os senadores do estado votaram não ao impeachment.

Confira como cada senador votou no impeachment:

Parlamentar Partido UF Voto
Acir Gurgacz PDT RO Sim
Aécio Neves PSDB MG Sim
Aloysio Nunes Ferreira PSDB SP Sim
Alvaro Dias PV PR Sim
Ana Amélia PP RS Sim
Angela Portela PT RR Não
Antonio Anastasia PSDB MG Sim
Antônio Carlos Valadares PSB SE Sim
Armando Monteiro PTB PE Não
Ataídes Oliveira PSDB TO Sim
Benedito de Lira PP AL Sim
Cássio Cunha Lima PSDB PB Sim
Cidinho Santos PR MT Sim
Ciro Nogueira PP PI Sim
Cristovam Buarque PPS DF Sim
Dalírio Beber PSDB SC Sim
Dário Berger PMDB SC Sim
Davi Alcolumbre DEM AP Sim
Edison Lobão PMDB MA Sim
Eduardo Amorim PSC SE Sim
Eduardo Braga PMDB AM Sim
Eduardo Lopes PRB RJ Sim
Elmano Férrer PTB PI Não
Eunício Oliveira PMDB CE Sim
Fátima Bezerra PT RN Não
Fernando Bezerra Coelho PSB PE Sim
Fernando Collor PTC AL Sim
Flexa Ribeiro PSDB PA Sim
Garibaldi Alves Filho PMDB RN Sim
Gladson Cameli PP AC Sim
Gleisi Hoffmann PT PR Não
Helio José PMDB DF Sim
Humberto Costa PT PE Não
Ivo Cassol PP RO Sim
Jader Barbalho PMDB PA Sim
João Alberto Souza PMDB MA Sim
João Capiberibe PSB AP Não
Jorge Viana PT AC Não
José Agripino DEM RN Sim
José Anibal PSDB SP Sim
José Maranhão PMDB PB Sim
José Medeiros PSD MT Sim
José Pimentel PT CE Não
Kátia Abreu PMDB TO Não
Lasier Martins PDT RS Sim
Lídice da Mata PSB BA Não
Lindbergh Farias PT RJ Não
Lúcia Vânia PSB GO Sim
Magno Malta PR ES Sim
Maria do Carmo Alves DEM SE Sim
Marta Suplicy PMDB SP Sim
Omar Aziz PSD AM Sim
Otto Alencar PSD BA Não
Paulo Bauer PSDB SC Sim
Paulo Paim PT RS Não
Paulo Rocha PT PA Não
Pedro Chaves (suplente de Delcídio Amaral cassado pelo Senado) PSC MS Sim
Raimundo Lira PMDB PB Sim
Randolfe Rodrigues REDE AP Não
Regina Sousa PT PI Não
Reguffe sem partido DF Sim
Renan Calheiros PMDB AL Sim
Ricardo Ferraço PSDB ES Sim
Roberto Muniz PP BA Não
Roberto Requião PMDB PR Não
Roberto Rocha PSB MA Sim
Romario PSB RJ Sim
Romero Jucá PMDB RR Sim
Ronaldo Caiado DEM GO Sim
Rose de Freitas PMDB ES Sim
Sérgio Petecão PSD AC Sim
Simone Tebet PMDB MS Sim
Tasso Jereissati PSDB CE Sim
Telmário Mota PDT RR Sim
Valdir Raupp PMDB RO Sim
Vanessa Grazziotin PC do B AM Não
Vicentinho Alves PR TO Sim
Waldemir Moka PMDB MS Sim
Wellington Fagundes PR MT Sim
Wilder Morais PP GO Sim
Zezé Perrella PTB MG Sim

 

Primeira mulher eleita presidente do Brasil é tirada do cargo

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Em 1° de janeiro de 2011, ao assumir o mandato como primeira presidente mulher do Brasil no Congresso Nacional, Dilma citou em seu discurso palavras do escritor mineiro Guimarães Rosa: “A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”.

Cinco anos e meio depois, ela voltou ao cenário em que foi empossada para enfrentar o julgamento do impeachment que a afastou em definitivo do cargo, mais de dois anos antes do fim de seu segundo mandato. Ex-ministra do governo Lula e presa política durante a ditadura militar, Dilma Vana Rousseff nasceu em 14 de dezembro de 1947. Filha do imigrante búlgaro Pedro Rousseff e da professora Dilma Jane da Silva, nascida em Resende, no Rio de Janeiro, Dilma tem uma filha, Paula, e dois netos, Gabriel e Guilherme.

Ditadura militar

Dilma Rousseff iniciou os estudos no tradicional colégio de freiras Nossa Senhora de Sion (atual Santa Dorotéia) e fez o ensino médio no Colégio Estadual Central, ambos na capital mineira.

No ensino médio, em 1964, ela conheceu o primeiro marido, Claudio Galeno, com quem se casou em 1967, ano em que entrou no curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e aderiu ao Comando de Libertação Nacional (Colina), organização que combatia a ditadura e que se fundiu com a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), formando a VAR-Palmares.  A VAR-Palmares fez algumas ações armadas contra a ditadura, mas Dilma, que atuava em estratégia e planejamento, não participou de nenhuma delas. Nas campanhas eleitorais, essa passagem de sua vida era muito explorada.

No ano seguinte, ela e o marido passaram a ser perseguidos pelo regime em Minas Gerais, entraram na clandestinidade e acabaram se separando. Na clandestinidade, como mandavam os manuais de segurança, Dilma usou vários codinomes. Chamou-se Luiza, Wanda, Marina, Estela, Maria e Lúcia. Galeno foi para o exílio.

Em 1969, Dilma conheceu o advogado gaúcho Carlos Franklin Paixão de Araújo, com quem se casou e teve a única filha. Juntos, eles foram perseguidos pela ditadura. Condenada por subversão, Dilma passou quase três anos – de 1970 a 1972 – no Presídio Tiradentes, na capital paulista.

Tortura

No discurso dessa segunda-feira (29) em que foi ao Senado apresentar sua defesa no processo de impeachment, Dilma lembrou a perseguição, a prisão e a tortura sofrida durante o regime militar, episódios que sempre citou ao longa da vida pública. “Na luta contra a ditadura, recebi no meu corpo as marcas da tortura. Amarguei por anos o sofrimento da prisão. Vi companheiros e companheiras sendo violentados, e até assassinados”, disse.

A jornalista Rose Nogueira, de 70 anos, foi companheira de prisão de Dilma. Presa em novembro de 1969, separada do filho recém-nascido e torturada, Rose foi levada ao Presídio Tiradentes, em São Paulo, onde conheceu Dilma. As duas dividiram a cela com mais 50 presas políticas.

“Dilma chegou com mais duas moças. Ela era mais jovem que eu e logo marcou presença porque estudava muito. Era muito disciplinada e participava de todas as organizações coletivas. Era o único jeito de suportar aquilo ali. Éramos todas muito machucadas, inclusive com lembranças. Dilma chamava a atenção por isso”, lembrou a jornalista.

“Passei só alguns meses com ela. Saí e fiquei em liberdade vigiada por dois anos e pouco. Dilma ficou três anos presa, mas tudo o que a gente discutia, sobretudo política, tudo para ela era o Brasil primeiro. ‘Isso é bom para o Brasil?’, perguntava.”

Vida política

Livre da prisão, Dilma mudou-se para Porto Alegre em 1973. Fez novo vestibular e retomou os estudos na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e, em 1975, começou a trabalhar como estagiária na Fundação de Economia e Estatística do governo gaúcho. No ano seguinte, deu à luz a filha Paula Rousseff Araújo.

Com o marido Carlos Araújo, participou da fundação do PDT no Rio Grande do Sul e trabalhou na assessoria da bancada estadual do partido entre 1980 e 1985. Em 1986, o então prefeito de Porto Alegre, Alceu Collares, escolheu Dilma para a Secretaria da Fazenda.

Dilma também foi diretora-geral da Câmara Municipal de Porto Alegre, quando participou da campanha de Leonel Brizola pelo PDT ao Palácio do Planalto em 1989 – ano da primeira eleição presidencial direta após a ditadura militar. No segundo turno, foi às ruas defender o então candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, que foi derrotado pelo representante do PRN, Fernando Collor.

No início da década de 1990, Dilma retornou à Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul, como presidente da instituição. Em 1993, com a eleição de Alceu Collares para o governo gaúcho tornou-se secretária de Energia, Minas e Comunicação.

Em 1998, iniciou curso de doutorado em Economia na Universidade Estadual de Campinas, mas, já envolvida na campanha sucessória no Rio Grande do Sul, não chegou a defender tese. A aliança entre PDT e PT elegeu Olívio Dutra governador e Dilma ocupou, mais uma vez, a Secretaria de Energia, Minas e Comunicação do estado. Dois anos depois, filiou-se ao PT.

Em 2002, Dilma foi convidada a participar da equipe de transição entre os governos de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e Lula (2003-2010).

Lula a conheceu no Rio Grande do Sul, como secretária de Minas e Energia do governo de Olívio Dutra. No governo Lula, tornou-se ministra de Minas e Energia.

Entre 2003 e 2005, com a criação do chamado marco regulatório (leis, regulamentos e normas técnicas), comandou uma ampla reformulação no setor. Além disso, presidiu o Conselho de Administração da Petrobras, introduziu o biodiesel na matriz energética brasileira e criou o programa Luz para Todos.

Em 2005, Lula escolheu Dilma para a chefia da Casa Civil. Nesse cargo, ela assumiu o comando de programas estratégicos como o PAC, Programa de Aceleração do Crescimento, e Minha Casa, Minha Vida – chegou a ser chamada de “mãe do PAC”.

Ela também coordenou a comissão interministerial encarregada de definir as regras para exploração das reservas de petróleo na camada pré-sal e integrou a Junta Orçamentária do Governo.

O ex-ministro das Cidades e ex-governador gaúcho Olívio Dutra, de 75 anos, que conheceu Dilma na década de 70, quando presidia o Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, falou sobre a capacidade técnica de Dilma.

“Dilma tinha um acúmulo de senso crítico, um bom cabedal de informações e conhecimento. Lembro bem que, na época, laptop era coisa rara. Ela foi uma das primeiras pessoas a utilizar muito bem essa ferramenta. Tinha um arquivo considerável, uma avaliação sempre segura.”

Câncer 

Com perfil enérgico e gerencial, Dilma abandonou o ar sisudo ao revelar que estava com câncer linfático, em 2009.  Fez sessões de quimioterapia, perdeu o cabelo e usou peruca por uns tempos. No final daquele ano, os médicos a declararam curada.

Eleição

No dia 3 de abril de 2010, Dilma, que nunca havia disputado um cargo eletivo, deixou a equipe ministerial para se candidatar à Presidência da República pelo PT, com apoio de Lula.

No segundo turno das eleições, em 31 de outubro de 2010, Dilma derrotou o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB). Aos 63 anos, Dilma Rousseff foi, então, eleita presidenta da República, com quase 56 milhões de votos. A primeira mulher a presidir o Brasil.

Em 2013, foi considerada pela revista Forbes a segunda mulher mais poderosa do mundo, atrás apenas da chanceler alemã Angela Merkel.

A reeleição, conquistada também em segundo turno, veio em 2014. No dia 25 de outubro daquele ano, com 54.501.118 votos (51,64%), Dilma foi reeleita, derrotando o ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), que teve 51.041.155 votos (48,36%).

Impeachment

Dos mais de 30 pedidos de impeachment da presidenta Dilma Rousseff que chegaram à Câmara dos Deputados no ano passado, o então presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acolheu apenas o que foi apresentado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr e Janaína Paschoal, no dia 21 de outubro. A presidenta foi acusada de crime de responsabilidade fiscal e de edição de decretos sem autorização do Legislativo.

Dilma alega inocência, afirmando que não infringiu a lei, e diz que é vítima de um golpe liderado por Eduardo Cunha e Michel Temer, seu vice-presidente, com quem teve uma relação conturbada.

Fernando Collor, primeiro presidente eleito por voto direto após a ditadura militar, foi o primeiro chefe de governo brasileiro afastado do poder em um processo de impeachment.

Com Dilma Rousseff, é a segunda vez que um presidente perde o mandato no mesmo tipo de processo. Aprovado na Câmara e no Senado, o processo entrou na fase de julgamento na última quinta-feira (25). Em maio, ela foi afastada temporariamente da Presidência da República após os senadores acatarem o processo.

Com a saída de Dilma, encerra-se um ciclo de 13 anos de governos petistas.

 

 

(Fonte Agência Brasil)

Inscrições para Inglês sem Fronteiras abrem dia 19 de setembro

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Publicado no Diário Oficial da União de hoje (30) o edital da Secretaria de Educação Superior com o cronograma para o processo seletivo visando a ocupação de vagas dos cursos de língua inglesa do programa Inglês sem Fronteiras. As inscrições ocorrerão das 12h do dia 19 de setembro até as 12h do dia 30 de setembro. As aulas vão começar em 17 de outubro.

O Inglês sem Fronteira surgiu com o propósito de atender demandas do programa Ciência sem Fronteiras e outros programas de intercâmbio governamentais, com o objetivo de criar condições para que os estudantes brasileiros tenham acesso a universidades estrangeiras, onde o inglês é o idioma usado parcial ou totalmente em seus cursos.

Além de representar uma oportunidade de acesso a essas universidades, o programa visa a atender a comunidades universitárias brasileiras, aumentando o número de professores e alunos estrangeiros em seus campi. Mais detalhes sobre o edital com o cronograma do Inglês sem fronteiras estão disponíveis no site do programa do Ministério da Educação.

 

 

 

(Fonte Agência Brasil)

 

 

Forças Armadas vão atuar na segurança das eleições no Rio

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As Forças Armadas vão atender pedido do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, para atuar na segurança das eleições municipais de outubro próximo, no Rio de Janeir,  informou hoje (22) o ministro da Defesa, Raul Jungmann, em entrevista no Comando Militar do Leste: “Por ser lei não podemos nos negar a ter exatamente a garantia da lei e da ordem nas eleições. Isso é algo que está fora de possibilidade. Nós vamos efetivamente atender”.

“Vamos, sim, estar no primeiro e segundo turnos aqui”, garantiu o ministro, destacando, que como costuma ser a média, além do Rio, 400 cidades devem receber o reforço.
Jungmann informou que não há avaliação de quanto será o custo para a manutenção dos militares, porque ainda não foi definido quantos deles estarão em operação no Rio, mas acrescentou que os gastos correm por conta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou dos Tribunais Regionais. “Não temos, no momento, o valor”, explicou.

Segundo o ministro, é preciso definir qual é a necessidade de tropas. Como exemplo, citou o caso de eleições passadas, quando alguns candidatos não conseguiram ir a determinadas comunidades, fechadas por milícias: “Cabe, através de uma negociação entre o Tribunal Regional Eleitoral e as Forças Armadas, saber qual é a comunidade. Uma comunidade exige um efetivo; outra, exige outro. Neste momento, não temos essa precisão”.

O coordenador geral de Defesa e comandante militar do Leste, general Fernando Azevedo e Silva, que já trabalhou em esquemas de segurança durante eleições, disse que, em geral, a justiça eleitoral pede a presença dos militares nos postos de votação, onde também estarão os integrantes de segurança pública do Rio. A missão dos militares, segundo o general, compreende, por exemplo, manter o dia da votação com ambiente normal, que assegure o direito de voto e não permitir propaganda na fila de votação, “coisas normais prevista em lei”.

O emprego das Forças Armadas em eleições precisa seguir uma determinação da Constituição brasileira. Após o pedido da justiça eleitoral, o presidente da República tem que assinar uma permissão para instauração da Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

 

(Fonte Agência Brasil)

Começam as inscrições para vagas remanescentes do Fies

Começam hoje (22) as inscrições para as vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) no segundo semestre de 2016. O prazo para os estudantes não graduados que tenham sido pré-selecionados no processo regular vai até o dia 28. No dia 26, começam as inscrições para os estudantes graduados pré-selecionados.

A inscrição é gratuita e feita exclusivamente pela internet, na página do FiesSeleção. Em seguida, o estudante deve acessar o Sistema Informatizado do Fies  e concluir sua inscrição em dois dias úteis subsequentes.

Pode se inscrever às vagas remanescentes o estudante que tenha renda familiar mensal bruta per capita de até três salários mínimos, tenha participado do Enem a partir da edição de 2010 e obtido média igual ou superior a 450 pontos e nota na redação superior a 0.

O Fies é o programa do Ministério da Educação que financia cursos superiores em instituições privadas com avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Nesta edição, foram ofertadas 75 mil vagas.

O programa oferece financiamento a uma taxa efetiva de juros de 6,5% ao ano. O percentual do custeio é definido de acordo com o comprometimento da renda familiar mensal bruta per capita do estudante.

 

 

 

(Fonte Agência Brasil)

Saiba primeira olimpíada que o Brasil participou

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Foi em 1920 a primeira vez que o Brasil participou de uma Olimpíada. Desta vez o Brasil ganhou 3 medalhas no tiro e nunca mais voltou a ganhar medalhas nesta modalidade. Uma de ouro, uma de prata e uma de bronze. A primeira medalha de ouro foi do atleta Guilherme Paraense.

 

(EBC)

Morre soldado da Força Nacional baleado no complexo da Maré

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O agente da Força Nacional Hélio Andrade, baleado durante um ataque a um carro da corporação no complexo de favelas da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro, morreu na noite desta quinta-feira (11), informou o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, em mensagem postada em seu perfil no Facebook.

O ataque à Força Nacional aconteceu na quarta (10), depois que três agentes da corporação entraram por engano na favela. Após ser baleado na cabeça e socorrido em estado grave no Hospital Salgado Filho, Hélio foi operado por uma equipe de três neurocirurgiões durante 4 horas e meia. Ao ser ferido, o soldado perdeu muita massa encefálica. Ele, porém, não resistiu ao ferimento.

De acordo com o comandante da PM de Roraima, coronel Dagoberto Gonçalves, o soldado morava no Rio de Janeiro desde 2015 e estava atuando na Força Nacional durante as Olimpíadas. Ele ingressou na PM de Roraima em 2003 e integra a Força Nacional desde 2014.

Além de Hélio, os outro agente da Força Nacional ficou ferido no ataque. O capitão Alen Marcos Rodrigues Ferreira, que atua em Cruzeiro do Sul, no Acre, teve ferimentos leves. O soldado Rafael Pereira, do Piauí, que também estava no veículo, escapou ileso.

A irmã do soldado, Edilene Andrade, disse, antes de saber que Hélio morreu, que um outro irmão e o marido dela embarcaram para o Rio na tarde desta quinta.

ministro

O ministro da Justiça expressou solidariedade à família do soldado no Facebook: “Quero expressar meus sentimentos aos familiares do soldado, que sofreu um ataque covarde e, infelizmente, morreu hoje em decorrência dos ferimentos. É um verdadeiro herói do nosso país. Nosso presidente, Michel Temer, decretará luto oficial pela morte de nosso herói. Honra e dignidade aos nossos policiais”, postou Alexandre de Moraes.

Reforço nas Olimpíadas
Cerca de 6 mil agentes da Força Nacional, de vários estados, foram enviados ao Rio para reforçar a segurança durante os Jogos Olímpicos.