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WhatsApp vai deixar de funcionar em alguns celulares a partir de junho

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O WhatsApp vai deixar de funcionar em alguns modelos de celular a partir de 30 de junho. Segundo a empresa, o serviço vai deixar de ser compatível com sistema operacional BlackBerry OS, BlackBerry 10 e Nokia Symbian S60 a partir do final do mês. Quem quiser continuar usando o aplicativo terá que atualizar o telefone para um mais atual.  Segundo a empresa, esses sistemas, mais antigos, sofrem com limitações para desenvolvimento de tecnologias de segurança no uso do aplicativo. A empresa havia anunciado a decisão de suspender o suporte a essas plataformas no início do ano passado. Agora, o WhatsApp analisa também parar de funcionar no Nokia S40, mas ainda não há uma data para quando isso irá acontecer. Também segue sem cronograma o desligamento para outras versões, como de Android anteriores a 2.3.3, Windows Phone 7 e iPhone 3GS/iOS6. A empresa afirma que a decisão foi “difícil”, mas necessária. “Quando demos início ao WhatsApp em 2009, a maneira com que as pessoas utilizavam smartphones era bem diferente do que é hoje. A App Store da Apple por exemplo, existia há apenas alguns meses. Cerca de 70%dos smartphones vendidos na época, possuíam sistemas operacionais desenvolvidos pela BlackBerry e Nokia”, afirmou em nota a empresa na época.

Maioria dos ministros do TSE vota contra cassação da chapa Dilma-Temer

Ministro Gilmar Mendes preside sessão de julgamento da Aije 194358

Após quatro dias de julgamento, a maioria dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) votou hoje (9) contra a cassação da chapa Dilma-Temer, vencedora das eleições de 2014, pelas acusações de abuso de poder político e econômico. O placar da votação ficou em 4 a 3.  O voto de desempate foi proferido pelo presidente da corte, ministro Gilmar Mendes.

Em seu voto, Gilmar mencionou que foi o relator do pedido inicial do PSDB para a reabertura da análise da prestação de contas da chapa Dilma-Temer. Ele disse, entretanto, que o pedido foi aprovado pelo tribunal para reexame do material e não para condenação sumária. “Não se trata de abuso de poder econômico, mas se trata de um dinheiro que sai da campanha e não disseram para onde vai. Primeiro é preciso julgar para depois condenar. É assim que se faz e não fixar uma meta para condenação. O objeto dessa questão é sensível porque tem como pano de fundo a soberania popular”, defendeu.

Também votaram pela absolvição os ministros Napoleão Nunes Maia, Admar Gonzaga e Tarcísio Vieira. Luiz Fux e Rosa Weber acompanharam o relator, Herman Benjamin, pela cassação da chapa.

Quatro dos sete ministros entenderam que não há provas suficientes para retirar o mandato da chapa. Além disso, a maioria avaliou que as delações de ex-executivos da Odebrecht não podem ser incluídas no julgamento porque não estavam no pedido inicial de cassação, feito pelo PSDB em 2014.

“Não é algum fricote processualista que se quer proteger, mas o equilíbrio do mandato. Não se substitui um presidente a toda a hora, mesmo que se queira. A Constituição valoriza a soberania popular, a despeito do valor das nossas decisões”, disse Gilmar ao proferir seu voto.

A maioria dos ministros também argumentou que as provas que restaram, como outros depoimentos de delatores da Operação Lava Jato, que também citam repasses de propina para a chapa, não são suficientes para concluir que os recursos desviados para o PT e PMDB abasteceram a campanha de 2014.

Mendes voltou a dizer durante seu voto que  “não cabe ao TSE resolver a crise política” do país, e que falou isso a políticos que o procuraram para debater o tema.

Ação

Em dezembro de 2014, as contas da campanha da então presidente Dilma Rousseff e de seu vice, Michel Temer, foram aprovadas com ressalvas e por unanimidade no TSE. No entanto, o processo foi reaberto porque o PSDB  entrou com uma ação na Corte por suspeitas de irregularidade nos repasses a gráficas que prestaram serviços à campanha eleitoral de Dilma e Temer. Neste ano, o relator Herman Benjamin incluiu no processo o depoimento dos delatores ligados à empreiteira Odebrecht investigados na Operação Lava Jato. Os ex-executivos relataram que fizeram repasses ilegais para a campanha presidencial.

Defesa

A campanha de Dilma Rousseff nega qualquer irregularidade e sustenta que todo o processo de contratação das empresas e de distribuição dos produtos foi documentado e monitorado. A defesa do presidente Michel Temer diz que a campanha eleitoral do PMDB não tem relação com os pagamentos suspeitos. De acordo com os advogados, não se tem conhecimento de qualquer irregularidade no pagamento dos serviços.

 

(Fonte Agência Brasil)

 

Relator no TSE Herman Benjamin diz que Odebrecht se apropriou de candidatos

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Relator do julgamento da ação em que o PSDB pede a cassação da chapa Dilma-Temer, vencedora das eleições de 2014, o ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), retomou hoje (9) a leitura de seu voto, ao afirmar que não há como investigar o financiamento ilícito de recentes campanhas eleitorais sem investigar a construtora Odebrecht.

“A Odebrecht utilizou e abusou do método clandestino de apropriação dos candidatos brasileiros, de quase todos os partidos”, declarou o ministro. “No caso específico da Odebrecht, os [valores] não oficiais superam em muito os oficiais. E isso não foi prática de um único partido, nem só dessa coligação [PT-PMDB]. Não vamos imaginar que se trata de um pecado de um único partido ou dois que inventaram essas práticas”, acrescentou Benjamim.

Ao se referir ao depoimento em que o próprio ex-presidente da construtora Marcelo Odebrecht contou ter disponibilizado R$ 150 milhões para as eleições presidenciais de 2014, Benjamim classificou o empresário de “o especialista no esquema de corrupção [política]”.

“Marcelo Odebrcht herdou não só uma empresa, mas sim uma cultura de propina e a sofisticou. Ele é a terceira geração de uma empresa que dominou os poderes constituídos no Brasil desde a abertura das portas, lá atrás, ainda na Bahia, com uma pequena empresa. Ele era o administrador de um grande grupo econômico e de um dos maiores e mais sofisticados esquemas de corrupção do mundo”.

Ontem (8), a Corte já tinha debatido o pedido feito pelos advogados da chapa para retirar do processo as delações de executivos da Odebrecht. Para os advogados, fatos que não constam na petição inicial, protocolada pelo PSDB em 2014, não podem ser alvo do julgamento. Apesar da manifestação do relator contra a retirada, quatro dos sete ministros indicaram que devem votar a favor das defesas, mas a deliberação deve ser confirmada somente hoje.

 

(Fonte Agência Brasil)

Centrais sindicais marcam nova data da greve geral para dia 30

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Em reunião realizada nesta segunda-feira, a CUT, Força Sindical, UGT e outras sete centrais sindicais aprovaram indicativo para nova greve geral no próximo dia 30 de junho. A proposta ainda precisa ser referendada pelas categorias nos estados. Na pauta de reivindicações estão o fim da reforma trabalhista e da Previdência e a realização de eleições diretas para presidente.

A greve geral ocorrida no último dia 28 de abril foi considerada pelas centrais sindicais a maior da história. As estimativas das centrais é que cerca de 40 milhões de trabalhadores tenham aderido ao movimento.

As centrais prometem fazer uma grande mobilização no dia 20 de junho, no intuito de conscientizar a população e marcar posição a favor da saída do presidente Temer.

“Em São Paulo os principais sindicatos estratégicos são da UGT: motoristas de ônibus, motoboys e limpeza de rua”, diz Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores, garantindo que a maior cidade do país vai parar. Ele acredita que as categorias devem confirmar a data da nova greve geral.

De acordo com as centrais, o julgamento a respeito da cassação da chapa Dilma-Temer no TSE, que começa hoje, não deve influenciar nessa nova agenda de protestos. “Enquanto Temer estiver no governo, a instabilidade continua, e a instabilidade política leva à instabilidade econômica”, diz Sérgio Nobre, da CUT.

Assinam a nota ainda as centrais NCST, CGTB, CSB, CSP Conlutas, CTB, Intersindical e Pública – Central do Servidor.

Michel Temer está vendendo o Brasil

O projeto do atual presidente do Brasil Michel Temer é vender as terras brasileiras aos estrangeiros com o apoio dos deputados federais e senadores.O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, defende a liberação da venda de terras brasileiras a produtores agrícolas e companhias estrangeiras. 99% dos políticos brasileiros são ladrões da pátria,eles se candidatam se fazem de bonzinhos o povo os elegem eles roubam as riquezas do Brasil e mandam para os bancos estrangeiros quando o mandato deles acabam eles vão morar em outro pais com o dinheiro que roubaram do Brasil.

O Brasil é um país muito rico  o Brasil esta entre os mais ricos do mundo,com  uma infinidade de riquezas naturais: uma delas é o minério. O Brasil destaca-se principalmente na produção de ferro, bauxita (alumínio), manganês e nióbio.Um dos importantes setores econômicos do Brasil é o da comercialização de pedras preciosas.

O Brasil exportou cerca de 1,63 milhão de barris por dia (b/d) de petróleo em fevereiro de 2017, estabelecendo um novo recorde , informou  a  Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em relatório.

O Brasil é o país onde tudo que se planta nasce cresce é progride.Não precisamos leiloar o Brasil para crescer ninguém será capaz de amar o Brasil tanto quanto os Brasileiros,se precisar lutar uma guerra para proteger o Brasil os Brasileiros farão isso somente os Brasileiros são capazes de defender o Brasil,temos que cuidar do Brasil para as gerações futura,não podemos virar escravos em nosso próprio  país devemos ser livres é prósperos pois somos filhos dessa terra abençoada por Deus todo poderoso pai do nosso Senhor Jesus Cristo,o desespero da incerteza do futuro é tão grande que devemos recorrer a Deus é pedir que ele nos ilumine é nos guie pelo deserto ao qual estamos passando que quando chegarmos ao fim dessa caminhada pelo deserto o Brasil ainda pertença aos BRASILEIROS,  O BRASIL É NOSSA TERRA PROMETIDA.

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Tesouro Nacional faliu os Correios

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De acordo com o presidente da estatal, Guilherme Campos, uma das causas da falta de caixa da  Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos , foram as antecipações de dividendos, feitas entre 2007 e 2013, da ordem de R$ 6 bilhões. Como estatal, os Correios devem repassar parte do seu lucro para o Tesouro Nacional, o que, segundo Campos, foi feito“sem dinheiro disponível para tantas retiradas”. A empresa chegou a pedir um aporte de capital de R$ 840 milhões, que foi negado pelo Tesouro Nacional.

A reestruturação dos Correios, proposta nesta semana, prevê o corte de um número significativo de cargos de chefia e gerência, afirmou o presidente da estatal, Guilherme Campos.  Com as mudanças, afirmou Campos, a empresa deve reabrir na próxima semana uma nova rodada do Programa de Desligamento Incentivado (PDI). Seria a terceira rodada do PDI.  “Estamos vendo a possibilidade de reabrir o PDI. Já chegou a demanda após a reestruturação da empresa”, disse.  Segundo Campos, muita gente que estava confortável dentro da empresa com as gratificações pagas começou a ponderar a opção pelo PDI após o anúncio dos cortes.  Com a terceira rodada, disse Campos, os Correios esperam superar a meta inicial, que era a adesão de 8 mil funcionários no PDI. Até agora, cerca de 6,5 mil servidores da estatal já entraram no programa. Na primeira rodada foram cerca de 5 mil funcionários e, na segunda, que foi finalizada na semana passada, foram 1.500.  Campos explicou que será preciso esperar o resultado final do PDI e os avanços obtidos com a reestruturação antes de se falar em demissão de servidores concursados.

Economia: A reestruturação dos Correios faz parte de uma ação para trazer as contas da estatal para o azul. Só o corte de gerencias, afirmou o presidente, vai gerar uma economia anual que pode chegar a R$ 50 milhões. A empresa soma cerca de R$ 4 bilhões de prejuízo entre 2015 e 2016.  Com a reestruturação, os Correios passaram a contar com uma vice-presidência Comercial, uma de Operações, uma de Canais e uma de Negócios e Governo.  Segundo Campos, a empresa unificou as equipes. Antes, cada área da empresa – postal, encomendas, logística e varejo – tinha uma equipe de venda, de marketing e operação.  “A operação era tão separada que às vezes havia ociosidade na área de encomendas, mas a de logística estava sobrecarregada”, explicou.

 

Vacinação contra a gripe é prorrogada até 9 de junho

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza foi prorrogada até o dia 9 de junho. A previsão inicial do Ministério da Saúde era de que a imunização fosse encerrada hoje (26). A prorrogação, segundo a pasta, tem como objetivo atingir a meta de vacinar 90% do público-alvo (idosos, puérperas, indígenas, crianças, gestantes, professores e trabalhadores de saúde). Até o momento, foram imunizados 63,6% de um total de 54,2 milhões de pessoas.

Balanço do ministério indica que, entre os grupos que integram o público-alvo, os idosos registram a maior cobertura vacinal (72,4%). Em seguida estão puérperas (71,2%) e indígenas (68,6%). Os grupos que menos se vacinaram são crianças (49,9%), gestantes (53,4%), professores (60,2%) e trabalhadores de saúde (64,2%).

Também foram aplicadas 7,1 milhões de doses em pessoas com doenças específicas, privadas de liberdade e em trabalhadores do sistema prisional.

Os estados com a maior cobertura vacinal, até o momento, são Amapá (85,7%), Paraná (78,1%), Santa Catarina (77,7%), Rio Grande do Sul (74%) e Goiás (70,1%). Já os estados com menor cobertura são Roraima (47,9%), Rio de Janeiro (49%), Pará (52,1%), Mato Grosso (55,8%), Rondônia (56,2%), Acre (56,4%) e Mato Grosso do Sul (57,1%).

Entre as regiões do país, o Sul apresenta maio cobertura vacinal, com 76,3%, seguida das regiões Centro-Oeste (63,7%), Nordeste (62,3%); Sudeste (61,2%); e Norte (58,2%).

Público-alvo

A vacina contra a gripe está disponível nos postos de saúde para crianças entre 6 meses e menores de 5 anos, pessoas com 60 anos ou mais (idosos), trabalhadores de saúde, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e pessoas com doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais, além dos professores.

A orientação do ministério é que pessoas com doenças crônicas não transmissíveis ou com deficiências específicas apresentem prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde devem se dirigir aos postos em que estão registrados para receber a vacina, sem a necessidade de prescrição médica.

Segurança

A vacina disponibilizada pelo governo brasileiro protege contra os três subtipos do vírus da gripe determinados pela Organização Mundial da Saúde para este ano (A-H1N1, A-H3N2 e influenza B). A dose, segundo a pasta, é segura e também é considerada uma das medidas mais eficazes na prevenção de complicações e casos graves de gripe.

Como o organismo leva, em média, de duas a três semanas para criar os anticorpos que geram proteção contra a gripe após a vacinação, o ideal, de acordo com o ministério, é realizar a imunização antes do início do inverno. O período de maior circulação da gripe no Brasil vai do final de maio até agosto.

 

(Fonte Agência Brasil)

Investigação liga alguns PMs do Rio de Janeiro com crime organizado

“PM investiga se policiais deram carona a traficantes em caveirão”, “PM fazia escolta de maior traficante de armas do Rio”, “PMs do Bope vazavam operações e forneciam até farda a traficantes”, “O próprio bandido é quem comanda batalhão”, revela policial militar no RJ”. As manchetes citadas ilustram apenas alguns dos casos de corrupção policial no Rio de Janeiro que chegaram à mídia nos últimos anos, mas, sobretudo, expõem uma ferida aberta que compromete qualquer política de segurança pública: o envolvimento de parte da tropa com o crime organizado. A informação é do ‘El País’.

Números do Gaeco, braço do Ministério Público dedicado à investigação e combate ao crime organizado e controle externo da atividade policial, revelam que depois dos traficantes, PMs e ex-PMs são os mais denunciados no Rio. Dos 4.082 investigados pelo órgão, de 2010 a março de 2017, 1.886 são traficantes e 563 são policiais ou já exerceram a função. Na sequência, policiais civis, com 150 agentes denunciados.

Um episódio recente escancarou as entranhas dessa parceria corrupta e como operações policiais vendidas com pompa aos jornais podem não ser exatamente o que parecem. No último 2 de maio um contingente da Polícia Militar entrou na Cidade Alta, favela da zona norte, para evitar um “banho de sangue” entre facções rivais que disputavam o território. A ação, que se seguiu de um dia de caos na cidade com a queima, orquestrada por traficantes, de nove ônibus e dois caminhões, foi considerada um sucesso pela cúpula da Secretaria de Segurança Pública: apenas dois mortos, 32 fuzis apreendidos e 45 presos. Todos, coincidentemente, do Comando Vermelho, a maior facção criminosa do Rio e o grupo que quis recuperar a favela das mãos do rival Terceiro Comando Puro (TCP). A ação ganhou até uma moção de aplausos na Assembleia Legislativa.

Os detalhes da megaoperação teriam morrido nessa semana com os aplausos, não fosse o fato de, três dias depois, nove sargentos do Grupo de Apoio Tático (GAT), uma espécie de tropa de elite do 16º Batalhão, responsável pelo patrulhamento na Cidade Alta, terem sido transferidos para outras unidades. Inicialmente, a polícia qualificou a transferência de simples “ato administrativo”, mas o comandante geral da Polícia Militar, coronel Wolney Dias, acabou reconhecendo que os policiais eram suspeitos de estarem envolvidos com atividades ilícitas, inclusive favorecimento a traficantes de uma determinada facção [o TCP]. Dois desses policiais transferidos, inclusive, participaram da operação na Cidade Alta e foram responsáveis pela apreensão de parte do material encontrado com os traficantes. “Não estamos fazendo juízo de valor antecipado. A transferência foi feita para preservar a apuração. Não seremos condescendentes com desvios de conduta. O policial que faz isso é um traidor da sociedade que jurou servir”, disse o coronel.

Desdobramento das investigações

O caso, hoje investigado pela Corregedoria da PM e pelo Ministério Público, cresceu. Paralelamente à transferência dos policiais suspeitos, foi divulgado um áudio gravado num veículo blindado, também do 16º Batalhão, que registra a suposta conversa de policiais com traficantes enquanto circulavam pelas vielas da Cidade Alta. A gravação, que teria sido feita em fevereiro, vinha acompanhada de uma denúncia anônima que alertava que os PMs teriam dado carona a membros do TCP em troca de um milhão de reais. A divulgação do áudio, atribuída a um advogado da facção, poderia ser uma medida de pressão dos próprios traficantes para renegociar o alto valor do arrego, como é conhecida a propina destinada a policiais, disse a este jornal uma fonte conhecedora da atividade dos criminosos.

A apuração, apesar da gravidade do caso, vai devagar. Enquanto os policiais supostamente envolvidos negam qualquer crime, a Polícia Civil, duas semanas depois, ainda não recebeu os dados do GPS nem as imagens do interior do blindado que poderiam esclarecer a conduta dos policiais. E é provável que não as receba. As câmeras do veículo não registraram nada pois estavam com defeito há meses, informou uma fonte da PM.

O caso da Cidade Alta não é o único episódio recente que expõe as alianças entre alguns policiais e os traficantes que, na teoria, devem combater. No começo deste mês, o policial militar Vinícius dos Santos Araújo, de 25 anos, foi preso transportando em um carro 3.495 cápsulas de pistola 9mm. Junto com ele, viajava o traficante de armas Cesar Oliveira Santos, de 39 anos, foragido da Justiça e apontado como um dos principais fornecedores de armamento e munição das facções criminosas que atuam no Rio. O policial estaria escoltando o criminoso durante seus dias de folga. “É um traidor da sociedade. Não admitimos bandidos fardados”, disse à época o comandante-geral da Polícia Militar, Wolney Dias.

Investigações, no entanto, apontam que os “traidores” não são apenas casos isolados e se infiltram até nos corpos de elite da PM, favorecendo qualquer facção. Em dezembro de 2015, uma investigação conjunta do Ministério Público, a Polícia Federal, a Corregedoria da PM e a Secretaria de Segurança, descobriu que cinco agentes do Bope vazavam as operações a traficantes do Comando Vermelho de várias comunidades. Em troca, pediam entre R$ 2.000 e R$ 10.000 semanais por cada uma das favelas dominadas pelos cúmplices.

Cada um dos agentes denunciados, à espera de julgamento e na folha de pagamento da corporação, pertencia a um dos quatro turnos do plantão o que lhes permitia conhecer as operações programadas durante 24 horas por dia. O líder da quadrilha, ainda, instruía seus colegas a dar “boa noite” e “bom dia” aos traficantes, com os quais se comunicavam através de mensagens criptografadas de grupos fechados em telefones Black Berry, para não intimidá-los. Os policiais, além de repassar informações, negociavam armas apreendidas em operações e repassavam fardamento de uso exclusivo do Bope aos traficantes. “São apenas quatro, entre 550 homens”, afirmou o subsecretário de Inteligência da Secretária de Segurança Pública, Fábio Galvão, à ‘Época’.

Um outro caso de outubro 2014 revelou como o 17º batalhão da PM havia consolidado um balcão de negócios na Ilha do Governador, na zona norte do Rio. A operação foi relevante porque conseguiu atingir a cúpula da unidade, embora o caso ainda não tenha sido julgado: 16 policiais foram presos, incluindo o coronel do batalhão e o tenente responsável pelo Serviço Reservado do batalhão. O grupo foi acusado de receber propinas, sequestrar traficantes e vender armamento que deveria ser apreendido. A investigação flagrou a quadrilha de policiais abordando um veiculo no qual viajavam cinco traficantes com quatro fuzis, 18 granadas, três pistolas além de carregadores e munição. Os policiais, ao invés de prosseguir com a ocorrência, resolveram entregar na delegacia apenas três dos criminosos e uma parte do armamento. Os outros dois traficantes foram sequestrados e apenas liberados após um resgate de 300.000 reais. Os PMs ainda venderam três dos fuzis apreendidos por 50.000 reais cada.

Se por um lado a Polícia Militar diz repudiar a má conduta dos agentes, por outro, revela pouca transparência com o assunto. Questionada repetidas vezes, durante uma semana, a assessoria de imprensa da corporação ignorou todos os pedidos de informação da reportagem, entre eles quantos processos relativos a corrupção policial correm na Corregedoria ou quantos PMs já foram expulsos por essas práticas. A Secretaria de Segurança Pública tampouco facilitou nenhum dado a respeito, apesar de ser diretamente responsável pela Corregedoria Geral Unificada que também investiga desvios policiais.

A PM tampouco informou sobre o desfecho de uma investigação de novembro de 2010 que apurou condutas do mesmo batalhão muito similares às investigadas hoje na Cidade Alta. Na época, na mesma semana em que se deflagrava a ocupação do Complexo do Alemão, um blindado da unidade foi flagrado fazendo viagens a outras comunidades sob a suspeita de que estaria transportando chefes do Comando Vermelho – acuados pela tomada do complexo pela polícia –, para outras favelas dominadas pela facção.

“A PMERJ possui um dos maiores efetivos correcionais de polícia, contudo, parece que o sistema e as punições ainda não são suficientes. Há muito que as polícias deixaram de punir crimes e desvios de conduta por corporativismo, pois a fiscalização externa é muito maior e mais atuante, como o MP e a sociedade civil”, avalia o ex-capitão do Bope e antropólogo, Paulo Storani. Storani também sustenta que “a corrupção não é característica da PM e sim da administração pública brasileira, como pode ser comprovado pelos fatos recentes”. “Se entendermos esta premissa como verdadeira, concluímos que não existe sociedade honesta com políticos, governantes e policiais corruptos. Temos uma sociedade corruptora e corruptível, o que vale para suas instituições, inclusive polícia, cujos integrantes vêm da própria sociedade”, completa.

Para saber quantas denúncias sobre policiais são feitas no Rio é preciso recorrer à Auditoria Militar do Ministério Público, que apura crimes contemplados no Código Penal Militar. Ali, em 2016, foram recebidos 4.102 processos, mas apenas 223 deles viraram denúncia. Dessas, cerca de 50 estão associados com práticas corruptas dos agentes. O baixo número de processos viabilizados está ligado à falta de embasamento das denúncias recebidas que sequer têm elementos para começar uma investigação, mas também à falta de recursos, avalia Paulo Roberto Cunha, promotor de Justiça da Auditoria Militar. “O sistema não funciona bem. Os mecanismo de controle e investigação, da Corregedoria e do MP, são subdimensionados diante da dimensão do problema”, lamenta o promotor. Cunha ainda destaca como a estrutura da própria Corregedoria da PM entranha limites para quem pretende coibir desvios. “A organização é arcaica. A recomendação é que a Corregedoria atue de forma independente e isolada, mas hoje o PM está na Corregedoria e amanhã está na batalhão. Isso envolve riscos”.

“O que nós temos visto nos últimos anos na PMRJ é que há uma desproporção muito acentuada entre a quantidade de denúncias e de suspeitas de que policiais militares estejam envolvidos com práticas gravíssimas de corrupção com a quantidade de investigações e de punições”, explica a cientista social Silvia Ramos, coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes. “Infelizmente o comando da PM, muito frequentemente, assume uma atitude defensiva e não percebe que investigar e punir faria um bem enorme à imagem dos policiais. A polícia nunca vai vencer pelo uso da força, qualquer polícia do mundo vence pela legitimidade”.

 

 

 

Fonte: El País

Manifestação em Brasília termina com 49 feridos e sete presos

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Manifestação para pedir a renúncia do presidente Michel Temer (PMDB) e protestar contra as reformas da Previdência e trabalhista, o ato que desencadeou o uso das Forças Armadas em Brasília terminou com ao menos 49 pessoas feridas, prédios depredados, pontos de ônibus destruídos, fogo ateado em banheiros químicos e manifestantes presos. Por conta da ação, na qual dois ministérios – Agricultura e Saúde – acabaram parcialmente incendiados, Temer publicou decreto convocando as Forças Armadas para conter o tumulto e “garantir a lei e a ordem no Distrito Federal”. Até as 20 horas desta quarta-feira (24), a Secretaria de Segurança do Distrito Federal não havia informado o efetivo usado pela polícia. Números oficiais indicavam os 49 feridos, entre eles, um por arma de fogo, confirmado pela secretaria. Foram detidas sete pessoas. O ato começou de forma pacífica ao meio-dia. Menos de três horas depois o cenário era totalmente distinto, com confronto entre a Polícia Militar e um grupo de black blocs. A transformação do ato pacífico em violento começou quando um grupo de mascarados, descontente com um bloqueio formado pela PM em uma área mais próxima do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto, começou a jogar garrafas plásticas e pedaços de madeira. Embora a ação fosse de um grupo restrito, a reação da polícia foi generalizada.

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Bombas de gás e spray de pimenta começaram a ser lançados em todo o grupo de manifestantes. Houve correria. Pessoas tentaram se refugiar nos estacionamentos dos ministérios, que também serviam de abrigo para a cavalaria. Um grupo de manifestantes partiu para o confronto, dando continuidade a uma escalada de violência que somente foi controlada por volta das 18h. O primeiro alvo foi o Ministério da Fazenda. Por volta das 14h30, o grupo tentou invadir o prédio. Vidros foram quebrados e a segurança, reforçada. Cerca de 400 homens faziam a proteção do local. A onda de violência se estendeu. Do alto de carros de som instalados na Esplanada, locutores de centrais sindicais pediam calma aos manifestantes e para que policiais deixassem de usar spray de pimenta.Manifestantes atearam fogo em banheiros químicos, destruíram pontos de ônibus e partiram para o ataque ao Ministério da Agricultura, provocando um incêndio que atingiu a área térrea do edifício. Em meio ao barulho de manifestantes, bombas de gás e helicópteros, a segurança do Palácio do Planalto foi reforçada. Meia hora depois do incêndio no Ministério da Agricultura, 30 homens do Batalhão da Guarda Presidencial faziam um bloqueio na rampa que dá acesso ao palácio. Outros 170 estavam a postos nas guaritas. No efetivo da segurança do presidente, havia mais cem pessoas.

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Enquanto a segurança do Palácio do Planalto era reforçada, a Casa Civil enviava uma ordem para que o expediente dos ministérios fosse encerrado e os servidores, liberados. O secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, e outros funcionários tiveram de sair pelos anexos, nas vias paralelas à Esplanada. Os prédios começaram a ser esvaziados às 16 horas. Trinta minutos depois, veio a notícia da convocação das Forças Armadas. Só então a Esplanada, depredada, ainda com focos de fogo em meio a um forte cheiro de spray de pimenta começou a ser esvaziada. Já era noite quando viaturas da PM deixavam o local e as Forças Armadas começaram a ocupar a região.

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Temer ‘corta’ verba da Policia Federal para tentar frear a Lava Jato

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Quando foi deflagrada a operação Lava Jato, em 2014, a equipe da Polícia Federal (PF) que atuava em Curitiba contava com nove delegados federais, que faziam parte de um efetivo de quase 60 policiais. Hoje, apenas quatro delegados seguem atuando nos casos, responsáveis por cerca de 180 inquéritos em andamento.

A redução não ocorreu somente no quadro da força-tarefa no Paraná, Brasília e Rio de Janeiro também sentiram. O motivo foi a redução de verbas da PF, em consequência do corte geral dos gastos da União.

De acordo com informações do blog de Fausto Macedo, no ‘Estadão’, a previsão do Orçamento da União de 2017 para o Ministério da Justiça é de R$ 13 bilhões, sendo R$ 6 bilhões para a Polícia Federal – R$ 4,7 bilhões destinados ao pessoal e R$ 1 bilhão ao custeio. O corte de 44% é o mais expressivo, desde que a força-tarefa teve início.

A situação é motivo de preocupação para os membros da Lava Jato, que temem o enfraquecimento das ações. “Será o fim da Lava Jato”, afirmou um dos membros da força-tarefa, em Curitiba, pedindo anonimato.

Um reflexo dessa redução já pode ser sentido no que se refere às operações ostensivas. Com 40 fases de buscas e prisões desencadeadas nesses três anos de escândalo, as últimas operações foram realizadas por iniciativa do Ministério Público Federal.

“O investimento já é quase zero. O custeio é para movimentar a máquina. Vai paralisar as atividades. Em um orçamento que já é pequeno, cortar 44%, vai parar”, afirma o presidente da Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), Carlos Eduardo Sobral.

“O contingenciamento é sempre uma espada no nosso pescoço, que o governo pode usar a qualquer tempo, e com isso, paralisar as nossas atividades, em razão da nossa falta de autonomia orçamentária financeira”, completa.

A notícia de cortes tem deixado os procuradores da Lava Jato em alerta. Muitos consideram que as medidas caracterizam interferência direta do governo Temer para tentar frear as investigações.

“No ano passado foi a vez do PT manifestar que tinha interesses de fazer pressão para interferir na Polícia Federal. Nós temos agora o presidente do PSDB, ou seja a cúpula do mundo político partidário, manifestando que tem interesse em nomear ministro da Justiça para interferir na Polícia Federal. Para mim, está mais claro e cristalino que há uma ameaça real de interferência”, avaliou Sobral, da ADPF. “Nós vamos lutando, mas a vontade de interferir está latente, não é isolada e vem do alto escalão da política”, afirmou.