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Governo baixa R$ 0,46 centavos do diesel na bomba

 O governador de São Paulo, Márcio França (PSB), afirmou em entrevista à imprensa que o governo federal concordou em diminuir o preço do litro de óleo diesel em R$ 0,46 na bomba, mas não autoriza que o desconto seja válido por 60 dias. O governo federal concordou, segundo França, em eliminar a cobrança do pedágio para os eixos suspensos dos caminhões em todo o país. Isso será feito ainda hoje por meio de medida provisória em edição extra no Diário Oficial da União.

De acordo com o governador, isso não foi suficiente para assegurar o fim imediato da paralisação. Os caminhoneiros preferiram não se desmobilizar até quinta-feira (31). Em São Paulo, os pontos de bloqueio caíram de 220 para 32.

“Aguardamos que o presidente da República consiga equacionar isso”, disse França, após ter conversado com o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, que está em Brasília. O Palácio do Planalto, onde o gabinete de crise está reunido desde o início da manhã, ainda não se pronunciou sobre o anúncio feito pelo governador de São Paulo. Márcio França admitiu que o governo federal tem dificuldades legais e financeiras para solucionar o impasse. Ele pediu ainda que o Congresso Nacional vote os projetos pendentes sobre valor mínimo do frete e a Lei Geral dos Transportes.

 

(Fonte Agência Brasil)

 

Petrobras anuncia redução no preço do diesel por 15 dias

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, anunciou na noite de hoje (23) uma redução de 10% no valor do diesel nas refinarias por 15 dias. A decisão, segundo ele, busca contribuir com uma possível trégua no movimento dos caminhoneiros, que estão paradas nas estradas há três dias contra preço do combustível.

 

 

 

 

Na prática, a Petrobras avalia que a redução média será de R$ 0,23 por litro nas refinarias, resultando numa queda média de R$ 0,25 por litro nas bombas dos postos de combustível. A diminuição do preço deve ser maior para o consumidor, porque o imposto incidente acabará sendo menor. A medida vale apenas para o diesel e começa a valer a partir de amanhã (24). O custo do combustível nas refinarias será de R$ 2,1016, valor fixado para os próximos 15 dias. Ao fim do período, a tarifa será corrigida de forma progressiva até voltar a operar de acordo com a política de preços adotada pela estatal.

A Petrobras espera que a decisão leve à suspensão da paralisação e que, nos 15 dias em que vigorar o valor fixo, governo e caminhoneiros consigam encontrar uma solução definitiva. “Entendemos que uma das grandes dificuldades é a possibilidade de que exista uma trégua, um tempo para uma discussão mais serena dos temas complexos em debate. E a empresa decidiu dar uma contribuição para a construção desse ambiente construtivo”, disse Pedro Parente. Não há garantia de que os caminhoneiros irão interromper a greve.

Na visão do presidente da Petrobras, a solução definitiva deve passar pela discussão da redução das cargas tributárias federal e estadual. Em reunião realizada mais cedo entre o governo federal e os caminhoneiros, representantes do movimento defenderam que se retirasse do preço do diesel a incidência da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), do PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). No entanto, o encontro terminou sem acordo, embora o governo tenha concordado em eliminar a cobrança da Cide sobre o combustível.

Diante da situação, o presidente Michel Temer chegou a pedir aos caminhoneiros uma trégua de três dias para a busca de uma solução satisfatória. Pedro Parente, porém, nega que o governo tenha solicitado o auxílio da Petrobras. Segundo ele, a decisão foi tomada exclusivamente pela diretoria da estatal e o único contato feito hoje com Temer foi para comunicá-lo. Ele também negou que a medida seja resultado de pressão.

“Não sofremos pressões e nem tivemos contato com governo ou movimentos sociais antes da decisão. Portanto, não há que dizer que estamos atendendo à pressão. O que nós fizemos é atender uma avaliação realista da situação que o país está enfrentando. É uma contribuição da Petrobras para construir esse momento mais positivo, para uma discussão menos dura e com menos consequência para a população. […] Não foi uma decisão fácil. Agora eu acho importante que exista boa vontade das partes, e que elas reajam ao gesto de boa vontade que fizemos”, disse Parente.

Perdas

A Petrobras estima que a medida levará a uma redução de receita de R$ 350 milhões nos 15 dias. Considerando impostos e outras despesas que incidiriam nesse valor, o impacto no caixa da empresa é calculado em aproximadamente R$100 milhões. Como a decisão é exclusivamente da diretoria da empresa, essa perda não é reembolsada pelo governo federal.

De acordo com Pedro Parente, a medida se justifica ainda porque a continuidade da paralisação poderia gerar outras perdas à Petrobras, já que o funcionamento das refinarias também depende do transporte rodoviário. “As nossas operações também são prejudicadas. Então faz sentido buscar a adoção dessa medida tendo em vista inclusive a garantia de normalização do funcionamento de todas as empresas do Brasil, inclusive da Petrobras”.

A diretoria da estatal avaliou que, num caso extremo em que a paralisação persistisse e a produção nas refinarias fosse totalmente interrompida, o faturamento poderia cair em torno de R$ 90 milhões por dia. “A ideia é evitar impactos negativos tanto para a população como para as operações da nossa própria empresa. É uma medida de caráter excepcional. Não representa uma mudança na política de preços da Petrobras”, acrescentou Parente.

(Fonte Agência Brasil)

Cesar Maia perde direitos políticos por oito anos

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A juíza Maria Paula Gouvêa Galhardo, da 4ª Vara de Fazenda Pública da capital, determinou a perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos por oito anos do ex-prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, por improbidade administrativa. Ele também foi condenado a ressarcir os cofres públicos em R$ 3.322.617,00 por irregularidades no pagamento feito pela prefeitura à construtora OAS na fase final da construção do Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari.

Também são réus na ação civil pública os ex-diretores da RioUrbe, Jorge Roberto Fortes e João Luiz Reis, o ex-secretário Municipal de Saúde, Jacob Kligerman, o ex-subsecretário de Administração de Finanças, Reynaldo Pinto de Souza Braga Júnior. Eles perderam os direitos políticos por cinco anos e foram responsabilizados solidariamente a ressarcir o valor pago à OAS.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o contrato foi prorrogado diversas vezes com acréscimo de valor e de prazo. A demora teria sido proposital a fim de aguardar o resultado de ações judiciais sobre os modelos de gestão do hospital que seria inaugurado.

Na sentença, a juíza Maria Paula Galhardo ressalta que a construtora contribuiu para a situação ao aceitar participar das irregularidades contratuais. A magistrada também afirma que o caso demonstra falta de preocupação com o patrimônio público, com gastos desnecessários que causaram lesão ao erário municipal.

“A suspensão da contagem do prazo da obra, bem assim o retardo na aceitação provisória e definitiva da mesma foram mecanismos utilizados pelos agentes públicos demandados para postergar a assunção do imóvel, mantendo o mesmo sob ‘responsabilidade’ da construtora. Que o retardo foi proposital, com escopo de aguardar o desfecho de ações judiciais em que eram questionados os modelos de gestão do hospital municipal a ser inaugurado, caracterizando conduta ilícita”, destacou.

Senadora do PT Gleisi Hoffmann pede apoio de árabes para libertar Lula

A senadora Gleise Hoffmann, presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), pediu apoio da TV Al Jazeera, para libertar o ex-presidente Lula da prisão. A TV, que é a maior emissora de televisão jornalística do Catar e a mais importante rede de televisão do mundo árabe, veiculou o vídeo nesta terça-feira (17/4), e o caso já ganhou grande repercussão. No vídeo, Gleisi acusa a Justiça do país, e afirma que Lula é um “preso político” e que foi condenado por “juízes parciais”.

A petista defende que o ex-presidente é inocente, e que sua prisão faz parte de um “golpe” iniciado em 2016, com o impeachment de Dilma Rouseff. Gleisi ressalta ainda que Lula manteve em seu governo boas relações com o mundo árabe, e que foi o único presidente que visitou o Oriente Médio. Com a divulgação, a senadora do Rio Grande do Sul, Ana Amélia Lemos, criticou a atitude da petista, e disse que “o vídeo da presidente do PT à TV Al Jazeera distorce a realidade sobre o Estado Democrático de Direito e representa desserviço ao Brasil e suas instituições”. Veja o vídeo gravado por Gleisi:

Somos Contra o Genocídio dos Povos Guarani-Kaiowá

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Lideranças dos Povos Guarani Kaiowá do Mato Grosso do Sul denunciam o despejo que está previsto para acontecer na próxima segunda-feira (9/04) na comunidade do Guapo,y,Dois acampamentos dos povos Guarani Kaiowá, com cerca de 6 mil indígenas, em Caarapó (MS) deverão ser desalojadas nas primeiras horas desta segunda-feira (9), segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi). A comunidade decidiu resistir e está disposta a, se preciso, morrer na resistência. A Polícia Federal deverá convocar a Polícia Militar para realizar a ação, prevista para iniciar às 6 da manhã.

A informação foi recebida neste sábado (7) pela comunidade, que teme um conflito sem precedentes. “Nós estamos preparados para qualquer coisa”, explica a liderança Kunumi Apyka’i Rory. “O segundo massacre tem data marcada, porque a comunidade não aceitou recuar. Vamos esperar a polícia”.

Em meio à iminência do despejo dos acampamentos, chamados Guapo’y e Jeroky Guasu, os indígenas aguardam que o Supremo Tribunal Federal (STF) acate os recursos da Fundação Nacional do Índio (Funai), pedindo a suspensão da reintegração de posse das áreas. Cabe à presidenta do STF, Cármen Lúcia, analisar os pedidos.

Esta estratégia vai de encontro ao decidido na última Aty Guasu, a assembléia geral dos povos Guarani-Kaiowa, realizada na terra indígena Pirakuá em dezembro de 2017, onde decidiram, dentre outras coisas: “Fortalecer a nossa luta através dos nossos rituais, da nossa cultura. Nós continuaremos resistindo para conquistar e defender nosso território, apenas tendo nosso corpo como escudo. Se caso persistir a reintegração de posse o Estado brasileiro será responsável, pois haverá morte coletiva do povo Guarani e Kaiowá, nós resistiremos até o fim.” (Trecho da Carta da Aty Guasu 2017)

Vamos nos mobilizar para evitar este massacre!

O povo Guarani-Kaiowa pede a suspensão do despejo ou o Estado será responsabilizado pelo genocídio!

Breve contexto histórico: No século XIX, a região do Mato Grosso do Sul foi área de plantio de erva-mate e utilizou a mão-de-obra indígena no extrativismo vegetal. Por este motivo, os indígenas não foram expulsos do seu território tradicional e havia poucos conflitos entre os Guarani-Kaiowá e não indígenas. Entre 1915 e 1928 foram instituídas oito reservas indígenas cujo tamanho não consideravam os modos de vida dos Kaiowá e Guarani e sua forma de ocupar o território – caça, pesca, plantio, preservação familiar. Dentro destas reservas, o Serviço de Proteção ao Índio impôs um ordenamento militar, educação escolar, assistência sanitária e favoreceu as atividades das missões evangélicas que se instalavam na região. Entre as décadas de 50 e 80, durante a implantação das fazendas, muitos Guarani-Kaiowá foram obrigados a trabalhar na derrubada do mato da região que habitavam para o avanço da cidade e das fazendas. Logo em seguida, os fazendeiros recém-assentados, aliados ao poder político da região e à ditadura em vigor, começaram expulsar e dispersar de forma violenta as famílias Guarani-Kaiowá dos seus territórios tradicionais. Como reação a essa violência surgiu a Aty Guasu na década de 80 com o objetivo de fazer frente ao processo sistemático de genocídio — a expulsão, dispersão forçada e morte das famílias extensas indígenas do seu território tradicional.

Rio de Janeiro enfrenta epidemia de tuberculose

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A média nacional de casos de tuberculose é de 33,5 a cada 100 mil habitantes. O estado do Rio tem praticamente o dobro, 65,7 casos a cada 100 mil pessoas, segundo o Fórum Estadual de Organizações Não-Governamentais no Combate à Tuberculose. É a mais alta taxa no país, afirmam. Na capital, os números são mais altos em favelas e nos presídios.

No sistema prisional fluminense, a taxa é de 1.200 casos de tuberculose a cada 100 mil presos, nas contas estimadas pela Secretaria de Estado de Saúde. O número pode ser ainda maior, já que há falhas no diagnóstico, reconheceu o órgão, em audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) na sexta-feira (23).

A superlotação das cadeias agrava a situação, uma vez que a doença é transmitida mais facilmente em lugares onde há falta de ventilação, luz solar e aglomeração. O sistema penitenciário fluminense é um exemplo disso, por concentrar  51 mil presos em 28 mil vagas, disse, na audiência, a representante da secretaria, Ana Alice Bevilaqua.

Para reduzir o contágio nas cadeias, a Alerj chegou a aprovar uma lei, proposta pelo deputado estadual Gilberto Palmares (PT), que exigia a realização de teste de contágio antes da entrada do detento no sistema penal. No entanto, apesar de elogiar a inciativa, por falta de recursos “humanos e materiais”, o governador do estado, Luiz Fernando Pezão, vetou a medida.

“A tuberculose no Rio é uma tragédia”, disse o deputado, presidente da Frente Parlamentar de Controle da Aids, Tuberculose e Diabetes da Assembleia Legislativa. “Morrem no estado, todo ano, 800 pessoas com tuberculose. É mais que dengue, chikungunya e febre amarela juntas”, afirmou, no evento da Cruz Vermelha. Palmares pretende se reunir, nos próximos dias, com o Comando da Intervenção Federal, para levar os dados sobre o sistema penal.

Taxa alta nas favelas

Nas favelas cariocas, o percentual de doentes também é maior que em outras regiões da cidade, podendo chegar a mais de 300 casos por 100 mil habitantes. A Secretaria Municipal de Saúde vem aumentando as equipes para identificar e acompanhar pacientes, uma vez que o tratamento da tuberculose pode levar até quatro meses. No entanto, adverte que a doença se alimenta de problemas sociais, como moradias precárias, falta de saneamento e de informação. “A violência e os confrontos armados também dificultam as visitas dos agentes e a busca ativa por doentes”, afirmou o gerente da área técnica de doenças pulmonares, Jorge Pio .

A comunidade da Rocinha, na zona sul, uma das localidades com as mais altas taxas da doença no país, viu diminuir as ocorrências depois de obras de infraestrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), segundo Jorge Pio. Os índices diminuíram após a construção de ruas, calçadas e moradias melhores.

“Temos conversado na prefeitura sobre como fazer isso. Agora é momento difícil [para obras] por causa da recessão, mas está nos planos da secretaria”, afirmou Pio. As favelas Manguinhos e Jacarezinho, na zona norte, estão na fila, devido ao elevado número de doentes e pessoas vulneráveis.

Em relação aos presídios, o gerente diz que o órgão tem melhorado o atendimento, mas é preciso repensar a arquitetura das penitenciárias.

Tratamento e cura

Apesar de ter tratamento, a tuberculose está entre as dez doenças que mais matam no mundo, mais que o HIV e a malária juntos, segundo a Organização Mundial de Saúde, e o Brasil continua fazendo parte do grupo de 20 países que concentram 80% dos casos no mundo. Ano passado, foram identificados quase 70 mil novos casos no país.

No caso de sintomas como tosse com catarro, febre e emagrecimento repentino, é aconselhável procurar uma unidade de saúde para fazer exames. O tratamento é gratuito, dura seis meses e deve ser feito sem interrupções para atingir a cura. A tuberculose é transmitida por objetos compartilhados, como copos, talheres e pratos.

 

(Fonte Agência Brasil)

Droga à base de codeína chega ao Brasil mortes por overdose aumentou

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Você já ouviu falar de “lean”? A bebida que mistura codeína, refrigerante e balas de goma tem se tornado cada vez mais popular entre jovens de diferentes países. Criada nos Estados Unidos, durante a cena do  blues, em 1960, é também conhecida como purple drank, sizzurpe e syrup , e pode levar pessoas à síndrome de abstinência e até mesmo à morte.

No Brasil, o lean se tornou famoso em 2015, e vem ganhando potência por sua predominante aparição em clipes de trap norte-americanos, em que  rappers aparecem com copos de isopor brancos cheios de gelo e, claro, a “bebida roxa”. Em sua composição, além da codeína, que é um derivado do ópio usado como anestésico contra dores moderadas e graves e em tratamentos oncológicos, usa-se prometazina, um antialérgico que aumenta o efeito de sedação.

De acordo com um levantamento realizado pelo site americano Motherboard, o consumo de purple drank chamou a atenção do governo dos EUA depois de registros numerosos de mortes por overdose. Segundo o relatório oficial da comissão presidencial, cerca de 142 pessoas vêm a óbito por dia devido ao uso de opioides, o que se igualaria à quantidade de mortos nos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 a cada três semanas.

Apesar de ter sido desenvolvida no final dos anos 1960, em Houston, no estado americano do Texas, foi somente em 1990 que a bebida começou sua ascensão de fato, em paralelo com o crescimento da cultura hip hop e com as frequentes menções feitas pelo produtor musical DJ Screw, que morreu por overdose de codeína em 2000.

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A coordenadora da Comissão de Dependência Química da Associação Brasileira de Psiquiatria, Dra. Ana Cecília Marques, explica que a ingestão do  purple drank pode causar diferentes efeitos, sendo o de bem-estar e relaxamento os mais comuns. Ela alerta que, se ingerido excessivamente, as sensações podem ser contrárias, levando o indivíduo a um sono profundo e até mesmo ao coma.

A médica ainda adverte que a junção do álcool com drogas derivadas do ópio pode aumentar esses efeitos, tornando-os fatais. “Se o uso for crônico, todos os sistemas do corpo são acometidos, o que pode gerar inflamações como hepatite, gastrite, colite, neurite, hipertensão arterial, acidentes vasculares e infecções de repetição, principalmente respiratórias”.

Outra questão levantada é o perigo do consumo de antibióticos, especialmente por causa das superbactérias, que enfraquecem o sistema imunológico e cessam a eficácia de tratamentos à base de medicamentos como esse. Para a nutróloga Ana Luisa Vivela, o syrup não desencadearia esse risco, sendo prejudicial ao organismo de cada pessoa de maneira particular.

Para ela, há chances de propagação de superbactérias em indivíduos que já estejam com infecções, mas que, no geral, o maior risco trazido pela “bebida roxa” está ligado a questões cardiovasculares. “Qualquer substância ingerida sem dosagem e prescrição médica pode ser nociva, principalmente para jovens e adolescentes que não sabem o que estão consumindo. A superbactéria geralmente é contraída em ambientes hospitalares, assim, para evitar este e outros problemas, o aconselhável é não ingerir codeína, que é muito perigosa por ser uma substância que se transforma em morfina”, alega.

O consumo contínuo da mistura de glicose e compostos químicos ainda pode provocar síndrome de abstinência, como já relatada pelo rapper Lil Wayne. Em entrevista a diferentes veículos americanos, o cantor de 35 anos diz passar mal se ficar um dia sem tomar sizzurp. “É como se você sentisse a morte no seu estômago quando para de usar”, explica.

Em 2016, após ser hospitalizado e preso, o cantor americano Gucci Mane também veio a público alertar os jovens sobre o consumo da mistura. Em sua página do Twitter, ele disse: “Me arrependo muito! Tomo lean faz dez anos e tenho que admitir que isso me destruiu. Quero ser o primeiro rapper a assumir que é viciado e dizer que isso não é brincadeira. Eu mal consigo lembrar das coisas que fiz ou falei. Logo irei para reabilitação porque sei que preciso de ajuda”.

Outros casos que terminaram de forma ainda mais trágica são os de Pimp C e Big Moe, que faleceram em 2007 por overdose de codeína. O caso mais recente é o do rapper Fredo Santana, que morreu aos 27 anos no começo de 2018 pelo mesmo motivo.

É importante mencionar que não há estimativas concretas que evidenciem a quantidade de mortes causadas pela droga preparada com o pró-fármaco descendente da semente do ópio. Entretanto, alguns casos mostrados na mídia têm contribuído para que a vigilância acerca do medicamento seja maior.

Usuário brasileiros

A reportagem  conversou com jovens na faixa etária entre 18 e 24 anos, que não quiseram ser identificados e relataram ter experimentado a droga apenas por curiosidade, sem saber de seus efeitos colaterais. Um deles conta que “começou a ingerir codeína sem ao menos saber o que era”, e que preferiu parar o uso “depois de saber se tratar de um sintético”.

Fiscalização brasileira

No Brasil, a codeína é fiscalizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que a classifica como um entorpecente. Vendida apenas com receita médica especial, a Anvisa conta com a ajuda das autoridades de estados e municípios, ligadas às respectivas secretarias de saúde, para a realização do controle da substância, que, na atualidade, vem sendo burlado em diferentes regiões.

A falsificação de receitas e o tráfico da substância pelas redes sociais, por exemplo, se tornaram um agravante na supervisão realizada pelas autoridades. Em junho do ano passado, a Polícia Federal (PF) cumpriu dois mandados de busca e apreensão em uma investigação acerca do comércio ilegal de purple drank em Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina. Dois garotos foram apontados como suspeitos de produzir a droga em suas residências e vendê-la em uma rede social.

De acordo com a PF, pelo fato de a bebida ter a codeína como principal ingrediente, o caso foi considerado tráfico de entorpecentes, em que a pena pode chegar a 15 anos de prisão.

Para a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, a desinformação é um dos principais fatores que cercam a produção e o consumo do lean. O órgão expõe não existir tratamentos clínicos específicos, contudo, é importante que todos que necessitam de ajuda para problemas de dependência química busquem auxílio nas unidades regionais do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).

Ataque a macacos pode atrasar detecção da febre amarela

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A pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Mariana Rocha David, doutora em biologia parasitária, fez um alerta hoje (26) de que a grande mortandade de macacos provocada por ataques humanos por meio de espancamento ou de envenenamento pode sobrecarregar o sistema de detecção do vírus da febre amarela.

Em palestra no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, a pesquisadora destacou que a confirmação de que o macaco de fato morreu vítima da doença pode demorar um tempo maior a partir do momento em que uma grande quantidade de amostras de sangue desses animais chegar aos laboratórios de referência para serem analisadas.

“Além de a gente estar matando o animal que mostra onde está a circulação do vírus, cometendo crime ambiental, provocando desequilíbrio ecológico, a gente está sobrecarregando o sistema que detecta os casos”, disse a pesquisadora.

O último balanço da Subsecretaria de Vigilância, Fiscalização Sanitária e Controle de Zoonoses da prefeitura do Rio mostrou que o estado contabiliza 131 macacos mortos desde o início do ano. Desse total, 69% têm sinais de agressão humana.

A pesquisadora da Fiocruz também ressaltou que, se a população de macacos for dizimada, a tendência é que os mosquitos silvestres transmissores do vírus que circulam na copa das árvores voem até a borda da floresta, onde podem infectar uma pessoa que não está imunizada.

“O macaco não transmite a doença. Ele avisa onde está a circulação do vírus. Precisamos protegê-los”, disse Mariana, que reforçou a necessidade de as pessoas terem responsabilidade ao divulgar informações sobre a febre amarela nas redes sociais.

Ontem (25), o Linha Verde, programa do Disque-Denúncia específico para delatar crimes ambientais, lançou uma campanha contra o ataque a macacos no Rio de Janeiro, depois do elevado número de mortes de primatas este ano. Os animais são hospedeiros da febre amarela silvestre, e apesar de não transmitirem a doença, estão sendo atacados pela população.

Casos

De acordo com o último informe epidemiológico, divulgado na noite de hoje pela Secretaria Estadual de Saúde, este ano foram registrados 26 casos de febre amarela silvestre em humanos no estado do Rio de Janceiro, com oito óbitos.

Teresópolis teve quatro casos, com dois óbitos; Valença, 13 e quatro mortes; Nova Friburgo e Miguel Pereira, um caso e um óbito, cada; e Duas Barras, dois casos. Sumidouro registrou dois casos e Petrópolis, Rio das Flores, Vassouras, um caso cada.

Foi confirmado apenas um caso de febre amarela em macacos, em Niterói. Ao encontrar macacos mortos ou doentes (animal que apresenta comportamento anormal, que está afastado do grupo, com movimentos lentos), o cidadão deve informar o mais rapidamente possível à Secretaria de Saúde do seu município.

 

 

(Fonte Agência Brasil)

 

Rio faz Dia D de vacinação contra febre amarela neste sábado

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Neste sábado (26), o estado do Rio de Janeiro terá o Dia D de vacinação contra a febre amarela. O objetivo da Secretaria de Estado de Saúde é imunizar a população de 15 municípios da região metropolitana: Belford Roxo; Duque de Caxias; Itaboraí; Itaguaí; Japeri; Magé; Mesquita; Nilópolis; Niterói; Nova Iguaçu; Queimados; Rio de Janeiro; São Gonçalo; São João de Meriti e Seropédica.

Nestes municípios, será aplicada a dose fracionada, que dá imunização por oito anos. Nos demais municípios fluminenses, a população receberá a dose padrão. Das 8h às 17h, a rede estadual disponibilizará a vacina em 29 unidades de pronto atendimento (UPAs), 10 hospitais, oito tendas montadas pela secretaria, 30 quartéis do Corpo de Bombeiros Militar e cinco unidades da Polícia Militar. Os postos de saúde das redes municipais também participam do Dia D.

Em janeiro do ano passado, a Secretaria de Saúde iniciou os cinturões de bloqueio no estado, com vacinação contra a febre amarela em municípios da divisa com o Espírito Santo e Minas Gerais. E desde julho, todos os 92 municípios do estado estão com recomendação da vacinar e receberam doses para imunizar a população.

A dose fracionada será aplicada em pessoas na faixa etária de 2 anos até 59 anos não vacinadas; mulheres não vacinadas que estejam amamentando crianças com mais de 6 meses; e maiores de 60 anos não vacinados, após avaliação de serviço de saúde.

Já a dose padrão será dada para crianças de 9 meses a menores de 2 anos; pessoas com condições clínicas especiais, como quem vive com HIV/Aids, em tratamento de quimioterapia e pacientes com doenças hematológicas; gestantes; e viajantes internacionais, que devem apresentar comprovante de viagem.

A mobilização na capital vai até 9 de fevereiro, com a vacina fracionada disponível em 232 unidades da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Amanhã, todas as unidades funcionarão das 8h às 17h, exclusivamente para a imunização contra a febre amarela, além de postos extras espalhados pela cidade.

Hoje (26) de manhã a movimentação não estava muito intensa. No Centro Especial de Vacinação Dr. Álvaro Aguiar, na Cinelândia, região central da cidade, o operador de máquinas Almiro Messias resolveu tomar a vacina antes do carnaval. “Estou acompanhando as pesquisas, os problemas que estão acontecendo, e resolvi vir logo, antes do carnaval, porque depois do carnaval vai complicar, né? Eu pretendo viajar no carnaval, mas ainda não decidi para onde, então é melhor prevenir.”

Já a securitária Fernanda Mirabelle disse que estuda em uma região onde já foi registrado caso de febre amarela. “Eu estudo em Piraí, próximo de Valença, onde já teve caso. Aí me preocupou e vim ao posto, porque, até então, eu não tinha me preocupado. Eu acho que não há necessidade de pânico. Em qualquer tipo de situação, é preciso manter a calma e também se prevenir, nao é? [Ao] usar o repelente e evitar essa região onde tem mais mosquito já se está evitando [a doença]. E não deixar de se vacinar, não precisa de desespero.”

No Centro Municipal de Saúde Heitor Beltrão, na Tijuca, jovens e idosos foram buscar as doses fracionadas. Mesmo estando fora do público-alvo da campanha, a aposentada Ângela Cianella quis se precaver. “Eu trouxe o atestado. Tem que fazer [a vacinação]. Eu vi a reportagem na televisão aconselhando todo mundo a tomar, qualquer idade. Os idosos estão vindo, tanto é que a fila está cheia de idosos. Tenho muita preocupação, moro na Usina, perto da Floresta da Tijuca.”

O estudante Phelipe Tavares Lorga, de 19 anos, que sempre visita sua cidade natal, Campos, onde existe muita mata, também ficou preocupado com as notícias. Ele disse que a transmissão da doença é muito rápida e que, por isso, é  é preciso correr para se vacinar. Ele contou que viu na televisão que a procura pela vacina estava muito grande, o que mostrou que poderia estar começando um surto da doença no Rio de Janeiro, e “correu” para se vacinar.

“A cidade onde nasci tem mata, eu sempre vou para lá. Então, é uma necessidade, realmente. Na região de mata, tem uma transmissão muito maior, por ser uma doença que é atualmente selvagem, não é urbana ainda. Quando se vai para região de mata, tem que tomar a vacina antes”, afirmou Phelipe.

Casos

De acordo com o último informe epidemiológico, divulgado na noite de ontem (25) pela Subsecretaria de Vigilância em Saúde da SES, este ano, foram registrados 25 casos de febre amarela silvestre em humanos no estado do Rio de Janeiro, com oito óbitos.

Teresópolis teve quatro casos, com dois óbitos; Valença, 13 e quatro mortes; Nova Friburgo e Miguel Pereira, um caso e um óbito, cada; e Duas Barras, dois casos. Petrópolis, Rio das Flores, Vassouras e Sumidouro registraram um caso cada.

Foi confirmado apenas um caso de febre amarela em macacos, em Niterói.

 

(Fonte Agência Brasil)

Quem viajar para área de epidemia no carnaval deve se vacinar 10 dias antes

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As pessoas que vão viajar durante o período de carnaval para regiões de mata ou onde há risco de transmissão de febre amarela devem se vacinar contra a doença pelo menos 10 dias antes do deslocamento. O alerta foi feito hoje (23) pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Durante coletiva de imprensa, Barros lembrou que muitos brasileiros evitam a folia e preferem participar de retiros em regiões de mata durante o período. “Essas pessoas têm que se vacinar com antecedência mínima de 10 dias”, reforçou.

Campanha de vacinação

Os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro iniciam, na quinta-feira (25), a imunização contra a febre amarela em municípios pré-selecionados.

Em São Paulo, 54 municípios participam da campanha, com previsão de vacinar 8,3 milhões de pessoas, sendo 6,3 milhões com a dose fracionada e 2 milhões com a padrão. Já no Rio de Janeiro, 7,7 milhões de pessoas deverão receber a dose fracionada e 2,4 milhões a padrão, em 15 municípios.

Até o momento, a campanha de vacinação no estado da Bahia permanece na data prevista (entre 19 de fevereiro e 9 de março). Na Bahia, 2,5 milhões de pessoas serão vacinadas com a dose fracionada e 813 mil com a dose padrão, em oito municípios.

O objetivo da campanha, segundo o ministério, é evitar a expansão do vírus para áreas próximas de onde há circulação do vírus atualmente. No total, 21,7 milhões de pessoas destes municípios deverão ser vacinadas durante a campanha, sendo 16,5 milhões com a dose fracionada e outras 5,2 milhões com a dose padrão.

“A adoção do fracionamento das vacinas é uma medida preventiva e recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) quando há aumento de epizootias e casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em cidades com elevado índice populacional”, informou a pasta.

Doação de sangue

O secretário-executivo do ministério, Antônio Nardi, destacou que quem for doador de sangue deve procurar o hemocentro mais próximo antes de se vacinar contra a febre amarela. Após a imunização, é preciso aguardar 28 dias para fazer uma nova doação.

 

 (Fonte Agência Brasil)