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Semana será chuvosa e fria no Rio

Chuva atinge a cidade do Rio de Janeiro desde a tarde de ontem. E o tempo vai continuar assim até pelo menos sexta-feira, com temperaturas baixas. De acordo com o sistema Alerta Rio, a máxima hoje será 27ºC nas zonas Norte e Oeste e a mínima 18ºC no Centro e na Tijuca.
As temperaturas caíram por causa do deslocamento de uma frente fria, juntamento com ventos em altitude.
A segunda será de céu nublado a encoberto e com chuva fraca a moderada, podendo ser forte em pequenos períodos. Os ventos serão de fraco a moderados.
Confira a temperatura até sexta!
SEGUNDA: Mínima: 18ºC Máxima: 27ºC
TERÇA: Mínima: 18ºC Máxima: 30ºC
QUARTA: Mínima: 17ºC Máxima: 29ºC
QUINTA: Mínima: 16ºC Máxima: 25ºC
SEXTA: Mínima: 15ºC Máxima: 26ºC

Bolsonaro será operado

O presidente da República Jair Bolsonaro, será submetido a uma nova cirurgia, desta vez, para correção de uma hérnia incisional. O problema, segundo informou em nota o médico da Presidência da República, Dr. Ricardo Peixoto Camarinha, surgiu em decorrência das intervenções cirúrgicas pelas quais o presidente foi submetido depois de ter sido vítima de uma facada.

Mais cedo, pelas redes sociais, ao lado dos médicos Bolsonaro brincou com a situação.

“Agora em São Paulo com os Drs.[Antonio Luiz] Macedo e Leandro [Echenique, cardiologista]. Pelo que tudo indica curtirei uns 10 dias de férias com eles brevemente. Bom dia a todos”, disse.

O presidente passa o domingo em São Paulo, onde pela manhã foi avaliado pelos médicos, no aeroporto de Congonhas. Ainda na capital paulista, Bolsonaro seguiu de helicóptero para o Templo de Salomão, da Igreja Universal do Reino de Deus, onde participará de um culto religioso. O retorno do presidente a Brasília está previsto para o fim da tarde de hoje.

Histórico

Em setembro de 2018, ainda durante a campanha presidencial, Bolsonaro levou uma facada em Juiz de Fora (MG). De lá para cá, passou por três cirurgias. O autor do atentado, Adélio Bispo de Oliveira, foi internado por tempo indeterminado em um manicômio judicial.

 

Jair M. Bolsonaro

@jairbolsonaro

– Agora em São Paulo com os Drs. Macedo e Leandro.

– Pelo que tudo indica “curtirei” uns 10 dias de férias com eles brevemente.
– Bom dia a todos.

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(Fonte Agência Brasil)

CCJ aprova PEC que permite agropecuária em terra indígena

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (27), a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 187/16) que prevê atividades agropecuárias e florestais em terras indígenas. Foram registrados 33 votos a favor, 18 contra e uma abstenção.

A PEC estabelece que as comunidades indígenas podem, de forma direta, exercer atividades agropecuárias e florestais em suas terras, com autonomia para a administração dos bens e a comercialização dos produtos. O texto da matéria propõe a inclusão de um parágrafo ao artigo 231 da Constituição Federal.

“As comunidades indígenas podem, de forma direta e respeitada a legislação pertinente, exercer atividades agropecuárias e florestais nas terras mencionadas no Parágrafo 1º deste artigo, sendo autônomas para praticar os atos necessários à administração de seus bens e comercialização da produção”, diz o texto da PEC.

Para seguir a tramitação, é necessário que seja instalada uma comissão especial para tratar exclusivamente do tema. No entanto, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) afirmou nesta segunda-feira (26) que não criará a comissão especial no caso de surgir “alguma polêmica”.

“Se for algo que sinaliza com alguma polêmica, com algum encaminhamento que gere mais narrativas negativas para o Brasil, é claro que ela vai ficar onde está, apenas aprovada na CCJ”, disse Maia.

Justificativa

Ao justificar a proposta, o deputado Vicentinho Júnior (PR-TO) afirmou que a Constituição promulgada em 1988 pretendia concretizar o “paradigma de proteção, autonomia e respeito aos povos indígenas”.

“Essa é uma visão preconceituosa e ingênua, baseada em um desejo bucólico de retornarmos aos tempos do ‘bom selvagem’. Ainda que seus defensores tenham o intuito de proteção às comunidades indígenas, não percebem serem os próprios índios os mais prejudicados”, afirmou Vicentinho Júnior.

Para o congressista, a Constituição Federal “não trouxe de forma expressa a possibilidade das comunidades indígenas cultivar a terra e comercializar os frutos desse trabalho”.

“Por isso, abriu margem para algumas interpretações desarrazoadas, que insistem em considerar o indígena, via de regra, como um ‘incapaz’ inadaptado por completo ao que dizem ‘civilização’”, argumentou o parlamentar.

 

Fonte Agência Brasil

Johnson & Johnson é condenada a pagar US$ 572 milhões de multa

Em uma decisão histórica nos Estados Unidos, a multinacional americana Johnson & Johnson foi condenada nesta segunda-feira a pagar 572 milhões de dólares por danos ao estado de Oklahoma por seu papel na crise de vício em opioides.

A decisão, da qual a J&J disse que recorrerá, pode afetar os rumos de outros quase 2 mil processos apresentados contra fabricantes de opioides em várias jurisdições do país.

A J&J é a primeira companhia farmacêutica a ir a julgamento pela crise de vício em opioides que atinge os Estados Unidos e que provocou mais de 70.000 mortes por overdose só em 2017.

O juiz do condado de Cleveland (Oklahoma), Thad Balkman, disse que os promotores demonstraram que a J&J contribuiu para o “dano público” ao fomentar o consumo de analgésicos de receita médica que são altamente viciantes.

“Essas ações comprometeram a saúde e a segurança de milhares de pessoas de Oklahoma”, disse.

Balkman afirmou que o laboratório Janssen, a divisão farmacêutica da J&J, adotou práticas de “propaganda enganosa e promoção de opioides”, o que levou a uma crise de dependência desses analgésicos, mortes por overdose e um aumento das síndromes de abstinência neonatal neste estado americano.

“A crise dos opioides devastou o estado de Oklahoma e deve ser contida imediatamente”, disse o juiz.

O dinheiro da indenização será destinado a financiar um “plano de redução” para o atendimento de dependentes químicos, famílias e comunidades afetadas pela crise em Oklahoma, onde segundo as autoridades cerca de 6.000 pessoas morreram de overdose de opioides desde o ano 2000.

Mas a condenação no valor de 572 milhões de dólares é muito inferior aos 17 bilhões de os promotores pediam para um programa de 30 anos para enfrentar a epidemia. Como resultado, as ações da J&J subiram 2% às 21H00 GMT (18h00 em Brasília).

“Aplicação errônea” da lei

A Johnson & Johnson anunciou imediatamente que apelará da decisão.

O “Janssen não causou a crise dos opioides em Oklahoma, e nem os acontecimentos nem a lei respaldam este resultado”, disse o vice-presidente executivo da J&J, Michael Ullmann, citado em um comunicado.

Para Ullmann, a sentença é uma “aplicação errônea” da lei de “dano público”, que já foi rejeitada por juízes em outros estados.

Este processo foi comparado com ações contra companhias de tabaco que resultaram em um acordo de mais de 200 bilhões de dólares em 1998.

Mas em sua decisão, o juiz disse que a J&J promoveu seus produtos entre médicos e pacientes por meio de campanhas de publicidade e financiamento de pesquisa e “educação”, afirmando que a dor não estava sendo tratada o suficiente e que “havia um baixo risco de abuso”.

“Os acusados usaram o termo ‘pseudodependência’ para convencer os médicos de que os pacientes que exibiam sinais de dependência (…) na realidade não sofriam de dependência, mas de tratamento insuficiente da dor”, disse Balkman.

A Janssen produzia e vendia os comprimidos Nucynta (Tapentadol) e o adesivo Duragesic, que contém fentanil, um dos opioides sintéticos mais potentes, inventado pelo laboratório. O adesivo era prescrito a pacientes com câncer para tratar dores agudas.

Outros dois grandes fabricantes de medicamentos foram acusados no mesmo processo de Oklahoma: o laboratório americano Purdue Pharma e o israelense Teva Pharmaceuticals, os quais chegaram a um acordo com o estado antes de que o caso fosse a julgamento.

O laboratório Purdue, fabricante do popular opioide Oxycontin (Oxicodona), fez um acordo para pagar 270 milhões de dólares em março, enquanto o Teva negociou um acordo de 85 milhões de dólares.

UFMG será perita em ações sobre tragédia de Brumadinho

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) liberou um repasse inicial de R$ 22,463 milhões para que a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) atue como perita em ações judiciais que envolvam o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho. Os recursos sairão do montante que foi bloqueado nas contas da mineradora.

A UFMG irá elaborar estudos sobre os danos causados na tragédia ocorrida em janeiro, que deixou mais de 200 mortos e poluiu o meio ambiente. Pesquisadores da universidade irão avaliar, por exemplo, a qualidade da água do Rio Paraopeba, que foi atingido pela lama de rejeitos.

A liberação dos recursos ocorreu em audiência judicial realizada ontem (20). Os recursos serão administrados pela Fundação de Desenvolvimento de Pesquisas (Fundep), entidade vinculada à UFMG. Os estudos a serem desenvolvidos subsidiarão futuras decisões judiciais.

Na ata da audiência, o juiz Elton Pupo Nogueira manifestou preocupação com a auditoria parcial no processo de avaliação da qualidade da água que é conduzido pela Vale. A empresa Aecom informou que tem acompanhado apenas a coleta das amostras.

Segundo o magistrado, o transporte até os laboratórios, a abertura e a análise das amostras carecem de auditoria. “Não há nenhuma entidade independente capaz de certificar a realidade dos dados obtidos, o que implica em falha de confiança nos dados coletados nas análises de água do Rio Paraopeba”, registra a ata.

Outros R$ 3 milhões das contas da Vale foram liberados, em acordo com a mineradora, para uma campanha que a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) irá desenvolver em 22 municípios. O objetivo é informar as populações dessas cidades sobre a qualidade da água.

Comunidade quilombola

Ainda na audiência, o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) e a Defensoria Pública Estadual pediram para que medidas emergenciais adotadas em favor de atingidos fossem estendidas para a comunidade quilombola de Pontinha, no município de Paraopeba (MG).

Esta solicitação já foi assunto de um requerimento apresentado anteriormente ao TJMG, ao qual foi anexado um parecer técnico elaborado pela área de perícia antropológica do MPF. O documento registra que a comunidade quilombola possui forte relação com o Rio Paraopeba. Conforme decisão do juiz, a Vale irá se manifestar sobre esse pedido na próxima audiência, agendada para 24 de setembro.

“Com o desastre, uma das principais atividades econômicas em Pontinha ficou extremamente prejudicada. Isso porque, com a impossibilidade da pesca no rio, a atividade extrativista, de venda de minhocuçu, não encontra mais compradores. Além disso, na comunidade existem vários estabelecimentos que tinham como público os pescadores, que por ali passavam e consumiam alimentos no local. A maioria desses estabelecimentos agora permanece sempre vazia. O Rio Paraopeba também era uma fonte de subsistência e lazer para vários moradores da comunidade quilombola”, informou o MPF em nota.

(Fonte Agência Brasil )

 

Filho acusa Flordelis de mandante da morte do marido

A deputada federal Flordelis (PSD), negou acusações feitas por um dos seus filhos adotivos, o vereador de São Gonçalo Wagner Andrade Pimenta, conhecido como Misael. Ele que disse à polícia que a mãe adotiva foi a mentora intelectual da morte do marido, o pastor Anderson do Carmo.

Misael afirmou que Flordelis manipulou os filhos até encontrar um que tivesse coragem para matar o pai adotivo.

 

 

Em nota divulgada à imprensa nesta quarta-feira (21), a deputada negou as acusações do filho e disse que a postura de Misael é resultado de uma disputa política que teve início ainda em 2018.

“É muito sórdido tudo isso que o Misael tem feito com ela. Difícil de entender. O que ela percebe no Misael é uma ambição imensurável. Situação que ela começou a notar quando ele quis atropelar o projeto político do grupo e ser candidato a deputado estadual na eleição passada”, dizia a nota divulgada pela assessoria da deputada.

Para Flordelis, o atual vereador não gostou de ser preterido pela família. Segundo a nota, houve uma briga entre Misael e o pastor Anderson para decidir quem seria o candidato à prefeitura de São Gonçalo nas eleições de 2020.

“(Ele) teve uma discussão acirrada com o pastor Anderson para ser candidato a prefeito em São Gonçalo. E recebeu a decisão de que não seria ele, mas provavelmente ela própria (Flordelis). A contrariedade dele de não ter sido escolhido, como queria, para ser o candidato da família a deputado estadual e para, no próximo ano, disputar a Prefeitura de São Gonçalo não justifica tamanha crueldade e ingratidão”, dizia.

Filho rompeu com Flordelis dias depois da morte do pai

Eleito vereador em 2016 com o nome de Misael da Flordelis, o filho adotivo rompeu com a mãe poucos dias depois da morte do pai, assassinado no dia 16 de junho, com vários tiros, na garagem da casa da família, em Pendotiba, Niterói.

Misael, que também é pastor, deixou de frequentar o ministério Flordelis, igreja fundado pelos pais.

Entre as acusações feitas em seu depoimento à Polícia Civil, Misael também afirmou que em outubro do ano passado, Anderson ficou internado no hospital por cinco dias por conta de um possível envenenamento.

Sobre esse fato, a nota de Flordelis diz que essa acusação seria uma “mentira estupidamente maior”.

Outros três filhos adotivos também prestaram depoimento e implicaram a mãe.

Flávio dos Santos Rodrigues, que é filho biológico de Flordelis, e Lucas Cézar dos Santos, outro filho adotivo do casal, são réus e estão presos pelo assassinato. Eles são acusados de de homicídio qualificado, com pena prevista de 12 a 30 anos.

Em seu depoimento à polícia, Maria Edna Virgínio Oliveira, 64 anos,mãe do pastor Anderson do Carmo sogra da deputada federal Flordelis de Souza, levou mais elementos que podem envolver a parlamentar na morte do marido. Maria Edna relatou que seu filho era envenenado nas refeições e que a morte teria sido encomendada após o veneno não surtir efeito. 

As declarações foram feitas no dia 24 de julho, na sede da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI), em Niterói, Região Metropolitana do Rio. Maria Edna disse ainda que Anderson era maltratado por Flordelis, que estava sendo roubado e que teria como amante uma das filhas biológicas da parlamentar, com quem teve um relacionamento antes de se casar com a pastora. 

Maria Edna começou o depoimento relembrando como os dois se conheceram, na favela do Jacarezinho, Zona Norte do Rio. Ela contou como Flordelis, aos 30 anos, começou a namorar seu filho, de apenas 14 anos de idade e que, nessa época, Anderson namorava uma das filhas biológicas da pastora, terminando a relação para ficar com a mãe da jovem.

 

Ator Cameron Boyce morreu por causa de epilepsia

A morte de Cameron Boyce, no último sábado (6/7), foi confirmada por um representante da família ao ABC News como consequência de um ataque devido a uma doença que estava sendo tratada. Nesta segunda-feira (8/7), o TMZ afirmou que fontes revelaram que o ator de 20 anos tinha epilepsia, problema de saúde caracterizado, entre outras coisas, por convulsões. De acordo com o site, o colega de quarto de Cameron foi quem o encontrou. Ao chegarem, os paramédicos não teriam conseguido reanimar o jovem. A morte, devido a uma convulsão, foi declarada no próprio local, afirmou o veículo.

 

 

 

 

 

 

Ainda segundo o TMZ, o ator já lidava com as crises epiléticas. As convulsões acontecem quando há uma descarga elétrica anormal nos neurônios, as células que compõem o cérebro. A consequência é uma perda de consciência súbita e movimentos involuntários. A epilepsia pode ter várias origens, como problemas durante o parto, acidente vascular cerebral e predisposição genética, entre outras. Em geral, o tratamento acontece com o uso de medicamentos e a maioria das pessoas consegue manter as crises sob controle. Muito triste!

 

 

O ator americano Cameron Boyce, ficou conhecido por seus papéis em alguns filmes da Disney como Descendentes e pelo programa de TV Jessie.

Boyce, nascido em Los Angeles, estreou como ator no filme de terror Espelhos do Medo aos nove anos. Dois anos depois, apareceu na bem-sucedida comédia de Adam Sandler Gente Grande, antes de se tornar uma estrela do Disney Channel.

O jovem ator se dedicou nos últimos anos a atividades beneficentes e tinha atuado como apresentador do prêmio Biden to Courage Awards, em março.

Bolsonaro é desmentido em entrevista do seu irmão

Após o presidente Jair Bolsonaro (PSL) dizer durante live no Facebook em que defendeu o trabalho infantil que colheu milho aos “nove, dez anos de idade” em uma fazenda de São Paulo, internautas recuperaram uma entrevista feita com a família do então deputado federal na qual um dos irmãos nega que qualquer um deles tenha trabalhado quando criança.
“Meu pai tinha o estilão dele, boêmio. Mas nunca deixou um filho trabalhar, porque achava que filho tinha que estudar”, disse Renato Bolsonaro , em março de 2015, em entrevista para a revista Crescer . A mãe do presidente, Olinda Bolsonaro, também participou da reportagem e, em certo momento disse que o filho “não era de falar besteira”.

O presidente, durante a transmissão ao vivo, defendeu o trabalho infantil ao usar o próprio exemplo e declarou que “o trabalho dignifica o homem e a mulher, não interessa a idade”, mas que não apresentaria nenhum projeto de lei para descriminalizar a prática por saber que “seria massacrado”.

“Quero dizer que eu, meu irmão mais velho, uma irmã minha também, pouco mais nova, com essa idade, 8, 9, 10, 12 anos, trabalhava na fazenda. Trabalho duro”, acrescentou Bolsonaro , indo no sentido contrário à declaração do irmão.

Em entrevista para a Revista Crescer, em março de 2015, a mãe do presidente, Olinda Bonturi Bolsonaro, e o irmão dele, Renato, contaram memórias que desmentem essas afirmações. Segundo Renato, o pai deles, Geraldo, “tinha o estilão dele, boêmio”, “mas nunca deixou um filho trabalhar, porque achava que filho tinha que estudar”. A afirmação contradiz frontalmente o que foi dito pelo presidente Bolsonaro em sua live nas redes sociais.

Renato conta ainda mais uma parte da história que põe em xeque as afirmações do presidente da República. O pai deles era dentista prático. Embora não tivesse diploma de dentista, fazia todo o tratamento. Isso desde antes de os filhos nascerem. Quando Bolsonaro e os cinco irmãos nasceram, a família, que vivia em Campinas, decide se mudar para o Vale do Ribeira, então lugar pobre, sem dentistas.

“Meu pai pingava de cidade em cidade”, contou Renato. “Quando chegava à cidade, era o salvador. Tirava dente, fazia dentadura, tratamento dentário”, completou. Não parece mesmo o perfil de alguém que trabalhava em uma fazenda colhendo milho ou qualquer outro plantio.

Hoje, a ministra da Mulher e dos Direitos Humanos, Damares Alves, tentou amenizar a situação dizendo que Bolsonaro não quis defender o trabalho infantil. Mas a fala do presidente foi amplamente criticada por afrontar a Constituição e as convenções da Organização Internacional do Trabalho. Ratificadas pelo Brasil, essas convenções dispõem sobre a idade mínima de ingresso no mercado de trabalho aos 16 anos – ou como aprendiz, a partir dos 14 anos.

“Ao defender o trabalho infantil, Bolsonaro também está defendendo a exploração de crianças e adolescentes no tráfico de drogas e a exploração sexual Infantil, que são algumas das piores e mais perversas formas de trabalho infantil”, disse o advogado Ariel de Castro Alves, integrante do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Humana de São Paulo e ex-conselheiro do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente.

A defesa de Bolsonaro da liberação do trabalho infantil confronta ainda a afirmação do presidente quando questionado sobre o desemprego no Brasil, que em maio já atingia 13 milhões de pessoas.

“Tenho pena, tenho. Faço o que for possível, mas não posso fazer milagre, não posso obrigar ninguém a empregar ninguém”, disse, eximindo-se da responsabilidade pela recuperação da economia e a criação de postos de trabalho no país.

Em nota divulgada nesta sexta-feira (5), a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) manisfestou repúdio às declarações do presidente da República em defesa do trabalho infantil.

Para a entidade, Bolsonaro demonstra desconhecer por completo a realidade de mais de dois milhões de crianças e adolescentes massacrados pelo trabalho em condições superiores às suas forças físicas e mentais.

A Anamatra lembra, ainda, que o Brasil tem 2,4 milhões de crianças e adolescentes entre cinco e 17 anos trabalhando, de acordo com dados do IBGE (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016), o que representa 6% da população (40,1 milhões) nessa faixa etária. Desse universo, 1,7 milhão exercem também afazeres domésticos de forma concomitante ao trabalho e, provavelmente, aos estudos.

“O que os cidadãos brasileiros aguardam é que o Governo Federal desenvolva políticas públicas de reinserção de 45 milhões de adultos desempregados e subutilizados ao mercado de trabalho.”

Magistrados da Justiça do Trabalho repudiam declarações do Bolsonaro

Trabalho infantil: declarações do presidente da República demonstram desconhecimento da realidade

Em nota, associação defende que Governo se volte à promoção de políticas públicas para reinserção de adultos desempregados

A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) divulgou, nesta sexta (5/7), nota de repúdio às declarações do presidente da República em defesa do trabalho infantil.

Para a entidade, o presidente demonstra desconhecer por completo a realidade de mais de dois milhões de crianças e adolescentes massacrados pelo trabalho em condições superiores às suas forças físicas e mentais.

O Brasil tem 2,4 milhões de crianças e adolescentes entre cinco e 17 anos trabalhando, de acordo com dados do IBGE (PnadC 2016), o que representa 6% da população (40,1 milhões) nessa faixa etária. Desse universo, 1,7 milhão exercem também afazeres domésticos de forma concomitante ao trabalho e, provavelmente, aos estudos.

Confira abaixo a íntegra da nota:

Nota de repúdio

A ANAMATRA – Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, entidade representativa de cerca de 4 mil juízes do Trabalho em todo o Brasil, vem a público repudiar as declarações do Sr. Presidente da República, proferidas nesta quinta-feira, 04 de julho, em defesa do trabalho infantil.

Insiste o Presidente da República em condenar a infância e a adolescência brasileiras ao surrado argumento do “ou trabalha, ou vai roubar”. Demonstra, assim, desconhecer por completo a realidade de mais de dois milhões de crianças massacradas pelo trabalho em condições superiores às suas forças físicas e mentais, dos mais de duzentos óbitos e dos mais de 40 mil crianças e jovens que sofreram mutilações e deformações decorrentes de acidentes de trabalho entre 2007 e 2017. Isso sem mencionar os traumas psicológicos advindos do amadurecimento precoce, do enfraquecimento dos laços familiares e do prejuízo ao desenvolvimento da escolaridade, e, consequentemente, das oportunidades.

O que os cidadãos brasileiros aguardam é que o Governo Federal desenvolva políticas públicas de reinserção de 45 milhões de adultos desempregados e subutilizados ao mercado de trabalho. Políticas essas que façam convergir os compromissos do País às Convenções Internacionais 138 e 182 da OIT, das quais o Brasil é signatário, bem como ao caput e o § 3º do art. 227 da Constituição Federal, que atribuem ao Estado brasileiro, que chefia, o dever incontornável de assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, os direitos à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, e a oferecer proteção especial diante de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, com especial proteção às garantias trabalhistas e previdenciárias.

Criança é para estudar e brincar.

Brasília, 5 de julho de 2019.

Noemia Garcia Porto
Presidente da Anamatra

Bolsonaro defende trabalho infantil

Em transmissão ao vivo na noite desta quinta-feira 4 de julho de 2019  , o presidente Jair Bolsonaro defendeu o trabalho infantil e usou o próprio exemplo para dizer que “não foi prejudicado em nada” por ter colhido milho aos “nove, dez anos de idade” em uma fazenda de São Paulo. Aos seus seguidores no Facebook, ele declarou ainda que “o trabalho dignifica o homem e a mulher, não interessa a idade”, mas alertou que não apresentaria nenhum projeto de lei para descriminalizar a prática por saber que “seria massacrado”.

Bolsonaro falava sobre sua experiência como pescador, ao lado do secretário nacional de Pesca e Aquicultura, Jorge Seif Júnior, quando foi questionado por ele se esta foi a sua primeira profissão.

– Posso confessar agora, se bem que naquele tempo não era crime – disse o presidente, relatando um encontro recente com um homem de 93 anos de idade chamado Jorge Alves de Lima, que segundo ele era o dono da fazenda onde morou por dois anos, na qual o pai era “peão”, em Eldorado Paulista.

O presidente continuou:

– Lembro perfeitamente que uma das coisas que se plantava lá, além de banana, era milho. E naquele tempo para você cortar o milho, você não tinha que chegar na plantação e pegar. Tinha que quebrar o milho. Tinha que colocar o saco de estopa no braço. E eu com nove, dez anos de idade quebrava milho na plantação e quatro, cinco dias depois, com sol, você ia colher o milho.

– Olha só, trabalhando com nove, dez anos de idade na fazenda – disse Bolsonaro, como se imitasse um crítico. – Não fui prejudicado em nada. Quando um moleque de nove, dez anos vai trabalhar em algum lugar tá cheio de gente aí “trabalho escravo, não sei o quê, trabalho infantil”. Agora quando tá fumando um paralelepípedo de crack, ninguém fala nada.

O presidente continuou dizendo que “trabalho não atrapalha a vida de ninguém” e fez uma ponderação dirigida a possíveis opositores.

– Fiquem tranquilos que eu não vou apresentar nenhum projeto aqui para descriminalizar o trabalho infantil porque eu seria massacrado. Mas quero dizer que eu, meu irmão mais velho, uma irmã minha também, um pouco mais nova, com essa idade, oito, nove, dez, doze anos, trabalhava na fazenda. Trabalho duro – afirmou.

Prosseguindo nas confissões, ele também contou que aprendeu a dirigir em dois tratores da fazenda com a mesma faixa etária, portanto, ilegalmente. E disse que começou a atirar “jovem”.

– Vai falar “ah, irresponsabilidade”. Nada, pô. O velho tinha uma espingarda, eu ia pro meio do mato e metia fogo, atirava sem problema nenhum.

– Hoje em dia é tanto direito, tanta proteção que temos uma juventude aí que tem uma parte considerável que não tá na linha certa. O trabalho dignifica o homem e a mulher, não interessa a idade – declarou Bolsonaro.

Ainda segundo o presidente, naquela época, o professor “tinha como exercer sua autoridade em sala de aula” pois os alunos seriam agredidos fisicamente por seus pais caso levassem uma bronca.

– Então, ai de você se levasse uma bronca do professor e professora e teu pai ou tua mãe ficasse sabendo. Não era bronca não, o pau cantava. A juventude nossa está aí… Saudades daquela época onde você tinha muito mais deveres que direitos. Hoje só se tem direitos, dever quase nenhum e por isso nós afundamos cada vez mais – concluiu.

A live desta quinta durou mais de 37 minutos. Em todo o período, Bolsonaro não citou a reforma da Previdência, cujo texto-base foi aprovado em comissão especial na Câmara dos Deputados à tarde.