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Tênis da Puma é comparado a Adolf Hitler

Um par de tênis da Puma deu o que falar no Twitter. Na opinião de usuários da rede social na Rússia, onde o burburinho começou, os detalhes pretos do calçado lembram o penteado e o bigode de Adolf Hitler, quando olhados de cima.

Um fator que contribuiu para a polêmica foi o fato de o criador da marca ter sido membro do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, conhecido como Partido Nazista.

sneaker que causou controvérsia é uma das colorways do modelo Storm Adrenaline, lançado no outono de 2019 no Hemisfério Norte. Especificamente, os detalhes que chamaram a atenção foram a biqueira e a lingueta na cor preta, em versão que também leva as cores verde, vermelho e rosa em outras partes.

PMs são indiciados por matar quatro no Vidigal

A Polícia Civil indiciou, nesta quinta-feira, quatro policiais militares que participaram de uma operação em janeiro deste ano na comunidade do Vidigal, em São Conrado, Zona Sul, onde quatro pessoas morreram. De acordo com a polícia, eles foram indiciados por homicídio doloso (quando há intenção de matar) e uma tentativa de homicídio. O nome dos PMs não foi divulgado.
Na época do crime, moradores denunciam que militares entraram na comunidade atirando a esmo para “pegar arrego” – propina que o tráfico paga a policias para não entrarem nas favelas.
“Estamos falando do que vimos, tudo quebrado, portão de ferro, morador agachado. Muito, muito, muito tiro. O Vidigal parou, os moradores ficaram encurralados no ponto de ônibus. O que nós sabemos é que eles querem arrego e só vão sair quando conseguirem”, disse um morador.

Alerj aprova Projeto Agatha

A Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, nesta quinta-feira, em primeira discussão, o projeto de lei de número 1622/2019, que pede prioridade na tramitação de procedimentos investigatórios relativos a crimes que resultam em morte de crianças e adolescentes no estado.
O PL Agatha, como vem sendo chamado, é de autoria da deputada Renata Souza (PSOL), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj, e retornará à casa para uma segunda votação.
Vanessa Sales Félix, mãe da menina Agatha, de 8 anos, morta no Complexo do Alemão, no ano passado, acompanhou a votação no plenário da Alerj: “Acho um absurdo e ao mesmo tempo vergonhoso, em um Brasil tão rico, precisar de uma lei para que outras crianças não morram. Essa lei dará visibilidade para outros casos. As leis são feitas para serem respeitadas, espero que isso (mortes de crianças) não aconteça”, disse Vanessa.

Rio de Janeiro confirma primeiro caso de coronavírus

A Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) confirmou o primeiro caso do novo coronavírus no Rio de Janeiro. A informação foi dada hoje (5) pelo secretário da Saúde, Edmar Santos. A paciente é uma mulher de 27 anos, moradora no município de Barra Mansa, sul fluminense, que viajou pela Europa e, entre os dias 9 e 23 de fevereiro, visitou a Itália. Ela voltou ao Brasil no dia 23.

No dia 1º de março, a mulher procurou uma unidade de saúde em Barra Mansa, onde fez testes que deram negativo para outras viroses. Entretanto, foi seguido o plano de contingência do Ministério de Saúde e da Secretaria de Estado de Saúde, e o material foi encaminhado à Fiocruz. A confirmação de que o caso é positivo para coronavírus foi feita na manhã desta quinta-feira pela Fiocruz. É o sétimo caso da doença confirmado no Brasil.

Edmar Santos procurou tranquilizar a população dizendo que se trata de um “caso importado”, de uma pessoa que esteve em área de transmissão, no caso, a Itália. Segundo o secretário, é uma forma branda do vírus, “como são 85% dos casos”. A paciente está em isolamento domiciliar, onde permanecerá pelo prazo de 20 dias a contar do início dos sintomas.

Os parentes dela também estão sendo acompanhados in loco (no local) pela equipe de vigilância sanitária do município de Barra Mansa, mas, até agora, nenhum desenvolveu sintomas considerados suspeitos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já foi informada do caso para que possa identificar e acompanhar os passageiros que sentaram perto da moradora de Barra Mansa no voo de volta ao Brasil.

Santos enfatizou que não existem sinais de que o vírus esteja circulando livremente no estado do Rio de Janeiro e disse que o caso registrado em São Paulo de transmissão para um familiar é um fato restrito. No Rio, não há nenhuma indicação de transmissão sustentada no território. “A população pode seguir tranquila. Não há nenhum motivo para pânico.”

Casos suspeitos

Com a confirmação do primeiro caso de coronavírus, o estado do Rio tem em acompanhamento 79 pessoas suspeitos de contaminação que continuam a ser investigadas.

O secretário reafirmou que as medidas para evitar a contaminação não só pelo coronavírus, mas por qualquer outro vírus, incluem lavar com frequência as mãos com água e sabão, usar de álcool gel 70, colocar a mão na boca e no nariz quando tossir ou espirrar e evitar compartilhamento de utensílios próprios. Além disso, sempre que tiver qualquer dúvida relacionada à saúde, a pessoa deve procurar orientação médica.

De acordo com Santos, a lavagem das mãos é o meio mais eficaz de evitar a contaminação por via respiratória. Casos suspeitos que merecem ser investigados devido ao risco de contaminação pelo vírus são apenas os de pessoas que vieram de áreas onde o contágio e a transmissão estejam ocorrendo de forma sustentada e que apresentem febre e alguns sintomas respiratórios, ouque tenham tido contato próximo com pacientes diagnosticados com coronavírus e que também tenham febre ou sintomas respiratórios.

“É preciso que se mantenha a tranquilidade da população e, a cada momento, dar informação, o mais rápido e o mais transparente possível, para que as pessoas tenham informação segura e confiável da Secretaria de Estado de Saúde e possam, assim, evitar fake news [notícias falsas] e pânico na sociedade fluminense”, disse o secretário.

O plano de contingência da pasta da Saúde foi publicado em 31 de janeiro e continuará alinhado com o do Ministério da Saúde. Edmar Santos admitiu que, se a situação se agravar, os pacientes poderão ficar isolados em hospitais indicados para essa finalidade. Não há como medir em que proporção e em que prazo o novo coronavírus poderá circular no estado do Rio de Janeiro ou no país, afirmou.

O secretário também procurou tranquilizar a população de Barra Mansa, afirmando que não há nada que traga riscos à população. Ele recomendou que as pessoas se vacinem contra sarampo e gripe, para evitar que o coronavírus se espalhe. “O importante é adiar ao máximo a circulação do vírus.” A vacinação evitará casos de sarampo, gripe, chikungunia e zika.

(Fonte Agência Brasil )

São Paulo tem seis casos confirmados de coronavírus

Os seis pacientes de São Paulo que tiveram diagnóstico positivo para o novo coronavírus estão bem e em isolamento domiciliar, informou hoje (5) a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo.

Dos seis casos, quatro foram adquiridos fora do país e um é assintomático – mas foi confirmado pelo Ministério da Saúde por apresentar elementos como o resultado positivo do exame, infecção provável na Itália e possibilidade de estar em período de incubação do vírus. Já os outros dois casos são de pessoas que foram infectadas por contato com um viajante que teve a confirmação para o coronavírus.

Até hoje (5), São Paulo registrou 182 casos suspeitos para coronavírus, com 159 descartados. Segundo a secretaria, considera-se caso suspeito:

– Paciente que viajou a uma área com transmissão local, apresenta febre e pelo menos um sintoma respiratório;

– Paciente que teve contato próximo com um caso suspeito ou confirmado para Covid-19 nos últimos 14 dias, e apresenta algum sintoma como febre, tosse, dificuldade para respirar, produção de escarro, congestão nasal e coriza, por exemplo.

(Fonte Agência Brasil )

Bolsonaro defende direito do policial matar sem punição

Durante sua live semanal no Facebook, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o projeto que amplia o conceito de excludente de ilicitude, previsto no Código Penal, para agentes de segurança em operações.

Para o presidente, a medida é necessária para que os militares tenham “retaguarda jurídica” para atuar durante as operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Segundo ele, é uma “irresponsabilidade” enviar jovens soldados para operações de rua sem a garantia de que eles possam atuar sem risco de serem processados por eventuais mortes em confrontos.

Durante a transmissão o presidente disse que vai “dificultar” a decretação de novas GLOs.

“Deixar bem claro, nós [vamos] dificultar a GLO, não é que eu não queira, vamos dificultar porque é uma irresponsabilidade você mandar jovens de 20, 21 e 22 anos de idade, que são soldados engajados ou reengajados das Forças Armadas, para entrar numa linha de frente, numa verdadeira guerrilha. E daí acontece um problema, não é justo você condenar até 40 anos de cadeia um soldado, que pode ter seu filho. Nós precisamos do excludente de ilicitude”, afirmou.

“O que é o excludente de ilicitude? O elemento cumpre sua missão, lógico, sem excessos, e vai para casa tranquilo. Se, no combate ali, morreram três, quatro, cinco, dez ou quinze bandidos, ele não vai responder por isso. É isso que nós queremos, afinal de contas, é responsabilidade nossa dar essa retaguarda jurídica para o militar poder bem trabalhar”, afirmou. “Nós precisamos, espero que o Parlamento vote, se o Parlamento não quiser votar, sem problema, eu não posso interferir no Parlamento brasileiro”, acrescentou.

Ontem (4), o presidente Jair Bolsonaro alterou o decreto de GLO no Ceará para por fim à atuação dos militares. A desmobilização das Forças Armadas, que atuavam na segurança pública do estado, ocorreu após o retorno dos policiais militares ao trabalho. Parte da categoria fez greve durante 13 dias, com policiais amotinados em quartéis e batalhões. Eles começaram a voltar ao trabalho na segunda-feira (2), mesmo dia em que foi assinado o acordo que encerrou a paralisação.

O projeto que amplia o conceito de excludente de ilicitude, previsto no Código Penal, para agentes de segurança em operações. De acordo com Bolsonaro, esse é um projeto complementar ao pacote anticrime proposto pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

“O que é excludente de ilicitude? Em operação, você responde mas não tem punição. Vamos depender agora, meus parlamentares, deputados e senadores, de aprovar isso lá. Será uma grande guinada no combate à violência no Brasil.

O Código Penal, no Artigo 23, estabelece a exclusão de ilicitude em três casos: estrito cumprimento de dever legal, em legítima defesa e em estado de necessidade. Nessas circunstâncias específicas, atos praticados por agentes de segurança não são considerados crimes. A lei atual também prevê que quem pratica esses atos pode ser punido se cometer excessos.

A ampliação do excludente de ilicitude já estava prevista no pacote anticrime e foi rejeitada pela Câmara dos Deputados.

Uma edição extra do Diário Oficial da União trouxe, no início da tarde desta quinta-feira, despacho do presidente anunciando o encaminhamento do texto que “estabelece normas aplicáveis aos militares em operações de Garantia da Lei e da Ordem e aos integrantes dos órgãos a que se refere ocaputdo Art. 144 da Constituição e da Força Nacional de Segurança Pública, quando em apoio a operações de Garantia da Lei e da Ordem”.

(Fonte Agência Brasil )

 

PM é preso por assaltar colombianos

Um policial militar foi preso, na noite desta terça-feira, por roubar um turista estrangeiro em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Por volta das 20h30, o soldado Patrick Teixeira Vidal teria colocado a arma na cabeça da vítima para obrigá-la a transferir R$ 780 para a conta de sua companheira.
De acordo com a ocorrência registrada pelo 15º BPM (Duque de Caxias), o soldado também roubou uma moto, cordões de ouro e R$ 300 do estrangeiro.
O PM foi preso por policiais civis da 60ª DP (Duque de Caxias) e levado à distrital. Lá, a pistola do soldado foia apreendida.

Segundo a polícia, o soldado Patrick Teixeira Vidal, de 34 anos, lotado no 4º BPM (São Cristóvão), entrou na residência das vítimas por volta das 6h de terça (3), junto com um comparsa, que se identificou como policial civil.

No local, onde também estava o bebê de seis meses do casal, uma das vítimas foi abordada por Patrick, que estava armado. Segundo a vítima, o soldado e o comparsa a acusaram de ser agiota e a ameaçaram.

Em seguida, a dupla revirou a casa, levando cordões de ouro, relógios e dinheiro. O policial também fez a vítima transferir quantias para a conta bancária da companheira do agente e levou a moto do casal.

Depois do ocorrido, as vítimas procuraram a 60ª DP (Duque de Caxias). O policial foi encontrado à noite, após os agentes identificarem a companheira de Patrick, que – segundo a polícia – não sabia a respeito da ação do policial, que somente usou os dados pessoais da mulher.

No ano passado, o agente já havia sido flagrado por dirigir um carro clonado e respondia por receptação.

EUA registra 11ª morte por coronavírus

Autoridades públicas de saúde dos Estados Unidos anunciaram hoje (4) a morte de um paciente devido ao Covid-19. O paciente foi classificado como positivo para a doença após retornar de uma viagem de cruzeiro no México mês passado. Com essa ocorrência, os Estados Unidos registram a décima primeira morte devido ao coronavírus.

O paciente era um senhor de idade, com condições de saúde abaixo do saudável e foi o segundo caso confirmado de coronavírus no país. Oficiais relatam que o paciente estava de quarentena desde a última terça-feira, sendo monitorado por causa da doença.

Autoridades desconfiam que o senhor provavelmente ficou exposto ao vírus durante uma viagem internacional que fez abordo do Princess Cruise que saiu dia 10 de fevereiro de San Francisco com destino ao México e retornou dia 21 de fevereiro. O paciente foi é colocado isolamento no Kaiser Permanente Roseville.

As autoridades de saúde se preocupam com a possibilidade de que outros passageiros do Cruzeiro também tenham sido expostos ao vírus.

Eduardo Bolsonaro criou a página Bolsofeio

Uma página batizada de “Bolsofeios” foi usada para ataques virtuais e para estimular o ódio contra supostos adversários do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e, segundo o Uol, foi criada a partir de um computador da Câmara dos Deputados.

De acordo com a publicação, a página foi registrada a partir de um telefone utilizado pelo secretário parlamentar do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Eduardo Guimarães. O e-mail do registro da conta da página é eduardo.gabinetesp@gmail.com.

O e-mail foi utilizado pela assessoria do filho do presidente para a compra de passagens e reserva de hotéis, por meio da cota parlamentar. As informações foram enviadas pelo Facebook à CPMI das Fake News no Congresso, a partir de um pedido de quebra de sigilo referente a contas no Instagram feito pela comissão.

A conta de ataques virtuais Bolsofeios no Instagram (@bolso_feios) saiu do ar, nesta quarta-feira, 4, após a publicação de reportagem do UOL que revelou uma quebra de sigilo com vínculos do perfil com o gabinete do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). O documento sobre a conta, agora apagada, foi obtido pela CPMI das Fake News no Congresso, a partir de um requerimento feito pelo deputado Túlio Gadelha (PDT-PE), com base em denúncias da deputada Joice Hasselmann (PSL-SP). Ele mostra que a conta bolso_feios foi feita por um IP de um computador localizado dentro na Câmara dos Deputados. A página também foi registrada a partir de um telefone utilizado pelo secretário parlamentar

do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Eduardo Guimarães. O email do registro da página é “eduardo.gabinetesp@gmail.com”— endereço utilizado pela assessoria do filho do presidente para a compra de passagens e reserva de hotéis, através da cota parlamentar, como mostra a prestação de contas disponível no site da Câmara dos Deputados. O Bolsofeios tinha ataques contra jornalistas, Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e pessoas consideradas adversárias da família. Também exibia convocações para as manifestações de março a favor do presidente e contra o Congresso e o STF. Uma delas tem um vídeo com imagens de Maia, o presidente do Senado,

Davi Alcolumbre (DEM-AP), ministros do STF e diversos políticos sendo comparados com doenças contagiosas.

Witzel anuncia construção de casas para desabrigados

O governo do Rio de Janeiro vai mapear terrenos disponíveis nos municípios afetados pelas últimas chuvas para construir conjuntos habitacionais destinados a pessoas de baixa renda em áreas de risco. As chuvas deixaram mais de 5 mil desabrigados ou desalojados no estado.

De acordo com o governador Wilson Witzel, o Fundo Estadual de Habitação e Bem-Estar Social garante recursos para a construção de 50 mil unidades desse tipo. A meta deverá ser cumprida até o fim desta administração.

Em entrevista coletiva na qual ações nos municípios mais atingidos pelas chuvas do último fim de semana, Witzel disse que se trata de um programa de Estado que pretende deixar para as futuras administrações. “Espero que o próximo governador tenha altivez para dar continuidade [ao programa]”.

Witzel destacou que está dando continuidade aos programas Unidade de Polícia Pacificadora, rebatizado como Unidade de Polícia de Proximidade (UPP), e Segurança Presente. “A nossa política é começar aquilo que ninguém teve coragem de começar”, afirmou o governador. Ele ressaltou os últimos governadores não deram prioridade às camadas mais pobres da população.

Segundo a Defesa Civil estadual, os municípios mais atingidos pelas últimas chuvas foram Magé, Mesquita, Rio Bonito e Seropédica, além da zona oeste da capital. Até o momento, cinco mortes foram confirmadas. De acordo com Witzel,  todas as famílias prejudicadas estão sendo assistidas e deverão receber o Cartão Recomeçar, que oferece linhas de financiamento para compra de material de construção e de eletrodomésticos de linha branca. O valor disponibilizado será de R$ 2 mil para famílias desalojadas e R$ 5 mil para as desabrigadas.

As prefeituras farão o cadastramento das famílias, e os recursos para o Recomeçar virão do Fundo Estadual de Habitação de Interesse Social. Cartões semelhantes foram entregues pelo governo do estado às vítimas das chuvas de janeiro, na região norte fluminense, totalizando R$ 9,5 milhões.

As doações de água mineral, artigos de higiene e limpeza e cestas básicas podem ser feitas nos quartéis do Corpo de Bombeiros em todo o estado.

Prioridades

Witzel reiterou as metas fundamentais estabelecidas para o estado, das quais a primeira já está em andamento e constitui o “maior projeto de saneamento da história do Rio de Janeiro”. O governador disse que espera concretizar esse projeto em outubro próximo com o leilão da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae). O objetivo é promover a universalização da distribuição de água e, pelo menos, 90% do saneamento. “Será um avanço para o estado e vai contribuir para melhoria da qualidade de vida da população.”

A segunda prioridade é a habitação voltada para famílias que, sem condições financeiras, acabam erguendo casas nas margens de rios ou em encostas, que são áreas de risco. Witzel informou que as obras deverão ter início ainda neste ano, dentro do programa Casa Nova, um projeto de médio e longo prazos. Os terrenos disponíveis estão sendo definidos pelas prefeituras, e os projetos serão elaborados pela Empresa de Obras Públicas do Estado (Emop), inclusive na capital fluminense.

As famílias atingidas pelas enchentes receberão também aluguel social no valor de R$ 400 ou R$ 500 por mês. O governo disponibilizará ainda R$ 120 milhões para obras de recuperação de estradas e pontes destruídas pelas chuvas. As obras deverão ser feitas “o mais rápido possível”. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) fará o levantamento das necessidades, e as prefeituras indicarão as prioridades. Decreto de emergência com esse objetivo deve ser assinado nos próximos dias.

Região metropolitana

Na região metropolitana, as diretrizes básicas também são saneamento, habitação e mobilidade urbana. Witzel disse que a questão habitacional não é simples, porque falta uma política destinada à classe pobre, que não tem condições de fazer financiamento”.

Ele destacou que, após a construção dos conjuntos habitacionais para as famílias desabrigadas, caberá às prefeituras não deixar que voltem a construir em áreas de risco, porque o problema voltaria “daqui a cinco anos”.

O governador informou que o estado do Rio de Janeiro está se credenciando para receber R$ 300 milhões da União, mas ressaltou que o processo deveria ser mais rápido. “É muito burocrático”, resumiu Witzel. Ele enfatizou que o processo de transferência de recursos federais precisa ser rápido, de modo que o governo do estado possa realizar as obras necessárias para atender as famílias de desabrigados e desalojados.

Fonte Agência Brasil