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Rio de Janeiro entra em estágio de alerta devido ao coronavírus

O município do Rio de Janeiro entrou nesta segunda-feira (16) em estágio de Alerta, devido ao aumento do número de casos do novo coronavírus. De acordo com o Centro de Operações (COR), equipes da prefeitura permanecem atuando na prevenção e contenção do contágio. Os casos estão sendo monitorados por um gabinete de crise.

O boletim divulgado hoje à tarde pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio informa que o estado já registrou 31 casos confirmados de Covid-19 e 94 suspeitos. Dos confirmados, seis foram notificados de ontem (15) para hoje.

A maioria das pessoas infectadas pelo vírus está na capital, Rio de Janeiro, com 29 casos.  Niterói e Barra Mansa registraram um caso cada. Um dos pacientes, um médico de 65 anos, está internado em estado gravíssimo em um hospital particular. Os demais estão em isolamento domiciliar, apresentando estado de saúde estável. A secretaria esclarece ainda que registrou os primeiros casos de transmissão comunitária na capital fluminense.

O Estágio de Alerta é o quarto nível em uma escala de cinco e significa que uma ou mais ocorrências graves impactam a cidade ou há incidência simultânea de diversos problemas de médio e alto impacto em diferentes regiões.

Medidas adotadas

-A prefeitura do Rio não vai conceder licenças para eventos que causem grandes aglomerações, e vão continuam suspensas as férias de funcionários da área da saúde e assistência social.

– As aulas nas escolas da rede municipal de ensino permanecem suspensas, a partir de hoje. Os refeitórios continuam abertos para o almoço a partir das 11h às 13h para atender aos alunos que queiram almoçar nas escolas da rede municipal de ensino.

-A prefeitura também determinou que estão suspensas atividades nas Casas de Convivência, cinemas, teatros, lonas culturais e museus da capital.

-O município do Rio de Janeiro recomenda que pessoas com baixa imunidade (asma, pneumonia, tuberculose, câncer, renais crônicos e transplantados) evitem sair de casa e que a população, de um modo geral, evite frequentar cinemas e teatros particulares.

-A prefeitura está recomendando jornadas de turnos de trabalho alternativos para empresas, com o objetivo de evitar a superlotação nos transportes coletivos. E, sempre que possível, o trabalho em casa. O setor público deverá adotar o mesmo princípio de escala.

PM alerta à população

A Polícia Militar do Rio de Janeiro divulgou que, desde a manhã de hoje, policiais militares estão atuando em toda a orla da Cidade do Rio de Janeiro e em locais de grande concentração de público, visando conscientizar a população contra o novo coronavírus. Os alertas estão sendo feitos por sirenes das viaturas, para chamar a atenção das pessoas para que colaborem no sentido de combater a pandemia.

As sirenes foram acionadas pelos militares em patrulhamento nas ruas de Copacabana, na zona sul, o bairro com maior número de pessoas idosas do Rio, e no Complexo de Favelas da Maré, zona norte do Rio. O complexo é formado por 16 favelas e tem mais de 139 mil moradores, de acordo com o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na Maré, as patrulhas que circulam pela comunidade anunciaram pelo alto-falante “Troque o medo pelos cuidados. Previna-se contra o coronavírus. Evite aglomerações”.

Em Copacabana, o serviço de alto-falante das viaturas dizia “Se cada um fizer a sua parte nós vamos virar o jogo. A PM está trabalhando duro para conscientizar a população, mas lembre-se: a responsabilidade também é sua. Podemos contar com você?

MetrôRio

A concessionária MetrôRio anunciou que está adotando novo protocolo de limpeza, com reforço de equipes e ações de higienização nas composições e estações, como medida preventiva contra o novo coronavírus. Desde a semana passada, equipes de limpeza estão atuando embarcadas nas composições durante a operação, limpando, também durante as viagens, as áreas comuns no interior dos trens com álcool em gel e produto bactericida. A limpeza é realizada nos bancos, pisos, tetos, balaústres, paredes e vidros de todas as composições.

Além disso, a concessionária também está veiculando campanhas educativas produzidas pelos órgãos de saúde a fim de orientar os passageiros e colaboradores.

(Fonte Agência Brasil)

Governo do Brasil anuncia R$ 147 bilhões em medidas contra coronavírus

O ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou há pouco que o governo pretende injetar até R$ 147,3 bilhões na economia nos próximos três meses para amenizar o impacto do coronavírus sobre a economia e o sistema de saúde. Segundo o ministro, a maior parte dos recursos vem de remanejamentos, de linhas de crédito e de antecipações de gastos, sem comprometer o espaço fiscal no Orçamento.

Conforme Guedes, até R$ 83,4 bilhões serão aplicados em ações para a população mais vulnerável, até R$ 59,4 bilhões para a manutenção de empregos e pelo menos R$ 4,5 bilhões para o combate direto à pandemia.

“Vamos cuidar dos mais idosos. Já anunciamos os R$ 23 bi para entrar em abril e mais R$ 23 bi para maio (sobre antecipação para aposentados e pensionistas do INSS) e antecipar abonos para junho (R$ 12 bi)”, diz Paulo Guedes ao falar das medidas para a população mais vulnerável.

O ministro definiu como prioritárias três das 19 propostas em tramitação no Congresso Nacional que constam de ofício enviado na semana passada aos presidentes da Câmara e do Senado. A primeira é a Proposta de Emenda à Constituição do Pacto Federativo, que descentraliza recursos da União para estados e municípios. A segunda é a aprovação do projeto de lei que autoriza a privatização de Eletrobras, que renderá R$ 16 bilhões ao governo neste ano.

A última proposta considerada prioritária por Guedes é o Plano de Equilíbrio Fiscal, programa de socorro a estados pouco endividados, mas com dificuldades financeiras por causa do comprometimento dos orçamentos locais com servidores.

O ministro citou ainda medidas que já entraram em vigor, como a liberação de R$ 135 bilhões nos compulsórios – parcela que os bancos são obrigados a depositar no Banco Central (BC) – e as decisões do Conselho Monetário Nacional (CMN) para apoiar a renegociação de dívidas das empresas e das famílias.

População vulnerável

Na semana passada, o governo tinha anunciado a antecipação da primeira parcela do décimo terceiro de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de agosto para abril e a redução do teto de juros, o aumento da margem e a extensão do prazo de pagamento do crédito consignado (com desconto na folha de pagamento). Agora, Guedes anunciou a antecipação da segunda parcela do décimo terceiro do INSS de dezembro para maio, num total de R$ 23 bilhões; a antecipação do abono salarial para junho (R$ 12,8 bilhões) e a transferência de valores não sacados do Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), num total de R$ 21,5 bilhões.

Parte do patrimônio de R$ 21,5 bilhões do PIS/Pasep, formada por valores não sacados por trabalhadores que já morreram, irá para uma reserva que financiará o saque por herdeiros. O restante será destinado a novos saques do FGTS, em moldes semelhantes ao saque imediato, realizado no ano passado.

O governo pretende ainda reforçar o Bolsa Família, com a destinação de até R$ 3,1 bilhões para incluir mais de 1 milhão de pessoas no programa. Os recursos virão de remanejamentos do Orçamento a serem discutidos com o Congresso.

Empregos

No pacote de manutenção dos empregos, o governo pretende permitir a isenção, por três meses, das contribuições dos empresários para o FGTS (R$ 30 bilhões) e da parte da União no Simples Nacional (R$ 22,2 bilhões). O dinheiro deixará de ser pago por 90 dias, mas o valor será ressarcido em prazo ainda não definido. No caso do FGTS, a equipe econômica informou que as contribuições em atraso poderão ser quitadas somente em 2021.

Outra medida consiste na redução em 50% das contribuições para o Sistema S (que inclui o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Senai; Serviço Social do Comércio – Sesc; Serviço Social da Indústria- Sesi; e Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio- Senac) por três meses, num total de R$ 2,2 bilhões. O Programa de Geração de Renda (Proger), do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) reforçará o crédito a micro e pequenas empresas em R$ 5 bilhões. O governo também pretende simplificar as exigências para a contratação de crédito e a dispensa de Certidão Negativa de Débito na renegociação de crédito e facilitar o desembaraço (liberação na alfândega) de insumos e matérias primas industriais importadas antes do desembarque.

Combate à pandemia

Nas ações diretas de combate à pandemia de coronavírus, o governo pretende destinar R$ 4,5 bilhões do fundo do DPVAT para o Sistema Único de Saúde (SUS). O dinheiro se somará aos R$ 5 bilhões de emendas parlamentares remanejadas para o SUS, liberado por medida provisória assinada no fim da semana passada.

O governo também reduzirá a zero as alíquotas de importação para produtos de uso médico-hospitalar até o fim do ano, desonerar temporariamente de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para bens importados e bens produzidos internamente usados no combate ao Covid-19.

As medidas, explicou o Ministério da Economia, se somam à suspensão da prova de vida dos beneficiários do INSS por 120 dias, à preferência tarifária e à prioridade no desembaraço de produtos de uso médico-hospitalar.

 

(Fonte Agência Brasil)

Bolsonaro descumpre quarentena do coronavírus

Descumprindo orientações médicas, o presidente Jair Bolsonaro rompeu diversos protocolos recomendados pelo Ministério da Saúde para prevenir a disseminação do novo coronavírus.

 Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada no início da tarde e participou de uma manifestação .

Em um primeiro momento, o presidente percorreu o lado oposto da Esplanada dos Ministérios, de carro, e recebeu acenos dos manifestantes. Em seguida, fez o caminho de volta e entrou no Palácio do Planalto.

Minutos depois, foi até a grade e apertou a mão de apoiadores. O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, apareceu ao lado de Bolsonaro nas imagens.

Questionada, a assessoria da Anvisa informou que Torres “recebeu um convite do presidente para uma conversa informal, aceitou e foi”. A agência não quis comentar o risco associado a esse tipo de aglomeração.

Na sexta (13), após receber um exame de coronavírus com resultado negativo, o presidente disse a apoiadores no Palácio da Alvorada que não daria a mão para cumprimentar as pessoas, como faz de costume.

“Apesar de o meu teste ter dado negativo, eu não vou apertar a mão de vocês. Nunca tinha visto ali qualquer problema. Se bem que, para a imprensa que está ouvindo ali, se eu tivesse com o vírus ou não tivesse, não estaria sentindo nada. Vida segue normal, um grande desafio pela frente, muitos problemas para serem resolvidos”, afirmou o presidente na ocasião.

Onze pessoas que viajaram com o presidente para os Estados Unidos fizeram os exames e descobriram que pegaram coronavírus.

Além da recomendação de monitoramento, médicos e autoridades ligadas ao governo pediram que Jair Bolsonaro repita o exame de coronavírus na próxima semana. Até lá, era esperado que o presidente evitasse contato com aglomerações. A agenda de segunda (16), por exemplo, não lista compromissos oficiais para o presidente.

Após deixar o Palácio da Alvorada neste domingo, de carro oficial, o presidente se dirigiu para o Eixo Monumental, onde estava ocorrendo a manifestação. Bolsonaro não desceu do carro. Ao saberem que se tratava do veículo presidencial, apoiadores começaram a acenar, gritar palavras de ordem e a seguir o carro.

A manifestação em Brasília teve críticas ao Congresso e ao Supremo Tribunal Federal (STF) – algumas delas inconstitucionais e ilegais, como faixas pedindo intervenção militar e fechamento do Congresso e do STF.

Justiça proíbe missas e eventos no Santuário de Aparecida

A Justiça determinou neste sábado (14) a suspensão de missas e eventos no Santuário Nacional de Aparecida (SP). A decisão leva em consideração a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) no mundo e o avanço dos casos no Brasil. A visitação dos fiéis ao templo, contudo, está liberada.

  • A ação foi proposta pelo Ministério Público em razão da Covid-19. Na tarde deste sábado, a juíza Luciene Belan Ferreira Allemand acatou o pedido em caráter liminar para suspensão das missas no maior templo mariano do mundo.

    “Pelo exposto, antecipo os efeitos da tutela, em razão da ameaça de contaminação e disseminação da doença, por se trata de medida de saúde pública, evitando-se, assim, a exposição de diversas pessoas ao vírus, bem como suas consequências , deferindo a liminar para impedir a realização de quaisquer eventos no Santuário Nacional de Aparecida (…)”, diz trecho da decisão.

    Segundo a decisão, a suspensão é por 30 dias e, caso seja necessário, pode ser prorrogada. O prazo estipulado afeta as celebrações da Sexta-feira Santa e Páscoa no Santuário.

    A última missa no templo foi celebrada às 12h deste sábado. A Basílica de Aparecida comporta 35 mil fiéis em torno do Altar Central, onde são realizadas as principais celebrações do templo.

    e acordo com o Santuário Nacional, as visitas aos fiéis estão liberadas. Além disso, a limpeza dos espaços comuns foram reforçadas e o posto médico do templo criou um fluxo de atendimento orientado pela Secretaria de Saúde.

    Aparecida (SP) não tem nenhum caso suspeito de coronavírus.

Supermercados ficam lotados no Rio

Supermercados da Zona Sul estão  com algumas prateleiras vazias sem produtos como papel higiênico, leite, macarrão, arroz e enlatados. Isso não significa, no entanto, motivo para pânico. Quem garante é Fábio Queiroz, presidente da Associação de Supermercados do Estado do Rio (Asserj).

“Estamos estreitando parcerias com fornecedores para que os produtos cheguem até as gôndolas”, disse em vídeo divulgado nas redes sociais. Queiroz também fez um apelo: “Não corram desesperadamente para as lojas. Vamos fazer tudo de forma gradativa e ordeira”, defendeu.

Segundo ele, o pico de consumo, ou seja, muitos consumidores indo ao mesmo tempo aos mercados e comprando quantidades acima do normal é que pode passar a sensação de escassez de produtos.

“O aumento mais do que significativo de uma demanda, como no caso de papel higiênico e álcool em gel, pode vir a gerar falta momentânea de produtos”, destacou. No entanto, ele reforçou: “Vamos garantir o abastecimento”.

Segundo a Asserj, devido ao aumento de vendas em algumas lojas, as redes de supermercados estão tomando medidas preventivas, como antecipação de pedidos de compras para garantir atender à demanda da população.

Segundo um funcionário do supermercado Mundial de Copacabana, que preferiu não se identificar, a demanda era impressionante na porta da filial da Rua Barata Ribeiro, antes da abertura, ontem. “Isso aqui estava uma loucura. Parecia período de ofertas”, compara. “Ontem (sexta-feira), chegaram caixas de álcool gel e já acabaram. Nem deu tempo de colocar na prateleira”, relatou.

No primeiro dia depois da edição de decretos do Governo do Estado e da Prefeitura do Rio estipulando ações restritivas para controle do coronavírus, cariocas e turistas se despediram do último fim de semana do verão enchendo praias e supermercados. Os apelos do governador Wilson Witzel e do prefeito Marcelo Crivella para se evitar aglomerações, funcionaram na maior parte da cidade, como em pontos turísticos (AquaRio e roda-gigante) e bares.

Desde sexta-feira, o Rio de Janeiro entrou na lista (junto com São Paulo) de estados onde já há transmissão comunitária do novo vírus, ou seja, quando não se consegue mais monitorar a origem do contágio. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), até a tarde de ontem, o estado contava com 24 casos confirmados e 76 suspeitos (esses números só serão atualizados hoje pelo Ministério da Saúde). A SES destaca que, entre os casos confirmados, 14 são de mulheres e 10, de homens. Todos estão apresentando quadro de saúde estável e em isolamento domiciliar.

Preta Gil foi diagnosticada com Coronavírus

 

A cantora Preta Gil revelou através do stories do Instagram que foi diagnosticada com o novo Coronavírus, neste sábado (14/03), após realizar um show no último final de semana, em Itacaré, no sul baiano.

A apresentação da artista aconteceu no casamento de Marcella Minelli, irmã de Gabriela Pugliesi, que também está com a doença.

Preta Gil está em isolamento .

Brasil tem121 casos confirmados de coronavírus

O Ministério da Saúde divulgou neste sábado (14) novo balanço dos casos confirmados de novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil: são 121 casos. Além disso, o balanço tem os seguintes destaques:

  • 121 casos confirmados, eram 98 na sexta-feira
  • 1.496 suspeitos
  • 1.413 casos descartados

No estado de São Paulo subiu para 65 o número de casos confirmados. O estado representa 53,7% dos casos de todo o Brasil.

Segundo a Secretaria da Saúde, são 62 casos confirmados na capital, 1 em Santana do Parnaíba, 1 em Ferraz de Vasconcelos e 1 em Carapicuíba.

Além dos confirmados, São Paulo também tem 752 casos suspeitos e 545 descartados.

Bolsonaro continua com suspeita de coronavírus

Após divulgar que o teste de sangue tinha dado negativo para o novo coronavírus, na sexta (13) Bolsonaro chegou a sair do Palácio da Alvorada – onde mora – e ir para o Palácio do Planalto – onde trabalha. Poucas horas depois, ele retornou ao Alvorada.

Até a noite deste sábado (14), Bolsonaro não tinha voltado a sair da residência oficial. Ao longo do dia, recebeu apenas a visita do ex-deputado federal e conselheiro Alberto Fraga.

Mesmo com o teste negativo, o presidente deve seguir em monitoramento nos próximos dias. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, informou à TV Globo que a recomendação é de que um novo teste seja realizado na próxima semana.

A agenda oficial de Jair Bolsonaro não prevê compromissos oficiais no intervalo entre sábado e a próxima segunda-feira (16).

Na quinta (12), após o anúncio do diagnóstico positivo de Wajngarten, outras autoridades que também viajaram no avião presidencial ou se encontraram com a comitiva nos EUA deram início a uma rodada de testes.

A maior parte teve resultados negativos. Estão nesta lista o presidente Jair Bolsonaro, a primeira-dama Michelle Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), e os ministros Bento Albuquerque (Minas e Energia), Fernando Azevedo e Silva (Defesa) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional).

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, viajou para os EUA antes da comitiva e permaneceu em solo norte-americano ao fim da viagem presidencial. Em nota, o Itamaraty informou que a agenda foi cancelada após o diagnóstico de Fábio Wajngarten.

“Ernesto Araújo cancelou o restante da sua agenda em Washington e retorna a Brasília, onde observará todos os protocolos vigentes”, disse a postagem em rede social.

O deputado Daniel Freitas (PSL-SC) e o senador Jorginho Mello (PL-SC) também fizeram testes, e não estavam com o vírus.

Seis pessoas que viajaram com Bolsonaro estão com coronavírus

Pelo menos seis pessoas que estiveram junto com o presidente Jair Bolsonaro durante viagem aos Estados Unidos na última semana testaram positivo para o coronavírus. O caso mais recente, segundo a Folha de S. paulo, é de um empresário que entregou a comitiva, mas não quis se identificar.

Três outros casos são de membros da comitiva oficial:  o chefe da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social), Fabio Wajngarten, o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) e o diplomata Nestor Forster, indicado para o cargo de embaixador do Brasil em Washington.

Também foi confirmada a infecção da advogada  Karina Kufa, que é tesoureira do Aliança pelo Brasil, partido político que o presidente tenta criar e está na fase de colheita de assinaturas.

O sexto caso confirmado é do prefeito de Miami, Francis Suarez, que anunciou o resultado positivo nesta sexta-feira (13) pelo Twitter. Suarez foi um dos anfitriões da comitiva oficial e esteve em evento junto com Bolsonaro e os demais infectados.

Também nesta sexta-feira, após anunciar que seu teste havia testado negativo para o novo coronavírus, o Planalto informou que o presidente irá refazer a análise laboratorial e seguirá em isolamento.

O presidente americano, com quem Bolsonaro teve um encontro mais próximo, também já foi submetido a exames e aguarda o resultado.

Após divulgar que o teste de sangue tinha dado negativo para o novo coronavírus, na sexta (13) Bolsonaro chegou a sair do Palácio da Alvorada – onde mora – e ir para o Palácio do Planalto – onde trabalha. Poucas horas depois, ele retornou ao Alvorada.

Até a noite deste sábado (14), Bolsonaro não tinha voltado a sair da residência oficial. Ao longo do dia, recebeu apenas a visita do ex-deputado federal e conselheiro Alberto Fraga.

Mesmo com o teste negativo, o presidente deve seguir em monitoramento nos próximos dias. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, informou que a recomendação é de que um novo teste seja realizado na próxima semana.

A agenda oficial de Jair Bolsonaro não prevê compromissos oficiais no intervalo entre sábado e a próxima segunda-feira (16).

Na quinta (12), após o anúncio do diagnóstico positivo de Wajngarten, outras autoridades que também viajaram no avião presidencial ou se encontraram com a comitiva nos EUA deram início a uma rodada de testes.

A maior parte teve resultados negativos. Estão nesta lista o presidente Jair Bolsonaro, a primeira-dama Michelle Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), e os ministros Bento Albuquerque (Minas e Energia), Fernando Azevedo e Silva (Defesa) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional).

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, viajou para os EUA antes da comitiva e permaneceu em solo norte-americano ao fim da viagem presidencial. Em nota, o Itamaraty informou que a agenda foi cancelada após o diagnóstico de Fábio Wajngarten.

“Ernesto Araújo cancelou o restante da sua agenda em Washington e retorna a Brasília, onde observará todos os protocolos vigentes”, disse a postagem em rede social.

O deputado Daniel Freitas (PSL-SC) e o senador Jorginho Mello (PL-SC) também fizeram testes, e não estavam com o vírus.

Cariocas lotam as praias sem medo do coronavírus

Nem mesmo o medo do coronavírus e de um decreto que proíbe a aglomeração de pessoas na cidade foram suficientes para impedir milhares de cariocas de ir à praia neste sábado (14) de sol, no último fim de semana do verão. Os banhistas ouvidos pela reportagem da Agência Brasil afirmam que ainda é cedo para evitar o banho de mar e que o ambiente aberto e ventilado não representa risco de contrair a Covid-19.

Na sexta-feira (13), o governador do estado, Wilson Witzel, editou um decreto fechando espaços públicos, como cinemas e teatros, e chegou a dizer que a Polícia Militar poderia evacuar as praias, se fosse necessário, para impedir aglomerações de pessoas. Porém, o hábito de pisar na areia ou de caminhar no calçadão está arraigado na cultura do carioca e será difícil de ser modificado.

“Nós estamos ao ar livre, com muito vento. Acho que isso não é uma coisa legal neste momento. Pode ser que haja necessidade. Caminhar faz parte da minha vida. Se eu não fizer isso, como eu vou ficar? A praia não é uma aglomeração em que as pessoas entram em contato toda hora”, disse o engenheiro João Antunes Moreira, que caminhava pelo calçadão de Ipanema enquanto tomava uma latinha de cerveja.

Apesar do medo gerado em vários países pelo coronavírus, muitos turistas podiam ser vistos pela orla carioca, sem demonstrar maiores preocupações. Nenhuma pessoa usando máscara foi avistada pela reportagem, em pouco mais de uma hora de trabalho na praia.

“No Líbano, o governo fechou as praias, os ginásios, as escolas e os shopping centers, mas aqui no Brasil eu não acho que será possível retirar todas essas pessoas da praia. Eu mesmo não estou com medo, tanto é que estou aqui. Cheguei faz três dias e vou ficar mais duas semanas”, disse o bancário libanês Oussama Hraiv, que ainda pretende ir a São Paulo, Salvador e Fernando de Noronha.

Para os que trabalham na praia e dependem de banhistas e turistas para sobreviver, a medida do governo, de evacuar as praias, não parece uma ideia de fácil execução. “Eu acho impraticável isso, porque já basta o calor que a gente tem dentro de casa. Ficar impossibilitado de se refrescar no mar… Aí a gente vai estar vivendo uma penitência social. Acho que morre mais gente de bala perdida do que de coronavírus”, disse o pintor Fábio Fragoso, que expõe telas coloridas no calçadão de Ipanema.

Mesmo pessoas mais idosas, que fazem parte do grupo de risco para o coronavírus, consideram exagerada a medida do governador Witzel de evacuar as praias, se preciso, para evitar aglomerações. “Eu acho exagerado, mas a gente tá aí para cumprir”, afirmou o aposentado Valmir Redua.

“Temos que manter uma distância razoável do outro, pelo menos de 1 metro. Eu não vejo problema, não. Se ficar muito colado, aí é complicado”, afirmou o aposentado, que tomava uma água de coco na praia do Leme, junto com a filha Monique Medeiros, que também não demonstrava maior preocupação: “Acho que atividade em lugar aberto, se não for em grandes multidões, dá para manter.”

Fonte Agência Brasil