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Negros morrem quatro vezes mais de disparo de arma de fogo que brancos


Em uma década, os homens negros morreram quatro vezes mais por disparos de armas de fogo em comparação aos brancos. É o que revela estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) e do Instituto Çarê. A pesquisa analisou as taxas de internações e mortalidade por agressões entre 2012 e 2022 a partir do recorte raça e cor.

De acordo com o levantamento, 10.764 homens negros foram mortos por disparos de armas de fogo em vias públicas em 2022, ante 2.406 homens brancos na mesma situação.

Para os pesquisadores, os dados reforçam as desigualdades estruturais presentes no país. “A população negra sofre mais violência, não apenas a violência letal, aquela que leva ao óbito, mas também a violência generalizada, que leva a mais internações do que a população branca”, ressalta Rony Coelho, pesquisador do instituto em entrevista à TV Brasil.

Mulheres
Em relação às mulheres, o cenário se repete. Em 2022, foram registradas as mortes de 629 mulheres negras, contra 207 brancas. Os óbitos das mulheres negras são três vezes maior em comparação aos das brancas.

“As mulheres negras estão em maior vulnerabilidade para todos os tipos e locais de agressão em comparação com mulheres brancas. Em 2012, por exemplo, foram 814 mortes de mulheres negras em via pública, 631 mortes no domicílio e 654 em hospitais. Para mulheres brancas, foram 302, 422 e 342, respectivamente”, aponta a pesquisa.

Faixa etária
Quanto à faixa etária, os jovens negros de 18 a 24 anos são as principais vítimas, no período de 2010 a 2021. Segundo o estudo, a discrepância racial ocorre na maioria das faixas etárias, e passa a cair a partir dos 45 anos.

Os pesquisadores defendem que a queda do número de vítimas da violência entre negros e brancos depende de acesso igualitário à educação, saúde, justiça social e segurança pública.

 

Fonte Agência Brasil

Lula ficou “nervoso” com arroz a R$ 36

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou neste sábado (25), ter ficado “nervoso” com, o preço do arroz nas prateleiras dos supermercados.

A declaração foi feita durante a inauguração de obras viárias na rodovia Presidente Dutra, em Guarulhos (SP).
Na sexta-feira (24), o governo editou uma medida provisória destinando R$ 6,7 bilhões para a importação de arroz beneficiado através da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Segundo o Planalto, os estoques adquiridos serão destinados à venda direta para mercados de vizinhança, supermercados, atacarejos e outros estabelecimentos comerciais com rede de pontos de venda nas regiões metropolitanas do Rio Grande do Sul.

O presidente também citou a medida assinada pelo governo na última segunda-feira (20), que zerou a tarifa de importação de arroz para garantir o abastecimento.
A mudança nos impostos vale até 31 de dezembro deste ano.

“Arroz e feijão é uma coisa que nós brasileiros não sabemos e não queremos abrir mão, por isso eles têm que estar no preço que o povo mais humilde e trabalhador possa comprar”, disse o presidente.

As ações buscam reduzir as consequências das enchentes no Rio Grande do Sul. O estado é o maior produtor do grão no país e é responsável por aproximadamente 70% do plantio no Brasil.

As plantações foram comprometidas pelas fortes chuvas que atingem o estado desde o início de maio.

Monitoramento do glaucoma evitou cegueira em 300 mil brasileiros


Ao longo dos últimos cinco anos, cerca de 300 mil brasileiros foram acompanhados e tratados no intuito de evitar a perda total da visão em razão do glaucoma, considerado atualmente a maior causa de cegueira irreversível do mundo.

Os dados foram divulgados pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) em razão do Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, lembrado neste domingo (26).
“Entre janeiro de 2019 e dezembro de 2023, o atendimento oferecido pelos médicos oftalmologistas na rede pública beneficiou esse grupo de pacientes com acesso gratuito a tratamentos medicamentosos.

Esse fluxo revela o impacto positivo da assistência oftalmológica no SUS [Sistema Único de Saúde], reduzindo significativamente as chances de pacientes com essa doença desenvolverem quadros graves, com perda de visão irreversível.”

De acordo com o CBO, as estimativas apontam que mais de 1,7 milhão de pessoas devem ter glaucoma no Brasil. Assumindo uma estimativa conservadora, 2% da população acima de 40 anos podem apresentar a doença.

Na projeção, foram utilizados dados do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizado em 2022, onde a faixa etária acima de 40 anos concentra 85,9 milhões de pessoas.

Estratégias

“Essa projeção é utilizada para a definição de políticas públicas e estratégias com foco na prevenção, diagnóstico e tratamento precoces do glaucoma. Além dela, outras estimativas ajudam no planejamento das iniciativas.

Por exemplo, estudos apontam que a incidência do glaucoma varia entre 1% e 2% na população em geral, aumentando após os 40 anos (2%) e chegando a mais de 6% após os 70 anos”, destacou o conselho.

Estudos demonstraram ainda que a prevalência do glaucoma é maior em indivíduos negros e mulatos quando comparados com os indivíduos brancos (3,8% e 2,1%, respectivamente).

Fatores como histórico familiar da doença, ser negro ou asiático, ter miopia, apresentar pressão intraocular elevada ou outras doenças oculares aumentam as chances de a pessoa desenvolver glaucoma em algum momento de sua vida.

Lesões irreversíveis

O conselho alerta que a detecção precoce do glaucoma, por meio de exames oftalmológicos regulares, é essencial para identificar e tratar a doença antes que ocorra perda visual.

Medidas preventivas e de acompanhamento médico, como monitoramento da pressão intraocular, uso de medicamentos adequados e tratamentos a laser ou cirúrgicos podem ajudar a controlar a progressão da doença e proteger a visão a longo prazo.

Tratamento

Como política de combate à cegueira causada pelo glaucoma, o Brasil, por recomendação do CBO, instituiu, desde 2008.

Por meio da Portaria 288 do Ministério da Saúde, o Programa de Atenção ao Paciente Portador de Glaucoma, que fornece gratuitamente pelo SUS colírios de primeira, segunda e terceira linhas para o tratamento do glaucoma”, destacou o conselho.

Perfil

A maioria dos pacientes submetidos a tratamentos medicamentosos, de acordo com os dados levantados pelo conselho, está na faixa etárias acima dos 40 anos, que acumula mais de 96% dos casos.

Outro ponto que chama atenção é que o acesso a medicamentos para glaucoma beneficia mais a população feminina: do total de entregas, quase 70% são para mulheres.

O glaucoma surge em consequência do aumento da pressão intraocular e gera perda da visão pela destruição gradativa do nervo óptico, estrutura que conduz as imagens da retina ao cérebro.

Dependendo do quadro do paciente, intervenções clínicas ou cirúrgicas podem suspender a progressão da doença, mas, segundo o CBO, não são capazes de recuperar a parcela da visão já comprometida.

Serviço

Para conscientizar a população, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia e a Sociedade Brasileira de Glaucoma promovem, neste sábado (25), a partir das 9h, o evento 24 Horas pelo Glaucoma.

Em formato online, por meio das redes sociais do CBO, o projeto conta com a participação de oftalmologistas, representantes de órgãos competentes, celebridades e pacientes que convivem com a doença.

Fonte: Agência Brasil

Casal é preso por desviar dinheiro de campanha de filho doente


Um casal foi preso em Joinville, Santa Catarina, na quarta-feira, 22, após ser condenado por gastar parte dos R$ 3 milhões arrecadados em uma campanha para o tratamento médico de um filho, portador de atrofia muscular espinhal (AME), para comprar carro de luxo, joias e uma viagem a Fernando de Noronha.
Renato e Aline Openkoski, um casal de Joinville (SC), foram presos nesta semana após arrecadarem mais de R$ 3 milhões em uma campanha para tratar a doença do filho em 2017.

A dupla foi condenada em 2022 por estelionato e apropriação de bens, tendo utilizado parte do dinheiro arrecadado para fins pessoais, incluindo viagens e compras de itens como celulares e um carro.

Segundo informações, teve acesso à apelação criminal apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que detalha os gastos indevidos do casal entre março e dezembro de 2017.

Durante esse período, os valores arrecadados para ajudar o filho Jonatas foram utilizados para comprar diversos itens, incluindo aparelhos eletrônicos e peças automotivas.
Em março, por exemplo, Renato e Aline gastaram R$ 4.396,00 em dois celulares Motorola Moto Z e R$ 1.066,00 em peças automotivas.

Ao longo dos meses, os gastos pessoais continuaram a se acumular, com compras cada vez mais variadas e inusitadas.

Entre os itens adquiridos estavam uma carabina de pressão Hatsan, uma luneta, uma capa de tecido para luneta, um faqueiro, mensalidades de academia para o casal e outros parentes, roupas, sapatos, um skate, despesas em restaurantes e casas noturnas, produtos da Herbalife, uma mesa, um aparelho de som JBL e um fone de ouvido.

Entre os itens de maior valor, destacam-se um carro KIA Sportage avaliado em R$ 140 mil e uma viagem a Fernando de Noronha que custou R$ 7.883,12. Além disso, o casal comprou um iPhone por R$ 3.612,02 e um par de alianças no valor de R$ 3.581,50.

Essas compras, realizadas com o dinheiro destinado ao tratamento do filho, foram fundamentais para a condenação do casal.

Aline  e Renato , então com 18 anos, moravam em Joinville e já tinham um filho de dois anos quando Jonatas Henrique Openkoski nasceu, em 21 de junho de 2016. Aos seis meses o bebê foi diagnosticado com síndrome de Werdnig Hoffmamm, doença neuromuscular mais conhecida como atrofia muscular espinhal – no caso dele, de tipo 1, uma das mais severas.

Para o tratamento, era preciso tomar um remédio chamado Spinraza, lançado em 2016 pelo laboratório norte-americano Biogen e cuja dose custa hoje cerca de R$ 360 mil. No início do tratamento, o paciente recebe três doses, com intervalos de 14 dias entre elas, e uma quarta dose um mês depois. A partir daí precisa receber uma dose do medicamento a cada quatro meses.
Para conseguir dinheiro para o tratamento de Jonatas, os pais lançaram em 2017 a campanha “Ame Jonatas”, que mobilizou muita gente no Brasil inteiro e até no exterior. Ao todo, o casal arrecadou R$ 3,6 milhões, segundo estimam autoridades.

Meses após o início da campanha, o casal comprou um carro de luxo, por R$ 140 mil, o que chamou a atenção do Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC), que exigiu prestação de contas do valor arrecadado. Foi combinado que até o fim de outubro de 2017 o casal apresentaria essas contas, o que não foi feito. No Réveillon seguinte, o casal viajou para Fernando de Noronha.

Em 16 de janeiro de 2018, a pedido do MP-SC, a Justiça bloqueou os valores arrecadados com a campanha e a documentação do carro. Na época, a família negou estar usando o dinheiro indevidamente e alegou ter ganho a viagem feita no Réveillon.
Em março de 2018, por ordem judicial, foram apreendidos o carro de luxo, alianças que teriam custado R$ 7 mil e outros bens de luxo supostamente adquiridos com o dinheiro da campanha.
Em 15 de outubro, o MP-SC denunciou o casal à Justiça por estelionato e apropriação de bens de pessoa com deficiência. Naquele momento o casal era acusado de usar para outros fins cerca de R$ 200 mil arrecadados para o tratamento do filho. Sete dias depois, a Justiça aceitou a denúncia.

Jonatas morreu em 24 de janeiro de 2022, aos cinco anos, após sofrer uma parada cardíaca. Em outubro daquele ano, o pai dele foi candidato a deputado estadual pelo PDT usando o nome “Renato Pai do Ame Jonatas”. Obteve 187 votos e não se elegeu.

Ainda em outubro de 2022, o casal foi condenado em primeira instância pelos dois crimes de que era acusado. Renato recebeu pena de 38 anos, 2 meses e 10 dias de prisão, além de multa. Aline foi condenada a 22 anos, 7 meses e 10 dias de prisão. O casal, que então morava em Balneário Camboriú, foi autorizado pela Justiça a recorrer em liberdade.

O prazo para recursos se extinguiu em 25 de março de 2024, quando foram expedidas as ordens de prisão de Renato e Aline. A Polícia Civil de Santa Catarina procurou o casal em Balneário Camboriú, não o encontrou e passou a considerá-lo foragido.
Na quarta-feira, o casal foi localizado e preso por policiais civis em uma casa no Morro do Meio, em Joinville.

 

Tony Ramos recebe alta do hospital

O ator Tony Ramos recebeu alta do hospital na manhã desta sexta-feira (24), após passar por duas cirurgias no cérebro. A informação foi confirmada pelo Hospital Samaritano Botafogo.

“O Hospital Samaritano Botafogo informa que o ator Tony Ramos recebeu alta hospitalar na manhã dessa sexta-feira (24/5)”, diz a nota.

Tony Ramos foi internado no hospital na quinta-feira (16), após se sentir mal durante a manhã e cancelar as gravações. No mesmo dia, o ator passou por uma cirurgia para drenar um hematoma subdural.

Ministério da Justiça notifica 20 planos de saúde por cancelamentos

 

Um total de 20 operadoras de planos de saúde terá dez dias para responder à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça e Segurança Pública sobre cancelamentos unilaterais de contratos nos últimos dias. A pasta notificou as empresas, em meio a um aumento significativo do número de reclamações de consumidores.

Segundo o Ministério da Justiça, o sistema ProConsumidor registrou 231 reclamações; o Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec Nacional) teve 66 ocorrências; e a plataforma consumidor.gov.br recebeu 1.753 queixas sobre cancelamentos unilaterais de contratos. A pasta destaca que o volume de reclamações indica uma preocupação crescente entre os consumidores, especialmente aqueles em situações de vulnerabilidade, como pacientes em tratamento contínuo para condições graves, como câncer e autismo.

Além dos sistemas do Ministério da Justiça, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) registrou aumento significativo no número de Notificações de Investigação Preliminar (NIPs). As notificações, informou o ministério, foram feitas com base no Código de Defesa do Consumidor e no Artigo 5º da Constituição, que assegura a proteção do consumidor como direito fundamental e princípio da ordem econômica.

Segundo o secretário Nacional do Consumidor, Wadih Damous, o ministério está empenhado em garantir a transparência e a segurança na relação entre as operadoras de saúde e os consumidores, tomando medidas rigorosas para coibir abusos. A rescisão unilateral dos contratos em pouco tempo, destaca a Senacon, impede a busca por alternativas viáveis, tornando-se mais grave no caso de beneficiários que precisam de assistência contínua ou no longo prazo que repentinamente ficam sem cobertura médica essencial.

As operadoras têm até dez dias para enviar suas respostas à Senacon por meio de protocolo físico ou eletrônico. As empresas deverão usar a ferramenta “Peticionamento Intercorrente”, disponível no site do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Planos e associações notificadas:

• Unimed nacional;

• Bradesco Saúde;

• Amil;

• SulAmérica;

• Notre Dame Intermédica;

• Porto Seguro Saúde;

• Golden Cross;

• Hapvida;

• Geap Saúde;

• Assefaz;

• Omint;

• One Health;

• Prevent Senior;

• Assim Saúde;

• MedSênior;

• Care Plus;

• Unidas – União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde;

• FenaSaúde – Federação Nacional de Saúde Suplementar;

• Abramge – Associação Brasileira de Planos de Saúde;

• Ameplan – Associação de Assistência Médica Planejada.

 

Fonte Agência Brasil

Universidades federais mantêm greve


As universidades e institutos federais de ensino superior (Ifes) vão continuar em greve. As entidades coordenadoras da paralisação disseram que não pretendem assinar o acordo anunciado pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos na segunda-feira (20). Em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (24), as entidades cobraram a continuidade das negociações.

Na quarta-feira (22), o ministério encaminhou comunicado às entidades informando que estavam encerradas as negociações com os professores das universidades e institutos federais. Segundo o texto, o encontro marcado para a próxima segunda-feira (27) tem como objetivo a assinatura de um termo de acordo, “não restando, portanto, margem para recepção de novas contrapropostas”.

O presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) Gustavo Seferian, disse que o comunicado demonstra a intransigência do governo, ao decretar de forma unilateral o fim das negociações. “Repudiamos a interrupção unilateral do processo democrático de negociação pelo governo federal”, afirmou Seferian, em entrevista coletiva. “Queremos seguir conversando com o governo federal e entendemos que há, sim, espaço no orçamento deste ano para comportar, não só as demandas remuneratórias, mas sobretudo a recomposição de investimentos nas instituições federais de ensino superior.”

A greve dos professores e dos técnicos administrativos das instituições federais de ensino superior e colégios federais começou em 15 de abril. Segundo balanço do Andes, assembleias realizadas até o dia de hoje nas instituições de ensino indicam a continuidade da greve em 59 universidades e mais de 560 colégios federais.

Pela proposta do governo, apresentada em maio, os professores de universidades e colégios federais teriam aumento de 13,3% a 31% até 2026. Os reajustes, entretanto, só começariam a ser aplicados em 2025.

Os índices de reajuste deixarão de ser unificados e variarão com base na categoria. Os que ganham mais terão o aumento mínimo de 13,3%. Quem recebe menos ganhará o reajuste máximo de 31%. Com o reajuste linear de 9% concedido ao funcionalismo federal em 2023, o aumento total ficará entre 23% e 43% no acumulado de quatro anos, informou o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.

Um dos questionamentos da categoria é que a proposta não prevê nenhum reajuste este ano. “Nesse momento, temos mais de 30 assembleias, já concluídas e em curso, que vêm sinalizando rechaço à proposta do governo federal. A greve não só continua, mas segue mais forte do que nunca”, afirmou Seferian.

Segundo o comando de greve, há espaço no orçamento para atender às demandas da categoria, a partir do desbloqueio de R$ 2,9 bilhões no relatório orçamentário, informado pelo governo na quarta-feira (22). De acordo com os líderes do movimento, o recurso deve ser voltado para recompor as perdas salariais dos últimos anos.

“O secretário de Orçamento Federal, Paulo Bijos, disse que esse recurso é um colchão de segurança para acomodar futuras pressões de aumento de despesas obrigatórias. Vamos fazer pressão e dormir nesse colchão”, disse David Lobão, integrante da direção do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinafese).

Lobão lembrou que os institutos federais sofreram um processo de sucateamento nos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro e defendeu mais recursos para as instituições. Na avaliação do professor, a pauta da recomposição orçamentária das instituições é incontornável.

“No governo Dilma [Rousseff, tivemos um bom investimento nos institutos federais em nível semelhante ao dos países que mais investem em educação, e nosso instituto foi parar no portal da ONU [Organização das Nações Unidas] como a terceira melhor escola do ensino médio do mundo, perdendo apenas para Cingapura e Finlândia. Estamos lutando agora para retomar esse instituto, para reconstruir esse instituto”, concluiu.

Lula
A coordenadora-geral do Sinasefe, Artemis Matins, destacou que a expectativa dos trabalhadores é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se sensibilize e ajude a destravar as negociações. Segundo Artemis, isso demonstraria de fato que a defesa da educação feita pelo presidente é efetiva.

Em março, ao anunciar a construção de mais 100 institutos federais, o presidente disse que o investimento em educação fará com que o Brasil vire um país de primeiro mundo.

“Temos expectativa de sermos recebidos pelo presidente Lula, dialogarmos com ele para que ele assuma o processo de negociação, para que a educação ocupe, de modo concreto, na realidade, o lugar que tem ocupado no discurso dele”, disse.

Quanto ao pessoal técnico-administrativo, as negociações ainda estão em curso. Para a categoria, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos propôs, na terça-feira (21), aumento médio de 28% no período 2023-2026, sendo 37,6% nas carreiras que ganham menos. Isso considerando o reajuste de 9% já concedido em 2023. A proposta também prevê recomposição de benefícios, manutenção de parcela referente a incentivo à qualificação proporcional ao vencimento básico e redução do período de interstício de 18 para 12 meses.

De acordo com a coordenadora-geral da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições de Ensino Superior (Fasubra) Ivanilda Reis, a categoria apoia o pleito dos docentes e repudia a posição do ministério quanto ao fim das negociações. Nova rodada de conversas deve ocorrer no início de junho.

“Apresentamos nosso repúdio ao que foi colocado para o Andes. Apesar de ainda não termos data, nem termos recebido mensagem nos colocando nessa situação, estamos no posicionando dessa forma”, disse Ivanilda. “O que conversamos e estamos apontando para a categoria é que nossa proposta está sendo discutida [com o governo], nossa contraproposta está sendo apresentada e que mesa de negociação tem que ser para negociação”, defendeu.

Ministério
Em nota, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos diz que o ganho acumulado dos docentes nos quatro anos será de 28% a 43%, dependendo da categoria, classe e titulação, considerando o reajuste de 9% concedido em 2023, que incide na folha deste ano. Segundo a pasta, neste ano, todos os servidores receberão auxílio-alimentação de R$ 1 mil – um aumento de mais de 150% em relação ao governo anterior.

“Após cinco rodadas de negociação com as entidades representativas dos servidores da educação, o governo informou que essas eram as propostas finais, apresentadas em reunião de negociação específicas com os docentes (em 15 de maio) e técnicos administrativos em educação (em 21 de maio)”, diz a nota.

Fonte Agência Brasil

Lei Maria da Penha é alterada para impor sigilo do nome de vítimas em processos


A Lei Maria da Penha sofreu alterações. Com a mudança, nomes de vítimas em processos que apuram crimes praticados no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher ficaram sob sigilo.

A alteração foi publicada na edição desta quarta-feira (22) do Diário Oficial da União. No documento, é informado que a lei entrará em vigor após 180 dias corridos da data da publicação oficial.

A Lei nº 11.340 foi sancionada em 2006. O nome da lei é em homenagem a Maria da Penha, mulher que sofreu duas tentativas de feminicídio e ficou paraplégica após ser atingida por um disparo efetuado pelo marido.

Modelo fatura mais de R$ 30 mil com fetiche de perna quebrada


A modelo britânica Chloe Welsh, de 36 anos, afirma que fatura 5 mil libras (cerca de R$ 32 mil) por mês, em sua conta no OnlyFans, fingindo ter quebrado a perna. Ela, que já tinha fraturado os pés ao cair de um táxi, em 2017, abraçou o fetiche dos fãs.

“Eu pensei, bem, já estive engessada antes, então por que não?”, disse em entrevista ao jornal “Daily Mail”.
“Tenho todo o equipamento, mas fazer o gesso é difícil. Faz uma bagunça, e tentar removê-lo é horrível. E eu faço tudo sozinha”, explicou.

Chloe até comprou equipamentos para tornar a experiência mais atrativa e realista.

“Eu até tenho muletas para combinar com o visual agora, está realmente descolado”.
Os assinantes fazem sugestões à modelo. Um pediu para que ela engessasse o corpo todo. Porém, ela disse que só por muito dinheiro. Já outro pediu para Chloe usar barriga falsa e ficar numa cadeira de rodas.

“Sempre me pediram para fazer coisas estranhas, fui acorrentada a uma cadeira e recebi cócegas, tenho a mente bastante aberta. Eu nunca conseguiria ganhar tanto dinheiro com um trabalho normal e acho que posso continuar fazendo isso para sempre”, conta.

PRF apreende 4 toneladas de maconha em caminhão de doações para RS

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu quatro toneladas de maconha, armazenadas em tablets, em um fundo falso de um caminhão que transportava doações para vítimas de enchentes no Rio Grande do Sul. O caso ocorreu na terça-feira (21).

Agentes da PRF informaram que o veículo saiu da cidade de Toledo, Paraná, e foi interceptado em Palhoça, Santa Catarina. Na abordagem, os policiais iniciaram uma vistoria e encontraram a droga.

A droga estava escondida em meio aos itens de doação como água, alimento, ração para animais e roupas.

O motorista do caminhão foi levado para a Polícia Federal em Florianópolis. Em depoimento, o condutor informou que recebeu um pagamento extra para transportar os itens, mas que desconhece a origem da droga. Ele vai responder pelo crime de tráfico de drogas.

A apreensão foi a segunda envolvendo caminhões que transportavam doações para o Rio Grande do Sul.