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Entenda sobre descriminalização do porte de maconha


Após nove anos de sucessivas interrupções, por 6 votos a 3, o Supremo Tribunal Federal (STF) finalizou nesta quarta-feira (26) o julgamento que descriminalizou o porte de maconha para uso pessoal e fixou a quantia de 40 gramas para diferenciar usuários de traficantes.

Com a decisão, não comete infração penal quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo até 40 gramas de maconha para consumo pessoal. A decisão deverá ser aplicada em todo o país após a publicação da ata do julgamento, que deve ocorrer nos próximos dias.

A decisão do Supremo não legaliza o porte de maconha. O porte para uso pessoal continua como comportamento ilícito, ou seja, permanece proibido fumar a droga em local público, mas as consequências passam a ter natureza administrativa e não criminal.

O Supremo julgou a constitucionalidade do Artigo 28 da Lei de Drogas (Lei 11.343/2006). Para diferenciar usuários e traficantes, a norma prevê penas alternativas de prestação de serviços à comunidade, advertência sobre os efeitos das drogas e comparecimento obrigatório a curso educativo.

A lei deixou de prever a pena de prisão, mas manteve a criminalização. Dessa forma, antes da decisão da Corte, usuários de drogas eram alvos de inquérito policial e processos judiciais que buscavam a condenação para o cumprimento dessas penas alternativas.

Principais pontos de decisão
Punição administrativa

A Corte manteve a validade da Lei de Drogas, mas entendeu que as consequências são administrativas, deixando de valer a possibilidade de cumprimento de prestação de serviços comunitários.

A advertência e presença obrigatória em curso educativo seguem mantidas e deverão ser aplicadas pela Justiça em procedimentos administrativos, sem repercussão penal.

O registro de antecedentes criminais também não poderá ser avaliado contra os usuários.

Usuário x Traficante

A Corte fixou que deve ser de 40 gramas ou seis plantas fêmeas de cannabis a quantidade de maconha para caracterizar porte para uso pessoal e diferenciar usuários e traficantes.

O cálculo foi feito com base nos votos dos ministros que fixaram a quantia entre 25 e 60 gramas nos votos favoráveis à descriminalização. A partir de uma média entre as sugestões, a quantidade de 40 gramas foi fixada.

A decisão também permite a prisão por tráfico de drogas nos casos de quantidade de maconha inferiores a 40 gramas. Nesses casos, deverão ser considerados pelos delegados indícios de comercialização, apreensão de balança para pesar o entorpecente e registros de vendas e de contatos entre traficantes.

Delegacia
A decisão não impede abordagens policiais, e a apreensão da droga poderá ser feita pelos agentes.

Os usuários poderão ser levados para uma delegacia quando forem abordados pela polícia portando maconha. Caberá ao delegado pesar a droga, verificar se a situação realmente pode ser configurada como porte para uso pessoal. Em seguida, o usuário será notificado a comparecer à Justiça.

Contudo, não pode ocorrer prisão em flagrante no caso de usuário.

Revisão
Após o julgamento, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, disse que a decisão pode retroagir para atingir pessoas condenadas pela Justiça.

Segundo ele, a decisão pode beneficiar pessoas exclusivamente condenadas por porte de até 40 gramas de maconha, sem ligações com o tráfico. A revisão da pena não é automática e só poderia ocorrer por meio de um recurso apresentado à Justiça.

“A regra básica em matéria de Direito Penal é que a lei não retroage se ela agravar a situação de quem é acusado ou esteja preso. Para beneficiar, é possível”, afirmou.

Fonte Agência Brasil

Taxa para compras de até US$ 50 não incidirá sobre medicamentos


A cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre compras de até US$ 50 pela internet não incidirá sobre medicamentos comprados por pessoas físicas, anunciou o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. Segundo ele, uma medida provisória (MP) para esclarecer a isenção será editada nesta sexta-feira (28).

“Do jeito que estava o texto, poderia suscitar uma dúvida se existiria a taxação para medicamentos que são importados por pessoas físicas. Vai sair uma medida provisória, publicada nesta sexta, que deixa claro que importação de medicamentos por pessoas físicas está isento de qualquer taxação adicional. Mantém as regras de isenção hoje”, disse Padilha.

De acordo com o ministro, a MP também estabelecerá o início da cobrança da taxa de 20% em 1º de agosto. Ele disse que esse prazo dará tempo para que a Receita Federal faça as regulamentações necessárias e adapte os sistemas para a cobrança.

“A medida provisória deixa claro que a vigência é a partir de 1º de agosto. Isso permite a organização da Receita e a própria adaptação das plataformas para que tenha essa cobrança”, declarou o ministro, após a assinatura da lei que cria o Programa Mover e instituiu a taxação das compras de até US$ 50 pela internet..

Durante a cerimônia de assinatura, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, também mencionou a necessidade de manter os medicamentos isentos. “O que o presidente Lula quer é excluir os medicamentos porque há pessoa física importando medicamentos para alguns tipos de moléstias, de doenças. Então você exclui os medicamentos”, afirmou.

Como funcionará
Desde agosto do ano passado, as compras de até US$ 50 em sites internacionais eram isentas de Imposto de Importação, desde que os sites estivessem inscritos no Programa Remessa Conforme, que garante liberação acelerada da mercadoria. As transações, no entanto, pagavam 17% de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo arrecadado pelos estados, com as guias sendo cobradas pelos sites ainda no exterior.

No fim de maio, a Câmara dos Deputados aprovou a taxação federal de 20% como uma emenda à lei que criou o Programa Mover, de incentivo à indústria automotiva. O Senado aprovou o texto no início de junho.

Com a sanção da lei, as mercadorias passarão a pagar, além do ICMS, 20% de Imposto de Importação sobre o valor de até US$ 50 ou 60% caso o produto custe acima desse valor. Para itens entre US$ 50,01 e US$ 3 mil, será concedido um desconto de US$ 20 na tarifa.

Fonte Agência Brasil

Supremo fixa 40g de maconha para usuário


O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quarta-feira (26), fixar em 40 gramas ou seis plantas fêmeas de Cannabis sativa a quantidade de maconha para caracterizar porte para uso pessoal e diferenciar usuários e traficantes.

A definição é um desdobramento do julgamento no qual a Corte decidiu ontem (25) descriminalizar o porte de maconha para uso pessoal.

O cálculo foi feito com base nos votos dos ministros que fixaram a quantia entre 25 e 60 gramas nos votos favoráveis à descriminalização. A partir de uma média entre as sugestões, a quantidade de 40 gramas foi fixada.

Como fica
A descriminalização não legaliza o uso da droga. O porte de maconha continua como comportamento ilícito, ou seja, permanece proibido fumar a droga em local público, mas as consequências do porte passam a ter natureza administrativa, e não criminal.

A decisão não impede abordagens policiais, e a apreensão da droga poderá ser realizada pelos agentes. Nesses casos, os policiais deverão notificar o usuário para comparecer à Justiça.

Entenda
O Supremo julgou a constitucionalidade do Artigo 28 da Lei de Drogas (Lei 11.343/2006). Para diferenciar usuários e traficantes, a norma prevê penas alternativas de prestação de serviços à comunidade, advertência sobre os efeitos das drogas e comparecimento obrigatório a curso educativo.

A lei deixou de prever a pena de prisão, mas manteve a criminalização. Dessa forma, usuários de drogas ainda são alvo de inquérito policial e processos judiciais que buscam o cumprimento das penas alternativas.

Com a decisão, a Corte Suprema manteve a lei, mas entendeu as consequências são administrativas, deixando de valer a possibilidade de cumprimento de prestação de serviços comunitários. A advertência e a presença obrigatória em curso educativo estão mantidas e deverão ser aplicadas pela Justiça em procedimentos administrativos, sem repercussão penal.

O registro de reincidência penal também não poderá ser avaliado contra os usuários.

Competência do STF
Durante a sessão, o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, rebateu as acusações sobre invasão de competência para julgar a descriminalização. Ontem, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse que cabe ao Congresso decidir a questão.

Barroso disse que o Supremo deve decidir o caso porque recebe e julga os habeas corpus de presos. “Essa é tipicamente uma matéria para o Poder Judiciário. Nós precisamos ter um critério para definir se a pessoa deve ficar presa, ou não, ou seja, se nós vamos produzir um impacto dramático na vida de uma pessoa, ou não. Não há papel mais importante para o Judiciário do que decidir se a pessoa deve ser presa, ou não”, afirmou.

Delegacia
Pela decisão, os usuários poderão ser levados para uma delegacia quando forem abordados pela polícia portando maconha. Caberá ao delegado pesar a droga, verificar se a situação realmente pode ser configurada como porte para uso pessoal e encaminhar o caso para a Justiça.

As novas regras para usuários serão válidas até o Congresso aprovar nova regulamentação sobre o tema.

A decisão do Supremo também permite a prisão por tráfico de drogas nos casos de quantidade de maconha inferiores a 40 gramas. Nesses casos, deverão ser considerados pelos delegados indícios de comercialização da droga, apreensão de balança para pesar o entorpecente e registros de vendas e de contatos entre traficantes.

General é preso após tentativa de golpe na Bolívia


Em uma tentativa frustrada de golpe, o ex-comandante do Exército da Bolívia Juan José Zúñiga e soldados aliados invadiram o Palácio Quemado, antiga sede do governo.
O general Juan José Zúñiga foi preso após a tentativa de golpe contra o presidente Luis Arce nesta quarta-feira (26). Ele foi detido em frente à sede do Exército boliviano em La Paz, capital do país, e levado para a sede da Força Especial de Luta Contra o Crime (FELCC) para prestar esclarecimentos.
Ministério Público acusa o general de ter cometido “crimes de terrorismo e levante armado contra a segurança e a soberania do Estado”. Ele liderou uma tentativa de golpe nesta quarta-feira, que começou na praça Murillo, em frente ao palácio do governo. Ele reuniu outros militares e tentou entrar no edifício, mas foi abordado pelo próprio presidente Arce, que ordenou o recuo do general.

O chefe do Executivo boliviano trocou o alto comando das Forças Armadas e convocou organizações populares à praça para uma “vigília pela democracia”.

Os novos chefes da Aeronáutica, Marinha e Exército foram empossados aos gritos de “os golpistas não passarão”. “Que nossos próceres da libertação e nossos herois os abençoem ou os castiguem. Ficam posicionados como comandantes das Forças Armadas Nacionais da Bolívia”, disse Arce, em cerimônia ocorrida na Casa Grande del Pueblo, a sede de governo da Bolívia.

Após ser preso, o general tentou colocar a responsabilidade da tentativa de golpe em Arce. “O presidente me disse que a situação está muito complicada, muito crítica. É preciso preparar alguma coisa para aumentar minha popularidade. [Perguntei ao presidente] Devo tirar os blindados? [Ele me respondeu] Tire. Depois, no domingo à noite, os veículos blindados começam a descer”, afirmou o general em frente à sede do Exército.

A tentativa causou rápidas reações internacionais rejeitando a quartelada. A Organização dos Estados Americanos (OEA), diversos países como Brasil, México, Venezuela, Cuba e Honduras, além de organizações e movimentos populares se colocaram contra as mobilizações.

Os movimentos golpistas aconteceram dois dias depois de o Ministério das Relações Exteriores da Bolívia convocar a Encarregada de Negócios dos Estados Unidos, Debra Hevia, para explicar as ações dos funcionários da embaixada dos EUA. O ministro da Economia da Bolívia, Marcelo Montenegro, havia dito que a representação diplomática estadunidense estava envolvida em um “golpe suave”. A embaixada reagiu e rejeitou o que chamou de “falsas declarações” do boliviano.

Quem é o general

O ex-comandante do Exército Boliviano Juan José Zúñiga é visto como a principal liderança da tentativa de golpe contra Luís Arce.

Zúñiga foi afastado do cargo que ocupava desde 2022 na terça-feira (25), após ameaçar o ex-presidente Evo Morales. O militar de alta patente se opõe à candidatura Morales para disputar as eleições do ano que vem.

Em declarações recentes ele chegou a dizer que Morales “não pode mais ser presidente deste país” e afirmou que estaria disposto a oferecer a vida “pela defesa e unidade da pátria”.

Nesta quarta-feira (26), Zúñiga liderou um levante na Plaza Murillo em La Paz e, acompanhado de seus seguidores, invadiu o Palácio Presidencial.

Em 2013, foi acusado de desvio e roubo de mais de 2,7 milhões de pesos bolivianos. A verba deveria ser destinada ao pagamento de programas sociais. O militar foi punido com sete dias de prisão por desfalque e falsificação de documentos.

Órgãos de migração foram acionados para evitar a fuga de Zúñiga do país. O Ministério Público abriu investigação para apurar as irregularidades cometidas pelo general e a cúpula militar.

Medicação similar ao Ozempic chega ao Brasil


O Wegovy vai estar disponível para comercialização no Brasil a partir de agosto deste ano. O medicamento, assim como o Ozempic, é utilizado para o tratamento de obesidade, ambos são fabricados pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk.

Na maioria das vezes os medicamentos  usados para emagrecer fazem mais mal a saúde do que o bem. Nunca tome remédio sem acompanhamento de um médico

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (26) pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A chegada do produto no Brasil também será o início da comercialização do medicamento na América Latina. Ele já está disponível em 10 países. O preço máximo do medicamento no mercado brasileiro será em torno de R$ 955 a R$ 2.634, segundo definição da Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos).
O Wegovy é considerado o 1º medicamento injetável à base de semaglutida voltado exclusivamente para o tratamento da obesidade. O Ozempic, apesar de também ser utilizado com o objetivo de perda de peso, é indicado para tratar a diabetes tipo 2. O uso para o emagrecimento não consta na prescrição da bula.

A semaglutida funciona imitando a ação do GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon humano). Ele reduz a fome e retarda o esvaziamento do estômago.

Casal de influenciadores é preso por suspeita de fraude no jogo do tigrinho


A Polícia Civil de Alagoas prendeu um casal de influenciadores nesta terça-feira (25) em uma nova fase da operação Game Over, que investiga influencers que incentivam seus seguidores a fazerem apostas no “jogo do tigrinho”, caça-níquel popular na internet.

Paulinha Ferreira e Ygor Ferreira foram presos em casa, num condomínio na cidade de Marechal Deodoro, na região metropolitana de Maceió. Contra eles foram cumpridos mandados de prisão preventiva expedidos pela 17ª Vara criminal da capital.
Ainda nesta terça, o casal passou por audiência de custódia e foi liberado, mas terá que cumprir medidas cautelares. Eles tiveram carros e joias apreendidos e contas bloqueadas. A reportagem não conseguiu localizar a defesa dos influenciadores.

Segundo a Polícia Civil, não houve resistência durante a prisão preventiva. Além dos influencers, outras pessoas ainda serão ouvidas pelos agentes.

A investigação apontou que o casal utilizava contas demonstrativas “viciadas” do jogo online, com ganhos certos. De acordo com a polícia, os influencers recebiam de intermediadores acessos adulterados para ganhar sempre e, assim, captar mais apostadores.
Após a prisão, Paulinha e Ygor Ferreira desativaram seus perfis nas redes sociais onde compartilhavam a rotina de uma vida de luxo e ostentava viagens e carros conversíveis.

Eles estavam em Dubai quando a Polícia Civil deflagrou a operação Game Over. O casal desembarcou na capital alagoana no dia 23 de junho.

Chimpanzé de Michael Jackson ganha mesada de R$ 11 mil


Michael Jackson criava diversos animais no rancho Neverland, mas um deles tinha destaque, o chimpanzé Bubbles. Após a morte do cantor, em 25 de junho de 2009, o animal chegou a “receber” uma herança de quase 2 milhões de dólares.

O valor foi aplicado em uma conta e os rendimentos mensais chegam a cerca de R$ 11 mil e funcionam como uma espécie de mesada para o primata.
Hoje com 41 anos, Bubbles vive em um luxuoso santuário de animais na Flórida, o Center for Great Apes (Centro para Grandes Primatas, em tradução livre).

No local, ele faz atividades como pintura e gosta de ouvir música. Esse é o segundo centro em que ele morou após o rancho.

No rancho Neverland, ele chegou ainda pequeno, em 1986, quando foi comprado pelo artista.
Os dois andavam grudados e ele chegou a dormir em um berço no quarto de Jackson e até mesmo usar o banheiro do cantor, além de vestir roupas parecidas com as dele.

Em 2003, o chimpanzé foi levado a um santuário por decisão do próprio Michael.

A ordem veio quando o animal chegou à fase adulta e se tornou mais agressivo, o que fez o cantor temer um ataque ao filho mais novo, Bigi, que na época era um bebê.

STF descriminaliza o porte de maconha para uso pessoal

Por 8 votos a 3, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (25) descriminalizar o porte de maconha para uso pessoal. O julgamento foi concluído após nove anos de sucessivas suspensões.

Com a decisão, o porte de maconha continua como comportamento ilícito, ou seja, permanece proibido fumar a droga em público, mas as punições definidas contra os usuários passam a ter natureza administrativa, e não criminal. Dessa forma, deixam de valer a possibilidade de registro de reincidência penal e de cumprimento de prestação de serviços comunitários.
A Corte deixou para a sessão de amanhã (26) a definição sobre a quantidade de maconha que deve caracterizar uso pessoal e diferenciar usuários e traficantes. Pelos votos já proferidos, a medida deve ficar entre 25 e 60 gramas ou seis plantas fêmeas de cannabis.

Entenda

O Supremo julgou a constitucionalidade do Artigo 28 da Lei de Drogas (Lei 11.343/2006). Para diferenciar usuários e traficantes, a norma prevê penas alternativas de prestação de serviços à comunidade, advertência sobre os efeitos das drogas e comparecimento obrigatório a curso educativo.

A lei deixou de prever a pena de prisão, mas manteve a criminalização. Dessa forma, usuários de drogas ainda são alvos de inquérito policial e processos judiciais que buscam o cumprimento das penas alternativas.

A maioria dos ministros decidiu manter a validade da lei, mas entendeu que as punições previstas contra usuários não possuem natureza criminal.

Não é legalização

Durante a sessão, o presidente do Supremo, ministro Luís Roberto Barroso, ressaltou que a Corte não está decidindo sobre a legalização da maconha e que o consumo permanece como conduta ilícita.

“Em nenhum momento estamos legalizando ou dizendo que o consumo de drogas é uma coisa positiva. Pelo contrário, nós estamos apenas deliberando a melhor forma de enfrentar essa epidemia que existe no Brasil e que as estratégias que temos adotado não estão funcionando porque o consumo só faz aumentar e o poder do tráfico também”, afirmou.

Votos

O julgamento começou em 2015, quando o relator, ministro Gilmar Mendes, votou pela descriminalização do porte de qualquer tipo de droga. No entanto, após os votos que foram proferidos pelos demais ministros, Mendes restringiu a liberação somente para a maconha, com fixação de medidas para diferencial consumo próprio e tráfico de drogas.

No mesmo ano, votou pela descriminalização somente do porte de maconha, deixando para o Congresso a fixação dos parâmetros.

Em seguida, Luís Roberto Barroso entendeu que a posse de 25 gramas não caracteriza tráfico ou o cultivo de seis plantas fêmeas de cannabis.

Após pedidos de vista que suspenderam o julgamento, em agosto do ano passado, o ministro Alexandre de Moraes propôs a quantia de 60 gramas ou seis plantas fêmeas. A descriminalização também foi aceita pelo voto para ministra Rosa Weber, que está aposentada.

Em março deste ano, os ministros Cristiano Zanin, André Mendonça e Nunes Marques defenderam a fixação de uma quantidade para diferenciar usuários e traficantes, mas mantiveram a conduta criminalizada, conforme a Lei de Drogas. Novamente, o julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro Dias Toffoli.

Na semana passada, o julgamento foi retomado com o voto do Toffoli, que abriu uma terceira via. Para o ministro, a Lei de Drogas é constitucional e já descriminalizou o porte. No entanto, Toffoli sugeriu dar prazo para o Congresso definir a quantidade para diferenciar usuário e traficante.

Na sessão de hoje, Toffoli esclareceu seu voto e disse que está com a maioria contra a descriminalização.

Em seguida, Luiz Fux e ministra Cármen Lúcia também votaram pelo reconhecimento da descriminalização.

Fonte: Agência Brasil

Médico viraliza ao orar por pacientes antes de cirurgias


O cirurgião maxilofacial Rafael Evaristo viralizou nas redes sociais com um vídeo em que faz oração  junto à sua equipe antes de iniciar os procedimentos cirúrgicos, o que emocionou mais de 540 mil usuários do Instagram.

O Dr. Rafael Evaristo publicou um vídeo que mostra sua rotina de procedimentos e um momento de oração com a equipe que o assiste: de mãos dadas, os médicos oram para que Deus abençoe as quatro cirurgias que seriam realizadas em seguida, e também intercedem pela recuperação dos pacientes.
“Senhor Jesus, nós estamos aqui hoje para fazermos a cirurgia da Lorena e outros três pacientes. Quero pedir que você esteja presente em todos os momentos. Eu sei que você consegue auxiliar o processo cirúrgico, o pós-operatório desses pacientes”, orou o cirurgião.

Evaristo também lembrou das pessoas representadas pela equipe: “Tenho certeza que eles terão o melhor tratamento, a melhor experiência e o melhor resultado. Quero pedir que você acompanhe todos nós neste final de semana e que essa proteção se estenda a todos os nossos familiares. Amém!”.

De acordo com informações do portal Guia-me, o cirurgião realiza procedimentos de correção facial, como remoção de papada: “Graças a Deus, temos a oportunidade de realizar tantos sonhos e transformar tantas vidas. Concluímos mais uma semana repleta de bênçãos, transformações, aprendizado e muito amor”, comentou o próprio cirurgião na publicação feita no Instagram.
O vídeo já ultrapassou 5,6 milhões de visualizações no Instagram, com 543 mil curtidas e inúmeros comentários em elogio à atitude do profissional cristão: “O médico pedindo a intervenção dos Médicos dos Médicos”, escreveu um.

Outro internauta também comentou: “Glória a Deus! Fomos chamados para servir em todas as áreas da sociedade e em todas elas devemos representar a imagem e a semelhança de Deus”.

“Ver um representante da ciência reconhecer que Jesus é soberano e convidando-o para estar presente em seu centro cirúrgico é de emocionar”, alegrou-se outro usuário da rede social.

Genro de Valdemiro Santiago é investigado por golpe contra ele


A Justiça de São Paulo está investigando um caso complexde golpe envolvendo o líder religioso Valdemiro Santiago e seu ex-genro, o empresário Filipe Iannie. Segundo a investigação policial, Iannie é acusado de tentar aplicar um golpe milionário contra Santiago, envolvendo falsificação de documentos e associação criminosa.

O caso remonta a novembro de 2023, quando Iannie se tornou réu sob acusação de tentar obter ilegalmente R$ 15 milhões de Valdemiro Santiago. O empresário teria agido em represália ao término de seu casamento com Raquel Santiago, filha do líder da Igreja Mundial do Poder de Deus.

Segundo informações do processo, obtidas pela reportagem em segredo de Justiça, Iannie teria falsificado um documento de confissão de dívida, assinado por Valdemiro, para garantir uma suposta dívida de R$ 15 milhões. Esse documento foi usado como base para a apreensão de uma aeronave pertencente à empresa de Valdemiro, a Intertevê, sob alegações de uma dívida inexistente com o Nacional Bank.

Valdemiro Santiago procurou o 1º Distrito Policial de São Paulo, na Sé, na tarde de 11 de março de 2023, para registrar um boletim de ocorrência contra Iannie, que também foi procurador do apóstolo.

A investigação da polícia revelou que o esquema criminoso foi planejado e executado por meio de mensagens de texto, principalmente pelo aplicativo WhatsApp.

O diálogo entre Iannie e seu advogado, Felício Rosa Valarelli Júnior, foi crucial para os investigadores, mostrando detalhes da falsificação e do plano para se apropriar da aeronave.

A aeronave foi colocada como garantia de pagamento, no entanto, segundo a investigação, a dívida nunca existiu.

O fundador da Mundial diz “que nunca soube desse negócio, não autorizou, tampouco soube qual a destinação dada ao dinheiro”, e que “nunca assinou procuração concedendo esses poderes a Filipe, sendo que a única que lhe deu foi específica para questões internas da empresa perante os funcionários”.

aldemiro acusa Iannie de ter agido de “forma sorrateira devido ao divórcio ocorrido com sua filha, Raquel”. Além dele, a outra filha, Juliana, concorda com Valdomiro.

Juliana disse em depoimento à polícia que “tudo isso está sendo feito por seu cunhado de forma ilícita e vingativa, haja vista o divórcio de Filipe com sua irmã, Raquel”.

Em seu depoimento à polícia, Iannie inicialmente confessou seu envolvimento no esquema, justificando suas ações como uma forma de buscar justiça após sua separação de Raquel Santiago. No entanto, posteriormente, ele voltou atrás em suas declarações, alegando ter sido coagido por Valdemiro a confessar o crime.

O Ministério Público de São Paulo já ofereceu denúncia contra quatro envolvidos, incluindo Iannie, Valarelli, Ligia de Mesquita Polido (presidente do Nacional Bank) e Edner Carlos Bastos (advogado do banco). Todos são acusados de associação criminosa, uso de documento falso e falsificação de documento particular.