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DECLARAÇÃO FINAL CÚPULA DOS POVOS NA RIO+20

 

Leia abaixo a declaração final da Cúpula dos Povos que ressalta a união de todos os povos para o bem comum de todos os povos, que de certa forma elogia esse momento historico em que vivenciamos a união de todos os tipos de movimentos socias e de povos de toda  a parte do mundo procurando soluções para todo os tipos de problemas do planeta e sintetizada em um documento de quatro páginas e 20 parágrafos ataca a mercantilização da vida repudia todo e qualquer tipo de preconceito e faz a defesa dos bens comuns e da justiça social e ambiental. A cúpula reuniu durante oito dias representantes da sociedade civil em atividades paralelas à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20. Ela critica as instituições financeiras multilaterais, as coalizações a serviço do sistema financeiro, como o G8 e G20, a captura corporativa das Nações Unidas e a maioria dos governos, “por demonstrarem irresponsabilidade com o futuro da humanidade e do planeta”.

A declaração ressalta que houve retrocessos na área dos direitos humanos em relação ao Fórum Global, que reuniu a sociedade civil também no Aterro do Flamengo, durante a Rio92.

A economia verde, tão festejada na Rio+20 por líderes mundiais e empresários, foi desqualificada pelos participantes da cúpula.

O documento exige o reconhecimento do trabalho das mulheres e afirma o feminismo como instrumento da igualdade e a autonomia das mulheres sobre seus corpos. Também enfatiza o fortalecimento das economias locais como forma de garantir uma vida sustentável.

Ao final são destacados oito eixos de luta e termina com uma exortação à mobilização.

DECLARAÇÃO FINAL
CÚPULA DOS POVOS NA RIO+20 POR JUSTIÇA SOCIAL E AMBIENTAL
EM DEFESA DOS BENS COMUNS, CONTRA A MERCANTILIZAÇÃO DA VIDA.
Movimentos sociais e populares, sindicatos, povos, organizações da sociedade civil e ambientalistas de todo o mundo presentes na Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental, vivenciaram nos acampamentos, nas mobilizações massivas, nos debates, a construção das convergências e alternativas, conscientes de que somos sujeitos de uma outra relação entre humanos e humanas e entre a humanidade e a natureza, assumindo o desafio urgente de frear a nova fase de recomposição do capitalismo e de construir, através de nossas lutas, novos paradigmas de sociedade.
A Cúpula dos Povos é o momento simbólico de um novo ciclo na trajetória de lutas globais que produz novas convergências entre movimentos de mulheres, indígenas, negros, juventudes, agricultores/as familiares e camponeses, trabalhadore/as, povos e comunidades tradicionais, quilombolas, lutadores pelo direito a cidade, e religiões de todo o mundo. As assembléias, mobilizações e a grande Marcha dos Povos foram os momentos de expressão máxima destas convergências.
As instituições financeiras multilaterais, as coalizações a serviço do sistema financeiro, como o G8/G20, a captura corporativa da ONU e a maioria dos governos demonstraram irresponsabilidade com o futuro da humanidade e do planeta e promoveram os interesses das corporações na conferencia oficial. Em constraste a isso, a vitalidade e a força das mobilizações e dos debates na Cúpula dos Povos fortaleceram a nossa convicção de que só o povo organizado e mobilizado pode libertar o mundo do controle das corporações e do capital financeiro.
Há vinte anos o Fórum Global, também realizado no Aterro do Flamengo, denunciou os riscos que a humanidade e a natureza corriam com a privatização e o neoliberalismo. Hoje afirmamos que, além de confirmar nossa análise, ocorreram retrocessos significativos em relação aos direitos humanos já reconhecidos. A Rio+20 repete o falido roteiro de falsas soluções defendidas pelos mesmos atores que provocaram a crise global. À medida que essa crise se aprofunda, mais as corporações avançam contra os direitos dos povos, a democracia e a natureza, sequestrando os
bens comuns da humanidade para salvar o sistema economico-financeiro.
As múltiplas vozes e forças que convergem em torno da Cúpula dos Povos denunciam a verdadeira causa estrutural da crise global: o sistema capitalista patriarcal, racista e homofobico.
As corporações transnacionais continuam cometendo seus crimes com a sistematica violação dos direitos dos povos e da natureza com total impunidade. Da mesma forma, avançam seus interesses através da militarização, da criminalização dos modos de vida dos povos e dos movimentos sociais promovendo a desterritorialização no campo e na cidade. Da mesma forma denunciamos a divida ambiental histórica que afeta majoritariamente os povos oprimidos do mundo, e que deve ser assumida pelos países altamente industrializados, que ao fim e ao cabo, foram os que provocaram as múltiplas crises que vivemos hoje.
O capitalismo também leva à perda do controle social, democrático e comunitario sobre los recursos naturais e serviços estratégicos, que continuam sendo privatizados, convertendo direitos em mercadorias e limitando o acesso dos povos aos bens e serviços necessarios à sobrevivencia.
A dita “economia verde” é uma das expressões da atual fase financeira do capitalismo que também se utiliza de velhos e novos mecanismos, tais como o aprofundamento do endividamento publico-privado, o super-estímulo ao consumo, a apropriação e concentração das novas tecnologias, os mercados de carbono e biodiversidade, a grilagem e estrangeirização de terras e as parcerias público-privadas, entre outros.
As alternativas estão em nossos povos, nossa historia, nossos costumes, conhecimentos, práticas e sistemas produtivos, que devemos manter, revalorizar e ganhar escala como projeto contra-hegemonico e transformador.
A defesa dos espaços públicos nas cidades, com gestão democrática e participação popular, a economia cooperativa e solidaria, a soberania alimentar, um novo
paradigma de produção, distribuição e consumo, a mudança da matriz energética, são exemplos de alternativas reais frente ao atual sistema agro-urbano-industrial.
A defesa dos bens comuns passa pela garantia de uma série de direitos humanos e da natureza, pela solidariedade e respeito às cosmovisões e crenças dos diferentes povos, como, por exemplo, a defesa do “Bem Viver” como forma de existir em harmonia com a natureza, o que pressupõe uma transição justa a ser construída com os trabalhadores/as e povos.
Exigimos uma transição justa que supõe a ampliação do conceito de trabalho, o reconhecimento do trabalho das mulheres e um equilíbrio entre a produção e reprodução, para que esta não seja uma atribuição exclusiva das mulheres. Passa ainda pela liberdade de organização e o direito a contratação coletiva, assim como pelo estabelecimento de uma ampla rede de seguridade e proteção social, entendida como um direito humano, bem como de políticas públicas que garantam formas de trabalho decentes.
Afirmamos o feminismo como instrumento da construção da igualdade, a autonomia das mulheres sobre seus corpos e sexualidade e o direito a uma vida livre de violência. Da mesma forma reafirmamos a urgência da distribuição de riqueza e da renda, do combate ao racismo e ao etnocídio, da garantia do direito a terra e território, do direito à cidade, ao meio ambiente e à água, à educação, a cultura, a liberdade de expressão e democratização dos meios de comunicação.
O fortalecimento de diversas economias locais e dos direitos territoriais garantem a construção comunitária de economias mais vibrantes. Estas economias locais proporcionam meios de vida sustentáveis locais, a solidariedade comunitária, componentes vitais da resiliência dos ecossistemas. A diversidade da natureza e sua diversidade cultural associada é fundamento para um novo paradigma de sociedade.
Os povos querem determinar para que e para quem se destinam os bens comuns e energéticos, além de assumir o controle popular e democrático de sua produção. Um novo modelo enérgico está baseado em energias renováveis descentralizadas e que garanta energia para a população e não para as corporações.
A transformação social exige convergências de ações, articulações e agendas a partir das resistências e alternativas contra hegemônicas ao sistema capitalista que estão em curso em todos os cantos do planeta. Os processos sociais acumulados pelas organizações e movimentos sociais que convergiram na Cúpula dos Povos apontaram para os seguintes eixos de luta:

  •  Contra a militarização dos Estados e territórios;
  •  Contra a criminalização das organizações e movimentos sociais;
  •  Contra a violência contra as mulheres;
  •  Contra a violência as lesbicas, gays, bissexuais, transexuais e transgeneros;
  •  Contra as grandes corporações;
  •  Contra a imposição do pagamento de dívidas econômicas injustas e por auditorias populares das mesmas;
  •  Pela garantia do direito dos povos à terra e território urbano e rural;
  •  Pela consulta e consentimento livre, prévio e informado, baseado nos princípios da boa fé e do efeito vinculante, conforme a Convenção 169 da OIT;
  •  Pela soberania alimentar e alimentos sadios, contra agrotóxicos e transgênicos;
  •  Pela garantia e conquista de direitos;
  •  Pela solidariedade aos povos e países, principalmente os ameaçados por golpes militares ou institucionais, como está ocorrendo agora no Paraguai;
  •  Pela soberania dos povos no controle dos bens comuns, contra as tentativas de mercantilização;
  •  Pela mudança da matriz e modelo energético vigente;
  •  Pela democratização dos meios de comunicação;
  •  Pelo reconhecimento da dívida histórica social e ecológica;
  •  Pela construção do DIA MUNDIAL DE GREVE GERAL.

Voltemos aos nossos territórios, regiões e países animados para construirmos as convergências necessárias para seguirmos em luta, resistindo e avançando contra os sistema capitalista e suas velhas e renovadas formas de reprodução.
Em pé continuamos em luta!
Rio de Janeiro, 15 a 22 de junho de 2012.
Cúpula dos Povos por Justiça Social e ambiental em defesa dos bens comuns, contra a mercantilização da vida.

Anunciada pelo governo a criação de Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável no Rio de Janeiro

Pouco antes do fim da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que será encerrada hoje (22/06) com a divulgação do documento final O Futuro Que Queremos, o governo brasileiro anunciou a criação do Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (Centro Rio+), que será construído no Rio de Janeiro.

Essa ideia é que a iniciativa comece com um fundo de recursos a partir de doações das 25 instituições que apoiaram o projeto, como o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A projeção inicial, segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, é que essa cifra fique em torno de US$ 3 a 5 milhões. A partir da constituição do centro, um conselho de representantes dessas instituições vai definir os programas a serem desenvolvidos e como será assegurada a continuidade da sustentação financeira do espaço. “A ideia é captar recursos. O governo brasileiro está vendo os mecanismos para fazer o primeiro depósito. O Ministério do Meio Ambiente vai contribuir com esse primeiro depósito. Espero que com, pelo menos, 10% do valor inicial”, disse.

Além de ser um espaço de concentração de estudos e pesquisas, a proposta é que o Centro Rio+ funcione nos mesmos moldes dos Diálogos sobre Desenvolvimento Sustentável, modalidade de debates instituída na Rio+20 para contemplar a participação de representantes da sociedade civil na conferência. Durante quatro dias, representantes de organizações dividiram-se em grupos para discutir recomendações em torno de dez temas prioritários da agenda de desenvolvimento sustentável debatida durante o evento.

De acordo com a ministra, o governo brasileiro espera que a iniciativa se transforme em uma referência como espaço de discussões com a sociedade civil e de debates internacionais em torno de pesquisas e experiências de implementação do desenvolvimento sustentável. Ela ainda afirmou que “A proposta é ser um articulador de competências, de recursos e conhecimento sobre desenvolvimento sustentável, além de difundir práticas da sociedade civil. Precisamos de processos mais avançados de governança, principalmente, na coordenação e integração das ações”. O Centro Rio+ vai funcionar em um espaço cedido pelo Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa e Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), no campus da Ilha do Fundão, zona norte do Rio de Janeiro.

BNDES receberá R$ 10 bilhões

Será publicado nesta sexta ferira (22/06) no Diário Oficial da União o despacho do ministro da Fazenda interino, Nelson Barbosa, autorizando o repasse de R$ 10 bilhões ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

No texto, a União se compromete a emitir em favor do banco estatal, sob a forma de colocação direta, títulos da dívida pública mobiliária federal interna. No último dia (13/06), o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, anunciou que, dentro da política de liberações do Ministério da Fazenda, estavam previstos R$ 45 bilhões para o BNDES.

 

Índio morre de infarto fulminante

 Nesta manhã de sexta feira após sofrer um enfarto fulminante, o índio Ismael Carajá, faleceu. Morador da Ilha do Bananal, localizada às margens do rio Araguaia, no estado de Tocantins, Ismael dormia em uma rede quando faleceu e seus parentes demoraram a perceber que ele estava morto. O corpo deve ser levado a sua aldeia, onde será enterrado. Os indígenas, que estão rezando e de luto desde cedo, já se preparam para deixar o Rio de Janeiro.

Na parte da manhã dois ônibus deixaram a cidade e outros cinco devem partir depois do almoço. A cerimônia espiritual de encerramento das atividades da Aldeia Kari-Oca, em que pajés de diferentes etnias iriam guardar na terra o fogo sagrado acendido após a chegada das tribos, no primeiro dia da Rio+20, foi cancelada, devido o falecimento do índio.

Gasolina vai aumentar R$ 0,10 por litro

 

 

 

No Rio de Janeiro a gasolina vai aumentar em média, mais R$ 0,10 por  litro    nos postos, caso o governo aceite o pedido de aumento que a Petrobras teria   feito  para corrigir os preços do combustível. A estatal estaria pleiteando reajuste de até 10% sobre os preços nas refinarias e que entraria em vigor em um mês.

A presidenta da Petrobras, Graça Foster, e o ministro das Minas e Energia, Edson Lobão se apressaram  para afirmar que o aumento ainda não está definido, mas não desmentiram os 10%,logo apos  o índice de aumento  ser especulado.

Com o reajuste, a gasolina no Rio passara a custar R$ 2,909, em média, nos postos da cidade. O valor leva em consideração pesquisa da Agência Nacional de Petróleo (ANP), feita entre 10 e 16 de junho, que apontou o preço médio do litro da gasolina em R$ 2,809.

“Se houver mesmo o aumento de 10% na refinaria, o impacto para as distribuidoras é de algo em torno de R$0,12. Considerando que o preço da gasolina é composto por 20% de imposto e 80% pelo combustível propriamente dito, o repasse seria dessa ordem, de R$ 0,10, em média, nas bombas para o motorista. Isso se o governo não mexer nos impostos”, explica o presidente do Sindicato dos Distribuidores de Combustíveis do Rio, Alísio Vaz.

O governo pode repetir estratégia de reduzir o percentual da Cide (contribuição que regular o preço dos combustíveis), para evitar que o aumento chegue ao consumidor finaL

Prefeitura de Areal oferece 113 vagas

 A Prefeitura de Areal, na Região Centro-Sul Fluminense do estado, lançou concurso com 113 vagas para candidatos de níveis Fundamental, Médio e Superior de escolaridade. Os salarios  vão de R$622 a R$ 7.179,33 , dependendo da função. As jornadas de trabalho são de oito, 20 e 40 horas semanais e os plantões são de 24 horas, 12 horas por 36 horas e 24 horas por 72 horas.

Para quem possui Nível Fundamental, os cargos disponíveis são os de agente comunitário de saúde, cozinheira, eletricista predial, guarda municipal, mecânico para veículos leves, mecânico para veículos pesados e auxiliar de serviços gerais.

Os candidatos de Nível Médio podem concorrer às funções de auxiliar de serviços gerais, cuidador para creche, inspetor de disciplina, gesseiro, maqueiro, técnico em enfermagem, técnico em saúde bucal, técnico em contabilidade e tesoureiro.

Para  quem possui Nível Superior as vagas disponiveis são para os postos de endodontista, médico ambulatorial em cardiologia, cirurgião geral, gastroenterologista, infectologista, ortopedia, pediatra, médico clínico geral para saúde da família, médico plantonista em clínica médica e pediatria, odontólogo cirurgião oral menor e periodontista.

Interessados em se inscrever devem acessar o endereço eletrônico da Rumo Certo, que organiza o certame: www.rumocertoservicos.com.br. O prazo de inscrições vai até o dia 22 de julho pela Internet ou de forma presencial, na Secretaria de Trabalho, Turismo, Indústria e Comércio, situada na Avenida Amaral Peixoto 238, Centro, Areal, das 9h às 16h. As taxas de participação são de R$ 14, R$ 20 e R$ 24.

Aposentadorias não terão aumento real em 2012

 

O Ministro da Previdência Social Garibaldi Alves Filho  esclareceu que a possibilidade de reajuste acima da inflação para aposentados do INSS este ano foi minada pela  a crise financeira internacional.

“A crise está muito presente no exterior e no Brasil. Por isso, a posição adotada pela Presidência é de cautela”, afirmou Garibaldi Alves Filho, em evento da Rio+20, no Aterro do Flamengo.

Os representantes dos aposentados e Pensionistas (Cobap) não se agradarão da declaração do ministro.O  Presidente da Confederação dos Aposentados e Pensionistas (Cobap), Warley Martins disse que as centrais sindicais vão pressionar para que os deputados e senadores incluam na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) emendas que garantam aumento real para segurados que recebem mais que o salário mínimo.

“Infelizmente para o governo só existe crise para os aposentados e nunca para os empresários. Queremos voltar a negociar aumento para 2013. Na semana que vem, vamos nos movimentar na Câmara e no Senado pela aprovação de uma emenda na LDO que estabeleça um reajuste acima da inflação”, disse Warley.

INSS quer acelerar recurso em postos

Um grupo formado por advogados e procuradores da Advocacia Geral da União (AGU), além de técnicos do Ministério da Previdência e especialistas de universidades brasileiras, trabalha para elaborar uma proposta para regulamentar os pedidos administrativos para a concessão de benefícios nas agências do INSS.

A comissão terá três meses para apresentar um relatório com sugestões de mudanças ao advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, e ao ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho. O objetivo da ação é acelerar a avaliação de recursos por meio do INSS e evitar que as demandas sigam diretamente para o Judiciário.

 Já chegou às mãos dos magistrados da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (SP) o parecer do Ministério Público de São Paulo sobre a extensão da revisão do teto previdenciário a 130 mil aposentados de 1988 a 1991, o chamado Buraco Negro.

Os magistrados devem julgar nos próximos dias o pedido de liminar do MP que garante a inclusão no pagamento administrativo, no prazo de 90 dias, de todos os segurados que tiveram o benefício limitado pelas emendas 20 e 41. Inclui ainda os que tiveram revisões judiciais e administrativas processadas em rendas mensais e que não se estão nas cartas de concessão.

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Reajuste salarial de 2012 para servidor do Rio pode ser de 5%

O  reajuste salarial de 2012 para os servidores do Rio pode ser de  5%  a partir de 1º de julho. A  decisão de conceder ou não o aumento caberá  ao prefeito Eduardo Paes. Outra possibilidade em estudo pelo Executivo é conceder o aumento depois das eleições municipais, em novembro.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial  (IPCA-E), acumulado de julho de 2011 a junho de 2012. Os dados foram divulgados ontem pelo IBGE. O índice de inflação indexa, por lei, o reajuste de impostos municipais e dos salários dos servidores.

O prefeito Eduardo Paes decidiu em seu primeiro ano de governo, conceder o aumento em novembro de 2009.O  chefe do Executivo na época, justificou que era necessário reorganizar o orçamento. Para minimizar as perdas do funcionalismo, a prefeitura antecipou para julho o pagamento da primeira parcela do 13º salário. O reajuste estabelecido em novembro daquele ano foi de 6,71%.

 

Confira as tabelas abaixo e saiba como   ficarão  os salarios reajustados dos servidores

 

O índio pataxó hã hã hãe se senti ofendido e briga com falso indio

 

 

 

O índio pataxó hã hã hãe Merong Tapurumã se sentiu ofendido quando os  atores do grupo de teatro Tá na Rua cantaram a marchinha de carnaval “Índio quer apito” na frente da feirinha montada pelos indígenas na Cúpula dos Povos. e discutiu com ator Luang Dacach, que faz parte do grupo de teatro,que estava vestido com fantasia de índio e foi abordado pelo pataxó indignado. “Você está zombando da nossa cara! Você está zombando da nossa cara?”, disse o indígena do Sul da Bahia para o ator.

“Não gostei porque eu sou índio e não quero apito, foi uma forma de discriminação. Estamos atrás da nossa sobrevivência. Porque eles não cantam uma música em homenagem ao índio, que fale de nossa luta? Quando ouço essa música eu acho um desrespeito”, disse Merong.

hã hã hãe Merong Tapurumã  explicou que não existe no repertório de músicas indígenas alguma canção que fale de outras culturas ou povos, principalmente com conteúdo que ele julga ofensivo. “Índio não faz música zombando de outros povos. Eles não conhecem índio. Em outros estados, muita gente não conhece o índio, mas conhece essas músicas”, disse Merong. “Já passou. Não foi nada. Depois vou conversar com ele para explicar”, disse Dacach.

“Eu comprei todos os adereços que estou usando na feirinha dos índios, no sábado [16]. Tenho parentes que são guaranis. Parece um deboche com o índio, mas não foi um deboche para a sociedade, que não entede o índio como parte integrante dessa mesma sociedade. Acho que cada um tem sua razão, tem sua maneira de se expressar, mas não foi nada contra o índio, foi uma brincadeira”, disse a atriz Fabiana Oliveira.

“Não é só a ecologia, precisamos de vida, a mudança do movimento é sempre melhor e arte tem tudo a ver com meio ambiente. Nós fazemos parte do meio ambiente. Esse mundo que está aí precisa acabar”, afirmou o ator Herculano Dias.

Distante da discussão com o pataxó, o grupo seguiu pelo Aterro do Flamengo, mas não repetiu a marchinha polêmica. Alheios ao problema, os visitantes da Cúpula dos Povos gostou e cantou as outras canções apresentadas pelos atores nesta quina-feira.

Projeto da Previdência preve reduzir o recebimento das pensões do INSS

 

O ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho declarou em entrevista a um jornal em evento da Rio+20,,que ja esta finalizado o  projeto que ira concretizar uma mini reforma para alterar as regras da aposentadoria dos novos servidores da União,o projeto preve reduzir os direitos e o recebimento das pensões  do INSS, paga  as viúvas mais novas que passarão a receber so 50% do valor do salário médio  de contribuição do companheiro e o período de recebimento do benefício seria limitado à idade, podendo até deixar de receber a pensão.

O ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho, confirmou,que o projeto   será apresentado a um núcleo estratégico ministerial, que é formado pela Fazenda, Planejamento e Casa Civil. Segundo Garibaldi, é improvável que o projeto seja discutido ainda este ano, por causa da crise financeira internacional.

“No momento a mudança nas pensões está sendo apenas estudada pelo governo, não é prioridade para a presidência. A presidenta Dilma está preocupada apenas com os efeitos da crise”, concluiu.

Para o ministro, a mudança é necessária face aos altos gastos do governo com o benefício, em torno de R$ 992 milhões anuais, ou 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do ano de 2010.

“O Funpresp (Fundo de Previdência Complementar do Servidor Público Federal) vai dar resultados sim, mas as contas da Previdência Social serão sanadas só daqui a 30 anos. Se as pensões fossem mexidas, traria uma economia imediata para o governo, especialmente por causa da sombra da crise financeira internacional”, afirmou Garibaldi.

Principais pontos das mudanças

O projeto da minirreforma da Previdência foi apresentado oficialmente às centrais sindicais ainda no ano passado,e as viúvas seriam as mais prejudicadas pelas mudanças. Elas teriam direito a apenas 50% do valor do salário médio de contribuição do companheiro e teriam o período de recebimento do benefício limitado à idade.

A quantia a receber aumentaria apenas em 10% de acordo com o número de dependentes. Depois de atingir à maioridade, os filhos deixariam de ter direito ao benefício e o adicional voltaria ao INSS.

Aposentadoria por invalidez

Outro ponto polêmico do projeto da minirreforma da Previdência é o corte em 30% no valor dos benefícios de aposentados por invalidez. Eles teriam as aposentadorias calculadas com base em 70% do salário de benefício, acrescido de apenas de 1% para cada ano de contribuição a mais. Sendo limitado até o máximo de 30%.

Para o assessor jurídico da Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas (Cobap), Pedro Dornelles, a nova reforma vem para beneficiar apenas a Previdência Privada. “Como apresentada, ela é absurda. O segurado perde direito fundamentais, sendo as pensionistas, as mais prejudicadas”, avalia.