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Brasil vence Nova Zelândia de 3 a 0 e mantém 100% no futebol olímpico

Brasil  venceu a Nova Zelândia de 3 a 0 no Torneio Olímpico de Futebol. Nesta quarta-feira, em Newcastle, no St. James Park, com gols de Danilo, Leandro Damião e Sandro, e agora já pensa nas quartas-de-final da competição.

O Brasil entrou em campo classificado, mas concentrado. Com uma equipe modificada em relação aos jogos anteriores, com Alex Sandro e Danilo no meio-campo e Lucas na ponta-direita, a Seleção não demorou para comandar as ações da partida,   o primeiro gol  saiu aos 22 minutos. Danilo tabelou pelo meio com Leandro Damião, que fez o papel de pivô, e tocou com categoria na saída do goleiro. Logo depois, o anteriormente garçom, agora foi o autor do gol. Desta vez, Alex Sandro tabelou na ponta-esquerda com Marcelo, com direito a passe de letra do camisa 6, cruzou para o meio da área e o atacante estava lá para conferir. Brasil 2 a 0.

Sem ser ameaçada na defesa, a Seleção voltou do intervalo sem alterações e com a mesma postura em campo. Marcação no campo adversário e jogando para frente. Tanto que não demorou para sair o terceiro gol. Marcelo cobrou falta pela esquerda aos 6 minutos e Sandro completou. Com 100% de aproveitamento até o momento na competição, a Seleção Brasileira se classificou para as quartas-de-final em primeiro lugar do Grupo C.

Isso dará o direito ao time de Mano Menezes de jogar a próxima fase na mesma cidade onde está: Newcastle. O adversário sai do Grupo D, podendo ser Marrocos, Japão ou Honduras. BRASIL Gabriel, Rafael, Thiago Silva (c), Juan e Marcelo; Sandro (Rômulo), Danilo e Alex Sandro; Lucas, Leandro Damião (Oscar) e Neymar (Alexandre Pato).

Policiais federais ameaçam entrar em greve

Os policiais federais podem entrar em greve na próxima terça-feira (06), segundo anunciou hoje (1º) o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Marcos Wink. Os agentes reivindicam junto ao governo a reestruturação da carreira, a discussão de novas políticas salariais e a  troca do atual diretor-geral da Polícia Federal (PF), Leandro Daiello Coimbra.

Segundo o presidente da Fenapef, o atual diretor não consegue gerir adequadamente a instituição. “Há disputas internas na PF e o diretor não é competente para administrar [essas disputas]. Queremos alguém de fora da PF que seja gestor, que saiba apaziguar as disputas”, declarou.

O sindicato aprovou o indicativo de greve na manhã de hoje. Até sexta feira, os sindicatos estaduais devem definir como irão operar. Segundo Wink os estados têm essa autonomia por causa da particularidade de cada um. “Em São Paulo e Rio de Janeiro, temos dois grandes aeroportos, então pode haver operação-padrão na alfândega. Em Brasília, pode afetar a emissão de passaportes. No Amazonas, no Rio Grande do Sul, a fiscalização das fronteiras pode ser prejudicada”, afirmou.

Investigações especiais como a Operação Monte Carlo, que prendeu o empresário goiano Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira,  também podem ser afetadas. O presidente da Fenapef ressaltou que a paralisação de investigações importantes será analisado caso a caso.

Segundo o sindicalista, a intenção dos agentes da  PF é não prejudicar a segurança do país, de maneira a manter a confiança da população. O Ministério do Planejamento informou que as negociações com as categorias em greve estão abertas e que entre os dias 13 e 17 darão posicionamentos a todas as reivindicações.

Durante greve das universidades federais pesquisas acadêmicas tem continuidade

 

A greve nas instituições federais de ensino tem impacto diferente na graduação, na pós-graduação e na pesquisa. Segundo professores, embora a graduação esteja parada em praticamente todas as universidades, ainda que alguns cursos não tenham aderido, parte dos programas de pós-graduação manteve seu calendário normal e deve retomar às atividades este mês e é comum os núcleos de pesquisa das instituições manterem as atividades no período de greve.

“A greve é um estado estranho para nós da academia. Muitas das categorias quando entram em greve assumem as consequências [da paralisação]. Quando terminar a greve, os professores vão ter de repor estas aulas nas férias”, disse o professor associado da Escola de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), André Lemos, representante da área de comunicação no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência de fomento à produção científica ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Segundo Lemos, os programas de pós-graduação não param. O professor informou que a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão responsável pela avaliação dos cursos de pós-graduação stricto sensu no país, enviou documento ao programa do qual ele faz parte na UFBA, que, segundo Lemos, deve ter circulado em outros programas de pós-graduação do país, e informou que nenhum calendário será alterado. “Prazo de bolsas, editais, toda a burocracia das agências está mantida, como se não estivéssemos em greve”, disse. Capes e CNPq foram procuradas, mas não se manifestaram.

Tema polêmico – Apesar da paralisação parcial ser prática comum, o tema é polêmico e divide órgãos decisórios dentro das universidades durante a greve. O professor da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e diretor da associação de docentes da instituição, Mauro Iasi, disse que o conselho de pós-graduação da escola não se posicionou, por não ser possível encontrar um consenso entre seus membros.

“Isso é muito desigual dentro da universidade. O conselho de pós-graduação empacou na discussão sobre suspender as atividades. Ficou dividido ao meio entre os professores que apoiavam a greve e desejavam suspender o calendário e aqueles que preferiram mantê-lo. Isso mostra que há no mínimo uma divisão na universidade entre manter a greve e qual o peso da greve na pós-graduação”, disse Iasi, que confirmou que houve paralisação da pós-graduação no programa em que leciona.

Produtivismo acadêmico – O docente da UFRJ disse que a pesquisa faz parte da pauta de greve dos professores, que pedem, entre outras coisas, aumento do número e valor das bolsas e autonomia universitária para seu gerenciamento, além de fazerem críticas ao que se coloca como “produtivismo acadêmico”, uma busca por produção quantitativa como norteadora dos critérios de qualidade e eficiência acadêmicos.

“É possível parar. É nesse contexto de escassez de bolsas [de estudo] que se faz necessário parar a pesquisa”, afirmou a docente da Faculdade de Ciência Política da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), Clarissa Gurgel.

Clarissa, que participa do comitê de greve da UniRio, diz que as propostas de reestruturação de carreira do governo tendem a desvalorizar a pesquisa, separando as universidades em duas “classes”, de forma muito semelhante ao modelo de educação superior dos Estados Unidos: “escolões”, dedicados a formar para o mercado, e “centros de excelência”, para pesquisa de ponta. E faz isso por meio dos critérios de avanço na carreira, que passam a ser atrelados à produção acadêmica, quantificada em números brutos, ao mesmo tempo que propõe a transferência para os docentes da responsabilidade de buscar recursos para os projetos de pesquisa, através do mecanismo da “retribuição por projeto”.

“[O governo] deixa de oferecer recursos públicos para pesquisa e obriga o professor a correr atrás de edital de parceria público-privada para pesquisa. O professor agora é um trabalhador que precisa se desdobrar em mil outras atividades para conseguir recursos, o que nada mais é do que precarizar e flexibilizar o trabalho do professor”, diz a docente. Ela informa que as atividades de pesquisa na UniRio foram paralisadas.

Continuidade – Na Universidade Federal da Bahia (UFBA), por outro lado, as pesquisas continuaram, o que ocorreu anteriormente em outras greves na instituição. “Tradicionalmente, mesmo em situações de greve, a pesquisa tem continuidade, até porque as bolsas continuam sendo pagas e os pesquisadores continuam tendo obrigação de tocar suas pesquisas e manter seu ritmo de produção na área de pesquisa. Isso tem sido a norma nas situações anteriores de participação e continua sendo a norma na situação atual”, disse o professor da Faculdade de Comunicação da UFBA, Marcos Palacios. Embora o docente tenha parado as atividades na graduação, as pesquisa do núcleo que lidera seguem seu calendário normal.

Governo não altera proposta para professores universitários

O governo não cedeu  às pressões dos professores das universidades e dos institutos federais, e enviará ao Congresso Nacional a proposta de reajuste salarial e de reestruturação do plano de carreira apresentada na semana passada. O anúncio ocorreu hoje (1º) à noite depois de quase três horas de reunião no Ministério do Planejamento e representantes das entidades da categoria, em greve há 77 dias.

Das quatro entidades que representam os docentes federais de ensino superior, três se recusaram a firmar acordo com o governo. Apenas a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) aceitou a proposta, que prevê reajustes de 25% a 40% e diminuição do número de níveis de carreira de 17 para 13.

Amanhã (2), o Proifes assinará o acordo com o governo que ratifica o fim das negociações. O governo não pretende atender a reivindicações adicionais. “Chegamos ao limite do que achávamos possível. Os ajustes já ocorreram ao longo das discussões. A proposta é boa, adequada e tem impacto de R$ 4,2 bilhões no Orçamento”, declarou o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça.

O secretário de Ensino Superior do Ministério da Educação, Amaro Lins, disse acreditar que, a partir da próxima semana, as universidades federais começarão a retomar as atividades. No entanto, as três entidades que se recusaram a ratificar o acordo pretendem continuar com a greve.

“Infelizmente, governo escolheu um lado para assinar o acordo. Vamos continuar firmes na greve e vamos intensificar a luta porque a indignação da categoria vai crescer muito”, destacou a presidenta do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), Marinalva Oliveira. Segundo ela, o governo se recusou a negociar outras reivindicações da categoria, como a remoção de barreiras para a progressão no plano de carreira e a melhoria das condições de trabalho.

O coordenador-geral do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), Gutemberg de Almeida, também criticou o que considera intransigência do governo. “Ao anunciar que vai assinar um acordo com uma entidade que não representa a maioria dos docentes, o governo ignora a categoria. Não compactuamos com esse tipo de postura, que contraria uma promessa de campanha do governo Dilma, que é a valorização da educação”.

Além do Andes-SN e do Sinasefe, a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) rejeitou a proposta. O presidente do Proifes, Eduardo Rolim de Oliveira, rechaçou as alegações de que a entidade não representa os docentes de nível superior. Segundo ele, a federação participou da assinatura de dois acordos, em 2007 e no ano passado. “O acordo de 2007 foi o melhor que os professores tiveram até hoje”.

De acordo com Oliveira, os professores conseguiram alcançar conquistas significantes com a greve, como o reajuste mínimo de 25% e a diminuição dos níveis de carreira. Ele apresentou uma pesquisa do Proifes com 5,2 mil professores de 43 universidades e institutos federais na qual 74,3% dos entrevistados responderam favoravelmente à proposta

Brasil continua com três medalhas nos Jogos Olímpicos

 

 

No quinto dia de competições dos Jogos Olímpicos  o Brasil   continua com apenas três medalhas: uma de ouro, uma de prata e uma de bronze e está em 17º na classificação geral.

No judô, Tiago Camilo, que disputava na categoria médio (até 90 kg ), foi derrotado pelo grego e líder do ranking mundial Ilias Iliadis. O brasileiro perdeu a chance de ser o primeiro judoca a conquistar pódios em três pesos diferentes e perdeu a medalha de bronze. A judoca Maria Portela, que também competiu na categoria médio (até 70 kg), foi derrotada pela colombiana Yuri Alvear.

Na natação, a delegação brasileira também não conquistou medalhas hoje. O nadador Cesar Cielo competiu na final da categoria 100 metros livre e chegou em sexto lugar. Porém ainda há chance do Brasil conquistar medalhas na modalidade.

Thiago Pereira e Henrique Rodrigues se classificaram para as semifinais na categoria 200 metros medley. Pereira ficou em quinto lugar na classificação geral e Rodrigues em décimo. Na disputa por um lugar na final, Pereira ficou com o quarto melhor tempo e vai disputar a medalha de ouro. Já rodrigues ficou em 12º lugar e não se classificou.

A seleção brasileira de futebol ganhou a partida contra a Nova Zelândia por 3 a 0. O time assegurou o primeiro lugar do Grupo C, com nove pontos e 100% de aproveitamento. No sábado (4), a equipe jogará pelas quartas de final contra Honduras.

O basquete feminino perdeu a terceira partida consecutiva. A equipe perdeu para as australianas por 67 a 61 e agora precisa vencer Canadá e Grã-Bretanha para se classificar em quarto no grupo. Com a classificação, se ocorrer, o Brasil provavelmente enfrentará as norte-americanas, grandes favoritas ao ouro olímpico, nas quartas de final. A partida contra as canadenses será na sexta-feira (3).

No boxe, o brasileiro Robenílson Vieira de Jesus, que lutou na categoria peso-galo (56 kg), venceu o russo Sergey Vodopiyanov e avança para as quartas de final. Ele volta ao ringue no domingo (5), e enfrenta o atual campeão mundial, o cubano Lázaro Álvarez Estrada.

No ciclismo, três brasileiras disputavam medalhas, porém não conseguiram chegar entre os três primeiros na prova. Janildes Fernandes estava liderando, mas se envolveu numa queda. Clemilda Fernandes foi a melhor brasileira na competição e chegou em 23º lugar. Fernanda da Silva Souza cruzou a linha de chegada acima do tempo limite para a conclusão do percurso. Na categoria masculina, o único representante do Brasil, Magno Prado Nazaret, terminou na 26ª colocação.

O time feminino de handebol ganhou mais um jogo e se classificou para as quartas de final. As brasileiras venceram da Grã-Bretanha por 30 a 17 e conquistaram a terceira vitória na competição. A próxima partida será na sexta-feira (3) contra a Rússia.

O último brasileiro a representar o país no esgrima, Athos Schwantes, perdeu em sua estreia no torneio de espada para o holandês Bas Verwijlen por 15 a 10.

No tênis, Bruno Soares e Marcelo Melo conquistaram vaga nas quartas de final da chave de duplas ao vencer a dupla tcheca Berdych e Stepanek. O jogo, que teve duração de 4h e 21 minutos.

No vôlei de praia, a dupla feminina Juliana e Larissa continuam invictas na competição. Elas venceram por por 2 sets a 0 as tchecas Klapalova e Hajeckova e avançaram para as oitavas de final. As brasileiras, com seis pontos, são as líderes da chave.

A dupla masculina, Ricardo e Pedro Cunha, jogaram contra os canadenses Binstock e Reader e também venceram por 2 sets a 0. Eles seguem para a próxima fase com 100% de aproveitamento.

A representante brasileira no tiro esportivo, Ana Luiza Ferrão, não conseguiu se classificar para a final na prova de pistola 25 metros. Ela ficou em último lugar e foi eliminada da competição.

Na ginástica artística, o brasileiro Sergio Sasaki, com a soma de 88.965 pontos, ficou em décimo lugar entre 24 competidores na final individual geral. Ele disputou prova em seis aparelhos, mas não conseguiu ficar entre os três primeiros, porém obteve a melhor classificação da ginástica masculina brasileira na história dos Jogos Olímpicos na prova  com aparelhos.

Pescadores protestam no Rio exigindo a paralisação das obras do Comperj e da CSA

 

Na tarde dessa quarta-feira (01/08), houve uma manifestação em frente aos prédios da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) por cerca de 300 pescadores artesanais e representantes de movimentos sociais, no centro da capital fluminense. Os manifestantes exigiam a imediata paralisação das obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), e a reparação dos danos causados pela ThyssenKrupp Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), nas baías de Guanabara e de Sepetiba, respectivamente.

Segundo Alexandre Anderson de Souza, presidente da Associação Homens e Mulheres do Mar (Ahomar), o objetivo seria de mostrar para a sociedade e entidades governamentais o que de fato está ocorrendo com os pescadores. E ainda disse: “Está ocorrendo um processo de expulsão violento, estamos sendo mortos na Baía de Guanabara, estamos sendo caçados”. O presidente da associação declarou ainda que os pescadores não são contra as obras, mas a maneira como elas estão sendo realizadas. “Nós não somos contra as obras do Comperj e nenhuma obra da Petrobras, nós somos contra o modo como está sendo feito isso. Apenas o grande capital se beneficia e as comunidades ficam apenas com os processos”.

Segundo o pesquisador Alexandre Pessoa, da Fundação Oswaldo Cruz, a pesca artesanal no estado está em extinção em decorrência dos grandes empreendimentos que desrespeitam a legislação ambiental. E ainda informou: “Esses empreendimentos, da forma como estão sendo feitos, causam impactos socioambientais que não estão previstos nos estudos necessários e, consequentemente, estão ampliando conflitos de territórios”. De acordo com Pessoa, nos últimos dez anos a situação se agravou ainda mais na Baía de Guanabara. Ele ressaltou que o óleo despejado no mar têm causado problemas de poluição. Ele ressaltou também que: “Não foi perguntado para a população carioca se gostaria de abrir mão da Baía de Guanabara e da Baía de Sepetiba enquanto ecossistema. Então, essas ações estão sendo feitas à revelia dos bens comuns, e a saúde fica totalmente comprometida”.

Por meio de nota, a Petrobras informou, que “desconhece e repudia qualquer ameaça aos pescadores”. Ainda segundo a estatal, todos os empreendimentos da empresa seguem rigorosamente as medidas de controle ambiental dos respectivos órgãos e têm licenciamento ambiental. A empresa destaca ainda que “mantém diálogo constante com pescadores e demais comunidades do entorno dos empreendimentos”. A Petrobras ressalta ainda que “está realizando reuniões com líderes de entidades representativas dos pescadores da Baía de Guanabara, sendo a Ahomar uma das associações convidadas para esses encontros”, diz a nota.

A siderúrgica  CSA disse em nota que: “as medidas compensatórias para pesca estabelecidas pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) não têm relação com o declínio da atividade pesqueira, mas foram estabelecidas em função da definição de áreas de exclusão de pesca pela Capitania dos Portos para a instalação do porto próprio da CSA”.

 

Abastecimento de alimentos volta ao normal no Rio,com fim da greve dos caminhoneiros

 

 

Após o fim da greve dos caminhoneiros na noite de ontem (31),os preços da batata, da laranja e do limão voltaram ao normal na Central de Abastecimento do Rio de Janeiro (Ceasa)  . A informação foi dada hoje (1°) pelo gerente da divisão técnica da Ceasa, Antônio Carlos Rodrigues. Segundo o gerente, o abastecimento de produtos, que não estavam chegando à central devido à paralisação, está praticamente normalizado.

“Com a chegada dos caminhões, os preços voltaram ao normal. A laranja que chegou a ser vendida ontem (31) por R$ 30, hoje está variando de R$ 18 a R$ 20, o mesmo preço da semana passada”, disse Rodrigues.

Pela manhã, era intenso o movimento de entrada e saída de caminhões carregados de mercadorias vindas de São Paulo e do Sul do país na Ceasa. De acordo com Carlos Polloni, responsável por conferir a entrada das mercadorias na central, em pouco mais de uma hora, 30 caminhões carregados com batata e laranja tinham passado pelo local. Em geral, a média é 10 caminhões em igual período.

Muitos motoristas, que não aderiram ao movimento, chegaram a ficar mais de três dias na estrada aguardando a liberação das pistas para entregar os produtos,e somente hoje conseguiu entregar a mercadoria e, parte da carga acabou apodrecendo.

Na mahnã desta quarta  feira (31)  o trânsito na Rodovia Presidente Dutra (BR-116) era lento mesmo com o fim dos protestos dos caminhoneiros. Segundo a CCR Nova Dutra, concessionária que administra a via, um engarrafamento de 25 quilômetros foi registrado   na altura do município de Barra Mansa. Alguns caminhões, estacionados no acostamento durante as manifestações, apresentaram problemas mecânicos, dificultando a circulação dos veículos.

Estado depositará abono para todos os servidores ativos

 A Secretaria Estadual de Planejamento ira depositar   em 4 de setembro o abono do Pasep (R$ 622) ou o seu rendimento para todos os servidores ativos que têm direito ao benefício. Em 2011, mais de 120 mil funcionários estaduais foram contemplados com a medida.

A  Secretaria explicou   que encaminhou ao Banco do Brasil, há duas semanas, a lista dos servidores ativos para que a instituição financeira, responsável pelo pagamento do Pasep, defina quais funcionários terão direito ao depósito do abono ou do rendimento do benefício.

De acordo com a secretaria, ainda não há quantitativo definido porque o banco não enviou os nomes para o estado. Contudo, a Seplag esclareceu que o valor vai ser creditado nas contas do funcionalismo junto com a folha de pagamento de agosto. O montante será depositado pelo Banco do Brasil na conta do Tesouro Estadual.

Segundo o banco, para receber o abono do Pasep os servidores públicos têm que estar cadastrados no programa há, pelo menos, cinco anos e trabalhado, no mínimo, por 30 dias em 2011, além de ter recebido média salarial mensal de até dois salários mínimos neste período.

Tem direito à retirada anual de rendimentos o servidor cadastrado até 1988, com saldo em conta em 30 de junho do ano anterior, que não se enquadre nas condições que permitem o saque do abono. Não havendo a operação, os rendimentos serão incorporados ao saldo da conta e atualizados monetariamente. As retiradas dos rendimentos podem ser feitas durante todo o ano pelo servidor.

Católicos protestam contra propaganda que faz apologia a estupro

 

 

Um post no Facebook da empresa fabricante de preservativos Prudence criou polêmica na internet. A “Dieta do Sexo”, como era chamado, faria apologia ao estupro, segundo internautas e católicos que chegaram a denunciar a companhia.

No anúncio havia dois trechos que chamaram a atenção dos usuários. Em um deles estava “sexo sem o consentimento dela” e, em outo, estava “abrir o sutiã com uma mão, apanhando dela”. Por conta das frases, uma integrante do Levante Popular da Juventude chamou a população para denunciar a Prudence.

Em nota, a empresa afirma que retirou o post do ar nesta segunda-feira e que lamenta o ocorrido.

Veja, na íntegra, a nota da Prudence:

A Prudence, marca de preservativos da DKT do Brasil, comunica que retirou do ar o conteúdo postado na página do seu Facebook, em 16 de julho, intitulado “Dieta do Sexo”.

O conteúdo publicado não é de autoria da Prudence e vem sendo divulgado de forma viral na rede desde 2007. A empresa utilizou o material divulgado e desenvolveu a arte com base no conteúdo, veiculando-a no Facebook. Apesar de não ser a criadora do texto, a empresa não se isenta da responsabilidade de avaliar os conteúdos publicados em sua página na rede social, e por isso lamenta a não percepção de possíveis ofensas originadas pelo material.

A marca reforça que a intenção era contar, de forma divertida, quantas calorias um casal pode perder durante a relação sexual e preliminares, sem jamais fazer alusão a qualquer forma de violência. As frases que foram consideradas ofensivas remetiam a uma brincadeira entre casais, e deveriam retratar uma insistência inofensiva do parceiro. Lamentavelmente, esses trechos permitiam dupla interpretação, o que não foi previamente percebido pela empresa.

De forma alguma a Prudence estimularia qualquer tipo de abuso, principalmente sendo a marca de preservativos ligada à DKT do Brasil, subsidiária da DKT Internacional, empresa sem fins lucrativos e que atua em diversos países em desenvolvimento com o objetivo de combater a disseminação de DST’s (doenças sexualmente transmissíveis) e estimular o planejamento familiar. A atuação mundial da entidade permite a aquisição de preservativos a preços mais acessíveis e, no Brasil, fornece produtos, gratuitamente, para diversas ONG’s de combate à AIDS.

A empresa lamenta o ocorrido e reforça seu compromisso em defesa da saúde pública e do desenvolvimento social.

Manual sobre redação do Enem é lançado pelo Ministério da Educação

Foi lançada nesta segunda-feira (30.07) pelo Ministério da Educação (MEC) o manual A Redação no Enem 2012 – Guia do Participante com informações sobre critérios de avaliação da redação do exame. O guia vai orientar estudantes sobre como se preparar para a prova, que será aplicada nos dias 3 e 4 de novembro.

O ministro da educação, Aloizio Mercadante disse que “o guia vai trazer tudo que o aluno precisa saber sobre o que os avaliadores vão considerar para dar nota [na redação]. O estudante vai saber exatamente em que pode perder pontos e qual a estratégia para ter o melhor desempenho possível”. Das 3.700 redações que receberam nota máxima (mil pontos) no Enem 2011, seis foram selecionadas e aparecem no guia com comentários. De acordo com o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Cláudio Costa, os autores das redações selecionadas “desenvolveram o tema de acordo com as exigências do texto dissertativo-argumentativo” e demonstraram “domínio da norma culta de língua escrita”. Segundo o ministro da Educação, o número de avaliadores de redação será ampliado em 40% para o Enem 2012. Dois professores avaliarão o desempenho dos alunos, que podem receber de zero a 200 pontos para cada uma das cinco competências (domínio da norma padrão da língua portuguesa; compreensão e desenvolvimento do tema utilizando várias áreas do conhecimento; construção e defesa de um ponto de vista; construção de argumentação e proposta de intervenção para o problema, respeitando os direitos humanos).

Se houver divergências acima de 80 pontos em qualquer uma das competências, a prova será corrigida por um terceiro avaliador. Caso ainda persista a divergência de notas, uma banca composta por três professores dará a nota final do participante. Até o exame anterior, a margem para discordância era 300 pontos. Mercadante afirmou que os alunos terão acesso às redações corrigidas para fins pedagógicos. “É mais uma contribuição para darmos total transparência ao Enem”, disse. Entretanto, não poderão ser usadas como base para recurso junto à organização da prova. Elaborado pelo Inep, em conjunto com especialistas em língua portuguesa, o guia tem inicialmente a tiragem de 1,7 milhão de cópias, que serão distribuídas a todas escolas públicas do país na segunda quinzena de setembro. O Ministério também vai disponibilizar edições em braille e na forma ampliada para pessoas com déficit de visão. A versão online já está disponível na página eletrônica do Inep. O MEC também divulgou que será publicado na terça-ferira (31.07) edital no valor de R$ 2 milhões para convocar instituições de ensino superior para fazer estudos e pesquisas relacionados às provas aplicadas.