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Musk volta atacar Moraes


A rede social X disse que espera ser bloqueada no Brasil após término do prazo determinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, para que a empresa defina um novo representante legal no país.

“Em breve, esperamos que o Ministro Alexandre de Moraes ordene o bloqueio do X no Brasil – simplesmente porque não cumprimos suas ordens ilegais para censurar seus opositores políticos”, disse a empresa em nota.
O dono da rede social, Elon Musk, ainda voltou a atacar Alexandre de Moraes e o chamou de “ditador maligno que se passa por juiz”. A empresa também afirmou que, ao tentar se defender legalmente contra as determinações do STF, teria sido ameaçada por Moraes, que sugeriu a prisão da representante legal do X no Brasil. As contas bancárias da representante também teriam sido congeladas, segundo a nota.

A empresa disse que vai divulgar todas as exigências que considera ilegais por parte do ministro e todos os documentos judiciais relacionados, como parte de uma estratégia de transparência.

Operação federal resgata 593 pessoas submetidas a trabalho escravo

Servidores de seis órgãos públicos que participam da quarta edição da Operação Resgate libertaram 593 pessoas encontradas em condições semelhantes ao trabalho escravo ao longo do último mês. Entre as vítimas, há, ao menos, 18 crianças ou adolescentes submetidos ao trabalho infantil ilegal – 16 delas eram forçadas a realizar serviços em condições degradantes, sem receber qualquer quantia em troca.

Os resgates ocorreram em 11 (AM, DF, GO, MG, MS, MT, PA, PE, RJ, RS e SP) das 27 unidades federativas brasileiras, entre os dias 29 de julho e 28 de agosto. Os maiores números de ocorrências foram registrados em Minas Gerais (292 pessoas libertadas), São Paulo (142), Pernambuco (91) e Distrito Federal (29). Já as atividades econômicas com maior incidência de trabalho escravo foram a agricultura (especificamente os cultivos de cebola, café e alho), a construção civil e serviços (restaurantes, bares e condomínios).

Clínica de reabilitação
Um dos casos que mais chamou a atenção dos fiscais ocorreu em Pernambuco, onde 18 pacientes de uma clínica de reabilitação para dependentes químicos eram submetidos a trabalho forçado. “Todos eram pacientes internados e realizavam as atividades laborais compulsoriamente, como parte do processo de internação”, comentou o coordenador-geral de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Análogo ao de Escravo e Tráfico de Pessoas, André Roston, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), ao apresentar, hoje (29), o balanço preliminar da Operação Resgate IV.

“A clínica tinha 63 internos e simplesmente não tinha nenhum empregado registrado. Toda a mão de obra, todo o funcionamento do estabelecimento era extraído do trabalho forçado de parte dos internos, a título de isso fazer parte da reabilitação”, acrescentou Roston, explicando que os 18 resgatados na clínica realizavam, gratuitamente, de atividades administrativas ao serviço de porteiro, vigilância e preparação de alimentos, entre outros.

Operação Resgate IV
A Operação Resgate IV, de combate ao trabalho escravo e ao tráfico de pessoas, é resultado do esforço concentrado de seis instituições: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União (DPU), Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Este ano, foram libertadas 11,6% mais pessoas do que na edição anterior, de 2023, quando 532 trabalhadores foram resgatados.

A operação também resultou no resgate da pessoa mais idosa já encontrada na condição de escravizada.

Uma senhora de 94 anos de idade foi resgatada em Mato Grosso, na casa de uma família para a qual ela trabalhou por 64 anos, sem salário. Impedida de constituir família e de estudar, ela continuava cuidando da atual patroa, de 90 anos e com Alzheimer.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, a trabalhadora poderá permanecer morando na casa onde passou os últimos anos, com todas as despesas pagas pela família da empregadora, que terá de custear inclusive um cuidador de idosos e um salário-mínimo mensal à senhora.

Outro caso de trabalho escravo doméstico foi identificado no estado de São Paulo. Uma mulher, hoje com 58 anos, foi encontrada na casa de uma família para a qual trabalhava desde seus 11 anos de idade. “Ela foi levada para a casa onde passou a trabalhar graças a uma tutela judicial provisória que nunca se tornou definitiva, supostamente para ser integrada em um novo lar, mas passou a trabalhar compulsoriamente, em condições análogas à escravidão, até ser libertada no âmbito da Operação Resgate”, afirmou o coordenador-geral de fiscalização.

Outro aspecto destacado durante a apresentação dos resultados foi a libertação de trabalhadores estrangeiros. Em Anta Gorda (RS), quatro trabalhadores argentinos foram encontrados sem documentos pessoais ou visto para o trabalho, em condições degradantes na extração, corte e carregamento de lenha de eucalipto.

Em Mato Grosso do Sul, as equipes de fiscalização tiveram que usar caminhonetes com tração, lanchas e até um helicóptero para chegar aos dois estabelecimentos onde 13 paraguaios foram flagrados em situação degradante, submetidos à servidão por dívida.

“O isolamento geográfico, a dificuldade de acesso das equipes de fiscalização, contribuem para a vulnerabilização dos trabalhadores”, comentou Roston.

Até o momento, os responsáveis por submeter os trabalhadores a condições semelhantes à escravidão já tiveram que desembolsar mais de R$ 1,91 milhão apenas para saldar verbas rescisórias.

Segundo o coordenador, os órgãos responsáveis seguem buscando o pagamento de outros deveres trabalhistas e custos.

“Este valor total vai ser maior, pois ainda há muitas equipes em campo, realizando as cobranças dos pagamentos. E se não conseguirmos os pagamentos neste ciclo operacional, teremos, eventualmente, a judicialização destas cobranças”, acrescentou o coordenador destacando a importância de punir também financeiramente os responsáveis.

“O principal motor da exploração do trabalho escravo é o fato de que há um grande benefício econômico ao se adotar esta estratégia de violação dos direitos humanos para exploração do trabalho. No cerne, emprega-se o trabalho escravo contemporâneo porque esta ainda é uma conta economicamente benéfica para os exploradores”, concluiu Roston.

Fonte Agência Brasil

Orçamento de 2025 prevê salário mínimo de R$ 1.509

A nova regra de correção fez o governo elevar a previsão para o salário mínimo no próximo ano. O projeto da Lei Orçamentária de 2025, enviado na noite desta sexta-feira (30) ao Congresso, prevê mínimo de R$ 1.509, R$ 7 maior que o valor de R$ 1.502 proposto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

O valor representa aumento de 6,87% em relação a 2024. A alta obedece ao retorno da regra de correção automática do salário mínimo, extinta em 2019, mas voltou a valer em 2023.

Essa regra estabelece que o salário mínimo subirá o equivalente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 12 meses até novembro de 2024, de 3,82%, mais o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) de 2023. Para 2025, a correção considera o PIB de 2023, que cresceu 2,91%.

O valor final do salário mínimo em 2025 pode ficar ainda maior, caso o INPC até novembro suba mais que o esperado. Com base na inflação acumulada de dezembro de 2023 e novembro de 2024, o governo enviará uma mensagem modificativa ao Congresso no início de dezembro.

O Orçamento só será detalhado na próxima segunda-feira (2), em entrevista coletiva no Ministério do Planejamento.

Fonte Agência Brasil

Homem com suspeita de mpox testa positivo para catapora

O passageiro que desembarcou no último domingo (25) no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, com sintomas de mpox testou positivo para varicela, doença popularmente conhecida como catapora. A informação foi divulgada nesta terça-feira (27) pela Secretaria de Saúde de São Paulo. O caso foi descartado para mpox.

“O paciente está bem, segue em observação. O caso foi descartado para mpox e confirmado para varicela, após exame realizado pelo Instituto Adolfo Lutz. É importante ressaltar que o paciente não é oriundo de áreas endêmicas de mpox e que o atendimento a pacientes com suspeita ou diagnóstico da doença faz parte da rotina do instituto desde 2022.”

A pasta emitiu um alerta epidemiológico na última sexta-feira (23) recomendando intensificar ações de vigilância e assistência para casos de mpox no estado.

“A secretaria destaca que está atenta ao cenário epidemiológico e que todas as unidades de saúde estaduais já possuem recomendações técnicas de monitoramento e acompanhamento da doença”.

O comunicado reforça que a transmissão da mpox entre seres humanos ocorre, sobretudo, por meio do contato íntimo com lesões na pele ou mucosas de pessoas infectadas. Os principais sintomas da doença são febre, fraqueza, linfonodos inchados, dores musculares, dores nas costas, dor de cabeça, dor de garganta, congestão nasal e tosse.

As medidas de prevenção citadas pela secretaria incluem:

evitar contato íntimo ou sexual com pessoas que tenham lesões na pele;
evitar beijar, abraçar ou fazer sexo com alguém que tenha a doença;
higienizar as mãos com água e sabão e usar álcool em gel;
não compartilhar roupas de cama, toalhas, talheres, copos, objetos pessoais ou brinquedos sexuais;
usar máscaras, protegendo-se contra gotículas de saliva, entre casos confirmados e seus contatos.
O passageiro havia chegado ao aeroporto no dia 14 de agosto e estava em uma área restrita para pessoas que esperam para pedir refúgio. A Anvisa entrevistou os outros viajantes no local, aplicou 397 questionários, mediu a temperatura e verificou sinais da doença na pele. Nenhuma outra pessoa apresentou sintoma suspeito. Além disso, foram implementadas medidas ambientais de limpeza e desinfecção no local.
Fonte Agência Brasil

Insegurança alimentar é maior para mulheres negras


Pelo menos 12,5% das mulheres negras estão em situação de insegurança alimentar moderada e grave. Esse é apenas um dos dados trazidos pelo último relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades, divulgado nesta terça-feira (27), em evento na Câmara dos Deputados, em Brasília. A insegurança alimentar moderada é aquela em que os cidadãos têm dificuldade para conseguir alimentos. A grave refere-se à fome.

“O que chama a atenção é a nitidez com que a gente percebe os grupos mais desfavorecidos e vulneráveis [mulheres e pessoas negras]”, afirma o membro do Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades, Oded Grajew. Ainda na escala da insegurança alimentar, 12,3% das vítimas são homens negros. Entre não negros, essa porcentagem é de 5,8% para mulheres, e 5,5% para homens.

Outros dados do relatório mostram, por exemplo, que o rendimento médio mensal da mulher negra é de apenas 42%, quando comparado ao homem não negro. Inclusive, elas estão mais desempregadas (11,5%) do que os homens não negros (5,2%).

Oded Grajew, que é também fundador e conselheiro emérito do Instituto Ethos, entende que a combinação de raça e gênero é aquela que mereceria a maior atenção. O relatório destaca ainda que houve um aumento na proporção de crianças indígenas sofrendo com desnutrição: 16,1% entre meninos e 11,1% entre meninas.

“Combater a desigualdade é mudar as prioridades e investir onde é mais necessário. É importante dar atenção prioritária para aqueles grupos mais vulneráveis e marginalizados. No caso do Brasil, é a população negra e são as mulheres”, afirmou. Grajew entende que, embora a situação tenha melhorado para os grupos mais vulneráveis e pobres da população, a situação melhorou também para os mais ricos.

“Em alguns casos, ficou igual e até aumentou na desigualdade. Nós criamos o Pacto Nacional de Combate à Desigualdade porque a desigualdade é que constrói uma sociedade de castas, de conflitos e de violência. A sensação de injustiça é um veneno para a sociedade”, avaliou.

Alterações positivas
O relatório não traz apenas preocupações, mas também indícios de alterações de cenários. Entre os dados positivos, destaca que houve uma queda de 40% na proporção de pessoas em extrema pobreza e a maior redução foi entre mulheres negras.

Ainda está no documento que houve uma queda de 20% no desemprego e ganho real no rendimento médio de todas as fontes, na ordem de 8,3%. A proporção de mulheres negras de 18 a 24 anos que cursa o ensino superior foi a 19,2%, o que significou um crescimento de 12,3% em relação ao ano anterior.

Para ele, o caminho seria aperfeiçoar as políticas públicas, e aperfeiçoar o sistema fiscal e tributário para que os recursos não fiquem dirigidos aos mais ricos. “Todos os países que pregam pela sociedade mais igualitária têm um sistema fiscal tributário que deve ser instrumento da redução da desigualdade”.

Percepção da desigualdade
Outro levantamento divulgado nesta terça-feira, também em Brasília, foi sobre a percepção de desigualdade no país por parte da população. O levantamento foi entregue pelo Instituto Cidades Sustentáveis e pelo IPEC. Um dos exemplos é que diminuiu o número de pessoas que teve que fazer uma atividade extra, como um “bico” para complementar a renda.

Esse número era de 45% em 2022. No ano passado e em 2024, é de 31% (o que seria equivalente a cerca de 50 milhões de pessoas). A pesquisa foi feita em mais de 129 cidades com 2 mil entrevistas.

“Entre o ano passado e agora, esse número de 31% se manteve. Então a gente tem um temor de que esse seja um novo normal onde as pessoas têm que ter dois empregos para se manter”, afirma o coordenador de Relações Institucionais do Instituto Cidades Sustentáveis, Igor Pantoja.

Por outro lado, o levantamento mostrou também que, em geral, mais de 70% das pessoas melhoraram as condições de vida em relação aos seus pais. “Mas também a gente pergunta para essa pessoa, nos últimos cinco anos, se ela acredita que melhorou. a sua situação de moradia, a sua renda e a sua escolaridade, o nível de resposta já é menor, mas ainda é positivo”, diz.

O coordenador observa, porém, que essa percepção de melhora é maior para as classes mais privilegiadas em comparação às pessoas nas classes D e E. “Essa desigualdade ainda é um nó. Não basta a gente melhorar a sociedade como um todo, mas é importante que quem está numa situação pior consiga melhorar mais”.

Fonte Agência Brasil

Anvisa proíbe venda de balas da Dori por risco de Salmonella

Uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, distribuição e consumo de vários lotes de sete balas fabricadas pela empresa Dori Alimentos S.A.

A medida, publicada no último dia 19 no Diário Oficial da União, foi adotada depois que a agência recebeu um comunicado da própria fabricante relatando o recolhimento voluntário das balas, devido ao risco de contaminação por Salmonella muenchen.

A empresa informou ter detectado o risco “durante a verificação de rotina nos seus controles de segurança de alimentos”, em produtos fabricados na unidade de Rolândia (PR).

Dori
No site, a empresa alerta que a ingestão de Salmonella muenchen pode causar infecção gastrointestinal, cujos sintomas mais comuns são: dor abdominal, diarreia, febre e vômito.

A Dori informa ainda que os pontos de venda e estabelecimentos varejistas “foram orientados a interromper imediatamente a venda desses produtos, e o processo de descontaminação, limpeza e higienização da planta fabril afetada já foi concluído”.

Aos consumidores que tenham comprado as balas dos lotes contaminados, a empresa alerta que o produto não deve ser consumido.

“Entrem em contato com o serviço de atendimento ao cliente da Dori Alimentos, pelo telefone 0800 707 4077, de segunda a sexta-feira, das 8:00 às 17:00 e aos sábados das 8:00 às 12:00, ou por e-mail (sac@dori.com.br), para o esclarecimento de dúvidas sobre o recolhimento e/ou sobre o processo de reembolso, sem quaisquer custos aos consumidores.”

Salmonella
De acordo com o Ministério da Saúde, a Salmonella (Salmonellose) é uma bactéria da família das Enterobacteriaceae que causa intoxicação alimentar e, em casos raros, pode provocar graves infecções e até mesmo a morte.

Trata-se de uma bactéria que possui duas espécies causadoras de doenças em humanos: S. enterica e S. bongori. A Salmonella enterica tem maior relevância para a saúde pública.

A Resolução 2991, do dia 16 de agosto, foi publicada pela Anvisa no Diário Oficial da União de 19 de agosto.

Confira os produtos e lotes
Os produtos e lotes recolhidos são:

bala hortelã mint recheada tipo cestinha – lotes PRD 210624, PRD 240624 e PRD 250624, válidos até os dias 21, 24 e 25 de junho de 2026;
bala bolete tutti frutti – lotes PRD 250624, PRD 270624, PRD 280624, PRD 010724, PRD 020724 e PRD 030724, válidos até 25, 27 e 28 de junho de 2026, e 1º, 2 e 3 de julho de 2026;
bala hortelã mint – lotes PRD 050724, PRD 080724, PRD 240624, PRD 260624, PRD 270624 e PRD 280624, válidos até 5 e 8 de julho de 2026, e 24, 26, 27 e 28 de junho de 2026;
bala morango recheada polpa natural – lotes PRD 080724, PRD 090724 e PRD 100724, válidos até 8, 9 e 10 de julho de 2026;
bala Dori regaliz tijolo – lotes PRD 185 03072024, PRD 186 04072024 e PRD 187 05072024, válidos até os dias 3, 4 e 5 de novembro de 2025;
bala yogurte 100 morango – lotes PRD 030724, PRD 040724, PRD 050724, PRD 090724, PRD 010724 e PRD 020724, válidos até 3, 4, 5, 9, 1º e 2 de julho de 2026; e
bala lua cheia chantilly lotes PRD 020724, PRD 030724 e PRD 040724, válidos até 2, 3 e 4 de julho de 2026.
A Anvisa informou que as próximas etapas da medida incluem divulgar mensagem de alerta pela empresa, identificar as medidas adotadas pela fabricante com o objetivo de investigar e corrigir o ocorrido, além de acompanhar a ação de recolhimento pela Vigilância Sanitária.

Matéria ampliada às 16h20 para inclusão das orientações da Dori

Fonte Agência Brasil

Os produtos listados acima estão sendo recolhidos de forma voluntária devido a um potencial risco de contaminação com Salmonella Muenchen.

A ingestão de Salmonella Muenchen pode causar infecção gastrointestinal, cujos sintomas mais comuns são: dor abdominal, diarreia, febre e vômito.

Os pontos de venda e estabelecimentos varejistas foram orientados a interromper imediatamente a venda desses produtos, e o processo de descontaminação, limpeza e higienização da planta fabril afetada já foi concluído.

Pedimos aos consumidores que tenham adquirido produtos desses lotes que não os consumam e entrem em contato com o serviço de atendimento ao cliente da Dori Alimentos, pelo telefone 0800 707 4077, de segunda a sexta-feira, das 8:00 às 17:00 e aos sábados das 8:00 às 12:00, ou por e-mail (sac@dori.com.br), para o esclarecimento de dúvidas sobre o recolhimento e/ou sobre o processo de reembolso, sem quaisquer custos aos consumidores.

Todos os outros produtos da Dori, incluindo produtos como os acima de outros lotes e datas de validade, são considerados seguros para consumo.

A Dori reforça seu compromisso contínuo com a qualidade, transparência e a saúde e segurança de seus consumidores.

Jornalistas da TV Record formaram organização criminosa para desviar dinheiro de doação


O Ministério Público da Bahia (MP-BA) acusou 12 pessoas de formar uma organização criminosa para desviar e lavar dinheiro destinado a ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade social.

O dinheiro foi arrecadado através de entrevistas exibidas no programa “Balanço Geral Bahia”, da TV Record/Itapoan. Segundo as investigações, R$ 407.143,78 não foram entregues às pessoas que participaram das reportagens e deveriam receber a ajuda. [Veja mais detalhes abaixo]

A TV Record/Itapoan descobriu o problema e fez uma investigação interna. Depois, a emissora procurou a polícia, que começou a apuração do caso.

O g1 teve acesso à denúncia feita pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Geaco) do MP-BA para a 9ª Vara Criminal da Comarca de Salvador. Os documentos mostram como o grupo atuava.

Em uma decisão de 12 de agosto de 2024, o juiz Eduardo Afonso Maia Caricchio revelou que as pessoas se uniram para cometer crimes. Os acusados são:

Lucas Costa Santos, 26 anos
Jakson da Silva de Jesus, 21 anos
Daniele Cristina da Silva Monteiro, 27 anos
Débora Cristina da Silva, 27 anos
Rute Cruz da Costa, 51 anos
Carlos Eduardo do Sacramento Marques Santiago de Jesus, 29 anos
Gerson Santos Santana Junior, 34 anos
Eneida Sena Couto, 58 anos
Thais Pacheco da Costa, 27 anos
Alessandra Silva Oliveira de Jesus, 21 anos
Marcelo Valter Amorim Matos Lyrio Castro, 36 anos
Jamerson Birindiba Oliveira, 29 anos
O caso ganhou destaque em maio de 2023, quando os jornalistas Marcelo Castro e Jamerson Oliveira revelaram o “Golpe do Pix”. O g1 tentou falar com Marcus Rodrigues, advogado dos jornalistas, mas não teve resposta. Também está tentando encontrar os advogados dos outros acusados.

O documento judicial acusa os envolvidos de apropriação indébita, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A justiça considera que o grupo é uma organização criminosa com uma estrutura complexa e bem organizada.

Por isso, o juiz decidiu que o caso deve ser enviado para a Vara dos Feitos Relativos a Delitos Praticados por Organização Criminosa, uma unidade especializada que vai continuar a investigação.

Como o esquema funcionava

O dinheiro foi arrecadado através de entrevistas no programa “Balanço Geral Bahia”, na TV Record/Itapoan, que não está sendo processada.

Em 20 de junho de 2023, Marcelo, Jamerson e Lucas foram indiciados pela Polícia Civil por estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Mais de 40 pessoas prestaram depoimento.

Em 9 de agosto de 2024, o MP-BA denunciou os acusados. O documento do MP-BA diz que eles agiram de forma coordenada para cometer crimes contra pessoas vulneráveis, exibindo seus problemas no programa de TV.

Marcelo e Jamerson eram os líderes do grupo. Marcelo, como repórter, entrevistava as vítimas e pedia doações, passando uma chave Pix na tela que não era de fato para os entrevistados. Jamerson, como editor-chefe, autorizava a exibição da chave Pix, sabendo que pertencia a um membro do grupo.

Lucas era o “operador” que encontrava casos para o programa e conseguia as chaves Pix e contas bancárias usadas no esquema. Todos os envolvidos tinham algum tipo de ligação familiar com Lucas, exceto Marcelo e Jamerson.

O grupo desviava a maior parte das doações e dividia o dinheiro entre os membros. As vítimas acreditavam que a chave Pix era da TV ou de alguém do programa, e só descobriram a fraude quando o caso foi revelado na imprensa.

A TV Record/Itapoan demitiu os dois funcionários quando o esquema foi descoberto. O g1 tentou contato com a emissora e está aguardando uma resposta.

O começo da fraude

O esquema foi descoberto após um programa exibido em 28 de fevereiro de 2023, que mostrava uma criança com um grave problema de saúde. Um jogador de futebol fez uma doação, mas o assessor dele percebeu que a chave Pix mostrada no programa era diferente da chave usada na doação. Ele confirmou que a chave era de outra pessoa e organizou a doação diretamente para a família da criança.

O Gaeco revelou que, além do caso que iniciou a investigação, foram encontrados 11 casos semelhantes. O grupo arrecadou R$ 543.089,66 em doações durante o período da fraude, mas apenas 25% desse valor, ou R$ 135.945,71, foi realmente repassado às vítimas. O grupo se apropriou de R$ 407.143,78.

Em um caso, foram arrecadados R$ 64.127,44, dos quais R$ 57.591,26 foram desviados e apenas R$ 6.536,18 chegaram às vítimas.

O MP-BA pediu que os envolvidos paguem um total de R$ 607.143,78 como reparação pelos danos causados.

Padre é preso com mais de 260 vídeos de cenas sexuais com adolescentes


No domingo, 18, a Polícia Civil do Amazonas prendeu um padre sob suspeita de exploração sexual de adolescentes, produção e armazenamento de material sexual, indução ao aborto e ameaça às vítimas. A prisão ocorreu em Coari, a 363 quilômetros de Manaus.

O padre foi encontrado na cama com uma jovem que havia acabado de completar 18 anos, com quem ele já tinha um relacionamento, de acordo com a polícia. A defesa do padre não foi localizada para comentar o caso, e a diocese local condenou suas ações e o afastou de suas funções.

“Foram apreendidos mais de R$ 30 mil em dinheiro no quarto do padre, além de mais de 260 vídeos de cenas sexuais com adolescentes e outras pessoas. Todo o material será analisado pela perícia, junto com o notebook dele”, disse o delegado José Barradas.

O padre Paulo Araújo da Silva, de 31 anos, estava sendo investigado desde setembro de 2023, após uma denúncia anônima pelo Disque 100. A denúncia afirmava que uma adolescente de 17 anos estava sendo estuprada, sofrendo violência doméstica e sendo forçada a abortar.

A vítima confirmou à polícia que mantinha relações com o padre desde os 14 anos e que foi forçada a abortar após engravidar dele. Ela também relatou violência psicológica e ameaças frequentes.

O delegado revelou que Francisco Rayner Barros Batista, de 34 anos, também está envolvido. Rayner forneceu o medicamento que causou o aborto e está foragido. O feto foi encontrado enterrado no quintal da casa de Rayner, conforme fotos e depoimentos.

As investigações continuam, pois há indícios de que outras pessoas também foram aliciadas pelo padre. Rayner, que ajudou no aborto, também é procurado pela polícia.

“Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e mandados de prisão. A Igreja Católica está colaborando com as investigações. Pedimos que outras possíveis vítimas procurem a delegacia para fazer suas denúncias”, afirmou o delegado José Barradas.

O padre pode ser acusado de vários crimes, incluindo abuso de menores, estupro de vulnerável, aborto feito por terceiros e ameaça, conforme as leis brasileiras.

Diocese Repudia

A Diocese de Coari emitiu uma nota condenando todos os tipos de abuso e expressou apoio às vítimas e suas famílias. A Igreja afirmou que tomou as medidas necessárias e afastou o padre de suas funções, e se colocou à disposição para colaborar com as autoridades civis para esclarecer os fatos.

A reportagem não conseguiu contato com os investigados mencionados pela Polícia Civil do Amazonas.

Cantor Nahim morreu de intoxicação por cocaína e traumatismo craniano


Após a decisão de manter a causa da morte do cantor Nahim em segredo de Justiça, o g1 divulgou detalhes do laudo do Instituto Médico-Legal (IML), que apontou intoxicação por cocaína e traumatismo craniano como as principais causas do falecimento do artista.

O documento da Superintendência da Polícia Técnico-Científica revelou que Nahim faleceu devido a uma “intoxicação exógena ocasionada pelo agente químico cocaína e pelo traumatismo cranioencefálico”. A perícia sugere que a intoxicação pode ter causado uma perda de consciência ou morte súbita, resultando na queda do cantor na escada de sua residência. A fratura no crânio também é considerada uma causa direta da morte.
Além da cocaína, o exame toxicológico detectou a presença de sedativos no organismo de Nahim, mas estes não teriam contribuído diretamente para o óbito.

Nahim foi encontrado sem vida em sua casa em Taboão da Serra, São Paulo. Inicialmente, a morte foi registrada como suspeita, e uma das hipóteses era uma queda acidental. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo informou que policiais militares foram chamados para a ocorrência e encontraram Nahim sozinho em casa. O Corpo de Bombeiros e o SAMU foram acionados e confirmaram o óbito. O corpo foi levado ao IML e o caso foi registrado no 1º DP de Taboão da Serra.

Sites de apostas pedem para operar legalmente no Brasil

O Ministério da Fazenda recebeu, até a noite desta terça-feira (20), mais de 100 pedidos de autorização de sites de apostas online que desejam operar legalmente no Brasil a partir de 1º de janeiro de 2025, quando entram em vigor as novas regras estabelecidas pela chamada “lei das Bets”. O prazo para a inscrição das empresas continua aberto, mas a data de ontem era o último dia para garantir a análise da autorização pelo governo ainda em 2024, com a operação no novo domínio bet.br a partir de 2025.

Embora o prazo para pedidos ainda esteja em vigor, a partir de agora, as respostas podem levar até cinco meses (150 dias). O governo estima que, com o número de pedidos feitos até o momento, a receita inicial com as outorgas pode chegar a R$ 3 bilhões, uma vez que cada autorização custa R$ 30 milhões.

É importante observar que nem todas as empresas que realizaram a inscrição deverão ser autorizadas. Regis Dudena, secretário de Prêmios e Apostas, explicou  que, dado que a maioria dos pedidos foi protocolada nos últimos dias, ainda não há uma avaliação completa quanto ao cumprimento de todos os requisitos. “É de se esperar que nem todos cumprirão a integralidade das exigências”, afirmou Dudena.

Além do pagamento das outorgas, as empresas terão que arcar com uma taxa de 12% sobre a receita bruta. Os vencedores dos prêmios também terão que pagar 15% sobre os ganhos que excederem um salário mínimo.

A partir de 1º de janeiro de 2025, todos os sites de apostas online no Brasil deverão operar sob o novo domínio bet.br. A criação desse domínio visa controlar fraudes e reduzir atividades de apostas ilegais. O Ministério da Fazenda será responsável pela autorização das empresas, enquanto o Ministério do Esporte ficará encarregado da fiscalização da manipulação de jogos após a autorização dos sites.