Ex-prefeito de Santa Rita do Sapucaí e cantor Milionário são condenados por fraude em show

15mar2013---o-cantor-milionario-da-dupla-milionario-e-jose-rico-conta-que-a-melhor-maneira-de-manter-a-voz-por-43-anos-e-cantar-sem-parar-1363649944501_300x420

A Justiça de Santa Rita do Sapucaí (MG) condenou em primeira instância o ex-prefeito Ronaldo de Azevedo Carvalho e Romeu Januário de Matos, o cantor Milionário, por superfaturamento de um show da dupla “Milionário e José Rico”, em maio de 2006. A apresentação, que aconteceu em comemoração ao aniversário da cidade, teria custado R$ 33 mil, mas foi pago com um cheque da prefeitura no valor de R$ 57 mil. Além do ex-prefeito e de Milionário, também foram condenados Carlos Eduardo Caires, responsável pela Via 7 Comunicação e Publicidade, empresa que contratou o show, e André Renato Martins, que agenciou o evento. De acordo com o Ministério Público, o valor chamou atenção porque na mesma época a dupla recebeu R$ 33 mil para se apresentar em outros municípios do Sul de Minas. Na época, o recibo da apresentação saiu em nome da empresa Via 7, que é de Americana (SP). “Essa condenação já era esperada até porque os autos eram evidentes com relação aos crimes que eles praticaram”, afirma o promotor Francisco Eugênio Coutinho do Amaral. e acordo com o promotor, os envolvidos também respondem por uma ação civil pública. “A ação por improbidade administrativa já foi julgada em primeira e segunda instâncias e o Tribunal de Justiça manteve a decisão condenando todos eles a ressarcir os cofres públicos. Não só nos valores que eles receberam a mais, mas também foram aplicadas multas no valor que eles receberam, além da inelegibilidade por 8 anos”, explica. O show da dupla sertaneja aconteceu no estádio municipal e reuniu milhares de pessoas. A dupla foi a principal atração da noite. Em depoimento ao Ministério Público, o cantor Milionário disse que o contrato firmado com a prefeitura era de R$ 33 mil e que, após o show, ele foi procurado por um homem a mando do prefeito que pediu que ele assinasse um documento com um valor maior. A declaração foi assinada na chácara do cantor, em Mogi-Mirim (SP). Nesta primeira instância, Milionário foi condenado a um ano e seis meses, em regime aberto, mas a pena foi substituída por restrições de direitos e 10 salários mínimos a uma entidade social de Santa Rita do Sapucaí.

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