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Mandante da morte da missionária Dorothy Stang será julgado pela quarta vez

 

 

 

 

 

O fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, condenado como mandante do assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang em 2005, enfrentará nesta quinta-feira (19) seu quarto julgamento do caso. Sua defesa investe em dois trunfos para tentar convencer o júri de sua inocência: o depoimento de um ex-policial federal que investigou a morte de Dorothy e um documento inédito que provaria que um delegado de polícia forneceu a arma do crime. “Consegui documentação muito séria sobre isso, que pode até comprometer o Ministério Público”, afirmou o advogado Arnaldo Lopes, sem adiantar detalhes. Nos três julgamentos anteriores, Bida foi absolvido uma vez e condenado duas vezes. No último, em 2010, Bida foi condenado, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou o julgamento em maio deste ano, sob o entendimento de que a defesa do fazendeiro foi cerceada. Cinco pessoas são acusadas de participar do crime: além de Bida, Regivaldo Galvão, o Taradão, também foi condenado como mandante. Rayfran das Neves Sales e Clodoaldo Carlos Batista foram condenados, respectivamente, como autor e coautor do homicídio. Amair Feijoli, o Tato, foi acusado de ser o intermediário entre os executores e os mandantes. Bida era dono de um lote de terra em Anapu (a 766 km de Belém) visado por Dorothy para a criação de um assentamento.