Coronel da PM do Rio é preso por estuprar criança de 2 anos

Pedro Chavarry Duarte, coronel reformado da Polícia Militar do Rio de Janeiro de 62 anos, foi preso na noite deste sábado em flagrante ao ser surpreendido com uma criança do sexo feminino, de apenas dois anos de idade, completamente nua no interior do seu carro. Ele foi preso por policiais do 22º Batalhão da Polícia Militar (Benfica), que atenderam a uma denúncia anônima.

A prisão ocorreu em Ramos, bairro da zona norte do Rio. No ato do flagrante, o coronel teria tentado subornar os policiais, para que a ocorrência não fosse levada adiante.

O crime começou a ser desvendado por volta das 20h, enquanto a atendente de uma lanchonete anexa ao posto de gasolina recebia o pedido de um lanche, ela viu que uma criança que  acompanhava o coronel reformado no banco do carona , e quando foi entregar o pedido, se deparou com a menina nua e de pernas abertas.a atendente assustada comentou com uma colega de trabalho, chocadas com a cena, elas teriam comentado o caso com uma cliente, que resolveu chamar a PM.

“Não foi a primeira vez que minha colega o viu com uma criança dentro do carro. Uma outra vez, ele estava com um menino. Na hora que ele fez a compra e ela entregou o lanche, viu que a menina estava sem roupa e com as pernas abertas. Ela comentou comigo o acontecido e uma outra cliente ouviu, perguntou o que estava acontecendo e resolveu chamar a polícia”, disse uma funcionária, que não quis se identificar.

O coronel tentou justificar a ação dizendo que a criança era filha de uma conhecida e que a mãe dela já estava chegando ao local. Em seguida, o oficial tentou “oferecer vantagens” aos policiais, que decidiram gravar a conversa em vídeo, e foi preso.

Minutos depois, uma mulher ainda não identificada apareceu no local e informou que a mãe da menina estava presa e que ela era responsável por tomar conta da criança. Ela foi orientada a comparecer à Delegacia da Criança e Adolescente Vítima para prestar esclarecimentos durante a semana e, portanto não foi presa. No registro de ocorrência, ela aparece como envolvida no caso.Logo depois, uma outra mulher chegou ao local com a certidão de nascimento da pequena. Ela afirmou para os PMs que o oficial dava dinheiro para sair com a garotinha.

Pedro Chavarry Duarte, de 62 anos, é presidente da Caixa Beneficente da Polícia Militar do Rio de Janeiro desde 2010. Na década de 1990, o então capitão Chavarry foi investigado por envolvimento com o jogo do bicho e receber propina do contraventor Castor de Andrade. Ele ingressou na corporação aos 19 anos. Formado em Direito, Chaverry passou pelo gabinete de quatro comandantes-gerais, relações-públicas da PM e membro da mesa diretora da irmandade de Nossa Senhora das Doras da PM. Em 2014, ele foi candidato a deputado federal pelo Rio, pelo Partido Social Liberal, mas não foi eleito.

Em nota, o secretário de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, Paulo Melo, determinou que a secretaria acompanhe de perto a prisão do coronel reformado da PM, flagrado com uma criança de 2 anos nua. O secretário lembrou que, na década de 90, ao comandar uma comissão parlamentar na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro ( Alerj), prendeu o oficial acusado de envolvimento com o tráfico de bebês.

No documento, Paulo Melo disse que à época foi procurado por uma associação de moradores de Bangu, que relatou o envolvimento de um PM com a venda de crianças. “Montamos uma operação com a ajuda do 14º BPM (Bangu) e ficamos esperando no local usado pela quadrilha como cativeiro, onde os bebês eram deixados de manhã, sob efeito de tranquilizantes, e, à noite, transportados pelo bando. Quem da quadrilha chegou para pegar o bebê, de apenas quatro meses, foi o então capitão. Foi preso e autuado em flagrante”, recordou Paulo Melo.

Para o secretário, os dois casos podem mostrar um envolvimento sistemático do PM em casos de abusos e tráfico a menores desde a década de 90. “Quantas crianças ele pode ter molestado nesse período. Desde aquela época ele já demonstrava um desvio de conduta incompatível com a atividade policial e de servidor público”, analisou Paulo Melo, recordando que, apensar das provas contundentes, o coronel conseguiu arrastar o processo na Justiça e saiu impune.

Promoções

“O então capitão era ardiloso. Ele se aproximava das mães, geralmente de comunidades muito carentes, e dizia que trabalhava para a igreja, que iria arrumar uma creche. Até colocava os bebês em creches, mas, em seguida, convencia as mães de que elas não tinham condições de criá-las e, o melhor, seriam doá-las. Aproveitava da fraqueza e da necessidade. Depois, estas crianças eram vendidas pelo oficial “, lembrou Paulo Melo.

O secretário pediu o acompanhamento do caso para saber se o coronel continuava a atuar no rapto de menores. Paulo Melo também irá apurar como ocorreram as promoções do oficial da PM sem levar em consideração o histórico criminal. “Talvez agora ele seja excluído”, avaliou o secretário.

Segundo nota divulgada pela assessoria de Imprensa da Polícia Civil, com base em informações da Central de Garantias Norte, a delegada Carolina Marins, após apreciar as provas, autuou o coronel em flagrante pelos crimes de estupro de vulnerável e corrupção ativa.

Expulsão

De acordo com a nota, a criança foi entregue “aos responsáveis legais” e será encaminhada à Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) para “entrevista de revelação”. Cópias do procedimento serão encaminhadas ao Conselho Tutelar, de modo a garantir a assistência à criança, e também à 21ª Delegacia de Polícia, para prosseguir na investigação.

As informações indicam que o coronel preside a Caixa Beneficente da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Ele foi encaminhado ao Batalhão Especial Prisional (BEP), em Niterói. Além de responder à Justiça comum, o coronel reformado também será submetido a um Processo Administrativo Disciplinar na Polícia Militar, podendo ser expulso da corporação.

Secretaria

Em nota, o secretário de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, Paulo Melo, determinou que a secretaria acompanhe de perto a prisão do coronel reformado da PM, flagrado com uma criança de 2 anos nua. O secretário lembrou que, na década de 90, ao comandar uma comissão parlamentar na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro ( Alerj), prendeu o oficial acusado de envolvimento com o tráfico de bebês.

No documento, Paulo Melo disse que à época foi procurado por uma associação de moradores de Bangu, que relatou o envolvimento de um PM com a venda de crianças. “Montamos uma operação com a ajuda do 14º BPM (Bangu) e ficamos esperando no local usado pela quadrilha como cativeiro, onde os bebês eram deixados de manhã, sob efeito de tranquilizantes, e, à noite, transportados pelo bando. Quem da quadrilha chegou para pegar o bebê, de apenas quatro meses, foi o então capitão. Foi preso e autuado em flagrante”, recordou Paulo Melo.

Para o secretário, os dois casos podem mostrar um envolvimento sistemático do PM em casos de abusos e tráfico a menores desde a década de 90. “Quantas crianças ele pode ter molestado nesse período. Desde aquela época ele já demonstrava um desvio de conduta incompatível com a atividade policial e de servidor público”, analisou Paulo Melo, recordando que, apensar das provas contundentes, o coronel conseguiu arrastar o processo na Justiça e saiu impune.

Promoções

“O então capitão era ardiloso. Ele se aproximava das mães, geralmente de comunidades muito carentes, e dizia que trabalhava para a igreja, que iria arrumar uma creche. Até colocava os bebês em creches, mas, em seguida, convencia as mães de que elas não tinham condições de criá-las e, o melhor, seriam doá-las. Aproveitava da fraqueza e da necessidade. Depois, estas crianças eram vendidas pelo oficial “, lembrou Paulo Melo.

O secretário pediu o acompanhamento do caso para saber se o coronel continuava a atuar no rapto de menores. Paulo Melo também irá apurar como ocorreram as promoções do oficial da PM sem levar em consideração o histórico criminal. “Talvez agora ele seja excluído”, avaliou o secretário.

 

 

 

 

(Fonte Agência Brasil)

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