O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) tranquilizou a população fluminense quanto à contaminação da bactéria KPC, encontrada na foz do Rio Carioca, que deságua na Praia do Flamengo. De acordo com a presidente do instituto, Isaura Frega, “a bactéria é pouco resistente no meio ambiente, sobretudo em águas salinas”.
– Não existe necessidade de alarmismo. Nas praias próprias, a possibilidade da presença desta bactéria é mínima, quase nula – garantiu Isaura Frega, ressaltando que não há registros de pessoas contaminadas com a bactéria fora do ambiente hospitalar que tenha dado entrada nos hospitais públicos do estado.
A pesquisadora e bioquímica Renata Cristina Picão, do Instituto de Microbiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também destaca que não há motivo para alarmismo.
– A KPC é uma bactéria de origem hospitalar que perde força em contato com a água salgada do mar. Não é uma bactéria agressiva. Ela é resistente apenas a antibióticos. Representa risco somente para aquelas pessoas que estão com o sistema imunológico debilitado – explicou a especialista.
Um estudo da UFRJ, feito em parceria com o Inea, identificou a presença da bactéria nas praias do Flamengo e Botafogo somente nos períodos em que a qualidade da água era imprópria.
– É preciso respeitar os alertas do Inea sobre a balneabilidade das praias. As praias consideradas impróprias para o banho devem ser evitadas porque há presença de bactérias e entre elas pode estar a KPC.
Isaura Frega ressaltou que as praias da Zona Sul e da Zona Oeste têm suas águas monitoradas para presença de coliformes fecais duas vezes por semana, mais do que o padrão nacional que é de monitoramento semanal. A presidente do Inea informou, ainda, que já pediu à Secretaria Municipal do Meio Ambiente um estudo sobre os hospitais que possam estar jogando esgoto in natura no Rio Carioca ou em outros rios.
– A KPC é originalmente uma bactéria encontrada apenas no ambiente hospitalar e seu aparecimento em outros ambientes vem sendo estudado no mundo inteiro – completou.
