
O norte-americano Julien Blanc ficou famoso após ministrar conferências que ensinam homens a “pegar” mulheres. No conteúdo das aulas, ele divulga algumas táticas como ignorar as pretendentes quando elas dizem “não” e até mesmo agredí-las fisicamente, já que algumas gostam de uma pegada mais forte. Em uma das gravações, ele ensina como agarrar uma menina pelo pescoço e empurrá-la à força em direção à própria virilha. “Se você é um homem branco, pode fazer o que quiser”, diz. Como o conteúdo causou revolta no público feminino e é considerado machista, racista e criminoso, uma petição quer proibir que as aulas continuem. Países como Austrália e Reino Unido, por exemplo, cancelaram os eventos que teriam a presença do norte-americano. O próximo destino de Julien, no entanto, pode ser o Brasil. Ao saber da notícia, internautas criaram uma petição virtual que pede, em nome de “milhares de mulheres que todos os dias combatem a violência”, que el seja proibido de entrar no país. “Nós, mulheres brasileiras, não queremos este monstro no nosso país para disseminar ainda mais a violência contra a mulher, uma luta de séculos que vem sido galgada a base de muita garra. É uma luta diária e precisamos nos unir mais uma vez, ter voz e dizer ‘não’. O ‘não’ para a violência que custa milhares de vidas todos os dias. É esse ‘não’ que poderá salvar a vida de muitas outras. Esse homem é um criminoso, doente, que vem para nosso país para ganhar dinheiro ensinando homens a estuprarem, a violentarem mulheres. Não aguentamos mais isso”, diz o texto. A petição já tem mais de 30 mil assinaturas
Julien Blanc foi deportado da Austrália depois que a ativista Jennifer Li criou uma petição na internet pedindo sua expulsão do país, informou o jornal “The Mirror”.
Mais de 4 mil pessoas apoiaram a saída de Blanc por considerarem seu comportamento como abusivo e sexista. Em suas aulas polêmicas, o americano diz como pegar a cabeça de mulheres e empurrá-las ao pênis com facilidade , conforme mostra um vídeo publicado no YouTube.
Se você é um homem branco, pode fazer o que quiser“, comenta na gravação de um seminário sobre como se relacionar com asiáticas. “Faça traquinagens pelas ruas agarrando as garotas. Cabeça no pênis. Cabeça. No pênis. Todo estrangeiro branco faz isso”.
Após a divulgação do vídeo na web, Li criou a petição no site Change.org, que culminou com a saída do americano do país, conforme informou a polícia local pelo Twitter. Mais de 41 mil pessoas assinaram.
“Julien Blanc e seu grupo são sexistas e racistas que ganham a vida ensinando homens como violar mulheres por meio do abuso físico e emocional“, escreveu Li no site.
A ativista, além de conseguir tirá-lo do país, também entrou em contato com hotéis que receberiam o homem para seus seminários pedindo o cancelamento das reservas para o evento.
Ele tem agenda no Brasil. Nos dias 22 a 24, o site dele registra eventos em Florianópolis e, nos dias 29 a 31 de janeiro, no Rio.