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Massacre de Realengo foi lembrado hoje (7) em uma missa

Quatro anos após o assassinato de 12 adolescentes na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, moradores da comunidade cobraram mais seguranças nas escolas. A tragédia foi lembrada hoje (7) em uma missa na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, no mesmo bairro. Fotos das vítimas foram expostas em banners na igreja.

A presidenta da Associação dos Anjos de Realengo, Adriana Silveira, mãe da vítima Luiza Paula, criticou a falta de segurança nas escolas e disse que nada mudou desde a tragédia. Para ela, a presença de guardas municipais nas escolas pode inibir pessoas com intenções violentas e um trabalho de conscientização deve ser feito para combater o bullying. Na visão dela, o bullying praticado contra o ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira teve “grande contribuição” para que ele voltasse à escola anos depois e cometesse os crimes.

“Nossa luta é por segurança nas escolas e para que se tenha profissionais qualificados que identifiquem crianças que possam por problemas, que tenham algum distúrbio e que sejam encaminhadas para tratamento”, disse.

No fim da tarde, uma campanha contra o bullying será lançada pela associação em uma oração no Cristo Redentor. A iniciativa contará com um concurso de redação e frases sobre bullying para escolas de ensino fundamental e médio.

Mãe da vítima Mariana Rocha, Noeli da Silva Rocha, de 43 anos, fez uma tatuagem com o nome da filha no antebraço esquerdo. Ela conta que abril é um mês difícil para família.  “No dia 1º começa a vir aquela dor no peito, que só aumenta. Não desejo para o meu pior inimigo o que passamos”.

O arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, enviou uma mensagem e a organização não governamental (ONG) Viva Rio fez uma ação incentivando a doação de sangue.

 

 

 

Autorizado reajuste de 9,32% nos serviços prestados pelos Correios

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O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, autorizou um reajuste linear de 9,329% dos serviços postais e telegráficos, nacionais e internacionais, prestados exclusivamente pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT).

A portaria foi publicada hoje (7), no Diário Oficial da União. O preço de cada serviço será definido pelo Ministério das Comunicações de acordo com a portaria. Qualquer outro reajuste dessas tarifas “somente poderá ser implementado depois de decorridos 12 meses, no mínimo”, informa o texto.

Com o reajuste, uma carta comercial de até 20 gramas poderá custar R$ 1,41, conforme o que for decidido pelo Ministério das Comunicações. Um telegrama nacional pré-pago emitido na agência poderá custar R$ 8,50, por página, de acordo com tabela publicada em anexo à portaria.

Missão humanitária brasileira não teve autorização de Israel para acesso à Faixa de Gaza

A Missão Humanitária à Faixa de Gaza, formada por 13 brasileiros, não conseguiu chegar ao local desejado – estreita faixa de terra palestina, localizada na costa oriental do Mar Mediterrâneo, entre Israel e Egito. O grupo não teve autorização do governo de Israel para ingressar em território palestino. Segundo mensagem enviada à Embaixada Brasileira na Palestina, pelo governo de Israel, não houve tempo hábil “para conduzir todos os procedimentos de averiguação e segurança dos integrantes da missão”. O governo de Israel, que controla a entrada e saída de pessoas do território ocupado da Palestina, sugeriu que a missão estudasse a possibilidade de ingressar em Gaza a partir do dia 12 de abril.

“O ruim é que a resposta não determina um prazo. Nada garante que conseguiremos entrar no dia 12, mas só a partir daí. Mas pode ser em uma semana, um mês, um ano”, ponderou Leonado Vieira, integrante do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial e um dos coordenadores da missão.

Diante disso, o grupo estudou a viabilidade de ir ao CheckPoint de Erez, o único que dá acesso à Faixa de Gaza, a partir de Israel. Em toda a Palestina existem mais de 500 checkpoints (barreiras de controle de documentos) equipados com aparelhos de raio-x e detectores de metal. Para que os palestinos possam entrar e sair das cidades, é preciso que apresentem documentos nesses locais. A exigencia vale para crianças em idade escolar, idosos, gestantes e em caso de doença. No dia a dia, as pessoas chegam a perder até cinco horas por dia só para atravessar as barreiras de segurança. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2008, 69 partos foram feitos nos checkpoints.

Os integrantes da missão foram dissuadidos pelo embaixador do Brasil na Palestina, Paulo França, que se mostrou preocupado com a segurança do grupo. A Embaixada do Brasil em Israel também mostrou preocupação com a proposta. Em reunião com os representantes do governo brasileiro em Ramalah, Rita Freire – que faz parte da missão e também integra o Conselho Internacional do Fórum Social Mundial – informou que apesar das atividades terem sido concluídas na Palestina, a missão humanitária segue em aberto até que seja autorizada a entrar no território palestino.

“Não chegamos à [Faixa de] Gaza, mas isso não significa que a missão terminou. Vamos seguir tentando”. Para os ativistas que integram a missão, a dificuldade de acesso ao território é um exemplo de como as restrições de liberdade afetam o povo palestino.

O governo de Israel foi procurado pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), mas informou que não poderia gravar entrevista, em função dos feriados no país.

 

(Fonte:Agência Brasil)

Banco do Brasil reestrutura vice-presidências e diretorias

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O Conselho de Administração do Banco do Brasil (BB) aprovou hoje (6) a unificação e a criação de vice-presidências e diretorias. Em comunicado, a instituição informou que as mudanças vão melhorar a eficiência e a produtividade do banco, ao estimular a contribuição entre serviços semelhantes.

De acordo com o BB, as mudanças não acarretarão aumento de despesas, demissão de funcionários nem alterações nas metas de eficiência operacional previstas para o período 2015-2019. Segundo a instituição, a unificação de áreas convergentes será compensada pela criação de diretorias e vice-presidências.

A principal medida foi a unificação da Vice-Presidência de Varejo, Distribuição e Operações, que supervisionava os funcionários, com a Vice-Presidência de Gestão de Pessoas e Desenvolvimento Sustentável, que cuidava de medidas de aperfeiçoamento do quadro. Rebatizado de Vice-Presidência de Distribuição de Varejo e Gestão de Pessoas, o cargo será assumido por Paulo Ricci, até agora vice-presidente de Varejo, Distribuição e Operações.

O Banco do Brasil criou também uma vice-presidência específica para projetos de infraestrutura, que abrangerá as concessões de estradas, portos, aeroportos e ferrovias e a modernização de aeroportos regionais. A Vice-Presidência de Serviços e Infraestrutura será assumida pelo ex-ministro dos Transportes César Borges, que volta ao banco. De maio de 2012 a abril de 2013, Borges foi vice-presidente de Governo do BB.

Segundo o banco, a nova vice-presidência é necessária para coordenar os negócios estratégicos relacionados aos grandes projetos de infraestrutura que surgem com o êxito dos modelos de concessão.

As diretorias de Marketing e Comunicação e de Estratégia e Organização foram unificadas na Diretoria de Estratégia da Marca, a ser assumida por Luis Aniceto. Paralelamente, foi criada a Diretoria de Negócios Digitais, que ficará a cargo de Marco Mastroeni.

As funções da Diretoria de Seguros, Previdência Aberta e Capitalização foram absorvidas pela BB Seguridade, subsidiária do banco encarregada do setor de seguros. A Unidade de Contadoria foi transformada em diretoria, a ser assumida por Eduardo César Pasa. De acordo com o banco, a mudança aprimorará o processo de governança corporativa.

A Unidade de Desenvolvimento Sustentável foi reestruturada na Unidade de Negócios Sociais, que centralizará a gestão de projetos vinculados à inclusão financeira, como Microcrédito Produtivo Orientado, Crédito Acessibilidade e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O setor passará a ser subordinado à vice-presidência de Agronegócios e de Micro e Pequenas Empresas.

 

(Fonte:Agência Brasil)

Governador veta projeto que proibia revista íntima nos presídios do Rio

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O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, vetou integralmente o projeto de lei aprovado no mês passado pela Assembleia Legislativa (Alerj) que previa o fim da revista íntima de visitantes no sistema penitenciário do estado. O veto foi publicado hoje (6) no Diário Oficial do Estado.
De acordo com a justificativa do veto, o projeto contém vício de iniciativa e inconstitucionalidade formal, já que propostas sobre estruturação e atribuição das secretarias vinculadas ao governo são de iniciativa exclusiva do governador. Além disso, o texto diz que nem todos os objetos proibidos são detectados pelos equipamentos de segurança e que vetar completamente a revista íntima poderia colocar em risco os funcionários e internos do sistema prisional, bem como a “sociedade em geral”.
A justificativa do governador argumenta que, caso o projeto entre em vigor, “certo se tornará o ingresso nos estabelecimentos penais” de objetos cortantes de cerâmica, gás em recipientes não metálicos e pistolas Glock, que são feitas com elementos de plástico.
Para o defensor público Daniel Lozoya, todos os argumentos para o veto são improcedentes e refletem a “lógica de tratamento diferenciado arraigado ainda em muitas autoridades”.
“O projeto de lei regula o procedimento a que os cidadãos são submetidos quando vão visitar um ente e isso não tem nada a ver com atribuições. Se num aeroporto ou nos fóruns tem um detector de metal e uma revista quando há uma fundada suspeita, por que o tratamento diferente com relação aos visitantes de presos?”.
Quanto à possibilidade de ingresso das armas, Lozoya afirma que pesquisas apontam o contrário. “Uma pesquisa feita em São Paulo, e não temos motivo para acreditar que seja diferente no Rio, num universo de dois anos de visita, com mais de 3 milhões de revistas, não houve uma tentativa de ingresso de arma nas revistas realizadas. No entanto, foram realmente apreendidas armas no interior das unidades prisionais,  o que aponta para outra via de ingresso desses objetos ilegais”.
Segundo levantamento da campanha “Pelo fim da revista vexatória”, da Rede de Justiça Criminal de São Paulo, apenas 0,03% das revistas íntimas nos presídios leva à apreensão de algum material proibido, como drogas, armas e celulares.
A advogada do Instituto de Defensores de Direitos Humanos (DDH) Raphaela Lopes, que também faz parte da Rede, alega que a revista íntima é inconstitucional, em um sistema penitenciário que vive uma realidade precária e com ausência de respeito às garantias fundamentais.
“A revista vexatória talvez seja a violação mais séria que a gente detecta hoje, porque o principal afetado é a família do preso. E a gente vê aí então que há uma certa transferência da punição, algo vedado pela Constituição. A gente vê uma violação muito grande da sua privacidade, da sua intimidade, e essa prática atinge principalmente mulheres”, sustenta Raphaela.
O projeto de lei é dos deputados Marcelo Freixo (Psol), Jorge Picciani (PMDB) e André Ceciliano (PT). De acordo com Freixo, a proposta já tinha sido discutida com o executivo: “Eu achava que estava tudo acertado. Nós chegamos a ter uma conversa com o novo secretário de Administração Penitenciária [coronel Erir Ribeiro Costa Filho] que falou bem do projeto de lei e só reclamou de um artigo. Mas o governador, para nossa surpresa, vetou a lei inteira. Então agora cabe à Alerj derrubar ou não o veto. Espero que derrube”.
Presidente da Alerj, Picciani, lembrou que o  projeto foi aprovado por 47 votos a favor e apenas dois contra. Ele afirmou, por meio de nota, que o processo legislativo se completa com o exame dos vetos. “O Rio vai avançar com o fim da revista vexatória. Submeterei rapidamente ao plenário o exame do veto”.
De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária, o sistema do estado conta atualmente com 63 banquinhos detectores de metais, 110 portais detectores de metais, 70 detectores de metais manuais (raquetes) e 9 raios-x de bagagem, além de um scanner de raio-x corporal na portaria do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. O estado tem 51 unidades prisionais e 47 unidades recebem em média 2 mil visitas por dia.
Em setembro, o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária recomendou o fim da revista íntima nos presídios brasileiros, considerada uma prática “vexatória, desumana ou degradante” .

 

 

(Fonte:Agência Brasil)

Prisão do ex-diretor da Petrobras Renato Duque e mantida pelo STJ

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta segunda-feira (6) manter a prisão do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, investigado na Operação Lava Jato. Na decisão, o desembargador convocado Newton Trisotto entendeu a decisão do juiz Sérgio Moro, que decretou a prisão de Duque, está corretamente fundamentada no risco à ordem pública.

Duque foi preso no dia 16 de março pela Polícia Federal por determinação de Moro. Ele está sob custódia no Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Segundo o juiz, mesmo após a deflagração da Operação Lava Jato, Duque continuou cometendo crime de lavagem de dinheiro, ocultando os valores oriundos de propina em contas secretas no exterior, por meio de empresas offshore.

Para o Moro, os 20 milhões de euros que foram bloqueados em bancos na Suíça e em Mônaco não são compatíveis com a renda do acusado. Duque também é acusado dos crimes de corrupção e fraude em licitação durante sua gestão na Petrobras.

A defesa de Duque alega que nunca cobrou propina e que a prisão é ilegal.

 

 

(Fonte:Agência Brasil)

Cinco anos depois da tragédia no Morro do Bumba famílias vivem em áreas de risco

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Cinco anos depois de a cidade de Niterói, na região metropolitana do Rio, sofrer uma tempestade que causou deslizamentos e deixou dezenas de mortos, parte das pessoas atingidas pelo desastre ainda não conseguiu uma nova moradia definitiva, muitas continuam a receber aluguel social e algumas ainda moram em áreas de risco, incluindo o próprio Morro do Bumba.

Segundo a Associação de Vítimas do Morro do Bumba, milhares de famílias foram afetadas pela tragédia, mas, após promessas de novas moradias, 30 famílias continuam a viver em área de risco no morro que desabou no bairro do Cubango, mesmo com as casas interditadas. As casas haviam sido construídas em uma área de risco que abrigava um lixão e, com a chuva forte, muitas foram destruídas ou soterradas pelo deslizamento no dia 7 de abril de 2010.

Os moradores que permanecem nas moradias que não caíram alegam que o motivo de continuarem no local é a dificuldade de encontrar um lugar para morar na região, com os R$ 400 de aluguel social que são pagos pela Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos. A família do porteiro Vinicius Silva é uma das que voltaram para as áreas de risco. Sua casa não desabou no deslizamento, mas foi condenada pela Defesa Civil do município.

“A gente mora na mesma casa, porque não tem como sair daqui com R$ 400. Para conseguir um lugar de um quarto para morar com a minha mulher e um casal de filhos em São Gonçalo [cidade vizinha e de menor renda per capita], é no mínimo R$ 700, fora água, luz, gás. Só eu trabalho, e não temos possibilidade de pagar isso”, reclamou Vinicius.

A costureira Dima Cabral, de 66 anos, recebe o aluguel social, mas também não conseguiu sair do Morro do Bumba com a filha e a neta, que se mudaram para a casa dela depois da tragédia. A casa das duas ficava ao lado, e mais perto de um barranco com risco de deslizar.

“Se você me disser onde tem uma casa por R$ 400 de aluguel, eu fico feliz. Minha filha não recebe o aluguel social e veio morar comigo, e não temos condições de ir para outro lugar”, disse ela, que não conseguiu alugar nada há cinco anos e tem ainda menos esperança de encontrar agora: “Os preços sobem todo ano, e o aluguel social, não”, alegou Dilma.

Depois de ver a casa ser tomada por lama, Maria José dos Santos, de 62 anos, não conseguiu voltar a morar lá, apesar de pedir para os filhos sempre conferirem se o imóvel não foi invadido. Com a filha e o neto, ela já trocou de endereço quatro vezes, porque os locais que conseguiu alugar sempre apresentavam problemas: “O último deu tanto mofo que tivemos que sair. Sempre é assim, aparecem esses problemas”, reclamou. “Tive câncer no ano passado, estou debilitada e cada vez isso piora mais a minha saúde.”

Antes, Maria José trabalhava como costureira de capas e estofados para embarcações, mas agora depende dos filhos e lamenta ter abandonado a casa que deixou para trás no Bumba. “Se eu tenho uma casa de três quartos, moro de aluguel e para tudo dependo dos filhos, não deixa de ser um desamparo.”Vinicius, Dima e Maria José estão entre as pessoas afetadas pela tragédia que continuam a esperar a entrega dos conjuntos habitacionais prometidos.

O presidente da Associação de Vítimas do Morro do Bumba, Francisco Carlos, critica a demora em providenciar moradia e o valor do aluguel social, que considera baixo: “cinco anos seriam tempo suficiente para que todo mundo pudesse estar morando em suas casas, em um lugar tranquilo. Muitas pessoas tentaram alugar casas, mas houve problemas de atraso, e os proprietários pediram as chaves de volta. Se, naquela época, já era difícil alugar com R$ 400, imagine agora.”

Para Francisco Carlos, uma prova de que o valor do aluguel social está defasado é o acordo que a prefeitura fez para conseguir retirar as famílias que passaram mais de três anos em abrigos no 3º Batalhão de Infantaria. “Eles pagaram um complemento de R$ 600 para que as pessoas pudessem encontrar um lugar para morar, e só assim elas saíram”. A prefeitura confirmou o acordo e acrescentou que só as 92 famílias que estavam nos abrigos receberam a complementação.

O presidente da associação mora em um dos 147 apartamentos do Condomínio Viçoso Jardim, vizinho ao morro, que receberam desabrigados do Bumba. Noventa e três famílias foram para um condomínio no bairro de Várzea das Moças. O conjunto habitacional Zilda Arns, no Fonseca, que tem 374 unidades, receberá duas famílias do Bumba.

Segundo a prefeitura de Niterói, 30 famílias do Morro do Bumba estão entre as 2.859 em toda a cidade que ainda recebem aluguel social e aguardam a entrega de apartamentos de programas governamentais para fazer a mudança. A Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, que paga os benefícios, afirma que o total é 2.285.

De acordo com a prefeitura, neste semestre, serão entregues 372 unidades habitacionais na Rua Teixeira de Freitas, onde dois prédios foram condenados antes de ficar prontos. Há dois anos, fotos do condomínio mostraram rachaduras em dois prédios que ainda não estavam concluídos, o que assustou os futuros moradores. Os blocos comprometidos foram demolidos, e o total foi reduzido de 11 para nove.

No segundo semestre, mais 1.472 moradias deverão ser entregues nos bairros de Caramujo e Baldeador, e a meta da prefeitura é contratar até o fim do ano 5 mil unidades habitacionais.

 

 

(Agência Brasil)

Bases das unidades de UPP será feita em regime de urgência

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A construção de bases das unidades de Polícia Pacificadora (UPP) será feita em regime de urgência, sem licença ambiental ou título de propriedade dos terrenos. A medida foi anunciada hoje (6) pelo governador Luiz Fernando Pezão e publicada na página oficial do governo do estado, como resposta ao aumento dos conflitos entre criminosos e policiais militares lotados nas áreas pacificadas.

Pezão disse que vai arcar com a responsabilidade de reformar as bases das UPPs, a maior parte delas instalada em contêineres precários e sem oferecer segurança aos policiais, e criticou a burocracia necessária para a construção das novas instalações. “Há uma burocracia muito grande, que precisa ser vencida. Se ficarmos esperando título de propriedade, registro de imóveis, licença, vamos aguardar pelo resto da vida, e o policial continuará trabalhando em condições precárias.”

O governador disse que, por isso, decidiu construir as bases definitivas em caráter emergencial. “Se precisar responder a processo, responderei. As obras da Maré já começaram. A Assembleia Legislativa do Rio nos doou R$ 70 milhões para construirmos essas bases e o prefeito Eduardo Paes vai ajudar com a construção de pelo menos oito unidades.”

Pezão adiantou que convocará mais 6 mil policiais militares (PMs), assim que terminarem o curso de preparação, e destacou que só nos três primeiros meses do ano foram incorporados 1.100. Nas 38 comunidades ocupadas, são quase 10 mil PMs. O governador também destacou que os policiais que trabalham em UPPs estão sendo recapacitados, por meio de um programa de treinamento.

O corpo do menino Eduardo de Jesus, de 10 anos, morto na última quinta-feira (2), durante enfrentamento entre PMs e traficantes, no Complexo do Alemão, foi sepultado hoje, na cidade natal de sua família, Corrente, no interior do Piauí. Os parentes acusam um policial militar de ter dado o tiro que atingiu a criança, quando ela estava na porta de casa. Os gastos com a viagem da família e com o enterro foram custeados pelo governo do estado. Os policiais que participaram dessa ação foram afastados das ruas e tiveram as armas apreendidas.

A morte de Eduardo foi a quarta, em dois dias, no Complexo do Alemão, conjunto de favelas na zona norte da cidade com aproximadamente 70 mil moradores, ocupada pelas forças de segurança em 2010. As mortes são resultado dos frequentes confrontos entre traficantes e policiais, que inclusive tiveram bases de UPPs e até a delegacia de polícia atacadas a tiros e depredadas. Para pacificar a região, o governador Pezão prometeu reocupar o Complexo do Alemão.

 

 

(Agência Brasil)

Presidenta Dilma determina que órgãos federais auxiliem combate a incêndio em Santos

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A presidenta Dilma Rousseff colocou o governo federal à disposição do estado de São Paulo e da prefeitura de Santos para auxiliar no combate ao incêndio que atinge tanques de combustíveis da empresa Ultracargo, no Terminal da Alemoa, na Baixada Santista.

Dilma determinou que a Aeronáutica e a Infraero destaquem homens e equipamentos para apoiarem o controle do incêndio, que completa hoje (6) quatro dias. De acordo com a Secretaria de Imprensa da Presidência da República, o vice-presidente, Michel Temer, conversou no último sábado (4) com o prefeito de Santos, Paulo Alexandre, e com o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Alexandre Moraes.

O incêndio teve início na última quinta-feira (2) e seis tanques foram atingidos. Cerca de 75 mil litros de água por minuto estão sendo jogados sobre os tanques com auxílio das bombas de três rebocadores e do navio do Corpo de Bombeiros, que estão a uma distância de 650 metros do local do incêndio. O vento, no entanto, prejudica o trabalho dos bombeiros.

 

(Agência Brasil)

O que os pais podem fazer no caso de depressão infantil

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Os hábitos saudáveis são um bom começo para os pais ajudarem a saúde física e mental de seus filhos. Estes incluem: o exercício ao ar livre, jogos, dieta saudável, sono, limite de tempo para TV, tempo com os pais, elogios para o comportamento positivo e reconhecimento dos pontos fortes da criança. Cuidar de si mesmo pode ser honestamente apresentado como terapêutico.

As reações dos pequenos em relação a dor e perda variam muito, dependendo do seu nível de desenvolvimento, temperamento, estado prévio de saúde mental, mecanismos de enfrentamento, as respostas dos pais e sistema de apoio.

O papel da família é trabalhar para tentar diminuir as tensões e aumentar o apoio para a criança ou adolescente. Isso pode envolver mudanças razoáveis e de curto prazo das demandas e responsabilidades, incluindo extensões de negociação ou outras formas de reduzir o estresse na escola, mas também pode envolver a ajuda para outras pessoas da família que estão angustiadas.

Se você, como um pai, também está sofrendo uma perda ou manifestando sintomas de depressão, é importante que resolva as suas próprias necessidades e encontre suporte adicional para o seu filho e outros membros da família.

Confira alguns sintomas e o que pode ser feito pelos pais:

1- O que parece preguiça ou aborrecimento pode ser sintoma de depressão. Há, muitas vezes, um histórico familiar da doença. Pode-se reduzir a desaprovação social e aumentar a empatia em outros membros da família. A depressão é muito comum e não é o resultado da falta de capacidade de enfrentamento ou de força pessoal;

2- A desesperança da depressão é um sintoma, não um reflexo preciso da realidade. No entanto, essa visão negativa do mundo e das possibilidades futuras pode ser difícil de adentrar. O tratamento funciona, embora possa demorar várias semanas para a melhoria e o indivíduo afetado é frequentemente a última pessoa a reconhecer que ocorreu;

3- Muitos pensamentos negativos podem ser desafiados de forma empática e uma visão a partir de outra perspectiva. As técnicas de relaxamento e visualização (por exemplo, ao se praticar o relaxamento, imaginando estar em um lugar agradável) podem ser úteis para o sono e ansiedade, provocando situações que acalmem;

4- Aproveite o que o seu filho já faz para se sentir melhor ou relaxar e incentive mais (ativação comportamental). Motivar um foco nos pontos fortes, em vez das fraquezas;

5- Ajude seu filho a desenvolver habilidades para resolver problemas. Determine que pequenos passos alcançáveis ​​serão importantes para ajudar o seu filho, ele ou ela deve sentir que está no caminho para superar seus problemas. Sugira que o seu filho comece a listar as dificuldades, priorizá-las e concentrar os esforços em uma questão, um pequeno passo de cada vez;

6- Ensaie comportamentos e habilidades sociais. As reações a determinadas situações ou pessoas, muitas vezes, parecem desencadear ou manter o mau humor. Se este pode ser identificado, ajudará o seu filho no desenvolvimento e prática de meios de evitá-lo ou outras soluções alternativas;

7- Incentive seu filho a praticar pensamentos que melhorem o humor;

8- Crie um Plano de Segurança e Emergência. Faça uma lista de telefones para ligar em caso de um aumento súbito da angústia;

9- Remova armas e outros produtos letais de sua casa. Preste atenção para fatores de risco para o suicídio, como se a agitação aumentou, perda de pensamento racional e desejos nítidos de morrer.

Se o seu filho está começando uma medicação para a depressão, desenvolva um esquema de monitoramento com o seu médico. Fique atento aos efeito indesejáveis.