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Nova Iguaçu terá prédio sustentável para economia criativa

A entidade ambientalista Onda Verde, de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, se prepara para inaugurar, em agosto próximo, o primeiro prédio inteiramente sustentável de uma organização não governamental (ONG) ambiental. “Arrisco dizer que é o primeiro do país”, disse hoje (10)o gerente de Políticas Públicas da ONG, Helio Vanderlei.

A nova unidade se somará às duas já existentes da Onda Verde, que funcionam no bairro de Tinguá, onde vivem 4,2 mil pessoas. O prédio sustentável sediará o Centro de Economia Criativa da ONG. Com patrocínio do Programa Petrobras Socioambiental, o projeto objetiva transformar a vida de meninas e adolescentes de 16 a 21 anos, do segundo ou terceiro ano do ensino médio da rede estadual na região, por meio de cursos criativos que estimulem novas possibilidades no mercado de trabalho e permitam que as jovens sejam donas de seus próprios negócios.

Enquanto aguardam a inauguração do Centro de Economia Criativa, as meninas já iniciaram os cursos criativos dados nas duas unidades sustentáveis da organização: o Centro de Educação Ambiental, construído há 17 anos, com paredes de isopor; e o Centro de Pesquisa da Mata Atlântica, que tem o bambu como principal material. A primeira turma já foi iniciada. Em julho próximo começará a segunda turma de alunas, prevendo-se duas novas turmas em setembro e novembro. Cada turma com 25 jovens.

A metodologia do Centro de Economia Criativa se baseia em oficinas variadas, como fotografia, roteiro e cinema de base comunitária, gastronomia e alimentação saudável. “São oficinas que mostram a essas jovens mulheres onde elas se identificam e se percebem como empreendedoras”, segundo Vanderlei. Ele disse que em outra fase a entidade trabalha a profissionalização das meninas, mostrando como abrir uma empresa, como se tornar um microempreendedor individual (MEI).

No módulo de direitos humanos, advogadas e sociólogas abordam a Lei Maria da Penha, trabalho coletivo, planejamento familiar, corpo e sexualidade, entre outros temas. Elas recebem também noções de carreiras ligadas à preservação do meio ambiente.

No próprio conjunto de prédios sustentáveis, as alunas vivenciam a parte de conservação do meio ambiente, acrescentou o gerente de Políticas Públicas. “Eu diria que é um complexo socioambiental”, ressaltou. Hoje, tiveram início os serviços de instalação das pás que vão gerar energia eólica (dos ventos) para o projeto do Centro de Economia Criativa. No próximo mês, chegará o painel de energia solar.

“O prédio vai ser autossuficiente em energia, e quando ele não funcionar, a gente distribui a energia para a Light”, informou Vanderlei, adiantando que o projeto é inédito na Baixada Fluminense e será referendado com a certificação Green Building Council Brasil (GBC Brasil) de avaliação de prédios sustentáveis.

 

 

 

(Fonte Agência Brasil)

Polícia fecha clínica clandestina de procedimentos estéticos em Campo Grande

A Polícia Civil fechou, nesta terça-feira (9), uma clínica clandestina, em Campo Grande, na zona oeste da capital fluminense, que fazia procedimentos estéticos, como lipoaspiração e aplicação de polimetilmetacrilato, conhecido como metacril e utilizado em clínicas de estética e laboratórios para correção em várias partes do corpo.

A substância é um implante injetável e não absorvível pelo organismo, que se não for bem aplicado pode trazer sérios riscos à saúde do paciente.

A clínica estava instalada na parte superior de um salão de beleza, sem alvará de funcionamento, na Rua Baicuru, 29, em Campo Grande. A proprietária da falsa clínica, Cassia Santos de Lima Menezes e o médico Willian Toussanit Bonhete foram presos em flagrante, autuados no artigo 273, parágrafo 1°, alínea B, do Código Penal ( crime hediondo).

Se condenados, a pena de reclusão varia de 10 a 15 anos. Os dois conseguiram liberdade provisória na Justiça e vão responder pelo crime em liberdade.

A operação contou com apoio da Vigilância Sanitária estadual, que constatou que o espaço era insalubre e não tinha autorização para funcionamento.

Foram apreendidos diversos medicamentos de venda controlada, como agulhas, seringas, materiais para cirurgia e drenos.

O delegado Hilton Pinho Alonso, titular da delegacia de Campo Grande, responsável pela investigação, disse que no chão do banheiro, que aparentava ser o local da esterilização, foram encontrados materiais para a realização dos procedimentos estéticos.

O policial informou ainda que durante a operação da polícia havia três clientes no local, em  procedimentos cirúrgicos. Eles foram encaminhadas pelo Serviço de Assistência Médica de Urgência (Samu) para o Hospital Estadual Rocha Faria, devido ao estado de saúde em que se encontravam.

O delegado Hilton Alonso informou que, na delegacia, já havia registro policial de uma vítima que, após uma lipoaspiração na falsa clínica, teve que ser internada na Casa de Saúde Nossa Senhora do Carmo, na zona oeste. De lá, devido à gravidade do seu estado de saúde, foi transferida para o CTI do Hospital Evangélico, na Tijuca, zona norte, onde esteve internada até se recuperar da infecção contraída durante o procedimento cirúrgico.

 

 

(Fonte Agência Brasil)

Mega-Sena acumulada pode pagar R$ 50 milhões nesta quarta-feira

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A Mega-Sena pode pagar o prêmio de R$ 50 milhões no concurso 1.712. O sorteio será realizado, nesta quarta-feira (10), às 20h25 (horário de Brasília), em Osasco (SP). Se um apostador levar o prêmio sozinho receberá mais de R$ 311 mil por mês em rendimentos, o equivalente a cerca de R$ 10 mil por dia.

O valor também é suficiente para adquirir 125 imóveis no valor de R$ 400 mil cada ou uma frota de 333 carros de luxo. A aposta mínima na Mega-Sena custa R$ 3,50 e pode ser feita até as 19h (horário de Brasília) de quarta-feira em qualquer uma das mais de 13 mil casas lotéricas do país.

Inscritos no Sisu já passam de 1 milhão

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O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) já ultrapassou 1 milhão de inscritos, segundo o Ministério da Educação (MEC). Hoje (10) é o último dia para fazer a inscrição no site do programa. Os estudantes também podem consultar no site as últimas notas de corte de cada curso, divulgadas às 8h.

O Sisu seleciona estudantes para vagas no ensino superior público com base nas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Esta edição vai oferecer 55.576 vagas em 72 instituições públicas. No ano passado, a edição do meio do ano teve 1.214.259 candidatos inscritos, um recorde.

Para participar do Sisu, o candidato precisa ter feito o Enem de 2014 e não ter tirado zero na redação. O resultado será divulgado no dia 15 deste mês, em uma única chamada. A matrícula deverá ser feita na instituição de ensino, nos dias 19, 22 e 23.

No momento da inscrição, o candidato deve escolher, por ordem de preferência, até duas opções entre as vagas ofertadas pelas instituições participantes do Sisu. Também deve definir se deseja concorrer às vagas de ampla concorrência, ou às vagas reservadas de acordo com a Lei de Cotas (Lei 12.711/2012). As cotas são para estudantes que cursaram integralmente o ensino médio em escolas públicas. Nesta edição do Sisu, pelo menos 37,5% das vagas serão para cotistas.

Durante o período de inscrição, uma vez por dia o Sisu calcula a nota de corte que é a menor nota para ficar entre os potencialmente selecionados para cada curso, com base no número de vagas disponíveis e no total dos candidatos inscritos naquele curso, por modalidade de concorrência. A nota é apenas uma referência e não uma garantia de que o estudante será selecionado. Até o fim do período de inscrição o candidato pode mudar de opção de curso.

Quem não conseguir uma vaga na chamada regular pode participar da lista de espera inscrevendo-se na página do Sisu, na internet, entre os dias 15 e 26 de junho. Em 2014, cerca de 6,2 milhões de candidatos fizeram o Enem em todo o país.

Para acompanhar as inscrições, o MEC lançou o aplicativo gratuito do Sisu que pode ser baixado nas lojas do Android e do WindowsPhone ou pela página de dispositivos móveis do Sisu.

 

(Fonte:Agência Brasil)

Fifa adia escolha da sede da Copa do Mundo de 2026

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O secretário-geral da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Jérôme Valcke, confirmou hoje (10) que a escolha para a sede da Copa do Mundo de 2026 será adiada devido às denúncias de corrupção que ocorrem na entidade. Uma nova data ainda não foi anunciada oficialmente. Para a disputa, os Estados Unidos são os favoritos. Mas Canadá, México e Colômbia também devem entrar na disputa para sediar o evento.

“Nessa situação, eu acho que não tem sentido começar um processo de eleição com o clima atual”, disse o dirigente durante uma visita à Rússia. Ele ainda ressaltou que os russos não devem perder seu Mundial porque “sempre negaram” qualquer envolvimento em casos de corrupção.

Os campeonatos de 2018, na Rússia, e o de 2022, no Catar, estão sendo investigados pelo FBI (Polícia Federal norte-americana). Há suspeita de que votos tenham sido comprados para a escolha dos dois países.

A Fifa é alvo de duas investigações – uma da polícia suíça e outra da norte-americana – por pagamento de propinas para a escolha de sedes de diversos eventos. No dia 27 de maio, 14 mandados de prisão foram emitidos para ex-dirigentes da entidade e empresários que trabalhavam com os direitos de imagens dos torneios.

Sete altos dirigentes da Fifa, entre eles o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marín, foram presos em Zurique, na Suíça, dois dias antes do congresso que elegeria o novo mandatário.

Nas eleições, Joseph Blatter foi reeleito para seu quinto mandato consecutivo. Porém, quatro dias após assumir, ele colocou o cargo à disposição e um novo pleito deve ser convocado até dezembro deste ano.

*Com informações da Agência Ansa

Deputado do PTN entra com ação contra transexual crucificado

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O deputado Rodrigo Delmasso (PTN-DF), evangélico da igreja Sara Nossa Terra, protocolou uma ação no Ministério Público Federal contra o ato de intolerância praticado pelo transexual Viviany Beleboni durante a Parada do Orgulho LGBT. A imagem do transexual em uma cruz com uma placa com os dizeres “Basta de Homofobia”, lembrando Jesus Cristo crucificado, causou constrangimento e foi duramente criticada nas redes sociais. O ato do transexual foi alvo de críticas de líderes como o deputado Marco Feliciano, presidente da igreja Assembleia de Deus Catedral do Avivamento, o senador Magno Malta e o líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, pastor Silas Malafaia. As criticas nas redes sociais são principalmente por conta do uso de dinheiro público para patrocinar o evento na Avenida Paulista. Além da Prefeitura de São Paulo, o evento é patrocinado pela Caixa Econômica Federal, pela Petrobrás e pelo Governo Federal. Viviany Beleboni disse em entrevista que sua analogia é que os homossexuais também são crucificados pela sociedade e que ao se comparar com Jesus estaria mostrando que ele também foi rejeitado, assim como os LGBTs. Ao justificar o uso da imagem de Cristo em sua manifestação, o transexual afirmou que foi uma espécie de resposta a campanha promovida pelo pastor Silas Malafaia contra a empresa de cosméticos O Boticário. “A religião, principalmente a evangélica, está fazendo muita coisa contra a felicidade da gente, como o caso da Boticário, criando grupos para ‘descurtir’ o vídeo da propaganda. Eles não estão querendo aceitar o que realmente existe. Então me veio essa ideia de ir dessa forma religiosa, tipo Madonna… Sei que irei chocar um pouco, mas o povo brasileiro só dá atenção dessa maneira”, afirmou. Além do deputado Rodrigo Delmasso se espera a entrada de outras ações no MP contra a encenação na parada gay.

Obras de nova sede da UPP de Realengo estão paralisadas

As obras da nova sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Morro do Batan, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, estão paralisadas por falta de material, informou hoje (9) a presidenta da Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputada estadual Martha Rocha (PSD-RJ), depois de vistorias da comissão às UPPs, após a Alerj fazer o repasse de R$ 57 milhões à Secretaria de Segurança para investimentos na área.

“Quando questionamos a Secretaria de Segurança sobre a reconstrução das novas sedes das UPPs, [nos foi] informado que a unidade do Batan ficaria pronta em setembro. Nós da comissão estivemos lá hoje e, segundo o encarregado da obra, falta material”, disse a deputada, acrescentando que vai oficiar a Secretaria de Segurança nos próximos dias para saber as causas de interrupção das obras.

Os integrantes da comissão avaliaram as condições de trabalho dos policiais nas instalações atuais das UPPs, além de ouvir demandas e reclamações dos agentes e de moradores. A deputada fez elogios å sede atual da UPP do Batan. Ao contrário de sedes de UPPs que funcionam dentro de contêineres, como a da Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana, última unidade visitada pela comissão, em maio. A UPP do Batan funciona em uma casa com piscina, ocupada por traficantes antes da chegada das forças pacificadoras.

“Desde que começamos a visitar as UPPs, a do Batan foi onde encontramos as melhores condições de trabalho. A UPP é atuante na sua atividade e nos projetos de integração com a comunidade. A sede tem piscina, tem espaço grande, permite que os policiais militares (PMs) façam projetos com os moradores, como aulas de natação. É uma UPP instrumentalizada e integrada, com muitas iniciativas, como o Ensino de Jovens e Adultos. Isso fortalece a PM e a comunidade”, disse a deputada.

A UPP do Batan foi instalada em fevereiro de 2009, com efetivo de 107 policiais militares, sendo a terceira comunidade carioca a receber a unidade. Hoje, a UPP do Batan atende a uma população estimada em 28 mil habitantes.

 

 

(Fonte:Agência Brasil)

Ministro da Justiça admite aumento do tempo de internação para menores infratores

Após mais de duas horas de reunião com o presidente em exercício Michel Temer e com deputados da base aliada para debater a redução da maioridade penal, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, apresentou a hipótese de aumentar o tempo de internação de adolescentes que cometerem delitos “muito graves”. Segundo ele, o objetivo é chegar a um consenso com a Câmara para buscar uma alternativa à redução.

“Estamos buscando alternativas, mexendo na legislação para não trazer os efeitos colaterais da redução da maioridade penal e, ao mesmo tempo, permitir um êxito no enfrentamento da questão”, explicou o ministro.

Mais cedo, Cardozo esteve com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que apresentou proposta semelhante. O governador defende o aumento de três para oito anos do tempo de internação para adolescentes que praticarem crimes hediondos.

“Vamos adequar a legislação naquilo que ela pode propiciar uma resposta eficaz e não criar problemas para nós mesmos. Todos os especialistas dizem que a redução pura e simples da maioridade implicará no aumento da violência e na ampliação da influência das organizações criminosas”, acrescentou o ministro.

Michel Temer deixou claro que a decisão sobre o tema é de competência do Congresso e colocou o governo como “colaborador” no processo. “Acho que é um tema que envolve toda a sociedade brasileira e o governo colabora nessa medida com o Congresso Nacional”.

Líder do PT na Câmara, o deputado Sibá Machado (PT-AC), que deixou a reunião mais cedo, reafirmou que o governo quer mais tempo para discutir o assunto. “Havia uma proposta do presidente [da Câmara] Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de discutir ainda neste mês a redução da maioridade penal. Entendemos que a matéria é altamente complexa. E não se trata de maioria de plenário”.

Para o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), o encontro entre Cardozo e Alckmin foi o “ponto de partida” para o que ele chamou de “amplo entendimento”. “O espírito é de entendimento. É uma questão que diz respeito à sociedade brasileira. Precisamos ter cautela e buscar o entendimento.”

No início de junho, Eduardo Cunha disse que pretendia votar até o fim do mês a proposta de emenda à Constituição que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. Pelo Twitter, Cunha já havia manifestado interesse na realização de um referendo, de modo a promover um “grande” debate sobre o tema.

 

(Fonte:Agência Brasil)

Duque de Caxias fecha acordo com a Caixa Econômica para combater enchentes

O município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, assinou acordo hoje (9) para recebimento de R$ 32 milhões, por meio da Caixa Econômica Federal, para combater enchentes na região. O Rio Meriti, que corta a cidade, será dragado a partir de agosto, e isso permitirá que o escoamento da água flua melhor, evitando enchentes. As obras devem ser finalizadas até o mês de abril do ano que vem. De acordo com a prefeitura, cerca de 100 mil pessoas, moradoras da região central do município, serão beneficiadas pelas obras.

A Caixa Econômica Federal informou, em nota, que vai liberar os recursos à medida que a prefeitura de Duque de Caxias comprovar a execução das obras.

O convênio assinado entre a prefeitura e o governo federal inclui recursos para terminar uma obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – um prédio de 174 apartamentos, cuja construção está parada –, uma escola, uma creche e obras no Canal Caboclo.

O prefeito Alexandre Cardoso disse que com a drenagem do Rio Meriti as enchentes vão acabar na região da Vila Ideal, Laguna e Dourados e na comunidade do Lixão. “O material proveniente da dragagem do rio será colocado em cápsulas e enterrado em um terreno na região central da cidade, onde futuramente deve ser construído um parque. A prefeitura está negociando com a Marinha a doação do terreno”, anunciou.

O secretário de Meio Ambiente do município, Luiz Renato Vergara, disse que “será feita uma drenagem de 2 quilômetros de extensão da foz do Rio Cabloco até a Rodovia Washington Luiz [Rio-Petrópolis], além da pavimentação e colocação de galerias em quatro ruas da cidade e uma praça de 6.500 metros quadrados na comunidade do Lixão”.

Vergara explicou que como o Rio Meriti faz divisa com a capital fluminense, outros rios serão beneficiados, como os rios Acari e Pavuna, na zona norte da cidade.

 

(Fonte:Agência Brasil)

Ministério da Educação monitora redes sociais para identificar inscrições irregulares no Enem

As redes sociais são usadas pelo Ministério da Educação (MEC) para identificar irregularidades entre as inscrições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). De acordo com o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, as publicações nas redes podem ser usadas para ajudar na investigação de candidatos que declararam carência indevidamente.

Os candidatos em situação de carência são isentos da taxa de R$ 63 para o exame. Para isso, precisam ter renda familiar mensal per capita de até meio salário mínimo ou renda familiar mensal de até três salários mínimos. Também são isentos aqueles com renda familiar per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio que cursaram o ensino médio em escola da rede pública ou como bolsista integral em escola da rede privada.

Segundo o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Francisco Soares, alguns candidatos publicam nas redes que, apesar de terem declarado carência, não preenchem os requisitos.

“Reservamos sempre nos editais o direitio de fiscalizar e investigar. Não posso dizer quantos nem como isso é feito para não entregar o sistema. Uma declaração falsa é sempre um delito. Não é correto. Não é moralmente correto. Em uma área educacional, é contraditório como objetivo da área”, explicou Janine.

Pelo edital, o Inep poderá exigir a qualquer momento, mesmo após o prazo para pagamento, que termina amanhã (10), a comprovação da situação de carência. O participante que prestar informações falsas será excluído do exame.

“Estamos vivendo um momento que o Inep conhece muito dos alunos da educação básica. Sabemos até em qual escola estudou. Podemos, de acordo com as informações prestadas, indicar se há ou não situação de carência e solicitar a comprovação”, esclareceu Soares.

O Inep monitora as redes sociais durante e após a realização do exame. Os candidatos que fizerem postagens durante a prova também serão eliminados.

De acordo com alanço divulgado hoje (9) pelo MEC, 3,7 milhões dos 8,5 milhões de inscritos declararam carência. Eles representam 43,9% do total. Caso esses candidatos faltem ao exame e não justifiquem, eles não serão isentos no ano que vem.

 

(Fonte:Agência Brasil)