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Verba da Petrobras foi desviada para escolas de samba do Grupo Especial do Rio

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Uma auditoria interna realizada na Petrobras mostra que o ex-gerente de comunicação da empresa Geovane de Morais fracionou pagamentos a fornecedores para burlar a fiscalização, incluindo R$ 1 milhão para cada escola de samba do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, em 2009. Além disso, o América Futebol Clube, também foi beneficiado de forma ilícita, de acordo com o documento, que foi anexado a um inquérito da Polícia Civil do estado. Segundo a Folha de S. Paulo, em 38% dos valores pagos não foram apresentadas evidências de que os serviços foram realmente realizados. Isso representa algo em torno de R$ 57 milhões. De outros serviços supostamente contratados, a comissão verificou gastos da ordem de R$ 88,9 milhões, mas apenas R$ 29,2 milhões confirmados como realizados. Em festas ou simpósios patrocinados pela Petrobras não havia relatórios com comprovantes que demonstrassem o número de camisas, banners, cartazes e brindes distribuídos nos eventos. A comissão da Petrobras informou que não há como dizer se os serviços foram realmente realizados. Além disso, o inquérito da Polícia Civil é que a auditoria da Petrobras deveria ter 80 páginas, mas anexa à investigação apenas 32 páginas. Morais permaneceu na Petrobras até agosto de 2013, quando foi demitido, e não foi encontrado para comentar o caso.

 

 

Relógios devem ser atrasados em 1 segundo em todo mundo nesta terça-feira (30)

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Na terça-feira (30) todos os relógios do mundo devem ser atrasados, em um segundo. Entenda o motivo. Máquinas no Observatório Nacional, no Rio de Janeiro, controlam a hora certa do Brasil. E um homem é o guardião do tempo. É ele quem vai ajustar o relógio oficial na próxima terça-feira (30). “Para que o tempo fique próximo da rotação da Terra, a gente tem que acrescentar na próxima terça-feira (30) um segundo”, conta Ricardo José de Carvalho, chefe da divisão de Serviço da Hora. Na próxima terça-feira, os relógios daqui vão bater 20 horas, 59 minutos e 59 segundos duas vezes antes de virar para 21 horas.

Segundo extra para compensar diferença: Um segundo extra para compensar uma diferença quase imperceptível. É que a Terra não dá uma volta completa em 24 horas exatas. Quando essa diferença chega perto de um segundo, os relógios precisam ser ajustados. “O primeiro começou em 1972. De ajuste foram um total, não contando terça feira, 26 segundos”, diz Ricardo José de Carvalho. Você pode achar que um segundo não faz muita diferença. Mas faz. Na bolsa de valores. “Um click ou um ‘enter’ pode valer muito dinheiro. Na verdade, em um segundo, você pode perder ou lucrar milhões”, afirma Gilberto Braga, economista.

 

Sesc apresenta Centro Cultural em Paraty e programação diversificada na Flip

 

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A obra consolidada e sua influência na atualidade: Mário de Andrade ontem e hoje, 70 anos após sua morte, numa abordagem direta e transversal. O escritor homenageado na 13ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que este ano ocorre entre os dias 1º e 5 de julho, na cidade de Paraty, na Costa Verde fluminense será lembrado com uma programação diversificada que vai além da organização oficial da festa. Uma das atrações do Centro Cultural Sesc Paraty será o documentário Missão de Pesquisas Folclóricas e Etnográficas, uma seleção audiovisual sobre as manifestações culturais populares no Norte e Nordeste brasileiros, feito sob coordenação de Andrade quando ele foi chefe do Departamento de Cultura da cidade de São Paulo.

A gerente do Centro Cultural Sesc Paraty, Lisyane Wanderley, explica que os trabalhos apresentados durante a Flip fazem parte dos projetos nacionais da instituição, mas tangenciam o tema Mário de Andrade. “A nossa programação de cinema será o documentário que ele fez a partir das expedições que promoveu no país, essa pesquisa que ele teve em cultura popular. Em alguns momentos nós temos ações que falam [de Mário de Andrade], mas não necessariamente. É um painel de tudo o que a gente produz em cultura e arte no país, que é uma das vertentes das ações do Sesc”.

Com entrada gratuita, o Sesc promove exposições de arte, peças teatrais e debates com escritores. Entre as atrações estão a peça Cordel Clownesco do Romeu e Julieta, do grupo Caravan Maschera (SP); a intervenção Polvos Poéticos, do Grupo Sensus (SP); a exposição Linhas, Trançados e Cores no Reino de Gilvan Samico, com xilogravuras baseadas na cultura nordestina; e o espetáculo Mário de Andrade conta Macunaíma, com Pascoal da Conceição (SP).

A parte literária da programação conta com a vencedora do Prêmio Sesc de Literatura 2014, Débora Ferraz, que debate com Carol Bensimon e João Anzanello Carrascoza as viagens literárias e a construção de personagens; o vencedor da primeira edição do projeto Residência Literária do Sesc, Ronaldo Bressane, que vai falar sobre mobilidade literária; uma conversa sobre estética e técnicas de imagem com Roger Mello, Lourenço Mutarelli e Joana Cesar; e a Poesia Eletrônica será debatida por André Vallias e José Paes de Lira.

Lisyane lembra que o Sesc começou a levar atividades para a Flip em 2007, com programação em locais alugados. Em 2012 foi adquirido um casarão da década de 40 para a implantação da sede do Centro Cultural Sesc Paraty, que será apresentado para o público durante a festa literária desde ano.

“Nós compramos uma sede que já tinha passado por algumas intervenções de uso da comunidade. Nós resgatamos o traçado original desse casarão, na forma como a pesquisa histórica apontou”. A gente trouxe as características originais desse casarão, com o projeto técnico, organizado por profissionais do Sesc, estudiosos, técnicos da área de cultura, e agora a gente esta concluindo essa reforma, é um prédio tombado [como patrimônio histórico].

O local está em fase final de obras e será aberto para o público da Flip com algumas intervenções artísticas e a visita da parte arquitetônica, mas sem uma inauguração oficial, que ainda não tem data marcada. A programação completa do Sesc na Flip pode ser conferida na internet.

 

(Fonte Agência Brasil)

CBF voltará a fazer os testes antidoping no Laboratório da UFRJ

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) voltará a fazer os testes antidoping no Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD/Ladetec), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão, zona norte do Rio. A informação é do presidente da Comissão Nacional de Controle de Dopagem da CBF, Fernando Solera.

O médico explicou que a escolha do local onde são feitos os exames passa pelo aval da Federação Internacional de Futebol (Fifa) e pela diretoria da entidade brasileira. Como o laboratório é bem equipado, ele não tem dúvida de que os exames de atletas que participam de competições sob a responsabilidade da CBF serão novamente serão feitos no Brasil.

Até o Ladetec ser descredenciado, em agosto de 2013, pela Agência Mundial Antidoping (World Anti-Doping Agency – Wada, na sigla em inglês), por falhas nos exames de controle de dopagem, era para lá que a CBF encaminhava as amostras. Com a suspensão, a entidade fechou contrato com laboratórios da Suíça, Colômbia e Estados Unidos.

Segundo Fernando Solera,  a CBF realiza, em média, 7 mil análises de diversas competições, entre elas os campeonatos regionais, Brasileiro, Sul-americano, Copa do Brasil e Taça Libertadores. “Uso três laboratórios, porque nenhum deles conseguiu fazer todas as minhas amostras”, informou.

Para o médico, não é lógico romper contratos com os atuais laboratórios, que vão até janeiro. Adiantou, no entanto, que não há empecilho para que algumas amostras possam começar a ser encaminhadas ainda este ano para o Ladetec. De acordo com Solera, para não prejudicar a volta do funcionamento do laboratório nacional, o melhor é aumentar gradativamente o número de amostras encaminhadas.

Ele explicou que, para o laboratório e para a CBF, será mais saudável iniciar com 200 amostras neste mês, 300 no mês que vem até atingir 400 amostras em dezembro. “Em janeiro, quando começarem os campeonatos regionais e o Brasileiro de 2016, entraremos com todas as amostras. Penso que é uma atitude mais cautelosa”.

Solera esclareceu que a CBF apoiará o laboratório brasileiro, porque será “mais tranquilo trabalhar com o laboratório dentro do Rio de Janeiro. É um laboratório que conheço o gestor”, explicou. Acrescentou que o retorno do Ladetec era o que faltava para reforçar a presença do Brasil nesta área. “Se for pesquisar no mundo, só faltava isso para o Brasil ser transformar na maior expressão em doping do mundo. O Brasil é o país que mais faz controle antidoping no mundo.

Fernando Solera disse que o Brasil está acostumado a fazer o controle de forma muito técnica. Segundo ele, os procedimentos adotados para a Copa do Mundo de 2014 passarão a ser normas para os próximos torneios. “Nas próximas Copas do Mundo, além dos médicos, a equipe local de acompanhantes e oficiais é que trabalhará nos controles. Então, o legado foi ao contrário. ”

Secretário nacional da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), Marco Aurélio Klein informou que a ABCD programou para este ano 2,5 mil testes no Ladetec, entre eles análises de atletas que participarão dos eventos-teste, que começam em agosto, e Jogos Olímpicos de 2016. “São 36 eventos com controle de dopagem da ABCD.”

A ABCD criou o Grupo Alvo de Testes, composto por 200 dos principais atletas do Brasil. Segundo o secretário, a ideia é garantir uma disputa limpa nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016 e não registrar casos de doping entre os brasileiros que participarem das competições. “Os atletas escolhidos serão controlados a partir de agora tantas vezes quanto necessário.”

Marco Aurélio destacou que, desde a reacreditação do laboratório pela Wada, em 13 de maio deste ano, mais de 300 testes já foram realizados. Em 2013, o Brasil realizava mais de 900 testes, sem contar os relacionados ao futebol. Agora eles passarão a ser feitos de maneira mais completa.

 

(Fonte Agência Brasil)

Lâmpadas incandescente de 60 watts deixam de ser vendidas em 1º de julho

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O consumidor não encontrará mais as lâmpadas com filamento incandescente de 60 watts para comprar a partir de 1º de julho. Já as de 25 e 40 watts deixarão de ser produzidas em 30 de junho, mas poderão ser comercializadas apenas por mais um ano. As lâmpadas incandescentes acima de 75W e 100W deixaram de ser comercializadas em 30 de junho de 2014.

A mudança atende a cronograma estabelecido pela Portaria Interministerial 1007 dos Ministérios de Minas e Energia, da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, de dezembro de 2010, que fixou índices mínimos de eficiência luminosa para fabricação, importação e comercialização das lâmpadas incandescentes de uso geral em território brasileiro.

O consumidor tem três opções de lâmpadas domésticas: lâmpadas fluorescentes compactas, lâmpadas incandescentes halógenas e lâmpadas LED. Apesar de mais caras que a incandescente, gastam menos energia e duram mais.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux), outra alternativa é substituir o soquete de rosca e instalar conjuntos (luminárias e fontes de luz) mais eficientes como, por exemplo, luminárias com lâmpadas fluorescentes tubulares ou compactas e luminárias com LEDs.

A mudança leva em conta a eficiência energética, principalmente no momento em que o Brasil atravessa uma escassez de chuvas que deixa os reservatórios das usinas hidrelétricas em níveis críticos. “O consumidor brasileiro  se adaptou na crise energética de 2001 quando passou a consumir mais fluorescentes compactas do que incandescentes”, diz Isac Roizenblatt, diretor técnico da Abilux.

De acordo com a Abilux, as fluorescentes compactas são quatro a cinco vezes mais eficientes do que as incandescentes, economizam cerca de 70 a 80% de energia para produzir o mesmo volume de luz e têm uma vida de 6 a 10 vezes maior. Já as lâmpadas LED têm uma eficiência de 80 a 90% superior às incandescentes e uma vida de 25 a 30 vezes maior. As incandescentes halógenas têm uma eficiência cerca de 20% maior e cerca do dobro de vida.

Lâmpadas fluorescentes compactas têm uma vida mediana superior a 6 mil horas, lâmpadas a vapor de sódio em alta pressão chegam a uma vida mediana de 32 mil horas e lâmpadas LED podem chegar a uma vida útil superior a 50 mil horas.

Mega-Sena acumula em R$ 6,8 mi

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Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 1.717 da Mega-Sena sorteado neste sábado (27) em Pirapozinho, São Paulo. Veja as dezenas sorteadas: 02 – 09 – 16 – 37 – 44 – 58. De acordo com a Caixa, 122 apostas acertaram a quina, e cada uma levou o prêmio de R$ 14.665,09. Outras 4934 apostas acertaram quatro dezenas e levaram, cada uma, R$ 518,02. A expectativa de prêmio era de R$ 3 milhões. Como ninguém acertou a sena, o prêmio acumulou e a estimativa é que o próximo sorteio, que será realizado na quarta-feira (1º), tenha um prêmio de R$ 6.800.000.

Zico mantém candidatura à presidente da Fifa

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O ex-jogador de futebol Artur Antunes Coimbra, conhecido como Zico, reafirmou hoje (27) que é candidato à presidência da Federação Internacional de Futebol (Fifa) e comentou a atitude do atual presidente da entidade, Joseph Blatter, que declarou em entrevista a um jornal suíço, na última quinta-feira (25), que não teria renunciado, deixando em aberto uma possível volta ao cargo. Zico participou no Rio de Janeiro, ao lado do ministro do Esporte, George Hilton, da cerimônia de despedida da delegação brasileira que participará do Special Olympics, nos Estados Unidos – competição para jovens com deficiências intelectuais.

“Estamos na fase de aguardar o desenrolar dos fatos. A gente já vê o presidente [Blatter] dizer que não falou – o que muita gente colocou – e que não era bem aquilo que ele tinha dito. Acho que todos esses fatos denegriram muito o futebol mundial, e a gente espera que haja uma solução definitiva, para o bem do futebol. Não podemos ter dirigentes importantes presos e denunciados, indiciados. Isso contamina. A gente vê uma oportunidade ímpar para uma entidade importante passar a ser democrática, passar a ter decisões que beneficiem o futebol, e não pessoas”, comentou.

Zico disse que desde o dia em que anunciou sua candidatura, em 10 de junho, vem recebendo apoio. Para se candidatar à Fifa, ele precisa de um mínimo de cinco federações nacionais lhe apoiando. Ele conta com a do Japão, país onde ajudou a popularizar o futebol, e vai à Índia, em busca de voto.

“Tivemos uma aceitação muito grande de todos os lugares, nacional ou internacional, e eu fiquei muito feliz com isso. Agora, já começamos a trabalhar, independente do que vai acontecer ou não. Vamos montar um programa. Estou me reunindo com pessoas importantes, que têm conhecimento de diversas áreas do futebol. [A candidatura] está de pé. Dei minha palavra, botei minha cara. Estou esperando o desenrolar dos fatos. Vou enviar o meu programa, com a plataforma, para todas as federações do mundo”, enfatizou.

Em relação a Michel Platini, ex-jogador francês e atual presidente da União das Federações Europeias de Futebol (Uefa), cotado como possível candidato à Fifa, Zico disse que ele não teria demonstrado interesse em participar da eleição. “Ele está em dúvida. Acho que é bem possível que continue na Uefa, pois está muito bem lá. Uma parte dos europeus quer que ele se candidate, mas não vi ele muito empolgado à Fifa, não”, acrescentou.

Zico é um dos embaixadores da Special Olympics, que este ano ocorre na cidade norte-americana de Los Angeles, de 25 de julho a 2 de agosto. A delegação brasileira tem 39 atletas, todos com algum tipo de deficiência intelectual. “[A competição] é um evento de inclusão social. São atletas especiais que nos ensinam muito mais do que nós podemos oferecer a eles. O Ministério do Esporte tem hoje um foco nisso. Temos uma política arrojada para o alto rendimento, mas sem perder de vista o esporte de inclusão”, disse o ministro George Hilton.

Um dos atletas do Brasil no Special Olympics é o carioca Breno Viola, judoca do Clube de Regatas Flamengo. Ele destacou que sua meta é trazer medalhas e que “o judô não vai fazer feio”. “Tenho síndrome de Down e o ritmo no esporte é lento, mas com o tempo a gente vai conseguindo”, disse ele. “O esporte traz coisas na vida como determinação, disciplina e amor pelo que a gente faz. A gente tem que realizar o nosso próprio sonho, e eu só paro com o judô quando minhas pernas não aguentarem”, acrescentou.

(Fonte Agência Brasil)

Pedágios começam a funcionar nas BRs 060, 153 e 262

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Começou hoje (27) a cobrança de pedágio nas BRs 060, 153 e 262 que cortam o Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais. Foram instalados postos de pedágio em Alexânia, Goianápolis, Professor Jamil e Itumbiara, no estado de Goias, e outros sete nos municípios mineiros de Prata, Fronteira, Florestal, Luz, Campos Altos, Perdizes e Campo Florido.

O preço das tarifas varia de acordo com a localização do posto e com o tipo de veículo. No pedágio de Alexânia, por exemplo, a taxa para um automóvel comum, com dois eixos, é de R$ 4,30.

A servidora pública Camila Cordeiro, de 28 anos, conta que vai precisar pagar pedágio todo mês para ir de Goiânia a Campo Belo, em Minas Gerais. “É bom, pela pista que vai ficar bem sinalizada e o asfalto que vai ser bom. Mas, por outro lado, eu acho que a gente já paga um IPVA [Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores] muito caro para privatizar isso aqui. É bom e é ruim ao mesmo tempo.”

O operador de máquinas Genaldo da Cruz, de 39 anos, não gostou da novidade. “O preço está meio alto. Nós passamos por aqui quatro vezes na semana. Eu acho isso um roubo. O Brasil do jeito que já está, acho que não precisaria tanto.”

A responsável por administrar as rodovias é a concessionária Triunfo Concebra, que firmou contrato por 30 anos. A empresa terá que prestar serviços de recuperação, operação, manutenção, além de implantar melhorias e ampliar a capacidade das Brs.

De acordo com a concessionária, em caso de problemas nas rodovias, o motorista pode ligar a qualquer dia e hora para o número 0800 060 6000 a fim de obter atendimento emergencial.

 

Dunga se compara com afrodescendentes brasileiros

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O treinador Dunga fez uma declaração polêmica em coletiva da Seleção Brasileira realizada nesta sexta-feira (26), na cidade chilena de Concepción. Visando o jogo contra o Paraguai, programado para o próximo sábado (27)Perguntado sobre como usava a pressão que sofreu na época de jogador para preparar seus jogadores para os grandes desafios, disparou:o técnico brasileiro se comparou a situação histórica dos afrodescendentes brasileiros ao afirmar que recebe os mesmos castigos sofridos pela população negra no período da escravidão. “Nós éramos ruins com sorte. Os outros eram bons com azar (risos). Aquela seleção tinha uma cobrança de 40 anos sem ganhar uma Copa América (time de 1989), 24 anos sem ganhar a Copa do Mundo. Tudo que fazia era de ruim.- Eu até acho que sou afrodescendente, de tanto que apanhei e gosto de apanhar. Os caras olham pra mim e falam: ‘vamos bater nesse aí’. E aí começam a me bater. Sem noção, sem nada, começam a me bater.Mas é uma alegria, um orgulho defender o nosso país”, afirmou o comandante canarinho na ocasião. Brasil e Paraguai se enfrentam neste sábado, às 18h30, no Estádio de Concepción.

A repercussão foi grande nas redes sociais, onde muita gente criticou a frase de Dunga. Um dirigente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) chegou a pedir que o treinador seja processado por racismo. E o representante da Educafro, ONG que oferece Pré-Vestibulares gratuitos para alunos negros e de baixa renda, rebateu a afirmação de que negro gosta de apanhar.

À noite, por intermédio de nota publicada no site da CBF, Dunga pediu desculpas:

“Quero me desculpar com todos que possam se sentir ofendidos com a minha declaração sobre os afrodescendentes. A maneira como me expressei não reflete os meus sentimentos e opiniões”, escreveu.

 

 

– Como vou explicar para o torcedor que o ruim ganha, e o bom perde? Você pode dizer que nem sempre o bom ganha, e eu concordo. Mas em 24 anos tem que ganhar. Técnica é bom, mas não é suficiente para formar um time.

Ministério da Justiça autoriza envio da Força Nacional para Mato Grosso do Sul

A pedido do governo do Mato Grosso do Sul, o Ministério da Justiça autorizou o envio da Força Nacional para a região de Mato Grosso do Sul, conhecida como Cone Sul do estado, próxima à fronteira com o Paraguai. Os militares atuarão em cidades como Amambaí, Aral Moreira e Coronel Sapucaia. Esta última foi palco do mais recente confronto entre índios e produtores rurais.

Nessa quarta-feira (24), um grupo de cerca de 30 fazendeiros, dispostos a retomar uma fazenda ocupada na segunda-feira (22), expulsaram cerca de 50 índios guarani e kaiowá que estavam acampados no local.

Segundo o ministério, parte do efetivo já foi deslocado para a região. O restante da tropa chegará no fim de semana. O foco da ação é ajudar, por tempo indeterminado, na “preservação da ordem pública, segurança das pessoas e do patrimônio, a fim de restabelecer a paz e a tranquilidade pública na região”.

A operação já foi desenvolvida na região de Dourados, onde, desde 1º de julho de 2011, a Força Nacional apoia as forças locais no policiamento ostensivo, a fim de evitar conflitos entre indígenas e não índios. O efetivo deslocado para o Cone Sul não foi informado por questões de segurança.

O Ministério Público Federal (MPF) e o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (PT-RS), também já tinham recomendado que o Ministério da Justiça autorizasse o emprego da Força Nacional no Cone Sul. O procurador da República em Ponta Porã (MS), Ricardo Pael Ardenghi, está acompanhando a situação de perto desde a ocupação da Fazenda Madama, na segunda-feira. Já Pimenta, visitou a região ontem, após o confronto entre índios e produtores rurais.

Em nota divulgada hoje (26), pelo MPF, o procurador da República afirma que a omissão do governo federal em demarcar as terras indígenas contribuem para agravar o clima de tensão na região. “A situação indígena no estado é grave e tem sido negligenciada pelo Poder Público”, afirma Ardenghi, na nota

“O processo demarcatório de áreas indígenas no estado, fruto de um Termo de Ajuste de Conduta [TAC] entre Funai e MPF, está paralisado desde meados de 2013, quando o ministério instaurou uma mesa de negociações. O processo não avançou na resolução de nenhuma das dezenas de áreas em disputa no estado, entre índios e fazendeiros, e ainda paralisou o estudo de identificação das demais áreas”, diz o procurador, criticando a demora na autorização do emprego da Força Nacional.

Nesta terça-feira (23), o ministro da Justiça, José Eduardo Carzodo, negou que o Poder Executivo esteja negligenciando a obrigação constitucional de demarcar e reconhecer as terras indígenas. “Não paramos as demarcações”, disse o ministro. “Ninguém está postergando nada. Estamos discutindo soluções. E, recentemente, o Supremo Tribunal Federal derrubou três portarias do ministério demarcando terras indígenas, justamente porque, na época, não foram feitas as devidas negociações. Radicalismo gera morte e conflitos. A mediação é o caminho”, disse o ministro.

Para o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta, que visitou a área nesta quinta-feira (25), os indígenas são “vítimas de um processo moroso”, que se arrasta há anos. “Morosidade e impunidade provocam maior instabilidade”.

Segundo o parlamentar, o ataque do grupo de fazendeiros aos índios que ocuparam a Fazenda Madama interrompeu um processo de negociação conduzido pelo procurador Ricardo Pael. A versão foi confirmada à Agência Brasil pelo assessor de comunicação do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), sargento Júlio Cesar Teles Arguelho.

Na quarta, ao ser entrevistado pela Agência Brasil, o sargento explicou que os quatro policiais do DOF que estavam na fazenda, no momento em que os fazendeiros chegaram, estavam ajudando na retirada do gado e de pertences do proprietário da fazenda, conforme combinado na véspera com o dono da fazenda. Por volta do meio-dia, a guarnição foi surpreendida pela chegada de uma carreata com dezenas de veículos, um deles dirigido por um arrendatário de parte da área.

Tanto a nota do MPF, quanto o deputado, confirmam que os índios que tinham ocupado a Fazenda Madama. Eles estavam assustados e reclamavam do desaparecimento de uma mulher e duas crianças, de 11 e de 10 anos. No entanto, segundo Pimenta, a mulher e o menino de 11 anos já foram localizados.

As informações sobre a outra criança ainda são desencontradas. Os guaranis e kaiowás alegam que a Fazenda Madama está em uma área antes ocupada por seus antepassados e exigem do governo o reconhecimento de seu território.

 

 

(Fonte:Agência Brasil)