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Petroleiros fazem manifestações em aeroportos contra mudanças na exploração do pré-sal

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) promoveu hoje (7) manifestações nos principais aeroportos do país contra o Projeto de Lei 131/2015, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), que propõe reduzir a participação da Petrobras nos consórcios de exploração do petróleo na camada do pré-sal. O projeto pode ser votado nesta terça-feira no Senado.

“Nossa manifestação, não só aqui, no aeroporto de Brasília, mas em vários aeroportos, tem o objetivo de chamar atenção dos parlamentares”, disse o coordenador-geral da federação, José Maria Rangel. Além de abordar os senadores, os sindicalista aproveitaram o momento para conversar com deputados federais que desembarcavam, já que na Casa também tramitam projetos com o objetivo de mudar o regime de partilha.

“Quando colocamos a Petrobras como operadora única, significa que o Estado brasileiro vai controlar o ritmo da produção, de acordo com a demanda nacional e os interesses do país. Não podemos aceitar que o projeto passe”, disse Rangel. Representantes de outros sindicatos filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT – Nacional) também participaram da manifestação.

O secretário de organização da Central Única dos Trabalhadores, Jacy Afonso de Melo, afirmou que, caso o projeto seja aprovado, serão afetadas áreas como saúde e educação. “Isso compromete, não só a soberania nacional – já que empresas estrangeiras vão explorar o pré-sal brasileiro – como retira a Petrobras da sociedade em todo o processo”.

A opinião é compartilhada pela secretária de Assuntos Municipais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Selene Michielin. “Se esse projeto for aprovado, com certeza haverá menos dinheiro para a educação. Por isso, estamos em uma grande campanha, falando com todos os senadores para que isso não aconteça”.

O presidente do Sindicato dos Petroleiros da Bahia, Deyvid Bacelar, disse que a reação dos parlamentares foi positiva. “Conseguimos convencer alguns senadores e senadoras de que este projeto é prejudicial a todo modelo de partilha, porque uma das bases centrais do modelo de partilha é o fato de a Petrobras ser a operadora única do pré-sal”.

O senador Magno Malta (PR-ES) conversou com os sindicalistas, e disse que a proposta inicial do pré-sal é o viés da educação. “Acho que o Senado tem que manter isso”, disse. Ele informou que apoia a posição dos sindicatos.

O deputado Henrique Fontana ( PT-RS) destacou que mudar a forma de extração do pré-sal é dar “um tiro no pé do Brasil” Ele disse que não há motivo para fazer isso e lembrou que o modelo de partilha já foi debatido no Congresso. “Como operadora única, a estatal terá controle estratégico da exploração, técnicas e tecnologia de extração e tudo isso atende o interesse nacional”.

A reportagem da Agência Brasil entrou em contato com a assessoria do senador José Serra para que comentasse o assunto, mas até publicação desta matéria não obteve nenhum posicionamento.

(Fonte Agência Brasil)

Trabalhadores da Petrobras aprovam greve contra venda de ativos

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Trabalhadores ligados ao sindicato das empresas de distribuição de combustíveis do estado do Rio de Janeiro (Sintramico-RJ) decidiram nesta terça-feira (7) em assembleia, parar as atividades no próximo dia 24 em protesto contra o Plano de Negócios da Petrobras 2015-2019, que prevê a venda de ativos (patrimônio) da empresa, redução de investimentos e venda de até 25% das ações da Petrobras Distribuidora (BR), empresa voltada para a comercialização de derivados de petróleo.

A assembleia reuniu empregados que trabalham na logística dos aeroportos do estado. Os trabalhadores decidiram manter a mobilização nos próximos dias.

Na avaliação da presidente do Sintramico-RJ, Lígia Deslandes, a greve se destina a pressionar a Petrobras a manter as ações da empresa em poder de brasileiros. “A venda de ativos é uma forma dissimulada de privatizar a Petrobras”, disse.

O Sintramico decidiu, durante a assembleia, suspender as negociações entre os funcionários e a empresa, para a realização de acordo coletivo da categoria, que tem data base em 1º de setembro.

“A ideia é unificar o movimento dos trabalhadores com a Federação Única dos Petroleiros [FUP] e com os demais sindicatos da categoria para a implementação de decisões e ações conjuntas a serem adotadas até a paralisação”, informou a assessoria de imprensa do sindicato.

Amanhã (8) quinta-feira (9), o Sintramico estará realizando assembleias na fábrica de lubrificantes e derivados de Campos Elísios, na Baixada Fluminente, e também em frente à sede da empresa, na Cidade Nova, com o objetivo de confirmar a greve.

 

 

(Fonte:Agência Brasil)

Greve no INSS paralisa agências em 19 estados

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Servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) entraram hoje (7) em greve por tempo indeterminado. Eles reivindicam reajuste salarial de 27,5% e melhores condições de trabalho.

De acordo com a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps), funcionários de 19 estados aderiram à paralisação. A entidade avalia que 70% dos servidores nesses estados estejam parados. A assessoria de imprensa do INSS informou que deve divulgar no fim do dia um balanço sobre a quantidade de estados e servidores parados.

Para Márcio Villano Bottini, diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência no Estado de São Paulo (Sinsprev), a estimativa inicial é que 80% das agências amanheceram fechadas no estado. Segundo ele, o reajuste de 27,5% representa o cálculo da inflação acumulada desde 2010.

A proposta do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão é reajustar em 21,3%, de forma parcelada, até 2019 (5,5% em 2016, 5% em 2017, 4,75% em 2018 e 4,5% em 2019), foi rejeitada pelos trabalhadores.

Segundo o sindicato, os demais pleitos dos empregados também não seriam contemplados pela proposta. “Precisamos de concurso público, pois falta muito funcionário para atender adequadamente a população. Queremos mais investimento. Temos agência sem tinta de impressão e papel para imprimir coisas básicas para os segurados. Isso é fundamental para a população”, disse Márcio.

Márcio afirmou que os servidores também estão descontentes com um plano de metas que amplia a jornada de trabalho de 30 horas semanais. “Com o número de servidores reduzido, fica difícil cumprir as metas. Quem não cumpre, pode perder as 30 horas e ter de trabalhar até 3 horas a mais por dia”, esclareceu.

Pela manhã, na agência da região do Glicério, centro de São Paulo, segurados reclamavam da falta de informação. A agência é uma das maiores da capital, chegando a atender 700 pessoas por dia. Denise Romero, psicóloga de 57 anos, acompanhava a mãe, de 92 anos.

Denise precisa receber uma pensão por morte do pai. “Faz 15 dias que meu pai mrreu. Foi feito o agendamento e o procedimento, confirmado ontem (6). Fica difícil levar a sério uma situação como essa”, reclamou.

Marcia Aparecida Pinto, autônoma, 46 anos, é deficiente visual e precisava passar por perícia médica hoje. “Estava trabalhando, mas não consigo enxergar com meu único olho.” Marlene da Silva, aposentada, 70 anos, reclamou da falta de informação no atendimento. “Tenho um empréstimo consignado em folha, mas não há repasse do INSS desde maio. Estou passando por isso e não sei a quem recorrer. Trabalhei a vida inteira e agora recebo um salário mínimo”, explicou.

A orientação do INSS aos segurados é que as datas de atendimento serão remarcadas pela própria agência. Dúvidas podem ser esclarecidas pela central do telefone 135. Em nota, o INSS informou que considerará a data originalmente agendada como a de entrada do requerimento, “de modo a evitar qualquer prejuízo financeiro nos benefícios dos segurados”.

Também em comunicado, o Ministério da Previdência Social informou “que têm baseado sua relação com os servidores no respeito, no diálogo e na compreensão da importância do papel da categoria no reconhecimento dos direitos da clientela previdenciária e, por isso, mantém as portas abertas às suas entidades representativas para construção de uma solução que contemple os interesses de todos”.

 

 

(Fonte Agência Brasil)

Governo federal quer tornar crime fraude com órteses e próteses

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O governo federal vai encaminhar ao Congresso Nacional em regime de urgência um projeto de lei para criminalizar fraudes no fornecimento, na aquisição e na prescrição de órteses e próteses no Brasil. A medida foi anunciada hoje (7) pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, e é resultado de um grupo de trabalho criado em janeiro com os ministérios da Justiça e da Fazenda.

A proposta tipifica, no Artigo 171 do Código Penal, o crime de estelionato, responsabilizando administrativa, civil e criminalmente os envolvidos em condutas irregulares e ilegais no setor. Com a aprovação do texto, passa a ser crime a obtenção de lucro ou vantagem ilícita na comercialização, prescrição e no uso de órteses e próteses. A Polícia Federal deve criar uma divisão especial de combate a fraudes e crimes contra a saúde.

Além da responsabilização penal, estão previstas ações para maior monitoramento do mercado. O grupo propõe a padronização de nomenclatura e a criação e implantação do Registro Nacional de Implantes, com informações técnicas e econômicas dos dispositivos móveis implantáveis, possibilitando o rastreamento desde a produção até a implantação no paciente.

Haverá também envio de correspondência para as pessoas que passaram por esse tipo de procedimento médico com a data de entrada na unidade de saúde, o dia da alta médica, o motivo da internação e o valor pago pelo Sistema Único de Saúde (SUS) pelo tratamento.

Chioro destacou que foram identificadas irregularidades no setor e que unidades de saúde recebem lucro entre 10% e 30%, resultado da grande diferença entre o preço final do produto e o custo final. No caso de uma prótese de joelho, por exemplo, o valor final pode ser 8,7 vezes maior.

Há ainda, segundo o ministro, diferenças regionais de preço, fazendo com que o mesmo marca-passo custe entre R$ 29 mil e R$ 90 mil, dependendo da região. O preço desse tipo de produto no Brasil gira em torno de US$ 20 mil, enquanto em países da Europa o valor fica entre US$ 4 mil e US$ 7 mil. “Encontramos distribuidores exclusivos por região que cobravam preços distintos pelo mesmo produto. É absurdamente inexplicável”, completou.

Para Chioro, o cenário é decorrente de características do setor, como a grande variedade de produtos, a falta de padronização de informações e a ausência de protocolos de uso. “Na maior parte das vezes, esses produtos são utilizados em situação de urgência e emergência. O usuário não tem condições de avaliar se é o melhor caminho e fica absolutamente na mão do especialista.”

O relatório final do grupo de trabalho e o projeto de lei serão entregues ainda hoje às comissões parlamentares de inquérito da Câmara dos Deputados e do Senado que apuram fraudes com órteses e próteses.

O ministro interino da Justiça, Marivaldo Pereira, espera que o texto comece a tramitar na Casa logo após o recesso. Ele lembrou que o foco do grupo de trabalho foi o usuário da rede pública de saúde, pego em um momento de grande fragilidade.

“Não se buscou uma solução mágica para atacar o problema”, disse Pereira, ao ressaltar que o conjunto de medidas tem como objetivo melhorar a qualidade da informação disponível ao público, melhorar a concorrência no setor e a punição para os que praticarem fraudes.

O governo federal criou outro grupo de trabalho, que terá prazo de 30 dias para entregar propostas, monitorar o mercado e dar mais transparência ao setor. A ideia é que as medidas possibilitem a equiparação dos preços praticados no mercado nacional a patamares próximos dos praticados no mercado internacional.

O grupo será composto por gestores da Casa Civil e dos ministérios da Saúde, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, da Justiça e da Fazenda e vai discutir propostas de monitoramento da indústria, aumento da concorrência e ampliação da oferta.

 

 

(Fonte Agência Brasil)

 

Bondinhos de Santa Teresa voltam a circular em fase de testes

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Símbolo de Santa Teresa, os bondinhos, já podem ser vistos de volta ao bairro. Começaram hoje (7) os testes operacionais com quatro dos 14 bondes que voltarão às sinuosas ladeiras da região, no Centro do Rio de Janeiro. Na fase de testes, a previsão é que os veículos circulem por 10 dias, em um trecho de 900 metros, passando pelos Arcos da Lapa, entre a estação Carioca e a Rua Joaquim Murtinho.

Calculada em R$ 130 milhões, a obra para circulação dos bondes começou em novembro de 2013, com a previsão de ficar pronta antes da Copa do Mundo de 2014. O trânsito dos bondes no bairro foi interrompido em 2011, por causa de um acidente com seis mortos.

Por enquanto, os testes serão feitos sem passageiros, apenas para verificar as condições dos freios. O chassi do bonde, com alterações em relação ao original, já foi aprovado. O bonde tem agora uma barra de travessão, para evitar que passageiros escorreguem para fora e estribo retrátil. Ou seja, não será mais possível viajar em pé e de graça, como se fazia antes. Para compensar, um conforto extra: cortinas de plástico retrátil, que funcionarão como janelas, em caso de chuva.

A previsão é que os bondinhos voltem a circular entre a Carioca e o Largo do Curvelo, o primeiro trecho a entrar em funcionamento, até 15 de julho. Depois, a previsão é chegar até o Largo dos Guimarães, na região central de Santa Teresa. Em setembro, há previsão de inaugurar ramificações para o Silvestre e para o Largo das Neves, que voltarão a ser os pontos finais das linhas.

Segundo o secretário estadual de Transportes, Carlos Osório, ainda não é possível antecipar a data de entrega dos bondes. “Prefiro não dar um prazo até terminarem os testes mecânicos”, afirmou. Ele lembrou que o cronograma de instalação acabou sendo descumprido algumas vezes e trechos tiveram se ser refeitos. “Agora que [a obra] ganhou ritmo”, completou.

Além da entrega do primeiro trecho, a previsão é que sejam concluídas as obras entre a Rua Joaquim Murtinho e o Largo do Curvelo, que precisou ser refeito pelo Consórcio Elmo Azvi, responsável pela obra. A empresa já foi multada em R$ 1,3 milhão e corre o risco de ter o contrato cancelado, caso não conclua o trecho no Largos do Guimarães até julho.
 

(Fonte Agência Brasil)

Trabalhadores terão que aprovar Programa que permite reduzir salário

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Para que as empresas possam  implementar o Programa de Proteção ao Emprego, criado hoje (6) pelo governo federal, os trabalhadores terão que aceitar a proposta por meio de acordo coletivo firmado entre a categoria e as entidades patronais. A medida provisória assinada pela presidenta Dilma Rousseff prevê a redução de jornada de trabalho e de remuneração de até 30%, proposta que recebeu o apoio dos representantes de centrais sindicais.

De acordo com Rafael Marques, presidente Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o programa já havia sido reivindicado em 2012 para ser utilizado em momentos “delicados”, e vai possibilitar a preservação do emprego e da renda: “O programa é bem-vindo, vem em boa hora. Um gasto com maior qualidade e retorno econômico importante para o país o para os trabalhadores. Ele incentiva o diálogo entre os trabalhadores e as empresas”.

De acordo com o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, o programa também preserva a produtividade da empresa ou indústria na medida em que permite o vínculo empregatício no momento em que enfrenta volume menor de vendas. De acordo com o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, o programa é experimental e terá um prazo máximo de vigência (final de 2016), o que permitirá ao governo avaliar as suas consequências.

Representante de um dos setores responsáveis pelo maior número de demissões em 2015, o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, também analisa a medida como favorável. “[O programa é de] extrema relevância, fundamental, pois segura o emprego, destinado à superação o de crises, que sabemos que vão e vem. Na verdade, na nossa visão, [ele é] um instrumento fundamental de ultrapassagem de qualquer crise. Hoje, no nosso segmento temos queda de demanda, basicamente fruto do baixo nível de confiança do consumidor, cujo principal fator é o medo de perder o emprego. Está sendo colocado na hora adequada e de forma adequada”, avaliou.

Segundo Paulo Cayres, presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos, filiada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), a adesão dos trabalhadores é um dos elementos principais do programa. “Você tem que convencer e construir através de uma proposta, com votação dos trabalhadores. Se o sindicato entender que é bom, ele vai convencer os seus trabalhadores e trazer os empresários para dentro dessa proposta”, disse.

Na opinião de Cayres, a medida poderá ser utilizada para reverter demissões e suspensões temporárias do contrato de trabalho (sistema conhecido como lay-off). “A nossa estratégia é essa. Quem está em lay-off, nós vamos pedir para mudar, só que temos um trâmite [da medida provisória no Congresso], que são quatro meses. Mas isso fortalece, porque antes você não tinha nada para apresentar para o patronal. Então, ele executa os mecanismos que tem”, afirmou.

Outra exigência serão os indicadores econômicos e financeiros que a empresa terá que comprovar, antes de aderir ao PPE. Nesse sentido, um comitê interministerial, cuja primeira reunião ocorrerá amanhã (7), terá 15 dias para definir os critérios de enquadramento dos setores e empresas.

 

 

 

(Fonte Agência Brasil)

Rio de Janeiro terá conselho para enfrentar intolerância religiosa

O Rio de Janeiro terá um conselho estadual de enfrentamento à intolerância religiosa até o final do ano. O anúncio foi feito hoje (6) pela secretária estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Teresa Cristina Cosentino, durante a posse dos novos integrantes do Grupo de Trabalho de Enfrentamento à Intolerância e Discriminação Religiosa.

“O conselho será criado por decreto e vai existir independente de secretário A ou B gostar ou não do tema”, declarou. “Além disso, será um órgão deliberativo. Então, as políticas públicas vão emanar de fato da sociedade civil, dos movimentos que estão na rua, que sentem diariamente o que é o preconceito, a intolerância religiosa”.

O grupo, que é coordenado pela Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da secretaria, ganhou mais 44 membros, representando 22 credos religiosos, além de ateus, agnósticos, sociedades engajadas e membros das três esferas de governo e de Poder. “Havia uma necessidade de ampliar o grupo para a entrada de novos segmentos, como os neopetencostais, a comunidade wicca, seguimentos que participavam como convidados, e que agora são titulares”, explicou o superintendente Cláudio Nascimento.

Criado há três anos, o grupo concluiu em 2014 o Plano Estadual de Enfrentamento à Intolerância Religiosa, que será implementado a partir deste ano, segundo Nascimento. “São metas de ações de curto, médio e longo prazos, para enfrentar a intolerância religiosa em diferentes áreas. O grupo vai acompanhar a implantação pelo governo do estado, e verificar se estão sendo seguidas todas as etapas, em um trabalho de controle social”.

O coordenador de Diversidade Religiosa da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Alexandre Brasil Fonseca, destacou que pesquisas recentes apontam para o aumento de casos de intolerância no país.

Para ele, os grupos de enfrentamento da intolerância são fundamentais para a democracia, no momento atual pelo qual passa o país. “Tanto os grupos que discutem a questão racial quanto os que discutem a identidade, a orientação de gênero e a questão religiosa”, disse. “É necessário que os estados e municípios tragam, na sua estrutura e no seu cotidiano, espaços de encontro da sociedade civil e das diversas religiões com o Poder Público, para se pensar o problema, que é de todos”.

O governo federal recebe uma denúncia de intolerância religiosa a cada três dias. A maioria delas é feita por pessoas da religião de matriz africana (35%), seguida da evangélica (27%), espírita (13%), católica (10%), por ateus (4%), pessoas da religião judaica (3%) e da islâmica (2%).

No Rio de Janeiro, 80% das denúncias que chegam ao Centro de Promoção da Liberdade Religiosa e Direitos Humanos (Ceplir) estão relacionadas à intolerância contra religiões afro-brasileiras, seguidas das de religião muçulmana, cujo número de casos aumentou muito neste ano. Segundo a coordenadora do Centro de Promoção da Liberdade Religiosa e Direitos Humanos da Secretaria (Ceplir), Lorrama Machado, o maior desafio da segunda gestão do grupo de trabalho é prevenir a intolerância.

“Recebemos, todos os dias, denúncias de violência parecidas com a que sofreu a menina Kayllane [agredida com uma pedrada, por usar vestes do candomblé]. Já estamos combatendo a intolerância, precisamos agora criar uma metodologia de prevenção”, disse a coordenadora, que trabalha no auxílio jurídico, psicológico e social das vítimas.

O presidente da Comissão de Combate a Intolerância Religiosa do Rio de Janeiro, o babalaô Ivanir dos Santos, elogiou a criação do conselho, e defendeu que as políticas públicas busquem a articulação de diferentes secretarias de governo. “É preciso que elas sejam capilares, que envolvam educação, saúde, mercado de trabalho, segurança pública, pois todas essas áreas têm problemas sérios. Também é preciso focar, não apenas na tolerância religiosa, como também no respeito por quem não tem religião”.

Além de fortalecer o Ceplir, a meta da secretaria é levar políticas de enfrentamento à intolerância religiosa para o interior do estado. “Vamos pensar em parcerias com os municípios ou com a própria secretaria, dos centros de Referência de Assistência Social e dos centros de Referência Especializados de Assistência Social, caso os municípios não tenham estrutura, mas tenham vontade de trabalhar a questão da intolerância religiosa”, disse Teresa.

As denúncias de intolerância religiosa no estado do Rio podem ser feitas pelo telefone 21 2334-9550, de 9h às 18h, de segunda a sexta-feira.

 

 

(Fonte:Agência Brasil)

Polícia localiza carro que foi roubado do cardeal Dom Orani Tempesta

A polícia localizou hoje (6) à tarde, no bairro de Coelho Neto, uma das regiões mais perigosos do Rio, na zona norte da cidade, o carro usado pelo cardeal arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, roubado no domingo à noite (5), quando ele voltava de uma missa na zona oeste da cidade.

O cardeal conversou com os jornalistas nesta segunda-feira antes de celebrar uma missa de sétimo dia, no Outeiro da Glória. Segundo ele, os homens  que o abordaram “eram jovens, estavam armados com pistolas e aparentavam estar drogados”.

Dom Orani disse que os assaltantes levaram o celular dele, cartões de crédito, dinheiro, paramentos da igreja e uma cruz de prata, ofertada pelo Papa  João Paulo II. O cardeal disse que  esse tipo de assalto acontece com muita gente na cidade. “Eu rezo para que esses jovens encontrem família e pessoas que os ajudem a mudar de vida e serem felizes. Se eles forem menores, como aparentam, a solução seria a educação e não à prisão. É preciso recuperá-los com a educação, como uma forma de despertar neles outros valores, não apenas o mal”.

Na hora do assalto, Dom Orani  estava  acompanhado do motorista da Arquidiocese do Rio, Aloísio de Castro e de um casal de amigos italianos. O carro em que ele estava foi parado por outro, com vários jovens, que mandaram que os ocupantes descessem, e levaram o veículo. O motorista ainda chegou a ser levado como refém por cerca de 200 metros e, em seguida, foi liberado.

Este é o segundo assalto sofrido por Dom Orani no Rio de Janeiro. Em setembro do ano passado, o arcebispo foi roubado em Santa Teresa, centro do Rio, quando passava de carro com o motorista, um seminarista e um fotógrafo. Ele foi parado por três criminosos, que levaram o anel, o cordão e o crucifixo usado pelo cardeal, mas boa parte do que tinha sido levado foi abandonado pelos ladrões, e recuperado pela polícia, logo após as notícias sobre a pessoa que eles tinham roubado.

O bairro de Coelho Neto, onde o carro do cardeal foi encontrado, batido na lateral, fica perto do morro da Pedreira, comandado pelo traficante Celso Pinheiro Pimentel, o Playboy, um dos principais traficantes de drogas do Rio. O Portal dos Procurados do Disque-Denúncia oferece recompensa de R$ 50 mil, a quem der informações sobre seu paradeiro. A quadrilha é reponsável por vários ataques a carros de entrega, principalmente de cigarros, eletroeletrônicos, remédios e alimentos.

 

(Fonte:Agência Brasil)

Biblioteca Nacional elege autores que representam a alma carioca

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A Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e a Academia Carioca de Letras (ACL) elegeram 45 autores de diversos gêneros literários e já falecidos, que com suas obras contribuíram para formação da literatura carioca desde o nascimento do Rio de Janeiro.

A lista foi divulgada hoje (6) em uma cerimônia na sede da Biblioteca, no centro do Rio. O projeto Construtores da Literatura Carioca faz parte das comemorações dos 450 anos da cidade. “São pessoas que refletiram sobre o Rio de Janeiro, pensaram sobre o Rio de Janeiro, captaram a alma carioca”, disse a presidenta interina da Biblioteca Nacional, Myriam Lewin.

O processo de eleição durou um mês e a escolha foi feita por uma comissão mista composta por 80 pessoas entre elas, personalidades ligadas à literatura, membros da ACL e os presidentes da Academia Brasileira de Letras (ABL), União Brasileira de Escritores (UBE-RJ), Academia Luso-Brasileira de Letras (ALBL), Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) e Pen Clube.

O presidente da ACL, o musicólogo e pesquisador Ricardo Cravo Albin, informou que no processo de escolha pela comissão130 autores receberam os votos, mas para fazer uma referência aos 450 anos foram eleitos os 45 que conquistaram mais votos. Eles terão os nomes registrados em atos oficiais da FBN e da ACL. “Seria impossível imaginar um júri que escolhesse 450 autores”, explicou Albin.

No grupo de 45 mais votados, há apenas seis escritoras. Na avaliação da diretora do Centro de Cooperação e Difusão da Biblioteca, Moema Salgado, isso reflete o processo histórico do papel da mulher na sociedade brasileira e no campo da literatura: “Não eram muitas as mulheres que viviam de literatura e de escrever ensaios. Não era predominante a mulher neste caso. Acho que é um reflexo deste recorte que demos de autores já falecidos”.

Para a diretora, a participação da mulher na literatura vem mudando em períodos mais próximos. “As mulheres estão muito mais presentes entre os autores do que estavam há 50 anos. Hoje é muito mais fácil identificar cinco grandes autoras e cinco grandes autores entre os vivos”, ressaltou.

Os dez mais votados serão tema de mesas redondas ou conferências que a Biblioteca vai realizar no auditório da instituição a partir de agosto. Elas serão abertas ao público e com entrada grátis. “Essas mesas redondas serão gravadas e irão por internet, pela Biblioteca Nacional, para os interessados, e constituirão resíduo para o livro dos dez maiores escritores dos 450 anos do Rio de Janeiro”, disse Cravo Albin.

O autor mais votado foi Machado de Assis que conquistou 53 votos. Segundo o presidente da Academia Brasileira de Letras, Geraldo Holanda Cavalcanti, o escritor é uma figura identificada com o Rio de Janeiro, porque a obra dele é a história da cidade do fim do século 19.
“Não há nenhuma outra que chegue à intimidade com os costumes e a mentalidade da época, maior do que o próprio Machado, mas toda a lista dos 45 é muito boa”, disse Cavalcanti.

O secretário municipal de Cultura e presidente do Comitê Rio 450, Marcelo Calero, disse que a literatura tem um papel fundamental na formação da vida carioca: “Um dos maiores propósitos dentro das comemorações dos 450 anos do Rio é justamente resgatar e revisitar esta memória carioca e especialmente dessas pessoas que tanto contribuíram para a nossa identidade”, disse.

A lista dos dez mais votados é a seguinte: Machado de Assis, 53 votos; Lima Barreto, 39; João do Rio (Paulo Barreto), 33; Nelson Rodrigues, 25; Rubem Braga, 25; Joaquim Manuel de Macedo, 24; Carlos Drummond de Andrade, 24; Vinicius de Moraes, 24; Marques Rebelo, 20; Manuel Antônio de Almeida, 20.

 

 

(Fonte:Agência Brasil)

Aprovada medida provisória que autoriza empresas a reduzir salário

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Com o objetivo de evitar demissões dos trabalhadores por empresas em dificuldades financeiras, o governo federal criou, por meio de medida provisória (MP), o Programa de Proteção ao Emprego (PPE), que vai permitir a redução temporária da jornada de trabalho e de salário em até 30%.

A MP foi assinada na tarde de hoje (6) pela presidenta Dilma Rousseff, após encontro com ministros e representantes de centrais sindicais. Embora passe a valer imediatamente com força de lei, a proposta será analisada e precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional.

A medida prevê que a União complemente metade da perda salarial por meio do Fundo de Amparo ao Trabalhador. O Programa valerá até o dia 31 de dezembro de 2016, e o período de adesão das empresas vai até o fim deste ano. Para definir quais setores e empresas estarão aptos a participar do PPE, o governo também criou um grupo interministerial que vai divulgar informações sobre os critérios, com base em indicadores econômicos e financeiros.

De acordo com o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, as empresas não poderão demitir nenhum funcionário durante o prazo de vigência do programa, proibição que será mantida por pelo menos mais dois meses após o fim da vigência.

As empresas poderão aderir ao programa por seis meses, prorrogáveis por mais seis. O anúncio foi feito no início da noite por Rossetto e outros dois ministros, ao lado de representantes de centrais sindicais, no Palácio do Planalto.

“É mais importante usar recursos públicos para manter o emprego do que para custear o desemprego. É um programa ganha-ganha, orientado claramente para manutenção do emprego em um período de crise”, afirmou Rossetto, acrescentando que o programa é aberto para qualquer setor da economia que tenha redução de emprego e renda.

 

 

(Fonte:Agência Brasil)