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Ministro do Planejamento defende veto ao aumento salarial do Judiciário

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O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, reforçou a opinião da presidenta Dilma Rousseff e indicou que o reajuste médio de 59,49% para servidores do Poder Judiciário deve ser vetado no Palácio do Planalto. “O reajuste [aprovado no Senado] não está compatível com o reajuste fiscal. Isso deve ser motivo para o veto. A presidenta se manifestou sobre isso na viagem”, disse Barbosa em entrevista hoje (13), em Brasília.

Durante viagem à Itália, no último fim de semana, Dilma comentou a inviabilidade para a concessão de um reajuste como esse. “Estamos avaliando, porque é impossível o Brasil sustentar um reajuste daquelas proporções. Tem certas… certos valores, certas quantidades de recursos que algumas leis exigem, que são impraticáveis. O país não pode fazer face a isso”.

De acordo com o Ministério do Planejamento, o aumento para 117,5 mil servidores ativos e inativos do Judiciário custaria R$ 1,5 bilhão este ano, R$ 5,3 bilhões, em 2016 e R$ 8,4 bilhões, em 2017, até atingir R$ 10,5 bilhões anuais a partir de 2018.

A presidenta trata do reajuste do Judiciário enquanto negocia com servidores do Poder Executivo. “Com o Executivo estamos em negociação. Estamos trabalhando, seguindo um cronograma para apresentar ao Congresso, até o final de agosto, o reajuste do Executivo”, disse Barbosa.

A proposta do governo é aumento de 21,3%, divididos em quatro parcelas até 2019. Os trabalhadores pedem, para o ano que vem, um reajuste de 27,3% para repor perdas salariais desde 2010. Eles pedem ainda que o reajuste seja negociado anualmente.

 

 

(Fonte:Agência Brasil)

Mercado Popular da Uruguaiana reabre hoje após operação contra pirataria

O Mercado Popular da Uruguaiana, conhecido como camelódromo, reabre parcialmente na tarde de hoje (13), depois de operação realizada pela Polícia Civil contra a pirataria. O mercado, no centro da cidade do Rio de Janeiro, só reabrirá  – em uma primeira etapa –  os boxes das quadras C e D.

Segundo a Secretaria Estadual de Ordem Pública, somente os comerciantes recadastrados na Prefeitura até o último domingo (12) poderão abrir seus boxes para o comércio. De acordo com a secretaria, 1.036 boxes já foram identificados e estão aptos para as vendas. De um total de 1.600 boxes existentes no camelódromo, a Polícia Civil suspeita que 380 trabalhem com produtos ilegais.

De acordo com o secretário de Ordem Pública, Leandro Matieli, haverá um mapeamento completo da área para localizar cada box. “Alvará será concedido para cada vendedor que se recadastrar, fazendo com que seja possível tirá-los da informalidade, tornando-os microempreendedores”, disse Matieli.

A delegada Valéria Aragão alerta que o problema de pirataria naquela região não será resolvido de imediato. “Não temos essa pretensão [de acabar com a pirataria de imediato]. É algo que depende também da conscientização da população, o que, aliás, estamos fazendo. É apenas o início de um processo de moralização”. Segundo a delegada, quatro toneladas e meia de produtos foram apreendidos durante a operação, que durou quatro dias, na semana passada.

A operação da Polícia Civil, no entanto, gerou críticas de alguns comerciantes, como Leandro Pereira. “Apreenderam meus produtos mesmo não sendo ilegais. Eu sou trabalhador, pai de família e agora estou tendo um grande prejuízo sem poder trabalhar mesmo tendo me recadastrado na prefeitura e sendo um comerciante legal”, disse.

A delegada disse reconhecer que os ânimos estão exaltados após as mudanças. A presidenta da Associação dos Comerciantes do Mercado Popular da Uruguaiana, Rosalice Rodrigues Oliveira, disse que foi grande o prejuízo dos comerciantes, mas disse apoiar a Polícia Civil na operação. “Esse processo de mapeamento e legalização é um sonho. Só valoriza quem trabalha aqui”, afirmou.

Hoje, os comerciantes da quadra A serão recadastrados. Amanhã, será a vez dos vendedores da quadra B. A delegada Valéria Aragão recomenda que todos realizem o processo, já que o não recadastramento denota, segundo ela, “uma atitude muito suspeita”.

Inaugurado em 1994, o Mercado Popular da Uruguaiana recebe mais de cinco mil pessoas por dia, com 1.600 boxes sorteados à época pela prefeitura.

 

(Fonte:Agência Brasil)

Importância dos primeiros mil dias do bebê


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Nascer com baixo peso (menor que 2500 kg) pode trazer consequências imediatas ao bebê. Cerca de 50% da mortalidade infantil até o primeiro mês de vida ocorre em decorrência do baixo peso para idade gestacional. No Brasil, de 8 a 10% vêm ao mundo nessas condições. “Esses bebês apresentam maior frequência de diversos problemas como anemia, agravos no desenvolvimento físico e emocional e até maior chance de virem a ter doenças crônicas no futuro”, alerta a pediatra Filumena Gomes.

Antigamente, acreditava-se que as doenças crônicas tais como obesidade, hipertensão, diabetes como enfartes e derrames, começavam na fase adulta. Mas estudos recentes comprovam que eles podem ter início ainda no útero.

Isso porque durante a gestação as células se multiplicam em alta velocidade o que caracteriza, portanto, uma fase determinante para a boa formação de todos os órgãos do bebê, sobretudo, dos Sistemas Cardiovascular e Respiratório. “Então, estudos britânicos comprovaram que quando o ambiente uterino materno sofre alguma perturbação como uso de drogas, hipertensão, regime alimentar excessivo ou até mesmo depressão, o neném pode vir a nascer com baixo peso. Essa condição o deixa predisposto a desenvolver doenças crônicas quando adulto, além de comprometer a elasticidade das artérias, densidade dos ossos e estar mais suscetíveis à depressão”, complementa a também pediatra Ana Maria Escobar.

Além disso, já se sabe que o ambiente em que vivemos pode ou não contribuir para desencadearmos uma doença hereditária. Uma pessoa que tem predisposição genética para desenvolver câncer de pulmão, mas vive no interior, não fuma, adota hábitos saudáveis, tem tudo para mantê-lo inativo. Ao contrário de quem leva uma vida estressante e mora em uma cidade poluída.

“Isso se aplica também ao feto, que, naturalmente, recebeu as cargas genéticas dos pais, mas se o ambiente nutricional intraútero for favorável, ele se beneficiará dessas condições iniciais para o resto da vida. Caso contrário, poderá sofrer consequências de um período gestacional conturbado. O gene não é definitivo e sim relativo”, pondera doutora Ana.

Ela explica: “O ambiente dentro do útero é como uma previsão do tempo para o que o feto vai encontrar depois. Quando submetido a qualquer restrição de nutrientes, ele tende a economizar energia. Mas, se ao nascer, o ambiente em que ele vive continuar pobre, com alimentação defasada, essa poupança energética pode ser vantajosa. Entretanto, nem sempre é o que acontece. A tendência maior é o bebê encontrar um ambiente rico, com boas condições nutricionais e ele não está preparado para isso. Então, aos dois anos de idade, começa a ganhar peso em excesso.”

Período decisivo

Com isso, fica ainda mais claro o papel fundamental da mãe para garantir a saúde do seu filho. “O mês anterior à gestação, os nove meses de gravidez e os dois anos do bebê contabilizam os primeiros mil dias do bebê.

Estudos recentes apontam que os cuidados maternos durante esse período, sobretudo, no que diz respeito à nutrição balanceada, serão cruciais para o bom desenvolvimento do indivíduo ao longo da vida”, destaca doutora Filumena.

Obesidade, altas taxas de estresse, uma alimentação rica em gordura, violência, entre outras situações adversas que a gestante pode enfrentar não passarão impunes para o bebê. “A comunicação mamãe/bebê é feita por meio da placenta. É essa estrutura que conduzirá não apenas os nutrientes, mas irá traduzir todas as informações maternas para o bebê. Qualquer uma dessas condições pode gerar estresse para o feto. Esse estresse poderá alterar o eixo hormonal que regula funções do organismo como desenvolvimento e crescimento, menstruação, níveis de transpiração, entre outras várias particularidades de diversos órgãos”, complementa a especialista.

Dada a relevância do período intraútero para o bom desenvolvimento do individuo ao longo de toda a vida, Filumena Gomes reforça a importância de cumprir o pré-natal e vai além: “sempre que possível, o ideal é planejar a gravidez. Assim, a futura mamãe pode minimizar os efeitos de uma carga excessiva de trabalho, pode vigiar o ganho de peso e tomar outras providências que minimizem situações adversas que causarão estresse para o bebê.”

 

 

(Por abc da Saúde Infanto-Juvenil)

Cursos para formação de professores terão carga horária maior e mais prática

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A formação dos professores será mais longa e mais voltada para a prática em sala de aula. É o que define parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE), que já foi homologado pelo Ministério da Educação (MEC) e que deverá ser colocado em prática em até dois anos, prazo para que os cursos em funcionamento se adequem às novas regras.

A homologação do Parecer 2/2015 é parte do pacote de medidas adotadas pelo governo no final do primeiro ano de vigência do Plano Nacional de Educação (PNE). Entre as mudanças está a exigência de uma carga horária maior para os cursos de licenciatura, que passam de 2,8 mil, o equivalente a três anos de formação, para 3,2 mil ou quatro anos de formação.

Para a segunda licenciatura, a duração é de 800 a 1,2 mil horas e os cursos de formação pedagógica para os graduados não licenciados devem ter a duração de 1 mil a 1,4 mil horas.

Os futuros professores terão durante todo o curso atividades práticas, além do estágio supervisionado em escolas. “Há toda uma perspectiva de integração da educação básica e superior. Pensar a formação dos professores agora não é uma atribuição apenas das instituições de ensino superior, mas é uma parceria com a educação básica”, explica o relator do parecer, Luiz Fernandes Dourado.

Outra novidade, segundo o relator, é a uma maior integração entre a formação inicial dos professores e a formação continuada, oferecida aos docentes já formados. “Há uma busca por organicidade na formação inicial e continuada de professores. A formação envolverá as escolas e as secretarias de estado, além das instituições de ensino superior em atividades, cursos de extensão, atualização, aperfeiçoamento, especialização, mestrado e doutorado”, diz Dourado.

O parecer traz dados de 2013. Eles mostram que 25,2% do total de 2,14 milhões de docentes não têm a formação em nível superior. A maior porcentagem está na educação infantil, que atende crianças de até 6 anos de idade, onde 40% não tem essa formação.

“A principal modificação é compreender que a docência é um ato que tem que ser aprendido. A relação teoria e prática está presente do primeiro ao último ano de formação”, analisa a presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped), Maria Margarida Machado

“Tenho que pensar que estou formando um professor licenciado para lidar com EJA [Educação de Jovens e Adultos], educação de campo e indígena, aspectos que envolvem a diversidade da docência no Brasil. As modalidades são trabalhadas não apenas na formação inicial, mas na continuada”, destaca.

O parecer é o primeiro passo para a Política Nacional de Formação dos Profissionais da Educação Básica, prevista no PNE. A proposta do MEC para a Política está em consulta pública na internet. O MEC está colhendo opiniões sobre cada uma das partes da proposta. A intenção é fortalecer o regime de cooperação entre União, estados e municípios para a formação de professores.

Entre as propostas em consulta está a de que estudantes que tenham financiado cursos de licenciatura possam pagar a dívida dando aulas em escolas públicas.

 

 

 

(Fonte:Agência Brasil)

Petrópolis faz mutirão de limpeza em área afetada por desastre em 2011

Moradores de Petrópolis que perderam suas casas nas chuvas de janeiro de 2011, na região serrana fluminense, fizeram hoje (12) um mutirão para recolher lixo do Vale do Cuiabá. Aproximadamente 300 pessoas  foram reassentadas em um condomínio com 74 apartamentos em janeiro do ano passado, três anos depois do desastre que matou cerca de mil pessoas na região serrana, sendo 40 apenas no Vale do Cuiabá.

O gestor do condomínio, Elizier Vieira, disse que há problemas na coleta de lixo do condomínio e na limpeza das calhas que escoam as águas das chuvas. Segundo ele, os latões de lixo existentes não são suficientes para armazenar todo o lixo do condomínio. Além disso, não há limpeza do terreno do entorno, o que faz com que lixo e mato se acumulem nas calhas de drenagem.

Elizier, que morava com 60 pessoas de sua família em um grande terreno no Vale do Cuiabá e perdeu suas casas na chuva de 2011, teme que o acúmulo de mato e lixo nas calhas provoque um novo desastre como o de quatro anos atrás. “Se não tiver o escoamento da água, o que vai acontecer? O nível da água vai subir, como já subiu e danificou a pavimentação da estrada [de acesso ao condomínio]”, disse Elizier.

A ação de limpeza conta com o apoio da organização não governamental Viva Rio, como parte de um programa de ajuda a comunidades afetadas pelas chuvas de 2011. A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura de Petrópolis mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem.

 

 

 

Estados Unidos matam líder do Estado Islâmico no Afeganistão e Paquistão

O chefe do Estado Islâmico no Afeganistão e Paquistão foi morto em um ataque de um drone comandado pelos Estados Unidos, afirmaram hoje (11) as autoridades afegãs.

Segundo a agência de inteligência afegã, Hafiz Saeed foi morto na sexta-feira (10), no Leste do Afeganistão, quando “participava de uma reunião com outros executivos” do grupo.

Hafiz Saeed, ex-comandante da milícia talibã no Paquistão, foi morto em uma operação conjunta de militares afegãos e norte-americanos, disse a agência de inteligência, em comunicado, adiantando que cerca de 30 membros do Estado Islâmico foram mortos.

A ofensiva ocorreu em Achin, distrito próximo da fronteira com o Paquistão, que se tornou um centro para as atividades do Estado Islâmico no Afeganistão.

A morte de Hafiz Saeed é considerada um forte revés para o Estado IslâmicoI, que procura expandir-se no Afeganistão e no Paquistão.

O porta-voz das tropas dos Estados Unidos no Afeganistão confirmou o ataque, mas não especificou a identidade das vítimas.
 

(Fonte Agência Lusa)

Novo modelo de passaporte tem validade ampliada de 5 para 10 anos

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O passaporte brasileiro tem nova versão, lançada hoje (10). Entre as mudanças está a validade do documento, que passa de cinco para dez anos. Segundo o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, com a medida, o Brasil estará alinhado com o padrão adotado em outros países.

“Estávamos tendo um grande acúmulo de pedidos de expedição de passaporte e de renovação e não havia sentido manter uma tradição que não é seguida no mundo”, disse o ministro.

Com a mudança na validade, os itens de segurança foram reforçados. Foi adotado outro padrão de criptografia para a assinatura digital, com o objetivo de aumentar a segurança dos dados gravados no chip. A capa tem um novo visual, e também foram feitas modificações na imagem fluorescente, que não pode ser vista a olho nu.

De acordo com o ministro, os elementos de segurança adotados dificultam a falsificação do documento. “Quando a tecnologia avança, o crime também se apropria da tecnologia para avançar, então o Estado tem que estar atento a isso”, disse Cardozo.

Na entrevista coletiva, o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Leandro Daiello, ressaltou que os elementos de segurança no documento brasileiro possibilitaram a aprovação do aumento da validade. “O Brasil passou por uma série de aprovações de testes dos seus elementos de segurança. Aprovados, [isso] possibilita que o nosso documento, então, tenha uma validade de dez anos. Nós nos equiparamos aos elementos de segurança dos passaportes no mundo”, disse.

Segundo Cardozo, quem ainda tem o passaporte no modelo antigo pode usá-lo até o fim do prazo de validade. Para as novas emissões, será cobrada taxa de R$ 257,25, um aumento de 64,7% em relação ao valor cobrado anteriormente (R$ 156,07). De acordo com o ministro, desde 2006, o preço não era reajustado e a atualização foi feita pelo valor da inflação. Na solenidade de lançamento do documento, o ministro fez a entrega de dois passaportes a cidadãos.

O Ministério das Relações Exteriores informou que o novo passaporte será lançado no exterior a partir de agosto, de forma escalonada. “A defasagem em relação ao lançamento no Brasil decorre da necessidade de adequar as entregas do novo material pela Casa da Moeda e os imperativos logísticos para distribuir esse material para os cerca de 200 postos no exterior”, explica o Itamaraty em nota.

Os consulados brasileiros na América do Sul e América Central serão os primeiros a fazerem a emissão. Logo depois, o documento será emitido na África, Ásia, Europa e Oceania. A previsão é que em outubro o passaporte seja emitido também na América do Norte.

A nota do Itamaraty destaca que o aumento da validade era uma demanda antiga dos brasileiros que vivem no exterior. “O lançamento do novo passaporte constitui um marco importante no processo de aperfeiçoamento constante dos serviços consulares”, diz o comunicado.

 

(Fonte Agência Brasil)

Governo é obrigado a cumprir liminares e liberar emendas a ex-deputados

O governo federal vai responder, nos próximos dias, a uma liminar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinando que garanta ao ex-deputado Beto Albuquerque acesso à execução de suas emendas parlamentares individuais. A liminar foi deferida no dia 1º deste mês, e os representantes do governo responsáveis pelo cumprimento da medida já foram comunicados da decisão.

Além de reclamar que a decisão não tenha sido cumprida até o momento, Beto Albuquerque diz que pretende entrar, na próxima segunda-feira (13), com uma notificação ao governo para que a decisão seja cumprida. Ele alega ter tentado, sem sucesso, comunicar-se com os órgãos da administração pública nos últimos dias para conseguir acessar o sistema. “Durante toda a semana, o governo ignorou e está descumprindo uma decisão judicial.”

De acordo com a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, responsável pelo relacionamento com os parlamentares no que diz respeito às emendas, tanto Beto quanto 197 ex-deputados que não conseguiram voltar à Câmara após as eleições do ano passado poderão acessar o sistema de execução das emendas.

A decisão da Justiça é considerada inédita porque foi tomada com base nas novas regras para concessão das emendas, após a aprovação, no ano passado, do Orçamento Impositivo, que obriga a União a conceder os repasses de forma igualitária aos deputados federais.

Beto Albuquerque, do PSB, compôs no ano passado a chapa de Marina Silva à Presidência da República e, por isso, não concorreu à reeleição na Câmara dos Deputados. Ele alega, no entanto, que, como participou da elaboração do Orçamento de 2015, tem direito a executar as emendas deste ano. Em janeiro, quando ainda ocupava uma vaga na Casa, ele apresentou as emendas para execução em hospitais no Rio Grande do Sul, sua base eleitoral.

Na liminar, o ministro Napoleão Nunes, do STJ, determinou que o Ministério do Planejamento e a Secretaria de Relações Institucionais forneçam o acesso e a senha ao ex-deputado e que ele tenha o mesmo prazo que os deputados reeleitos para fornecer os dados sobre os beneficiários das emendas. Ainda na decisão, Napoleão Nunes solicita a notificação do ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, e ao vice-presidente Michel Temer, que comanda a secretaria, que cumpram a decisão e apresentem informações sobre o assunto.

As determinações foram comunicadas aos integrantes do governo por meio de telegrama, mas a decisão ainda não foi publicada no Diário da Justiça.

A Secretaria de Relações Institucionais diz que vai cumprir as determinações legais do STJ, mas alega que, como este é o primeiro ano de imposição das emendas, ainda não há um mecanismo que permita aos não parlamentares se cadastrarem no sistema. Isso porque os deputados com mandato acessam, por meio de login e senha, o que inviabilizaria o acesso simplesmente como pessoa física. De acordo com a portaria interministerial que detalha a execução das emendas individuais, os parlamentares autores de emendas devem promover as indicações diretamente no Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento do ministério do Planejamento (Siop).

O órgão informou que a resposta ao tribunal será encaminhada no sentido de esclarecer e não contestar a decisão. Segundo a Secretaria de Relações Institucionais, o Ministério do Planejamento estuda uma solução para que os ex-parlamentares possam indicar as prioridades de liberação de suas emendas. O trabalho será feito em paralelo com o cronograma atual, que se encontra na etapa de indicação das emendas pelos atuais parlamentares e vai até a próxima quarta-feira (15). Cada parlamentar tem direito à execução de R$ 8,38 milhões.

O governo estuda a possibilidade de criar um ambiente virtual à parte para que Beto e os demais ex-deputados possam empenhar suas emendas. Caso não seja possível o cadastro, a liberação poderá ocorrer inclusive por meio de ofício impresso. De acordo com o Ministério do Planejamento, a pasta recebeu o telegrama com a decisão, mas a efetivação da liminar caberá à Secretaria de Relações Institucionais.

Beto Albuquerque disse que pretende ir às últimas consequências para que o acesso lhe seja autorizado. O ex-deputado afirma que uma das vantagens do Orçamento Impositivo, que ajudou a elaborar, foi a inclusão dos termos “igualitária e impessoal” na forma de execução das emendas. “O fato de [os ex-deputados] não terem concorrido a deputado, ou não ter se reelegido, é totalmente irrelevante dentro do comando constitucional. As emendas não são do deputado, são dirigidas, no meu caso, 100% a instituições de saúde.”

As emendas de Beto Albuquerque dizem respeito à ampliação de leitos e reforma de hospitais federais e municipais das cidades de Porto Alegre e Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. “Vou peticionar penas da lei para que se cumpra. Se o governo continuar silencioso diante de liminar do STJ ao meu direito, vou pedir para executar a liminar. Em um primeiro momento, eu é que fui desrespeitado. Hoje é o STJ, cuja liminar ainda não foi cumprida, e os hospitais, que não têm a verba garantida. Não recebi senha nenhuma”, queixa-se.

Além dessa liminar, outra decisão já foi parcialmente concedida pelo tribunal sobre o mesmo assunto. O ministro Herman Benjamin havia deferido em parte um mandado de segurança solicitado pelo também ex-deputado Ratinho Júnior (PSC-PR). A decisão, porém, é menos abrangente, já que apenas solicita informações às autoridades e determina a manutenção da verba orçamentária destinada às emendas individuais até que o caso seja examinado. Quanto a esta liminar, a Secretaria de Relações Institucionais informou que já encaminhou as respostas ao Superior Tribunal de Justiça.

 

 

(Fonte Agência Brasil)

Presidenta Dilma nega rebelião no Parlamento

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A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (11), em Milão, na Itália, que o governo tem ganhado mais do que perdido com os resultados de votações de matérias de interesse do Executivo no Congresso Nacional e descartou que haja uma “rebelião” do Parlamento. “Eu não chamo de rebelião votação no Congresso em que há divergências. A gente perde umas e ganha outras”, afirmou.

Dilma ressaltou que o debate de opiniões é característico da democracia e que não é possível apostar na vitória em todas as matérias de interesse de um governo. “Nos [países] mais democráticos é que se torna mais complexa a aprovação, não é? Nos mais democráticos, onde há liberdade de opinião, onde há uma ampla manifestação de opiniões, como é o caso dos Estados Unidos.”

As declarações foram feitas depois da visita da presidenta ao Pavilhão do Brasil na Expo Milão 2015, que tem como tema “Alimentar o Planeta – Energia para a Vida”. Dilma, que elogiou a feira, caminhou sobre uma rede instalada no pavilhão para representar a integração de produtores, e relatou ter sido uma missão “dificílima”. Perguntada se a experiência pode ser uma metáfora ao seu segundo mandato, a presidenta descartou semelhanças.

“Eu acho que o meu mandato é, eu diria assim, mais firme do que essa rede”, assegurou. Em seguida, a presidenta relatou mais sobre a experiência e completou: “Não cai não. Mas a gente, sempre, para não cair, tem se ser ajudada, não é?”, disse Dilma.

Perguntada sobre a possível revisão da meta de superávit primário – economia feita pelo governo para pagar os juros da dívida pública –, a presidenta afirmou que o objetivo é manter a meta. “Não houve nenhuma decisão, o Planejamento não está ainda colocando isso, de maneira alguma. Agora, a gente avalia sempre, e vamos fazer todos os esforços para manter a meta.”

Nesta semana, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, negou que a equipe econômica esteja analisando uma proposta de revisão, mas, no Congresso Nacional, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) defendeu a redução da meta de 1,1% para 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país).

Nos próximos dias, Dilma deve decidir como vai se posicionar sobre temas aprovados pelo Congresso, um deles é o projeto de lei da Câmara que estabelece reajuste escalonado, em média de 59,49%, para os servidores do Poder Judiciário. As matérias, que passam pelas duas Casas legislativas, ainda precisam ser analisadas pelo Planalto, que pode vetar total ou parcialmente os textos. O reajuste foi uma das bandeiras do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, quando assumiu a Corte. Ele conseguiu uma reunião reservada durante a viagem da presidenta à Europa, quando trataram de diversos assuntos.

“Todo mundo sabe, ele pleiteia que não haja veto. No entanto, nós estamos avaliando, porque é impossível o Brasil sustentar um reajuste daquelas proporções. Nem em momentos, assim, de grande crescimento, se consegue garantir reajustes de 70%, muito menos em um momento em que o Brasil precisa de fazer um grande esforço para voltar a crescer”, afirmou.

Na Itália, onde passou pouco mais de um dia, depois de participar,em Ufá, na Rússia, da cúpula do Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), a presidenta visitou Roma, onde se encontrou com o primeiro-ministro do país, Matteo Renzi, e hoje em Milão. Dilma disse que a visita foi produtiva e estreitou relações entre os dois países.

 

(Fonte Agência Brasil)

Michel Teló e Mariano postam fotos com rosto pintado de preto e criam polêmica

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Os cantores Michel Teló e Mariano, da dupla com Munhoz, causaram polêmica nas redes sociais ao protestarem contra o racismo,nesta quinta-feira (9) Os artistas escolheram pintar o rosto com tinta preta, com uma pintura também conhecida como “blackface”. A prática teatral do século 19, considerada racista, acontecia quando atores brancos se coloriam com carvão para representar personagens negros no palco. “Contra todo e qualquer tipo de preconceito. Linda iniciativa do meu amigo Charles, estamos juntos, companheiro! Convido meus companheiros Belutti, Fernando e minha gatinha Taís Fersoza a entrarem nessa corrente do bem comigo. Por um mundo mais igual”, escreveu Teló na legenda da foto postada na quinta-feira (9).

 

O gesto, não foi bem interpretado pelos internautas.“Interessante Michel Teló querendo pagar de salvador dos negros, fazendo blackface… melhor se informar antes de fazer algo do tipo”, disparou uma pessoa. “É óbvio que Michel teló tentou dar uma mensagem anti-racista mas que ficou truncada por falta de assessoria ou conhecimento”, acrescentou outro internauta.

“Michel Teló fazendo blackface gente, pfv da uma estudada ou uma googlada antes de sair fazendo merda por aí”, escreveu um usuário do Twitter. “O michel teló representa o brasileiro médio que nem sabe o que é blackface”, disse outra pessoa.

Diante da polêmica, Michel Teló  deleto a foto,Mariano também apagou a foto de seu Instagram e, em seguida, postou um pedido de desculpas. “Peço desculpas se ofendi alguém no post anterior com a campanha contra o racismo, não sabia desse tal de #BlackFace, postei com a melhor intenção possível assim como a campanha foi criada, perdão mais uma vez! #XôPreconceito”

Blackface

Blackface (do inglês, black, “negro” e face, “rosto”) se refere à prática teatral de atores que se coloriam com o carvão de cortiça para representar personagens afro-americanos de forma exagerada, geralmente em minstrel shows norte-americanos.1

A prática ganhou popularidade durante o século 19 e contribuiu para a proliferação de estereótipos em relação aos afro-americanos. Em 1848, minstrel shows com blackfaces eram uma arte nacional americana da época traduzida em arte formal, como óperas em termos populares para uma audiência geral.2 No início do século 20, blackface ramificou-se dos minstrel shows e se tornou uma um gênero de teatro próprio, até que terminou com o Movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos em 1960. (Wikipedia)