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Inadimplência do consumidor tem alta de 16,4% no primeiro semestre

 

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A inadimplência do consumidor cresceu 16,4% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com a empresa de consultoria Serasa Experian. Esta foi a maior alta semestral desde 2012, quando o índice registrou crescimento de 19,1%.

Em junho, o indicador subiu 5,9% em relação a maio. Houve alta de 23,4% na comparação com junho de 2014. Segundo os economistas da Serasa, o crescimento significativo do número de consumidores que não pagou as contas em dia pode ser explicado pelas altas da inflação, das taxas de juros e do desemprego.

A inadimplência de cartões de crédito, financeiras, lojas e prestadoras de serviços como telefonia, energia elétrica e água foi a principal responsável pela alta do indicador em junho, com aumento de 10,2%. As dívidas com os bancos e os títulos protestados subiram 2,5% e 4,7%, respectivamente. Os cheques sem fundos apresentaram queda de 1,1%.

O valor médio das dívidas não bancárias apresentou alta de 24,6% no primeiro semestre do ano, na comparação com o mesmo período de 2014. O valor médio dos cheques sem fundos e da inadimplência com os bancos cresceu 10,9% e 0,9%, respectivamente.

 

(Fonte:Agência Brasil)

Policia Federal investiga golpe em hospital universitário do Rio

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A Polícia Federal (PF) começou a investigar nesta semana golpistas que atuam no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio, na zona norte do Rio. Na sexta-feira 10), três famílias de pacientes internados no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) e na Unidade Coronariana relataram à direção do hospital que haviam recebido telefonema solicitando depósito bancário para fazer uma cirurgia de urgência nos familiares internados.

Credenciado do Sistema Único de Saúde (SUS), o hospital-escola é público e todos os procedimentos realizados na unidade são gratuitos. O diretor da unidade, Eduardo Côrtes, explicou que uma das famílias chegou a fazer um depósito de R$875.

“Eles [a família] pediram dinheiro emprestado a amigos e vizinhos. Moram afastados e tiveram de pedir ajuda à prefeitura para trazê-los até o hospital, pois tudo o que tinham gastaram para fazer o depósito. Inormaram que a pessoa foi muito convincente, sabia todos os dados do paciente”, explicou Côrtes. “É muita crueldade com uma pessoa que já está com sofrimento grande, internado com doença grave, às vezes com risco de morte”, esclareceu.

O diretor informou ainda que, no mesmo dia das denúncias, foi feita uma varredura no sistema online para saber se um hacker teria tido acesso aos dados dos pacientes. Segundo ele, nenhuma invasão foi detectada. “Os golpistas provavelmente tiveram algum tipo de ajuda. Espero que a PF descubra os culpados e aplique a lei”.

Côrtes destacou que qualquer pedido de cobrança no hospital deve ser denunciado à ouvidoria da instituição. “Já passei essa informação para a Associação Brasileira de Hospitais Universitários, que divulgará o caso para outros hospitais, de modo a evitar novos golpes.”

Governador do Rio sanciona lei que pune discriminação a gays no comércio

A partir de hoje (16), agentes públicos e estabelecimentos comerciais que discriminarem clientes por orientação sexual ou preconceito de sexo deverão pagar multas e podem ser fechados. A medida está prevista na Lei Estadual 7041, aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro no fim de junho e sancionada hoje pelo governador do estado, Luiz Fernando Pezão. A multa pode chegar a R$ 60 mil.

Para definir a discriminação, a lei informa que “sexo” diferencia apenas homens de mulheres e o termo “orientação sexual” designa heterossexuais, homossexuais e bissexuais. Nas redes sociais, transexuais, criticaram a medida, porque, segundo eles, o texto não deixa claro a punição pela discriminação contra esse grupo, que sofre a chamada transfobia.

“Pena que as pessoas trans permanecem esquecidas, porque a lei não ampara identidade de gênero”, explicou Melissa Fernandes na página do Programa Estadual Rio Sem Homofobia.

Pela nova lei, motéis, boates e restaurantes não poderão recusar, impedir o acesso e o atendimento a clientes, nem cobrar preços diferenciados. Os veículos de comunicação também ficam proibidos de incitar a discriminação ou o preconceito.

Por pressão dos deputados evangélicos, que votaram contra a nova lei, a medida deixa de fora instituições religiosas. Elas não estão submetidas às punições e poderão continuar segregando homossexuais, o que, para especialistas, é uma das causas da homofobia.

No estado do Rio, movimentos da sociedade civil promovem ações contra a discriminação, impulsionados por frequentes agressões e assassinatos de gays ou transsexuais. As organizações realizam ações de ocupação de praças públicas e “BeijATOs”, manifestação que reúne grupos para afirmar sua identidade de gênero e orientação sexual.

 

 

(Fonte Agência Brasil)

Programa vai apoiar modernização de equipamentos culturais nos municípios do Rio

Foi lançada nessa quarta-feira (15) a edição 2015 do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Cultural dos Municípios (Padec), criado a partir do diagnóstico feito desde 2009 sobre a situação da cultura nas cidades fluminenses. O programa é uma parceira da Secretaria de Estado de Cultura com o Ministério da Cultura e apoia projetos de qualificação da gestão pública, preservação do patrimônio material, fortalecimento da identidade local e de melhoria da infraestrutura local.

A secretária de Estado de Cultura, Eva Doris Rosenthal, explicou que o Padec 3 terá aporte de R$ 3,5 milhões divididos entre o curso de capacitação para gestores culturais e o edital que deve beneficiar até 16 municípios com a compra de equipamentos para a implantação ou modernização de espaços culturais.

O Padec foi criado em 2010 pelo estado e recebeu R$ 5 milhões do governo do Rio e R$ 5 milhões do Ministério da Cultura. Na primeira etapa, foram recebidos projetos de 84 dos 91 municípios do estado, excluindo-se a capital, e 65 foram aprovados para firmar o convênio, totalizando R$ 9,4 milhões para os projetos culturais em todas as regiões do estado. A segundaetapa teve foco na preservação do patrimônio material edificado e destinou R$ 1,17 milhão para projetos de restauração em cinco municípios.

Desde 2013, foi oferecido também o curso de formação de gestores públicos e agentes culturais, que formou 371 gestores. Para o segundo semestre de 2015, 390 alunos passarão pelo curso na modalidade semipresencial, que também será disponibilizado no modelo massivo aberto on-line, com expectativa de atender 2 mil alunos.

O ministro interino da Cultura, João Brant, ressaltou a importância da qualificação do gestor cultural que o programa oferece. “É um dos princípios chaves para nós fortalecermos um Sistema Nacional de Cultura que não seja só um conjunto de tratados, adesões e termos assinados, mas que possa ter resultados na ponta. O que nós vimos aqui foi um conjunto de prefeituras que conseguiram a partir de aportes, às vezes pequenos, um resultado muito significativo”. Brant adiantou que, em agosto, o ministério vai lançar um edital para fortalecer do Sistema Nacional de Cultura para municípios em todo o Brasil, seguindo os moldes do Padec.

 

(Fonte:Agência Brasil)

Deputados Federais voltam atrás e derrubam mandatos de cinco anos

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O plenário da Câmara dos Deputados voltou atrás e derrubou hoje (15) a duração de cinco anos para os mandatos de presidente da república, governadores, prefeitos, deputados, vereadores e senadores.
As matérias haviam sido aprovadas durante a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma política, em primeiro turno. Com a decisão, os cargos do Executivo, deputados vereadores retornam o mandato de quatro anos e oito anos para senadores.

Foram duas votações, na primeira foi aprovado um destaque do PMDB que retirava do texto aprovado a alteração nos mandatos do Legislativo. Por 294 votos a favor dos cinco anos e 154 contra. Para que os cinco anos fossem mantidos, eram necessário os votos de no mínimo 308 deputados.

Na segunda votação, os deputados também voltaram atrás e reduziram, por 363 votos favor e 68 contra, o tempo de mandato, de cinco para quatro anos, para presidente da República, governadores e prefeitos.

Nesta quarta-feira, durante a votação das emendas ao texto aprovado em segundo turno, uma emenda apresentada pelo líder do DEM, Mendonça Filho (PE), tentou restabelecer a reeleição para presidente da República, mas foi rejeitada pelos deputados.

Um dos temas mais polêmicos no debate da reforma política, a que trata do financiamento de campanha por empresas, dividiu mais uma vez o plenário. Um destaque do PT e do PPS pretendia excluir do texto a possibilidade de empresas fazerem doações a partidos políticos.

Para o deputado Henrique Fontana (PT-RS), o fim do financiamento de pessoas jurídicas para campanhas eleitorais deveria ter sido votado hoje. “Quem quer manter empresa financiando eleições tem que colocar 308 votos no segundo turno e não fazer uma manobra regimental para impedir a votação que vai decidir se vai ter empresa ou não no financiamento eleitoral brasileiro”, disse.
Mas um questionamento do líder do PMDB, deputado Leonardo Picciani (RJ), sobre a validade do destaque, resultou no cancelamento da sessão e, consequentemente, no adiamento da decisão para agosto.

Já o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou que precisa de mais tempo para ter segurança jurídica a fim de votar as emendas restantes. “Eu preciso decidir com segurança. Todas as decisões que tomei, regimentais, aqui, foram todas confirmadas pelo Poder Judiciário, não posso correr o risco de tomar uma decisão que eu possa sofrer contestação e não ganhar”.

 

 

(Fonte:Agência Brasil)

Refrigerante mata 184 mil pessoas todos os anos

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Uma pesquisa publicada no periódico Circulation revelou que o consumo de refrigerantes é um dos responsáveis pela morte de 184 mil pessoas todos os anos. O estudo reuniu dados de dezenas de pesquisas sobre dietas e efeitos da ingestão de bebidas com açúcares em sua composição sobre o índice de massa corporal (IMC) e o diabetes tipo 2, além de estudos relacionados com o efeito do IMC sobre doenças cardiovasculares, diabetes e câncer. Para chegar a esta conclusão, os especialistas utilizaram dados do consumo de bebidas açucaradas de 62 pesquisas nacionais sobre dieta que incluíram mais de 600 mil pessoas de 51 países, examinadas de 1980 a 2010. Eles estimaram que, em todo o mundo, as bebidas açucaradas causam 133 mil mortes por diabetes, 45 mil por doenças cardiovasculares e 6.450 por câncer. As mortes associadas a bebidas açucaradas corresponderam a 1% dos óbitos por qualquer causa entre japoneses com mais 65 anos e a 30% dessas mortes entre os mexicanos com menos de 45 anos. O estudo ainda descobriu que, nos Estados Unidos, as bebidas açucaras causam aproximadamente 45 mil óbitos ao ano.

Ministério do Trabalho interdita área do Rock in Rio

A montagem de uma estrutura na Cidade do Rock, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro, onde vai ocorrer, em setembro, a versão 2015 do Rock in Rio, foi interditada hoje (15) por auditores fiscais da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Rio de Janeiro.

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, a interdição na montagem da tenda vip foi “em razão do grave e iminente risco à integridade física dos trabalhadores”. Na avaliação dos fiscais, havia possibilidade de queda dos empregados da altura de 15 metros, por causa da falta de dispositivos de ancoragem.

O ministério informou, ainda, que os organizadores do festival de música foram notificados para resolver o problema e elaborar um projeto técnico de montagem das lonas de cobertura da tenda, obedecendo a Norma Regulamentadora 35, que define as regras para trabalho em altura. Ainda de acordo com o ministério, mesmo durante a paralisação, os empregados devem receber como se estivessem em condição normal de trabalho.

A organização do Rock in Rio informou, por meio de nota, que recebeu os auditores fiscais na vistoria dos 150 mil metros quadrados do Parque dos Atletas, onde as estruturas da Cidade do Rock estão sendo montadas, foram feitas verificações e todas atenderam às exigências previstas.

Os organizadores destacaram que a exceção foi na montagem da área vip, que foi suspensa, temporariamente, e retornará após a entrega do laudo a ser apresentado pelo engenheiro de segurança do festival, apontando os procedimentos adotados para montagem da tenda vip, e posterior acreditação do ministério, indicou a nota.

O Rock in Rio destacou que costuma efetuar a fiscalização enquanto as montagens são feitas, e adiantou que tem programa de Saúde e Segurança do Trabalhador conforme as normas vigentes.

 

 

(Fonte:Agência Brasil)

Obras na Praia Vermelha obrigam estudantes da UFJR a estudar em contêineres

As aulas e atividades desenvolvidas no Palácio Universitário, importante edifício histórico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFJR), no campus da Praia Vermelha, serão transferidas para módulos (contêineres) no próprio campus, no fim deste ano. A mudança se deve à interdição do edifício para obras que devem durar pelo menos três anos.

Segundo a assessoria da universidade, cerca de 7,5 mil pessoas, entre alunos, professores e funcionários, circulam no prédio e, consequentemente, serão afetados em algum momento pelas obras. O Palácio Universitário abriga a Escola de Comunicação, a Faculdade de Educação, o Instituto de Economia e a Faculdade de Administração e Ciências Contábeis.

A nova reitoria, que tomou posse no último dia 3, convocou uma reunião no palácio hoje (15) para discutir como seria feita a transição. As obras ocorrerão em etapas. Primeiro será feita a restauração e recuperação de todo o telhado e fachada do edifício, em seguida serão recuperadas as esquadrias e, por último, o sistema elétrico e hidráulico será revitalizado.

O diretor do Escritório Técnico da Universidade, Márcio Escobar, explicou que o orçamento previsto para as obras do telhado e da fachada está estimado em R$ 17 milhões e o orçamento da recuperação das esquadrias foi orçado em R$ 14 milhões. De acordo com ele, a interdição das atividades acadêmicas é para que a obra prossiga sem interrupções e prorrogações de prazo. “Essa intervenção do palácio é necessária, por uma questão de segurança e andamento das obras”, acrescentou.

O diretor da Escola de Comunicação da universidade, Amaury Fernandes, disse que a obra é urgente e a necessidade dela imediata. “Basta olhar para o estado do palácio e viver aqui dentro para perceber esse tipo de necessidade”, salientou.

Uma comissão representada por docentes, discentes e funcionários será montada para fiscalizar e acompanhar o andamento das obras, conforme garantiu o chefe de gabinete da reitoria, Agnaldo Fernandes. De acordo com ele, o plano diretor – conjunto de medidas e ações planejadas para a universidade – será rediscutido com a comunidade universitária para adaptá-lo às reais necessidades do campus. “Não haverá decisões sem o envolvimento da comunidade universitária”, garantiu.

Ele disse que já há um processo para a aquisição de novos módulos, nos quais serão dadas aulas e exercidas atividades antes desenvolvidas no interior do edifício. Com a montagem dos contêineres e a garantia das condições necessárias para as aulas, ele acredita que a transição seja feita ainda neste ano.

Fernandes elencou as questões prioritárias para a gestão do novo reitor, Roberto Leher: revitalização do campus da Praia Vermelha; entrega do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, no campus da Ilha do Fundão; os bandejões dos campi da Praia Vermelha e de Macaé; e o alojamento dos estudantes no Fundão.

 

 

(Fonte:Agência Brasil)

Brasileiro está mais consciente na hora de consumir

O brasileiro está mais consciente na hora de consumir, revela estudo divulgado hoje (15), no Rio de Janeiro, segundo o qual 85% da população entendem que o progresso não está em consumir mais, mas em consumir melhor (a média mundial é de 78%), enquanto 75% acreditam que um consumo exagerado pode impor riscos ao planeta e à sociedade, também superando a média mundial, que é de 70%.

Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds) e a agência global Havas, divulgado hoje (15), no Rio de Janeiro.
De acordo com a publicação Estilo de vida sustentável no contexto brasileiro, a percepção é que o Brasil está mais avançado em relação ao mundo, de acordo com a gerente de Projetos e Conteúdo do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds), Ana Carolina Szklo, entidade que realizou a pesquisa em conjunto com a agência global Havas

Esses avanços não significam, porém, que o brasileiro dê mais valor à questão da sustentabilidade na hora de consumir. “Não, de forma alguma”, comenta Ana Carolina. Há algumas inconsistências nisso, diz ela.  Por exemplo, 45% da população dizem que é usual comprar itens e produtos de que não precisam e depois se arrependerem.

O estudo aponta também alguns critérios colocados na tomada de decisão do consumidor. O primeiro ponto, que desperta mais preocupação no brasileiro, é a segurança, com 71%. Consumo excessivo surge no final da relação, com 43%. A questão da sustentabilidade, ligada à energia, concentra 44% da preocupação das pessoas. Já a questão da mudança climática e destruição ambiental obtém percentual maior, de 57%.

Ana Carolina afirma que o consumo é atrelado ao maior poder econômico de compra. “Ainda se observa que o pessoal acredita que quanto maior o consumo, maior a taxa de sucesso: quase 70% acreditam que a compra de produtos chega a ser quase um ato patriótico e 57% analisam que se a população consumir menos, uma parcela importante dos empregos será perdida”. Ela acrescenta que, no campo individual, as pessoas tendem a respeitar mais aqueles que têm dinheiro suficiente para comprar o que quiserem. Ana Carolina diz que consumir faz parte da vida dos brasileiros: quase 70% dizem que fazer compras é uma das melhores formas de se passar o tempo com a família.

Os brasileiros demonstram boas intenções, mas ainda compram de forma excessiva. Oitenta e seis por cento das pessoas acreditam que é sua responsabilidade fazer a diferença e que as empresas devem ter um papel mais ativo nesse processo. A publicação da pesquisa foi feita com base em dados deste ano.

A gerente do Cebds acrescenta que, também 86% dos entrevistados acreditam que os negócios mais bem sucedidos no futuro serão os que incorporam as questões da sustentabilidade. “É interessante porque, de um lado, o consumidor enxerga a sua responsabilidade, mas, de outro lado, aposta muito fortemente nas empresas, e até mais que o governo, para mudar isso”.

A gerente do Cebds avalia que o brasileiro ainda não atingiu o patamar dos europeus em relação ao consumo de produtos relacionados à conservação do meio ambiente: “Aqui ainda existe uma percepção de que produtos mais sustentáveis, mais ambientalmente corretos, são mais caros. Ao mesmo tempo, uma parcela significativa da população (80%) diz que estaria disposta a pagar um pouco mais por produtos mais sustentáveis”.

O brasileiro está apostando na melhoria qualitativa dos produtos e no engajamento em causas sociais e ambientais. Mas existem questões culturais que estão sendo trabalhadas não só no Brasil, mas no mundo todo, advertiu Ana Carolina. Os consumidores resistem a adquirir produtos concentrados, que apresentam embalagens menores, causam menos emissões de gases de efeito estufa (GEE) e menos consumo de água, por exemplo, em detrimento de produtos de embalagem maior.

Ana Carolina diz que isso abre espaço para se trabalhar com a sociedade, no sentido de levar mais conhecimento e colocar as questões de sustentabilidade na pauta do dia. “O consumidor brasileiro ainda não prioriza a questão sustentabilidade no ato da compra. Olha muito para a questão da qualidade”. No que respeita ao consumo de alimentos, que representam mais de 40% da cesta de compras de uma família, 34% optam pela praticidade e conveniência na hora de adquirir o alimento, 23% pela qualidade, 23% pelo prazer e apenas 21% pela saúde.

Ainda assim, a contribuição para o engajamento com causas ambientais e sociais por meio da compra de bens e alimentos “já é uma realidade e está sendo levado em conta cada vez mais”. De acordo com o estudo, 86% dos consumidores estão prestando maior atenção ao impacto no meio ambiente ou na área social dos produtos que compram do que ocorria no passado e 80% estão dispostos a pagar um pouco mais para adquirir produtos ambiental ou socialmente responsáveis. A publicação foi feita com base em dados deste ano.

 

 

(Fonte:Agência Brasil)

Ministério da Educação desvincula quatro instituições do ProUni


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O Ministério da Educação desvinculou quatro mantenedoras de instituições de ensino superior do Programa Universidade para Todos (ProUni) porque não comprovaram a quitação de tributos e contribuições federais.

O ministério garante que não haverá prejuízo para os estudantes e nem ônus para o Poder Público. O despacho foi publicado hoje (15) no Diário Oficial da União. As mantenedoras poderão interpor recurso, no prazo de dez dias, contados a partir desta quarta-feira.

As mantenedoras desvinculadas são: Centro de Ensino Superior de Homeopatia Ibehe, em São Paulo; Sociedade de Ensino de Caldas Novas, em Goiás; Faculdade de Tecnologia de Santa Catarina; e Associação de Pesquisa Educacional, em São Paulo.

A Faculdade de Ciências da Saúde, mantida pelo Centro de Ensino Superior de Homeopatia Ibehe, informou que vai recorrer. A Sociedade de Ensino de Caldas Novas disse que não tinha tomado conhecimento da decisão. A Agência Brasil não conseguiu contato com as demais mantenedoras.

 

(Fonte:Agência Brasil)