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Empresa desenvolve inseticidas biológicos em tabletes contra a dengue

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Uma empresa que funciona no Centro de Inovação e Empreendedorismo da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveu inseticidas biológicos contra o mosquito transmissor da dengue, são tabletes capazes de impedir o desenvolvimento do mosquito Aedes Aegypti. A pastilha pode ser adicionada em caixas d’água, vasos de plantas, piscinas ou qualquer outro reservatório, e a água continuará potável.

Ao serem adicionados a água limpa, os tabletes liberam uma bactéria que é inofensiva aos serem humanos, mas que mata as larvas do mosquito em até vinte e quatro horas. E continuará matando as larvas por pelo menos mais sessenta dias, segundo o diretor da empresa BR3, Rodrigo Perez.

O produto não agride o meio ambiente já foi aprovado na última fase de testes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Agora falta a publicação em uma revista científica para começar a ser comercializado. O produto foi desenvolvido em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro.

(Fonte:TV Brasil)

Campanha quer evitar acidentes de trabalho em obras para as Olimpíadas

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A Justiça Trabalhista do Rio de Janeiro lançou hoje (27) um vídeo com a finalidade de prevenir acidentes de trabalho, principalmente em obras para as Olimpíadas Rio 2016. A campanha é estrelada pelas medalhistas olímpicas do vôlei de praia Adriana Behar e Shelda Bede. A peça de 30 segundos visa a alertar trabalhadores e empregadores sobre a importância do uso de equipamentos de segurança e cumprimento das normas de ambiente de trabalho.

No vídeo, as atletas chamam a atenção do trabalhador sobre a segurança no deslocamento e no ambiente de trabalho, e advertem para a necessidade do uso de equipamentos de proteção corretamente. “Assim, todos os dias você chegará ao pódium, retornando em segurança para sua família, porque para a Justiça do Trabalho, para o Rio e para o Brasil, sua segurança é um grande legado”, dizem.

O lançamento ocorreu em frente ao canteiro de obras do Museu do Amanhã, na zona portuária do Rio – projeto do Porto Maravilha, que integra o Plano de Legado dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

De acordo com a procuradora-chefe do Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro (MPT-RJ), Teresa Basteiro, “é fundamental essa conscientização sobre a necessidade do uso dos equipamentos de proteção individual (EPIs) e cumprimento de todas as normas regulamentares de segurança, por parte das empresas, para manter um ambiente de trabalho seguro e evitar acidentes”.

Os índices mais recentes do Anuário Estatístico da Previdência Social – que inclui apenas trabalhadores com registro em carteira – em 2013 foram registrados cerca de 718 mil acidentes de trabalho no Brasil, com mais de 2,7 mil mortes. Só no Rio de Janeiro foram mais de 51 mil acidentes naquele ano, com 170 mortes.

Segundo a presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, desembargadora Maria das Graças Paranhos, a quantidade de acidentes aumentou 5% de 2011 a 2013, embora o número de mortes tenha caído no período.

“O ambiente de trabalho deve ser seguro e equilibrado. O empregador tem que fazer cumprir as normas de segurança e saúde do trabalho, o empregado deve colaborar e o Estado promover a fiscalização”, disse ela.

De acordo com dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), apresentados por ela durante o lançamento, o Brasil é o 4º lugar no mundo em número de acidentes de trabalho, ficando atrás apenas de China, Estados Unidos e Rússia. No país, 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) são gastos com esse tipo de acidente. A produção do vídeo faz parte do Programa Trabalho Seguro, do Judiciário trabalhista, e conta com apoio da prefeitura do Rio.

 

(Fonte:Agência Brasil)

Bondes de Santa Teresa voltam a funcionar

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Depois de quatro anos parados, os bondes de Santa Teresa, tradicional bairro na zona central do Rio de Janeiro e cartão-postal da cidade, voltaram a funcionar na manhã de hoje (27). Enquanto o restante das obras não é concluído, a pré-operação do sistema com passageiros será feita, inicialmente, entre os Largos da Carioca e do Curvelo, trecho com cerca de 1,7 quilômetros.

Segundo o secretário de Estado de Transportes, Carlos Roberto Osório, as obras só deverão ser concluídas no primeiro semestre de 2017, com a inauguração da última estação, no Silvestre.

No período de pré-operação, o sistema não vai funcionar nos horários de pico. Os bondes vão circular de segunda a sábado, das 11 às 16h, com intervalos de 20 minutos. Também na fase de pré-operação, não haverá cobrança de passagem. Embarque e desembarque estão sendo feitos somente nos pontos de parada e a lotação de cada bonde está limitada a 32 passageiros. No total, 12 agentes da secretaria estarão nas estações dos Largos da Carioca e do Curvelo para orientar os usuários do sistema.

O secretário Osório ressaltou que a maior vantagem do novo sistema é a segurança. “O novo bonde tem dois objetivos: manter características do original, que é a ‘cara’ de Santa Teresa e agregar tecnologia, principalmente nos quesitos de segurança”, disse acrescentando que temos agora quatro sistemas de freio, o quarto é magnético, de emergência, e será acionado em último caso. Além disso, durante a viagem, não será mais permitido viajar em pé, nem nos estribos, que no modelo do novo bonde são retráteis e acionáveis no momento de parada dos pontos.

Tarifas

Ainda de acordo com Osório, as tarifas só serão cobradas após a inauguração da próxima estação, no Largo dos Guimarães, centro comercial de Santa Teresa, prevista para outubro, após a conclusão das obras e de testes. O secretário garante que o valor da passagem será inferior ao do ônibus municipal, que hoje é R$ 3,40.

“As tarifas ainda estão sendo estudadas e vão ser discutidas com os moradores de Santa Teresa, mas vão ser mais baratas que a do ônibus municipal. Também estudamos junto à prefeitura integrar os bondes ao bilhete único municipal e intermunicipal (sistema no qual os passageiros podem pegar dois coletivos, no período de 2h30 e 3 horas, e pagar o valor único de R$3,40 e R$ 5,90, respectivamente),” disse.

A paulista Laura Paganini, publicitária de 27 anos, está em seu último dia de férias no Rio. Ela disse que ficou feliz por ter tido a experiência de andar no bonde antes de retornar a sua cidade. “Gostei muito do passeio, o bonde passou segurança, além disso o bairro é muito bonito, com uma vista incrível. Valeu a pena.”

Moradora de Santa Teresa, a fotógrafa e designer Isabel Mattos Ferreira lamenta que o bonde ainda não chegou na área onde vive, mas acredita que a reinauguração do sistema é um ganho para o bairro. “Vim para ver o bonde e testar. Foi uma viagem muito tranquila. Estou esperando as outras estações abrirem não só para servir de transporte a nós moradores, mas trazer esse charme dos bondinhos de volta para Santa Teresa.”

A previsão inicial era de que o novo bonde ficasse pronto até a Copa do Mundo de 2014, mas problemas com a execução das obras provocou diversos atrasos, inclusive parte da obra precisou ser refeita no trecho Carioca-Curvelo, devido a um erro na instalação do rejunte dos trilhos, o que impedia o acionamento do freio dos bondes.  Devido às falhas operacionais na execução dos trabalhos, a empresa concessionária responsável pelas obras Elmo Azvi, recebeu este ano duas multas que somadas chegam a R$ 1,35 milhão.

Além dos atrasos e das falhas, outro imprevisto enfrentado durante a execução das obras é o custo, que hoje está em R$ 87,1 milhões, quase 50% mais alto que o valor apresentado inicialmente, de R$ 58,6 milhões. Até o momento, o governo do estado pagou R$ 43,5 milhões, que corresponde à metade do atual orçamento.

 

 

(Fonte Agência Brasil)

Campanha chama a atenção para câncer de mama metastásico

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Em um trabalho de mostrar para a sociedade que é possível viver mais mesmo depois de um câncer de mama metastático, está chegando esta semana a Brasília a campanha Por Mais Tempo. O movimento tem por objetivo trazer esperança para as pacientes e pressionar o governo por medicamentos mais modernos para a rede pública.

Dados mundiais indicam que até 30% dos casos em todo o mundo evoluem para a fase metastática, que é quando o tumor atinge outros órgãos do corpo. O Instituto Nacional do Câncer estima que devem surgir aproximadamente 57 mil novos casos de câncer de mama em 2015 no Brasil. Esse é o tipo da doença mais presente nas mulheres e representa cerca 22% dos novos casos de câncer no país. Segundo Luciana Holtz, do Instituto Oncoguia, um dos organizadores da campanha, cerca de 50% dos casos já são descobertos em estagio avançado.

Luciana ressalta que mulheres com planos de saúde têm acesso a medicamentos mais modernos do que as que precisam da rede pública para esta situação específica. “O que a gente tá reclamando é que o tratamento ofertado na rede pública traz resultado de meses de vida a mais, são tratamentos mais antigos, e que hoje existem muitas novidades terapêuticas que dão anos de vida a mais para o paciente.”

No intuito de chamar a atenção para a causa, a entidade vai colocar, na próxima quinta-feira (30), uma ampulheta gigante na Rodoviária do Plano Piloto. A escultura é uma ampulheta que “corre para cima”, com a finalidade de representar a luta contra o tempo enfrentada pelas pacientes e alertar para a necessidade de tratamentos mais avançados na rede pública.

No local, haverá distribuição de material informativo sobre a doença e a arrecadação de assinaturas para uma petição que solicita ao governo uma modernização da lista de medicamentos incorporados para o câncer de mama metastático. O movimento deve permanecer no local por 10 dias.

Paciente da rede pública, Karla Toledo foi diagnosticada com câncer de mama em 2011, aos 34 anos, na cidade onde mora, São Paulo. Meses depois, ela descobriu que já tinha metástase nos ossos. “Fiquei com muito medo. Inicialmente, quando era a coluna, ainda pensei que era controlável, mas quando foi para o fígado, um órgão tão importante, pensei que ia morrer”, relembra Karla.

Entre o diagnóstico e o início do tratamento, foram aproximadamente 60 dias, prazo determinado em lei pelo Ministério da Saúde. “Para uma paciente da rede pública, até que eu estou em uma boa situação, mas em comparação com quem faz tudo particular, ainda falta muito. Eu quero ver meu filho crescer, eu ainda tenho muita coisa para fazer, quero usar todos os medicamentos que possam prolongar minha vida”, desabafa Karla.

Na organização da campanha estão ainda a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama, conhecida como Femama, e o laboratório Roche.

 

(Fonte:Agência Brasil)

Nora de Lula é investigada por enriquecimento ilícito

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A nora do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está envolvida em uma investigação do Ministério Público de São Paulo. De acordo com a coluna Expresso, da revista Época, Marlene Araújo, casada com o quarto filho de Lula, Sandro Luís Lula da Silva, está envolvida em investigação que apura enriquecimento ilícito de funcionários do Sesi que não costumavam aparecer para trabalhar.

Cidade de Pernambuco registra tremor de 3,3 graus

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A terra tremeu 3,3 graus na escala Richter, em Caruaru (PE), na noite de sábado, 25. A confirmação do terremoto foi feita pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que conta com o Laboratório Sismológico do Nordeste. O tremor sacudiu Caruaru, no Agreste pernambucano, por volta das 18h42. A população foi temerosa e comunicou o fenômeno à Defesa Civil da cidade. O epicentro foi localizado no limite dos municípios pernambucanos de Caruaru e Bezerros. “Trata-se de uma área epicentral onde antes não haviam ocorrido sismos dessa magnitude. Dada a localização, próxima ao Lineamento Pernambuco, é possível que esteja ocorrendo a reativação de um trecho do mesmo, o que já aconteceu em outras localidades como Caruaru, São Caetano e Belo Jardim”, atestam os pesquisadores da UFRN. Moradores relataram danos materiais com o abalo sísmico.

Chacina de Acari completa 25 anos

 

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O sequestro e o desaparecimento de 11 jovens, a maioria residente na Favela de Acari e proximidades, na zona norte do Rio de Janeiro, completaram 25 anos hoje (26). No dia 26 de julho de 1990, as vítimas foram retiradas de um sítio em Suruí, município de Magé, por homens que se identificaram como policiais. Os corpos nunca foram encontrados. O inquérito referente à Chacina de Acari, como o episódio ficou conhecido, foi encerrado por falta de provas em 2010, e ninguém foi indiciado. “É uma grande impunidade”, disse, em entrevista à Agência Brasil o assessor de Direitos Humanos da organização não governamental (ONG) Anistia Internacional Alexandre Ciconello.

A ONG acompanha as famílias das vítimas. Em 1992, pediu proteção para algumas mães que estavam sendo intimidadas e ameaçadas. No ano seguinte, Edméia da Silva Euzébio, uma das mães empenhadas na luta por justiça, foi assassinada quando buscava informações sobre o paradeiro do filho, Luiz Henrique da Silva Euzébio. Segundo a ONG, o processo sobre a morte de Edméia continua em primeira instância na Justiça.

“Até hoje, [a investigação sobre] o assassinato de Edméia, que foi em 1993, está em andamento na Justiça, depois de 22 anos. Para a Anistia Internacional, os 25 anos de Acari e de impunidade demonstram uma grande crise no nosso sistema de Justiça criminal, que não foi capaz de dar uma resposta para essas famílias, ao longo de tantos anos, na luta por justiça e por reparação pelo que aconteceu”, avaliou Ciconello. As famílias não têm até hoje a certidão de morte presumida nem a certidão de óbito.

Amanhã (27), haverá um ato na Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ), em que parentes dos jovens se reunirão para lembrar os 25 anos da chacina. Alexandre Ciconello destacou que o grupo Mães de Acari foi um dos primeiros movimentos de parentes de vítimas de violência no estado do Rio de Janeiro criados para lutar por justiça e que influenciaram a formação de movimentos semelhantes.

 

(Fonte Agência Brasil)

Capoeiristas debatem regulamentação da profissão

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Mestres de capoeira, alunos e entusiastas da prática veem com ceticismo os benefícios que a eventual regulamentação do profissional da capoeira pode trazer. Representantes de um movimento que já foi considerado crime e proibido no passado se mostram contrários a fórmulas que, segundo eles, podem institucionalizar e dividir a capoeira.

De acordo com Rosângela Costa, conhecida como mestra Janja, que mora na Bahia, a comunidade capoeirista no Brasil tem se posicionado majoritariamente contrária à profissionalização da capoeira. “O projeto divide a capoeira entre quem pensa a capoeira como cultura e quem pensa a capoeira como esporte. Eles pegam quem pensa como esporte e luta para regulamentar esse sujeito como atleta de alto rendimento. Isso não apenas é perverso para a capoeira como um todo, mas para nós mulheres é extremamente perigoso porque amplia abismos de desigualdades”, destaca ela que participou hoje (26) de um debate sobre o tema no Festival da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha (Latinidades), em Brasília.

Um dos pontos polêmicos das propostas sobre o tema que tramitam atualmente no Congresso Nacional diz respeito às exigências para que os profissionais sejam formados em educação física ou, então, acompanhados por educadores físicos. O representante do ministério da Cultura Daniel Castro disse que a pasta está mais interessada em esclarecer que a capoeira não deve constar nas regulamentações dos profissionais de educação física do que na profissionalização em si. “A gente acha que esses [projetos que regulamentam a profissão] ainda estão muito imaturos.”

Essa é a mesma opinião de Mariana Monteiro, 26 anos, que assistiu ao debate. Ela participa há três anos de um grupo no Guará, região administrativa Distrito Federal, e questiona a forma como a mudança iria dar reconhecimento aos mestres, que há anos ensinam a jogar capoeira. “Acho que não tem nada a ver porque não tem como você falar para um mestre que já é mestre de capoeira fazer educação física agora. Nem botar nenhuma pessoa como professor dizendo que vai ensinar capoeira melhor que o mestre. Acho difícil profissionalizarem porque a capoeira é uma cultura.”

O Latinidades, criado em 2008 para comemorar o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, dia 25 de julho, é o maior festival de mulheres negras da América Latina. O evento, que começou na última quarta (22), termina hoje após uma programação diversa com palestras, exibições de filmes e shows. Como evento parceiro ao festival este ano, o Chamada de Mulher divulgou e recolheu durante o evento assinaturas para a Carta de Brasília, um manifesto de capoeiristas pelo fim do feminicídio e demais formas de violência contra as mulheres.

Mateus Damasceno, conhecido como Canela no grupo Raízes e Tradição, da Ceilândia Norte, acredita que a capoeira é um “aprendizado para a vida” e uma filosofia. “A gente treina diariamente, é uma coisa para transformação. A gente carrega essa bandeira e acredita que pode conseguir viver mesmo da arte”, afirma o jovem de 19 anos, desde os 6 na capoeira. Para ele, o principal desafio é “acabar com o preconceito, a discriminação.”

Recursos

O presidente da Fundação Internacional de Capoeira de Angola (Fica), Cinézio Peçanha, conhecido como mestre Cobra Mansa, defende que é preciso dar condições para os grupos se fortalecerem. “Quantos mestres não têm espaço para dar aula de capoeira? Quantos mestres muitas vezes precisam de instrumentos para fazer trabalho em uma escola? Por que não se faz fórum para instrumentalizar o capoeirista? Falam: ‘Vai ter um edital’. Aí eu pergunto: Quantos capoeiristas sabem inscrever um projeto? Então tem que fazer uma oficina de capacitação para pessoas que querem aprender a fazer projetos”, exemplifica.

Em novembro de 2014, a roda de capoeira se uniu ao samba do Recôncavo Baiano e ao frevo pernambucano ao conquistar o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Com o registro, a capoeira ganhou mais respaldo para receber recursos públicos. Ao inscrever a prática, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional orçou em mais de R$ 2 milhões as atividades de difusão da modalidade.

Mestra Janja, que é professora da Universidade Federal da Bahia, concorda que o reconhecimento não deve ser apenas um título. “Estamos num momento de, a partir desse registro pela Unesco, promovermos aqui as reflexões de como pensar a capoeira no exterior.”

 

(Fonte Agência Brasil)

Semana de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas começa em SP nesta segunda-feira

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A Semana de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, que começa nesta segunda-feira (27), terá, na capital paulista, caixas de presente espalhadas pela cidade, a fim de atrair o público e promover a conscientização sobre o tráfico de pessoas, a prevenção e a disseminação de informação sobre a temática.

A Gift Box ficará exposta em lugares de grande circulação, como shoppings, praças, escolas, universidades e até em ruas e avenidas. Como é uma caixa de presente, chama a atenção das pessoas. Quando aberta, apresenta uma realidade diferente daquela esperada, com imagens e relatos de vítimas de exploração sexual, trabalho escravo, servidão doméstica, além de casos de adoção ilegal de crianças e tráfico de órgãos.

Segundo a Secretaria de Direitos Humanos do município, a sensação de falsa promessa causada pela caixa de presente no visitante é a mesma sentida pelas vítimas de tráfico. Por meio desse sentimento, o projeto pretende conscientizar a sociedade.

No Brasil, de acordo com o relatório do Sistema Nacional de Estatísticas de Segurança Pública e Justiça Criminal, 1.735 pessoas foram vítimas de tráfico interno de pessoas para fins de exploração sexual, entre 2006 e 2011.

Sobre o tráfico internacional, as vítimas brasileiras se destinam à exploração sexual. De 475 vítimas identificadas pelo Ministério das Relações Exteriores, entre 2005 e 2011, em seus consulados e embaixadas, 337 sofreram exploração sexual e 135 foram submetidas a trabalho escravo. Além disso, 42.664 trabalhadores foram resgatados do trabalho escravo no Brasil entre os anos de 2003 e 2013, segundo a Comissão Pastoral da Terra.

No último dia 10, a Justiça Federal expediu mandados de busca e apreensão na sede do extinto orfanato Lar da Criança Menino Jesus, em São Paulo, e na residência de seus antigos administradores, devido a uma ação por tráfico de pessoas ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF).

Segundo o MPF, os réus Guiomar e Franco Morselli aproveitaram-se da condição de dirigentes do orfanato “para praticar tráfico internacional de crianças com o intuito de promover adoções clandestinas”. A ação cobra dos réus pagamento de indenização por danos morais e materiais às crianças vítimas do tráfico e também por danos morais coletivos, pois a prática ilícita pode ter comprometido a credibilidade e reputação do país e dos brasileiros no exterior.

A abertura oficial da semana ocorre nesta segunda-feira (27), às 17h, em frente ao Teatro Municipal, no centro da cidade. Durante a semana, alguns monumentos da cidade receberão iluminação azul, fazendo referência à campanha mundial sobre o tema Coração Azul, promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU). Entre os locais estão o Teatro Municipal, o Viaduto do Chá, a Ponte das Bandeiras, a Biblioteca Mário de Andrade, a Estátua do Borba Gato e o Monumento às Bandeiras

 

(Fonte:Agência Brasil)

Polo de Moda Íntima de Nova Friburgo enfrentam crise econômica

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As empresas integrantes do Polo de Moda Íntima de Nova Friburgo, responsável por mais de 25% da produção do mercado nacional, conseguiram se recuperar após a enchente que destruiu boa parte da região serrana do Rio de Janeiro, no início de 2011, e enfrentam agora a crise econômica brasileira. A cidade é reconhecida há alguns anos como a capital brasileira da moda íntima.

O presidente do Sindicato das Indústrias de Vestuário de Nova Friburgo e Região (Sindvest), Marcelo Porto, disse que são duas situações adversas, mas encaradas de forma diferente. A tragédia de 2011 dependeu mais da solidariedade. “Foi uma situação pontual que levou a população a se mobilizar”, destacou.

Por ser um arranjo produtivo (aglomeração de empresas de um mesmo ramo), o polo reúne 1.324 empresas, a maioria micro e de pequeno porte, que empregam entre 24 mil e 26 mil pessoas. Segundo Marcelo Porto, essas empresas enfrentam situações distintas. Enquanto umas estão fechando devido à atual crise econômica, outras funcionam de madrugada para atender à demanda. “À medida que vem a crise, há uma adequação aos novos tempos. Algumas grandes empresas deixam de existir, criando oportunidade para o surgimento de pequenas células de produção.”

O presidente do Sindvest ressaltou que mais do que preço, o nível de criatividade e a percepção de valor do produto fabricado na região são fatores que determinam o sucesso do empreendimento. Para ele, inovação, design, estudo, tecnologia são pontos de destaque para uma empresa que quer superar com excelência a crise. A valorização do dólar também facilitou a volta de algumas empresas ao mercado exportador.

O diretor da pequena empresa Suspiro Íntimo, Carlos Eduardo de Lima, no mercado de lingerie há 25 anos, disse que durante a enchente de 2011, empresários e população se empenharam para enfrentar o caos em que a cidade se transformou. “A gente teve perdas de pessoas da confecção e de parentes de funcionários, ficamos cerca de 40 dias fechados, a própria equipe se mobilizou para retirar a lama que se acumulava. Agora, estamos em outra crise [econômica], para a qual estamos tirando novamente força de nós próprios”, disse.

Alguns empresários, assim como Lima, está investindo na Feira de Moda Íntima (Fevest), voltada a compradores nacionais e estrangeiros, que ocorrerá na cidade entre os dias 2 e 4 de agosto próximo, para manter os empregos e continuar no mercado. Em 2011, a Suspiro Íntimo tinha 120 funcionários. Hoje, são 102 empregados. O forte da empresa são as vendas no mercado doméstico.

Já a diretora da confecção Molambo, especializada em moda para dormir, Patricia Ribeiro, também atuando há 25 anos, prefere esquecer a tragédia de 2011. Disse que a cidade se recuperou totalmente e que o trabalho empreendido acabou superando todo o trauma das perdas de vidas humanas. “Perdas não se recuperam, mas o resto já foi recuperado”. A pequena empresária acredita que o desafio para o setor agora é superar a atual crise econômica no país. A inovação é a ferramenta.

Com 20 empregados, a Molambo produz cerca de 12 mil peças por mês, distribuídas para o mercado nacional, com destaque para o Nordeste, além do Sul e Sudeste. Patricia pretende manter as vendas atuais, apesar da crise. “É hora de trabalhar com o pé no chão e não dar nenhum passo em falso.”

O subsecretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico de Nova Friburgo, Carlos Boueke, disse que após a enchente de janeiro de 2011, a prefeitura apoiou as confecções do Polo de Moda Íntima fomentando o retorno da Fevest, que havia sido interrompida em função de um ciclo econômico desfavorável, anterior à tragédia. Naquele mesmo ano, o governo local conseguiu realizar uma feira modesta, para que as indústrias pudessem ter já algum retorno financeiro. Graças ao apoio do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Rio de Janeiro (Sebrae-RJ) e do governo fluminense, a feira “voltou a ser a mais importante do país nesse segmento”, disse Carlos Boueke.

Em 2013, começou a construção do Centro de Referência da Moda (Senai Moda), iniciativa da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e prefeitura, hoje em funcionamento, onde ocorrem fóruns de discussão e treinamentos para o desenvolvimento do polo.

Um condomínio empresarial foi construído dentro do município também como apoio às indústrias afetadas pelo desastre climático, para instalar pequenas confecções em um local mais adequado e seguro. O cadastro da prefeitura lista 60 indústrias interessadas. Já estão instaladas no condomínio e produzindo três confecções, além de um grupo de quatro empresas em fase de instalação. Dentro do condomínio, será implantado um centro de convenções, cujo projeto foi aprovado pelo governo fluminense.

Para facilitar a rotina das empresas da região, a prefeitura vai abrir nos próximos dias a Sala do Empreendedor, que tornará mais ágil a emissão de alvarás, mudanças de atividade e de endereço dos empresários. “A gente pretende entregar no mesmo dia a empresa legalizada para o empreendedor, dependendo do grau de risco dele”, destacou o subsecretário. Convênio com a Junta Comercial do Estado (Jucerja) permitirá a abertura no local de uma delegacia do órgão, o que evitará que os empreendedores tenham que ir à capital fluminense tirar o registro das empresas.

 

(Fonte:Agência Brasil)