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Tribunal Regional do Trabalho do Rio suspende processo de dissídio coletivo de operários de estaleiro

O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT) suspendeu hoje (30) a audiência de conciliação para pagamento de salários atrasados e indenizações dos cerca de 3 mil empregados do Estaleiro Eisa, antigo Estaleiro Mauá.

A empresa fechou as portas no início deste mês, após demitir mil operários no dia 23 de junho. Outros 2 mil funcionários foram aconselhados a ficar em casa, depois do encerramento da jornada de trabalho, no dia 2.

Em carta circular distribuída na ocasião, o estaleiro comunicou que estava atravessando crise financeira “cada vez mais profunda”, motivada pelo desequilíbrio dos contratos atuais e pela indefinição na liberação dos contratos para construção dos oito navios da Transpetro, subsidiária da Petrobras. “Soma-se a isso a situação atual do Brasil, especificamente da indústria naval, onde estão cortando investimentos e enviando obras para o exterior”.

O estaleiro anunciou o encerramento momentâneo das atividades, “até que se consiga achar uma saída que possa garantir as mínimas condições de trabalho que todos merecem”. Diante da ausência de representantes da seguradora dos navios encomendados pela Transpetro ao estaleiro Eisa, a presidenta do TRT, desembargadora Maria das Graças Paranhos, determinou a suspensão do processo por 30 dias. O processo de dissídio coletivo foi proposto pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói e Itaboraí e objetiva declarar a responsabilidade da Transpetro pelos créditos trabalhistas.

Por meio da assessoria de imprensa do TRT, a desembargadora Maria das Graças informou que a intenção é solucionar o processo na primeira instância. Como o estaleiro deixou de cumprir várias cláusulas contratuais, como a rescisão do contrato, surgiu a possibilidade de trazer a seguradora da Transpetro para o processo, de modo a pagar o prêmio ou assumir a construção dos navios, aproveitando a mão de obra disponível e as instalações do estaleiro.

Na semana passada, os sindicalistas obtiveram na Justiça do Trabalho de Niterói a liberação de R$ 3 milhões para divisão entre os 3 mil empregados do estaleiro. Os valores são referentes a uma parcela devida pelo empregador. Na audiência de conciliação do dia 23, o Ministério Público do Trabalho (MPT-RJ) propôs a liberação de mais R$ 12 milhões da Transpetro. como a proposta não foi aceita pela pela estatal, os recursos continuam retidos.

Uma nova audiência na Justiça do Trabalho de Niterói está programada para amanhã (31), às 10h30. De acordo com o sindicato, o contrato total da Transpetro com o Estaleiro Eisa envolve a construção de 16 navios, dos quais oito fazem parte de uma primeira etapa. Desses, cinco já foram entregues e os três restantes estão em fase de conclusão. A meta é conseguir que os operários não percam seus empregos e que a Transpetro receba os navios encomendados.

 

(Fonte:Agência Brasil)

Jardim Botânico reabre Jardim sensorial com mais acessibilidade

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 Um espaço com plantas para serem tocadas, cheiradas e provadas, totalmente acessível e adaptado com rampas, piso táctil e informações em braile. O Jardim Sensorial do Jardim Botânico do Rio de Janeiro foi reaberto hoje (30) ao público, após ficar cerca de um ano fechado. Período no qual foi revitalizado e adaptado para receber deficientes físicos e visuais.

O espaço, criado em 1989, traz plantas com diferentes aromas e texturas que convidam o visitante a aguçar os sentidos além da visão. Entre as espécies estão suculentas, orquídeas, manjericão, alecrim e menta.

O engenheiro agrônomo Ulisses Carvalho de Souza, do Centro de Responsabilidade Socioambiental do Jardim Botânico, explica que além da revitalização e adaptação do espaço, a parceria com o Instituto Masan também possibilitou a ampliação do projeto com a contratação de oito monitores, dos quais três são cegos e um tem baixa visão, selecionados pelo Instituto Benjamin Constant, centro de referência nacional em questões de deficiência visual.

De acordo com ele, o Jardim Sensorial é muito procurado pelo público em geral, e também por pesquisadores. “Então, essa agregação de valor para o Jardim Botânico – que não é um parque de visitação, e sim um instituto de pesquisa – é maravilhosa”. Ulisses disse que assim como temos as coleções botânicas, científicas, de orquídeas, bromélias, aráceas, “temos [no Jardim Sensorial] não uma coleção científica, mas uma porção mínima de algumas espécies que as pessoas não conseguiriam tocar nos canteiros, ver detalhes”.

Um dos monitores selecionados pelo instituto é Luciano Souto Batista, 25 anos, que tem no jardim sua primeira experiência profissional. Para ele, a atividade promovida no Jardim Sensorial ajuda a sensibilizar o público para as questões da deficiência visual.

“Aqui, a gente coloca venda nos visitantes, e cada um tem reação diferente. Tem uns que desistem no meio da atividade, se sentem tontos, se sentem mal; outros gostam, acham interessante”, segundo Luciano.

O Jardim Sensorial funciona no Complexo do Cactário do Jardim Botânico.

 

(Fonte:Agência Brasil)

Ministério da Educação lança portal para receber sugestões no ensino básico

O Ministério da Educação (MEC) lançou hoje (30) o site da Base Nacional Comum Curricular (BNC) – plataforma ampla para receber sugestões de organizações, redes de ensino e da sociedade em geral para a definição do que os alunos do ensino básico devem aprender ano a ano. No dia 15 de setembro, a pasta divulgará oficialmente a proposta preliminar para, a partir dela, coletar sugestões até o dia 15 de dezembro pelo endereço http://basenacionalcomum.mec.gov.br/.

A BNC vai dar a maior transparência possível sobre os conhecimentos que todos os estudantes devem ter, da creche ao ensino médio, detalhando o que devem aprender. O site reúne documentos teóricos, vídeos com especialistas e autoridades. É possível também ter acesso ao currículo adotado em cada estado e no Distrito Federal.

“Sem a base fica difícil rever a formação de professores, fica difícil, para não dizer impossível, pensar no material didático”, diz o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro. O ministro espera concluir a BNC até março do ano que vem e enviá-la ao Conselho Nacional de Educação (CNE). “A base se tornou pivô de várias ações e pré-requisito de várias medidas necessárias para melhorar a educação brasileira”, acrescenta.

O portal já está no ar. A partir de segunda-feira (3), o MEC entrará em contato com as organizações para que façam o cadastro no site e participem da elaboração da base. A partir da divulgação da proposta preliminar, o portal estará aberto para as contribuições.

A recomendação é que as redes de ensino, os movimentos sociais, entidades classistas e demais grupos enviem propostas já organizadas, que os represente. Já as contribuições individuais serão consolidadas pelo MEC. O site permite que os colaboradores enviem arquivos e que professores compartilhem, por exemplo, aplicações em sala de aula do que estão defendendo para a BNC.

A definição de uma base comum curricular é uma das estratégias que constam no Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado no ano passado pela presidenta Dilma Rousseff. O PNE estabelece metas e estratégias para os próximos dez anos, de modo a melhorar a educação.

Um grupo de 116 especialistas debate no MEC a versão preliminar da BNC, que será colocada para consulta. Depois de consolidada, a proposta da base será enviada ao CNE para avaliação. Depois disso, retorna ao ministério para ser homologada. O prazo para que seja enviada ao CNE é junho de 2016.

 

(Fonte:Agência Brasil)

Justiça tira do ar site que divulga dados de brasileiros

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Ação do Ministério Público Federal (MPF) retira do ar  site Tudo Sobre Todos, que divulga dados pessoais de brasileiros na internet. O procurador da República no Rio Grande do Norte, Kleber Martins, falou sobre a ação e informou, que a Justiça Federal concedeu a liminar autorizando a retirada do site do ar.

“Eu recebi agora, em menos de um minuto antes dessa entrevista, a boa informação de que a Justiça acatou o nosso pedido e ela retirou o site do ar. Eu devo registrar que a retirada, por enquanto, é provisória. O processo vai continuar seguindo até que haja uma decisão final”, comemorou.

O procurador explicou que o comportamento apresentado pelo site não é considerado crime, de acordo com a legislação brasileira, mas a atitude é enquadrada na chamada licitude civil, que fere as leis do país. O Marco Civil da Internet, a Lei de Acesso a Bancos de Dados para Fins Comerciais e a Lei de Acesso à Informação proíbem a divulgação de dados pessoais sem o consentimento prévio dos indivíduos, justamente o que o site Tudo Sobre Todos estava fazendo.

Kleber Martins ressaltou que o site não apenas estava divulgando informações como também vendendo os dados. Segundo ele, para a Justiça, a prática não apresenta nenhuma finalidade social, sendo de interesse somente àquelas pessoas que se dedicam a golpes no mercado, como a falsificação de documentos, abertura de contas em bancos, pedido de empréstimos, requerimento de benefícios à Previdência Social, por exemplo.

O procurador lembrou que a investigação continua e novas medidas judiciais podem ser tomadas.
Para ler a íntegra da ação do Ministério Público contra o site Tudo Sobre Todos clique aqui.

 

 

(Rádios EBC,Revista Brasil)

Olimpíadas no Rio terão centro antiterrorismo

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A prevenção contra ações terroristas nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, no Rio, contará com um centro que vai reunir agentes de segurança do Brasil e de outros países. A informação foi dada hoje (30) por autoridades da área, que apresentaram uim planejamento para garantir estabilidade nas competições.

Segundo o secretário extraordinário de Segurança para Grandes Eventos, Andrei Rodrigues, o centro deve ter sua estrutura concluída até o início do ano que vem, para que possa receber profissionais de países parceiros cerca de 15 dias antes do início do evento, em 5 de agosto de 2016. “O investimento é para que tenhamos, de forma célere, troca de informação, qualificando a prevenção [ao terrorismo], disse o secretário.

De acordo com Andrei, os países participantes do esforço conjunto são os que “historicamente” já contribuem para o processo de segurança. “Teremos parcerias com países que compõem o sistema Interpol, e com aqueles que poderão trazer informações úteis para a segurança de todos aqui no evento.”

O centro antiterrorismo será montado em área próxima dos locais de competição, informou Andrei. Ele disse que a ideia partiu do amadurecimento obtido em eventos anteriores sediados pelo país e, ainda, em missões enviadas a competições em outros países, como aos Jogos Pan-Americanos de Toronto.

Para o assessor especial para Grandes Eventos do Ministério da Defesa, general Luiz Felipe Linhares, a ideia de criar o centro antiterrorismo vai favorecer o estabelecimento de um protocolo de ações, que, segundo ele, são a “chave de qualquer resposta a uma possível ação terrorista”.

O diretor do Departamento de Integração do Sistema Integrado Brasileiro de Inteligência da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Saulo Moura, afirmou que o Brasil já mantém relações com 80 países para a troca de informações. Segundo ele, o acompanhamento do tema é feito de forma “perene” pelos 35 órgãos que compõem o Sistema Brasileiro de Inteligência.

“Todos os países estão interessados e têm boa vontade de trocar informações conosco. Então, uma coisa de que temos certeza é que, na área de inteligência, estamos bem abastecidos”, disse.

 

(Fonte Agência Brasil)

Tomate ecológico chega na Rede Zona Sul de supermercados

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Consumidores no Rio de Janeiro, poderão comprar, a partir da semana que vem, tomates sem resíduos de agrotóxico. O sistema Tomatec (tomate ecologicamente cultivado) é desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e, inicialmente, o produto será distribuído pela Rede Zona Sul de supermercados.

A ideia, contudo, é expandir a venda para outras redes varejistas, inclusive, de outros estados, disse o engenheiro agrônomo Adoildo Melo, da Embrapa Solos, um dos criadores do sistema. “É um tomate como os outros, mas que usa alta tecnologia e não tem resíduo de agrotóxico.”

Sistema Tomatec

O sistema Tomatec consiste em seis princípios diferenciados de produção do fruto. Um dos focos é a conservação do solo com plantio direto e rotação de culturas, ou seja, com manejo adequado para não degradar o solo. O sistema prioriza também a eficiência no uso de água. “Nós usamos um sistema de irrigação que utiliza somente a água que a planta precisa, sem desperdício algum, por meio de gotejo.”

A adubação é feita por meio da fertirrigação: aplicação de fertilizantes na água de irrigação. Com isso, a planta recebe o nutriente de que necessita, ao mesmo tempo em que é irrigada. A produção do tomate ecológico envolve também o manejo integrado de pragas. “Só se faz uma aplicação de agrotóxico quando realmente há necessidade e a praga pode afetar toda a produção da lavoura. Não se aplica aleatoriamente, como é comum ocorrer.”

O quinto princípio é o plantio vertical (tutoramento vertical), em substituição ao método tradicional de plantio em forma de pirâmide, que facilita uma eventual pulverização em 100% da lavoura. Outro diferencial na produção dos tomates ecológicos é o ensacamento da penca do fruto. De acordo com Adoildo Melo, isso permite que, desde a flor, o fruto fique protegido contra pragas e qualquer veneno que seja usado. “Por mais que se pulverize a planta, esse veneno não chega ao fruto. Por isso, o tomate é ecologicamente cultivado, com todo esse manejo e, no final, temos um fruto sem resíduo de agrotóxico”, explica. Isso é comprovado por análises da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), que acompanha o sistema há bastante tempo.

O sistema Tomatec, que é patenteado pela Embrapa, começou na década de 1990, no município de Paty do Alferes, centro-sul fluminense e, com a evolução dos estudos, passou por outras cidades, como São José de Ubá, São Sebastião do Alto e Nova Friburgo. O tomate é o do tipo italiano, muito usado em saladas e que tem boa aceitação também em restaurantes.

O engenheiro agrônomo destacou que, para o consumidor, o tomate ecológico é uma opção mais saudável e uma alternativa ao tomate orgânico, que é mais caro. Além disso, o sistema Tomatec atende a questões de segurança alimentar, em razão da maior oferta durante todo o ano. “É um produto diferenciado. Ele não veio concorrer com o orgânico, que já tem o seu mercado. É uma alternativa”, disse.

A Embrapa Solos tem hoje cerca de 14 mil pés de tomate produzidos com a técnica Tomatec em São Sebastião do Alto, região serrana fluminense, onde haverá um dia de campo neste sábado (1º) para quem quiser conhecer de perto a produção. Nesse dia, técnicos da Embrapa Solos mostrarão o passo a passo para se produzir o fruto. O projeto é apoiado pela Secretaria de Estado de Agricultura do Rio de Janeiro.

 

(Fonte Agência Brasil)

 

Biblioteca Nacional abre inscrições para prêmio literário edição 2015

Estão abertas até o dia 10 de setembro as inscrições para a edição 2015 do Prêmio Literário Biblioteca Nacional, concedido há mais de 20 anos pela instituição, com o objetivo de estimular a pesquisa e a criação literária no país.

O concurso é aberto a autores, tradutores e designers gráficos e vai premiar a qualidade intelectual, técnica e estética dos livros inéditos publicados no Brasil, no período de 1º de maio de 2014 a 30 de abril de 2015.

O prêmio é dividido em nove categorias e estabelecido por meio de um edital de chamada pública. Segundo a Fundação Biblioteca Nacional (FBN), cada uma das categorias possui uma comissão julgadora própria e independente, composta por três profissionais de notório saber.

No valor de R$ 30 mil cada, os prêmios serão concedidos nas categorias romance, poesia, conto, ensaio social, ensaio literário, tradução, projeto gráfico, literatura infantil e literatura juvenil. Os critérios de avaliação por parte da comissão julgadora abrangem a qualidade da obra (exceto para a categoria projeto gráfico), originalidade, contribuição à cultura nacional, qualidade linguística da tradução (no caso dessa categoria) e criatividade no uso de recursos gráficos (somente para a categoria projeto gráfico).

As inscrições devem ser feitas por via postal e endereçadas à sede da Fundação Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Formulários e maiores informações estão disponíveis no site www.bn.br .

 

(Fonte Agência Brasil)

 

Prefeitura do Rio apresenta legado de parques olímpicos para população

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A Prefeitura do Rio de Janeiro divulgou hoje (29) um projeto de legado para a população do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, e do Parque Radical, em Deodoro, ambos na zona oeste da cidade, depois dos Jogos Olímpicos de 2016. Na Barra, o local deve se tornar um amplo complexo esportivo e educacional, enquanto as instalações de Deodoro estão previstas para ser um parque aberto ao público após os Jogos.

O secretário de governo da Prefeitura do Rio, Pedro Paulo Carvalho, garantiu que os equipamentos a serem utilizados em 2016 ficarão para uso da população nos anos seguintes: “Essa será a Olimpíada do legado. Nós fizemos uma série de planos para não deixar elefantes brancos na cidade, como ocorreu em Atlanta, com o centro de tênis, e em Pequim, com a instalação de canoagens de Slalom, que ficou inutilizada. Pretendemos fazer parcerias público-privadas para garantir que os espaços onde vão acontecer os jogos não fiquem sem usar, mas sirvam como legado para os cariocas”, disse.

Parte do parque da Barra foi feita seguindo o conceito de “arquitetura nômade”, ou seja, após os jogos, as estruturas de uma das arenas serão desmontadas, e posteriormente reutilizadas na construção de quatro escolas públicas, duas em Jacarepaguá, na zona oeste, uma em São Cristóvão, na zona norte, e uma em local ainda não decidido. As estruturas do Estádio Aquático também serão desmontadas para dar origem a dois centros voltados à natação.

O restante dos equipamentos na Barra será permanente e a ideia é transformar o local em uma área voltada para o esporte de alto rendimento e para projetos sociais. O espaço poderá ser utilizado também para shows e eventos, que vão gerar renda e ajudar a manter o parque.

Em Deodoro, a previsão é tornar o parque aberto à população, atendendo a cerca de 1,5 milhão de pessoas de dez bairros e três municípios vizinhos. Segundo Pedro Paulo, o local será de “grande utilidade para os moradores, principalmente os jovens, que têm poucas opções de áreas de lazer”.

De acordo com o secretário, ainda não há o orçamento estimado para as  mudanças. O valor do montante ainda está sendo estudado e deverá ser divulgado no segundo semestre deste ano. Já a licitação para a escolha das empresas que farão a parceria com a prefeitura deve ser feita no início de 2016.

O diretor executivo de esportes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Marcus Vinícius Freire, acompanhou a apresentação do projeto e disse que o plano de legado da Prefeitura, se executado, será um “presente” para a comunidade esportiva. “Visitamos 38 parques olímpicos em vários países e o do Rio será o único a ter uma escola funcionando dentro dele. É um projeto que une o esporte de alto rendimento a projetos sociais e educação. O COB apoia totalmente essa ideia”, declarou Freire.

 

 

 

(Fonte Agência Brasil)

 

 

 

MetrôRio começa a operar primeiro trem revitalizado

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A partir de amanhã (30), os passageiros do metrô do Rio de Janeiro poderão viajar no primeiro dos 30 trens a serem revitalizados pela concessionária MetrôRio, a pedido da Secretaria de Estado de Transportes. O primeiro foi entregue hoje (29), e a previsão é que todos os trens estejam em operação até o início do segundo semestre de 2016.

A concessionária promete retirar do sistema, gradativamente, as composições mais antigas da frota para o processo de recauchutagem na oficina, com o objetivo de melhorar a performance dos trens e aumentar o conforto dos passageiros. Com a aquisição dos novos trens, a MetrôRio passará a ter 64 composições – um aumento de mais de 100% na frota em seis anos.

De acordo com a Secretaria de Transportes, antes de os trens serem colocados em circulação, as composições passam por um ciclo da manutenção que dura cerca de 30 dias. Durante o processo de revitalização são revistos os sistemas elétrico e de portas e propulsão e há manutenções preventivas e corretivas. O ar-condicionado recebe atenção especial, com modificação de componentes e troca de condensadores. Além disso, as composições são desoxidadas e passam por um processo de pintura. Os bancos terão tons azul e prata, assim como o modelo dos trens novos.

O secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osório, disse que o processo de revitalização dos trens – com mais de 30 anos de uso – tem o objetivo de dar mais conforto ao usuário, além de conferir uma aparência mais confortável e moderna às composições. “O estado pretende, ao longo dos próximos quatro anos, montar um programa de substituição da frota mais antiga. Os trens antigos ganham nova cara e o serviço ganha mais qualidade. Com isso, atendemos melhor o nosso passageiro”, destacou ele.

Além dos 30 trens antigos, o sistema metroviário do Rio conta com 19 trens chineses, adquiridos em 2009, que operam na Linha 2, e 15 composições foram compradas para circular na Linha 4 (Barra da Tijuca-Ipanema), que deve ficar pronta em junho do ano que vem. Do total de novos trens, 12 já estão no Rio. Os demais desembarcarão na cidade até o fim deste ano.

(Fonte Agência Brasil)

Brasil terá que investir até 3 vezes mais para ter ensino de qualidade

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Brasil terá que aumentar em até três vezes o valor investido por aluno na rede pública para garantir uma educação com padrões mínimos de qualidade, informou a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, rede que reúne mais de 200 organizações. Esse cálculo significa R$ 37 bilhões a mais no sistema educacional público, que engloba 40,7 milhões de matrículas.

A etapa educacional que mais necessita de investimentos é a creche, que atende a crianças de até 3 anos de idade. O valor ideal seria R$ 10 mil por aluno para o atendimento em tempo integral. Atualmente, segundo os dados divulgados pela Campanha, são gastos R$ 3,3 mil, com base nos valores do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb).

O investimento calculado pela Campanha corresponde ao Custo Aluno-Qualidade inicial (CAQi), instrumento criado pela própria organização e incorporado ao Plano Nacional de Educação (PNE). O CAQi define quanto cada aluno precisa para ter acesso a uma educação com um padrão mínimo de qualidade. Entram no cálculo recursos para infraestrutura, materiais e equipamentos, além do salário dos professores.

A implantação do Custo Aluno Qualidade (CAQ), para o período posterior à fase inicial, faz parte das estratégias para alcançar o investimento de pelo menos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação até 2024. Pela lei, o CAQi deve ser implementado em até dois anos de vigência da lei, no final de junho de 2016.

A tabela divulgada pela Campanha atualiza os valores para todas as etapas de ensino. Entre as matrículas em tempo integral, na pré-escola, o valor por aluno deveria ser R$ 5 mil, contra os atuais R$ 3,3 mil; no ensino fundamental e no médio, R$ 4,8 mil, contra R$ 3,3 mil atuais. A educação indígena e quilombola deveria subir dos atuais R$ 3,1 mil para R$ 6,1 mil por estudante.

“Os dados mostram que as matrículas que o Brasil menos investiu ao longo da história, como creche, educação quilombola e indígena, demandam mais recursos”, diz o coordenador geral da Campanha, Daniel Cara.  Ele acrescenta que, além das matrículas existentes, o Brasil ainda tem de incluir 2,8 milhões de crianças e jovens na escola e isso custará mais R$ 13 bilhões iniciais para garantir a infraestrututra e R$ 13 bilhões a mais por ano para manter esses alunos.

“Os dados trazem a clareza de que praticamente todas as matrículas do Brasil, salvo os estados mais ricos, precisam de complementação da União para atingir um padrão mínimo de qualidade. Essa é uma agenda que vai ter que ser discutida”, diz.

Dados do Inep de 2014, obtidos por requerimento de informação pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), mostram que a União contribui com 18%, os estados, com 40%, e os municípios, com 42% do investimento direto aplicado em educação.

Para o cálculo do CAQi, a Campanha utilizou os insumos previstos em parecer do CNE de 2010, que não foi homologado pelo MEC. O documento final da Conferência Nacional de Educação (Conae), que reuniu especialistas, organizações e Poder Público, estabelece que o CAQi seja regulamentado nos moldes do parecer do CNE.

O MEC, no entanto,  discute o CAQi e o CAQ em grupo formado por secretarias do pasta, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Em junho, à Agência Brasil, o secretário de Articulação com os Sistemas de Ensino do MEC, Binho Marques, disse que o grupo levanta dados sobre insumos e custos da educação básica e que o CAQ poderá não seguir exatamente o que está no parecer do CNE. Até setembro o trabalho do grupo deverá ser colocado para discussão.

 

 

 

 

(Fonte:Agência Brasil)