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Companhia aérea pesará passageiros antes de voos

 

181430Uzbekistan Airways, a maior companhia aérea do Uzbequistão, apresentou uma nova medida de segurança que surpreendeu e indignou muita gente. Antes de entrar no avião, os passageiros da empresa terão que ser pesados. O controle, que agora não será reservado apenas às malas e bagagens de mão, tem como objetivo determinar com maior precisão quantos quilos a aeronave está pesando, o que, segundo a companhia, permitirá um voo mais seguro e sem preocupações. Os passageiros serão pesados em balanças especiais, construídas e encomendadas para a empresa, na área reservada ao embarque. “Depois de passar no check-in de um voo e antes de embarcar na aeronave, nós iremos pedir para que você [passageiro] passe pelo procedimento de pesagem em um equipamento especial localizado perto do portão de embarque”, afirmou a Uzbekistan Airways em um comunicado. Além disso, a companhia explicou que as pessoas serão enquadradas em três categorias – “homem, mulher e criança” – e que o peso não será divulgado ou comentado, enfatizando a discrição, confidencialidade e privacidade que os funcionários terão ao realizarem a tarefa.

Jurista espanhol defende que corrupção seja tratada como crime internacional

No Brasil a convite da Comissão de Anistia, o jurista espanhol Baltasar Garzón, defendeu hoje (14) que a corrupção seja tratada como crime internacional. Garzón ficou conhecido por ter decretado em 1998, quando era juiz, a prisão do ditador chileno Augusto Pinochet. Para Garzón a corrupção e a impunidade são relacionadas e acabam servindo para alimentar crimes contra a humanidade, crimes de guerra e genocídio.

“A impunidade faz par com a corrupção como fenômeno incidente no financiamento de grupos políticos [que perpetraram golpes de Estado], assim como a falta de transparência, estavam presentes nesse processo [de quebra da democracia]”, disse ao comentar o regime franquista na Espanha e a ditadura argentina.

Ele defendeu que a corrupção, quando tiver relação com essas práticas, seja tratada como crime internacional pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), a única corte internacional que tem competência para julgar e condenar pessoas por esse tipo de crime. Ainda de acordo com Baltasar Garzón, o narcotráfico, crimes financeiros e ambientais também deveriam ser tratados como violações internacionais.

A tipificação abriria caminho para a utilização da jurisdição universal.

Um princípio do direito internacional em que os Estados teriam o poder de julgar e condenar pessoas independentemente do local onde o crime foi cometido ou da nacionalidade do infrator.

Garzón invocou esse procedimento para pedir a prisão de Pinochet por crimes de lesa humanidades quando o ditador se encontrava em Londres. Em geral, para uma corte exercer a jurisdição sobre um indivíduo, deve haver relação entre a pessoa em questão ou o local onde o crime foi cometido e a Justiça responsável pelo julgamento. “Pinochet foi detido, mas nunca foi julgado. Todavia as vítimas receberam indenização do Estado”, disse.

“Parece que falar de jurisdição universal é falar de crimes que não estão em nossa vida diária, de atos que ocorreram em nosso próprio país há anos e que agora convivemos com as consequências. Mas não só os crimes de guerra [merecem esse tipo de tratamento], também os crimes que dia a dia nos afetam no núcleo de nossa convivência”.

Segundo o jurista, a comunidade internacional precisa prestar mais atenção nesses fenômenos. “Os crimes de narcotráfico normalmente são transnacionais, crimes como o terrorismo que tanto afetam a comunidade internacional pelo risco constante que representam; parar de perceber a corrupção como uma ameaça não só local, mas também internacional”, afirmou.

Garzón disse estranhar o fato de que a comunidade internacional relute em avançar na definição dessas práticas como crimes internacionais. “A alguns fenômenos se facilita a perseguição e outros se dificulta”.

O jurista defendeu ainda maior fiscalização sobre os crimes financeiros, a exemplo de fraudes praticadas por multinacionais e também ataques especulativos dos chamados fundos abutres, fundos especulativos que atuam na compra de dívidas de países, a exemplo da Argentina. Hoje na base dos crimes de genocídio que estão sendo produzidos, muitos tem base econômica”, disse.
Garzón defendeu a ampla participação da sociedade civil organizada como agentes desse processo de mudança. “Não são os Estados, mas as sociedades que produzem as mudanças. Este é um momento chave para que esses temas sejam debatidos. Todos esses fenômenos que levam um país à ruína não estão previstos na legislação internacional e é aí que temos que trabalhar”, disse.

O jurista participou de um debate com o ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Pepe Vargas, o presidente da Comissão de Anistia, professor Paulo Abrão, o jornalista Paulo Vannuchi, da Comissão Interamericana de Direitos Humanos; e o jurista brasileiro Roberto Caldas, magistrado da Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Na ocasião, o ministro Pepe Vargas cobrou a revisão da decisão do Supremo Tribunal Federal que reconheceu como válida a Lei de Anistia e lembrou que existe uma decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos que responsabiliza o Estado Brasileiro sobre as mortes de militantes políticos na ditadura e cobra a punição dos responsáveis.

Vargas disse ainda que uma das consequências da ditadura é o fato de que “as maiores violações aos direitos humanos continuam sendo perpetradas por agentes de Estado”. A impunidade acaba justificando a continuidade da tortura e dos tratamentos cruéis e desumanos em prisões, unidades de atendimentos socioeducativo, instituições psiquiátricas, entre outros lugares”.

Antes do debate, a Comissão de Anistia lançou o Laboratório de Tecnologia em Memória e Direitos Humanos da Comissão de Anistia. Equipado com softwares para a coleta, tratamento, armazenamento e análise de dados, o laboratório terá o objetivo de apoiar pesquisas, constituir um banco de dados público e incentivar a produção e a divulgação de conhecimento sobre memória e direitos humanos.

 

(Fonte:Agência Brasil)

Oposição endossa protestos pelo impeachment de Dilma no domingo

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Neste domingo (16) acontece em 114 cidades do Brasil e do exterior, inclusive Paris, um protesto pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, motivado pelas denúncias de corrupção que envolvem membros do governo federal. Organizada pelos grupos Movimento Brasil Livre, Revoltados Online e Vem Pra Rua, esta manifestação traz um elemento novo: uma mobilização clara da oposição para endossar os protestos.

O cientista político Gaspard Estrada, do Observatório Político da América Latina, da Universidade Sciences Po, em Paris, analisa a nova situação: “Esse protesto dá sequência a uma série de iniciativas que vem acontecendo no Brasil desde março visando o impeachment da presidente Dilma. No entanto, eu sinto que há uma movimentação clara da oposição para endossar os protestos, o que não foi o caso nem em março nem em abril deste ano, quando houve duas manifestações populares nos grandes centros urbanos.”

Ele acrescenta que o ex-candidato à presidência e presidente do PSDB, Aécio Neves, anunciou que vai se manifestar desta vez. “E também o próprio partido nas suas inserções na TV anunciou apoio às manifestações e incitou os brasileiros a saírem às ruas. Isso pra mim é um fato novo”, diz.

Crise em processo acelerado

Para o cientista político Marcelo Suano, diretor do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais, em São Paulo, o protesto é um reflexo da crise política no Brasil. “Ele é significativo da situação em que o governo está e do alcance da crise política. Não é muito comum o brasileiro querer se manifestar constantemente. Quando ele chega ao ponto de estimular várias manifestações, é que a crise está em processo acelerado. O que se espera é que se busque uma forma de entendimento nacional”, opina.

Segundo ele, é exatamente isso que está assustando a sociedade. “O Brasil não está caminhando para um entendimento e muito menos para um pedido de desculpa, pacto ou coalizão de lideranças. Ele caminha para a ruptura e para brigas internas dentro do governo. Cada horas as alianças estão mudando de lugar, gerando mais crise, insatisfação e perda de credibilidade”, afirma.

Contradição

A decisão dos organizadores de poupar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, acusado de receber RS$ 17,5 milhões de propina no escândalo da Petrobras, é uma contradição, na visão de Gaspard Estrada. “No fundo é um tiro no pé no discurso deles. Eles dizem que estão lutando contra a corrupção, mas decidem poupar o presidente da Câmara. Ele sim está sendo envolvido nominalmente na lista publicada pelo Ministério Público Federal, o que não é o caso de Dilma. Ela pode ser acusada de não ter feito um bom primeiro mandato, de ter cometido erros na condução econômica e política do país, que levou à queda do crescimento econômico e à desarticulação da base aliada do governo. Mas, até hoje, não há nenhuma prova de que ela estava envolvida em algum escândalo de corrupção”, diz.

Para Marcelo Suano, um pedido de impeachment precisa de uma justificativa jurídica para não parecer um golpe. “Se nós temos uma crise de liderança, talvez o impeachment da presidente Dilma traga mais vácuo de poder. Quanta à legitimidade do pedido, devemos dizer que uma ação de impeachment é eminentemente política, embora necessite o respaldo de uma justificativa jurídica. Senão ficaria sempre para a sociedade que houve um golpe branco, um movimento de afastamento ilegítimo, algo que não tem o respaldo da sociedade.”

Opinião popular

O consultor Fábio Lopes, de São Paulo, explica por que participa dos protestos. “Para lutar pelos direitos dos brasileiros contra a corrupção. Para que os recursos sejam usados corretamente na saúde, na educação, no transporte. E que a lei seja cumprida com rigor para quem quer que seja, independetemente da sua posição política.”

Já a atriz sergipana Monize Moura, que mora em Paris, considera o protesto um equívoco. “Todas as formas de protesto são legítimas. Mas acho um equívoco pedir o impeachment. Acho que há uma manipulação midiática e não acho que seja a melhor decisão para o país, tendo em vista toda a onda reacionária que existe. Acho que não é um problema unicamente do PT, como a mídia e alguns setores da sociedade insistem em associar a corrupção apenas ao PT. Eu acho que isso tudo é muito redutor e não há um debate profundo realmente sobre a questão da corrupção na política brasileira.”

 

(Por Rádio França Internacional)

Campanha de Vacinação contra poliomielite começa neste sábado

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Amanhã (15) é o dia D da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, destinada a imunizar crianças entre seis meses e cinco anos incompletos. O Ministério da Saúde pretende vacinar 12 milhões de crianças até o dia 31 de agosto. Neste sábado, mais de 100 mil pontos de vacinação estarão abertos. Além dos postos de saúde, postos volantes em escolas, praças e locais públicos serão usados na mobilização.

Durante a campanha, as crianças que nunca foram vacinadas contra a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, receberão a vacina injetável, enquanto as que  foram imunizadas, terão as gotinhas de reforço.

O Ministério da Saúde alerta que crianças com infecções agudas, com febre acima de 38ºC ou com hipersensibilidade a algum componente da vacina, devem ser avaliadas por um médico para saber se a imunização é indicada.

Desde 1990 o Brasil está livre da paralisia infantil, que é uma doença infectocontagiosa incurável.

Esta também será uma oportunidade de os pais levarem a caderneta de vacinação dos filhos para que os profissionais de saúde avaliem se a criança está com alguma vacina em atraso e apliquem as doses que faltam. Para a atualização da caderneta serão aplicadas vacinas contra a tuberculose, o rotavírus, sarampo e a rubéola; a coqueluche, caxumba, varicela e meningites; as hepatites, a febre amarela, difteria e o tétano, entre outras.

Para quem quiser acompanhar o calendário de forma mais dinâmica, o governo disponibiliza o aplicativo Vacinação em Dia. A ferramenta possibilita o acompanhamento do calendário de vacinação de crianças e adultos, a marcação da data da imunização e o agendamento da próxima. Nele estão disponíveis informações sobre todas as vacinas ofertadas pelo SUS e lembretes das campanhas. A ferramenta funciona em tablets e smartphones, que utilizem sistemas operacionais iOS e Android.

 

 

(Fonte:Agência Brasil)

Leilão de biodiesel da ANP negocia 696 milhões de litros e arrecada R$ 1,5 bilhão

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O 44º leilão de biodiesel da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) negociou 696,8 milhões de litros e alcançou o valor de R$ 1,5 bilhão. O leilão foi realizado entre os dias 11 e 14, atingindo um deságio médio de 17,8%, comparado ao valor médio de referência, de R$ 2,632 por litro.

Todo o volume negociado foi originário de produtores com o Selo Combustível Social. As ofertas de biodiesel foram apresentadas no dia 11, com 35 produtores oferecendo um volume de 850,7 milhões de litros. No dia 13, houve seleção das ofertas no total de 607,6 milhões de litros. Hoje (14), foram arrematados 89,2 milhões de litros.

Os leilões de biodiesel destinam-se a atender em 7% o percentual mínimo obrigatório de adição de biodiesel ao óleo diesel vendido ao consumidor final. O 44º leilão objetiva garantir o abastecimento do produto no mercado nacional de setembro a outubro de 2015.

O biodiesel é produzido a partir de óleos vegetais ou de gorduras animais e adicionado ao diesel. Na comparação com o diesel de petróleo, o biodiesel tem vantagens ambientais. Sua queima pode emitir em média 48% menos monóxido de carbono, 47% menos material particulado e 67% menos hidrocarbonetos.

Dezenas de espécies vegetais do Brasil podem ser usadas na produção do biodiesel, entre elas soja, dendê, girassol, babaçu, amendoim, mamona e pinhão-manso. As informações estão no site da ANP na internet.

 

(Fonte Agência Brasil)

Audiência pública na Câmara de Vereadores do Rio debate situação do Inca

INCA

Após uma visita de nove deputados federais da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara, na manhã de hoje (14), ao Instituto Nacional do Câncer (Inca), na Praça da Cruz Vermelha, centro do Rio de Janeiro, a Câmara de Vereadores promoveu um debate sobre a situação da instituição. De acordo com o deputado Doutor João (PR-RJ), a comissão tem acompanhado a crise de gestão e desabastecimento vivida pela instituição.

“A visita esclareceu muita coisa. Foi confirmado que algumas denúncias eram verdadeiras, mas que essa nova direção mostrou que tem capacidade, tem aval dos funcionários e do sindicato. Junto com o ministério, agora com a comissão, tenho certeza que num tempo bem curto nós vamos conseguir tirar o Inca dessa situação que se encontra no momento”.

O diretor do Núcleo Sindical do Inca Pedro Henrique Ferreira, disse que faltam materiais básicos para atendimento aos pacientes e os trabalhadores estão sobrecarregados, resultado de uma gestão “desastrosa” que durou dez anos.

“Essa nova direção já sinalizou com o diálogo com os servidores e estamos buscando, através do controle externo, uma aproximação maior também com o governo federal. A gente passa por desabastecimento de recursos humanos e materiais. O servidor do Inca trabalha de forma sobrecarregada, com deficit de pessoal e com carga horária acima do apontado pela Organização Mundial da Saúde”.

A diretora de Divulgação da Associação Brasileira de Apoio aos Pacientes com Câncer (Abrapac), Solange Gomes de Oliveira, disse que a associação recebe denúncias diariamente sobre a deficiência no atendimento e acesso a exames no Inca.

“A tomografia está quebrada, o paciente tem que procurar a rede básica para fazer o exame. Não é cumprida a lei dos 60 dias, que determina esse prazo para início do tratamento após o diagnóstico. A demanda é crescente e a estrutura não acompanha. Então, só vem piorando o atendimento e o acesso ao tratamento. Essas queixas só vêm aumentando”.

O direto-geral do Inca, Paulo Mendonça, que está à frente do instituto há dois meses, reconhece que há problemas e garante que eles estão sendo resolvidos na medida do possível. “Crise é todo momento que tem uma janela de oportunidade para repensar, se reposicionar e reestabelecer o que pretende fazer. Então não há nenhum susto. Os problemas têm sido decrescentes, a gente vai vendo a instituição entrando no eixo, o que já significa uma redução no tempo de aquisição, melhor organização, e hoje eu posso garantir que não falta nenhum item essencial que poderia paralisar as atividades do Inca. Não quer dizer que não falte nada”.

De acordo com ele, a crise internacional também contribui para que falte suprimento, pois alguns fornecedores não estão conseguindo entregar os insumos. Quanto à falta de pessoal, Mendonça disse que está em andamento a troca de pessoal terceirizado que prestava serviços por meio de uma fundação por servidores concursados. Além disso, está em análise no Ministério do Planejamento a aprovação de 613 novas vagas para a instituição.

O orçamento direto do Inca para 2015 é igual ao do ano passado, em torno de R$ 300 milhões, o que, segundo o diretor, comparando com o SUS, é bem importante. “Nós temos uma situação de conforto melhor do que muitas redes municipais, estaduais”, disse. O Inca recebe cerca de 8 mil novos pacientes por ano, que são acompanhados até o fim da vida. “Mesmo os curados precisam periodicamente fazer uma revisão do seu status de remissão completa”, afirmou Mendonça, ressaltando que o Inca faz 240 mil consultas por ano.

 

 

 

(Fonte:Agência Brasil)

Empresa mantinha operários da Vila Olímpica em situação análoga à de escravos

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Uma empreiteira que executa obras na Vila Olímpica, no Rio de Janeiro, terá que pagar multa por manter 11 trabalhadores em situação análoga à de escravo, na Barra da Tijuca, na zona-oeste, constatada em fiscalização realizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT-RJ) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que encontraram condições degradantes nos alojamentos da empresa.

A fiscalização foi realizada em 30 de julho.  A maioria dos trabalhadores veio do Maranhão e os demais da Paraíba, Bahia e Espírito Santo para trabalhar na empreiteira Brasil Global Serviços, responsável pelas obras no complexo residencial Ilha Pura, onde ficará a Vila Olímpica e que servirá de alojamento para atletas e organizadores durante os Jogos Olímpicos de 2016.

Depois da fiscalização, a Brasil Global assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MPT-RJ e pagou cerca de R$ 70 mil em verbas rescisórias dos trabalhadores, que incluíram férias, 13º salário e Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Também concordou em alojar, temporariamente, os operários em um hotel, reembolsar as passagens de ida para o Rio de Janeiro, custear as passagens de retorno para os estados de origem, além de indenizar material adquirido pelos trabalhadores no período de residência no Rio.

De acordo com a procuradora do trabalho Valéria Correa, responsável pela investigação, os trabalhadores eram trazidos de seus estados com promessa de receberem alojamento, alimentação e o reembolso da passagem. No entanto, foram encontrados vivendo em uma casa e duas quitinetes localizadas na comunidade Beira Rio, Recreio dos Bandeirantes, sem estrutura e condições mínimas de higiene. “Havia baratas, ratos e esgoto nas residências e muitos dormiam no exterior do imóvel, tamanha a sujeira”, relata a procuradora.

Um dos operários relatou ao MPT ter morado com 30 trabalhadores em uma das casas custeadas pela empresa. “Levando em conta as condições degradantes do alojamento e que houve uma alteração unilateral do contrato, quando a empresa resolveu não mais pagar os aluguéis, estão presentes os elementos caracterizadores da existência de trabalhadores em condição análoga a de escravo”, disse a procuradora. Por ter sido caracterizado resgate de trabalhador em situação análoga a de escravo, eles receberão, durante três meses, o equivalente a um salário mínimo como seguro-desemprego. Muitos informaram ao ministério que pretendem voltar para seus locais de origem.

Criada há três anos, a Brasil Global emprega cerca de 300 trabalhadores e foi contratada para as obras pelas construtoras Odebrecht e Queiroz Galvão. “Também vamos apurar a responsabilidade das outras empresas que compõem a cadeia produtiva”, disse a procuradora.
O MPT-RJ entrará ainda com ação na Justiça para requerer o pagamento de danos morais coletivos e individuais aos trabalhadores – já que a empresa se recusou a pagar na via administrativa – além de aplicação de multa, caso a empresa volte a praticar as ilegalidades.
Segundo procuradora Valéria Correa, além do trabalho análogo à escravidão, estão sendo apuradas irregularidades trabalhistas praticadas em relação aos demais trabalhadores, como atraso no pagamento de salários, ausência de intervalo para descanso intrajornada e não pagamento de verbas rescisórias.

O Consórcio Ilha Pura informou em nota que apura as informações e que está à disposição para colaborar com as autoridades. O consórcio disse ainda que o respeito à legislação trabalhista é uma prioridade em suas obras, onde já atuaram mais de 18 mil pessoas, e que assegura o atendimento às leis vigentes inclusive para os profissionais contratados por prestadoras de serviço que atuam no empreendimento. Segundo o consórcio, em casos de eventuais irregularidades em alojamentos de fornecedores, que determina prazos para ajustes sob pena de cancelamento do contrato.

Até o fechamento desta matéria, a Brasil Global não havia se pronunciado sobre o assunto.

 

 

(Fonte:Agência Brasil)

Suspensa a venda de 73 planos de saúde de 15 operadoras

 

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A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou hoje (14) a suspensão da venda de 73 planos de saúde de 15 operadoras a partir de quinta-feira (20), como punição ao descumprimento de prazos e por negativas indevidas de coberturas assistenciais contratadas pelo cliente.

De acordo com a agência, mais de 3 milhões de beneficiários serão diretamente protegidos, uma vez que as operadoras terão de resolver os problemas assistenciais para que possam receber novos consumidores.

Em nota, o diretor-presidente da ANS, José Carlos de Souza Abrahão, informou que a suspensão da comercialização de planos de saúde é uma das medidas preventivas aplicadas pela agência, “de modo a induzir as operadoras a melhorar a qualidade do atendimento prestado aos beneficiários”.

“Esse acompanhamento às operadoras de planos de saúde é permanente e contínuo. A divulgação dos dados apurados é feita pela ANS a cada três meses”, afirmou Abrahão.

Além de interromper a venda, as operadoras que negaram indevidamente cobertura podem receber multa entre R$ 80 mil e R$ 100 mil.

A ANS informou que 52 planos de saúde com venda interrompida poderão voltar a ser comercializados, já que comprovaram melhoria no atendimento.

O monitoramento ocorreu entre 19 de março e 18 de junho deste ano. Nesse período, a ANS recebeu 21.273 reclamações de beneficiários pelos seus canais de relacionamento, das quais 6.509 relacionadas a temas não assistenciais (contratos e reajuste, por exemplo) e 14.276 a cobertura assistencial.

Segundo a agência, desde o início do programa de monitoramento, 1.140 planos de 155 operadoras tiveram as vendas suspensas e outros 976 voltaram ao mercado após comprovar melhorias no atendimento.

A lista completa está disponível no site  da agência.

 

 

(Fonte Agência Brasil)

Disputa entre moradores da Vila Autódromo e prefeitura é mediada pela justiça

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Para mediar uma disputa judicial entre moradores e a prefeitura do Rio de Janeiro, o desembargador Fernando Cerqueira Chagas, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) se reuniu hoje (13) com defensores públicos de famílias da Vila Autódromo, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio, que ajuizaram ação contra o município acusando-o de remoção e demolição ilegal de casas para realizar obras que visam aos Jogos Olímpicos de 2016.

De acordo com o TJRJ, os defensores argumentaram que acordos sobre a urbanização da Vila teriam sido quebrados e que cerca de 120 famílias querem continuar morando no mesmo lugar, embora estejam sendo coagidos ou pressionados a negociar a mudança para um conjunto habitacional. São mais de 20 demandas judiciais que tramitam no Tribunal de Justiça sobre as desapropriações, entre processos de moradores e ações civis públicas.

Esta foi a primeira etapa da mediação. A reunião com os representantes do município está marcada para a próxima quinta-feira (20). ”Por uma questão de igualdade, nós ouvimos uma parte e depois ouviremos a outra, para que possamos colocá-las para dialogar”, explicou o magistrado, afirmando ainda a neutralidade dos mediadores. “A melhor decisão é aquela tomada pelas partes”, informou o desembargador.

A mediação será feita depois da segunda reunião por três magistrados aposentados. “É uma força de trabalho qualificada. São magistrados experientes, que já viram e ouviram de tudo em julgamentos”, completou o desembargador Fernando Chagas.

A comunidade de Vila Autódromo foi criada na década de 1970 e cerca de 450 pessoas habitavam o local antes da decisão da prefeitura de desaproriar a área para contruir instalações para os Jogos Rio 2016 .Várias manifestações foram feitas pelos moradores desde 2010. Parte dos moradores da vila acabou deixando a comunidade em troca de imóveis populares no Parque Carioca, um condomínio de 900 unidades, com dois e três quartos. Os imóveis têm área verde, clube com piscina, espaço gourmet, creche e espaço comercial, e custou R$ 105 milhões, segundo a Empresa Olímpica Municipal (EOM).  Decidiram ficar na comunidade 187 famílias, que cobram políticas públicas.

 

 

(Fonte:Agência Brasil)

Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro seleciona professores para Polícia Militar

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A Secretaria de Estado de Segurança (Seseg) do Rio de Janeiro realizará processo seletivo de prova de títulos para preencher 41 vagas de professor/instrutor, distribuídas por 34 disciplinas no Curso de Habilitação aos Quadros de Oficiais Auxiliares e Especialistas da Polícia Militar. As inscrições começam hoje, dia 13, e encerram no domingo, dia 16 de agosto. Os candidatos devem se inscrever no endereço eletrônico:https://bancodetalentos.seseg.rj.gov.br/candidate/links. Os selecionados receberão de R$ 52,00 a R$ 84,50 a hora-aula.

Podem participar os policiais da ativa, inativos e aposentados da Polícia Militar e da Polícia Civil e profissionais do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Forças Armadas, Guarda Municipal, bem como da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária e das unidades de Inteligência. Civis também podem se inscrever. O objetivo é atrair professores de instituições de ensino superior do Estado do Rio de Janeiro e profissionais atuantes no mercado de trabalho em diversas áreas como Direito, Estatística e Comunicação Social, por exemplo. Para se candidatar, o primeiro passo é o cadastramento no Banco de Talentos, programa criado em 2011, pela Subsecretaria de Educação, Valorização e Prevenção. O procedimento é feito pela internet na página: https://bancodetalentos.seseg.rj.gov.br.

A Seseg pretende reunir um corpo docente qualificado para atuação nas unidades de ensino das polícias. O Curso de Habilitação ao Quadro de Oficiais Auxiliares e Especialistas representa a perspectiva de ascensão ao oficialato eserá concluído em julho de 2016. Quem for selecionado lecionará apenas durante o período do curso e na disciplina escolhida, conforme estabelece o decreto 45172 de março de 2015 e a resolução 871/201, que regulamentam o Banco de Talentos. O resultado será divulgado no dia 11 de setembro.

“Acreditamos que o processo de formação consiste na ferramenta mais eficaz para sedimentar as políticas públicas na área de Segurança. Os formandos passarão a serem os executores dessa política e funcionarão como agentes multiplicadores do conteúdo apreendido. Há um enorme empenho da Seseg em planejar as ações de educação e fornecer aos policias uma formação qualificada, com professores que passaram por um processo seletivo e foram escolhidos por mérito, a partir de uma análise criteriosa dos currículos inscritos”, explicou o subsecretário de Educação, Valorização e Prevenção, Pehkx Jones da Silveira.