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Garotinho perde ação contra desembargador no TRF-2

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) negou, por unanimidade, nesta quinta-feira, o pedido do ex-candidato ao governo do Rio de Janeiro Anthony Garotinho que questionava a parcialidade do desembargador Marcello Granado. O político argumentou que o magistrado era favorável ao candidato ao Palácio Guanabara, o ex-juiz Wilson Witzel, do PSC, porque Granado replicou no Facebook postagem do procurador de Justiça Marcelo Rocha Monteiro sobre uma entrevista de Witzel a um jornal, como o blog publicou em primeira mão.

Garotinho pretendia que Granado fosse retirado do processo no qual foi condenado por quadrilha armada a quatro anos e seis meses de reclusão em regime semiaberto. Para o desembargador Abel Gomes, o Granado apenas compartilhou em seu perfil a postagem do promotor. Gomes explicou que o ex-juiz fala na matéria sobre questão jurídica envolvendo a legítima defesa e que, por isso, o promotor de justiça a replicou com o comentário “até que enfim um candidato que conhece o Código Penal”.

Gomes entendeu que a motivação do magistrado, que é professor de direito processual penal, foi acadêmica e não política: “A postagem não representa manifestação de apoio político ou engajamento em campanha eleitoral e nem sequer demonstra inclinação para votar no candidato Wilson Witzel”, concluiu.

O TRF-2 confirmou condenação de Garotinho por envolvimento no esquema investigado na Operação Segurança Pública S.A. O caso envolve a nomeação de policiais civis, que assumiam delegacias da Zona Oeste, para favorecer o contrabando de peças para máquinas de apostas e permitir a exploração do jogo ilegal, pelo grupo comandado pelo contraventor Rogério Andrade. Agora, o caso ainda está em fase de julgamento de recurso. Garotinho aguarda em liberdade.