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PM preso planejava matar comandante de batalhão

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Sargento da Polícia Militar há 16 anos, Antônio Carlos de Lima, de 38 anos, preso nesta sexta-feira suspeito de chefiar uma das milícias mais violentas do Rio de Janeiro, era investigado há seis meses pela própria corporação.

Um relatório revela que a PM apurava ao menos quatro denúncias de que o praça pretendia assassinar o comandante do 27º BPM (Santa Cruz), onde o próprio policial era lotado. As informações chegaram à PM via Disque-Denúncia.

Segundo o documento, o então comandante da unidade, tenente-coronel Wagner Nunes, seria considerado “linha dura” pelo grupo criminoso e estaria “incomodando” os milicianos da região.

As denúncias anônimas que ligavam o praça ao grupo criminoso que aterroriza Itaguaí, município da Região Metropolitana do estado.

No primeiro informe, em janeiro deste ano, é destacado que milicianos de Santa Cruz, na Zona Oeste do Município do Rio, pretendiam matar o comandante do 27º BPM. É ressaltado, também, que para cometer o crime os bandidos contariam com ajuda de policiais lotados no próprio batalhão.

Sete dias depois, ainda em janeiro, um novo relato. Dessa vez, o nome “Antônio” surge e é apresentado na denúncia como chefe da milícia em Chaperó, bairro de Itaguaí. As ameaças relatadas não se restringem ao comandante do 27º BPM.

Também são citados no relatório o “chefe” da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) e o promotor da comarca de Santa Cruz.

Segundo as informações, ambos estariam “atrapalhando” os planos de “unificar” os grupos de milicianos (de Itaguaí e Santa Cruz) num ano considerado crucial pelos criminosos: ano eleitoral.

Alguns dados em sistemas internos levaram a corporação a concluir que os quatro relatos no Disque-Denúncia se referiam ao sargento. O primeiro deles já localizava o batalhão em que o PM era lotado: o 27º BPM. Outro fato é que o policial era natural de Itaguaí, onde também tinha uma residência.

Outra informação que saltou em consulta a sistemas internos indicou que o sargento era dono de quatro veículos, avaliados, no total, em mais de R$ 113 mil. Um deles, aliás, constava como sendo roubado.

Além disso, a Corregedoria da PM já tinha denúncia na qual constava que o policial havia cometido crimes tipificados como milícia.

Antônio Carlos de Lima foi um dos alvos na megaoperação da Polícia Civil realizada na manhã de quinta-feira (2) contra o grupo de milicianos conhecido como Liga da Justiça que atua na Zona Oeste do Rio e é chefiado por Wellington da Silva Braga, o Ecko.

Na hierarquia da milícia em Itaguaí, o sargento respondia diretamente a Ecko e seria o responsável por extorsões, compras de armas e clonagem de carros. Na casa do policial, agentes apreenderam uma coronha, uma espada, munição e um porrete com pregos na ponta.