Noticias

MP investiga rotina de criminoso que extorque vans na Ilha do Governador

Uma investigação do Ministério Público monitorou a rotina do homem suspeito de ser o responsável por cobrar taxas a motoristas de vans na Ilha do Governador.

A investigação mostrou que o ex-policial militar Antônio Eugênio de Souza Freitas, o Batoré, tinha carros de luxo avaliados em mais de R$ 100 mil, um deles uma BMW importada. As investigações do Ministério Público mostram ainda que Antônio continuou praticando crimes depois de solto e que leva uma vida sossegada na Ilha do Governador. É visto com frequência numa academia de ginástica e em restaurantes do bairro e usa laranjas pra lavar o dinheiro ilegal.

Batoré é considerado um dos chefes da milícia que controla a região da Ilha do Governador.Ele chegou a ser preso em abril do ano passado numa grande operação da polícia, mas foi solto um mês depois durante um plantão judicial.

A decisão foi do desembargador Guaraci Vianna, que liberou o miliciano um pouco antes dele ser transferido para um presídio de segurança máxima fora do estado.

O BMW está no nome da sogra dele e um apartamento num condomínio no Recreio dos Bandeirantes, no nome da mãe de um ex-pm que foi preso junto com ele em 2005.

Batoré é acusado de extorquir dinheiro de motoristas de vans. De acordo com os investigadores, o lucro chega a R$ 800 mil por mês. Todas as vans legalizadas ou não pagam uma taxa semanal para o bandido.

O Minstério Público já sabe que Batoré usa a estrutura de uma cooperativa pra fazer a cobrança. Conta com a ajuda de pessoas da confiança dele: a própria família: são três irmãos e a esposa Fabiana Rufino.

E pra controlar todo o transporte alternativo na Ilha, Batoré fez uma aliança com o tráfico de drogas. As investigações mostram que o principal aliado dele é o traficante Fernando Gomes de Freitas, conhecido como Guarabu.

Testemunhas disseram que Batoré tem o costume de levar os motoristas que não fazem os pagamentos para o Morro do Dendê e que repassa parte do dinheiro para o Fernandinho Guarabu.

O chefe do tráfico na região está foragido da justiça há quinze anos. Tem dezessete mandados de prisão contra ele.