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Índios Guarani-Kaiowá vítimas da ditadura

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Breve contexto histórico dos povos Guarani Kaiowá

No século XIX, a região do Mato Grosso do Sul foi área de plantio de erva-mate e utilizou a mão-de-obra indígena no extrativismo vegetal. Por este motivo, os indígenas não foram expulsos do seu território tradicional e havia poucos conflitos entre os Guarani-Kaiowá e não indígenas. Entre 1915 e 1928 foram instituídas oito reservas indígenas cujo tamanho não consideravam os modos de vida dos Kaiowá e Guarani e sua forma de ocupar o território – caça, pesca, plantio, preservação familiar. Dentro destas reservas, o Serviço de Proteção ao Índio impôs um ordenamento militar, educação escolar, assistência sanitária e favoreceu as atividades das missões evangélicas que se instalavam na região. Entre as décadas de 50 e 80, durante a implantação das fazendas, muitos Guarani-Kaiowá foram obrigados a trabalhar na derrubada do mato da região que habitavam para o avanço da cidade e das fazendas. Logo em seguida, os fazendeiros recém-assentados, aliados ao poder político da região e à ditadura em vigor, começaram expulsar e dispersar de forma violenta as famílias Guarani-Kaiowá dos seus territórios tradicionais. Como reação a essa violência surgiu a Aty Guasu na década de 80 com o objetivo de fazer frente ao processo sistemático de genocídio — a expulsão, dispersão forçada e morte das famílias extensas indígenas do seu território tradicional.

1 comentário em "Índios Guarani-Kaiowá vítimas da ditadura"

  1. Se não fossem as Forças Armadas, muitas etnias já estariam dizimadas pelo narcotráfico estrangeiro!

    E graças aos índios militares é possível proteger melhor o território nacional!

    Há um problema que é pouco divulgado, que é a influência de ONGs e religiosos estrangeiros sobre indígenas brasileiros, na maioria das vezes visando exploração!

    Índio brasileiro jamais ficará sem uma terra protegida, mesmo que tenha ser realocado para a sua própria segurança!