
O ex-secretário de Saúde de Sérgio Cabral, no Rio de Janeiro, foi beneficiado por uma extensão do habeas corpus dado em dezembro ao empresário do setor de saúde Miguel Skin.
Ambos, aliás, já atuaram juntos. Como se pode ver na descrição de um e-mail enviado por Côrtes a Skin em seus tempos de fraudes e roubalheiras e revelado durante as investigações que culminaram com a prisão dos dois:
“Meu chapa (…) podemos passar pouco tempo na cadeia (…) Mas nossas putarias têm que continuar”.
Crimes
Sérgio Côrtes foi preso durante a operação Fatura Exposta, da Polícia Federal (PF), um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro. A operação investigou fraudes em licitações para o fornecimento de próteses para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into). Os investigadores afirmam que, entre 2006 e 2017, os desvios chegaram a R$ 300 milhões.
Além de Côrtes, também foram presos os empresários empresários Miguel Iskin e Gustavo Estellita. As prisões foram pedidas a partir da delação premiada de César Romero, que trabalhou com o ex-diretor do Into, ex-secretário executivo de Côrtes na Saúde, e foi o resposável por entregar todo o esquema. A delação foi homologada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal.
De acordo com as investigações, quando era diretor do Into, Sérgio Côrtes teria favorecido a empresa Oscar Iskin, da qual Miguel é sócio, nas licitações do órgão. Gustavo Estellita é sócio de Miguel em outras empresas e já foi gerente comercial da Oscar Iskin. A empresa é uma das maiores fornecedoras de próteses do Rio.