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Desarticulada uma das maiores quadrilhas de roubos a caixas eletrônicos do Brasil

Policiais da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) e Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) prenderam, na madrugada desta segunda-feira, Edson Frederico Gotti Spinosa, William Silva de Oliveira, João Ricardo de Lima, Maicon Corrêa e Guilherme Augusto da Silva Olvino, em Volta Redonda, no Sul Fluminense. Além deles, Moncla Eduardo de Souza foi capturado em Búzios, na Região dos Lagos. Os seis são integrantes de uma das maiores quadrilhas de roubos a caixas eletrônicos do Brasil e fazem parte da facção criminosa Primeiro Grupo Catarinense (PGC). Segundo investigações, o grupo tinha conexões com o Comando Vermelho (CV).

De acordo com a Polícia Civil, Moncla Eduardo seria responsável pela logística e estrutura do bando.  O grupo foi descoberto após investigações da Dcod e troca de informações com a DRF. De acordo com o delegado titular da Dcod, Felipe Curi, foram cerca de três meses de investigação, ‘um trabalho intenso de inteligência’.

“Sabíamos que eles iam tentar praticar esse crime porque eles aproveitavam o fim de semana. Tem uma pessoa de dentro da instituição financeira que dava apoio a eles, desativando os alarmes, monitorando as câmeras de segurança. E já identificamos o intermediário que fazia essa ligação entre a pessoa do banco e a quadrilha”, ressaltou Curi.

O delegado frisou, ainda, que o grupo entrava nos bancos durante a noite e passava a madrugada lá dentro para arrombar os cofres e caixas eletrônicos. Algumas vezes eles entravam na sexta-feira e só iam embora no domingo à noite. “E o banco só se dava conta do prejuízo na manhã de segunda-feira”, concluiu.

Os criminosos vinham praticando uma série de crimes no Rio, principalmente na capital, Campos dos Goytacazes, Volta Redonda, Pinheiral, e em Minas Gerais, na cidade de Três Corações onde, momentos antes de serem presos, tentaram arrombar, sem sucesso, o cofre de uma agência do Banco do Brasil.

Todos os integrantes do bando possuem passagem por roubo, furto, estelionato e porte ilegal de arma e dois deles tinham mandados de prisão pendentes. Alguns membros da quadrilha chegaram a se identificar com documentos falsos.

As investigações também apontam que o grupo criminoso planejava ações na Região dos Lagos, mais precisamente em Búzios, Cabo Frio e Arraial do Cabo. Eles foram autuados por formação de organização criminosa e uso de documento falso.