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H&M tira do ar propaganda racista

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Após acusação de racismo, a gigante varejista Hennes et Mauritz (H&M) se desculpou por ter “ofendido clientes” e anunciou a retirada da propaganda do ar : uma criança negra, com cerca de oito anos, usa um moletom escrito “coolest monkey in the jungle” (o macaco mais legal da floresta). Já a criança branca, que também integrava a peça, usava uma blusa escrito “jungle survival expert” (especialista em sobrevivência selvagem). A modelo e blogueira de moda britânica Stephanie Yeboah reagiu ao post com indignação no Twitter e seu post foi replicado por mais de 16 mil pessoas. “Quem teve a ideia na @hm de por este doce menino negro com um moletom que diz ‘O macaco mais legal da selva’?”, indignou-se no Twitter. “É repugnante…”, acrescentou. Usuários do Twitter descreveram a imagem publicitária do grupo suíço como inapropriada e ofensiva. O colunista do New York Times, Charles Blow, também se manifestou nas redes sociais: “@hm, você perdeu a cabeça?!?!?”. Por outro lado, alguns defendem que foi um “erro inocente”. “Limpo e branco”

Outros famosos também se pronunciaram. O rapper e produtor Diddy postou a foto refeita, onde o garoto usa uma coroa com o slogam trocado por “o rei mais legal do mundo”. Já o jogador de futebol americano Romelu Lukaku, postou a foto com a frase “preto é lindo”. O jogador de basquete LeBron James substituiu o slogan também com uma coroa escrito “O rei do mundo”. A assessoria da marca mandou uma nota oficial à imprensa, desculpando-se pela foto e afirmando que se arrepende da estampa divulgada. “Nós removemos a imagem de todos os nossos canais e o moletom não está mais a venda nas nossas lojas”, disse a H&M. Em 2014, a marca de roupa espanhola Zara também retirou uma peça do mercado após acusação de antissemitismo.

philtonbrasil-newsA camiseta infantil de listras com uma estrela amarela bordada possuía uma semelhança com os uniformes dos judeus nos campos de concentração nazistas.

 

No ano passado, o caso da marca Dove, do grupo Unilever, também gerou repercussão negativa. A marca se desculpou pela publicidade também considerada racista.

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A marca se desculpou pela publicidade também considerada racista. O anúncio mostrava uma mulher negra que, ao tirar a camiseta, se transformava em uma mulher branca e ruiva. Alguns usuários das redes sociais se mostraram indignados e concordaram que, ao se colocar a mulher negra no início da propaganda, há uma associação da pele negra ao “sujo”, mas que fica “limpo e branco” depois de usar o sabonete.