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Identificado suspeito de enviar carga de fuzis apreendida em aeroporto

Investigadores identificaram como Frederik Barbieri o homem suspeito de enviar, de Miami (EUA), contêineres com os 60 fuzis apreendidos no Aeroporto Internacional do Rio nesta quinta-feira. Ele é brasileiro, mas vive nos Estados Unidos.  O armamento – fuzis AK-47, AR-10 e G3 – estava acondicionado em aquecedores de piscina. Os modelos dos fuzis só poderiam ser usados por tropas de elite.  Nesta sexta, a polícia civil desmontou os fuzis apreendidos no aeroporto e busca mais pistas para rastrear o caminho que as armas fizeram do exterior até chegar ao Rio de Janeiro.  “O objetivo final dessa busca é identificar o primeiro comprador dessa arma. Quem foi que teve o primeiro contato com essa arma de fogo pra nós construirmos a cadeia até a chegada dela aqui no Brasil”, disse o delegado Maurício Mendonça.  No termo de apreensão da Receita Federal consta o nome da empresa LSBN Gestão Corporativa Comercial Limitada, como responsável pela carga.  Quatro homens foram presos, todos no Rio, suspeitos de envolvimento no tráfico dos fuzis. Luciano Andrade Faria, dono de uma transportadora; o despachante Márcio Pereira; João Vítor Silva Rosa, que segundo a polícia faria a revenda das armas; e um comparsa, José Carlos dos Santos Lins.  Segundo a polícia, traficantes de comunidades do Rio têm recebido uma grande quantidade de armas de guerra, vindas do exterior. Os investigadores suspeitam que pelo menos trinta cargas já chegaram à cidade para abastecer criminosos em diversas favelas. O número de apreensões feitas pela polícia dá uma ideia do perigo.