Noticias

Odebrecht doou R$ 16 milhões para Eduardo Paes e recebeu quase R$ 1 bilhão da Prefeitura

 

 

 

 

 

A empreiteira Odebrecht participou de quase todas as obras no Rio para a realização da Olimpíada de 2016. Ergueu as arenas e demais instalações do Parque Olímpico, a Vila dos Atletas, fez a duplicação do viaduto do Joá, a Linha 4 do Metrô, o corredor BRT Transolímpica e a reforma de seis estações de trem da SuperVia.

Também participou do consórcio Porto Maravilha, responsável pela revitalização da Zona Portuária, e construiu o Museu do Amanhã, na mesma região.

A Odebrecht diz que, em 2012, doou R$ 16 milhões ao ex-prefeito Eduardo Paes (PMDB) para favorecer a construtora com contratos de obras para a Olimpíada. E outros R$ 3 milhões em 2010, via caixa 2, para a campanha do deputado federal Pedro Paulo Carvalho (PMDB).

Os peemedebistas negam. Em 2008 e 2009 a Odebrecht não recebeu verba do município. Já de 2010 a 2016, foram R$ 955.759.745,12. Quase R$ 1 bilhão.

Mudança

Ano passado, reportagem do portal UOL revelou que a prefeitura mudou o projeto do Parque Olímpico para favorecer Odebrecht, Andrade Gutierrez e Carvalho Hosken. A informação consta em relatório do Comitê Olímpico Internacional.

Bens declarados

Em 2012, quando se reelegeu prefeito do Rio, Paes declarou à Justiça Eleitoral ter bens no valor de R$ 330,1 mil. Dinheiro insuficiente para a compra de um apartamento com mais estrutura em Maricá. Em 2016, Paes comparou a cidade a Atibaia (SP) para dizer a Lula (PT) que o lugar é “uma m…”. “Para com essa vida de pobre”, pediu ao ex-presidente.